Tag: China

  • Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a China. O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou o anúncio nesta terça-feira. No entanto, as exportações provenientes do estado do Rio Grande do Sul continuam suspensas.

    A suspensão durou 26 dias e ocorreu após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle em uma granja em Anta Gorda (RS). A ABPA destacou a rapidez e transparência com que o Ministério da Agricultura e Pecuária lidou com a situação. A entidade também elogiou a liderança do Ministro Carlos Fávaro e o apoio das equipes dos secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa. Nesse sentido, a embaixada brasileira e a adidância agrícola também tiveram papel crucial no esclarecimento junto às autoridades chinesas.

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    Apesar da retomada das exportações, a ABPA continua apoiando o Governo Brasileiro nas negociações para encerrar as suspensões impostas ao Rio Grande do Sul.

    De acordo com a ABPA, a China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, o país importou 337,2 mil toneladas da proteína, gerando US$ 745,6 milhões em receita. Portanto, só em julho, os embarques somaram 61 mil toneladas, com receita de US$ 144,6 milhões.

    Mesmo com a suspensão temporária, os impactos no fluxo de exportações foram baixos. A ABPA informou que houve redirecionamento das cargas para outros mercados que demandam os mesmos produtos enviados à China.

     

     

  • Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    Agro brasileiro registra aumento de 8,3% nas exportações em Julho

    O setor agropecuário do Brasil teve um desempenho significativo em julho, com um aumento de 8,3% nas exportações, totalizando US$ 30,9 bilhões no mês e US$ 198,2 bilhões no acumulado do ano. Os dados foram divulgados na última terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e mostram um superávit de US$ 7,6 bilhões em julho e de US$ 49,6 bilhões no acumulado de 2024.

    As exportações gerais do país cresceram 9,3% em julho em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento foi de 2,4% em relação aos sete primeiros meses de 2023. As importações, por sua vez, atingiram US$ 23,3 bilhões. Um aumento de 15,7% em relação a julho de 2023, resultando em uma corrente de comércio de US$ 54,2 bilhões e um superávit de US$ 7,6 bilhões.

    Desempenho do setor agropecuário

    No que diz respeito ao setor agropecuário, as exportações aumentaram em US$ 0,55 bilhões, representando um crescimento de 8,3% em julho deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, houve uma queda de US$ 3,03 bilhões (6,1%) nas exportações em relação ao mesmo período de 2023.

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    Em relação às importações, o setor agropecuário registrou um crescimento de US$ 0,13 bilhões (35,9%) quando comparado a julho de 2023. No acumulado do ano, as importações também aumentaram, com um crescimento de US$ 0,73 bilhões (27,6%).

    Soja, café e açúcar

    O relatório da Secex revelou que as exportações de soja totalizaram 75,4 mil toneladas nos primeiros sete meses de 202. Uma variação de 4,1% em relação ao mesmo período de 2023. A China se destacou como o maior comprador da soja brasileira, importando 73% do total, impulsionada pela queda da safra norte-americana em 2023 e questões geopolíticas.

    Além disso, o Brasil importou 752 mil toneladas de soja de janeiro a julho de 2024. O maior volume desde 2003, com uma variação de 707,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    As exportações de café (verde e solúvel) em julho totalizaram 3,513 milhões de sacas de 60 kg. Isso representa um crescimento de 41,95% em comparação a julho de 2023, quando foram exportadas 2,475 milhões de sacas. A receita também aumentou 57,20%, passando de US$ 581,284 milhões para US$ 913,754 milhões.

    O Brasil também exportou 3,782 milhões de toneladas de açúcares e melaços em julho. Um aumento de 28,50% em relação ao mesmo mês de 2023, com a receita subindo 16%, de US$ 1,491 bilhão para US$ 1,729 bilhão.

    O setor agropecuário brasileiro continua a mostrar resiliência e potencial de crescimento, com aumentos significativos nas exportações de produtos-chave como soja, café e açúcar. Esses resultados são promissores e indicam um futuro positivo para o agronegócio no Brasil.

  • China e México retomam compras de carne de frango do Brasil

    China e México retomam compras de carne de frango do Brasil

    Durante o Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs) em São Paulo, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, confirmou que a China voltou a comprar carne de frango do Brasil. Porém, o estado do Rio Grande do Sul ainda permanece excluído dessa retomada. Na terça-feira (6), o México também anunciou a retomada das importações, mas manteve o embargo ao estado gaúcho.

    China e México

    Santos espera que ambos os países liberem as compras do Rio Grande do Sul em breve. Ou seja, ele acredita que a China possa retomar as importações do estado dentro de 15 dias.

    Empecilhos para as exportações do Rio Grande do Sul

    O embargo às exportações avícolas do Rio Grande do Sul foi tema de discussões durante o Siavs. Lideranças do setor, autoridades e representantes do serviço oficial debateram a situação. Isso porque o estado sofreu recentemente com um caso isolado da doença de Newcastle, que já foi erradicada com sucesso graças ao trabalho conjunto dos serviços técnicos do Ministério da Agricultura e da Secretaria Estadual de Agricultura.

    “Comunicamos à Organização Mundial de Saúde Animal o fim do foco e suspendemos o autoembargo. No entanto, alguns países mantêm as restrições. Pedimos que o governo estadual e o Mapa reforcem que o Brasil cumpriu seu papel e não há mais motivos para o embargo. Nosso controle sanitário foi exemplar”, afirmou Eduardo Santos, presidente executivo da Asgav.

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    Governador defende fim dos embargos

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também se posicionou contra os embargos. Ele destacou que o Ministério da Agricultura já decretou o fim da doença e que a produção no estado é totalmente segura. “Estamos ao lado dos produtores nessa luta”, afirmou o governador, durante visita ao estande da Asgav no Siavs. Leite ressaltou a importância da integração do segmento e da manutenção de uma estrutura técnica capacitada e alinhada.

    Presença gaúcha no Siavs

    A Asgav lidera uma comitiva de cerca de 60 pessoas no Siavs, que inclui empresários, produtores e profissionais do serviço oficial. A delegação representa a cadeia de produção de aves e suínos do estado. O Siavs termina hoje (8) em São Paulo.

     

  • CIIE 2024: ApexBrasil abre inscrições para empresas de alimentos e bebidas

    CIIE 2024: ApexBrasil abre inscrições para empresas de alimentos e bebidas

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está com inscrições abertas até 24 de julho para a China International Import Expo (CIIE) 2024. O evento, que ocorre de 5 a 10 de novembro em Xangai. E é a maior feira de importação da China, reunindo 3.500 expositores e atraindo mais de 400 mil visitantes profissionais. Em 2023, a feira gerou resultados recordes para empresas brasileiras.

    A ApexBrasil selecionará 30 empresas do setor de alimentos e bebidas, priorizando aquelas com mulheres em liderança, participantes das Mesas Executivas de Exportação, Exporta Mais Amazônia, PEIEX, Brazilian Suppliers e AgroBR.

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    Em 2023, a participação brasileira na CIIE movimentou US$ 271,3 milhões em negócios, com quase três mil reuniões realizadas entre empresários brasileiros e compradores internacionais, e contou com participação da ApexBrasil.

    Inscreva-a aqui. Para mais informações sobre a seleção e os serviços oferecidos pela ApexBrasil, acesse o regulamento completo.

    Sobre a CIIE

    A China International Import Expo é organizada pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) desde 2018, sendo a primeira feira nacional de importação do mundo. Em 2023, contou com 23 empresas brasileiras, registrando um valor recorde em negócios.

  • Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

    Resumindo, em receita as exportações de carne suína totalizaram US$ 1,300 bilhão no mesmo período comparativo (janeiro a junho), número 8% menor em relação à 2023, com US$ 1,413 bilhão.

    Considerando apenas o mês de junho, as vendas internacionais de carne suína totalizaram 107,1 mil toneladas. Ou seja, número 1,4% menor do que o total exportado no sexto mês de 2023, com 108,6 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 235,3 milhões, número 11% menor que o total exportado no ano anterior, com US$ 264,3 milhões.

    “Neste primeiro semestre vimos um redesenho das exportações de carne suína do Brasil. Antes responsável por mais de 50% de nossas exportações, os embarques para a China têm retraído e sido substituídos pelas vendas para outros mercados relevantes. Como é o caso das Filipinas, do Japão, que assumiram respectivamente o segundo e terceiro lugares como maiores importadores em junho. Desta forma, o fluxo se manteve positivo e a tendência é de fechamento com alta em volumes exportados neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Exportação de carne suína por estado

    No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 337 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho. Ou seja, o número é 5,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 131 mil toneladas (-2,5%). Na sequencia vem o Paraná, com 80,2 mil toneladas (-1,6%). Depois estão Mato Grosso, com 17,5 mil toneladas (+40,3%) e Mato Grosso do Sul, com 12,6 mil toneladas (-2,8%).

    Países compradores

    No levantamento por país, a China foi destino de 127,9 mil toneladas no primeiro semestre deste ano (-40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Sendo seguida por Filipinas, com 84,2 mil toneladas (+65,3%), Hong Kong, com 51,9 mil toneladas (-15,1%). Na sequência estão Chile, com 50,3 mil toneladas (+21,7%), Singapura, com 41,4 mil toneladas (+19,5%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+107,3%).

    “Vale destacar, também, o contínuo crescimento das exportações para todos os países da América do Norte e na América do Sul. Com incrementos importantes nas vendas para o Chile e Peru. São indicadores da nova estratégia brasileira, que tem investido cada vez mais na ampliação da capilaridade das exportações de carne suína”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

  • Exportações de carne de frango aumentam 4,2% em maio

    Exportações de carne de frango aumentam 4,2% em maio

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 4,2% em maio de 2024 na comparação ao mesmo período do ano anterior. O total de toneladas exportadas atingiu a marca de 451 mil. Foi o segundo melhor desempenho do ano e o quinto maior da história. Além disso, o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mostra também que a movimentação do mercado internacional gerou uma receita de US$ 818,7 milhões. Esse valor representa uma queda de 5,6% em relação ao ano anterior, que registrou US$ 867,4 milhões no mesmo período.

    Ao considerar o acumulado do ano até maio, os embarques de carne de frango totalizaram 2,152 milhões de toneladas. Ou seja, houve uma ligeira queda de 1,4% em comparação ao mesmo período de 2023, que registrou 2,183 milhões de toneladas. A receita gerada no período atingiu US$ 3,842 bilhões, representando uma diminuição de 10,2% em relação ao ano anterior, que alcançou US$ 4,281 bilhões.

    Ranking por estado

    No que diz respeito aos principais estados exportadores, o Paraná continuou liderando o ranking, com 198,9 mil toneladas exportadas em maio, um aumento de 11,2% em relação ao ano anterior. Santa Catarina seguiu em segundo lugar, com 89,6 mil toneladas (+2,2%). Já o Rio Grande do Sul, que enfrentou desafios logísticos devido às enchentes de maio, registrou uma queda de 11,4%, totalizando 56,4 mil toneladas. São Paulo, com 25,4 mil toneladas (+4,9%), e Goiás, com 22,9 mil toneladas (+15,4%), completam a lista dos cinco maiores estados exportadores.

    Perspectivas e Desafios

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou a importância do resultado de maio como um indicador do ritmo das exportações para o ano. Ele observou que, apesar do desempenho positivo, as adversidades enfrentadas no Rio Grande do Sul deixaram suas marcas no fluxo de exportações do estado.

    Países compradores

    No que diz respeito aos destinos, a China liderou as importações com 49,8 mil toneladas, embora esse número represente uma redução de 23,6% em relação ao ano anterior. Em seguida, os Emirados Árabes Unidos registraram um aumento de 22,2%, com 39,6 mil toneladas, seguidos pela Arábia Saudita com 37,5 mil toneladas (+31,2%), Japão com 32,2 mil toneladas (-15,4%), África do Sul com 32,1 mil toneladas (+12,6%), Iraque com 24 mil toneladas (+35,5%), e México com 20,5 mil toneladas (+96,3%).

    Expansão para Novos Mercados

    Luís Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou o crescimento das vendas para o Oriente Médio e o Norte da África, ressaltando o Brasil como o principal fornecedor global de carne de frango halal. Ele também mencionou a retomada da presença brasileira em mercados africanos emergentes, como Líbia e Argélia, indicando um potencial de crescimento para os próximos meses.

     

  • Café: ApexBrasil fecha acordo com grupo chinês Luckin Coffe

    Café: ApexBrasil fecha acordo com grupo chinês Luckin Coffe

    Durante a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin à China, a Agência Brasileira de Promoção à Exportação (ApexBrasil) firmou um acordo significativo para venda de café com a Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias do país asiático. O acordo, alcançado durante o Seminário Econômico Brasil-China, envolve a exportação de 120 mil toneladas de café brasileiro, totalizando um valor de meio bilhão de dólares. Do mesmo modo, este contrato impulsiona a presença do café brasileiro na China, onde a Luckin Coffee, com mais de 16 mil lojas, emergiu como a principal importadora do produto.

    A crescente demanda por café na China, que tradicionalmente consome chá, reflete uma mudança cultural e econômica. Em 2022, a China importou US$ 80 milhões em café brasileiro, e este número saltou para US$ 280 milhões em 2023. Deste modo, com o novo acordo espera-se um aumento ainda maior no consumo de café. De acordo com dados do Hongqiao International Coffee Hub a indústria de café chinesa cresceu 17% ao ano de 2020 a 2023. Estima-se que esse mercado pode atingir um valor de US$ 36 bilhões em 2024.

    Vinicius Estrela, diretor executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BCSA), destacou que este acordo representa uma oportunidade para o Brasil consolidar sua posição como principal fornecedor de café em um mercado chinês em rápida expansão. As relações econômicas entre Brasil e China, que completam 50 anos em 2024, têm se intensificado nas últimas duas décadas. Como resultado, o Brasil registrando um superávit comercial de US$ 51,1 bilhões com a China em 2023.

    Exportação de Café do Brasil para a China em 2023

    Em 2023, o Brasil exportou um volume significativo de café para a China, totalizando US$ 280 milhões. É um aumento expressivo em relação aos US$ 80 milhões de 2022. E reflete a crescente demanda por café no mercado chinês, impulsionada por acordos como o firmado com a Luckin Coffee. Além disso, a expansão do mercado chinês de café,  projeta um valor de mercado de US$ 36 bilhões em 2024. Um crescimento a uma taxa de 17% ao ano,

    Breve História da Luckin Coffee

    A Luckin Coffee, fundada em 2017, rapidamente se tornou a maior rede de cafeterias na China, superando gigantes como a Starbucks em número de lojas. Com mais de 16 mil estabelecimentos em todo o país, a Luckin Coffee focou em uma estratégia de expansão agressiva e marketing digital. Por fim, em 2019, a empresa abriu capital na NASDAQ. E também enfrentou um escândalo financeiro em 2020, envolvendo a manipulação de receitas. Por último, após uma reestruturação, a Luckin Coffee voltou a crescer, consolidando sua posição como líder no mercado de café chinês.