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  • Agro brasileiro bate recorde com 300 mercados abertos

    Agro brasileiro bate recorde com 300 mercados abertos

    O Brasil alcançou um marco histórico no agronegócio com a abertura de 300 novos mercados internacionais em menos de dois anos. Ou seja, o feito consolida o país como um dos principais players globais do setor.

    O esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) garantiu o resultado em 23 meses. O governo afirma que, desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil incorporou 62 novos destinos à pauta exportadora. Como resultado, houve a ampliação de diversidade de mercados e produtos.

    “Hoje celebramos uma conquista histórica para o setor agropecuário brasileiro. São 300 mercados abertos durante o terceiro mandato do presidente Lula. Gerando emprego e oportunidades para nossos agricultores, pecuaristas, e todos os que fazem parte dessa cadeia produtiva. Em 2025, seguiremos com o mesmo empenho e determinação. Buscando ainda mais conquistas para o agro, garantindo que o Brasil continue a crescer, oferecendo mais oportunidades para os brasileiros”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Agro brasileiro com mercados variados

    A diversificação das exportações foi fundamental para esse avanço. Além de carnes e grãos, itens como embriões, gergelim, uvas frescas, erva-mate, sorgo, açaí em pó, sementes, noz-pecã e produtos de reciclagem animal, como penas de aves, ganharam espaço no mercado internacional.

    Outro ponto de destaque foi a expansão da rede de adidos agrícolas. Em resumo, com a criação de 11 novos postos estratégicos, o Brasil agora conta com 40 representantes no exterior. Esses profissionais têm papel essencial na superação de barreiras técnicas e na promoção dos produtos brasileiros.

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    Para 2025, reforçaremos ainda mais as ações de promoção comercial em conjunto com a ApexBrasil e o MRE para que todas as oportunidades que estão sendo geradas possam ser efetivadas de maneira que o Brasil continue reforçando sua posição na geopolítica da paz”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

    Com perspectivas positivas para 2025, a expectativa é de mais abertura de mercados. Ao mesmo tempo, o governo espera fortalecer as parcerias com a ApexBrasil e intensificar as ações de promoção comercial. Portanto, esses fatores devem impulsionar as exportações do agronegócio brasileiro, tanto em volume quanto em valor.

  • Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Mapa registra novos produtos para manejo de pragas no Brasil

    Os produtores brasileiros agora dispõem de novas soluções para o controle de pragas como psilídeo, mosca-branca e cigarrinha. Em geral, entre os destaques estão um produto de baixo risco e outro com mecanismo de ação inédito.

    O Ato nº 58, publicado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária no Diário Oficial da União, oficializou o registro de 23 defensivos formulados. Os especialistas consideram oito deles de baixo impacto. Além disso, os produtos, agora disponíveis para os agricultores, incluem soluções inovadoras e mais sustentáveis.

    Os registros incluem quatro produtos baseados em ingredientes ativos novos. A Anvisa classificou dois deles, de origem química, como categoria 5, indicando baixo risco toxicológico. Os outros dois foram desenvolvidos para a cultura dos citros, que enfrenta desafios fitossanitários significativos, prejudicando a produtividade.

    Produtos para controle de pragas em diferentes culturas

    Um dos destaques é o defensivo à base de dimpropiridaz, indicado para combater a mosca-branca (Bemisia tabaci), a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e o psilídeo (Diaphorina citri), vetor do Greening. Em resumo, o produto atua paralisando a alimentação dos insetos, reduzindo a transmissão de vírus e bactérias. Além disso, não apresenta resistência cruzada com outros ingredientes ativos, tornando-se uma opção eficaz para o manejo integrado de pragas.

    Ao mesmo tempo, outro produto registrado utiliza peptídeos que ativam o sistema imunológico das plantas de citros. Ele é eficaz contra Xanthomonas citri subsp. Citri (causadora do cancro cítrico) e Liberibacter asiaticus (responsável pelo Greening). Os pesquisadores testaram mais de 40 combinações em campo e desenvolveram o produto, considerado de baixo risco, com foco na resposta imunológica contra doenças bacterianas.

    “Nosso objetivo é oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para o manejo integrado de doenças, especialmente bacterianas e fúngicas”, afirmou Tatiane Nascimento, chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados.

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    Inovações para soja, milho e café

    Outro produto registrado utiliza óleo de café e eucalipto para controlar Bemisia tabaci na soja e Dalbulus maidis no milho. Já um defensivo à base de ácido nonanóico foi desenvolvido para combater a broca do café (Hypothenemus hampei), praga que ataca frutos em qualquer estágio de maturação e causa prejuízos globais.

    Impacto econômico e segurança

    Os demais produtos utilizam ingredientes já registrados no país, mas contribuem para aumentar a concorrência no mercado de defensivos. Isso promove custos de produção mais baixos e um comércio mais justo para a agricultura brasileira.

    Todos os defensivos registrados passaram por análise rigorosa dos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, seguindo critérios científicos e melhores práticas internacionais. Portanto, essas soluções representam um avanço significativo para a sanidade vegetal e a produtividade agrícola no Brasil.

     

  • Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    O Ministério da Agricultura anunciou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) para o período de 2025 a 2032. Em resumo, o objetivo é fortalecer o controle sanitário, sem abordar questões socioambientais. A rastreabilidade plena, no entanto, será obrigatória apenas em janeiro de 2033.

    Nos dois primeiros anos, o governo vai criar e adaptar o sistema eletrônico que integrará dados estaduais de movimentação animal. A partir de 2027, fêmeas vacinadas contra brucelose e animais de protocolos privados serão identificados. Em 2030, a exigência será estendida aos bovinos movimentados entre fazendas.

    O ministro Carlos Fávaro destacou que a medida agrega valor à produção e facilita o acesso a mercados como Japão e Coreia do Sul. “Essa rastreabilidade nos permite acessar mercados mais restritivos e bem remunerados. O processo de adesão será acelerado”, afirmou.

    Custo e dispositivos eletrônicos

    Os pecuaristas serão responsáveis pelos custos de identificação, estimados entre R$ 4 e R$ 5 por animal. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) negociou a obrigatoriedade de apenas um dispositivo por animal, como brincos ou bottons auriculares com chip.

    “O chip custa cerca de R$ 3. Isso é custo ou investimento? A arroba do boi rastreado valerá mais do que o preço do chip”, disse Fávaro. Segundo ele, o plano atende principalmente demandas sanitárias, mas também melhora a qualificação dos produtos para o mercado externo.

    Marcelo Motta, diretor de Saúde Animal, reforçou que o foco do plano é sanitário. “Queremos transparência na movimentação do rebanho e informações para controle de surtos ou doenças”, explicou.

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    Possíveis antecipações

    O plano prevê a possibilidade de adiantar prazos, conforme a entrega do sistema eletrônico. Ou seja, caso esteja operacional até o final de 2025, a obrigatoriedade poderá começar antes. Portanto, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que um comitê gestor nacional acompanhará a implementação e avaliará a antecipação em Estados mais preparados.

    Em geral, desde 2009, o Brasil utiliza rastreabilidade em lotes, com foco sanitário. Em 2023, o país abateu 34,1 milhões de cabeças de gado. O novo sistema permitirá rastreamento individual, trazendo maior segurança aos parceiros comerciais e consumidores brasileiros.

    Controle e transparência do Brasil 

    O sistema também fornecerá informações em tempo real ao setor privado e aos consumidores sobre a origem dos produtos. “Vamos garantir segurança aos parceiros comerciais e à população brasileira sobre os critérios sanitários do processo”, concluiu Motta.

    O Ministério da Agricultura avalia ainda extinguir a marcação a fogo para rastreabilidade, medida prevista em lei. Porém, a decisão depende do andamento do plano e da implementação das novas tecnologias.

     

  • Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (17) o Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos. Em resumo, a medida, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades, marca um importante avanço na defesa agropecuária e no controle de qualidade da carne brasileira.

    Mais segurança e novos mercados

    Segundo a Abiec, o novo sistema permitirá maior segurança alimentar e abrirá portas para novos mercados internacionais, além de fortalecer os atuais. Ou seja, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, já vende para mais de 150 países e busca consolidar sua posição com a implementação do plano.

    Atualmente, a rastreabilidade no Brasil é feita por lotes, por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA). Com o plano, tecnologias como bottons e brincos eletrônicos farão o controle individual de cada animal.

    “A rastreabilidade individual vai modernizar a pecuária, agilizar respostas a emergências sanitárias e proteger os mercados internacionais”, afirma Roberto Perosa, presidente executivo da Abiec. Ele ressalta que o sistema evitará prejuízos à cadeia produtiva e criará oportunidades comerciais importantes.

    Para os produtores, a rastreabilidade individual trará melhorias na gestão dos rebanhos e propriedades. “O cronograma gradual permitirá que o setor se adapte de forma tranquila às novas exigências”, acrescenta Perosa.

    Fernando Sampaio, diretor de Sustentabilidade da Abiec, destaca que houve consenso na construção do plano entre diferentes setores. Porém, ele alerta para a necessidade de apoiar os pequenos produtores. “Precisamos de esforços públicos e privados para garantir a eficiência do sistema e facilitar o registro de movimentações nos sistemas estaduais e nacional”, explica.

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    Três etapas

    O cronograma prevê três etapas: desenvolvimento do sistema nacional, integração com sistemas estaduais e identificação gradual dos rebanhos. Alguns estados, como Santa Catarina, já possuem rastreabilidade individual obrigatória. O Pará e São Paulo também estão em processo de implementação de seus sistemas.

    Abiec

    Criada em 1979, a Abiec reúne 43 empresas que representam 98% da carne bovina exportada pelo Brasil. Em resumo, o país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, exportando 30% desse total para mercados que exigem os mais rigorosos padrões de qualidade.

  • Caranguejo ornamental vivo: Brasil abre mercado para o Japão

    Caranguejo ornamental vivo: Brasil abre mercado para o Japão

    O Brasil celebrou a aprovação sanitária que permite a exportação de caranguejo ornamental vivo ao Japão. A novidade dispensa o uso de Certificado Zoossanitário Internacional, facilitando o comércio.

    Parceria comercial com o Japão

    Em 2023, o Japão foi o quarto maior destino das exportações agrícolas brasileiras, movimentando US$ 4,1 bilhões. Em resumo, entre janeiro e outubro de 2024, o volume chegou a US$ 2,84 bilhões, reforçando a importância do mercado japonês para o agronegócio nacional.

    Além do caranguejo ornamental, outros sete produtos brasileiros receberam autorização para exportação ao Japão em 2024. Entre eles estão abacate Hass, farelo de mandioca, feno, polpa cítrica desidratada, flor seca de cravo-da-índia, folha seca de erva-mate e fruto seco de macadâmia.

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    Desde o início de 2023, o agronegócio brasileiro alcançou 284 aberturas de mercado em 62 países, sendo 206 delas realizadas apenas em 2024.

    Portanto, o avanço reflete a ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir a presença brasileira no comércio internacional.

    Tilápia

    Ao mesmo tempo, o Brasil deu um passo importante para intensificar a exportação de tilápia fresca para os Estados Unidos (reportagem completa no link acima). A primeira carga de pescado para o mercado norte-americano sem a exigência da Certificação Sanitária Internacional (CSI), um procedimento que vigorava desde 2012. Em resumo, a medida, resultado de uma desburocratização anunciada em outubro, já mostra seus primeiros efeitos. Nos testes realizados desde a implementação, foram enviadas 34 toneladas de filé fresco de tilápia.

     

  • Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizaram uma ação de fiscalização em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde apreenderam 18,7 toneladas de arroz com irregularidades. A operação resultou na apreensão de 1.332 pacotes de 5 quilos de arroz que estavam rotulados como tipo 1, mas que na verdade correspondiam ao tipo 5, considerado de qualidade inferior.

    Durante a fiscalização, os fiscais também encontraram dois lotes adicionais de arroz, totalizando 2.418 pacotes de 5 quilos, que apresentavam discrepâncias nas classificações. Um lote tinha a classificação de tipo 3, enquanto outro apresentava a categoria “fora de tipo”, o que sinalizava um excesso de grãos quebrados e a presença de outras impurezas. Ambos foram identificados com suas características distintas. E os dois lotes também traziam a indicação errônea de “Arroz Tipo 1”.

    Resultados da análise laboratorial

    Os resultados das análises laboratoriais confirmaram as irregularidades. Para ser classificado como tipo 1, o limite de grãos quebrados e quireras não pode ultrapassar 7,5% do peso total. No entanto, uma das amostras apresentou uma proporção alarmante de 53,54%, sete vezes acima do permitido pela legislação vigente. As ações seguiram as diretrizes da Instrução Normativa Ministerial nº 06, que determina os regulamentos técnicos para o arroz.

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    No início de novembro, o Mapa já havia apreendido 10,5 toneladas de arroz tipo 3 em uma rede de supermercados em Araraquara, também rotulado erroneamente como tipo 1.

    Consequências e medidas

    O Mapa divulgará os nomes das empresas envolvidas somente após a conclusão do processo administrativo. As empresas terão o direito à defesa e poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, as autoridades irão autuar as empresas de acordo com a legislação pertinente.

    As empresas também precisarão substituir os lotes irregulares por produtos conformes. Os lotes que não atendem às normas retornarão às indústrias para reprocessamento adequado. Agentes fiscais dos estados onde as empresas operam irão supervisionar essa operação.

    Denúncias e fiscalização

    O Ministério da Agricultura orienta os consumidores a denunciarem qualquer suspeita sobre a qualidade de produtos vegetais encontrados no comércio por meio da plataforma “Fala BR”, disponível no site do Mapa. Essa ferramenta permite que os cidadãos registrem denúncias e sugestões, contribuindo para a eficiência das fiscalizações.

    O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa em São Paulo conduziu a fiscalização em São José do Rio Preto, concentrando os esforços na qualidade dos produtos vegetais. As apreensões ocorreram com base nas legislações pertinentes que regulam a qualidade dos alimentos comercializados no Brasil

  • Tartarugas exóticas que ameaçam a agricultura nacional são apreendidas

    Tartarugas exóticas que ameaçam a agricultura nacional são apreendidas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou 386 tartarugas exóticas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. As tartarugas, de casco mole chinesas, estavam em condições inadequadas e agonizantes dentro de uma bagagem.

    A Vigilância Agropecuária (Vigiagro) identificou a carga durante uma inspeção de rotina. Inicialmente, a equipe suspeitou que a bagagem transportava caranguejos ou peixe fresco. No entanto, ao abrir o pacote, encontraram os répteis, todos filhotes.

    Populares na China

    As tartarugas, populares na medicina tradicional chinesa, são usadas há séculos no tratamento de diversas doenças. Contudo, o crescimento econômico na China tem intensificado a preocupação com a extinção dessas espécies no país asiático.

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    No Brasil, o ingresso de animais exóticos exige autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Ibama apreendeu as tartarugas por falta de documentação e multou o responsável pela carga em R$ 72 mil. Entretanto, os fiscais liberaram o transportador, mesmo com a infração.

    Por razões sanitárias, o Mapa proíbe a entrada de animais silvestres sem certificações zoossanitárias. Ou seja, a medida protege a agropecuária nacional de riscos sanitários e ambientais.

     

  • Valor da produção agropecuária crescerá 7,6% na safra 2024/25

    Valor da produção agropecuária crescerá 7,6% na safra 2024/25

    O Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,31 trilhão na safra 2024/25, segundo estimativa do Ministério da Agricultura. O dado representa um aumento de 7,6% em comparação com a temporada anterior.

    Desse total, R$ 874,8 bilhões (67,7%) virão das lavouras, enquanto a pecuária será responsável por R$ 435,05 bilhões (32,6%). Na comparação com 2023/24, o VBP das lavouras subiu 6,7%, enquanto a pecuária registrou alta de 9,5%.

    As lavouras de laranja lideram o crescimento do VBP, com avanço de 23,7%, alcançando R$ 35,66 bilhões. Em seguida, a soja soma R$ 339,25 bilhões, aumento de 16,5%, enquanto o café atinge R$ 83,92 bilhões, alta de 16,1%. Segundo o ministério, os resultados de laranja e café refletem a valorização dos preços, enquanto o crescimento da soja foi impulsionado pelo aumento na produção.

    Na pecuária, a cadeia de suínos apresenta o maior crescimento, com alta de 19,5% e VBP de R$ 62,74 bilhões. O setor bovino deverá alcançar R$ 180,48 bilhões, avanço de 18,8%, enquanto a pecuária leiteira crescerá 4,9%, somando R$ 4,9 bilhões. O ministério atribui a expansão dos setores ao aumento dos preços.

    Os números reforçam o desempenho positivo do agronegócio na economia brasileira e projetam otimismo para a temporada.

     

  • Gás natural argentino será usado produção de fertilizantes no Brasil

    Gás natural argentino será usado produção de fertilizantes no Brasil

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da retomada da política de produção de fertilizantes para a soberania nacional. A fala foi durante a reunião de cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro. Um dos principais resultados da cúpula foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil e a Argentina. Isso permitirá a exportação de gás natural argentino ao Brasil, aumentando a competitividade da produção agropecuária brasileira.

    O acordo estabelece um grupo de trabalho bilateral que irá identificar as ações necessárias para garantir a oferta de gás natural, especialmente da formação de Vaca Muerta. A estimativa inicial é de movimentação de 2 milhões de metros cúbicos por dia, podendo chegar a 30 milhões até 2030. Fávaro enfatizou que a compra do gás natural argentino é fundamental para garantir a produção de alimentos, combater a fome e controlar a inflação.

    “Essa dependência extrema de fertilizantes importados colocava o Brasil em uma posição arriscada em sua capacidade de produzir alimentos. Hoje, estamos sinalizando ao mercado que as políticas de produção de fertilizantes estão voltando à realidade no Brasil”, afirmou Fávaro em coletiva ao lado do ministro Alexandre Silveira.

    Dependência externa

    O custo do gás natural argentino ao Brasil deve variar entre US$ 7 e US$ 8 por BTU. No ano passado, o Brasil importou cerca de 86% dos fertilizantes utilizados. Com o aumento do acesso ao gás natural argentino, espera-se que a produção agrícola se torne mais competitiva devido à ampliação do fornecimento de fertilizantes nitrogenados.

    Fávaro também mencionou que o Brasil está se consolidando como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, com foco na produção sustentável e na segurança alimentar. Ele ressaltou que, sob a administração do presidente Lula, o país já abriu quase 300 novos mercados para a agropecuária.

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    No entanto, o ministro alertou que um dos desafios a ser superado é a dependência externa de fertilizantes. “Com o retorno do presidente Lula, o país está novamente direcionando investimentos para garantir sua soberania nacional”, concluiu Fávaro.

    Relação entre gás natural e fertilizantes

    A relação entre gás natural e fertilizantes é fundamental para a produção agrícola, especialmente no contexto brasileiro. O gás natural é um insumo chave na fabricação de fertilizantes nitrogenados. Eles são amplamente utilizados na agricultura. Aproximadamente 70% a 80% dos custos de produção desses fertilizantes estão associados ao gás natural. Ele participa da transformação química necessária para produzir amônia, componente essencial dos fertilizantes nitrogenados.

    Recentemente, o Brasil tem enfrentado uma dependência significativa da importação de fertilizantes, com cerca de 86% do mercado atendido por produtos estrangeiros. Essa situação representa um risco para a segurança alimentar e a soberania nacional. Desta forma, leva o governo a buscar formas de aumentar a produção interna de fertilizantes45.

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    A assinatura de acordos para a importação de gás natural, como o recente entendimento com a Argentina, visa garantir um fornecimento mais estável e competitivo desse insumo. Permitindo que o Brasil amplie sua capacidade de produção de fertilizantes nitrogenados.

    Aumento da competitividade

    Com a expectativa de aumento na oferta de gás natural, especialmente da formação de Vaca Muerta na Argentina, o governo brasileiro espera que isso contribua para reduzir os custos de produção dos fertilizantes. E, consequentemente, aumentar a competitividade da agricultura nacional. O gás natural é visto como uma solução crucial para reverter a dependência externa. Promovendo uma produção agrícola mais sustentável e autossuficiente.

    Além disso, o desenvolvimento do setor de gás natural no Brasil é considerado uma estratégia vital para revitalizar a indústria de fertilizantes. O investimento em infraestrutura para transporte e distribuição do gás é necessário para atender à demanda crescente por fertilizantes no país14. Portanto, a relação entre gás natural e fertilizantes não apenas impacta os custos de produção agrícola. Mas também está intrinsecamente ligada à segurança alimentar e à competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Representantes do governo brasileiro e da indústria de carnes reagiram à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard. Ele anunciou que a rede varejista na França não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Associação Brasileira de Proteína Animal avaliaram o posicionamento do executivo como infundado e protecionista.

    Bompard fez a afirmação em uma carta endereçada à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França. Ela foi amplamente divulgada após ele compartilhar uma imagem do documento em seu perfil no LinkedIn.

    Na carta, o CEO expressa preocupações sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. E fala do “risco de inundação” do mercado francês com carne que, segundo ele, não atende às exigências e normas estabelecidas.

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    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a APBA – Associação Brasilera de Proteina Animal, que representa a indústria de carnes, criticaram a postura do Carrefour. Segundo eles, a decisão carece de fundamento técnico e representa um protecionismo que pode prejudicar as relações comerciais.

    A resposta oficial destaca o compromisso do Brasil com as boas práticas agrícolas. E também a conformidade com as legislações internacionais, reiterando a qualidade das carnes brasileiras.

    Leia a nota do Ministério da Agricultura e Pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais.

    Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul.

    No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países, atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos.

    Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus.

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    O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.

    O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros.

    Mais uma vez, o Mapa reitera o compromisso da agropecuária brasileira com a qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos produzidos no Brasil. E também para contribuir com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

    Nota da ABPA

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamenta a infeliz e infundada declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, em nota publicada na rede social X. Ele se utiliza de argumentos equivocados ao dizer que as carnes produzidas pelos países-membros do Mercosul não respeitam os critérios e normas do mercado francês.

    A argumentação é claramente utilizada para fins protecionistas. E ressoa uma visão errônea de produtores locais contra o necessário equilíbrio de oferta de produtos de seu próprio mercado. Isso se faz por meio da complementariedade, com produtos de alta qualidade e que atendam a todos os critérios determinados pelas autoridades sanitárias dos países importadores, como é o caso da proteína brasileira.

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    A manifestação de Bompard foge à lógica de uma organização global, com forte presença no Brasil. Que deve atuar dentro dos princípios da competividade e respeito ao livre mercado.

    Por fim, a ABPA lembra que o protecionismo é, também, uma atitude de desrespeito aos princípios de sustentabilidade. Ao impulsionar o bloqueio injustificado à produtos provenientes de regiões com melhor capacidade de produção com respeito às questões ambientais, o Senhor Bompard coloca os consumidores de suas lojas em uma lógica de consumo com mais emissões e sob maior pressão inflacionária e menor acesso às classes menos favorecidas.

    Angus vê com grande preocupação declaração de CEO do Carrefour na França

    A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack vê com extrema preocupação a manifestação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, publicada em rede social, desqualificando as carnes produzidas pelos países membros do Mercosul.

    Trata-se de uma declaração improcedente e que acarreta sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira, produzida a partir de um trabalho sério e responsável feito por criadores e empresas do setor. E ainda mais grave quando a mesma é proferida por um executivo de uma companhia global com ampla ligação com o nosso país.

    No caso específico do Angus, há 21 anos estimulamos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. Isso  para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

    Hoje, o Programa Carne Angus Certificada é referência para o mundo em produção de carne premium. Está presente nos mais exigentes mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, nossos maiores compradores. Igualmente, criamos certificações para o varejo e de sustentabilidade, reforçando ainda mais a qualidade do produto que chega às mesas de todo o Brasil e diferentes nações.

    Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços.

    Reiteramos a qualidade da carne Angus do Brasil e esperamos que o bom senso prevaleça, em respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado.

    Nota oficial da ApexBrasil

    A ApexBrasil considera lamentável declaração feita nesta quarta-feira pelo CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, de que a empresa não comercializará mais carne proveniente do Mercosul.
    Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo. Assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países.
    Entendemos não haver motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul. Seguimos os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais, que garantem sua qualidade em todas as operações de venda de proteína brasileira ao exterior. Qualidade reconhecida por mais de 160 países, inclusive pela União Europeia.
    A ApexBrasil vem trabalhando, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), no estímulo ao crescimento das exportações brasileiras do setor e na abertura de novos mercados mundo afora.
    Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país. Isso no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta. Beneficiando enormemente as populações dos países signatários.

    Próximos capítulos

    Com o tamanho da repercussão da fala do CEO, e os impactos que isso pode ter no mercado, podemos esperar novas falar de todos os lados durante a semana.

    A França mantém um histórico de proteger seus produtos do agronegócio. E, considerando que a declaração pode prejudicar a imagem do Carrefour no Brasil, é possível uma reviravolta, assim como ocorreu recentemente com a Danone.

    Acompanhe o Agro em Campo para descobrir os desdobramentos dessa situação nos próximos dias.