Tag: gripe aviária

  • Diagnóstico molecular se torna aliado contra doenças aviárias

    Diagnóstico molecular se torna aliado contra doenças aviárias

    A gripe aviária ampliou a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce na produção animal e reforçou o papel da biologia molecular na vigilância sanitária. Técnicas como a PCR em tempo real permitem identificar agentes infecciosos antes mesmo do surgimento dos primeiros sinais clínicos. Com isso, produtores, profissionais da medicina veterinária e autoridades sanitárias conseguem agir com mais rapidez diante de possíveis ameaças aos plantéis.

    Para Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, empresa brasileira especializada em soluções para diagnóstico molecular, a mudança acompanha um cenário em que a sanidade animal passou a exigir monitoramento cada vez mais preciso e contínuo. Segundo ela, os desafios enfrentados pelos aviários estão relacionados à intensificação da produção, à disseminação global de patógenos e também à necessidade de reduzir o uso de antibióticos.

    “Os desafios de sanidade e controle de doenças em aviários estão cada vez mais ligados à intensificação da produção, à disseminação global de patógenos e à necessidade de reduzir o uso de antibióticos”, afirma Tatiani.

    Na avaliação da especialista, a vigilância molecular permite antecipar a identificação de agentes causadores de doenças. Dessa forma, a produção pode responder mais rapidamente diante de um risco sanitário, reduzindo a possibilidade de perdas e fortalecendo as medidas de controle.

    “Com a vigilância molecular, hoje conseguimos identificar a presença do agente causador muito antes da manifestação clínica, permitindo decisões rápidas que reduzem perdas produtivas, minimizam riscos sanitários e fortalecem toda a cadeia do agronegócio”, explica.

    A preocupação ganhou força diante da experiência recente com a influenza aviária de alta patogenicidade, considerada uma das principais ameaças à produção animal global. O cenário reforçou a necessidade de ampliar a vigilância laboratorial e adotar ferramentas capazes de identificar a circulação de agentes infecciosos com maior antecedência.

    Vigilância molecular amplia capacidade de prevenção

    De acordo com Tatiani, o diagnóstico molecular não se limita à identificação inicial de um agente infeccioso. A tecnologia também permite caracterizar geneticamente vírus e bactérias, acompanhar mutações, identificar variantes e compreender as possíveis rotas de disseminação dos patógenos.

    Essas informações ajudam a orientar decisões relacionadas à biossegurança e aos programas sanitários. Na prática, o monitoramento oferece elementos para que produtores e autoridades possam avaliar riscos e definir estratégias de controle de maneira mais rápida e precisa.

    A especialista avalia que a experiência com doenças de grande impacto econômico demonstrou a importância de investir em prevenção antes que um surto esteja instalado. Entre os exemplos estão a própria influenza aviária, a peste suína africana e a febre aftosa.

    Para a avicultura, esse acompanhamento contínuo representa uma ferramenta adicional de proteção dos plantéis. Além disso, a capacidade de identificar riscos com antecedência pode contribuir para reduzir impactos econômicos e preservar a regularidade das operações.

    “Depois de eventos como a influenza aviária, ficou claro que esperar os primeiros sintomas significa agir tarde demais”, destaca Tatiani.

    A afirmação resume uma mudança de estratégia na sanidade animal. Em vez de concentrar as ações apenas na resposta a uma doença já manifestada, a vigilância molecular permite trabalhar com uma lógica de acompanhamento permanente.

    Diagnóstico molecular chega a outras doenças

    A evolução das ferramentas de diagnóstico também ampliou o uso dos exames moleculares para outras enfermidades de importância econômica. Além da influenza aviária, os testes vêm sendo utilizados na detecção de doenças como brucelose, tuberculose bovina, leptospirose, mastite e diarreia neonatal.

    Tatiani explica que a ampliação dessas aplicações acompanha a necessidade de diagnósticos mais rápidos e precisos na medicina veterinária. A identificação antecipada de agentes pode apoiar decisões clínicas e contribuir para um controle sanitário mais eficiente dos rebanhos.

    Esse movimento também ganha relevância diante das exigências dos mercados internacionais. A manutenção de padrões sanitários rigorosos é um fator importante para a competitividade da agropecuária brasileira. Por isso, a capacidade de monitorar doenças e demonstrar controle sanitário contribui para proteger a produção e manter a confiança dos compradores.

    Na visão da especialista, o diagnóstico molecular tende a ocupar um espaço cada vez mais permanente na rotina da produção animal. O objetivo é transformar a vigilância em uma prática contínua, capaz de identificar riscos antes que eles provoquem impactos maiores.

    “Depois de eventos como a influenza aviária, ficou claro que esperar os primeiros sintomas significa agir tarde demais. O diagnóstico molecular passou a ser um investimento permanente em biossegurança, porque monitorar continuamente custa muito menos do que lidar com os prejuízos provocados por um surto sanitário”, afirma Tatiani.

    A adoção dessas ferramentas, portanto, amplia a capacidade de prevenção e resposta da cadeia produtiva. Na avicultura, o diagnóstico precoce se soma às medidas de biossegurança para reduzir riscos e proteger os plantéis.

    Ao mesmo tempo, o uso contínuo da vigilância molecular pode contribuir para preservar a produtividade, reduzir perdas e fortalecer a posição da produção brasileira no mercado internacional. Assim, o diagnóstico deixa de ser apenas uma etapa diante de uma suspeita e passa a integrar uma estratégia permanente de proteção da atividade agropecuária.

  • Equipes percorrem 40 propriedades para conter avanço da gripe aviária

    Equipes percorrem 40 propriedades para conter avanço da gripe aviária

    Equipes de vigilância sanitária visitam criatórios de aves domésticas num raio de 10 quilômetros da Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, onde a doença apareceu em cisnes silvestres. O objetivo é identificar suspeitas da gripe aviária rapidamente e orientar produtores para evitar a propagação do vírus.

    O Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) iniciou nesta semana) as visitas a 40 propriedades de subsistência localizadas num raio de 10 quilômetros do foco de gripe aviária. A doença atingiu aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba (cisne-coscoroba) na Lagoa da Mangueira, área da Reserva do Taim.

    “Acompanhamos a criação desses animais nas proximidades para identificar rapidamente qualquer suspeita e evitar que a doença se espalhe”, explica Grazziane Rigon, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi. Durante as visitas, os técnicos orientam os produtores sobre a importância de observar sinais da doença nas aves e acionar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial em caso de suspeita. “Quanto mais rápida a notificação, maior a chance de conter o avanço”, acrescenta.

    Embora o Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determine esse raio de vigilância apenas para focos em aves comerciais, não havendo regra específica para casos em aves silvestres, a Secretaria adotou a medida como precaução. “Estabelecemos a vigilância dentro desse raio como forma de prevenção”, diz Rigon.

    A ação inclui também trabalho de educação sanitária junto às autoridades municipais e regionais, além de lojas agropecuárias. Granjas comerciais na área de abrangência da Supervisão Regional de Pelotas também passam por vistoria para verificação das medidas de biosseguridade.

    Como notificar suspeitas

    Produtores devem comunicar imediatamente à Secretaria da Agricultura qualquer suspeita da doença, que inclui sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves. O contato pode ser feito na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    A confirmação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade ocorreu na terça-feira (03/03). O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), realizou os exames que confirmaram a doença.

  • Novo caso de gripe aviária em aves silvestres em Rio Grande do Sul

    Novo caso de gripe aviária em aves silvestres em Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul confirmou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, dentro da Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar. O diagnóstico foi feito pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Segundo a Seapi, a ocorrência não altera o status sanitário do estado nem do país como área livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e não afeta as exportações de carne e ovos. O consumo desses produtos continua seguro, pois o vírus não é transmitido por ingestão.

    As aves infectadas pertencem à espécie Coscoroba coscoroba, conhecida como cisne-coscoroba. Técnicos do Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) coletaram amostras de animais mortos e as enviaram ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou o resultado positivo para o vírus H5N1.

    Contenção e vigilância,

    Equipes do SVO e da Seapi atuam na região com medidas de contenção e vigilância, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As ações incluem monitoramento, barreiras sanitárias e campanhas de educação e conscientização sobre a importância de evitar o contato com aves doentes ou mortas.

    O diretor do DDA, Fernando Groff, explicou que o estado intensificou as práticas de biossegurança nas propriedades avícolas. “O Rio Grande do Sul convive com o vírus desde 2023. E vem reforçando continuamente as ações de prevenção para proteger o plantel e manter a condição sanitária do Estado”, afirmou.

    O que é a gripe aviária e como agir diante de suspeitas

    A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que atinge principalmente aves, mas pode infectar alguns mamíferos e, raramente, seres humanos.

    A Seapi recomenda que a população não toque em aves silvestres feridas ou mortas. E comunique qualquer suspeita à Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033. Devem ser relatadas aves com sintomas respiratórios, neurológicos ou mortes súbitas em grande número.

  • China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    China retoma importação de frango brasileiro e impulsiona exportações

    O governo chinês suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, o que reacende o otimismo no setor avícola nacional e abre caminho para um recorde histórico nas exportações em 2025. A decisão reverte as restrições que o país asiático impôs após registrar um caso isolado de gripe aviária no Brasil e marca a retomada de um dos mercados mais estratégicos para a proteína brasileira.

    O Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango, com vendas para 151 países. A China mantém a posição de principal destino dessa proteína. A GTF, que figura entre os seis maiores produtores de frango do Brasil e está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.

    Ásia concentra quase metade das exportações brasileiras

    Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, volume que representou 45% de suas exportações totais. Desse montante, 61% foram destinados à China, país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor.

    Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país asiático já cresciam em forte ritmo, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos brasileiros.

    “A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.

    O executivo destaca que a retomada reforça o compromisso da empresa com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente.

    China lidera ranking de consumo mundial

    Segundo dados da GTF, a China lidera o ranking mundial de consumo de frango com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a segunda posição, com 455.121 toneladas (9%), seguidos pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%).

    Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).

    Projeção de crescimento de 10% para 2025

    A reabertura do mercado chinês representa um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Em 2024, a GTF direcionou cerca de 28% de suas exportações à China. Para 2025, a empresa projeta expectativas ainda mais ambiciosas, com aumento de aproximadamente 10% nas exportações, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de sua presença global.

    “Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos brasileiros”, destaca Tortola.

    Preferências regionais definem estratégia de exportação

    A GTF exporta cortes específicos de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados incluem asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango.

    Na África, os cortes mais procurados são coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio prefere coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito. Na Europa, o peito domina as vendas. Nas Américas, a demanda concentra-se em coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango.

    Diferenças culturais determinam valor dos cortes

    “As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor”, explica Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

    A executiva destaca que as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e no Japão, onde existe valorização do aproveitamento integral da proteína.

    No Brasil, o consumo também se mostra diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno. Isso permite às empresas otimizar a exportação de todas as partes do frango conforme a demanda internacional.

  • China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    China revoga embargo e retoma importação de frango do Brasil

    Em uma decisão amplamente comemorada pelo agronegócio brasileiro, o governo da China revogou a suspensão às exportações de carne de frango do Brasil. A medida, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), entra em vigor imediatamente e põe fim a um embargo que durava desde maio, quando um único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) foi detectado no Rio Grande do Sul.

    A retomada do comércio com a China, principal destino da carne de frango brasileira, é crucial para a economia do país. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador mundial do produto, sendo responsável por aproximadamente 35% de todo o frango comercializado globalmente. Em 2022, as vendas para os chineses somaram mais de US$ 1,2 bilhão, destacando a importância estratégica desse mercado.

    A revogação foi baseada nos resultados da análise de risco conduzida pelas autoridades sanitárias chinesas, que atestaram a eficácia dos controles implementados pelo Brasil. Conforme comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desde 18 de junho o país recuperou o status sanitário de “país livre de IAAP”, após a conclusão bem-sucedida de todos os procedimentos de desinfecção e vigilância na propriedade afetada.

    Fim do embargo e panorama atual

    A suspensão temporária foi um reflexo dos protocolos sanitários internacionais. A detecção de um caso em uma granja comercial em Montenegro (RS) acionou medidas automáticas por parte de alguns países importadores. No entanto, a rápida ação do Mapa e dos produtores para conter e erradicar o vírus foi fundamental para minimizar o impacto.

    Com a reabertura do mercado chinês, a atenção do setor agora se volta para o Canadá, que se tornou o único país a manter a suspensão total das importações de carne de aves brasileiras. A ABPA e o governo brasileiro já sinalizaram que estão trabalhando junto às autoridades canadenses para normalizar o fluxo comercial o mais breve possível.

    Especialistas apontam que a retomada com a China deve ser rápida, com os embarques sendo normalizados nas próximas semanas. Portanto, reintegrando o produto brasileiro, conhecido por sua qualidade e competitividade, ao prato dos consumidores chineses.

  • Tecnologia: empresa enfrenta gripe aviária com drones que disparam laser

    Tecnologia: empresa enfrenta gripe aviária com drones que disparam laser

    A ameaça invisível da gripe aviária, que causa prejuízos devastadores e o abate sanitário de milhões de aves em todo o mundo, está sendo combatida no Japão com uma arma de ficção científica: drones com laser. A gigante de tecnologia e telecomunicações NTT desenvolveu e está implantando um sistema automatizado que usa feixes de luz colorida e intermitente para proteger granjas, espantando corvos, pombos e outras aves que podem carregar o vírus.

    A inovação é uma resposta direta a uma crise severa. Apenas entre janeiro e fevereiro de 2025, a província de Chiba viveu um surto da doença que resultou no sacrifício de mais de 3,3 milhões de galinhas. Diante de cenários como esse, a prevenção se torna a estratégia mais crucial e econômica para os avicultores.

    Como funciona a tecnologia dos drones com laser

    O sistema, resultado de uma parceria entre a NTT e o governo de Chiba, é composto por drones de navegação automática. Quando sensores ou câmeras identificam a presença de aves selvagens na área da granja, o drone é acionado.

    Ao contrário do que se imagina, o drone não emite um único feixe de laser concentrado. O modelo BB102 projeta um raio que se divide em múltiplos feixes de luz verde e vermelha. Os técnicos escolheram essas cores por sua eficácia comprovada em afastar diversas espécies, como pombos, corvos, estorninhos e até veados.

    Para aumentar a eficiência, o laser é intermitente, piscando ritmicamente. O efeito de “flash” evita que os animais se acostumem com a luz ou encontrem brechas entre os raios para pousar, o que faz com que eles abandonem a área de forma eficaz.

    Vantagens sobre métodos tradicionais

    A chegada dos drones com laser apresenta uma alternativa superior aos métodos tradicionais de proteção de granjas:

    • Não é invasivo: diferente de ruídos altos ou substâncias químicas, o laser não polui o ambiente nem causa estresse às galinhas dentro do galinheiro.
    • Automatizado: elimina a necessidade de um funcionário ficar monitorando e espantando as aves manualmente, otimizando a mão de obra.
    • Eficiente 24/7: o sistema pode operar continuamente, dia e noite, oferecendo proteção constante.

    Para viabilizar o acesso dos produtores rurais a essa tecnologia de ponta, a NTT informa que subsídios do governo estarão disponíveis, tornando o investimento em prevenção mais acessível para os avicultores. A medida representa um passo vital para fortalecer a biossegurança e garantir a sustentabilidade da avicultura diante de uma ameaça global constante.

  • União Europeia reabre mercado para carnes de frango e peru do Brasil

    União Europeia reabre mercado para carnes de frango e peru do Brasil

    A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (22) a reabertura do mercado europeu para a carne de frango e de peru produzida no Brasil, suspensa desde maio devido a um foco isolado de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o comissário europeu de Saúde e Bem-Estar Animal, Olivér Várhelyi, negociaram a decisão que reforça a confiança internacional no sistema de defesa agropecuária brasileiro.

    O regulamento europeu, publicado hoje e vigente a partir de amanhã (23), autoriza a entrada de produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro. A retomada das exportações será gradativa:

    • Todo o Brasil, exceto o Rio Grande do Sul, liberado para exportar desde 18 de setembro;
    • Rio Grande do Sul, exceto a área do foco, autorizado a exportar a partir de 2 de outubro;
    • Raio de 10 km ao redor da granja foco, retomada em 16 de outubro.

    A rápida contenção da doença pelas autoridades brasileiras permitiu ao país recuperar o status de área livre da influenza aviária em apenas 28 dias. Destacando o Brasil como maior exportador mundial de carne de frango e evidenciando a credibilidade de seu sistema sanitário.

    De janeiro a agosto de 2025, o Brasil exportou 3,28 milhões de toneladas de carne de frango, gerando receita de US$ 6,15 bilhões.

    No mesmo dia, foi iniciada a auditoria técnica da China para avaliar os controles sanitários brasileiros contra a influenza aviária. Esse passo é fundamental para a retomada das exportações ao mercado chinês, última grande potência a manter restrições à carne de frango brasileira.

  • Quatro países retiram restrições à exportação da carne de aves brasileira

    Quatro países retiram restrições à exportação da carne de aves brasileira

    Chile, Namíbia, Macedônia do Norte e Arábia Saudita anunciaram a retirada das restrições temporárias à importação da carne de aves do Brasil. A decisão ocorre após a confirmação do encerramento do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

    Com essa recente atualização, o Brasil mantém autorização para exportar carne de aves a mais de 40 países, entre eles África do Sul, Argentina, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, México, Reino Unido e Vietnã.

    No entanto, alguns países continuam com suspensão total das importações brasileiras, como Canadá, China, União Europeia e Malásia. Já países como Japão e Rússia adotaram suspensões específicas, limitadas a zonas ou estados determinados, conforme o sistema de regionalização previsto pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

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    Essa flexibilização nas restrições fortalece a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de carne de aves, garantindo o acesso a mercados importantes e demonstrando o controle efetivo sobre a Influenza Aviária no país.

  • Fiscalização apreende mais de 130 animais provenientes da Nigéria

    Fiscalização apreende mais de 130 animais provenientes da Nigéria

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou uma carga alarmante no Aeroporto Internacional de Guarulhos: mais de 130 animais e partes de origem animal, provenientes da Nigéria, com alto risco de disseminar vírus perigosos. A apreensão ocorreu em 6 de agosto durante uma operação de rotina do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

    Entre os itens confiscados estavam:

    • 53 ratos empalhados
    • 19 cobras
    • 20 pássaros (passeriformes)
    • 12 morcegos
    • Cabeças de aves como gaviões, papagaios e calaus
    • Partes de primatas e canídeos

    Os materiais, sem certificação sanitária, poderiam carregar patógenos causadores de ebola, gripe aviária, raiva e outras doenças, representando uma ameaça à saúde pública, à fauna brasileira e ao equilíbrio ecológico.

    Novas apreensões reforçam preocupação

    No dia seguinte (7 de agosto), outra carga vinda da Nigéria foi interceptada, contendo 120 kg de produtos ilegais, como vegetais, peixes, couro e artigos de madeira bruta. Todos os itens foram destruídos conforme as normas sanitárias.

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    O transporte não autorizado de produtos de origem animal ou vegetal é crime e pode resultar em multas e apreensões. O Mapa alerta que a entrada irregular desses materiais coloca em risco a biodiversidade do país e pode introduzir doenças sem controle.

    Por que isso importa?

    • Risco de pandemias: vírus como o ebola têm alto potencial de transmissão para humanos.
    • Ameaça à fauna: espécies invasoras podem desequilibrar ecossistemas locais.
    • Fiscalização reforçada: operações como a do Vigiagro são essenciais para proteger o Brasil de crises sanitárias.

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  • Novo caso de influenza aviária confirmado em Monte Azul Paulista

    Novo caso de influenza aviária confirmado em Monte Azul Paulista

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), por meio da Defesa Agropecuária, detectou recentemente um novo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação doméstica em Monte Azul Paulista, região de Barretos. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a contaminação nesta quarta-feira, 23 de julho, em duas galinhas de uma propriedade particular.

    As autoridades aplicaram todas as medidas sanitárias necessárias e fiscalizaram seis estabelecimentos avícolas comerciais no entorno. Nenhum sinal da doença apareceu nesses locais. Desde o caso, as equipes também iniciaram ações de vigilância preventiva num raio de 10 km, identificando possíveis sintomas da IAAP.

    A Influenza Aviária é uma doença viral que afeta diversas aves domésticas e silvestres, principalmente aquáticas. Ela se transmite pelo contato direto entre aves ou pelo contato com água, alimentos, equipamentos e pessoas contaminadas. A doença gera grande impacto econômico, mas não apresenta risco para consumo de carne ou ovos, segundo a Defesa Agropecuária.

    Sintomas

    Entre os sintomas comuns da IAAP, estão tremores, dificuldade respiratória, coriza nasal, asas caídas, incoordenação e falta de equilíbrio. Para evitar a transmissão, a Defesa recomenda que a população não manipule aves doentes ou mortas e avise as autoridades em caso de suspeita.

    A Defesa Agropecuária reforça a importância de que as granjas comerciais mantenham o nível máximo de biosseguridade. Deve-se verificar diariamente as telas dos aviários, manter as áreas internas livres de árvores frutíferas e vegetação alta, além de evitar acúmulo de água para afastar aves silvestres.

    De acordo com a Portaria MAPA nº 782, de 26 de março de 2025, a criação de aves ao ar livre está proibida por 180 dias em estabelecimentos comerciais registrados. Além disso, as visitas externas estão totalmente restritas para proteger o plantel.

    A Secretaria de Estado da Saúde (SES) acompanha o caso junto com outras secretarias e preparou um Plano de Contingência para lidar com possíveis casos humanos. Até o momento, não há registros da doença em pessoas no Estado de São Paulo. A saúde dos moradores afetados está sob monitoramento.

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