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  • CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    O CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, anunciou nesta quarta-feira (20) que a empresa deixará de comercializar carne proveniente do Mercosul. Em uma carta publicada em suas redes sociais, Bompard expressou solidariedade aos agricultores franceses. O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é alvo de protestos na França.

    Na mensagem endereçada a Arnaud Rousseau, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores (FNSEA), da França, Bompard destacou a preocupação, portanto, com a possibilidade de que a carne importada não atenda às exigências e normas locais. “Em toda a França, ouvimos o desespero e a indignação dos agricultores”, escreveu ele.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil se manifestou rechaçando a declaração. “O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul,” afirmou o Ministério.

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    A decisão polêmica do Carrefour foi vista, portanto, como protecionista e fora de contexto. ”O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros,” repudiou o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

    O Carrefour Brasil afirmou que suas operações no país não serão afetadas, embora a medida tenha sido anunciada na França.

  • Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    A China, principal parceiro comercial do Brasil, abriu quatro novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Os acordos foram firmados nesta quarta-feira (20), durante um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, em Brasília. Portanto, com essa conquista, o Brasil alcançou 281 mercados agropecuários abertos desde o início de 2023.

    Protocolos Brasil e China

    Os protocolos foram assinados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduanas da China (GACC). Ou seja, eles definem requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo, além de farinha e óleo de peixe e outras gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

    O presidente Lula destacou o papel do Brasil como principal fornecedor de alimentos para a China desde 2017. “O agronegócio brasileiro segue garantindo a segurança alimentar chinesa”, afirmou, durante pronunciamento no Palácio da Alvorada.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da parceria entre os dois países. “O Brasil é um fornecedor confiável de alimentos e energia renovável. Temos capacidade para ampliar essa relação com sustentabilidade”, disse.

    Potencial de exportação e demanda chinesa

    A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa estima que os novos mercados podem gerar US$ 450 milhões anuais em exportações. O secretário Luis Rua acredita que, considerando o potencial brasileiro, esse valor pode superar US$ 500 milhões por ano. “A China importa quase US$ 7 bilhões desses produtos e o Brasil se consolida como parceiro estratégico e seguro”, afirmou.

    A China é o maior importador global de gergelim, com 36,2% das importações mundiais, totalizando US$ 1,53 bilhão em 2023. O Brasil, que ocupa a sétima posição nesse mercado, está ampliando a área de cultivo do produto.

    No caso da farinha de pescado, a China lidera as compras, com US$ 2,9 bilhões importados em 2023. Apesar de ainda ter participação limitada, o Brasil busca expandir sua presença nesse segmento.

    Já no sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, com o Brasil representando 0,29% das exportações globais.

    As uvas frescas, que vêm ganhando destaque no mercado internacional, agora chegam ao mercado chinês. O Brasil já responde por 2% do comércio global da fruta, com foco em consumidores de uvas premium.

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    Requisitos para exportação

    Os novos protocolos estabelecem exigências específicas para cada produto. Os estados de Pernambuco e Bahia concentrarão a exportação de uvas frescas. Ao mesmo tempo, os produtores devem seguir boas práticas agrícolas e obter registro no Mapa. 

    Além disso, para os derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe, as empresas precisam adotar sistemas de controle rigorosos, como o Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Em resumo, os produtos devem ser rastreáveis, atender aos requisitos da China e ter registro válido por cinco anos.

    Ou seja, com esses acordos, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos, ampliando sua presença em mercados estratégicos.

     

  • Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    O agronegócio brasileiro registrou em outubro um recorde histórico nas exportações, somando US$ 14,27 bilhões. Ou seja, o valor representa um crescimento de 6,2% em relação aos US$ 13,43 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em resumo, o aumento foi impulsionado por um crescimento de 3,7% no volume exportado e de 2,5% nos preços médios.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou o desempenho positivo. “De janeiro a setembro, tivemos uma leve queda de 0,2%. Porém, com o resultado de outubro, o acumulado do ano já apresenta um crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. O agronegócio responde por quase metade das exportações brasileiras”, afirmou.

    Principais setores exportadores

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os setores que lideraram as exportações em outubro foram complexo soja, carnes, açúcar, produtos florestais, café e cereais. Juntos, eles representaram 82,7% da pauta exportadora, gerando US$ 11,80 bilhões.

    Entre os produtos com maior volume exportado, destacaram-se o açúcar de cana (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas).

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    Produtos em destaque

    As exportações de carnes atingiram US$ 2,62 bilhões, alta de 38,6% em relação a outubro de 2023. A carne bovina foi o principal destaque, com receita de US$ 1,36 bilhão, um recorde histórico. O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 270,33 mil toneladas.

    O açúcar também manteve a trajetória de alta, com exportações de 3,73 milhões de toneladas (+29,8%). Apesar da queda de 11,8% no preço médio, o setor gerou US$ 1,76 bilhão.

    Ao mesmo tempo, outro recorde veio do setor cafeeiro, que exportou US$ 1,40 bilhão em outubro (+61,1%). As vendas de café verde atingiram US$ 1,31 bilhão (+62,7%), com volume de 279,26 mil toneladas (+12%).

    Produtos como suco de laranja, algodão, bovinos vivos e feijões também contribuíram, somando um aumento de US$ 362,01 milhões em relação a outubro de 2023.

    Acumulado do ano

    Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações do agro totalizaram US$ 140,02 bilhões, alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2023. Esse resultado foi impulsionado por um aumento de 6,6% no volume exportado, compensando a queda de 5,9% nos preços médios.

    Portanto, o agronegócio manteve sua relevância, representando 49,2% das exportações totais do Brasil no período.

     

  • 9 mil litros de sucos sem registro são apreendidos

    9 mil litros de sucos sem registro são apreendidos

    Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Vale do Paraíba, em São Paulo, resultou na apreensão de 14 mil mudas de espécies frutíferas e quase 9 mil litros de suco irregular. As mudas foram encontradas em um viveiro sem a devida inscrição no Mapa, levando à autuação da produtora, que foi instada a regularizar sua situação.

    Estabelecimento produtor dos sucos não tem registro no Mapa, na área de bebidas.

    Além disso, os fiscais interceptaram 8.719 litros de quatro tipos de sucos em uma cooperativa de produtores orgânicos em Pindamonhangaba. O estabelecimento responsável pela produção dos sucos não possuía registro na área de bebidas do Mapa, e os produtos seriam destinados à venda para prefeituras da região, com o objetivo de serem utilizados na merenda escolar. Sendo assim, é considerado irregular a venda e produção dos produtos.

    Apreensão ainda permite defesa

    As apreensões foram feitas de forma cautelar, portanto será permitido que os produtos sejam liberados caso sejam regularizados. A operação envolveu equipes de diferentes setores do Mapa, incluindo inspeção de mudas e sementes, produtos orgânicos e a unidade regional em Guaratinguetá.

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    A fiscalização ocorreu entre os dias 4 e 7 de novembro, com a equipe percorrendo 636 quilômetros para acessar os estabelecimentos. Assim, essa ação marca o início bem-sucedido da fiscalização conjunta nas áreas de mudas e produtos orgânicos na região do Vale do Paraíba. Portanto as equipes já planejam repetir a operação em 2025.

    Durante a fiscalização, também foram inspecionados produtores de mudas em Campos do Jordão e São José dos Campos, além de estabelecimentos relacionados à produção orgânica em Jacareí e Pindamonhangaba. Além disso, amostras de produtos vegetais também foram coletadas para análise laboratorial da qualidade orgânica.

  • COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    O Brasil tem potencial para dobrar a produção de alimentos sem desmatar, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante a COP29. Representando a pasta, o assessor especial Carlos Ernesto Augustin participou do painel “Transição de um sistema alimentar saudável, sustentável e justo: oportunidades econômicas”. O evento ocorreu nesta segunda-feira (18), em Baku, no Azerbaijão.

    Augustin destacou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), criado em dezembro de 2023. Em resumo, o programa busca recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, promovendo sistemas agropecuários e florestais sustentáveis. Segundo ele, o Brasil tem todos os recursos necessários para implementar o PNCPD, incluindo tecnologia avançada, produtores capacitados e financiamentos com juros competitivos.

    Ou seja, com iniciativas como o PNCPD, o Mapa reforça seu compromisso de aumentar a produção sem ampliar o desmatamento. As práticas sustentáveis também ajudam a reduzir as emissões de carbono. Dessa forma, o Brasil se consolida como um modelo global de produção sustentável.

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    Sobre o PNCPD

    O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas foi instituído pelo Decreto 11.815/2023. Ele promove políticas públicas voltadas à recuperação de pastagens e ao uso sustentável das terras. Entre as ações previstas estão: adoção de tecnologias sustentáveis, mapeamento de áreas prioritárias e financiamento para produtores. Além disso, o programa incentiva o desenvolvimento de planos de negócios baseados nas aptidões regionais.

     

  • Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreenderam mais de oito mil litros de azeite suspeito de adulteração. Ou seja, a operação, realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), teve como foco combater o comércio clandestino do produto.

    Os 1.692 galões de azeite, equivalente a cinco litros cada, foram recolhidos em distribuidoras. Amostras do produto estão em análise para confirmar se se trata de óleo misto. A marca envolvida não tinha autorização do Mapa para comercializar azeite.

    O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, detalhou o esquema durante entrevista coletiva. “Essa marca já foi flagrada em 2019 vendendo azeite adulterado. Agora, identificamos novamente a prática irregular”, explicou.

    Produto fraudado em larga escala

    A investigação aponta que o azeite fraudado foi distribuído para mais de 800 estabelecimentos no Espírito Santo. Ou seja, bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis usavam os galões para reabastecer frascos menores, oferecidos diretamente aos consumidores. “Muitos clientes consumiram óleo de qualidade inferior acreditando ser azeite puro”, afirmou Passamani.

    Os responsáveis pela empresa poderão responder por crime contra a relação de consumo, com pena de 2 a 5 anos de prisão. “Se confirmada a adulteração, eles lucravam enganando o consumidor e infringindo a lei”, acrescentou o delegado.

    Riscos e orientações ao consumidor

    Segundo o Mapa, o produto apreendido não apresenta risco imediato à saúde, mas carece das propriedades nutricionais do azeite. “A longo prazo, o consumo frequente pode gerar problemas”, alertou Passamani.

    Portanto, a Decon recomenda que consumidores devolvam os produtos adquiridos das marcas investigadas. Além disso, em caso de recusa do estabelecimento, é possível registrar denúncia na delegacia. Em resumo, para evitar fraudes, o Mapa orienta a consulta da regularidade das marcas em seus sites e do Procon.

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    Ações anteriores e panorama global

    Esta é a terceira operação de 2024 para coibir a venda de azeite adulterado no estado. Desde outubro, as autoridades apreenderam quase nove mil litros de azeite. Em operações passadas, elas já identificaram fraudes em outras marcas.

    O azeite ocupa o segundo lugar no ranking dos produtos alimentares mais adulterados no mundo, atrás apenas dos pescados. Portanto, para evitar fraudes, o Mapa recomenda o consumidor a desconfiar de preços baixos e verificar se a marca está registrada no órgão.

    Histórico de apreensões

    Desde 2020, operações como a “Havana” identificaram esquemas de adulteração que geraram prejuízos de milhões de reais. No mesmo ano, os policias apreenderam mais de 1.300 frascos na Grande Vitória. Além disso, o trabalho de fiscalização retirou do mercado outras marcas fraudulentas nos anos seguintes.

    A Decon e o Mapa continuam monitorando o setor para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

  • Brasil pode se tornar país das lagostas

    Brasil pode se tornar país das lagostas

    A produção de lagostas no Brasil é uma atividade de grande relevância, especialmente para as comunidades costeiras do Nordeste. O país, com sua extensa costa atlântica, é um dos principais produtores mundiais desse crustáceo, conhecido por sua alta qualidade e demanda no mercado internacional.

    A pesca de lagosta se concentra principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, que abrigam as maiores áreas de captura e processamento.

    Tradicionalmente, a pesca de lagostas no Brasil é feita com armadilhas conhecidas como “manzuás” e “covo”. Embora rudimentares, são eficazes para capturar as espécies Lagosta Vermelha (Panulirus argus) e Lagosta Verde (Panulirus laevicauda). No entanto, a pesca ilegal com compressores, que danifica os recifes de corais e afeta a reprodução das lagostas, continua sendo um desafio enfrentado pelas autoridades e comunidades pesqueiras.

    Sustentabilidade

    Nos últimos anos, houve um aumento nos esforços para promover a pesca sustentável e proteger os estoques de lagosta. O governo brasileiro, por meio de regulamentações, implementa períodos de defeso (interdição da pesca durante a época de reprodução) e estabelece tamanhos mínimos para captura, visando garantir a renovação dos estoques e a preservação do ecossistema marinho.

    A lagosta brasileira é altamente valorizada nos mercados internacionais, com os Estados Unidos e a Europa como os principais destinos das exportações. A alta demanda impulsiona a economia local e gera empregos em diversas etapas da cadeia produtiva, desde a captura até o processamento e a logística. A exportação da lagosta é uma das principais fontes de renda para pescadores artesanais e empresários do setor pesqueiro.

    Pesca da lagosta na costa brasileira tem um limite máximo de captura definido

    A portaria interministerial, do Meio Ambiente e da Pesca, define em 6.192 toneladas a soma das capturas de lagosta-vermelha e lagosta-verde na temporada de pesca 2024. A decisão foi a partir de recomendações científicas, avaliações da população desses animais, além de consultas aos pescadores, pesquisadores, empresários e organizações da sociedade civil.

    Segundo a ONG Oceana, a população de lagostas reduziu mais de 80% desde a década de 1950, início da pescaria em Pernambuco e no Ceará.

    A estimativa é de que mais de cem mil pessoas dependam direta ou indiretamente da pescaria, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, adotar um limite de captura, e de comprimento mínimo dos animais pescados, ajuda a recuperar a população das duas espécies. Isso acaba trazendo ganhos de longo prazo pelo aumento da renda futura, além de tornar a pesca da lagosta sustentável.

    Lagosta para turistas
    Governo definiu limite máximo de pesca da lagosta na costa brasileira

    Para fazer o controle, agora, as empresas pesqueiras deverão informar a entrada do produto no site do Ministério do Meio Ambiente, em 3 dias, a partir da nota fiscal de primeira venda, da nota de produtor ou de entrada na empresa. Um painel de acompanhamento do limite máximo de captura fica disponível no site do Ministério da Pesca.

    Nesta temporada, também fica proibida a retenção a bordo de fêmeas prontas para reprodução e é obrigatório que os animais estejam vivos até serem entregues às empresas pesqueiras.

    Abertura de mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas do Brasil

    O governo brasileiro informou essa semana que  Singapura liberou a aprovação sanitária para que o Brasil exporte lagostas vivas àquele país.

    A autorização soma-se à abertura, em fevereiro deste ano, do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos e extrato de carne bovina. Nos nove primeiros meses de 2024, o país já importou aproximadamente US$ 540 milhões em produtos agrícolas do Brasil.

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    Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 195ª abertura de mercado neste ano, totalizando 273 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023.

    Desafios e Perspectivas

    A produção enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de combater a pesca predatória. E assegurar o cumprimento das normas de sustentabilidade, modernizando as práticas de pesca. Questões climáticas, como o aumento da temperatura dos oceanos e a degradação dos recifes, também representam ameaças à reprodução e sobrevivência das lagostas.

    Investimentos em aquicultura de lagostas vêm ganhando espaço como uma possível solução para diminuir a pressão sobre os estoques naturais. Projetos de cultivo controlado estão sendo desenvolvidos em algumas regiões, visando replicar as condições do habitat natural e garantir uma produção sustentável a longo prazo.

    A pesca de lagostas no Brasil é uma atividade de destaque que combina tradição, importância econômica e desafios ambientais. O futuro da produção depende de uma gestão equilibrada que promova a sustentabilidade, proteja os recursos naturais e assegure o desenvolvimento das comunidades pesqueiras.

    Com medidas de conservação adequadas e o fortalecimento da fiscalização, o Brasil tem potencial para manter sua posição de destaque no mercado global e garantir a preservação do ecossistema marinho.

  • Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Em outubro, o Brasil obteve o segundo maior resultado histórico na abertura de mercados para produtos agrícolas. No mês, o país criou 34 novas oportunidades de exportação em 12 países, quase igualando as 35 aberturas registradas durante todo o ano de 2019. Portanto, esse desempenho ficou atrás apenas de setembro deste ano, que bateu recorde com 55 novos mercados em 14 países.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de outubro, destacam-se a Arábia Saudita, que passou a receber algodão em pluma e caroço. Já o Gabão, com sementes de milho, sorgo, soja e braquiária; e a Colômbia, com sementes de setária. Outros produtos que ganharam novos mercados incluem amêndoas de cacau e erva-mate para países da União Eurasiática (como Rússia e Armênia). Além disso, sêmen e embriões de ovinos e caprinos para Cuba, frutos secos de macadâmia para o Japão e carne de ovinos e caprinos para o Catar.

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    Outras aberturas de mercados

    Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil abriu 192 mercados em 48 destinos nos últimos 10 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e da gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa, o total subiu para 270 mercados em 61 países.

    “O avanço na abertura de mercados comprova que o Brasil oferece atributos essenciais atualmente, como sanidade, sustentabilidade e competitividade. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto liderado pelos ministros Carlos Fávaro e Mauro Vieira e do apoio dos adidos agrícolas nas negociações comerciais”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. Ele destacou que mais de 65% das aberturas ocorreram em postos com adidos agrícolas. Em resumo, a expansão dessas representações de 29 para 40 postos deverá impulsionar novos recordes.

    Fortalecimento das exportações

    A abertura de novos mercados vem fortalecendo as exportações brasileiras. Em setembro, as vendas externas do agronegócio atingiram o recorde de US$ 14,19 bilhões, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações do setor somaram US$ 166,19 bilhões. Ou seja, uma alta de 1,8% sobre os US$ 163,19 bilhões do período anterior.

  • Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    Aviões da Fórmula 1 voltam para Europa carregados de frutas

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, se tornou o epicentro de operações logísticas esta semana.  Além de receber as máquinas que disputarão o Grande Prêmio de São Paulo, de Fórmula 1, em Interlagos, o terminal aproveitou o retorno das aeronaves para impulsionar a exportação de frutas brasileiras.

    No embarque de volta, os aviões saíram carregados de manga, mamão, limão e gengibre, com destino a cidades como Amsterdã, Lisboa e Paris.

    Rita Lourenço, chefe do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) de Viracopos, destacou a sinergia entre a logística aérea e o agronegócio: “Essa é a beleza do agro. Sempre que há espaço em aeronaves, as oportunidades de ampliar as exportações são aproveitadas.”

    O Vigiagro, vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável por inspecionar produtos agropecuários, garantindo a segurança fitossanitária do Brasil.

    Volume expressivo e logística ágil

    Segundo dados fornecidos por Rita, as frutas exportadas totalizaram 110.601 quilos. Embora os aeroportos de São Paulo lidem rotineiramente com o embarque internacional de frutas, o fim de semana teve um volume mais alto que o usual, impulsionado pela intensa movimentação relacionada ao evento da Fórmula 1.

    No final de semana em que máquinas chegaram em Campinas, volume de exportação foi maior porque havia mais aeronaves disponíveis

    O processo logístico se destaca pela agilidade. As frutas são descarregadas de caminhões nas docas do aeroporto e, após uma série de inspeções fitossanitárias e documentais, são rapidamente paletizadas e embarcadas. “A logística exige sincronia total”, explicou Rita.

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    Caminhões descarregaram as cargas pela manhã e, em poucas horas, as frutas já estavam a caminho de seus destinos europeus. Ela destacou que o fim de semana anterior ao evento automobilístico costuma ser um dos períodos mais agitados para as operações do Vigiagro.

    Inspeção e segurança agropecuária

    O trabalho da equipe do Vigiagro é fundamental para proteger a produção nacional de pragas e doenças que podem ameaçar o setor agrícola.

    A inspeção garante que os produtos atendam aos padrões exigidos pelos mercados internacionais, assegurando a qualidade e sanidade das exportações brasileiras.

    As frutas, inspecionadas e certificadas no mesmo dia, seguem sem necessidade de armazenamento em câmaras frias, acelerando ainda mais o processo.

    Com essa integração entre a chegada das máquinas da Fórmula 1 e a exportação de produtos agrícolas, Viracopos demonstra sua importância estratégica, tanto para o setor esportivo quanto para o agronegócio brasileiro, ao aproveitar cada oportunidade logística para, assim, ampliar as exportações e, consequentemente, fortalecer a economia.

  • Danone do Brasil desmente a própria Danone em polêmica com soja brasileira

    Danone do Brasil desmente a própria Danone em polêmica com soja brasileira

    A Aprosoja Brasil, entidade que representa os agricultores do maior produtor e exportador global de soja, manifestou que há “motivos de sobra” para que os produtores rurais brasileiros boicotem a Danone.

    Essa declaração surge após um alto executivo da multinacional francesa afirmar que a empresa não comprará mais soja do Brasil.

    Em resposta, o Ministério da Agricultura do Brasil destacou que o país deve ser tratado com “a mesma justiça e equilíbrio que pautam as relações comerciais internacionais”.

    O ministério também rechaçou as “posturas intempestivas e descabidas” de empresas europeias com forte presença no mercado brasileiro, sem especificar quais seriam essas empresas.

    Entenda a polêmica criada pela Danone

    A situação se agravou quando Juergen Esser, CFO da Danone, declarou à Reuters que a empresa havia interrompido a importação de soja brasileira. O motivo alegado estaria relacionado a questões de sustentabilidade.

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    Contudo, a Danone do Brasil negou essa afirmação, afirmando que continua a adquirir soja nacional em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.

    “A Danone está há mais de 50 anos no Brasil e investe anualmente em ações que priorizam o apoio e o desenvolvimento de grandes a pequenos produtores locais, incentivando práticas mais sustentáveis em todos os elos da nossa cadeia de fornecimento,” afirmou a empresa em comunicado.

    A companhia ressaltou, além disso, que a soja brasileira é essencial para sua cadeia de fornecimento. “A soja brasileira é um insumo essencial na cadeia de fornecimento da companhia no Brasil e continua sendo utilizada.”

    Legislação Brasileira

    O governo brasileiro enfatizou que possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e considera arbitrárias as normas propostas pela União Europeia.

    O Ministério Agricultura manifestou, portanto, seu compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e transparentes.