Tag: colheita

  • Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avançou para 81% até o dia 14 de agosto, segundo o boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O predomínio de tempo seco e firme favoreceu as operações no campo e garantiu mais continuidade e agilidade aos trabalhos.

    Os produtores já beneficiaram cerca de 63% do café colhido na região, com rendimento médio de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 kg beneficiada. O tempo seco da semana passada permitiu que as operações de campo ganhassem ritmo, sem as interrupções comuns em períodos chuvosos.

    Café de chão preocupa e exige atenção redobrada

    Os técnicos da Expocacer registraram novo aumento no percentual de café de cataçã, ou seja, aquele colhido diretamente do chão, que já representa pouco mais de 20% do total da safra. Esse crescimento acompanha o avanço da colheita nas etapas finais em diversas áreas da região.

    Diante desse cenário, os especialistas recomendam que os produtores priorizem a retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e intensifiquem o recolhimento dos grãos caídos no solo. Segundo eles, essas ações se tornam ainda mais urgentes com a possibilidade de retorno das chuvas, já que o aumento da umidade pode comprometer tanto o andamento dos trabalhos quanto a qualidade final do produto.

    Pós-colheita e monitoramento de pragas entram no radar

    Os técnicos da cooperativa reforçam também a importância de executar os manejos pós-colheita no momento certo. Essa é uma etapa fundamental para a recuperação das plantas e a preparação delas para o próximo ciclo produtivo.

    O monitoramento de pragas ganha destaque neste período. Isso porque a combinação de tempo seco com temperaturas mais altas favorece o desenvolvimento e o crescimento das populações no campo. Os especialistas pedem atenção especial ao bicho-mineiro e ao ácaro-vermelho, com acompanhamento frequente das lavouras para identificar focos logo no início e definir o manejo mais adequado para cada situação.

    Nas áreas irrigadas, a baixa disponibilidade hídrica e as temperaturas elevadas exigem cuidado redobrado com o manejo da irrigação. Os técnicos orientam os produtores a monitorar a umidade do solo e a demanda hídrica das plantas, ajustando lâminas e turnos de rega conforme as condições de cada área. Uma estratégia que otimiza o uso da água e prepara melhor as lavouras para o ciclo seguinte.

    Previsão do tempo reforça tendência de estiagem

    Na semana passada, o tempo firme predominou na região de Patrocínim, com baixa ocorrência de chuvas. Entre os municípios monitorados pela Expocacer, apenas Uberaba registrou precipitação, com um acumulado de 0,3 milímetro.

    A previsão indica continuidade do tempo seco até o dia 20 de agosto, sem chuvas para os municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas seguem em queda gradual, oscilando entre 8°C e 15°C nos próximos dias.

    Esse padrão climático favorece tanto a conclusão da colheita quanto o processo de secagem dos grãos. Ou seja, permitindo que produtores mantenham o ritmo das atividades no campo e nos terreiros. Os técnicos reforçam ainda que este é o momento ideal para retirar os frutos remanescentes das plantas e recolher o café de chão, aproveitando a janela de tempo seco.

    Por outro lado, a extensão do período sem chuvas pode intensificar a perda de umidade do solo. Um fator que exige atenção especial nas áreas mais suscetíveis ao déficit hídrico.

  • Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Com a colheita da safra 2026/27 praticamente concluída, cafeicultores já concentram esforços na próxima temporada. Agora, a atenção se volta à floração e à adubação das lavouras que formarão a safra 2027/28.

    Segundo o Cepea, produtores também se preparam para retomar a aplicação de fertilizantes nitrogenados. Além disso, eles dão sequência aos plantios, reformas e renovações das lavouras. Esse movimento ocorre em meio ao cenário de preços elevados do café, que favorece os investimentos no campo.

    Café ganha poder de compra frente aos fertilizantes

    De acordo com o Centro de Pesquisas, o café apresentou melhora no poder de compra frente aos fertilizantes. Entre maio e o início de agosto, a relação de troca ficou mais favorável aos cafeicultores. O movimento ocorreu diante dos preços dos insumos acompanhados pelo Cepea, com destaque para a ureia.

    Apesar da melhora recente e da valorização do café, a relação de troca ainda exige atenção. O indicador permanece abaixo do nível observado há um ano. Por isso, pesquisadores do Cepea reforçam a importância do planejamento da adubação da próxima safra. A estratégia será fundamental para os produtores que já iniciam os preparativos para a temporada 2027/28.

  • Café dispara em julho mesmo com avanço da colheita

    Café dispara em julho mesmo com avanço da colheita

    Os preços do café subiram em julho, apesar do avanço da colheita brasileira da safra 2026/27. A colheita do café arábica se aproxima do fim nas principais regiões produtoras. Enquanto isso, os trabalhos com o café robusta estão praticamente encerrados.

    Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as duas variedades registraram valorização. No entanto, as chuvas nas regiões produtoras de arábica impulsionaram principalmente as cotações durante julho. As precipitações aumentaram as preocupações sobre o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.

    Colheita de arábica entra na reta final

    De acordo com agentes consultados pelo Cepea, cerca de 20% da área ainda aguarda a colheita. Na maior parte das regiões produtoras, os trabalhos já avançaram para a etapa final.

    Nesse cenário, produtores concentram os esforços no recolhimento do café do chão. Além disso, as equipes trabalham na colheita dos últimos talhões de café arábica.

    Robusta também registra alta nos preços

    O café robusta também apresentou valorização dos preços durante julho. A alta ocorreu mesmo com o aumento da oferta provocado pela finalização da colheita. Segundo o Cepea, entretanto, o volume colhido de robusta ficou abaixo do registrado nesta temporada.

    Esse cenário ajudou a sustentar os preços da variedade. Além disso, a valorização do café arábica também contribuiu para manter os preços do robusta em alta. Assim, mesmo com a colheita avançando, o mercado brasileiro de café registrou preços maiores em julho.

  • Chuvas reduzem qualidade do café na reta final da colheita

    Chuvas reduzem qualidade do café na reta final da colheita

    As chuvas nas principais regiões produtoras de café arábica prejudicam a colheita da safra 2026/27. Além disso, comprometem a qualidade dos grãos, principalmente da bebida. Cerca de 30% da safra ainda permanece no campo. Por isso, essa parcela da produção continua mais exposta aos impactos do clima.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que o volume de chuva aumentou nos últimos dias de julho. Esse período coincide com a fase final da colheita. Além disso, muitas propriedades concentram os trabalhos na varrição. Nessa etapa, os produtores recolhem os grãos que caíram no solo. Muitos desses grãos poderiam estar no chão desde o início do mês.

    No entanto, as chuvas de julho aumentaram a exposição da produção à umidade. Como resultado, os grãos ficaram mais suscetíveis à perda de qualidade. O problema afeta, principalmente, as características da bebida.

    Apesar das preocupações, o Cepea ressalta que ainda não é possível medir a dimensão dos prejuízos. Essa avaliação dependerá da prova, do beneficiamento e da comercialização dos lotes.

  • Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul ampliou a recuperação dos preços nos últimos dias. Assim, o Indicador CEPEA/IRGA-RS alcançou o maior nível desde setembro de 2025. A oferta restrita de arroz, a recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento das exportações sustentam as cotações. Esses fatores mantêm o mercado firme.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os produtores seguem seletivos e aguardam novas altas nos preços. Ao mesmo tempo, parte das indústrias elevou pontualmente as ofertas para garantir o abastecimento.

    Por outro lado, algumas indústrias reduziram as compras. Elas enfrentam dificuldades para repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Como consequência, o mercado de arroz registra liquidez moderada, mesmo com a valorização dos preços.

    Mercado de algodão mantém preços sustentados

    Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

    O mercado brasileiro de algodão em pluma continua com baixa liquidez. Ainda assim, os vendedores sustentam as cotações diante do impasse sobre preços e, em alguns casos, da qualidade dos lotes ofertados.

    De acordo com o Cepea, vendedores ativos mantêm posição firme, principalmente para lotes de melhor qualidade. Além disso, algumas indústrias realizam compras pontuais, o que ajuda a sustentar os preços.

    Enquanto isso, os agentes acompanham o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26. Essas etapas são essenciais para cumprir contratos a termo destinados aos mercados interno e externo.

    Pelo lado da demanda, o setor ainda registra vendas moderadas de produtos manufaturados. No entanto, dados recentes do IBGE apontam uma leve reação do mercado, indicando possível recuperação da atividade.

  • Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    A colheita de café arábica alcançou 51% da área prevista pela Expocacer na safra 2026/27. O levantamento considera os trabalhos até sexta-feira (17). Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Na safra anterior, os produtores já haviam colhido 58% da produção.

    Segundo a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), chuvas isoladas prejudicaram temporariamente a secagem dos grãos nos terreiros. Além disso, a umidade dificultou as operações mecanizadas para recolher o café de chão.

    Por outro lado, o clima favoreceu a colheita dos frutos ainda nas plantas. Com isso, os cooperados conseguiram manter o avanço das atividades no Cerrado Mineiro. Até agora, cerca de 31% do café já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio ficou em aproximadamente 520 litros por saca beneficiada. Na última semana, os técnicos observaram aumento da catação, que atingiu 19,7%.

    Ao mesmo tempo, o percentual de grãos com peneira 17 acima caiu para 27,65%. A cooperativa também registrou baixa incidência de broca nos cafés recebidos.

    Atraso pode comprometer a próxima safra

    A Expocacer alerta que os produtores precisam acelerar a colheita para reduzir o atraso em relação à média histórica. Segundo os técnicos, manter a carga por mais tempo nas plantas aumenta o estresse fisiológico das lavouras. Além disso, essa situação reduz o intervalo entre o fim da colheita e o início da florada.

    Como consequência, as plantas têm menos tempo para recuperar reservas nutricionais e energéticas. Esse cenário pode prejudicar o desenvolvimento vegetativo, reduzir a uniformidade da florada e limitar o potencial produtivo da próxima safra.

    Tempo seco deve favorecer operações

    A previsão indica tempo seco até 22 de julho, sem chuvas significativas na região. De acordo com a Expocacer, esse cenário deve acelerar a colheita nas propriedades. Além disso, o aumento gradual das temperaturas favorece as operações mecanizadas.

    O clima também melhora a secagem dos cafés nos terreiros, aumentando a eficiência operacional e preservando a qualidade dos grãos. Mesmo assim, os técnicos recomendam que os produtores acompanhem as condições específicas de cada município. Segundo eles, a distribuição das chuvas pode variar e influenciar o ritmo da colheita e da pós-colheita.

    Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas

    A Expocacer reúne mais de 800 produtores associados e faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2025. Para 2026, a cooperativa estima produzir 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação.

    Atualmente, a entidade possui 19,4 mil hectares certificados em cafeicultura regenerativa. Além disso, outros 29 mil hectares adotam manejo regenerativo. A cooperativa também se tornou a primeira do mundo a conquistar a certificação Regenagri® em Agricultura Regenerativa. Recentemente, a Expocacer ainda validou seus processos junto à Rainforest Alliance.

    A cooperativa integra a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café do Brasil. A região reúne 55 municípios, mais de 4.500 produtores e cerca de 250 mil hectares destinados à produção de cafés com Indicação Geográfica.

  • Colheita de café arábica avança 40% no Cerrado Mineiro

    Colheita de café arábica avança 40% no Cerrado Mineiro

    A colheita de café arábica atingiu 40% da área de atuação da Expocacer, no Cerrado Mineiro, até 10 de julho. O clima seco acelerou os trabalhos e favoreceu a qualidade das operações. A cooperativa informou que 22% do café colhido já passou pelo beneficiamento. Além disso, o rendimento médio alcançou cerca de 520 litros por saca beneficiada.

    Nas lavouras, 35% dos frutos permanecem no estágio cereja. Esse ponto é considerado ideal para a colheita de café arábica. Mesmo com o avanço, a colheita segue atrás do ritmo registrado em 2025. No mesmo período do ano passado, os trabalhos já alcançavam 45% da área. O atraso ocorreu porque a safra de 2026 é maior. Além disso, as chuvas de junho reduziram o ritmo da colheita de café arábica. Para esta temporada, a cooperativa estima uma produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos.

    Influência do clima

    O boletim semanal da Expocacer destaca que o tempo seco registrado na última semana acelerou a colheita e a pós-colheita. As condições climáticas também favoreceram a secagem dos grãos nos terreiros e o beneficiamento.

    A cooperativa informou que o índice médio de catação permanece próximo de 15%. No entanto, parte dos lotes ainda apresenta reflexos das chuvas anteriores. Esses cafés tiveram dificuldades durante a secagem nos terreiros. Por isso, alguns lotes registraram índices de catação próximos de 25%.

    Em contrapartida, a classificação por peneiras confirma a boa formação dos grãos. Os técnicos destacam o elevado percentual de cafés classificados nas peneiras 17 e 18.

    Chuva preocupa

    Agora, a maior preocupação envolve a previsão de chuva no Cerrado Mineiro. As precipitações previstas para esta semana exigem atenção dos produtores durante a pós-colheita. Segundo a Expocacer, o manejo correto na secagem e no armazenamento será decisivo para preservar a qualidade do café arábica e reduzir perdas.

    Os modelos meteorológicos indicam aumento da instabilidade nos próximos dias. A previsão inclui chuvas em Patrocínio, Araxá, Uberaba, Serra do Salitre, Patos de Minas e Monte Carmelo. Caso as precipitações se confirmem, elas poderão atrasar a colheita de café arábica, o transporte e a secagem dos grãos. O impacto será maior nas áreas com café espalhado nos terreiros.

    Diante desse cenário, a Expocacer recomenda que os produtores antecipem, sempre que possível, o recolhimento do café dos terreiros. A cooperativa também orienta o planejamento das operações de colheita, transporte e secagem para preservar a qualidade dos lotes e evitar atrasos no campo.

     

     

     

     

     

  • Oficina móvel leva assistência técnica para dentro da lavoura

    Oficina móvel leva assistência técnica para dentro da lavoura

    Uma máquina parada durante o plantio ou a colheita pode comprometer o cronograma da propriedade e gerar prejuízos ao produtor rural. Além disso, a mecanização das lavouras tornou as operações mais dependentes dos equipamentos. Por isso, reduzir o tempo de inatividade passou a ser um dos principais desafios da manutenção agrícola. Nesse cenário, a Milwaukee Tool Brasil e a Baldan apresentam uma oficina móvel voltada ao atendimento de máquinas e implementos diretamente no campo.

    A proposta reúne ferramentas profissionais sem fio, equipamentos de apoio e uma estrutura de atendimento móvel. Dessa forma, os reparos podem ser realizados onde a máquina está. Com isso, em muitos casos, o deslocamento até uma oficina deixa de ser necessário. A iniciativa já integra as operações de pós-venda da Baldan por meio dos Caminhões Oficina utilizados em atendimentos técnicos nas propriedades rurais.

    Segundo as empresas, o projeto será apresentado ao longo de 2026 nas principais feiras do agronegócio brasileiro. Parte da programação já passou pelo Show Rural Coopavel, Expodireto, Tecnoshow, Agrishow e mais recentemente pela Bahia Farm Show. As próximas datas já foram divulgadas: Coopercitrus Expo, de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP), e para a Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS).

    Manutenção mais ágil durante a safra

    A proposta da oficina móvel acompanha uma realidade cada vez mais presente nas propriedades rurais. Os equipamentos estão maiores, mais tecnológicos e indispensáveis para manter o ritmo das operações agrícolas. Ao mesmo tempo, qualquer interrupção pode afetar o desempenho da atividade, especialmente durante os períodos de maior demanda.

    Durante as demonstrações, a Milwaukee apresenta ferramentas desenvolvidas para intervenções em máquinas agrícolas. Entre os destaques estão equipamentos de alto torque para remoção de porcas de rodas de tratores, sistemas profissionais de fixação, iluminação portátil para trabalhos noturnos e a plataforma modular PACKOUT™, utilizada para organizar e transportar os equipamentos. Além disso, a tecnologia sem fio amplia a mobilidade das equipes de manutenção em campo.

    De acordo com Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil, o objetivo é aproximar a manutenção das operações agrícolas. “Cada minuto de inatividade durante a safra impacta diretamente a produtividade da operação. Nosso objetivo é aproximar a manutenção do campo com soluções profissionais que entregam potência, autonomia e rapidez para as equipes técnicas”, afirma.

    Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil – Foto: Reprodução/ Divulgação

    Além das ferramentas voltadas à manutenção pesada, a empresa também leva às feiras equipamentos utilizados na rotina das propriedades. Entre eles estão sopradores, motosserras e podadores a bateria destinados às atividades de manejo e conservação.

    Assistência técnica acompanha a evolução do agro

    A crescente mecanização da agricultura também elevou a importância dos serviços de pós-venda e da assistência técnica. Hoje, mais do que oferecer equipamentos, fabricantes e concessionárias buscam reduzir o tempo de resposta quando surgem falhas durante a operação. Dessa maneira, o atendimento passa a acompanhar o ritmo das atividades no campo.

    Nesse contexto, a oficina móvel surge como uma alternativa para acelerar os atendimentos e ampliar a disponibilidade das máquinas nas propriedades. Assim, as equipes técnicas conseguem atuar mais próximas do local onde o trabalho acontece, reduzindo o tempo de deslocamento e tornando os reparos mais ágeis.

    “Antes, a ferramenta estava restrita à oficina. Hoje, ela acompanha a operação onde o trabalho acontece: no campo, pronta para uso e preparada para responder rapidamente às demandas da manutenção agrícola”, conclui Paula Cristina Dani.

  • Da azeitona à garrafa: como nasce um bom azeite

    Da azeitona à garrafa: como nasce um bom azeite

    O rótulo promete “extra virgem” e “extração a frio”, mas poucos consumidores sabem o que essas palavras realmente significam. Entre a colheita da azeitona e o momento em que o azeite chega à mesa, o fruto passa por um processo rápido, mecânico e extremamente sensível à temperatura. Um atraso de poucas horas ou um aumento de poucos graus já compromete o sabor, o aroma e os benefícios nutricionais do produto final.

    azeite sendo derrubado em uma vasilha
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    No Brasil, regiões como a Serra da Mantiqueira (MG/SP) e o Rio Grande do Sul lideram essa produção em expansão. Aline Coquieri Belli, responsável pela produção de azeite da Vinícola Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal (SP), e Cláudia Santos, sommelière de azeites e mestra de lagar da Fazenda Serra dos Tapes, em Canguçu (RS), acompanham de perto cada etapa desse processo. A seguir, entenda o caminho que a azeitona percorre até virar azeite.

    A colheita: o relógio começa a contar

    Tudo começa no momento exato da colheita, geralmente feita à mão ou com auxílio de maquinário, nas primeiras horas da manhã, quando a fruta atinge o ponto ideal de maturação. A partir daqui, a azeitona entra em uma corrida contra o tempo: quanto mais cedo ela chegar ao lagar, o local onde acontece o processamento, melhor.

    Segundo Aline Coquieri Belli, o transporte rápido das azeitonas até o lagar evita a fermentação e a oxidação da fruta, dois processos que aumentam a acidez e derrubam a qualidade do azeite. Na avaliação da especialista, o ideal é que toda essa etapa, da colheita ao início do processamento, leve no máximo um dia. Algumas produtoras, como a própria Fazenda Serra dos Tapes, mantêm o lagar junto ao olival justamente para reduzir essa distância ao mínimo.

    Lavagem e moagem: a fruta vira pasta

    No lagar, as azeitonas passam primeiro por uma lavagem, que remove folhas, gravetos e impurezas. Em seguida, entram na moedora, que tritura o fruto inteiro, incluindo o caroço, até formar uma massa espessa e homogênea, conhecida como pasta de azeitona ou pasta de oliva.

    colheita de azeitonas
    Colheita de azeitonas para produção do azeite Mantikir. Foto: Régis Silva/Divulgação

    Essa etapa precisa acontecer logo depois da colheita. Quanto mais tempo a azeitona espera antes da moagem, maior o risco de fermentação, o que prejudica diretamente o sabor e a acidez do azeite.

    Malaxagem: a etapa que decide a qualidade

    Depois de moída, a pasta segue para a malaxagem (também chamada de batedura), um processo de mistura lenta e contínua que dura, em média, entre 30 e 60 minutos. A função dessa etapa é unir as pequenas gotículas de azeite espalhadas pela pasta, formando gotas maiores que a centrífuga consegue separar com mais eficiência depois.

    É exatamente aqui que mora o segredo da “extração a frio”: durante toda a malaxagem, a temperatura da pasta não pode ultrapassar 27°C. Acima desse limite, as reações químicas de oxidação se aceleram, e o azeite perde polifenóis, vitamina E e os compostos voláteis responsáveis pelo aroma. O calor até aumenta o volume de óleo extraído, mas reduz a qualidade sensorial e nutricional do produto. Uma troca que os bons produtores evitam.

    Na Fazenda Serra dos Tapes, batedeiras equipadas com sistema de refrigeração mantêm essa temperatura sob controle constante durante todo o processo, segundo explica Cláudia Santos. A especialista lembra ainda que o termo “prensado a frio”, comum em rótulos antigos, descreve um método já praticamente abandonado pela indústria: hoje, a extração não usa mais prensas mecânicas, e sim centrífugas, o que torna “extraído a frio” a expressão tecnicamente correta.

    Centrifugação: o fim das prensas tradicionais

    Até algumas décadas atrás, a separação do azeite acontecia por meio de prensas hidráulicas, que pressionavam fisicamente a pasta entre discos de fibra. O método funcionava, mas expunha o azeite a mais oxigênio e oferecia menos controle de higiene e eficiência.

    Os lagares modernos substituíram as prensas por decantadores centrífugos, equipamentos que giram a alta velocidade e separam o azeite da água de vegetação e do bagaço (a parte sólida da azeitona) em um processo contínuo, rápido e muito mais preciso. Essa centrifugação acontece, também, dentro do limite de temperatura da extração a frio.

    Decantação, filtragem e engarrafamento

    Depois de separado, o azeite ainda carrega pequenas partículas sólidas em suspensão. Algumas produtoras deixam o líquido em repouso por um período curto, permitindo que essas impurezas decantem naturalmente. Outras optam pela filtragem, que retira até os últimos resíduos e deixa o azeite mais límpido. Essa é apenas uma escolha estética, já que o azeite turvo (não filtrado) não perde qualidade por isso.

    A etapa final é o envase. As garrafas costumam ser de vidro escuro, e o motivo é técnico, não apenas estético: a luz acelera a oxidação do azeite e degrada seus compostos com a mesma rapidez que o calor. Embalagens escuras, frascos metálicos ou caixas protegem o produto até a abertura.

    Como saber se um azeite é mesmo de qualidade

    Os rótulos trazem alguns números que ajudam o consumidor a avaliar o que está comprando. A acidez, expressa em ácido oleico, não pode ultrapassar 0,8% para um azeite ser classificado como extravirgem. Porém, os de altíssima qualidade costumam ficar abaixo de 0,2%. Já o índice de peróxidos mede o grau de oxidação do produto: quanto mais baixo, mais fresca foi a azeitona e mais cuidadoso foi o processo de extração.

    Cláudia Santos destaca outro diferencial dos azeites brasileiros: por chegarem às prateleiras logo após a produção, eles preservam frescor e sabor que muitos importados, depois de meses em trânsito, já não conseguem manter.

    O Brasil entrando na rota do azeite extravirgem

    A olivicultura nacional é recente, mas cresce rápido. Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais, é considerada o berço do azeite brasileiro. A cidade recebeu as primeiras mudas de oliveira na década de 1930, trazidas por um imigrante português que notou semelhanças entre o clima local e o de sua terra natal. Décadas depois, em 2008, pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) resultaram na primeira extração de azeite extravirgem do país.

    produtor de azeite colhendo azeitonas
    Herbert Sales, produtor do azeite Mantikir, durante a colheita da safra 2026. Foto: Régis Silva/Divulgação

    Hoje, regiões como a Serra da Mantiqueira e o interior do Rio Grande do Sul reúnem produtores que aplicam tecnologia de ponta na produção. E seguem rigorosamente o controle de temperatura da extração a frio, para colocar o azeite brasileiro no mesmo patamar dos grandes produtores internacionais.

  • Colheita de café avança nas principais regiões produtoras

    Colheita de café avança nas principais regiões produtoras

    A colheita de café ganhou ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil neste início de junho. O avanço ocorre após um período de trabalhos mais lentos nas lavouras.

    Até meados de maio, as chuvas frequentes dificultaram as atividades no campo. Além disso, grande parte dos cafezais ainda apresentava grãos em diferentes estágios de maturação.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o clima mais seco registrado no começo deste mês favoreceu o desenvolvimento da colheita. As temperaturas mais baixas também contribuíram para a maturação dos grãos.

    Produtores acompanham tamanho dos grãos

    Apesar do avanço dos trabalhos, produtores demonstram preocupação com a peneira do café colhido até agora. Os primeiros resultados indicam tamanho inferior ao observado na safra passada.

    A situação preocupa principalmente cafeicultores do Sul de Minas e da Mogiana Paulista. No entanto, especialistas avaliam que ainda é cedo para conclusões definitivas. Isso porque apenas um pequeno volume de café passou pelo beneficiamento. Além disso, a safra segue em estágio inicial nas principais áreas produtoras.

    Comercialização mantém bom ritmo

    Ao mesmo tempo, produtores têm demonstrado interesse em negociar os lotes já colhidos. Muitos buscam reforçar o caixa neste começo de temporada. Além disso, os atuais preços do café incentivam novas vendas. Como resultado, o mercado deve manter um ritmo aquecido de comercialização nas próximas semanas.