A 57ª edição do Congresso Brasileiro de Olericultura, que acontece até o dia 9 de agosto em Campinas, vai apresentar os primeiros resultados do programa ‘Drones SP’. Esta iniciativa público-privada une a Fundação Coopercitrus Credicitrus, um dos maiores braços de cooperativas agrícolas do Brasil, e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Com o tema “Olericultura 4.0, Desafios e Oportunidades”, o evento contará com a presença de Hamilton Ramos, pesquisador científico e diretor geral do CEA, que apresentará os resultados das pesquisas do programa no dia 8 de agosto. O ‘Drones SP’ tem como objetivo aprimorar as tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas, tanto químicos quanto biológicos, utilizando drones.
As pesquisas do programa serão realizadas nos laboratórios do CEA-IAC, enquanto as aplicações a campo ocorrerão na Fundação Coopercitrus, em uma área de experimentação homologada por órgãos oficiais em Bebedouro. Ramos destacou que as análises abrangem cultivos olerícolas, frutas, além de milho, soja e cana-de-açúcar.
Hamilton Ramos, pesquisador científico e diretor geral do CEA
Atualmente, o programa está captando empresas para se tornarem cotistas e financiar estudos na área de tecnologia de aplicação de agroquímicos e bioinsumos por drones. “Os primeiros ensaios do programa Drones SP têm resultados promissores”, afirmou Ramos. ‘Ressaltando que as empresas participantes terão acesso a dados e conclusões das pesquisas, além de sessões de treinamento em ‘dias de campo’.
Foco em tecnologia e viabilidade
Ramos explicou que o ‘Drones SP’ foca na tecnologia de aplicação e no uso eficaz e seguro dos equipamentos nas propriedades. O programa abrange conceitos como volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos e compatibilidade de insumos. “Trata-se de uma tecnologia emergente e revolucionária, mas com muitos pontos ainda a esclarecer sobre a eficácia e viabilidade econômica nas propriedades”, concluiu.
O 57º Congresso Brasileiro de Olericultura ocorrerá na sede do IAC, em Campinas. E e promete ser um espaço importante para a discussão sobre as inovações no setor. Para mais informações sobre o evento, acesse aqui.
A Fundação Coopercitrus Credicitrus, vinculada à Coopercitrus, uma das maiores cooperativas agrícolas do país, e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) iniciaram o programa ‘Drones SP’. O objetivo é aprimorar tecnologias de aplicação aérea de defensivos agrícolas químicos e biológicos por meio de drones.
O programa começa hoje a cadastrar empresas interessadas em integrar a iniciativa, que terá caráter permanente. Localizado em Bebedouro (SP), o CEA-IAC e a Fundação Coopercitrus Credicitrus informaram ter aberto um campo de provas e experimentação para drones agrícolas. O campo é homologado por órgãos oficiais, para concentrar as pesquisas do Drones SP.
Segundo o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do Drones SP e diretor do CEA-IAC, há expectativa inicial de receber a adesão de cinco a dez empresas no primeiro ano. Ramos espera agregar ao Drones SP o mesmo modelo de negócio de outras iniciativas do CEA-IAC, como o programa IAC-Quepia, voltado à melhoria da qualidade de EPIs agrícolas e viabilizado há mais de 17 anos com recursos privados de cotistas.
“Os ensaios do programa Drones SP já começaram e os primeiros resultados são promissores. Nossa meta contempla reunir um grupo de empresas do setor de defensivos agrícolas e do agronegócio, em geral, capazes de gerar recursos para investimentos contínuos nas pesquisas, através da aquisição de cotas iguais de participação”, reforça Ramos.
Benefícios para as empresas participantes
As empresas que aderirem ao Drones SP terão acesso a todos os dados e conclusões das pesquisas. Além de outros benefícios, como sessões de treinamentos em ‘dias de campo’. “O programa foca na tecnologia de aplicação e no uso eficaz e seguro do equipamento nas propriedades. Abrange os conceitos volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos, compatibilidade de insumos e outros”, explica Ramos.
Divulgação
O pesquisador destaca que se trata de uma tecnologia emergente e revolucionária, mas com muitos pontos ainda a esclarecer no tocante à eficácia e viabilidade econômica nas propriedades.
Com o lançamento do programa ‘Drones SP’, a Coopercitrus e o IAC buscam impulsionar o uso de drones na aplicação de defensivos agrícolas. E além disso, promovendo pesquisas e compartilhando conhecimento com as empresas participantes para o desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis.
Nos próximos anos, o agronegócio brasileiro e global deverá passar por uma transformação significativa, impulsionada por avanços tecnológicos como inteligência artificial (IA), drones e energia solar. Essas inovações não apenas prometem aumentar a eficiência da produção agrícola, mas também contribuir para a sustentabilidade do setor, enfrentando desafios como a escassez de recursos naturais e as mudanças climáticas.
Inteligência Artificial: otimização e precisão
A inteligência artificial está revolucionando a forma como os agricultores gerenciam suas operações. Com algoritmos avançados e análise de dados, a IA pode prever padrões climáticos, otimizar o uso de insumos e melhorar a gestão de culturas. Sistemas de IA são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, permitindo que os produtores tomem decisões mais informadas sobre irrigação, fertilização e controle de pragas.
Além disso, a IA pode ser utilizada para monitorar a saúde das plantas e identificar problemas antes que se tornem críticos. Isso não apenas aumenta a produtividade, mas também reduz o uso de produtos químicos, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
A revolução mais evidente ocorre no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.
Tratores poderão ser controlados por IA
A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.
Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.
Drones: monitoramento e aplicação eficiente
Os drones estão se tornando ferramentas indispensáveis no agronegócio moderno. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores, esses dispositivos podem realizar monitoramento aéreo das lavouras, fornecendo informações detalhadas sobre a saúde das plantas, a umidade do solo e a presença de pragas. Essa visão panorâmica permite que os agricultores identifiquem áreas que necessitam de atenção, otimizando o uso de recursos.
Além disso, os drones podem ser usados para a aplicação de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, de maneira mais precisa e eficiente. Isso não apenas reduz o desperdício, mas também minimiza o impacto ambiental, contribuindo para práticas agrícolas mais responsáveis.
Um bom exemplo é o Orbio, desenvolvido pela Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp.
Ele promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo. Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.
Energia Solar: sustentabilidade e redução de custos
Hoje, a maioria dos produtores rurais tem grande dependência do gerador a diesel na sua propriedade, independente do segmento que atua. Culturas com suinocultura, piscicultura, avicultura, irrigação e mercado de silos, entre outras, ainda usam de forma intensiva o equipamento, arcando com altos custos de combustível e manutenção, sem falar no prejuízo causado ao meio ambiente e falta de compromisso com as causas sustentáveis.
A energia solar está emergindo como uma solução viável para a sustentabilidade no agronegócio. A instalação de painéis solares em propriedades rurais pode reduzir significativamente os custos com eletricidade, permitindo que os agricultores utilizem energia limpa para operar suas máquinas e sistemas de irrigação.
Além disso, a energia solar pode ser combinada com tecnologias de armazenamento, permitindo que os agricultores utilizem energia renovável mesmo durante a noite ou em dias nublados. Essa independência energética não apenas diminui os custos operacionais, mas também reduz a pegada de carbono do setor agrícola.
Empresas continuam investindo em energias renováveis
“Temos a solução completa para resolver rapidamente este problema com excelente custo/benefício para o produtor rural”, diz Marcelo Taborda, diretor de Vendas da BYD Energy no Brasil. “Podemos reduzir o consumo ou até mesmo eliminar por completo o equipamento, melhorando o nível de atendimento e a confiabilidade desse sistema”. “Somos o maior produtor mundial de baterias recarregáveis incluindo baterias de NiMH, Íon de Lítio e NCM, com ampla variedade de usos, como em aparelhos eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia”, informa Taborda.
Como exemplo de aplicação e solução, Taborda cita o funcionamento de um aviário, onde o controle da temperatura interna é fundamental. Dependendo da região, pode haver instabilidade no sistema e principalmente a falta de energia elétrica. Estes fatos acabam gerando grande prejuízo ao produtor e até, em casos extremos, a perda de seu principal insumo. A implantação da solução completa BYD poderá reduzir esse risco a praticamente zero, de forma definitiva. “Há a leitura constantemente de energia gerada pelos módulos fotovoltaicos, rede elétrica e bateria. Se for constatada a falta ou queda, o inversor identificará imediatamente o problema e, em poucos milissegundos, o gerador assumirá a carga do local”, justifica Taborda.
O futuro do agronegócio com os avanços tecnológicos
À medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis e integradas às práticas agrícolas, espera-se que o agronegócio se torne mais sustentável e eficiente. A combinação de IA, drones e energia solar não apenas aumentará a produtividade. Ela também ajudará a preservar os recursos naturais, garantindo que as futuras gerações possam continuar a produzir alimentos de maneira responsável.
Em resumo, os avanços tecnológicos estão moldando um novo paradigma no agronegócio, onde a eficiência e a sustentabilidade caminham lado a lado. Com a adoção dessas inovações, o setor agrícola poderá enfrentar os desafios do futuro, contribuindo para um mundo mais sustentável e resiliente.