Tag: colheita

  • Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Mais de 260 famílias do Vale do Jequitinhonha estão colhendo os frutos do programa de agricultura familiar Raízes do Vale, que já soma 100 hectares de terras cedidas em comodato pela Aperam BioEnergia. A iniciativa, que integra desenvolvimento social e sustentabilidade, permitiu a produção de mais de 25 toneladas de alimentos entre milho, feijão, mandioca e outras culturas, beneficiando diretamente comunidades rurais da região.

    Os 100 hectares cedidos equivalem a um milhão de metros quadrados, ou cerca de 140 campos de futebol, destinados ao cultivo de milho, feijão, mandioca, abóbora, melancia, maxixe e andu. O plantio, iniciado em novembro de 2024, já rendeu mais de 4,7 toneladas de feijão, 3,6 toneladas de milho e uma estimativa de quase 17 toneladas de mandioca, além de outras culturas. A colheita, iniciada em abril, ainda está em andamento.

    Transformação social e geração de renda

    Valto Fróes dos Santos, conhecido como Valtinho, presidente da Associação das Famílias dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas do Ribeirão Invernada, em Capelinha, destaca o impacto positivo do programa. Das 38 famílias da comunidade, 13 participaram do plantio coletivo e colheram mais de 600 kg de feijão e cerca de 80 sacas de milho. “Algumas famílias estão vendendo. O meu feijão, a minha parte, eu não vendi. Guardei e dividi com a minha família e meus filhos. Ali a gente trabalha e a coisa rende, é só felicidade, só alegria. É um feijão de qualidade, um feijão diferenciado, feijão gostoso. Acertamos a época da colheita”, relata Valtinho.

    Antes do programa, a falta de oportunidades obrigava muitos moradores a migrar para outros estados em busca de trabalho. “Todos os meses a gente se reunia e falava dos problemas da comunidade. E, muitas vezes, não sabíamos como encaminhar. A gente conversava, conversava, assinava a ata, mas não sabíamos nem como redigir um ofício para as autoridades”, relembra Valtinho. Agora, com o Raízes do Vale, ele pode permanecer junto à família e investir na produção local.

    Apoio técnico e capacitação

    Cada associação comunitária recebe até cinco hectares de terras dentro das florestas renováveis de eucalipto da Aperam BioEnergia, com suporte completo para o preparo do solo, assistência agronômica, treinamentos de segurança e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “A gente recebeu um curso e equipamentos para trabalhar, para nos protegermos, teve até protetor solar, que eu mesmo nunca tinha usado na minha vida. Cuidados para os olhos, a pele… isso foi muito bom, viu!?”, destaca Valtinho, ressaltando a importância do suporte técnico para o sucesso da produção.

    Desenvolvimento sustentável e inclusão

    O Raízes do Vale demonstra que é possível promover o desenvolvimento sustentável em harmonia com o meio ambiente e as comunidades. Na Associação Quilombola do Distrito de Bom Jesus do Galego, também em Capelinha, a última safra resultou em 5 sacas de milho e 479 kg de feijão. Flávia Fernandes, presidente da associação, celebra: “Estamos muito satisfeitos. Com certeza estamos caminhando para ter dias melhores com esse incentivo às comunidades rurais”.

    Alimentos da agricultura familiar geram emprego e renda para as famílias do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgação/Aperam BioEnergia

    A expectativa para a colheita de mandioca é alta, com planos de reinvestir os recursos na construção de uma nova sede e, futuramente, reativar a produção local de farinha de mandioca.

    Reconhecimento nacional e internacional

    O programa já conquistou reconhecimento internacional. Em 2023, foi citado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de boa prática de uso sustentável do solo e da água. Em 2024, recebeu o Selo de Sustentabilidade do Programa Aliança Ambiental Estratégica de Minas Gerais. Assim, tornando-se a primeira empresa a obter essa distinção, além do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade na categoria “Melhor Empresa”.

    O próximo ciclo de plantio, previsto para o segundo semestre de 2025, já conta com a adesão de 21 associações comunitárias, com possibilidade de novas participações. O Raízes do Vale segue como referência em inclusão social, geração de renda e sustentabilidade no campo, fortalecendo a agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Queijos artesanais de Santa Catarina ganham reconhecimento

    + Agro em Campo: Anvisa proíbe três marcas de “café fake” por risco à saúde e fraude

  • Governo de Rondônia inicia colheita do café em São Miguel do Guaporé

    Governo de Rondônia inicia colheita do café em São Miguel do Guaporé

    O Governo de Rondônia marcou o início oficial da colheita do Café Robustas Amazônicos em São Miguel do Guaporé, durante cerimônia realizada em 17 de maio na propriedade do produtor Ezequiel Fabian, na Linha 102, Km 5 sul. O evento, organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e pela Emater/RO, reuniu representantes de instituições públicas e privadas do setor cafeeiro.

    São Miguel do Guaporé possui a maior área de café plantada em Rondônia, com 9.198 hectares. E alcança uma produção média anual de 49.646 toneladas, consolidando-se como referência estadual na cafeicultura. O município destaca-se pela adoção de práticas inovadoras e sustentáveis, impulsionando a economia local e gerando emprego e renda para centenas de famílias.

    Reconhecimento ao trabalho dos cafeicultores

    O dia 14 de maio, instituído pela Lei n° 5.961, marca o início oficial da colheita da safra de café em Rondônia, valorizando o esforço dos produtores que fortalecem a economia regional com inovação e sustentabilidade. O setor envolve mais de 20 mil famílias e posiciona Rondônia como maior produtor de café da região Norte e quinto maior do Brasil.

    A primeira-dama e secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Luana Rocha, destacou o papel estratégico da cafeicultura no desenvolvimento de Rondônia. O governo investe em programas como Plante Mais, Concurso de Qualidade e Produtividade do Café (ConCafé), Feira Robustas Amazônico e incentiva o uso de tecnologia e assistência técnica para aumentar a produtividade e a qualidade do café local.

    O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, reforçou o compromisso do governo em apoiar os produtores com políticas públicas eficazes, promovendo o desenvolvimento rural e ampliando a presença do café rondoniense nos mercados nacional e internacional.

    Produtividade e inovação no campo

    O produtor Ezequiel Fabian, anfitrião da cerimônia, cultiva café clonal desde 2013 e mantém uma média de 109 sacas por hectare. Ele investe em pesquisa, em parceria com a Embrapa, avaliando 64 clones de café para aprimorar a cultura no estado. Sua propriedade simboliza a união entre tradição familiar, inovação e sustentabilidade, pilares da cafeicultura rondoniense.

    Rondônia cultiva mais de 49 mil hectares de café robusta, com produção anual superior a 3 milhões de sacas. Em 2024, o estado exportou 35 mil toneladas do grão para países como Vietnã, Bélgica, Rússia, Alemanha e Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 130 milhões. Esses números consolidam Rondônia como destaque no cenário nacional e internacional do café.

    Turismo e valorização da cafeicultura

    A Rota Turística do Café agrega valor à cadeia produtiva, fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira nos principais polos produtores do estado.

    Fotos: Ésio Mendes/Secom RO

    O Governo de Rondônia mantém o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização dos produtores. O objetivo é tornar o café rondoniense referência de qualidade no Brasil e no mundo.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Espírito Santo lança programa para financiar construção de pequenas barragens
    + Agro em Campo: Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de café arábica

  • Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de café arábica

    Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de café arábica

    O Espírito Santo, terceiro maior produtor nacional de café arábica, iniciou a colheita da safra 2025 nesta semana. A cerimônia oficial aconteceu em Venda Nova do Imigrante, na região das montanhas capixabas, reunindo produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades, incluindo o vice-governador Ricardo Ferraço.

    O evento ocorreu na propriedade do agricultor Florindo Avanci, na comunidade de São Roque, e contou com a organização da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Prefeitura local.

    Ricardo Ferraço destacou que os bons preços do café remuneram justamente os produtores e promovem qualidade de vida para milhares de famílias no estado. “O café em alta representa desenvolvimento social e resultado do trabalho coletivo entre o sistema público agrícola e os cafeicultores”, afirmou.

    O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, reforçou a importância da cafeicultura para a economia rural capixaba. Ele ressaltou o protagonismo da produção local e o compromisso do governo em apoiar os agricultores, promovendo inovação e competitividade para os cafés especiais que conquistam o Brasil e o mundo.

    Estimativa

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção capixaba de café arábica em 2025 alcance cerca de 3,3 milhões de sacas de 60 quilos. O estado cultiva aproximadamente 121,6 mil hectares, com produtividade média prevista de 27,1 sacas por hectare.

    Durante o evento, o diretor-geral do Incaper, Alessandro Broedel, apresentou novas cultivares validadas após seis anos de pesquisa. Essas plantas oferecem maior produtividade e estabilidade, ajudando a mitigar a bienalidade da cafeicultura, que alterna ciclos de alta e baixa produção, especialmente no arábica. “Esse avanço fortalece a sustentabilidade e a competitividade do setor”, destacou Broedel.

    O programa também trouxe a palestra “O que precisamos fazer para ter sucesso com a cafeicultura irrigada?”, ministrada pelo extensionista Caio Louzada Martins. Ele explicou que a irrigação, pouco adotada nas lavouras capixabas, é estratégica para garantir regularidade na produção e adaptação às mudanças climáticas. Foram apresentados impactos positivos e tecnologias que asseguram o uso sustentável da água.

    A abertura simbólica da safra ocorreu com uma colheita realizada pelos participantes, marcando oficialmente o início da colheita nas mais de 26 mil propriedades produtoras de café arábica no Espírito Santo.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Época de colheita. Veja dicas para preservar a saúde dos motores
    + Agro em Campo: Laticínios premium crescem no Brasil com valorização do leite de búfala

  • Época de colheita: dicas para preservar a saúde dos motores

    Época de colheita: dicas para preservar a saúde dos motores

    O Brasil vive uma safra histórica em 2024/25. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos deve alcançar 330,3 milhões de toneladas, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Esse aumento resulta da expansão da área plantada e das condições climáticas favoráveis, especialmente para soja, milho e arroz.

    Com o crescimento das colheitas, as máquinas agrícolas enfrentam jornadas longas e condições severas. Por isso, manter os equipamentos em dia e usar lubrificantes de alta qualidade são essenciais para garantir desempenho e durabilidade.

    João Pierobon, produtor rural e influenciador, reforça que a manutenção preventiva evita falhas e aumenta a produtividade. Ele também destaca que investir em lubrificantes e graxas de qualidade otimiza os processos de plantio, manutenção e colheita, elevando a rentabilidade do produtor.

    1. Use lubrificantes e graxas de alta performance

    Escolha lubrificantes formulados para suportar condições severas, como a linha Mobil Delvac™. Eles reduzem o desgaste interno dos motores, mantendo a eficiência durante longas operações. Além disso, aplique graxas específicas para proteger rolamentos, cruzetas, pinos e buchas contra atrito, poeira e umidade. O uso correto evita travamentos e quebras, prolongando a vida útil das peças móveis. Saiba mais sobre a linha de graxas Mobil™ aqui.

    1. Realize revisões preventivas com frequência

    Cheque regularmente filtros de ar, combustível e fluido de arrefecimento. Monitore ruídos e vibrações incomuns para identificar problemas antes que causem danos graves. A prevenção evita prejuízos no campo e reduz custos.

    1. Faça limpeza dos equipamentos após o uso

    No final do dia, remova resíduos de palha, terra e poeira acumulada nos equipamentos. A limpeza evita superaquecimento, entupimentos e corrosão, protegendo componentes essenciais.

    1. Treine os operadores das máquinas

    Capacite os operadores para que reconheçam sinais de desgaste e operem os equipamentos corretamente. Incentive a equipe a relatar qualquer anormalidade e a seguir as recomendações dos fabricantes para manutenção.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Mosca-da-carambola: praga ameaça fruticultura brasileira e mundial
    + Agro em Campo: Apicultura migratória: abelhas turbinam a produção de maçã

  • Mandioca gigante de 2,8 metros surpreende agricultores

    Mandioca gigante de 2,8 metros surpreende agricultores

    Uma mandioca de 2,80 metros colhida no sítio da família Bitencourt, em Cianorte, no noroeste do Paraná, chamou a atenção de moradores e especialistas. O caso ocorreu quando o agricultor Gonçalves Bitencourt, acompanhado do filho Geovan, foi buscar raízes para o preparo de um bolo e se deparou com a mandioca de tamanho incomum, que rapidamente se tornou assunto na região.

    A raiz, cultivada sem adubação química e destinada apenas ao consumo familiar, destaca a força da agricultura tradicional e o potencial do solo local. Segundo o técnico em agropecuária Marcos Batista, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), fatores como solo arenoso e profundo, clima estável, variedade da mandioca, espaço livre e tempo prolongado de cultivo favorecem o crescimento de raízes gigantes.

    Cianorte, cidade com cerca de 80 mil habitantes, tem na agricultura familiar uma de suas principais atividades econômicas, sendo o cultivo da mandioca tradição entre os produtores locais. A mandioca, também conhecida como aipim ou macaxeira, é base da alimentação na região e aparece em diversas formas nos mercados e feiras.

    No mesmo dia da colheita da mandioca de 2,80 metros, outra raiz de quase 20 kg foi retirada da mesma lavoura. O que  reforça a importância das boas práticas agrícolas mesmo em pequenas propriedades. O episódio ganhou destaque nas redes sociais, programas de televisão e grupos de mensagens, tornando-se motivo de orgulho para a comunidade.

    O caso evidencia o potencial da agricultura familiar no Paraná. E mostra que, com solo fértil, tempo e dedicação, a terra pode surpreender, mesmo sem o uso intensivo de insumos químicos

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Agrishow 2025 movimenta R$ 14,6 bilhões em negócios

    + Agro em Campo: Nova portaria libera queijos artesanais autorais em todo o Brasil

  • Colheita do caqui atinge pico em Minas

    Colheita do caqui atinge pico em Minas

    A colheita do caqui está em pleno andamento em Turvolândia, no Sul de Minas Gerais, município que lidera a produção da fruta no estado. Segundo estimativas da Emater-MG, a expectativa para 2025 é de uma produção aproximada de 2 mil toneladas, número que representa cerca de metade da produção mineira. O período de colheita se estende até julho, com o pico concentrado entre abril e maio.

    Apesar do volume expressivo, a safra deste ano deve ser 20% menor em relação à média dos anos anteriores. O extensionista da Emater-MG, Fábio Firmo, atribui a redução às condições climáticas adversas registradas no fim de 2024, como altas temperaturas, baixa incidência de chuvas e uma recente queda de granizo, que prejudicou parte das lavouras locais. Atualmente, Turvolândia conta com 200 hectares dedicados ao cultivo do caqui.

    Diversificação e tradição fruticultora

    A tradição na produção de caqui em Turvolândia remonta à década de 1970, com a chegada da colônia japonesa. Isso transformou o município em um polo de fruticultura diversificada. Além do caqui, os agricultores locais cultivam abacate, ameixa, atemóia, goiaba, laranja, pêssego e lichia, o que permite uma melhor distribuição de renda ao longo do ano e reduz a concentração de trabalho e custos em um único período.

    De acordo com Deny Sanábio, coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, a diversificação das safras é fundamental para a sustentabilidade econômica do produtor rural. A maior parte do caqui produzido no Brasil é consumida in natura, mas a fruta também é utilizada na fabricação de vinagre e passa, produtos apreciados especialmente pela comunidade de descendentes de japoneses.

    Ações de capacitação e cooperativismo fortalecem o setor

    Recentemente, a Emater-MG e a Cooperativa Agrícola do Sul de Minas (Casm) promoveram um dia de campo em Turvolândia. O evento reuniu cerca de 100 participantes entre produtores, compradores e representantes do setor agropecuário. E teve como objetivo promover a troca de experiências e o aprimoramento técnico dos produtores locais. Sempre reforçando a importância do planejamento e da gestão eficiente na fruticultura.

    O gerente da Casm, Marcelo Batista, destaca o papel do cooperativismo na expansão da atividade, agregando valor à produção, facilitando o acesso a mercados e reduzindo custos operacionais. Atualmente, o preço do caqui comercializado no município gira em torno de R$ 2,00 por quilo.

    Turvolândia exporta frutas e consolida polo de fruticultura

    A produção de frutas de Turvolândia abastece mercados em São Paulo, Belo Horizonte, Espírito Santo, estados do Nordeste e até o exterior, como a atemóia exportada para o Canadá. Uma planta adulta de caqui, em pomares bem manejados, pode render de 100 a 150 kg de frutos por ano. A colheita ocorre quando os frutos perdem a coloração verde e adquirem tonalidade amarelo-avermelhada, indicando o ponto ideal de consumo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preços da soja caem com maior oferta na América do Sul

    + Agro em Campo: Pará firma parceria com empresas para impulsionar pecuária sustentável

  • Produtores finalizam plantio de milho 2ª safra

    Produtores finalizam plantio de milho 2ª safra

    O plantio do milho 2ª safra foi concluído em todo o estado do Paraná, com cerca de 2,6 milhões de hectares semeados. A previsão inicial do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), estima uma produção próxima a 15,9 milhões de toneladas. O governo  divulgará uma nova estimativa no final deste mês.

    De acordo com o boletim “Condições de Tempo e Cultivo”, divulgado pelo Deral nesta terça-feira (8), as lavouras apresentam diferentes estágios de desenvolvimento:

    • 46% estão na fase vegetativa;
    • 40% em floração;
    • 13% em frutificação;
    • 1% ainda em germinação.

    As chuvas recentes beneficiaram 65% das lavouras, especialmente aquelas em floração. No entanto, as precipitações continuam insuficientes para as áreas que estão entrando na fase de frutificação. O boletim classifica 23% das lavouras em condições médias e 12% como ruins.

    Colheitas da 1ª safra e outras culturas

    A colheita dos grãos da 1ª safra 2024/25 está quase concluída no estado. Até o momento, a soja atingiu 97% de área colhida, enquanto o milho alcançou 96%. A colheita do feijão 2ª safra foi iniciada, com apenas 3% dos 332 mil hectares já colhidos. A falta de chuvas em fases críticas do desenvolvimento impactou negativamente a produção, e os produtores enfrentam queda nos preços, especialmente do feijão preto.

    Outras culturas também seguem em colheita no estado:

    • Arroz irrigado: colheita em andamento na região Noroeste, com previsão de duração por mais alguns meses.
    • Mandioca: colheita adiantada, satisfazendo os produtores.
    • Frutas: banana, goiaba e maracujá estão sendo colhidas na mesma região.

    Preparativos para novos ciclos

    Os cafeicultores já se preparam para iniciar a colheita no próximo mês. Além disso, foi liberada a retirada, armazenamento e comercialização do pinhão maduro. Contudo, a expectativa é que a produtividade seja menor nesta safra em comparação à anterior.

    Os triticultores devem começar o plantio ainda em abril, mas enfrentam desafios como redução na área plantada devido às taxas de seguro e menor cobertura contra intempéries. Parte dessas áreas será convertida para forrageiras.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Exportações de carne suína crescem 26,6% em março

    + Agro em Campo: Turismo rural: uma alternativa para diversificar atividades no campo

     

  • Colheita de soja e milho no Paraná atinge 95% das áreas

    Colheita de soja e milho no Paraná atinge 95% das áreas

    A colheita de soja e milho no Paraná atingiu 95% das áreas plantadas, segundo o mais recente relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta terça-feira (1º). Com avanço acelerado nas últimas semanas, os produtores paranaenses caminham para fechar uma das safras mais produtivas da história, mesmo com desafios climáticos e pragas.

    Soja: 21 milhões de toneladas e clima como último obstáculo

    A soja, principal cultura do estado, já teve 95% dos 5,7 milhões de hectares colhidos, com expectativa de produção mantida em 21 milhões de toneladas. De acordo com o Deral, 91% das lavouras remanescentes estão em condições boas, enquanto os agricultores aguardam janelas de clima seco para finalizar os trabalhos.

    Milho: primeira safra quase concluída, segunda safra sob pressão

    O milho de 1ª safra também alcançou 95% de colheita (268 mil hectares), com 96% das áreas restantes em boas condições. Já o plantio da 2ª safra está praticamente concluído (99% dos 2,6 milhões de hectares), mas a qualidade das lavouras preocupa: apenas 66% estão em estado bom, contra 70% na semana anterior. Pragas como pulgões e cigarrinhas exigem monitoramento rigoroso, com produtores aguardando chuvas para pulverizações.

    Feijão e batata: desafios climáticos e queda nos preços

    A 2ª safra de feijão começou timidamente, com apenas 1% dos 332 mil hectares colhidos. As chuvas recentes trouxeram alívio, mas não compensaram danos anteriores, resultando em plantas com porte abaixo do esperado.

    Já a batata de 2ª safra registra 20% de colheita (10,7 mil hectares), mas os preços desanimam: a saca de 25 kg caiu para R$

    30, 22 contra R$ 79,85 no mesmo período de 2024.

    Outras culturas: frutas, cana e café em destaque

    Fruticultura: colheita de abacate, banana, goiaba e maracujá avança na região de Cianorte;

    Cana-de-açúcar: clima favorável promete safra positiva, com início da colheita em dias;

    Café: frutificação avança, mas altas temperaturas aceleram a maturação em algumas áreas.

    Os técnicos do Deral reforçam a necessidade de monitoramento contínuo devido à infestação de pragas e à dependência de chuvas para tratamentos. Para o arroz irrigado no Noroeste do estado, as perspectivas seguem positivas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Vacinação contra brucelose: Minas Gerais supera meta nacional
    + Agro em Campo: Fraude de US$ 300 milhões em investimentos pecuários abala país

  • Colheita de soja avança e reforça estimativa de safra recorde

    Colheita de soja avança e reforça estimativa de safra recorde

    A colheita da soja avança rapidamente nas principais regiões produtoras do Brasil. Segundo o Cepea, a produtividade elevada se confirma em diversas praças, fortalecendo a projeção de safra recorde. Além disso, com a oferta em crescimento e compradores mais ativos, os negócios para entrega imediata ganharam ritmo. Em geral, a Conab estima a produção nacional em 167,37 milhões de toneladas, 0,8% acima da previsão de fevereiro e 13,3% maior que a safra 2023/24. Até 9 de março, 56,3% do total já haviam sido colhidos, segundo a Companhia.

    Estoques baixos e demanda aquecida elevam preço do milho

    Os preços do milho continuam em alta na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea. Ou seja, os estoques reduzidos e demanda aquecida sustentam o movimento de valorização do cereal. No fim da semana passada, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximou dos R$ 90 por saca de 60 kg, nível registrado pela última vez em abril de 2022. A Conab estima estoques iniciais da safra 2024/25 em 2,04 milhões de toneladas, abaixo das 2,1 milhões previstas em fevereiro e distante das 7,2 milhões da temporada anterior. Em resumo, esse volume representa apenas 2,4% do consumo interno anual, projetado em 86,97 milhões de toneladas.

    Feijão carioca sobe com oferta restrita e demanda firme

    O preço do feijão carioca de alta qualidade segue em alta, impulsionado pela baixa oferta e pela demanda firme das empacotadoras. Segundo o Cepea, produtores mantêm postura cautelosa e buscam valores mais elevados nas negociações. A Conab projeta uma safra de 3,3 milhões de toneladas em 2024/25, aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Já as exportações somaram 14,9 mil toneladas em fevereiro, maior volume para o mês desde 1997. Apesar disso, o total representa queda de 61% frente a janeiro. Nos últimos 12 meses, os embarques acumulam 388,21 mil toneladas, um recorde histórico.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Entenda o que é o óleo de bagaço de oliva, confundido com azeite
    + Agro em Campo: Reforma tributária no agronegócio: como a tecnologia pode ajudar

     

  • Avanços tecnológicos otimizam armazenamento de grãos

    Avanços tecnológicos otimizam armazenamento de grãos

    O dinâmico cenário do agronegócio tem impulsionado a busca por soluções inovadoras para otimizar o processo de armazenamento de grãos. Recentemente, melhorias no maquinário agrícola têm gerado um aumento na eficiência e produtividade da colheita, o que, por sua vez, exerce pressão sobre os sistemas de armazenamento. A crescente demanda por agilidade e eficiência na recepção e liberação de cargas exige a modernização das unidades de armazenagem.

    Empresas do setor têm apresentado tecnologias que proporcionam ganhos significativos ao produtor rural. Entre as soluções disponíveis, destacam-se homogeneizadores automáticos de grãos, sistemas inteligentes de secagem e sistemas de exaustão.

    Os silos de armazenamento são estruturas amplamente utilizadas para a conservação de grãos. Os silos podem ter estrutura de metal, concreto ou alvenaria, e seu tamanho varia conforme a necessidade de armazenamento. O controle da temperatura e da umidade dentro dos silos é crucial para evitar a deterioração dos grãos.

    Um homogeneizador automático de cereais, por exemplo, atua na distribuição uniforme dos grãos dentro da unidade de armazenagem, evitando acúmulos que podem causar perdas. O equipamento, instalado na parte superior do silo, distribui os cereais de forma adequada, facilitando a aeração e promovendo economia. O Gerente Técnico da Qualygran, Otávio Matos explica que o equipamento de sua empresa é colocado na parte superior do silo, na entrada do grão e se move através de comandos de programação feitos no painel de controle, fazendo uma distribuição dos cereais mais adequada, sem precisar mão de obra para este serviço. “Este processo facilita a aeração e promove economia acima de 30% dentro do silo, afirma Matos.

    Exemplo de equipamento tecnológico e produtivo

    Sistemas inteligentes de secagem, compostos por sensores de umidade e temperatura, acionam softwares que interpretam o clima externo para controlar o sistema de aeração, corrigindo automaticamente as condições do ar dentro do silo secador. Essa tecnologia permite realizar a secagem dos grãos diretamente no silo, por meio de aeração forçada corretamente dimensionada, concluindo o processo em um curto espaço de tempo.

    Já os sistemas de exaustão atuam no controle da temperatura interna, evitando o excesso de umidade que pode levar à perda de grãos. Além de reduzir a umidade, algumas versões do sistema também auxiliam no controle de pragas, como traças e roedores.

    O Brasil, como potência agrícola mundial, enfrenta o desafio de equilibrar a produção recorde de grãos com a capacidade de armazenamento. O déficit de armazenamento impacta a qualidade dos grãos, eleva os custos logísticos e reduz a competitividade do setor no mercado global1. Investir em tecnologias modernas é essencial para acompanhar o crescimento da produção de grãos e garantir a competitividade no mercado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: FPA busca garantir plano safra no orçamento como despesa obrigatória
    + Agro em Campo: Chuvas impulsionam safra de amendoim no Centro-Oeste Paulista