Tag: gripe aviária

  • Gripe aviária mata galinhas-d’angola no Rio de Janeiro

    Gripe aviária mata galinhas-d’angola no Rio de Janeiro

    O BioParque do Rio, localizado no Zoológico da Quinta da Boa Vista, confirmou que nove galinhas-d’angola morreram devido à infecção por gripe aviária (influenza aviária). A confirmação veio após análise laboratorial realizada pelo laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária em Campinas (SP), validada por autoridades sanitárias.

    As aves infectadas se encontravam na área da Savana Africana, que permaneceu interditada por 14 dias como medida preventiva, em conformidade com os protocolos de biossegurança. As demais áreas do parque serão reabertas ao público a partir desta quinta-feira (24), após autorização dos órgãos competentes. O BioParque reforçou seu compromisso com o bem-estar dos animais e visitantes e afirmou que atualizará a população pelos canais oficiais.

    Casos recentes no Brasil

    Em 2025, o Brasil enfrentou focos relevantes de gripe aviária, com o primeiro caso confirmado em uma granja comercial de Montenegro (RS), que abrigava 17 mil aves. Quase todas morreram, e os responsáveis sacrificaram as aves restantes para conter a disseminação da doença. Esse foi o primeiro registro do vírus H5N1 em produção comercial no país. As autoridades isolaram uma área de 10 km ao redor da granja e instalaram barreiras de desinfecção para evitar a disseminação do vírus.

    Além disso, o Zoológico de Sapucaia do Sul (RS) sofreu um surto da doença, que causou a morte de mais de 90 aves silvestres, entre cisnes e patos. O parque foi fechado por tempo indeterminado para conter a propagação do vírus.

    Esses episódios evidenciam a circulação da influenza aviária de alta patogenicidade no Brasil. Que exigem medidas rigorosas de biossegurança e vigilância para proteger tanto animais domésticos quanto silvestres, e evitar riscos à saúde pública.

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  • Ceará registra primeiro foco de gripe aviária em ave doméstica

    Ceará registra primeiro foco de gripe aviária em ave doméstica

    O Ceará confirmou o primeiro foco de gripe aviária em ave de subsistência, no município de Quixeramobim, no Sertão Central. A Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri) identificou o caso após análise realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP). O exame confirmou a infecção na última quinta-feira (17). As amostras haviam sido enviadas no dia 8 de julho.

    Ações adotadas

    Após a confirmação, a Adagri iniciou ações emergenciais do Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura. Ou seja, equipes interditaram a propriedade, realizaram a eutanásia das aves e iniciaram o protocolo de saneamento da criação. Sete auditores fiscais e um agente da Adagri executaram os procedimentos sanitários no local. Além disso, a equipe também instalou uma barreira sanitária. Todos os veículos e pessoas passaram por desinfecção antes de sair da propriedade. Os técnicos enterraram as aves e os materiais contaminados em vala sanitária dentro da própria área rural.

    Segundo a Adagri, o contágio pode ter ocorrido por contato com aves silvestres. A propriedade foco fica próxima a um reservatório com pouca água, que atrai aves silvestres e pode ter favorecido a transmissão.

    A agência já iniciou investigação complementar em um raio de 10 quilômetros ao redor da ocorrência. Ou seja, o objetivo é identificar possíveis conexões com outras propriedades da região.

    Consumo seguro

    A Adagri reforçou que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro. Ou seja, a transmissão da gripe aviária não ocorre por meio da ingestão desses alimentos, segundo nota técnica da agência.

    De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil já confirmou 182 focos da doença. Desse total, 172 ocorreram em aves silvestres, oito em aves de subsistência e um em granja comercial.

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  • Bastos cancela tradicional Festa do Ovo

    Bastos cancela tradicional Festa do Ovo

    A tradicional Festa do Ovo, que ocorreria entre 26 e 31 de agosto em Bastos, cidade reconhecida como a capital do ovo no Brasil, foi cancelada devido à confirmação de casos de gripe aviária no estado de São Paulo. A doença atingiu aves domésticas e silvestres em regiões próximas, o que motivou a decisão preventiva.

    Prefeitura de Bastos, Associação Cultural e Esportiva Nikkey e Sindicato Rural se uniram para suspender o evento de forma unânime. Entre as atividades canceladas estão a jornada técnica, o concurso estadual de qualidade do ovo e o evento “Empodera – Mulheres do Agro”.

    Em nota oficial, a prefeitura destacou que “a decisão, embora difícil, prioriza a segurança sanitária e a sustentabilidade da avicultura local”. O setor avícola é fundamental para a economia de Bastos, que concentra grande parte da produção de ovos do país.

    As autoridades reforçaram orientações aos avicultores sobre a adoção rigorosa de protocolos sanitários. Entre as medidas recomendadas estão a suspensão de visitas às granjas, investimento em biosseguridade, capacitação constante das equipes e monitoramento permanente dos plantéis.

    De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a gripe aviária requer atenção redobrada para evitar a disseminação da doença, que pode afetar tanto aves quanto, em casos raros, humanos.

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  • Como proteger sua criação doméstica contra a gripe aviária

    Como proteger sua criação doméstica contra a gripe aviária

    Nos últimos tempos, casos de gripe aviária têm sido registrados no Brasil, inclusive em pequenas criações e granjas de subsistência. Essa doença é causada por um vírus altamente contagioso. E pode dizimar plantéis de galinhas, patos, perus e outras aves, trazendo prejuízos econômicos e riscos à saúde animal. Se você tem uma criação doméstica, é fundamental adotar medidas de prevenção para evitar que o vírus se espalhe entre seus animais.

    O controle rigoroso do acesso de pessoas e animais ao local onde criam as aves figura entre as primeiras recomendações. É importante evitar visitas, sobretudo quando a pessoa teve contato recente com outras granjas ou aves silvestres. Da mesma forma, é importante manter cães, gatos e outros animais domésticos afastados do galinheiro, pois eles podem carregar o vírus indiretamente, mesmo sem adoecer.

    Outro ponto crítico é evitar qualquer contato entre suas aves e animais selvagens, como pássaros migratórios, que são os principais transmissores da gripe aviária. Manter o galinheiro telado ou coberto é uma das melhores formas de impedir que aves infectadas tenham acesso ao local. Além disso, é essencial não deixar comida e água expostas, já que isso pode atrair animais silvestres. Sempre que possível, mantenha os comedouros e bebedouros em áreas protegidas.

    A higiene também desempenha um papel fundamental na prevenção. Lavar as mãos antes e depois de lidar com as aves, desinfetar regularmente os equipamentos usados no manejo e manter as instalações limpas são práticas que reduzem muito o risco de contaminação. Se possível, use roupas e calçados específicos para entrar no galinheiro, evitando levar sujeira ou vírus de outros locais.

    Alimentação das aves

    A alimentação das aves merece atenção especial. Nunca ofereça restos de comida crua, especialmente ovos ou carnes de origem desconhecida, pois eles podem estar contaminados. Os produtores devem oferecer água limpa e, de preferência, tratada, evitando usar fontes que aves silvestres possam ter acessado, como riachos ou poças.

    Monitorar a saúde do plantel diariamente é outra medida crucial. Sintomas como mortalidade repentina, penas arrepiadas, coriza, diarreia e queda na produção de ovos podem indicar a presença da doença. Se notar qualquer sinal suspeito, isole as aves doentes imediatamente e entre em contato com o serviço veterinário oficial da sua região, como a defesa agropecuária estadual ou o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Não tente tratar os animais por conta própria, pois a gripe aviária exige medidas específicas de controle.

    Por fim, ao adquirir novas aves, prefira sempre fornecedores confiáveis e certificados. Nunca introduza animais de origem desconhecida no seu plantel sem antes mantê-los em quarentena por pelo menos 30 dias. Se houver surtos da doença na sua região, evite ao máximo o transporte de aves e ovos, seguindo rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias.

    Grande São Paulo registra primeiro caso de Influenza Aviária em criação de subsistência

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Defesa Agropecuária, confirmou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência na região de Parelheiros, na Grande São Paulo. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) analisou as amostras e identificou o caso, confirmando a presença do vírus em duas galinhas de uma propriedade particular.

    No sábado, 12 de julho, equipes da Defesa Agropecuária realizaram o sacrifício sanitário das 10 aves restantes que conviviam com as infectadas, além do descarte apropriado dos animais e desinfecção completa do local. “A atuação contou ainda com descarte apropriado das aves e desinfecção do local”, explicou Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA).

    A Defesa Agropecuária afirmou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais nas proximidades do foco. E que, a partir de hoje (14), vai intensificar a vigilância ativa em propriedades vizinhas, num raio de 10 km, para identificar possíveis novos casos de Influenza Aviária.

    Apesar do registro em uma criação de subsistência, o status sanitário de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) permanece inalterado. As autoridades reforçam que não há risco para a população e que o consumo de carne de aves e ovos segue seguro.

    Novo foco em ave ornamental de Sorocaba

    Além do caso em Parelheiros, a Defesa Agropecuária confirmou, também na sexta-feira (11), um foco positivo de IAAP em um peru ornamental. Ele está localizado em um condomínio de Sorocaba, onde vivem cerca de 200 aves. As equipes realizaram o abate sanitário dos animais que tiveram contato com a ave infectada e, nesta segunda-feira (14), retornam ao local para dar continuidade às ações de vigilância.

    Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorocaba realizou uma campanha de orientação junto aos moradores do condomínio. Com alerta para sinais clínicos da doença em aves, como tremores, dificuldade respiratória, coriza nasal, espirros, asas caídas, torção de pescoço, incoordenação motora e andar em círculos.

    A gripe aviária representa uma ameaça real, mas cuidados básicos de biossegurança ajudam a proteger a criação doméstica e a evitar prejuízos maiores. Assim, a prevenção é a melhor estratégia para manter suas aves saudáveis e garantir a segurança alimentar da sua família. Fique atento, adote boas práticas e, em caso de dúvidas, consulte sempre um profissional especializado.

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  • Foco de gripe aviária é encerrado no Zoológico de Sapucaia do Sul

    Foco de gripe aviária é encerrado no Zoológico de Sapucaia do Sul

    O Zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, está oficialmente livre do foco de gripe aviária (influenza aviária H5N1). A desinterdição sanitária foi comunicada nesta terça-feira (8), após 14 dias sem registro de novas mortes de aves silvestres no local, conforme determina o protocolo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) não recebeu notificações de óbitos desde 24 de junho, data que marca o início do período de observação. Nos 30 dias anteriores, apenas cinco mortes relacionadas à doença foram registradas, todas antes do dia 24.

    A diretora do DDA, Rosane Collares, afirmou que a decisão de desinterditar o zoológico se baseia em dados técnicos e no controle efetivo do surto. “A desinterdição é um passo importante, pois demonstra a eficácia das ações de contenção adotadas e reforça a importância da vigilância contínua em ambientes com populações de aves silvestres”, destacou Rosane.

    Data do foco

    O foco de gripe aviária havia sido confirmado em 15 de maio. Desde então, o zoológico adotou medidas rigorosas, como restrição à movimentação de aves, para conter a disseminação do vírus. Ao todo, 168 aves de 11 espécies diferentes morreram durante o surto, segundo dados oficiais da Seapi.

    Mesmo com o encerramento do foco, o monitoramento sanitário permanece ativo. O zoológico seguirá protocolos estabelecidos para prevenção e controle da gripe aviária, visando evitar novos casos.

    A Seapi e o DDA reforçam a importância da colaboração da população. Pessoas que encontrarem aves silvestres com sintomas neurológicos, dificuldade para voar ou mortas devem comunicar o caso pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    O Brasil permanece como país livre de influenza aviária em aves comerciais, conforme atualização do Mapa de julho de 2025. Até o momento, todos os casos confirmados ocorreram em aves silvestres ou de subsistência, sem impacto na produção avícola industrial. O Mapa mantém vigilância reforçada em todo o território nacional e orienta que a população evite contato direto com aves doentes ou mortas.

    Para mais informações, acesse o portal do Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br/agricultura) e acompanhe as atualizações sobre a gripe aviária no Brasil.

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  • Seu bolso: frango tem queda histórica no preço

    Seu bolso: frango tem queda histórica no preço

    O mercado atacadista da Grande São Paulo registrou em junho a queda mais acentuada nos preços da carne de frango dos últimos 18 anos. Segundo dados do Cepea/USP, o frango resfriado teve média de R$ 7,50/kg, recuo de 13,4% em relação a maio.

    O caso de gripe aviária detectado em 15 de maio em uma granja comercial de Montenegro (RS) desencadeou restrições imediatas de países importadores, como China, União Europeia e México. Com a suspensão temporária das exportações, o excesso de oferta no mercado interno derrubou os preços nas primeiras semanas de junho.

    Em 18 de junho, o Brasil recuperou o status de “livre de gripe aviária” após cumprir protocolos internacionais, o que reanimou o setor. O Cepea observou reações positivas nas cotações, mas insuficientes para compensar as perdas iniciais.

    Montenegro (RS), onde o surto ocorreu, tem na avicultura 70% de sua produção destinada à exportação. O município enfrentou sacrifício de 17 mil aves e queima de ovos fertilizados para conter o vírus.

    A  queda nos preços do milho (-7%) e do farelo de soja (-4,9%) em junho melhorou o poder de compra dos avicultores, amenizando parte dos prejuízos.

    A ABPA projeta crescimento de 3% na produção de frango em 2025, mas alerta para riscos de novos focos da doença.

    O setor aguarda a reabertura total dos mercados internacionais. Enquanto isso, a competitividade do frango frente a outras proteínas, como bovina e suína, pode impulsionar vendas domésticas.

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  • Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    Sete países retiram barreiras à importação de carne de aves brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (4) a atualização do status das exportações de carne de aves do Brasil, após a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). Segundo o órgão, sete países decidiram retirar as restrições impostas à carne de frango brasileira: Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai.

    A decisão representa um avanço para o setor avícola nacional, que vinha enfrentando barreiras comerciais desde o registro do surto. Com a reabertura desses mercados, o Brasil reforça sua posição como um dos principais exportadores mundiais de carne de frango.

    Países sem restrições à carne de frango do Brasil

    Além dos sete países que reabriram seus mercados, outros destinos importantes já não possuem restrições à carne de aves brasileira. Entre eles estão Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã.

    Apesar dos avanços, alguns mercados mantêm restrições totais ou parciais às exportações brasileiras de carne de aves:

    • Suspensão total: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.
    • Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul: África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.
    • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Jordânia.
    • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão.
    • Suspensão limitada à zona específica: Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

    O Mapa destaca que a regionalização das restrições segue as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse reconhecimento permite que apenas áreas afetadas pelo surto sejam alvo de restrições, preservando a competitividade das demais regiões produtoras do país.

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  • Exportação: 16 países liberam carne de frango do Brasil

    Exportação: 16 países liberam carne de frango do Brasil

    O Brasil avançou na retomada das exportações de carne de frango. Dezessete países retiraram restrições impostas após caso de gripe aviária. Nesta terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou a lista de restrições internacionais à carne de aves brasileira. 
    Os embargos surgiram após a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS).

    17 países suspenderam as restrições

    Até o momento, 17 países suspenderam as restrições às exportações brasileiras. Entre eles estão Argélia, Bolívia,  Egito e Vietnã. A lista também inclui Paraguai, Sri Lanka, República Dominicana, Líbia, Marrocos, Lesoto e outros sete países.

    Apesar do avanço, algumas restrições seguem ativas. Quinze países continuam com bloqueio total à carne de frango do Brasil. Entre eles estão China, União Europeia, Canadá, Argentina, Chile e Uruguai.

    Outros 20 países mantêm embargo apenas ao estado do Rio Grande do Sul. É o caso de Arábia Saudita, Reino Unido, Rússia e México. 
    Três países — Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia — limitam a restrição ao município de Montenegro.
    Além disso, sete países adotaram suspensão parcial, com base em zonas delimitadas, como prevê a regionalização sanitária.

    Esse modelo de regionalização segue normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

    O Mapa mantém diálogo constante com os países importadores. A pasta reforça o compromisso com a transparência e a segurança sanitária.
    Segundo o governo, todas as informações técnicas estão sendo compartilhadas com agilidade para acelerar a liberação total das exportações.

    Brasil encerra emergência por gripe aviária

    O Ministério também publicou a Portaria nº 809, que declara o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro. A medida havia sido decretada em 16 de maio e teve validade de 60 dias, abrangendo um raio de 10 km ao redor do foco.

    Com o fim do período de vazio sanitário e sem novos casos, o Brasil concluiu todas as ações exigidas pela OMSA.
    Assim, o país volta a ter o status de livre da gripe aviária de alta patogenicidade.

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  • Brasil se declara livre da gripe aviária após 28 dias

    Brasil se declara livre da gripe aviária após 28 dias

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou oficialmente nesta quarta-feira (18) à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o fim do vazio sanitário, conforme previsto nos protocolos internacionais. E autodeclarou o Brasil livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP). O período de vazio sanitário teve início em 22 de maio, após a desinfecção da granja em Montenegro (RS), local do único foco da doença em granja comercial no país.

    Brasil mira mais comércio com Ásia e Sul Global. Ministro Carlos Fávaro destaca abertura de mercados durante visita à China.
    Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura. Foto: Divulgação – Mapa

    Sem novos registros durante os 28 dias, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando o status de país livre da doença. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que “não se comemora uma crise. Mas é preciso reconhecer a robustez do nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior. Isso mostra a força do serviço sanitário brasileiro”.

    Comunicação direto aos países

    A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa conduziu o processo de notificação de forma técnica e transparente. Todas as etapas desde a notificação do foco até a autodeclaração do fim da ocorrência foram registradas. O ministério também está notificando diretamente os países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas para restabelecer o comércio internacional o mais rápido possível.

    O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que “chegamos hoje ao fim do vazio sanitário com a conclusão do foco e a emissão da autodeclaração pelo país de que está livre de gripe aviária em granjas comerciais. Isso não apenas fortalece a credibilidade do nosso sistema sanitário. Mas também representa um passo fundamental para a reabertura de mercados e a normalização das exportações” (Mapa, 2025).

    “O vazio sanitário de 28 dias compreende dois ciclos de vida do vírus, para garantir que a granja com a ocorrência esteja totalmente livre. A autodeclaração restabelece o nosso status sanitário. No momento em que dezenas de nações, incluindo todas as grandes produtoras de aves, enfrentam problemas e ocorrências em suas respectivas produções, nós superamos a única ocorrência de toda a história da avicultura que é a maior exportadora e segunda maior produtora mundial de carne de frango. Estamos confiantes no rápido restabelecimento da normalidade no fluxo dos embarques e no reforço de nosso papel em prol da segurança alimentar global”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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  • Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    O Brasil deve anunciar nesta quarta-feira (18) a erradicação da gripe aviária em granjas comerciais, após cumprir o período de 28 dias sem registro de novos focos da doença. A medida segue protocolos internacionais. E marca um passo importante para a retomada das exportações de carne de frango. Elas foram impactadas por embargos desde o primeiro caso em Montenegro (RS), registrado em maio.

    O período de 28 dias, conhecido como “vazio sanitário”, começou a ser contado após a desinfecção da granja em Montenegro. Na cidade ocorreu o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse intervalo é fundamental para garantir que não restem vestígios do vírus H5N1 no ambiente antes da retomada das atividades normais nas granjas.

    Durante esse período, o governo brasileiro monitorou possíveis suspeitas em granjas comerciais e todas foram descartadas. As investigações ocorreram em municípios como Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO), Bom Despacho (MG), Anta Gorda (RS), União da Serra (RS) e Westfalia (RS), sem confirmação de novos casos.

    Comunicação internacional e impacto nas exportações

    Com o fim do vazio sanitário, o Brasil irá notificar oficialmente a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e os países importadores sobre a condição de livre de influenza aviária. O objetivo é facilitar a reabertura dos mercados e a redução das áreas sob restrição. Porém, a retirada dos bloqueios não seja automática e dependa da avaliação de cada país importador.

    Atualmente, a União Europeia e outros 20 países mantêm bloqueio total à carne de frango brasileira. Enquanto outros 19 restringem apenas produtos do Rio Grande do Sul. Em quatro países, o embargo é local, atingindo principalmente a região de Montenegro. O Japão, terceiro maior importador, ampliou recentemente o embargo para cidades de Goiás e Mato Grosso devido a casos em criações domésticas.

    Situação da gripe aviária no Brasil

    Desde o início dos registros em 2023, o Brasil confirmou 174 casos de gripe aviária. Foram 168 em aves silvestres, cinco em criações domésticas e apenas um em granja comercial (Montenegro). O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Além disso, o país nunca registrou casos da doença em humanos.

    Apesar da queda de 13% nas exportações de frango em maio, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a maior parte da produção segue destinada ao mercado interno. O governo espera que, com o reconhecimento internacional da erradicação da doença, os principais mercados importadores, como a China, flexibilizem as restrições, inicialmente limitando os embargos ao Rio Grande do Sul ou à região de Montenegro, com expectativa de normalização gradual das exportações.

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