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  • Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    A origem dos problemas está na infraestrutura portuária brasileira, que não acompanhou o crescimento exponencial do agronegócio, especialmente no transporte de cargas conteinerizadas. Alterações de escalas, atrasos constantes e falta de capacidade adequada são alguns dos principais entraves identificados. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, destacou a necessidade de ações estruturais urgentes para modernizar os portos e garantir competitividade ao setor.

    “O sistema portuário brasileiro está saturado. Precisamos de investimentos em pátios, berços de atracação e aprofundamento de calados para atender navios de maior porte, além de integração com rodovias, ferrovias e hidrovias para diversificar os modais logísticos”, afirmou Heron.

    Porto de Santos: principal terminal enfrenta altos índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 67,4% das exportações de café do Brasil, foi destaque negativo no levantamento. Em outubro, 74% das operações no terminal enfrentaram atrasos ou alterações de escalas, com tempos de espera chegando a 58 dias. Apenas 10% das operações tiveram mais de quatro dias de gate aberto, enquanto 44% tiveram menos de dois dias.

    Segundo o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 69% dos navios, ou 218 de um total de 317 porta-contêineres, tiveram atrasos ou alteração de escalas para exportar café, nos principais portos do Brasil, em outubro deste ano

    O complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do café nacional com 28,1% de participação, também apresentou problemas. Em outubro, 70% dos navios sofreram atrasos, com intervalos de até 35 dias entre o primeiro e o último deadline. Essa situação agrava ainda mais a dificuldade de escoar a produção, especialmente em um ano de safra abundante.

    Soluções temporárias e esforços do setor

    Exportadores recorrem a soluções alternativas para mitigar os impactos logísticos, como o transporte de café a granel por meio de embarcações break bulk, sem a utilização de contêineres. Até outubro, realizaram cinco operações nesse formato, buscando alternativas viáveis diante das dificuldades enfrentadas.Contudo, Heron ressalta que essas soluções não substituem a necessidade de um plano estruturado para modernizar a logística portuária brasileira.

    “O recorde de exportações é resultado do esforço das equipes de logística e da adaptação das empresas, mas isso não pode mascarar os problemas estruturais que enfrentamos”, disse o diretor técnico.

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    A Cecafé tem liderado esforços para sensibilizar autoridades públicas e o setor privado sobre a importância de investimentos na infraestrutura portuária. A equipe busca reunir dados concretos para demonstrar o impacto econômico da ineficiência logística e pressionar pela adoção de ações efetivas. Heron enfatizou a urgência de acelerar projetos de modernização, destacando a importância de priorizar eficiência, redução de custos e ampliação da capacidade operacional.

    Além dos portos, o setor aponta a necessidade de melhorias em toda a cadeia logística, incluindo rodovias e ferrovias. Essas ações são vistas como fundamentais para atender à crescente demanda internacional e manter o Brasil na liderança global do comércio de café.

    O desafio da competitividade no mercado internacional

    Apesar das dificuldades, o Brasil continua a se consolidar como um dos maiores exportadores de café do mundo. O recorde em outubro demonstra a resiliência do setor e o potencial do país para ampliar sua participação no mercado global. No entanto, especialistas alertam que a manutenção dessa posição exige infraestrutura compatível com a demanda e políticas públicas que favoreçam a competitividade.

    Em 2025, o setor planeja adotar medidas paliativas, como ampliar o uso de modais alternativos, enquanto busca avanços estruturais de longo prazo. Essas melhorias são essenciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento do segmento, evitando prejuízos que afetem exportadores e impactem negativamente a economia brasileira como um todo.

  • Mercosul e União Europeia discutem acordo em Brasília

    Mercosul e União Europeia discutem acordo em Brasília

    Brasília sedia, nesta semana, uma nova rodada de negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Representantes dos dois blocos tentam superar impasses para viabilizar o acordo comercial. Os representantes apresentarão o texto final das discussões na reunião de presidentes do Mercosul, prevista para o início de dezembro, em Montevidéu. Portanto, caso haja consenso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará do encontro no Uruguai, para a assinatura do tratado.

    Boicote francês à carne sul-americana agrava resistência ao acordo

    O boicote do Carrefour à carne da América do Sul trouxe tensão às negociações. O CEO global da rede francesa anunciou que não comprará carne sul-americana na França, alegando preocupações com a qualidade do produto. A declaração gerou reação do presidente Lula, que defendeu o acordo com a União Europeia e afirmou que os franceses “não apitam mais nada”.

    No mesmo dia, o Carrefour se desculpou com o Brasil, mas a França reforçou sua oposição ao tratado comercial. Em votação simbólica, o parlamento francês rejeitou o acordo, enquanto a ministra da Agricultura do país alegou que produtos sem conformidade com padrões europeus representam riscos sanitários, ambientais e à soberania francesa.

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    Brasil critica postura francesa e busca estratégias para avançar

    O senador Nelsinho Trad, presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul, classificou a atitude francesa como tentativa de atrapalhar as negociações. Além disso, ele convocou reunião com membros do Parlasul e diplomatas do Itamaraty para alinhar estratégias.

    Apesar das reações, críticas internas no Congresso Nacional destacam a necessidade de o governo brasileiro adotar uma postura mais firme contra as provocações da França. Parlamentares apontam que a resposta poderia ser mais contundente para preservar os interesses do Brasil nas discussões comerciais.

    As negociações seguem até o final da semana, com expectativa de avanços que contemplem os interesses dos dois blocos.

     

     

     

  • Preço do café arábica aumenta mais de 30% em novembro

    Preço do café arábica aumenta mais de 30% em novembro

    O preço do café arábica subiu 32,77% em novembro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

    Preço do café arábica é recorde

    Nesta terça-feira (26), a cotação atingiu R$ 2.025,25 por saca de 60 quilos, marcando o maior valor real desde 21 de janeiro de 1998. O cálculo considera o deflacionamento pelo IGP-DI de outubro de 2024.

    Pesquisadores do Cepea explicam que a valorização reflete a oferta restrita no mercado interno. Apesar das altas consecutivas, as negociações seguem lentas. Parte dos produtores evita vender, esperando novos aumentos, enquanto outros optam por aguardar o próximo ano, devido a questões fiscais.

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    Recorde de exportação em outubro

    O Brasil exportou 4,926 milhões de sacas de café em outubro, alcançando o maior volume mensal já registrado. Ou seja, o desempenho superou em 11,6% o mesmo mês de 2023 e ultrapassou em 3,27% o recorde anterior, de novembro de 2020. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Apesar de gargalos logísticos que deixaram 2,1 milhões de sacas acumuladas nos portos até setembro, o setor manteve o ritmo de exportações. Portanto, para contornar os atrasos e mudanças de escala dos navios, empresas adotaram estratégias como o uso de navios break bulk.

    Café arábica atinge patamar histórico em Nova York

    Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica também bateram recorde nesta quarta-feira (27). Os lotes com entrega para março subiram 4,6%, fechando a US$ 3,2305 por libra-peso, o maior valor registrado na série histórica do Valor Data. Analistas indicam que o movimento de alta deve continuar.

     

  • Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas começa hoje

    Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas começa hoje

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) promovem o Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas. O evento começa hoje e vai até  29 de novembro no Hotel Royal Tulip, em Brasília.

    O evento contará com mais de 500 reuniões. E tem como objetivo fortalecer as relações entre instituições governamentais, adidos agrícolas e setores produtivos de alimentos e bebidas. E visa aumentar as exportações brasileiras e facilitar o acesso a mercados internacionais.

    A cerimônia de abertura está marcada para hoje, segunda-feira (25), às 17h, com a presença de autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Carlos Fávaro. O encontro reunirá 40 adidos agrícolas brasileiros, representantes dos Escritórios da ApexBrasil e entidades do agronegócio, todos focados em ampliar as exportações.

    ExportaAgro

    Um dos destaques do evento será o lançamento do programa ExportaAgro. O programa oferecerá um calendário unificado com mais de 40 ações internacionais voltadas para o setor agropecuário. O programa reunirá eventos organizados pela ApexBrasil e pelos ministérios envolvidos, disponibilizando quase duas mil vagas para empresas e cooperativas.

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    Além disso, o encontro contará com a participação dos adidos recém-designados para 11 novas adidâncias agrícolas que serão inauguradas ainda este ano em países como Argélia, Bangladesh e Emirados Árabes Unidos. Com a gestão do ministro Carlos Fávaro, o Brasil já abriu 277 novos mercados, sendo 200 apenas em 2024. As novas adidâncias têm como objetivo identificar oportunidades e desafios no comércio internacional.

    O Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas promete ser uma plataforma importante para discutir práticas sustentáveis na agropecuária brasileira. E, além disso, fortalecer laços comerciais com outros países.

  • Plataforma Brasil Exportação apoia produtores nacionais

    Plataforma Brasil Exportação apoia produtores nacionais

    A Plataforma Brasil Exportação, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), comemora seu primeiro ano de funcionamento. Neste primeiro ano, ela já conta com mais de 90 mil usuários cadastrados. Lançada em novembro de 2023 durante o Web Summit em Lisboa, a plataforma se consolidou como a maior ferramenta digital de serviços de comércio exterior do Brasil. Ela oferece mais de 800 serviços para apoiar empresas brasileiras na exportação.

    Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, destacou a importância da plataforma. “Essa é uma ferramenta extraordinária porque veio para facilitar a vida de quem está interessado em exportar, do micro ao grande empresário. Ela foi pensada para ser uma comunidade que apoia os que estão iniciando no comércio internacional e os que buscam expandir mercados.”

    Parceria

    A ferramente foi desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Aplataforma oferece uma variedade de serviços, incluindo estudos de mercado, cursos, eventos e contatos de apoio no exterior.

    Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, ressaltou que a plataforma está alinhada à Política Nacional da Cultura Exportadora. E tem o potencial de transformar a cultura exportadora no Brasil. “Ela simplifica o processo, permitindo um acesso mais fácil e eficiente aos recursos necessários para o comércio exterior”, afirmou.

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    Entre as funcionalidades desenvolvidas ao longo do ano está o Calendário Brasileiro de Promoção Comercial. Ele reúne eventos internacionais apoiados por organizações brasileiras. Já o Mapa Digital oferece contatos de apoio no exterior em mais de 80 países. Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional, enfatizou que a plataforma permite que pequenos negócios se integrem aos processos de exportação.

    Exemplos

    Empresas como a Maison Charlô, especializada em mesa posta, e a Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e do Beira Amazonas (AMAZONBAI) já se beneficiaram dos serviços oferecidos pela plataforma. Karen Reis, da Maison Charlô, destacou como a plataforma ajudou na elaboração de estratégias para vendas internacionais. Já Amiraldo de Lima Picanço, presidente da AMAZONBAI, afirmou que a ferramenta foi crucial para impulsionar as primeiras exportações da cooperativa para os Estados Unidos e Europa.

    Com um futuro promissor pela frente, a Plataforma Brasil Exportação se estabelece como um recurso essencial para empresas brasileiras que desejam explorar oportunidades no mercado internacional.

  • Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Os acordos firmados entre Brasil e China durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil, na última quarta-feira (20), prometem fortalecer a posição brasileira no mercado agropecuário global. Em resumo, dos 37 acordos assinados, seis estão diretamente relacionados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto outros também impactam o setor.

    Avanços entre Brasil e China

    Entre os avanços, o Brasil conquistou a abertura de cinco novos mercados junto à Administração Geral de Aduanas da China (GACC). O Mapa assinou protocolos fitossanitários que liberam a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo e produtos derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe. Esses mercados podem gerar até US$ 500 milhões anuais em negócios. Em junho, a China já havia aprovado a importação de noz-pecã brasileira, ampliando a pauta exportadora.

    Essas aberturas comerciais incentivam a produção agropecuária em diversas regiões do Brasil. Além disso, o país tem potencial para consolidar sua posição como maior exportador mundial de produtos agropecuários, como já ocorreu no mercado de algodão, onde superou os Estados Unidos neste ano.

    Cafeteria Luckin Coffee

    Outro destaque é o contrato firmado com a cafeteria chinesa Luckin Coffee. O acordo, articulado pela ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), prevê a compra de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029, totalizando US$ 2,5 bilhões. Esse contrato resulta de reuniões realizadas em junho na China, onde foi fechado um acordo inicial para a venda de 120 mil toneladas de café, no valor de US$ 500 milhões.

    O novo contrato supera em mais de seis vezes as exportações de café brasileiro para a China em 2022, que somaram US$ 80 milhões.

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    Acordos de cooperação

    Durante a visita de Xi Jinping, Brasil e China também firmaram acordos para cooperação técnica, científica e comercial. Entre eles, destaca-se o Memorando de Entendimento sobre tecnologia e regulação de pesticidas e a Carta de Intenções com a Administração Estatal de Regulação de Mercados (SAMR) para avanços no setor agrícola.

    A parceria com a China ainda inclui a promoção da agropecuária brasileira em acordos como o Memorando de Entendimento entre o Grupo de Mídia da China (CMG) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A boa relação diplomática estabelecida na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou na habilitação de 38 novas plantas frigoríficas. Ou seja, o foco é para exportação de carne bovina in natura à China. Além disso, hoje, 51,6% das exportações brasileiras do produto têm como destino o mercado chinês.

    Como reflexo dessa parceria, as exportações agrícolas brasileiras para a China bateram recorde em 2023. Em resumo, elas alcançaram US$ 60,24 bilhões, um aumento de US$ 9,53 bilhões em relação ao ano anterior. Portanto, esses resultados consolidam ainda mais a China como o principal parceiro comercial da agropecuária brasileira.

     

  • Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    A China, principal parceiro comercial do Brasil, abriu quatro novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Os acordos foram firmados nesta quarta-feira (20), durante um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, em Brasília. Portanto, com essa conquista, o Brasil alcançou 281 mercados agropecuários abertos desde o início de 2023.

    Protocolos Brasil e China

    Os protocolos foram assinados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduanas da China (GACC). Ou seja, eles definem requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo, além de farinha e óleo de peixe e outras gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

    O presidente Lula destacou o papel do Brasil como principal fornecedor de alimentos para a China desde 2017. “O agronegócio brasileiro segue garantindo a segurança alimentar chinesa”, afirmou, durante pronunciamento no Palácio da Alvorada.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da parceria entre os dois países. “O Brasil é um fornecedor confiável de alimentos e energia renovável. Temos capacidade para ampliar essa relação com sustentabilidade”, disse.

    Potencial de exportação e demanda chinesa

    A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa estima que os novos mercados podem gerar US$ 450 milhões anuais em exportações. O secretário Luis Rua acredita que, considerando o potencial brasileiro, esse valor pode superar US$ 500 milhões por ano. “A China importa quase US$ 7 bilhões desses produtos e o Brasil se consolida como parceiro estratégico e seguro”, afirmou.

    A China é o maior importador global de gergelim, com 36,2% das importações mundiais, totalizando US$ 1,53 bilhão em 2023. O Brasil, que ocupa a sétima posição nesse mercado, está ampliando a área de cultivo do produto.

    No caso da farinha de pescado, a China lidera as compras, com US$ 2,9 bilhões importados em 2023. Apesar de ainda ter participação limitada, o Brasil busca expandir sua presença nesse segmento.

    Já no sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, com o Brasil representando 0,29% das exportações globais.

    As uvas frescas, que vêm ganhando destaque no mercado internacional, agora chegam ao mercado chinês. O Brasil já responde por 2% do comércio global da fruta, com foco em consumidores de uvas premium.

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    Requisitos para exportação

    Os novos protocolos estabelecem exigências específicas para cada produto. Os estados de Pernambuco e Bahia concentrarão a exportação de uvas frescas. Ao mesmo tempo, os produtores devem seguir boas práticas agrícolas e obter registro no Mapa. 

    Além disso, para os derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe, as empresas precisam adotar sistemas de controle rigorosos, como o Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Em resumo, os produtos devem ser rastreáveis, atender aos requisitos da China e ter registro válido por cinco anos.

    Ou seja, com esses acordos, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos, ampliando sua presença em mercados estratégicos.

     

  • Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    O agronegócio brasileiro registrou em outubro um recorde histórico nas exportações, somando US$ 14,27 bilhões. Ou seja, o valor representa um crescimento de 6,2% em relação aos US$ 13,43 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em resumo, o aumento foi impulsionado por um crescimento de 3,7% no volume exportado e de 2,5% nos preços médios.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou o desempenho positivo. “De janeiro a setembro, tivemos uma leve queda de 0,2%. Porém, com o resultado de outubro, o acumulado do ano já apresenta um crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. O agronegócio responde por quase metade das exportações brasileiras”, afirmou.

    Principais setores exportadores

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os setores que lideraram as exportações em outubro foram complexo soja, carnes, açúcar, produtos florestais, café e cereais. Juntos, eles representaram 82,7% da pauta exportadora, gerando US$ 11,80 bilhões.

    Entre os produtos com maior volume exportado, destacaram-se o açúcar de cana (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas).

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    Produtos em destaque

    As exportações de carnes atingiram US$ 2,62 bilhões, alta de 38,6% em relação a outubro de 2023. A carne bovina foi o principal destaque, com receita de US$ 1,36 bilhão, um recorde histórico. O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 270,33 mil toneladas.

    O açúcar também manteve a trajetória de alta, com exportações de 3,73 milhões de toneladas (+29,8%). Apesar da queda de 11,8% no preço médio, o setor gerou US$ 1,76 bilhão.

    Ao mesmo tempo, outro recorde veio do setor cafeeiro, que exportou US$ 1,40 bilhão em outubro (+61,1%). As vendas de café verde atingiram US$ 1,31 bilhão (+62,7%), com volume de 279,26 mil toneladas (+12%).

    Produtos como suco de laranja, algodão, bovinos vivos e feijões também contribuíram, somando um aumento de US$ 362,01 milhões em relação a outubro de 2023.

    Acumulado do ano

    Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações do agro totalizaram US$ 140,02 bilhões, alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2023. Esse resultado foi impulsionado por um aumento de 6,6% no volume exportado, compensando a queda de 5,9% nos preços médios.

    Portanto, o agronegócio manteve sua relevância, representando 49,2% das exportações totais do Brasil no período.

     

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.

     

  • Parlamento Europeu adia lei antidesmatamento por 1 ano

    Parlamento Europeu adia lei antidesmatamento por 1 ano

    O Parlamento Europeu aprovou, nesta quinta-feira (14), o adiamento da lei antidesmatamento por um ano. Com isso, a legislação entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025 para grandes empresas. Já para pequenas e médias empresas (PMEs), o prazo foi estendido até julho de 2026.

    A lei, que visa barrar produtos associados ao desmatamento, inclui sete setores-chave. Entre eles estão carne, café, cacau, produtos florestais (como papel, celulose e madeira), soja e borracha. Também consta o óleo de palma, não exportado pelo Brasil, mas presente em derivados como couro, móveis e chocolate.

    Importação vetada sem comprovação ambiental

    Em resumo, a legislação proíbe a importação de produtos ligados ao desmatamento nos países de origem. No entanto, os requisitos e prazos geraram questionamentos entre parceiros comerciais.

    Países como Brasil e Estados Unidos pressionaram intensamente, o que levou à decisão de adiar a medida. A Alemanha também apoiou a postergação, alegando que os mercados não estavam preparados. Em outubro, a Comissão Europeia reconheceu que diversos parceiros globais manifestaram preocupações.

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    Nova categoria de risco

    Além do adiamento, os parlamentares criaram uma nova categoria de “países sem risco”, que se junta às classificações existentes: “alto risco”, “risco padrão” e “baixo risco”. Ou seja, essa nova categoria abrange países que mantêm ou aumentam suas áreas florestais. Portanto, na prática, essas nações estarão isentas de muitas exigências.

    A Comissão Europeia tem até 30 de junho de 2025 para concluir o sistema de avaliação por país. O objetivo é identificar quais regiões estarão sujeitas a menos rigor na aplicação das normas.