Tag: drones

  • Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    A Gohobby, maior distribuidora de drones agrícolas da América Latina, anunciou um investimento estratégico de R$ 20 milhões na Região Norte do Brasil. O aporte será destinado à construção de um centro de distribuição, escritório e centro de treinamento em Porto Velho (RO), consolidando a presença da empresa nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O objetivo é fortalecer o suporte técnico, comercial e logístico para revendas e produtores rurais, além de expandir a rede de parceiros locais.

    O novo centro de operações contará com equipe técnica e comercial própria, oficina de manutenção e estrutura dedicada à capacitação de operadores e revendedores. Inicialmente, a iniciativa vai gerar cinco empregos diretos, com expectativa de dobrar o quadro até 2027. A Gohobby já possui mais de 30 revendas ativas nos quatro estados. E prevê que a Região Norte represente cerca de 50% de sua operação agrícola nos próximos anos.

    Com mais de 2 milhões de km² de extensão e mais de 2 milhões de hectares cultivados, a Região Norte se destaca pela diversidade de culturas como soja, arroz, milho, café e frutas, além de 15 milhões de hectares de pastagens. A demanda crescente por tecnologia que aumente a produtividade e reduza custos operacionais torna o mercado regional um dos mais promissores para drones agrícolas no Brasil.

    Drones agrícolas: inovação e sustentabilidade no campo

    Os drones agrícolas da Gohobby, como os modelos DJI Agras T25 e T50, oferecem capacidades de pulverização de 20 a 40 litros e dispersão de sólidos de 25 a 50 kg, com preços que variam de R$ 120 mil a R$ 200 mil, dependendo da configuração. Essas tecnologias proporcionam monitoramento de precisão, redução de custos, menor consumo de insumos e impacto ambiental reduzido, tornando-se essenciais para o agronegócio moderno.

    Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, o investimento reforça o compromisso da empresa com a modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “Nosso foco é promover a modernização do setor com tecnologia de ponta, presença local e capacitação. Esse investimento é 100% Gohobby e reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do campo brasileiro”, afirma Buzaid.

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  • Drones oceânicos brasileiros monitoram terremotos marítimos

    Drones oceânicos brasileiros monitoram terremotos marítimos

    Um estudo publicado em 30 de maio de 2025 na revista Scientific Reports, do grupo Nature, revela que drones oceânicos brasileiros, originalmente desenvolvidos para monitorar sons marinhos, também detectam sinais sísmicos causados por terremotos no fundo do mar. A pesquisa foi conduzida com dados coletados entre 2015 e 2021 na Bacia de Santos, litoral de São Paulo. E registrou 12 eventos sísmicos por meio de hidrofones embarcados nesses veículos autônomos subaquáticos.

    Os altos custos e os desafios logísticos para instalar sismógrafos no fundo do mar limitam a cobertura tradicional de estações sísmicas nos oceanos. Nesse contexto, os drones oceânicos representam uma alternativa eficiente e econômica. Eles  são silenciosos, movidos por flutuabilidade e capazes de operar autonomamente em áreas costeiras e marginais, onde os métodos convencionais enfrentam dificuldades operacionais.

    Monitoramento sísmico de longo prazo

    Segundo o geofísico Marcelo Belentani de Bianchi, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP) e coautor do estudo, os planadores oceânicos oferecem vantagens significativas para monitoramento sísmico de longo prazo, permitindo aquisição quase em tempo real dos dados. Já o professor Carlos Chaves, também do IAG-USP, destaca que os drones possibilitam monitoramento contínuo e mais acessível logisticamente, eliminando a necessidade de navios e sensores fixos no fundo do mar.

    A análise dos dados envolveu a identificação automática de sons anômalos e uma detalhada análise espectral para descartar ruídos de baleias, embarcações ou outras fontes comuns, confirmando que os sinais captados eram de origem sísmica. Essa proximidade dos drones ao epicentro dos eventos sísmicos reduz a distorção dos sinais que ocorre quando captados em estações terrestres distantes.

    A descoberta abre novas perspectivas para o monitoramento de terremotos em alto-mar. Especialmente em regiões de difícil acesso e custo elevado para instalação de equipamentos fixos, como áreas costeiras brasileiras onde a atividade sísmica é considerada baixa. Os drones podem complementar redes sísmicas existentes e integrar sistemas de alerta para populações costeiras. E assim ampliar a segurança e a compreensão dos riscos naturais associados ao ambiente marinho.

    Os pesquisadores esperam expandir a tecnologia para outras áreas marítimas e equipar os drones com sensores ainda mais sensíveis e específicos voltados à geofísica. Incentivando investimentos brasileiros em métodos inovadores de observação oceânica, que vão além dos benefícios econômicos e reforçam a segurança nacional.

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  • Programa ‘Aplique Bem’ amplia capacitação para uso de drones

    Programa ‘Aplique Bem’ amplia capacitação para uso de drones

    O Programa ‘Aplique Bem’, referência nacional em treinamento para o uso correto e seguro de agroquímicos, está investindo na capacitação de sua equipe para aplicações com drones e intensificando as inspeções de pulverizadores agrícolas em uso nas propriedades rurais. Em seu 18º ano de atuação, a iniciativa, fruto de uma parceria entre o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) e a multinacional UPL, segue promovendo treinamentos gratuitos em todo o Brasil, sem vínculo com marcas comerciais ou produtos específicos.

    Segundo Hamilton Ramos, diretor do CEA-IAC e coordenador do programa, a qualificação dos engenheiros agrônomos agora inclui o domínio das tecnologias de pulverização com drones, uma das inovações mais recentes e promissoras do agronegócio. “Além do foco em drones e adjuvantes na pulverização, aprimoramos a capacitação da equipe para fazer inspeções ainda mais precisas de pulverizadores agrícolas. Por sinal um dos propósitos centrais das atividades do Aplique Bem”, destaca Ramos.

    O programa percorre todo o território nacional com laboratórios móveis (Techmóveis), levando conhecimento técnico diretamente às propriedades rurais de todos os portes. Em 2023, a equipe promoveu 340 treinamentos, que beneficiaram cerca de 5 mil pessoas. Desde a criação do programa, mais de 90 mil agricultores já participaram das capacitações, realizadas em mais de mil municípios brasileiros.

    Exportação do modelo

    Além do impacto no Brasil, o modelo do Aplique Bem foi exportado para outros oito países, incluindo Burkina Faso, Costa do Marfim, Colômbia, África do Sul, Mali, Gana, México e Vietnã, com o objetivo de reduzir o déficit de mão de obra qualificada no setor agrícola. “Exportamos o modelo com foco na redução do déficit de mão de obra qualificada. A exemplo do Brasil, onde mais de 60% dos aplicadores de agroquímicos jamais receberam capacitação específica, tais países se deparam com indicadores semelhantes”, afirma Ramos.

    Entre os pilares do programa estão a qualidade do atendimento ao agricultor, a proteção dos cultivos, do meio ambiente e do trabalhador rural. “Pulverizadores bem mantidos e regulados constituem uma das estratégias-chave na proteção de lavouras frente a doenças, pragas e plantas daninhas”, reforça Ramos. Todo o trabalho é realizado sem custo para os participantes, promovendo ganhos ambientais, redução de custos na safra e melhorias na saúde ocupacional.

    Com a incorporação de novas tecnologias, como os drones, o Programa Aplique Bem se consolida como uma das principais iniciativas para a profissionalização do campo. Alinhando inovação, sustentabilidade e segurança no uso de defensivos agrícolas.

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  • Drones transformam pesquisas ambientais

    Drones transformam pesquisas ambientais

    O uso de drones tem revolucionado o trabalho de campo na ciência, especialmente em projetos ambientais e de planejamento territorial no Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 2019, a tecnologia tornou-se indispensável para a equipe, acelerando levantamentos de dados e ampliando a precisão das análises.

    Segundo Eduardo Vedor, coordenador-geral do Lageamb, “com esse tipo de equipamento, a gente consegue diminuir muito o tempo de levantamento de dados. Reduzir pra menos de uma semana um mapeamento que levaria um mês”. Os drones, ou Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), como define o geógrafo Carlos Wrobleski. “São a base de praticamente todos os projetos atualmente. Viabilizando desde o monitoramento ambiental e territorial até o georreferenciamento de imóveis rurais e análises de riscos climáticos”.

    Aplicações avançadas e resultados práticos

    O laboratório opera sensores de última geração, como termal e LiDAR, permitindo análises detalhadas da vegetação, superfície terrestre e volume de biomassa. “Basicamente, não tem nada tão tecnológico quanto essas ferramentas, e a gente as opera de fato, produzindo muita ciência a partir dessas duas aeronaves”, explica Wrobleski. Além disso, a equipe utiliza ortomosaicos e Modelos Digitais do Terreno (MDTs) para regularização fundiária e gestão de áreas federais, em parceria com órgãos como INCRA e SPU.

    A doutora em Geografia Marianne Oliveira destaca: “Outra aplicação importante é no uso de ortomosaicos, que viabilizam um primeiro mapeamento detalhado em áreas de comunidades tradicionais, e Modelos Digitais do Terreno (MDTs), para extração de vértices no georreferenciamento de imóveis rurais, no Projeto TED/INCRA focado na regularização fundiária”.

    Capacitação e inovação contínua

    O laboratório investe na formação de pilotos e na experimentação de novas tecnologias. “A gente consegue ter vários pilotos, fazendo cursos para que as pessoas operem as aeronaves para tirar fotos, fazer algum tipo de relatório sobre suas próprias pesquisas. É uma operação muito mais simples, mas que traz um resultado absurdo”, ressalta Wrobleski.

    A geógrafa e mestranda Laura Krama complementa: “Houve um avanço muito grande, tanto metodológico quanto de conhecimento sobre os equipamentos, desde 2019. Aquisição de novos drones, aprimoramento da metodologia, teste de diferentes equipamentos. E, com o trabalho integrado, atuando, por exemplo, junto com agrimensores e geógrafos, conseguimos maior precisão nos estudos”.

    Drones como aliados do desenvolvimento sustentável

    A adoção dos drones potencializa pesquisas, otimiza processos de análise e planejamento e amplia significativamente a capacidade de mapeamento e levantamento de dados. O Lageamb/UFPR demonstra que, longe de serem apenas instrumentos de lazer, os drones são ferramentas estratégicas para o desenvolvimento científico-social e para a construção de políticas públicas baseadas em dados de alta qualidade e confiabilidade.

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  • Mapa adota drones para fiscalizar plantio em São Paulo

    Mapa adota drones para fiscalizar plantio em São Paulo

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou nesta semana o uso de drones para fiscalizar áreas de plantio no estado de São Paulo. A primeira operação ocorreu em uma área experimental de cana-de-açúcar geneticamente modificada na região de Campinas, marcando um avanço tecnológico nas ações de fiscalização do órgão. A iniciativa busca tornar o trabalho mais ágil, reduzir a exposição dos servidores a condições adversas e aprimorar a precisão das análises.

    Os drones permitem capturar imagens em alta resolução, possibilitando medições detalhadas das áreas cultivadas, como tamanho e quantidade de plantas. Antes da adoção dessa tecnologia, fiscais precisavam realizar essas tarefas manualmente, o que demandava mais tempo e esforço. “O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização”, afirma Patricia Schober, chefe da regional do Mapa em São Paulo.

    Durante as operações, os dados capturados pelos drones são comparados com as informações fornecidas pelas empresas fiscalizadas. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos. Essa abordagem garante maior eficiência no monitoramento das áreas e no cumprimento das medidas de biossegurança exigidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

    Expansão da tecnologia

    A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP) vai incorporar mais duas aeronaves não tripuladas de última geração à sua frota em 2025. Uma delas contará com sensor termal, o que permitirá realizar operações noturnas ou em situações de baixa visibilidade. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) autoriza todos os voos, e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já cadastrou as aeronaves, assegurando a legalidade dos dados gerados.

    A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

    O treinamento dos servidores incluiu aspectos teóricos e práticos, como legislação sobre drones, técnicas de voo e processamento das imagens capturadas. A intenção é ampliar o uso dessa tecnologia nas fiscalizações futuras, especialmente em áreas que envolvem Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

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  • Brasil atinge 2,7 mil aeronaves agrícolas em operação no país

    Brasil atinge 2,7 mil aeronaves agrícolas em operação no país

    O Brasil inicia 2025 com 2.722 aeronaves agrícolas em operação, registrando um crescimento de 7,21% em comparação ao ano anterior. Essa frota inclui 2.088 aviões, que representam 77% do total, e 634 helicópteros, equivalentes a 23%. O país permanece na segunda posição mundial em número de aeronaves agrícolas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e superando nações como Canadá e Argentina.

    Segundo Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), esse aumento reflete o dinamismo do setor no país. “Mas é uma tendência que ainda precisamos conhecer melhor”, observa Colle sobre as inovações tecnológicas que vêm transformando a aviação agrícola.

    No ranking estadual, Mato Grosso lidera com 749 aviões agrícolas, seguido pelo Rio Grande do Sul, que soma 385 aeronaves. São Paulo, com 320 unidades, Goiás, com 307, e Bahia, com 173, completam a lista dos principais estados com frota expressiva. Além disso, cerca de metade das aeronaves pertence a produtores rurais ou cooperativas (TPP), enquanto as empresas aeroagrícolas (SAE) administram aproximadamente dois terços desses equipamentos.

    Embraer

    O Brasil também se destaca na fabricação nacional de aeronaves agrícolas. Mais da metade da frota vem de modelos produzidos internamente, com ênfase no Ipanema, da Embraer. Desde 2004, o país tem apostado em aviões movidos a biocombustível, que hoje representam cerca de um terço da frota nacional. Ao mesmo tempo, cresce o uso de aviões turboélice importados dos Estados Unidos, considerados mais potentes e eficientes.

    Foto: Divulgação – Sindag/Castor Becker/C5NewsPress

    As inovações tecnológicas seguem ganhando espaço no setor. O Sindag planeja realizar nos próximos meses um levantamento detalhado sobre os drones não tripulados e aeronaves autônomas em operação no Brasil.

    Segundo Colle, os dados oficiais do Ministério da Agricultura e da Anac não refletem portanto totalmente a realidade do mercado. “Há uma estimativa significativa de mais drones em uso real do que aqueles registrados oficialmente”, destaca. Para aprimorar esse mapeamento, o sindicato pretende cruzar informações de importações obtidas via Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

    Além disso, uma das inovações mais promissoras vem dos Estados Unidos. A Pyka desenvolveu um drone autônomo capaz de transportar até 300 quilos sem piloto humano, que já é utilizado, por exemplo, em voos noturnos na América Central. “Mas é uma novidade que ainda precisamos conhecer melhor”, ressalta Colle sobre essa tecnologia avançada, cuja apresentação oficial está prevista para março próximo.

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  • Startup brasileira lança “ChatGPT” do agro e busca investimentos

    Startup brasileira lança “ChatGPT” do agro e busca investimentos

    A Psyche Aerospace, de São José dos Campos (SP), lançou uma rodada de investimentos para captar mais de R$ 100 milhões. A empresa pretende construir uma fábrica de 100 mil metros quadrados e ampliar a produção de seus robôs agrícolas. Além disso, durante o evento, a startup também apresentou a inteligência artificial “Turing”, descrita pelos desenvolvedores como o “ChatGPT do agro”.

    Em geral, os fundadores estimam que a nova fábrica custará entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões. A unidade será instalada no interior de São Paulo, em Campinas, Itupeva ou Cajamar. Em resumo, o objetivo é fabricar em larga escala seis modelos de robôs voltados ao monitoramento e análise de lavouras.

    Maior drone agrícola do mundo

    A Psyche Aerospace ganhou destaque ao desenvolver o Harpia P-71, considerado o maior drone de pulverização agrícola do mundo. O equipamento surgiu após uma primeira rodada de investimentos, que arrecadou R$ 17 milhões em abril de 2024. Antes disso, a empresa contava apenas com um aporte inicial de R$ 4 milhões, feito em outubro de 2023.

    O Harpia P-71 pulveriza 40 hectares por hora e tem autonomia de voo de uma hora. Além dele, o portfólio da Psyche inclui outros cinco modelos: o Harpia Hexa, também pulverizador; o Sabiá, voltado ao monitoramento aéreo; o Carcará, que detecta incêndios e ocorrências no campo; o Rover Tatu, especializado na coleta de amostras de solo; e o Rover Golias, que mede umidade e temperatura.

    A nova fábrica permitirá a produção diária de três drones Harpia (P-71 ou Hexa), três Sabiás, um Carcará, cinco Rovers Tatu e três Rovers Golias.

    Testes e inovação tecnológica

    Os drones da Psyche Aerospace estão em fase final de testes em uma fazenda no Mato Grosso. No dia 29 de dezembro de 2024, o Harpia P-71 completou sua primeira trajetória 100% autônoma. O drone decolou, percorreu a rota e pousou no mesmo local com apenas um comando. Enquanto isso, o Carcará e o Sabiá passam por testes em São José dos Campos, e os Rovers devem iniciar avaliações nas próximas semanas.

    A inteligência artificial Turing é a grande aposta da Psyche para transformar a agricultura digital. O sistema coleta e analisa dados em tempo real, integrando informações geradas pelos robôs no campo. Para desenvolver a tecnologia, o CEO Gabriel Leal convidou o professor Anderson Rocha, coordenador do laboratório de Inteligência Artificial da Unicamp.

    Segundo Rocha, o Turing interage diretamente com produtores e se adapta às particularidades de cada fazenda. Ele destaca que, enquanto satélites comuns operam com pixels de 40×40 cm, os robôs da Psyche utilizam pixels de 4×4 cm. Essa diferença permite uma resolução 200 vezes maior para monitorar lavouras e gerar análises mais precisas.

    IA gratuita para produtores

    Leal afirma que o ChatGPT da OpenAI revolucionou a inteligência artificial, mas depende de dados públicos. O Turing vai além, cruzando informações abertas com dados coletados diretamente no campo. A plataforma será gratuita para produtores rurais e deve estar disponível em até seis meses.

    Portanto, com esse investimento, a Psyche Aerospace quer liderar a digitalização do agronegócio e tornar a agricultura mais eficiente e sustentável.

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  • Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca

    Drones revolucionam melhoramento genético de milho para tolerância à seca

    09Pesquisadores brasileiros adotaram drones para acelerar o melhoramento genético de milho resistente à seca, reduzindo custos e otimizando resultados. Em resumo, a técnica usa câmeras RGB para capturar imagens de campo, que são convertidas em índices que medem a saúde das plantas. Ou seja, com essas informações, é possível selecionar rapidamente as variedades mais promissoras e simular seu desempenho em diferentes condições climáticas.

    O Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC), liderou o estudo, em parceria com Embrapa, Unicamp e apoio da Fapesp, e publicou os resultados na revista The Plant Phenome Journal.

    Nova tecnologia supera métodos tradicionais

    Os métodos tradicionais de avaliação em campo são caros e demorados. “Nos processos convencionais, é necessário esperar o ciclo completo da planta e realizar medições manuais, o que demanda tempo e equipamentos caros”, afirma Juliana Yassitepe, pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital e autora do estudo.

    Portanto, a nova metodologia reduziu significativamente o tempo de coleta de dados. “Antes, levaríamos dias para medir a produção de grãos, altura das plantas e tempo até a floração. Agora, drones e processamento de imagens realizam essas tarefas em poucas horas”, destaca Yassitepe.

    Experimentos comprovam eficiência

    Durante a estação seca de 2023, pesquisadores realizaram dois experimentos em Campinas (SP) ao longo de cinco meses. Os cientistas testaram 21 variedades de milho, incluindo 18 geneticamente modificadas para tolerância à seca e três variedades sem alterações, usadas como controle.

    As plantas foram divididas em dois grupos: um recebeu irrigação contínua, enquanto o outro enfrentou condições de seca. Além disso, os drones realizaram voos semanais, capturando imagens com câmeras RGB e multiespectrais. Em geral, os resultados mostraram que as câmeras RGB, mais acessíveis, oferecem dados confiáveis para o melhoramento genético em larga escala.

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    Menores custos e maior abrangência

    A nova abordagem reduz custos e permite realizar estudos em áreas menores. “Nem sempre os grupos de pesquisa têm muitas sementes viáveis para testar grandes áreas. Com imagens de alta resolução captadas por drones, podemos analisar mais variedades em espaços menores”, explica Helcio Pereira, pesquisador de pós-doutorado no GCCRC e coautor do estudo.

    Além disso, a metodologia também possibilita acompanhar o desenvolvimento das plantas ao longo de todo o ciclo. “A análise temporal contínua foi crucial para entender como as plantas reagem ao estresse hídrico”, complementa Pereira.

    Modelos preditivos otimizam seleção

    Pesquisadores usaram os dados captados pelos drones para criar modelos preditivos que identificam variedades adaptadas a diferentes condições climáticas. “Com esses modelos, podemos prever o comportamento das variedades sem medições manuais frequentes, tornando o processo mais rápido e acessível”, afirma Pereira.

    O estudo completo, intitulado “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, está disponível aqui.

    O GCCRC, uma iniciativa conjunta da Embrapa e Unicamp com apoio da Fapesp, foca em soluções inovadoras para adaptar cultivos aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

  • Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública para discutir a regulamentação dos operadores de drones agrícolas no Brasil. A proposta, detalhada na Portaria SDA nº 1.187, define os requisitos e procedimentos para o registro desses profissionais. Além disso, tem as normas para o credenciamento de entidades que oferecem cursos de aviação agrícola.

    A nova regulamentação vai substituir as normas vigentes, incluindo a Instrução Normativa MAPA nº 2/2008, que abrange aeronaves tripuladas, e a Portaria nº 298/2021, que trata dos drones. As mudanças visam modernizar o setor, ajustando as regras às novas tecnologias. Ao mesmo tempo, deve desburocratizar o processo de registro de operadores e agilizar o credenciamento de instituições de ensino.

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    Segundo Uéllen Colatto, chefe da Divisão de Aviação Agrícola da Secretaria de Defesa Agropecuária, a atualização da legislação busca tornar o gerenciamento e a fiscalização das operações aeroagrícolas mais eficientes. “Nosso objetivo é adaptar as normas à realidade tecnológica e melhorar a gestão do setor”, destacou Colatto.

    A proposta também segue as diretrizes do novo Decreto da Aviação Agrícola. Ele deve ser publicado em breve, e atende à Lei do Autocontrole (Lei 14.515/2022). Em resumo, a consulta pública ficará aberta por 60 dias, permitindo que profissionais e entidades enviem suas sugestões.

     

  • Tecnologia impulsiona produtividade de pequenos produtores de algodão em Catuti (MG)

    Tecnologia impulsiona produtividade de pequenos produtores de algodão em Catuti (MG)

    Pequenos produtores de Catuti, no norte de Minas Gerais, estão experimentando um salto significativo na produtividade do algodão. Isso graças à combinação de sementes biotecnológicas avançadas e o uso de drones para pulverização. A adoção dessas tecnologias resultou em um aumento médio de 27% na produção de algodão em 2024, em comparação à safra anterior.

    A região, que na década de 1980 cultivava até 130 mil hectares de algodão, viu a produção cair drasticamente devido à infestação do bicudo-do-algodoeiro. Essa é uma das pragas mais devastadoras da cultura. No entanto, um esforço coordenado entre a Bayer, a Coopercat (Cooperativa dos Produtores. Rurais de Catuti) e outras instituições locais marcou o início da retomada do plantio.

    Neste ano, a Bayer doou 100 sacos de sementes certificadas de algodão das variedades DP 1866 B3RF e DP 1857 B3RF, ambas da marca Deltapine, para 85 pequenos produtores associados à Coopercat. As sementes equipam-se com a biotecnologia Bollgard 3, que oferece proteção ampliada contra as principais lagartas que atacam o algodão e aumenta a resistência a doenças como a bacteriose e a doença azul.

    “O uso dessas sementes certificadas foi fundamental para aumentar a produtividade e permitir um manejo mais eficaz das pragas”, afirma José Tibúrcio de Carvalho Filho. Ele é assessor técnico da Coopercat e um dos responsáveis pelo projeto de retomada do algodão na região.

    Drones

    Além das sementes, o uso de drones para pulverização também trouxe resultados expressivos, com uma redução de 96% na quantidade de calda usada nas aplicações de inseticida. O controle do bicudo, que devastou as plantações no passado, foi restabelecido. Assim, permitindo aos produtores manterem a quantidade de aplicações de inseticidas, mas com maior precisão e eficiência. Com o treinamento de quatro operadores, os drones foram utilizados em 352 hectares, uma área composta por propriedades variando entre 1 e 35 hectares.

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    Geraldo Berger, líder de Assuntos Científicos e Regulatórios da Bayer Latam, reforçou que o projeto está alinhado com o compromisso global da empresa de apoiar pequenos produtores. “Estamos felizes em fazer parte dessa retomada do algodão no norte de Minas. Promovendo o desenvolvimento da agricultura familiar com o uso de tecnologia de ponta”, declarou.

    A Coopercat está também estabelecendo parcerias com instituições como a Universidade Fed. De Lavras (UFLA) e a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA), com o objetivo de aprimorar a produção de algodão na região. O uso de biotecnologia e drones tem o potencial de transformar a cotonicultura local, que agora planeja expandir a área cultivada para 800 hectares nos próximos anos.

    Com esses avanços, os produtores de Catuti já estudam a possibilidade de rotação de culturas, integrando o sorgo e o milho ao algodão. A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos em tecnologia, a região possa se tornar novamente um polo importante de produção de algodão no Brasil.