Tag: China

  • Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Brasil e China fortalecem parceria e impulsionam agropecuária brasileira

    Os acordos firmados entre Brasil e China durante a visita oficial do presidente Xi Jinping ao Brasil, na última quarta-feira (20), prometem fortalecer a posição brasileira no mercado agropecuário global. Em resumo, dos 37 acordos assinados, seis estão diretamente relacionados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), enquanto outros também impactam o setor.

    Avanços entre Brasil e China

    Entre os avanços, o Brasil conquistou a abertura de cinco novos mercados junto à Administração Geral de Aduanas da China (GACC). O Mapa assinou protocolos fitossanitários que liberam a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo e produtos derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe. Esses mercados podem gerar até US$ 500 milhões anuais em negócios. Em junho, a China já havia aprovado a importação de noz-pecã brasileira, ampliando a pauta exportadora.

    Essas aberturas comerciais incentivam a produção agropecuária em diversas regiões do Brasil. Além disso, o país tem potencial para consolidar sua posição como maior exportador mundial de produtos agropecuários, como já ocorreu no mercado de algodão, onde superou os Estados Unidos neste ano.

    Cafeteria Luckin Coffee

    Outro destaque é o contrato firmado com a cafeteria chinesa Luckin Coffee. O acordo, articulado pela ApexBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), prevê a compra de 240 mil toneladas de café brasileiro entre 2025 e 2029, totalizando US$ 2,5 bilhões. Esse contrato resulta de reuniões realizadas em junho na China, onde foi fechado um acordo inicial para a venda de 120 mil toneladas de café, no valor de US$ 500 milhões.

    O novo contrato supera em mais de seis vezes as exportações de café brasileiro para a China em 2022, que somaram US$ 80 milhões.

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    Acordos de cooperação

    Durante a visita de Xi Jinping, Brasil e China também firmaram acordos para cooperação técnica, científica e comercial. Entre eles, destaca-se o Memorando de Entendimento sobre tecnologia e regulação de pesticidas e a Carta de Intenções com a Administração Estatal de Regulação de Mercados (SAMR) para avanços no setor agrícola.

    A parceria com a China ainda inclui a promoção da agropecuária brasileira em acordos como o Memorando de Entendimento entre o Grupo de Mídia da China (CMG) e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    A boa relação diplomática estabelecida na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resultou na habilitação de 38 novas plantas frigoríficas. Ou seja, o foco é para exportação de carne bovina in natura à China. Além disso, hoje, 51,6% das exportações brasileiras do produto têm como destino o mercado chinês.

    Como reflexo dessa parceria, as exportações agrícolas brasileiras para a China bateram recorde em 2023. Em resumo, elas alcançaram US$ 60,24 bilhões, um aumento de US$ 9,53 bilhões em relação ao ano anterior. Portanto, esses resultados consolidam ainda mais a China como o principal parceiro comercial da agropecuária brasileira.

     

  • Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    Brasil conquista novos mercados na China para produtos agropecuários

    A China, principal parceiro comercial do Brasil, abriu quatro novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Os acordos foram firmados nesta quarta-feira (20), durante um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, em Brasília. Portanto, com essa conquista, o Brasil alcançou 281 mercados agropecuários abertos desde o início de 2023.

    Protocolos Brasil e China

    Os protocolos foram assinados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduanas da China (GACC). Ou seja, eles definem requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação de uvas frescas, gergelim, sorgo, além de farinha e óleo de peixe e outras gorduras derivadas de pescado para alimentação animal.

    O presidente Lula destacou o papel do Brasil como principal fornecedor de alimentos para a China desde 2017. “O agronegócio brasileiro segue garantindo a segurança alimentar chinesa”, afirmou, durante pronunciamento no Palácio da Alvorada.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da parceria entre os dois países. “O Brasil é um fornecedor confiável de alimentos e energia renovável. Temos capacidade para ampliar essa relação com sustentabilidade”, disse.

    Potencial de exportação e demanda chinesa

    A Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa estima que os novos mercados podem gerar US$ 450 milhões anuais em exportações. O secretário Luis Rua acredita que, considerando o potencial brasileiro, esse valor pode superar US$ 500 milhões por ano. “A China importa quase US$ 7 bilhões desses produtos e o Brasil se consolida como parceiro estratégico e seguro”, afirmou.

    A China é o maior importador global de gergelim, com 36,2% das importações mundiais, totalizando US$ 1,53 bilhão em 2023. O Brasil, que ocupa a sétima posição nesse mercado, está ampliando a área de cultivo do produto.

    No caso da farinha de pescado, a China lidera as compras, com US$ 2,9 bilhões importados em 2023. Apesar de ainda ter participação limitada, o Brasil busca expandir sua presença nesse segmento.

    Já no sorgo, a China importou US$ 1,83 bilhão no último ano, com o Brasil representando 0,29% das exportações globais.

    As uvas frescas, que vêm ganhando destaque no mercado internacional, agora chegam ao mercado chinês. O Brasil já responde por 2% do comércio global da fruta, com foco em consumidores de uvas premium.

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    Requisitos para exportação

    Os novos protocolos estabelecem exigências específicas para cada produto. Os estados de Pernambuco e Bahia concentrarão a exportação de uvas frescas. Ao mesmo tempo, os produtores devem seguir boas práticas agrícolas e obter registro no Mapa. 

    Além disso, para os derivados de pescado, como farinha e óleo de peixe, as empresas precisam adotar sistemas de controle rigorosos, como o Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Em resumo, os produtos devem ser rastreáveis, atender aos requisitos da China e ter registro válido por cinco anos.

    Ou seja, com esses acordos, o Brasil reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos, ampliando sua presença em mercados estratégicos.

     

  • Vitória de Trump impulsiona preços da soja em Chicago

    Vitória de Trump impulsiona preços da soja em Chicago

    A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos mexeu com os mercados, mas os preços da soja contrariaram expectativas. Nesta quarta-feira (6/11), os contratos de soja para janeiro subiram 0,20%, encerrando a sessão a US$ 10,0375 por bushel na Bolsa de Chicago.

    Dólar

    O dólar disparou no exterior após a vitória do candidato republicano, movimento que geralmente pressiona as commodities agrícolas. Durante o pregão, a soja chegou a cair para US$ 9,82, mas reverteu as perdas no fechamento.

    Segundo especialistas, o aumento recente nas exportações de soja dos EUA foi um fator-chave. Apesar da possibilidade de novas sanções e tarifas sobre exportações à China, os compradores asiáticos aceleraram as aquisições. Nas últimas semanas, os embarques semanais saltaram de 800 mil para mais de 2 milhões de toneladas.

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    EUA x China

    Uma nova guerra comercial entre EUA e China, caso se confirme, pode favorecer o Brasil. Assim como em 2018, os chineses podem recorrer à soja brasileira. No entanto, a China já possui estoques suficientes para até dois meses, o que pode moderar o impacto no curto prazo.

    Milho e trigo também registram alta

    No mercado de milho, os contratos para dezembro subiram 1,85%, fechando a US$ 4,2625 por bushel. O trigo também encerrou em alta, com lotes para dezembro avançando 0,13%, para US$ 5,7325 por bushel.

    A reação positiva dos grãos, mesmo com a valorização do dólar, reforça a complexidade do mercado agrícola global e os efeitos de uma possível reconfiguração comercial entre as maiores economias do mundo.

  • Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    Primeira inspeção de algodão para exportação à Ásia ocorre em Jundiaí

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a primeira inspeção de algodão em pluma para exportação à Ásia a partir de uma nova certificação fitossanitária eletrônica.

    A vistoria aconteceu no Terminal Contrail Logística, em Jundiaí (SP), e envolveu 44 contêineres com destino à China, Bangladesh e Vietnã. Os países não exigem tratamento fitossanitário, o que agiliza o processo de exportação.

    A expectativa é certificar cerca de 400 contêineres de algodão por mês, segundo o auditor fiscal Lucas Zago, responsável pela operação.

    Essa certificação na origem, autorizada pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, foi formalizada pelo Mapa em 1º de outubro.

    O processo segue as diretrizes da Portaria nº 177, de 16 de junho de 2021, e representa uma alternativa ao sistema tradicional de fiscalização feito pelo Vigiagro.

    Foto: Divulgação – Mapa

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    Essa mudança visa aliviar gargalos logísticos no Porto de Santos, responsável por escoar 95% do algodão exportado pelo Brasil.

    Além disso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê um aumento de 8% nas exportações na próxima safra. Em resumo, os envios poderão atingir 4 milhões de toneladas.

    A certificação fitossanitária é feita pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal de São Paulo (Sisv-SP), com apoio da regional do Mapa em Campinas.

    Após a inspeção, os contêineres seguem para o Porto de Santos, principalmente via transporte ferroviário. Ou seja, melhorando a logística e reduzindo o tráfego de caminhões nas proximidades do porto.

  • Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    A produção de carne suína e de frango no Brasil deve atingir novos recordes em 2025. Com uma demanda internacional em alta e um mercado interno aquecido, aliado aos custos controlados pela queda nos preços dos grãos, a produção de carne suína é estimada em 5, 45 milhões de toneladas, enquanto a carne de frango deve atingir 15,51 milhões de toneladas.

    Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025”. Segundo o estatal, o bom desempenho manterá a produção total das principais proteínas animais — frango, suíno e bovino — em cerca de 30,75 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com o estimado para este ano.

    A Conab projeta ainda que as exportações de carne de frango aumentem 1,9%, alcançando 5,2 milhões de toneladas em 2025. O Brasil se beneficia de ser livre da Influenza Aviária em granjas comerciais, uma vantagem competitiva relevante, conforme destaques Gabriel Rabello , gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab.

    Além disso, a competitividade do produto brasileiro e o cenário cambial favorável impulsionam as vendas externas. No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve aumentar, com uma alta projetada de 2,3%, totalizando 10,32 milhões de toneladas.

    Suinocultura acompanha crescimento no mercado externo

    Para a carne suína, o cenário é semelhante. Um recorde de produção permitirá um aumento tanto no mercado interno quanto nas exportações. A oferta doméstica deve crescer 1,1%, com 4,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, um aumento de 3%. A diversificação de mercados contribui para esse resultado. Em resumo, a China vem perdendo participação nas vendas externas de carne suína. O país caiu de mais de 50% em 2020 para menos de 20% até agosto de 2024.

    Esse movimento também é observado na carne bovina, com os pecuaristas brasileiros ganhando novos mercados. Isso prejudica a participação da China de 50% para 44% nas exportações entre janeiro e agosto de 2023. Mercados como Emirados Árabes Unidos, Rússia, Filipinas e Estados Unidos se destacam como grandes compradores.

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    Carne bovina deve ter queda na produção

    Embora a demanda externa continue em alta, com um aumento de 2,5% nas exportações, chegando a 3,66 milhões de toneladas, a produção de carne bovina deve cair em 2025. Estima-se que a produção atinja 9,78 milhões de toneladas, devido ao ciclo pecuário, que deve iniciar um movimento de retenção de fêmeas, diminuindo a oferta de animais para diminuir no médio prazo. A disponibilidade internacional de carne bovina deverá ser de 6,2 milhões de toneladas.

  • Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    Exportações do agronegócio brasileiro superam us$ 14 bilhões em agosto

    O agronegócio brasileiro alcançou exportações de US$ 14,14 bilhões em agosto de 2024, com destaque para cinco setores que contribuíram significativamente para esse resultado. O complexo soja liderou as vendas externas, com uma participação de 31,6%, seguido pelas carnes (15,3%), complexo sucroalcooleiro (13,5%), cereais, farinhas e preparações (9,1%) e produtos florestais (9,0%).

    Esses cinco setores juntos representaram 78,6% do total exportado pelo agronegócio brasileiro, equivalente a US$ 11,11 bilhões. Em comparação com agosto de 2023, esses setores foram responsáveis por US$ 13,08 bilhões em vendas externas, correspondendo a 83,8% do total.

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atribuiu o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro ao forte incentivo do Governo Federal. “O Brasil tem se destacado no cenário internacional graças ao retorno das boas relações comerciais do governo brasileiro com o mundo. Produtos de qualidade e o rigoroso controle sanitário têm sido nosso diferencial, sem dúvida”, ressaltou.

    Destaques dos produtos do agronegócio brasileiro

    O complexo soja continua sendo o principal setor exportador do agronegócio. Em agosto de 2024, as exportações desse segmento totalizaram US$ 4,47 bilhões. A China permanece como a principal importadora da soja brasileira, respondendo por 73,7% do volume importado neste mês, totalizando 5,9 milhões de toneladas.

    Além disso, a China também é a maior importadora de carnes brasileiras. As vendas externas desse setor aumentaram de US$ 2,05 bilhões em agosto de 2023 para US$ 2,17 bilhões em agosto de 2024, representando um crescimento de 5,6%. As exportações de carne bovina atingiram um recorde em volume, com 245,36 mil toneladas (+15,7%).

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    As exportações de carne suína também mostraram crescimento significativo de 9,2%, alcançando US$ 273,95 milhões. O aumento foi impulsionado por um incremento de 4,5% na quantidade exportada e um aumento de 4,6% no preço médio. O volume comercializado cresceu para países como Filipinas (+11,55 mil toneladas), Japão (+5,11 mil toneladas), Chile (+3,97 mil toneladas) e Singapura (+2,97 mil toneladas).

    Como o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de quase 46 milhões de toneladas na safra 2024/2025. Em agosto de 2024, o país exportou um volume recorde de 3,92 milhões de toneladas de açúcar, totalizando US$ 1,79 bilhão (-0,9%).

    Resultados dos últimos doze meses

    Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, o Brasil exportou US$ 165,76 bilhões em produtos do agronegócio. Esse valor representa um crescimento de 1,6% em relação aos US$ 163,19 bilhões comercializados nos doze meses anteriores.

  • Reunião oficial do G20 da Agricultura começa em Mato Grosso

    Reunião oficial do G20 da Agricultura começa em Mato Grosso

    Após dois dias de encontros técnicos, a abertura oficial do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20 ocorre hoje (12), às 9h30, em Chapada dos Guimarães (MT). O evento reúne ministros da Agricultura e áreas afins dos países membros do G20, além de delegações convidadas e organismos internacionais. E tem como principal objetivo a construção de um documento conjunto que orientará políticas públicas globais voltadas à agropecuária.

    O evento contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anfitrião do encontro. E também com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes.

     

    Entre os principais destaques da programação está o painel organizado pelo B20, braço privado do G20, que discutirá as recomendações da Força-Tarefa sobre Agricultura Sustentável e Sistemas Alimentares. Outro ponto importante será o painel sobre Sistemas Alimentares na Agricultura Tropical e Agricultura de Baixo Carbono.  Coordenado pela Esalq/USP, abordará soluções para práticas agrícolas sustentáveis e a redução do desperdício de alimentos.

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    Sob a presidência temporária do Brasil, esta edição do G20 Agro bateu recorde de participação, com cerca de 50 delegações presentes e a participação de 23 ministros e autoridades. As reuniões, que começaram na tarde desta quinta-feira, culminarão na elaboração de uma Declaração Ministerial prevista para ser apresentada na sexta-feira (13).

    Brasil e China discutem cooperação tecnológica na agricultura em reunião bilateral

    Em meio ao encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20, realizado em Chapada dos Guimarães (MT), o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o vice-ministro de Agricultura e Assuntos Rurais da China, Ma Youxiang, se reuniram nesta quarta-feira (11). A pauta principal foi a sincronia nas inovações tecnológicas e o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário entre os dois países.

    Fávaro destacou o papel da China como “um grande exemplo de desenvolvimento econômico”. E também ressaltou a importância de ambos os países avançarem conjuntamente no desenvolvimento de tecnologias agrícolas. “É muito importante o desenvolvimento tecnológico das nossas agropecuárias de forma sincronizada”, afirmou o ministro, ressaltando o papel das universidades e da pesquisa científica.

    Um dos pontos centrais da discussão foi a cooperação na área de biossegurança. Fávaro ressaltou a relevância da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), criada durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, como um marco para garantir a segurança da produção de alimentos. A comissão é responsável pela regulação e implementação da política de biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

    Além da questão tecnológica, os ministros discutiram a ampliação dos mercados para produtos agrícolas brasileiros e abordaram a produção sustentável, tema de destaque no G20. Fávaro apresentou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, voltado para intensificar a produção de alimentos de forma sustentável, especialmente para atender à crescente demanda de países populosos como a China.

    Foco na sustentabilidade e erradicação da fome

    A delegação chinesa, liderada por Ma Youxiang, chegou a Chapada dos Guimarães para participar das reuniões ministeriais do G20. No contexto da presidência brasileira do grupo, foi lançada a Aliança Global contra a Fome, iniciativa que recebeu elogios de Ma. Ele reforçou o apoio da China às medidas globais de combate à pobreza e à insegurança alimentar.

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    No evento, Carlos Fávaro enfatizou o compromisso brasileiro com a erradicação da fome, destacando o lema do G20 deste ano: “construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. O ministro reiterou que a segurança alimentar, em um contexto de mudanças climáticas, deve ser prioridade para os países membros.

    Reuniões com Espanha e Alemanha

    Ainda durante o evento do G20, Fávaro se reuniu com o ministro da Agricultura da Espanha, Luis Planas Puchades, para discutir questões relacionadas à sustentabilidade e competitividade no setor agropecuário, afetado pelas mudanças climáticas. “Estamos em um ambiente de grandes oportunidades para o agro mundial”, afirmou Fávaro, destacando os desafios comuns enfrentados pelos produtores europeus e brasileiros.

    Ministro Fávaro em reunião com o ministro da Espanha

    Em encontro com a vice-ministra da Agricultura da Alemanha, Ophelia Nick, Fávaro reiterou que “produzir e preservar não são opostos”, defendendo o Programa Nacional de Conversão de Pastagens como uma solução sustentável para aumentar a produtividade agrícola sem desmatamento. Ophelia Nick endossou a importância de incentivos para a produção sustentável, especialmente diante da crise climática global.

    O Brasil, que já utiliza amplamente bioinsumos no setor agrícola, apresentou o Programa Nacional de Bioinsumos como exemplo de inovação e sustentabilidade. Fávaro destacou que o país está trabalhando para ampliar o uso desses insumos por meio de parcerias com o Congresso Nacional.

    Comitiva brasileira durante reunião bilateral com Alemanha

     

     

  • Exportações de carne bovina atingem recorde em agosto

    Exportações de carne bovina atingem recorde em agosto

    As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 248.061 toneladas em agosto de 2024, gerando uma receita de US$ 1,072 bilhão. Ou seja, este foi o melhor desempenho registrado para o mês de agosto na história das exportações brasileiras. Em comparação com o mesmo período de 2023, o volume de embarques cresceu 16,5%, enquanto o faturamento aumentou 13,7%. Além disso, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,8 milhão de toneladas, um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,9 bilhões em receita, um aumento de 18,7%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) atribui o crescimento contínuo das exportações aos esforços conjuntos do setor e do governo federal. Portanto, a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) por meio do projeto Brazilian Beef tem sido fundamental para a abertura de novos mercados. Atualmente, a carne bovina brasileira já chega a mais de 150 países.

    China e EUA lideram importações

    De janeiro a agosto de 2024, o Brasil exportou uma média mensal de 226.700 toneladas de carne bovina, o equivalente a mais de 8 mil contêineres por mês. Ao mesmo tempo, o faturamento médio mensal atingiu quase US$ 1 bilhão. A China continua sendo o principal destino, com 797 mil toneladas exportadas no período, gerando US$ 3,5 bilhões em receita.

    Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior mercado, importando quase 122 mil toneladas, sendo 97 mil de carne in natura e o restante de carne industrializada. O total faturado chegou a US$ 725 milhões. Já os Emirados Árabes, um importante ponto de distribuição para outros países, como o Irã, importaram 113,5 mil toneladas, com uma receita de US$ 517 milhões.

    Hong Kong, o quarto maior destino, recebeu quase 83 mil toneladas, com faturamento de US$ 270,4 milhões.

    União Europeia e novas demandas

    As exportações de carne bovina para a União Europeia também mostraram um crescimento expressivo. Em agosto de 2024, o valor FOB subiu 27,9%, alcançando US$ 57,6 milhões, enquanto o volume exportado aumentou 27,7%, com 7.960 toneladas embarcadas. A categoria de carne in natura dominou as exportações para o bloco, impulsionada pela iminente implementação das novas regras da EUDR, previstas para janeiro, segundo o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli.

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    Mercados em expansão

    Outros mercados, como Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Argélia, México e Israel, também registraram aumento nas importações entre janeiro e agosto de 2024. As Filipinas apresentaram o maior crescimento, com um aumento de 61,9% no volume e 50% em valor. A Rússia viu suas importações crescerem 49,9% em volume e 43,7% em valor. A Arábia Saudita, por sua vez, aumentou as compras em 21,9% em volume e 24,8% em valor.

    Israel, que importou 24.626 toneladas, registrou um crescimento de 22,9% no volume e 19,4% no valor das exportações brasileiras.

    México

    O México, um dos mercados mais recentes a ser conquistado, também mostra crescimento constante. No último mês, a Abiec participou de uma missão no país, promovendo o potencial da carne bovina brasileira e consolidando parcerias comerciais. “O sucesso dessa iniciativa é uma prova do trabalho eficaz de promoção da carne bovina brasileira”, destacou Camardelli.

    A Abiec reúne 43 empresas, responsáveis por 98% da carne exportada pelo Brasil. Com projetos como o Brazilian Beef, em parceria com a ApexBrasil, o Brasil tem fortalecido sua presença global, ampliando o reconhecimento da qualidade da carne bovina brasileira e consolidando sua participação no mercado internacional.

     

  • Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Governo publica a Portaria Interministerial Mapa/MRE nº 18, que oficializa a criação de 11 novos postos de adidos agrícolas em representações diplomáticas brasileiras no exterior. Os novos escritórios serão estabelecidos na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (abrangendo também a União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (com Brunei), Nigéria e Turquia.

    Com essa expansão, o Brasil passará a contar com sete adidos agrícolas na África, fortalecendo laços com parceiros econômicos estratégicos e abrindo portas para mercados potenciais. Essa medida visa ampliar as oportunidades para o agronegócio brasileiro em mercados internacionais.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância desse avanço. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e sua maior inserção no mercado internacional. Com esses novos postos, iremos maximizar as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, especialmente com a abertura de novos mercados.”

    Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008

    Em julho, o Governo Federal já havia autorizado, por meio de Decreto presidencial, a ampliação de 29 para 40 postos de adidos agrícolas. Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008. A ampliação visa atender à crescente demanda do setor por representação em mercados estratégicos.

    A importância dos adidos agrícolas

    Os adidos agrícolas são responsáveis por assessorar as representações diplomáticas, promovendo o agronegócio brasileiro. Eles identificam oportunidades de comércio, investimentos e cooperação, além de estabelecerem diálogos com atores do setor público e privado, academia e sociedade civil.

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    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em países como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Rússia, entre outros. Com as novas adições, o Brasil reforça sua presença global no agronegócio, buscando expandir sua influência em mercados estratégicos e fortalecer a competitividade do setor.

  • Exportações do agronegócio brasileiro continuam em alta mas faturamento cai

    Exportações do agronegócio brasileiro continuam em alta mas faturamento cai

    As exportações brasileiras de produtos do agronegócio continuam firmes em 2024, evidenciando a demanda externa pelos produtos nacionais. No entanto, os preços pagos em dólar apresentam uma queda contínua, resultando em um leve recuo no faturamento em dólar com os embarques do setor no primeiro semestre do ano. Os dados são de pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. E tem como base informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Comércio Exterior (sistema Siscomex).

    De janeiro a junho, o faturamento em dólar das exportações do agronegócio brasileiro totalizou US$ 82 bilhões. Durante esse período, os preços médios caíram 5% em comparação com a primeira metade de 2023, enquanto o volume de produtos exportados cresceu 4,5%.

    Crescimento nas exportações de diversos produtos

    O aumento na quantidade exportada foi impulsionado por crescimentos significativos nos envios de algodão, que registrou um impressionante aumento de 228% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Outros produtos que também apresentaram crescimento nas exportações incluem açúcar (+49%), café (+52%), carne bovina in natura (+29%), farelo de soja (+6%), soja em grãos (+2%), papel (+19%) e carne suína (+2%).

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    Pesquisadores do Cepea alertam que a redução na produção de soja no Brasil pode impactar os resultados do setor ao longo do ano, tornando mais desafiador superar o faturamento obtido em 2023. A queda nos preços da maioria dos produtos exportados também contribui para a diminuição do faturamento.

    A China continua sendo o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, absorvendo cerca de um terço de todos os produtos exportados. Os itens mais demandados pelos chineses incluem soja em grão, carne bovina in natura, celulose e carne suína. Além disso, os Estados Unidos e países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, aumentaram suas compras de produtos brasileiros, assim como Índia, Egito, México e Turquia.

    Expectativas para o segundo semestre de 2024

    Apesar da leve queda no valor das exportações no primeiro semestre, os embarques continuam em alta, indicando uma boa demanda externa pelos produtos brasileiros. Contudo, a menor colheita de soja, o principal produto de exportação do Brasil, deve limitar o crescimento das exportações desse item. E também dificultar a superação do recorde de faturamento de 2023.

    Além disso, a queda nos preços externos (em dólar) apresenta um desafio adicional. Por outro lado, as exportações de algodão, açúcar, carne bovina in natura e café podem continuar a crescer. A desvalorização do câmbio também tem mantido os produtos brasileiros competitivos no mercado internacional, enquanto a normalização da oferta mundial contribui para desacelerar a queda dos preços internacionais.