Tag: gripe aviária

  • “Rei do ovo” brasileiro compra Hillandale Farms nos EUA

    “Rei do ovo” brasileiro compra Hillandale Farms nos EUA

    O empresário brasileiro Ricardo Faria, conhecido como o “Rei do Ovo”, acertou a compra da produtora norte-americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão por meio de sua holding Global Eggs. O anúncio foi confirmado pelo próprio Faria à Reuters nesta quinta-feira (27). A transação marca a expansão global do grupo, que já controla a Granja Faria no Brasil e adquiriu a espanhola Grupo Hevo em 2023.

    A Global Eggs, sediada em Luxemburgo, consolida-se como um dos maiores players mundiais do setor de ovos. Com a aquisição da Hillandale, o grupo alcançará receita combinada de US$ 2 bilhões em 2024, somando operações no Brasil, Espanha e EUA.

    “Rei do ovo” Ricardo Faria

    Ricardo Faria nega que o movimento esteja ligado à escassez de ovos nos EUA, causada por surtos de gripe aviária que elevaram preços e importações brasileiras. “Estamos olhando para o mercado global, especialmente o Ocidente. O ovo deixou de ser alimento só para classes baixas e virou item básico em todas as faixas econômicas”, afirma.

    BTG Pactual investe US$ 300 Mi e grupo adia IPO

    Como parte do acordo, o BTG Pactual injetará US$ 300 milhões na Global Eggs em troca de 11% do grupo. A entrada do banco adia os planos de uma oferta pública inicial (IPO) em Nova York, prevista para 2024. “Vamos focar na integração da Hillandale e no fortalecimento das marcas primeiro”, explica Faria.

    A decisão reflete a cautela diante da volatilidade do mercado, mesmo com o setor de ovos em alta: o preço do produto subiu 20% globalmente nos últimos 12 meses, impulsionado por demanda recorde.

    Por que o ovo virou “ouro branco”?

    Faria, que fundou a Global Eggs em 2023, aposta em três tendências:

    • Mudança de hábitos: ovos são vistos como fonte acessível de proteína, impulsionando consumo em todas as classes.
    • Versatilidade: uso em alimentos processados, como maioneses e massas, amplia demanda industrial.
    • Crise sanitária: surto de gripe aviária nos EUA e Europa reforçou a importância de cadeias produtivas diversificadas.

    “Há 15 anos, ovo era marginalizado. Hoje, é protagonista até em dietas premium”, destaca o empresário.

    Hillandale Farms: o que a Global Eggs ganha?

    A Hillandale, fundada em 1958, é uma das 10 maiores produtoras de ovos dos EUA, com operações em 12 estados. A aquisição dá à Global Eggs:

    • Acesso a mercados estratégicos, como Califórnia e Texas.
    • Tecnologia de produção em larga escala.
    • Canais de distribuição consolidados, incluindo redes varejistas como Walmart e Costco.

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  • Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    Paraná intensifica vigilância contra gripe aviária no Litoral

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforçou nesta semana a fiscalização em propriedades rurais e áreas de circulação de aves migratórias no Litoral paranaense. O objetivo é evitar a entrada da gripe aviária H5N1, doença que já causou prejuízos bilionários nos Estados Unidos e preocupa o maior produtor e exportador de frangos do Brasil.

    Após o registro de 23 milhões de aves infectadas nos EUA apenas em janeiro de 2025, o Paraná ampliou medidas de biossegurança para proteger seu rebanho avícola. De acordo com Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, “o vírus H5N1 representa um risco econômico imenso para o Estado, que responde por 34,2% da produção nacional de frangos”.

    Desde maio de 2023, quando o Brasil confirmou o primeiro caso da doença em uma ave silvestre, o Paraná registrou 13 focos isolados, todos controlados em animais silvestres.

    Por que o Litoral é prioritário?

    A região é rota de aves migratórias que podem carregar o vírus de outros países. A Adapar atua em parceria com o Centro de Estudos Marinhos da UFPR para monitorar espécies como maçaricos e batuíras, potenciais vetores da doença. “Elas são a porta de entrada do vírus. Por isso, intensificamos a vigilância e a orientação a produtores de subsistência”, explica Dias.

    O governo paranaense prorrogou até julho de 2025 o decreto de emergência zoossanitária, válido desde janeiro de 2023. A medida permite ações rápidas de contenção, como interdição de propriedades e restrições sanitárias.

    Impacto na economia: Paraná lidera exportações

    Dados do IBGE de 2024 mostram que o Estado:

    • Abateu 2,2 bilhões de frangos (34,2% do total nacional).
    • Produziu 4,756 milhões de toneladas de carne de frango.
    • Exportou 2,171 milhões de toneladas, gerando US$ 4 bilhões em receita.

    “Se o vírus atingir granjas comerciais, o prejuízo será incalculável. Não podemos baixar a guarda”, alerta Dias. A Adapar orienta produtores e moradores a:

    • Evitar contato com aves silvestres mortas ou doentes.
    • Notificar imediatamente casos suspeitos pelo telefone 181.
    • Reforçar higiene em criações domésticas.

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  • Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    A avicultura mundial enfrenta desafios constantes com diversas doenças virais, e o surto de gripe aviária (Influenza A – subtipo H5N1) nos Estados Unidos serve de alerta. Em janeiro de 2025, produtores americanos perderam mais de 8,3 milhões de aves devido à doença, reforçando a necessidade de um manejo rigoroso para proteger a avicultura, setor em que o Brasil é líder mundial na exportação de carne de frango.

    O vírus da gripe aviária, transportado por aves migratórias, pode contaminar plantéis e aves domésticas através de fezes e secreções respiratórias. “A doença é antiga conhecida. Mas as grandes variações climáticas que têm acontecido ao redor do mundo alteram o comportamento e a rota de voo de pássaros selvagens. Eles são os principais portadores do vírus. Como resultado, acontecem os picos e surtos mais exacerbados da gripe. Como o que estamos vendo nos Estados Unidos, por exemplo”, comenta Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves na Zoetis Brasil.

    No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) monitora de perto os casos suspeitos. “Apesar das semelhanças entre os sintomas das doenças respiratórias, a gripe aviária de alta patogenicidade pode levar à morte súbita do animal. Por isso, é fundamental que, ao notar qualquer sinal, o MAPA seja alertado para investigar o caso. E descartar quaisquer possibilidades da gripe aviária no plantel”, alerta Muniz.

    Outras ameaças virais

    Além da gripe aviária, outras doenças virais representam um risco constante para a avicultura, como bronquite infecciosa, metapneumovirose aviária e doença de Newcastle. “O grande problema é que não há tratamento efetivo para essas doenças virais. Além disso, uma vez que a galinha ou o frango são infectados, a transmissão para as demais aves do plantel ocorre rapidamente. E logo, toda a granja é comprometida”, explica Muniz. “Essas infecções causam prejuízos no desempenho das aves e, consequentemente, geram prejuízos econômicos significativos”.

    A prevenção é a chave para proteger os plantéis avícolas. A adesão rigorosa aos cronogramas de vacinação é essencial, juntamente com o reforço dos protocolos de biossegurança. “O monitoramento rigoroso da sanidade das aves, o controle do acesso de pessoas às granjas e a ventilação adequada nos ambientes habitados pelos animais são algumas medidas que contribuem com a diminuição do risco de contaminação”, finaliza o especialista.

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  • Crise dos ovos assola os EUA: entenda o motivo

    Crise dos ovos assola os EUA: entenda o motivo

    Os Estados Unidos enfrentam uma severa “crise dos ovos” em 2025, impulsionada por um surto devastador de gripe aviária, que resultou no abate de milhões de aves e na disparada dos preços do alimento. A situação, que já afeta o bolso dos consumidores e o funcionamento de restaurantes, reacende o debate sobre segurança alimentar e abre oportunidades para o Brasil no mercado internacional.

    O principal gatilho da crise é o surto de gripe aviária (H5N1), que desde 2022 dizimou cerca de 123 milhões de galinhas, perus e outras aves em 49 estados americanos. Em dezembro de 2024, aproximadamente 17,2 milhões de galinhas poedeiras foram sacrificadas. O abate em larga escala para conter a propagação do vírus reduziu drasticamente a oferta de ovos, elevando os preços a patamares alarmantes.

    A dúzia de ovos, que antes custava em média US$ 2,50, chegou a ser vendida por mais de US$ 6 (cerca de R$ 35) em janeiro de 2025. Em algumas regiões, como a Califórnia, onde há restrições à criação de galinhas em gaiolas, os preços atingiram picos de US$ 8,85 (R$ 52). Há relatos de consumidores pagando quase R$ 60 por uma dúzia. A expectativa é que os preços subam mais de 20% ao longo de 2025.

    Consumidores mudam hábitos e restaurantes repassam custos

    Diante dos preços exorbitantes, os consumidores americanos estão mudando seus hábitos alimentares. As vendas de ovos caíram 15% em janeiro de 2025 em comparação com o ano anterior. Muitos buscam alternativas, como substitutos à base de plantas ou ovos de produtores locais. Restaurantes também sentem o impacto: a rede Waffle House, por exemplo, já cobra uma taxa extra de US$ 0,50 nos pratos que levam ovos.

    A alta dos preços dos ovos tem afetado desproporcionalmente os grupos mais vulneráveis da população, com 26% dos consumidores em má saúde enfrentando insegurança alimentar.

    Oportunidade para o Brasil?

    A crise nos EUA abre uma janela de oportunidade para o Brasil, um dos maiores produtores de ovos do mundo. Com a redução da oferta americana, o país pode aumentar suas exportações e conquistar novos mercados.

    No entanto, é importante ressaltar que o Brasil também precisa estar atento aos riscos da gripe aviária. A prevenção e o controle da doença são fundamentais para garantir a sanidade dos rebanhos e a competitividade do setor avícola brasileiro.

    Roubos e medidas de controle

    O aumento dos preços dos ovos tem levado a situações extremas, como o roubo de uma carga de 100 mil ovos, avaliada em US$ 40 mil, na Pensilvânia. Alguns supermercados já limitam a quantidade de ovos que cada cliente pode comprar.

    A crise dos ovos nos EUA expõe a fragilidade da cadeia de produção e distribuição de alimentos e a importância de medidas preventivas aqui no Brasil para evitar surtos de doenças em animais. A situação também evidencia a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso a alimentos básicos para toda a população.

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  • Surto de influenza aviária nos Estados Unidos reacende alerta

    Surto de influenza aviária nos Estados Unidos reacende alerta

    O registro do primeiro surto de influenza aviária H5N9 em aves nos Estados Unidos acendeu um sinal de alerta no Brasil sobre a necessidade urgente de investimentos robustos na defesa agropecuária. A doença, altamente contagiosa e com potencial devastador para a avicultura, destaca a vulnerabilidade das estruturas brasileiras para mitigar riscos sanitários e prevenir a entrada de enfermidades exóticas no país. Este alerta é particularmente relevante, considerando que o Brasil é responsável por mais de 30% do comércio mundial de carne de frango.

    De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de frango atingiram um recorde histórico em 2024, com 5,294 milhões de toneladas embarcadas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Os principais mercados consumidores incluem China, Emirados Árabes Unidos e Japão.

    Situação atual da influenza aviária no Brasil

    A influenza aviária já havia sido detectada no Brasil em 2024, mas apenas em criações de subsistência, sem afetar granjas comerciais. Henrique Pedro Dias, diretor de Política Profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), afirmou que o sistema de biosseguridade das granjas é robusto e que há um controle efetivo por parte das empresas e das autoridades sanitárias. “Nossa rede de detecção é rápida e a vigilância é efetiva, garantindo a segurança da nossa produção,” destacou Dias.

    Entretanto, o déficit no número de profissionais compromete a capacidade do Brasil em responder adequadamente caso a doença chegue ao país. Atualmente, o número de auditores fiscais está abaixo do necessário para atender à crescente demanda do setor, que enfrenta recordes sucessivos nas exportações.

    Dias enfatizou que “a falta de investimento na defesa agropecuária e na estrutura de fiscalização” é um gargalo crítico. Ele apontou a necessidade urgente de recursos humanos e materiais, como uniformes e veículos, para fortalecer a capacidade de resposta às emergências sanitárias.

    Riscos associados à influenza H5N9

    A influenza H5N9 é transmitida principalmente por aves migratórias, que podem introduzir o vírus no território brasileiro. A chegada da doença representaria um grande risco não apenas para a avicultura nacional, mas também para a saúde pública e as exportações. Países que enfrentaram surtos anteriores registraram prejuízos bilionários devido ao abate em massa de aves e às barreiras comerciais impostas por mercados internacionais.

    O surto recente nos Estados Unidos ressalta a importância da defesa agropecuária no Brasil. Para evitar impactos negativos na avicultura e garantir a continuidade das exportações, é crucial que haja investimentos significativos na estrutura de fiscalização e na capacitação dos profissionais envolvidos. Apenas uma defesa agropecuária robusta poderá proteger o setor avícola brasileiro e assegurar sua posição como protagonista global com segurança sanitária e sustentabilidade econômica.

  • Georgia suspende atividades avícolas após foco de gripe aviária

    Georgia suspende atividades avícolas após foco de gripe aviária

    A Georgia suspendeu todas as atividades envolvendo aves após a confirmação de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade no Condado de Elbert. Em resumo, a decisão busca conter a propagação do vírus no estado.

    De acordo com o Departamento de Agricultura da Georgia, exibições, shows, trocas, encontros e vendas de aves estão proibidos até nova ordem. A restrição, porém, não inclui a venda no varejo de produtos avícolas.

    “As instalações de produção na Georgia e as vendas privadas entre indivíduos não estão sujeitas à suspensão”, afirmou o Comissário de Agricultura, Tyler Harper, em comunicado oficial.

    Este é o primeiro caso registrado em uma operação comercial no estado e o quinto confirmado na Georgia. O surto envolveu cerca de 45 mil matrizes de frangos de corte em uma única instalação.

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    Como medida preventiva, todas as operações comerciais em um raio de 10 quilômetros foram colocadas em quarentena. Essas áreas passarão por testes de vigilância durante pelo menos duas semanas para monitorar o avanço da doença.

    Ou seja, a iniciativa reflete os esforços para proteger a saúde das aves e mitigar os impactos econômicos no setor avícola estadual.

  • Primeiro caso de gripe aviária em suínos é registrado nos EUA

    Primeiro caso de gripe aviária em suínos é registrado nos EUA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e as autoridades de Oregon confirmaram os primeiros casos de gripe aviária (H5N1) em suínos no país. Elas identificaram o vírus em uma criação de animais no condado de Crook, onde um dos cinco porcos testou positivo. Esse é o primeiro registro da doença em suínos nos Estados Unidos.

    Testes

    O Departamento de Saúde de Oregon e o USDA realizaram testes nos suínos, embora eles não apresentassem sinais de gripe aviária. Os testes foram motivados pela presença do H5N1 em outras espécies na mesma fazenda. Dois dos cinco porcos testaram negativo, e os demais aguardam resultados. As autoridades sacrificaram os animais infectados para realizar análises mais detalhadas e evitar riscos adicionais.

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    Além disso, o USDA informou que a fazenda opera apenas para consumo próprio, sem comercializar produtos. Ou seja, a descoberta, portanto, não afeta a segurança do abastecimento de carne suína no país. A fazenda está em quarentena para impedir a disseminação do vírus.

    O Laboratório Nacional de Serviços Veterinários (NVSL) do USDA analisou o vírus e concluiu que ele não apresenta mutações que aumentem a transmissibilidade para humanos. Portanto, as autoridades reforçam que o risco ao público permanece baixo.