Tag: fertilizantes

  • Massari Fértil e Morro Verde se unem e criam gigante brasileiro de fertilizantes

    Massari Fértil e Morro Verde se unem e criam gigante brasileiro de fertilizantes

    A Massari Fértil e a Morro Verde anunciaram a fusão de suas operações, dando origem a um novo grupo com faturamento combinado de R$ 500 milhões e capacidade produtiva superior a 3 milhões de toneladas anuais. A meta é atingir 5 milhões de toneladas de produção, R$ 1 bilhão em receita e 51% de participação de mercado em fertilizantes minerais mistos naturais até 2029.

    Resultado da união de duas empresas consolidadas nos segmentos de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais brasileiros, o grupo nasce como uma das maiores plataformas integradas do setor. A nova estrutura reúne ativos minerais estratégicos, unidades industriais e logísticas em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas regionais para abastecer os principais polos agrícolas do País.

    Autossuficiência e soberania no agronegócio

    Em um cenário em que o Brasil ainda importa cerca de 90% dos fertilizantes que consome, a fusão reforça o objetivo de reduzir a dependência externa por meio da valorização de recursos minerais nacionais. Segundo Sérgio Saurin, CEO e fundador da Massari Fértil, a integração representa um passo estratégico rumo à soberania agrícola.

    “Nosso maior desejo é oferecer à agricultura brasileira mais autossustentabilidade e competitividade. O país possui capacidade mineral e tecnológica para produzir insumos de forma eficiente e sustentável”, afirma Saurin.

    Foco em sustentabilidade e tecnologia nacional

    O novo grupo manterá o foco em fertilizantes minerais mistos naturais, desenvolvidos a partir de geologia brasileira e adaptados aos solos tropicais. Esses produtos oferecem liberação gradual de nutrientes, menor impacto ambiental e maior eficiência agronômica a longo prazo, atributos que os diferenciam dos fertilizantes químicos tradicionais.

    Para Mauro Barros, CEO da Ore Investments e controlador da Morro Verde, a fusão eleva o padrão tecnológico e logístico do setor. “A integração transforma ativos minerais em produtos de maior valor agregado, com formulações sob medida para o produtor brasileiro. Isso garante previsibilidade, menor exposição cambial e mais competitividade ao agro”, destaca Barros.

    Cadeia produtiva integrada e ganhos ambientais

    Com a estrutura verticalizada, da mineração à formulação final, o grupo atuará de forma integrada no fornecimento de soluções à base de fósforo nacional e corretivos minerais. Além dos ganhos econômicos, o modelo reduz as emissões associadas ao uso de fertilizantes químicos e fortalece a sustentabilidade da produção agrícola brasileira.

    Nos próximos três anos, a expectativa é consolidar o grupo como o principal player nacional em fertilizantes minerais mistos naturais. Portanto, ampliando a produção e a base de clientes em todo o território brasileiro.

    “Mais do que uma transação corporativa, essa fusão representa uma estratégia de desenvolvimento nacional. Fortalecer a produção de fertilizantes é fortalecer a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro”, conclui Saurin.

  • Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    Exportações chinesas de fosfatados caem ao menor nível em mais de uma década

    As exportações chinesas de fertilizantes fosfatados de alta concentração recuaram 18% em 2025, atingindo 5,3 milhões de toneladas, o menor volume desde 2013, segundo relatório da StoneX. A queda reduziu a oferta global de fertilizantes e ajudou a sustentar os preços no mercado internacional.

    A menor disponibilidade de produtos da China intensificou a disputa entre importadores e forçou a busca por fornecedores alternativos. “A redução da oferta aperta o balanço global e impede quedas expressivas de preços. Especialmente em períodos de maior demanda”, afirma Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    Bangladesh, Brasil, Etiópia, Vietnã e Tailândia se mantiveram entre os principais destinos dos embarques chineses em 2025. Com a retração das exportações, esses países sentiram os efeitos de forma mais imediata. Mesmo mercados menos dependentes da China enfrentaram aumentos de preços, já que a escassez global elevou as cotações nos principais polos produtores.

    Planejamento complicado

    No Brasil, o encarecimento do MAP ao longo de 2025 dificultou o planejamento de compras e pressionou as margens dos produtores rurais. O cenário impulsionou a demanda por alternativas de menor concentração, como o superfosfato simples (SSP), diante do custo mais alto dos fertilizantes de alta concentração.

    Embora a China tenha representado apenas 3% das importações brasileiras de MAP e DAP no ano passado, o mercado nacional segue exposto aos efeitos indiretos da menor oferta global. Rússia e Arábia Saudita, que responderam por 44% e 25% das compras do Brasil, respectivamente, continuam entre os principais fornecedores.

    A retração nas exportações reflete a política comercial chinesa, que tende a restringir embarques em períodos de maior demanda interna ou recomposição de estoques, priorizando o abastecimento doméstico. Para 2026, analistas já projetam que Pequim deve manter o controle sobre as vendas externas de fosfatados.

    “Se as limitações persistirem, os compradores brasileiros precisarão acompanhar atentamente as relações de troca e ampliar o uso de produtos de menor concentração como estratégia para reduzir custos”, avalia Pernías.

  • Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    Brasil bate recorde de importação de fertilizantes em 2025

    O agronegócio brasileiro fechou 2025 com números robustos que reforçam sua capacidade de crescimento. A importação de fertilizantes atingiu um novo recorde histórico, enquanto as exportações de milho, soja e farelo de soja também cresceram, impulsionadas por uma logística portuária em reconfiguração. Os dados constam do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (26).

    As importações totais de fertilizantes somaram 45,5 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 2,68% (1,22 milhão de toneladas) sobre os 44,28 milhões de toneladas de 2024. O volume recorde sinaliza a confiança do produtor rural no aumento da área plantada e na busca por maior produtividade. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo nacional.

    Os terminais do Arco Norte consolidaram sua importância, movimentando 8,27 milhões de toneladas – alta significativa frente às 7,5 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá (PR) manteve a liderança como principal porta de entrada, com 10,89 milhões de toneladas. Já o complexo de Santos (SP) registrou 8,42 milhões de toneladas, uma leve retração em relação ao ano anterior.

    Exportações em expansão

    A venda externa de milho, soja em grão e farelo de soja totalizou 172,3 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 6,21% (10,7 milhões de toneladas) ante 2024. A logística de exportação apresentou mudanças relevantes:

    • Milho: as exportações atingiram 40,9 milhões de toneladas. Paranaguá ampliou expressivamente sua participação, saltando de 3,1% para 12,3% do total embarcado.
    • Soja em grão: o país exportou 108,1 milhões de toneladas. Os portos do Arco Norte e de Santos aumentaram sua fatia no escoamento.
    • Farelo de soja: as vendas chegaram a 23,3 milhões de toneladas, com Santos, Paranaguá e Rio Grande como os principais pontos de saída.

    Os estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul foram as principais origens da carga para o mercado externo.

    Cenário dos fretes rodoviários

    Em dezembro, o mercado de fretes manteve predominância de estabilidade, com ajustes pontuais conforme a demanda regional. A menor movimentação de fim de ano e a oferta adequada de caminhões contiveram pressões generalizadas por alta.

    Destaques regionais incluíram leve alta no Distrito Federal, influenciada pelo custo do diesel, e forte retração no Piauí. Em Mato Grosso, os preços permaneceram elevados, sustentados por estoques altos e expectativa de colheita recorde de soja.

    Para o início de 2026, a Conab projeta equilíbrio no curto prazo, com tendência de gradual aquecimento e possível alta nas cotações a partir de fevereiro, acompanhando o pico da colheita da soja e a intensificação do escoamento.

  • Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    O mercado brasileiro de fertilizantes demonstra forte resiliência e crescimento, impulsionado pela busca do produtor por soluções mais inteligentes e sustentáveis. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) mostram que as entregas ao mercado atingiram 40,95 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, um crescimento significativo de 8,4% frente ao mesmo período de 2024.

    Este movimento ocorre em um cenário de custos elevados e grande dependência de importações, que somaram 35,8 milhões de toneladas no mesmo período. A alta demanda evidencia uma mudança estratégica no campo: os produtores agora priorizam insumos que ofereçam maior eficiência nutricional, melhor custo-benefício e menor impacto ambiental.

    Especialistas do setor apontam que esta é uma resposta direta às pressões econômicas e à necessidade de uma agricultura mais sustentável. George Fernandes, CEO da Morro Verde Fertilizantes, confirma a tendência. “Mesmo diante de um cenário desafiador, tivemos um ano muito positivo. Isso demonstra claramente que o produtor está adotando alternativas mais eficientes e sustentáveis”, afirma.

    A busca por soberania produtiva e redução da pegada de carbono está colocando as soluções nacionais em destaque. Produtos como fosfato natural reativo (FNR), calcário dolomítico e bioinsumos minerais ganham espaço por combinarem produtividade e sustentabilidade.

    “Com essa linha de produtos, buscamos contribuir para solos mais produtivos e ao mesmo tempo fortalecer a produção nacional”, explica Fernandes. A empresa mantém colaboração com instituições de pesquisa de ponta, como ESALQ, Embrapa e UFV, para integrar ciência e tecnologia no desenvolvimento dessas soluções.

    O executivo acredita que esta transformação veio para ficar. “O agro brasileiro está se adaptando a um novo patamar de custos e, consequentemente, a um novo nível de exigência. Soluções que aumentem o aproveitamento de nutrientes e a produtividade serão diferenciais competitivos nos próximos anos”, projeta.

  • Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Mercado de café reage e negociações avançam em janeiro

    Após iniciar 2026 com negociações restritas, o mercado interno de café voltou a ganhar ritmo na primeira quinzena de janeiro. A avaliação é do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), em Piracicaba (SP).

    Segundo o Cepea, a ausência de vendedores e compradores marcou o início do ano no mercado doméstico.
    No entanto, o cenário mudou com a retomada gradual das vendas no período analisado. As cotações do café robusta fecharam em R$ 1,2 mil por saca.  Já o café arábica, o mais consumido no Brasil, encerrou o período cotado a R$ 2,2 mil por saca.

    Os valores são considerados positivos e atendem patamares desejáveis aos produtores. O centro aponta que a alta ganhou força a partir de 6 de janeiro. Na data, os contratos futuros de março de 2026 subiram 1.450 pontos na Bolsa de Nova York.

    Esse movimento nos preços internacionais elevou o volume negociado no mercado brasileiro. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que alguns produtores precisaram fazer caixa no início do ano. Essa necessidade aumentou a liquidez e colaborou para o avanço das negociações. Apesar da retomada, o Cepea alerta para a preocupação com a safra 2026/2027. A falta de chuvas em importantes regiões produtoras do país segue no radar do setor.

    Poder de compra do produtor

    O poder de compra dos cafeicultores paulistas frente aos fertilizantes cresceu no fim de 2025. Em outubro, o arábica operava próximo de R$ 2,2 mil por saca. No mesmo período, a negociação do robusta foi em torno de R$ 1.350 por saca. Com esses preços, eram necessárias 1,16 saca de arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de fertilizante. Em outubro de 2024, o produtor precisava de 1,44 saca para comprar o mesmo volume de adubo.

    Desde 2011, a média histórica indica a necessidade de 2,6 sacas por tonelada. Segundo pesquisadores do Cepea, o poder de compra dos agricultores é bom neste ano. Além disso, a retomada das chuvas tende a viabilizar adubações nas lavouras. A expectativa é garantir o bom desenvolvimento da safra brasileira de café 2025/26.

  • Mercado de fertilizantes cresce 8,4% no Brasil

    Mercado de fertilizantes cresce 8,4% no Brasil

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro alcançaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).

    No acumulado de janeiro a outubro, o total entregue chegou a 40,94 milhões de toneladas, volume 8,4% superior ao registrado em igual período do ano anterior, quando foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

    O Mato Grosso continua como o maior consumidor de fertilizantes do país, com 22,1% de participação nacional. O equivalente a 9,05 milhões de toneladas no acumulado de 2025.

    Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões), Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

    Produção nacional tem leve recuo em outubro

    A produção nacional de fertilizantes intermediários somou 631 mil toneladas em outubro de 2025, uma queda de 2,2% frente ao mesmo mês do ano anterior. Apesar do recuo mensal, o acumulado de janeiro a outubro registrou alta de 5,7%. Portanto, chegando a 6,20 milhões de toneladas, frente às 5,87 milhões de toneladas produzidas no mesmo período de 2024.

    As importações de fertilizantes totalizaram 4,38 milhões de toneladas em outubro, uma leve redução de 1,1% na comparação anual. No entanto, no acumulado dos dez primeiros meses de 2025, o volume importado foi de 35,88 milhões de toneladas. Portanto, representando crescimento de 7,1% frente às 33,49 milhões importadas em 2024.

    O Porto de Paranaguá (PR) manteve-se como o principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, com 8,89 milhões de toneladas importadas entre janeiro e outubro de 2025. Um avanço de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior (8,40 milhões de toneladas). O terminal respondeu por 24,8% do total nacional, segundo dados do Siacesp/MDIC.

  • Fiscalização interdita fábrica clandestina de fertilizantes

    Fiscalização interdita fábrica clandestina de fertilizantes

    Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na interdição de uma fábrica clandestina de fertilizantes em Pradópolis, interior de São Paulo. Durante a ação, foram apreendidas 475 toneladas de matérias-primas, usadas na produção irregular de insumos agrícolas. A empresa não possuía registro no Mapa nem licença ambiental para funcionamento, levantando preocupações sobre riscos aos agricultores e ao meio ambiente.

    Foto: Antonio Edson Colombo/SFA-SP

    A fiscalização ocorreu no distrito industrial da cidade no dia 22, após denúncia registrada na Ouvidoria do Mapa. De acordo com os servidores da regional de Araraquara, a fábrica produzia fertilizantes sem o registro de estabelecimento e de produtos exigido por lei. As matérias-primas, armazenadas a granel e ensacadas, não tinham identificação de garantia ou procedência nas embalagens.

    Diante das irregularidades, as autoridades paralisaram a produção de forma cautelar, e o fabricante terá 30 dias para regularizar a situação junto aos órgãos competentes. Até lá, a empresa está proibida de produzir e comercializar fertilizantes. Os fiscais lavraram termos de inspeção, apreensão e intimação, além de um auto de infração para apurar as violações.

    Riscos aos agricultores e ao meio ambiente

    Fertilizantes produzidos sem registro, segundo o Mapa, podem apresentar formulações desequilibradas, conter contaminantes ou metais pesados, causando prejuízos às plantações e desequilíbrio fisiológico nas plantas. A ausência de licença ambiental também representa potencial dano ao ecossistema local.

    A equipe fundamentou a ação na Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole) e no Decreto Federal nº 4.954/2004, que regulamenta a fiscalização de insumos agrícolas. A população pode registrar denúncias sobre casos semelhantes na plataforma Fala.BR, disponível no site do Ministério da Agricultura.

    A interdição reforça a atuação do Mapa no combate à produção irregular de insumos, visando proteger a agricultura legal e prevenir impactos ambientais.

  • Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    Importação de fertilizantes no Brasil atinge novo recorde

    O Brasil registrou um novo recorde na importação de fertilizantes. Entre janeiro e novembro de 2025, o país internalizou 41,73 milhões de toneladas de insumos agrícolas, volume que supera as 40,84 milhões de toneladas do mesmo período em 2024. Os dados constam na edição de dezembro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, atribui o crescimento às expectativas dos produtores brasileiros. “Esse maior volume de entrada de fertilizantes já registrado vem da percepção do agricultor brasileiro de um cenário de oportunidades, a partir das negociações tarifárias envolvendo os Estados Unidos e a China”, explica o superintendente.

    Segundo Guth, mudanças regulatórias, sanitárias e econômicas abrem espaço para o Brasil ampliar sua presença no mercado internacional.

    Paranaguá lidera entrada de fertilizantes

    O porto de Paranaguá, no Paraná, continua como principal porta de entrada de fertilizantes no país. A infraestrutura paranaense internalizou 10,16 milhões de toneladas do produto no período analisado.

    O Arco Norte consolida sua posição como segunda maior rota de entrada de insumos. Os portos da região norte desembarcaram cerca de 7,56 milhões de toneladas de fertilizantes, superando pela primeira vez o volume registrado em Santos. O porto paulista internalizou aproximadamente 7,52 milhões de toneladas.

    Arco Norte domina exportações de grãos

    Enquanto o Paraná lidera na entrada de fertilizantes, o Arco Norte se firma como eixo principal para as exportações de milho e soja. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o Brasil embarcou 104,7 milhões de toneladas de soja até novembro de 2025 — novo recorde nacional que ultrapassa as 101,87 milhões de toneladas exportadas em todo o ano de 2021.

    Os portos do Arco Norte escoaram 36,8% das exportações nacionais de soja, seguidos por Santos (31,9%), Paranaguá (13%) e Rio Grande (7,9%).

    Milho segue mesma tendência logística

    As exportações brasileiras de milho atingiram 34,8 milhões de toneladas até novembro, segundo o MDIC. O Arco Norte escoou 47,2% das vendas destinadas ao mercado externo, enquanto Santos registrou 41,6% dos volumes embarcados. Paranaguá aparece na sequência com 12,2%, seguido por São Francisco do Sul, com 8,2%.

    O Boletim Logístico também apresenta informações sobre o mercado de frete em novembro. As cotações para transporte de produtos agrícolas seguem em ritmo desacelerado após o término da safra 2024/25 e o início da temporada 2025/26. A previsão indica que os preços devem apresentar variações a partir da colheita das culturas de primeira safra.

  • Queda no preço da ureia muda estratégia de compra de fertilizantes

    Queda no preço da ureia muda estratégia de compra de fertilizantes

    O mercado de fertilizantes nitrogenados passa por uma reconfiguração. Com uma queda acumulada de aproximadamente 18% nos preços da ureia nos portos brasileiros desde o final de agosto, os produtores rurais começam a reavaliar suas estratégias de compra para a próxima safra. A informação consta no relatório semanal da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

    Ao longo de 2025, os altos custos fizeram muitos agricultores migrarem para fertilizantes de menor concentração, como o sulfato de amônio (SAM), em busca de melhor custo-benefício. Agora, a forte desvalorização da ureia está revertendo esse movimento.

    Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que a demanda global mais fraca e uma oferta estável nos principais países produtores pressionaram as cotações para baixo. “Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, o que evidencia a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, detalha Pernías.

    Retomada da competitividade e incertezas para 2026

    A queda de preço devolveu à ureia a competitividade frente a alternativas como o SAM e o nitrato de amônio (NAM). Este movimento se acentuou porque a própria demanda pelo sulfato de amônio elevou suas cotações nas últimas semanas.

    No entanto, ainda persistem dúvidas sobre a preferência dos compradores brasileiros em 2026. A StoneX alerta que um volume significativo de SAM já está programado para chegar ao país, o que deve garantir oferta abundante no curto prazo. A decisão final entre os tipos de fertilizante dependerá da trajetória de preços nos próximos meses.

    Cenário global pode trazer volatilidade

    Além da dinâmica interna, fatores internacionais exigem atenção. O período de aplicação de fertilizantes nos Estados Unidos e na China deve movimentar o mercado global. Outro ponto crítico é a demanda da Índia, cujas grandes licitações costumam causar volatilidade nos preços mundiais.

    Pernías conclui com um alerta aos compradores: “É fundamental acompanhar de perto esses movimentos. Eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores podem gerar oscilações importantes e impactar diretamente os custos de aquisição no Brasil”.

  • Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    O mercado brasileiro de fertilizantes mantém ritmo de crescimento em 2025. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) revelam que as entregas ao agricultor totalizaram 35,86 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro. O número representa um aumento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 32,80 milhões de toneladas.

    Apenas em setembro, o setor comercializou 5,38 milhões de toneladas, uma alta expressiva de 11,3% na comparação com setembro do ano anterior.

    A análise por estado confirma Mato Grosso como o maior consumidor do país. O estado respondeu sozinho por 22,5% do total nacional, com 8,08 milhões de toneladas entregues. A sequência dos maiores mercados ficou com Paraná (4,51 milhões t), São Paulo (3,74 milhões t), Rio Grande do Sul (3,54 milhões t), Goiás (3,53 milhões t), Minas Gerais (3,22 milhões t) e Bahia (2,43 milhões t).

    Produção nacional avança, mas importações seguem altas

    A indústria nacional de fertilizantes intermediários também registrou desempenho positivo. A produção acumulada nos nove meses chegou a 5,57 milhões de toneladas, com crescimento de 6,6%. Em setembro, a fabricação cresceu 6,3%, para 713 mil toneladas.

    No entanto, o país ainda depende significativamente do mercado externo para suprir a demanda. As importações somaram 31,49 milhões de toneladas no período, um avanço de 8,4%. O Porto de Paranaguá (PR) consolidou sua posição como principal porta de entrada, com 8 milhões de toneladas movimentadas – o que representa 25,5% de toda a importação pelo país e um crescimento de 9,9% ante 2024.

    Os dados reforçam a forte demanda do agronegócio brasileiro por insumos na reta final do ciclo de culturas, com destaque para as regiões produtoras de grãos.