Tag: MAPA

  • Araras-azuis chegam ao Brasil para reintrodução na natureza

    Araras-azuis chegam ao Brasil para reintrodução na natureza

    Quarenta e uma araras-azuis repatriadas da Alemanha chegaram ao Brasil na última terça-feira (28). O desembarque ocorreu no Aeroporto de Petrolina, em Pernambuco, sob fiscalização do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As aves fazem parte do Projeto de Reintrodução das Ararinhas-Azuis (Cyanopsitta spixii). Ou seja, o objetivo é devolver a espécie ao habitat natural na região de Curaçá, na Bahia.

    Fiscalização preventiva

    O coordenador-geral do Vigiagro, Cleverson Freitas, destacou a importância da fiscalização para evitar riscos sanitários. “O trabalho do Mapa é essencial para garantir que a importação de animais não introduza doenças exóticas no Brasil, como a gripe aviária”, afirmou.

    Além disso, as araras passaram por quarentena e microchipagem para assegurar a correlação com o Certificado Veterinário Internacional (CVI). Ao mesmo tempo, no desembarque, os agentes fiscalizaram a documentação, emitiram a Guia de Trânsito Animal (GTA), inspecionaram bagagens e recolheram os resíduos da aeronave. O Vigiagro atuou em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), responsáveis pela quarentena e pela incineração dos resíduos.

    A repatriação dessas araras segue os passos de 2020, quando 52 aves foram trazidas ao Brasil para serem soltas em uma área protegida na Bahia. O objetivo é garantir a reprodução e a manutenção da espécie fora do risco de extinção.

    As aves nasceram em cativeiro na Europa por meio de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP).

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  • Surto da praga da mandioca faz Ministério declarar emergência

    Surto da praga da mandioca faz Ministério declarar emergência

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quinta-feira (30), a Portaria nº 769, que declara estado de emergência fitossanitária em razão do risco de surto da praga quarentenária Rhizoctonia theobromae (também conhecida como “vassoura de bruxa”) nos estados do Amapá e Pará. A medida, que terá validade por um ano, busca reforçar as ações de prevenção e evitar a disseminação da praga para outras áreas de cultivo.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a importância da declaração: “Com o estado de emergência fitossanitária em vigor, será possível adotar todas as ações necessárias para erradicar a praga com mais agilidade, tanto em nível federal quanto estadual.” A praga foi detectada pela Embrapa Amapá nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque em 2024.

    Os sintomas da “vassoura de bruxa” incluem ramos secos e deformados, nanismo e proliferação de brotos fracos nos caules. Com a progressão da doença, é comum observar clorose, murcha e seca das folhas, além da morte apical e descendente das plantas. A dispersão do patógeno pode ocorrer através de material vegetal infectado, ferramentas de poda e movimentação de solo e água. A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões também pode facilitar a propagação da doença.

    Ações de defesa fitossanitária

    Na quarta-feira (29), o ministro Carlos Fávaro se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, representantes da Embrapa e equipes técnicas dos dois ministérios para discutir medidas de defesa fitossanitária. “Temos o melhor sistema de defesa agropecuária do mundo e trataremos essa situação com seriedade e agilidade”, afirmou Fávaro.

    Desde a confirmação da presença da praga no Brasil, equipes compostas por profissionais do Mapa, Embrapa, Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do estado do Amapá (Diagro) e o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) estão atuando no estado para realizar uma varredura completa na área em risco e aplicar medidas de contenção nos focos identificados.

    A publicação da portaria resultará na criação de um Comando Nacional Emergencial. Ele será formado por várias instituições públicas federais, estaduais e municipais, além da participação da iniciativa privada. O objetivo é coordenar as ações necessárias para enfrentar esta praga que ameaça as plantações de mandioca.

    A declaração de emergência fitossanitária pelo Mapa é uma resposta proativa ao risco representado pela praga Rhizoctonia theobromae. As medidas implementadas visam proteger a produção agrícola e garantir a segurança alimentar nas regiões afetadas. O monitoramento contínuo e a colaboração entre diferentes entidades serão fundamentais para mitigar os impactos dessa praga nas lavouras brasileiras.

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  • Erradicação da Cydia pomonella completa 10 anos no Brasil

    Erradicação da Cydia pomonella completa 10 anos no Brasil

    O Brasil celebra uma importante conquista na agricultura: a erradicação da Cydia pomonella, conhecida como traça da maçã, que foi oficialmente declarada livre do país em 2014. A data marca o décimo aniversário desse marco significativo, conforme anunciado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    A erradicação da praga foi formalizada através da Instrução Normativa Nº 10, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A solenidade de comemoração ocorreu em Vacaria, no Rio Grande do Sul, com a presença de autoridades, produtores e técnicos do setor. A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Rita Antochevis, ressaltou a importância dessa conquista: “É um motivo de orgulho para todos nós e reforça nossa responsabilidade em manter esse status fitossanitário.”

    Monitoramento contínuo

    Apesar do sucesso na erradicação, o monitoramento da praga continua sendo uma prioridade. Atualmente, a Seapi mantém mais de 100 armadilhas instaladas em pomares nas regiões de Vacaria, Caxias do Sul, Bom Jesus, Arvorezinha e Anta Gorda. O objetivo é garantir que a Cydia pomonella não retorne ao país.

    O pesquisador e entomologista da Embrapa Uva e Vinho, Adalecio Kovaleski, destacou que a Cydia pomonella é uma das principais pragas que afetam maçãs e peras nas principais regiões produtoras do mundo. Ele lembrou que a primeira detecção no Brasil ocorreu em 1991, em armadilhas na área urbana de Vacaria.

    Programa nacional de erradicação

    O Mapa iniciou o Programa Nacional de Erradicação da Cydia pomonella em 1993, logo após a detecção inicial da praga. A Embrapa fornece suporte técnico, enquanto diversas associações e órgãos estaduais colaboram na execução do programa. “A erradicação foi uma decisão conjunta entre produtores, Mapa, Embrapa e os órgãos estaduais de defesa fitossanitária”, afirmou Kovaleski.

    O monitoramento intensificado identificou focos da praga em várias localidades, mas as ações coordenadas eliminaram a infestação. A captura do último exemplar ocorreu em novembro de 2011.

    Benefícios econômicos

    A erradicação da Cydia pomonella trouxe ganhos significativos para a competitividade da maçã brasileira. A redução dos custos de produção, diminuição do uso de inseticidas e menor contaminação ambiental são alguns dos benefícios observados. Além disso, o status livre da praga facilita a abertura de mercados exigentes em relação a pragas quarentenárias e resíduos de pesticidas.

    A erradicação da Cydia pomonella no Brasil é um exemplo notável de sucesso na proteção fitossanitária e na colaboração entre diferentes setores. Com um monitoramento contínuo e ações preventivas, o país se posiciona para manter sua liderança na produção de maçãs e garantir a saúde das lavouras para as futuras gerações.

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  • AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    AgroInsight: uma nova ferramenta para impulsionar exportações

    Esta semana, a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou o AgroInsight, uma nova ferramenta destinada a fortalecer as exportações de produtos agropecuários brasileiros. A iniciativa visa identificar oportunidades de negócios e consolidar a posição do Brasil como um protagonista no mercado internacional.

    Apresentada pelo secretário Luís Rua, a ferramenta está alinhada com as diretrizes do ministro Carlos Fávaro. Que tem intensificado os esforços para ampliar a promoção comercial e explorar os mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos. Esses avanços têm gerado impactos significativos na balança comercial, promovendo a diversificação de produtos e mercados, além de estimular o crescimento econômico e a geração de empregos, especialmente em regiões do interior do país.

    Funcionalidades da ferramenta

    O AgroInsight disponibilizará 912 relatórios estratégicos ao longo de 2025, com uma média de 76 documentos por mês, elaborados pelos adidos agrícolas em diferentes países. Os relatórios serão divididos igualmente entre produtos de origem animal e vegetal, cada um contendo pelo menos duas oportunidades de negócios específicas para cada mercado-alvo. Essa abordagem inovadora serve como um elo entre produtores e exportadores brasileiros e as demandas internacionais, facilitando o acesso a informações relevantes sobre consumo, regulamentações e tendências globais.

    De acordo com o ministro Carlos Fávaro, o AgroInsight reforça a colaboração entre o setor público e privado, garantindo maior eficiência e competitividade para o agronegócio nacional. “O AgroInsight não é apenas uma ferramenta; é um compilado de oportunidades que integra o Brasil ao mercado global. Essa iniciativa demonstra nosso compromisso em impulsionar o setor agropecuário exportador, promovendo inovação e sustentabilidade”, destacou Fávaro.

    Potencial de consolidação do Brasil no mercado internacional

    O AgroInsight tem potencial para consolidar ainda mais o Brasil como um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo. A iniciativa também reforça o papel estratégico do Mapa na condução de políticas voltadas ao desenvolvimento do setor.

    Os relatórios estarão inicialmente disponíveis para todas as associações setoriais do agronegócio. Assim, permitindo que os profissionais do setor acessem informações valiosas para a tomada de decisões.

    Com o lançamento do AgroInsight, o Mapa demonstra seu compromisso em apoiar os exportadores brasileiros na busca por novas oportunidades no mercado internacional. A ferramenta promete ser um recurso essencial para fortalecer a presença do Brasil no cenário global do agronegócio.

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  • Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta sexta-feira, 24 de janeiro, para debater medidas que reduzam os preços dos alimentos. Primeiramente, entre as soluções avaliadas, está a redução da alíquota de importação de produtos com preços internos mais elevados que os praticados no mercado internacional.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o compromisso do governo em garantir alimentos a preços justos. “Os produtos com preços internos acima dos internacionais terão alíquotas reduzidas. Essa ação forçará os valores a se alinharem ao mercado externo”, afirmou.

    Segundo Rui Costa, não haverá medidas intervencionistas ou heterodoxas, como congelamento ou tabelamento de preços. Além disso, ele reafirmou que o governo não criará redes estatais de supermercados ou lojas para venda de alimentos. “Isso sequer foi cogitado em reunião alguma”, enfatizou.

    Supersafra deve aliviar preços dos alimentos em 2025

    Em resumo, o governo espera que o aumento da produção agrícola contribua para a redução dos preços dos alimentos. Rui Costa projetou impactos positivos da supersafra deste ano. “Com maior oferta, os preços tendem a cair, seguindo as leis do mercado”, explicou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a importância de um novo Plano Safra voltado à produção de alimentos básicos. “O presidente determinou o foco em produtos que compõem a mesa da população. Vamos trabalhar para aumentar a oferta e estabilizar os preços”, afirmou.

    Foco na cesta básica

    O governo vai priorizar medidas para estimular a produção de itens da cesta básica. Rui Costa anunciou diálogos com produtores e redes de supermercados para discutir soluções conjuntas. “Queremos apoiar o mercado com medidas institucionais e estímulos que impactem diretamente os preços”, disse.

    Por outro lado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reforçou a importância do crédito acessível para os pequenos e médios agricultores. “Diminuímos juros e aumentamos os subsídios nos Planos Safras. Nossa meta é que os alimentos cheguem mais baratos à mesa do brasileiro”, pontuou.
    Impacto das commodities e do dólar

    Rui Costa destacou o peso do preço das commodities e da cotação do dólar na formação dos valores dos alimentos. Além disso, ele comemorou a evolução do Brasil como exportador de alimentos processados. “Nos tornamos um verdadeiro supermercado do mundo, o que gera empregos e fortalece nossa economia”, afirmou.

    Em geral, os dados recentes da balança comercial confirmam o crescimento das exportações brasileiras de alimentos processados.

    Participação estratégica

    A reunião contou com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também participaram representantes de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Indústria e Comércio.

    As iniciativas discutidas reforçam o compromisso do governo com a segurança alimentar e a estabilidade econômica.

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  • Canola: zoneamento climático atualizado impulsiona o cultivo no Brasil

    Canola: zoneamento climático atualizado impulsiona o cultivo no Brasil

    O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou nesta terça-feira (14) a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a canola. A medida inclui novos critérios, como o risco de seca em função do tipo de solo, além dos riscos de geada no estabelecimento e na floração.

    A canola está em expansão no Brasil. Em 2024, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (ABRASCANOLA), a área cultivada alcançou 186.240 hectares. O Rio Grande do Sul lidera a produção, seguido por Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal.

    O agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, destacou que o novo ZARC fortalece a expansão da canola em regiões tropicais. “O movimento da cultura para essas áreas pode ocorrer com maior segurança técnica”, afirmou.

    Produção sustentável e versátil

    Os produtores brasileiros utilizam a canola principalmente para produzir óleo comestível, reconhecido como um dos mais saudáveis para consumo humano. Além disso, eles também aproveitam o grão na produção de biocombustível e ração animal. Globalmente, a canola é a terceira maior oleaginosa, atrás apenas da soja e das palmáceas.

    A canola apresenta vantagens competitivas. Em resumo, enquanto o grão de soja contém 20% de óleo, a canola atinge cerca de 40%. Além disso, a espécie ajuda a melhorar o solo e a quebrar ciclos de doenças, tornando-se uma excelente opção para a rotação de culturas.

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    Histórico do ZARC para a canola

    O primeiro ZARC para a canola foi publicado em 2008, com foco no Rio Grande do Sul e sistema de sequeiro. Em 2021, o estudo incluiu o sistema irrigado em estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A versão atual utiliza uma nova metodologia para avaliar a disponibilidade de água no solo e identifica locais e períodos ideais para o plantio.

    A Rede ZARC Embrapa, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Banco Central desenvolveram o novo ZARC em parceria. Ou seja, a ferramenta ajuda a reduzir perdas, garantir estabilidade na produção e expandir a área cultivada no Brasil.

    Ferramentas de consulta

    Os agricultores podem acessar o ZARC da canola pelo aplicativo Zarc Plantio Certo, disponível gratuitamente para iOS e Android. Além disso, outra opção é consultar o “Painel de Indicação de Riscos” no site do Ministério da Agricultura e Pecuária.

     

  • Peru e Turquia – Brasil anuncia novas aberturas de mercados agrícolas 

    Peru e Turquia – Brasil anuncia novas aberturas de mercados agrícolas 

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as recentes aprovações sanitárias que permitem a abertura de novos mercados agrícolas no Peru e na Turquia. Essas autorizações são vistas como um passo significativo para fortalecer as relações comerciais e diversificar as exportações do país.

    Com essas novas aberturas de mercado, o Brasil alcança um total de 224 novas oportunidades comerciais em 2024, somando 302 aberturas desde o início de 2023. Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm se empenhado em expandir os horizontes do agronegócio brasileiro.

    Exportações para o Peru

    As autoridades sanitárias do Peru autorizaram o Brasil a exportar proteína hidrolisada de aves, um insumo de alto valor nutricional amplamente utilizado na produção de ração animal. Em 2024, o Brasil já havia aberto dez novos mercados agrícolas no Peru, incluindo erva-mate, farelo de mandioca, feno, fibra de coco e maçãs.

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    Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou US$ 683 milhões em produtos agrícolas para o mercado peruano, consolidando a importância desse parceiro comercial.

    Abertura de mercado na Turquia

    Na Turquia, as autoridades locais também aprovaram a importação de mucopolissacarídeo, um composto de origem animal com diversas aplicações na indústria farmacêutica. Em 2023, as exportações brasileiras para a Turquia totalizaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para produtos como soja, café e têxteis. Até novembro de 2024, as exportações agrícolas brasileiras para a Turquia já ultrapassaram US$ 2,9 bilhões.

    As recentes aprovações para a exportação de produtos agrícolas para o Peru e a Turquia destacam o potencial do Brasil no mercado global. Com uma estratégia focada na diversificação e fortalecimento das relações comerciais, o país se posiciona cada vez mais como um líder na produção agrícola mundial. As expectativas são altas para que essas iniciativas contribuam significativamente para o crescimento econômico do setor agrícola brasileiro nos próximos anos.

  • China abre investigação sobre importação de carne bovina

    China abre investigação sobre importação de carne bovina

    O governo chinês anunciou, nesta sexta-feira (27), o início de uma investigação sobre as importações de carne bovina, justificando a medida pelo excesso de oferta no mercado interno, que tem pressionado os preços da proteína. Segundo o Ministério do Comércio da China, a análise abrangerá as importações realizadas entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2024 e terá duração prevista de oito meses.

    A Associação Chinesa de Agricultura Animal (CAAA) solicitou a investigação, alegando que o aumento significativo nas importações de carne bovina — que cresceram 64,93% entre 2019 e 2023 e mais do que dobraram (106,28%) no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2019 — tem causado danos à indústria local. A participação das importações na produção total da China subiu para 43,87%, comparado a 24,87% em 2019, evidenciando a crescente dependência do país em relação à carne bovina importada.

    Impacto nas exportações brasileiras

    A carne bovina brasileira é um dos principais produtos exportados para a China, com mais de 1 milhão de toneladas enviadas em 2024, representando um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. O governo brasileiro, em conjunto com o setor exportador, planeja demonstrar que as exportações brasileiras não prejudicam a indústria chinesa e são essenciais para complementar a produção local.

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    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) destacou a importância da carne bovina brasileira para o mercado chinês e reafirmou seu compromisso em cooperar com as autoridades durante o processo investigativo. “Estamos dispostos a fornecer quaisquer esclarecimentos e participar ativamente do processo”, afirmou a entidade.

    A investigação ocorre em um momento em que os preços da carne na China caíram para os níveis mais baixos em cinco anos. Isso ocorre devido à desaceleração econômica e à diminuição do consumo. A maioria das fazendas de gado está enfrentando prejuízos. E os preços médios da carne bovina no atacado caíram cerca de 22% nos últimos dois anos.

    Governo Brasileiro reage

    O governo brasileiro afirmou em nota que tomou conhecimento da comunicação do Ministério do Comércio da China. Em resposta à investigação, em colaboração com o setor exportador, se comprometeu a demonstrar que a carne bovina brasileira não causa prejuízos à indústria chinesa. “Reafirmamos nosso compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial”, afirmou um representante do governo.

    Leia a nota oficial aqui.

    Contexto econômico

    Além das questões relacionadas às importações, a economia chinesa enfrenta desafios com a desaceleração do crescimento e uma demanda interna reduzida. Os preços da carne bovina na China caíram para os níveis mais baixos em cinco anos, refletindo um mercado saturado e uma diminuição no consumo. O governo chinês já havia solicitado aos pecuaristas que limitassem e otimizassem seus rebanhos para conter a queda nos preços.

    A investigação sobre as importações de carne bovina pela China destaca as complexas relações comerciais entre os dois países. E também os desafios enfrentados pelo setor agrícola brasileiro. Com um histórico de parcerias sólidas, a expectativa é que ambas as partes busquem soluções que beneficiem suas economias. Garantindo assim a continuidade do comércio bilateral.

    Enquanto o Brasil busca defender seus interesses no mercado internacional, a China enfrenta desafios internos que podem influenciar suas políticas comerciais. O desenrolar dessa situação será monitorado atentamente por analistas e produtores do setor.

  • Mapa moderniza certificação de produtos vegetais com sistema eletrônico e-Phyto

    Mapa moderniza certificação de produtos vegetais com sistema eletrônico e-Phyto

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta quinta-feira (26), o Sistema de Certificação Sanitária e-Phyto para produtos de origem vegetal. A ferramenta digital promete modernizar e agilizar os processos burocráticos no comércio internacional.

    O certificado fitossanitário atesta que os produtos vegetais estão livres de pragas e doenças que possam ameaçar a agricultura e o meio ambiente dos países importadores. Com o e-Phyto, essa documentação ganhará mais eficiência e segurança.

    O sistema se aplica apenas a produtos vegetais com requisitos simplificados, ou seja, que não exigem declaração adicional nem tratamento fitossanitário prévio. A certificação ocorrerá por meio do Portal Único Siscomex, onde exportadores inserem as informações necessárias sobre a mercadoria.

    Além disso, o sistema transfere os dados automaticamente para a interface do Mapa. Assim, os auditores fiscais têm acesso rápido e completo às ferramentas para realizar a fiscalização.

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    O sistema é válido para países que já adotam o modelo eletrônico. Para destinos que ainda não aceitam o formato, é possível acessar e baixar o certificado em PDF, com QR Code e assinatura eletrônica. O site oficial (www.ephytoexchange.org/landing) disponibiliza a lista atualizada de países participantes do sistema.

    A portaria que regulamenta o e-Phyto entrará em vigor em 13 de janeiro de 2025. A emissão de certificados físicos será permitida apenas em casos excepcionais, mediante justificativa formal nos autos do procedimento administrativo.

    Portanto, com essa iniciativa, o Mapa reforça seu compromisso com a eficiência e a transparência no comércio internacional de produtos vegetais brasileiros.

     

  • Pesquisadores alemães avaliam impacto da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

    Pesquisadores alemães avaliam impacto da vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

    Pesquisadores do Instituto Leibniz DSMZ, referência mundial em doenças de plantas, avaliaram os sintomas da nova vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá. A praga, detectada no extremo norte do Brasil em 2024, representa uma ameaça significativa para a produção local.

    Com autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária, o fitopatologista Stephan Winter e a melhorista Samar Sheat coletaram materiais vegetais para análise na Alemanha. Em resumo, o estudo integra ações conjuntas da Embrapa e instituições parceiras para controlar a praga.

    Vassoura-de-bruxa

    De acordo com registros oficiais, a vassoura-de-bruxa já afeta roças de mandioca em cinco municípios do Amapá: Tartarugalzinho, Pracuuba, Amapá, Calçoene e Oiapoque.

    “Os pesquisadores vieram comparar os sintomas com casos observados fora do Brasil, especialmente em Laos e Vietnã. Também coletaram materiais para análise do fungo causador da doença”, explicou Adilson Lopes Lima, pesquisador da Embrapa Amapá.

    A missão científica ocorreu entre 11 e 13 de dezembro de 2024. Além dos pesquisadores alemães, participaram Eder Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, e Rosana Blawid, virologista da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

    No primeiro dia, a equipe participou de uma reunião na sede da Embrapa Amapá, em Macapá. O encontro contou com a presença de gestores, técnicos e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro).

    Visita no campo

    No dia 12, as equipes visitaram áreas afetadas nos municípios de Tartarugalzinho e Pracuuba. No encerramento, em 13 de dezembro, os pesquisadores discutiram estratégias para conter a disseminação da doença.

    O Instituto Leibniz DSMZ é parceiro da Embrapa na identificação do fungo Ceratobasidium theobromae, também conhecido como Rhizoctonia theobromae. Em geral, a colaboração inclui estudos sobre a epidemiologia da doença e desenvolvimento de estratégias de controle.

    Participaram da missão representantes do Instituto Leibniz DSMZ, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Amapá, Ministério da Agricultura e Pecuária, Universidade Federal Rural de Pernambuco e Diagro.

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    A vassoura-de-bruxa foi identificada inicialmente em terras indígenas de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa. Como resultado, o fungo representa alto risco para a produtividade da mandioca e ainda não foi detectado em outras plantas no Brasil.

    Entretanto, o patógeno pode se espalhar por materiais vegetais infectados, ferramentas de corte e movimentação de solo e água. “A circulação de plantas e produtos agrícolas entre regiões aumenta o risco de novas infecções”, alerta uma nota técnica da Embrapa.

    Ou seja, ações integradas entre instituições nacionais e internacionais são essenciais para controlar a praga e proteger a produção de mandioca no Brasil.