Tag: carnes

  • Mercado de suíno: preços do animal vivo e da carne sobem

    Mercado de suíno: preços do animal vivo e da carne sobem

    Os preços do suíno vivo e da carne registram alta em fevereiro em todas as regiões monitoradas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda interna e externa impulsiona esse movimento.

    Mercado internacional de suíno

    No mercado internacional, as exportações brasileiras de carne suína, que caíram em janeiro, ganharam ritmo neste início de fevereiro. Dados da Secex mostram que os embarques diários de carne suína in natura atingiram 6,3 mil toneladas, um recorde para o mês. O volume supera em 57,8% o registrado em janeiro e fica 42% acima do mesmo período de 2023.

    Carne bovina sobe no atacado, mas arroba do boi segue estável

    O preço da carne bovina no atacado da Grande São Paulo registra alta nas primeiras semanas de fevereiro, segundo levantamento do Cepea. Já a arroba do boi gordo se mantém estável ou com pequenas quedas.

    Pesquisadores do Cepea explicam que a maior oferta de animais pressiona o mercado nos momentos de baixa, prolongando as escalas de abate. No acumulado do mês, a carcaça casada do boi subiu pouco mais de 1% no atacado, enquanto o boi gordo em São Paulo permanece praticamente estável.

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  • Alta dos preços das carnes desacelera para 0,36% em janeiro

    Alta dos preços das carnes desacelera para 0,36% em janeiro

    As chuvas de janeiro melhoraram as pastagens e reduziram os custos de produção de bovinos, o que freou a alta dos preços das carnes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,36% no mês, após cinco meses de aumentos mais intensos.

    Entenda o que causou a alta nos meses anteriores

    O grupo de alimentos acumulava altas de 0,50% em agosto, 2,97% em setembro, 5,81% em outubro, 8,02% em novembro e 5,26% em dezembro. No fechamento de 2024, os preços das carnes subiram 21,17%.

    O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, explica que o aumento das chuvas impactou os custos da pecuária. “As chuvas vieram e começam a melhorar o pasto. Isso reduz os custos de produção, o que pode influenciar o preço final da proteína”, afirma.

    Em períodos de estiagem, os criadores precisam aumentar o uso de ração para alimentar o gado, elevando os custos da produção de carne. Com a melhoria das pastagens, esse impacto diminuiu, favorecendo a desaceleração dos preços.

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  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.

  • Ceia de Natal deve ficar 20% mais cara; a gente explica

    Ceia de Natal deve ficar 20% mais cara; a gente explica

    Os preços das carnes subiram em 2024, pressionando o custo da ceia de Natal. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as proteínas tiveram alta significativa nos últimos 12 meses. Em resumo, a carne suína subiu 17,16%, os cortes bovinos aumentaram 15,43% e os de frango registraram elevação de 16,09%.

    Ou seja, essa elevação nos preços impactou diretamente o custo das cestas de Natal. Portanto, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os itens típicos da ceia estão custando, em média, R$ 439,30. Isso representa um aumento de 9,16% em relação ao valor registrado em 2023.

    Entre os produtos que mais encareceram, o lombo de porco com osso lidera a lista, com alta de 19,72%, seguido pelo pernil, com 17,80%. O filé mignon registrou aumento de 16,87%, enquanto a picanha subiu 14,94%. O chester teve alta de 10,92%, e o frango em pedaços, 9,26%. Já o peru aumentou 7,50%, o frango inteiro, 6,83%, e o bacalhau, 3,58%.

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    Exportações impulsionam alta de preços

    A alta no preço das carnes reflete, em parte, o aumento das exportações. Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou 2,95 milhões de toneladas de carne bovina, um crescimento de 30,84% em comparação ao mesmo período de 2023.

    As exportações de carne suína também subiram, totalizando 1,243 milhão de toneladas, uma alta de 11,1%. Já a carne de frango registrou 4,845 milhões de toneladas exportadas, um aumento de 3,7%.

    Esse aumento na demanda internacional reduz a oferta de carnes no mercado interno, pressionando os preços para o consumidor brasileiro. A combinação entre exportações recordes e alta inflação torna o planejamento da ceia de Natal mais desafiador em 2024.

  • Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    Exportações do agro batem recorde em outubro e alcançam US$ 14,27 bilhões

    O agronegócio brasileiro registrou em outubro um recorde histórico nas exportações, somando US$ 14,27 bilhões. Ou seja, o valor representa um crescimento de 6,2% em relação aos US$ 13,43 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Em resumo, o aumento foi impulsionado por um crescimento de 3,7% no volume exportado e de 2,5% nos preços médios.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, destacou o desempenho positivo. “De janeiro a setembro, tivemos uma leve queda de 0,2%. Porém, com o resultado de outubro, o acumulado do ano já apresenta um crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. O agronegócio responde por quase metade das exportações brasileiras”, afirmou.

    Principais setores exportadores

    De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os setores que lideraram as exportações em outubro foram complexo soja, carnes, açúcar, produtos florestais, café e cereais. Juntos, eles representaram 82,7% da pauta exportadora, gerando US$ 11,80 bilhões.

    Entre os produtos com maior volume exportado, destacaram-se o açúcar de cana (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas).

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    Produtos em destaque

    As exportações de carnes atingiram US$ 2,62 bilhões, alta de 38,6% em relação a outubro de 2023. A carne bovina foi o principal destaque, com receita de US$ 1,36 bilhão, um recorde histórico. O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 270,33 mil toneladas.

    O açúcar também manteve a trajetória de alta, com exportações de 3,73 milhões de toneladas (+29,8%). Apesar da queda de 11,8% no preço médio, o setor gerou US$ 1,76 bilhão.

    Ao mesmo tempo, outro recorde veio do setor cafeeiro, que exportou US$ 1,40 bilhão em outubro (+61,1%). As vendas de café verde atingiram US$ 1,31 bilhão (+62,7%), com volume de 279,26 mil toneladas (+12%).

    Produtos como suco de laranja, algodão, bovinos vivos e feijões também contribuíram, somando um aumento de US$ 362,01 milhões em relação a outubro de 2023.

    Acumulado do ano

    Entre janeiro e outubro de 2024, as exportações do agro totalizaram US$ 140,02 bilhões, alta de 0,7% frente ao mesmo período de 2023. Esse resultado foi impulsionado por um aumento de 6,6% no volume exportado, compensando a queda de 5,9% nos preços médios.

    Portanto, o agronegócio manteve sua relevância, representando 49,2% das exportações totais do Brasil no período.

     

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.

     

  • Preço da carne está mais caro, entenda os motivos

    Preço da carne está mais caro, entenda os motivos

    O preço da carne de frango registrou alta pelo terceiro mês consecutivo em outubro, conforme dados do Cepea. A demanda aquecida e a maior competitividade em relação à carne bovina explicam esse avanço, segundo pesquisadores do centro. Com a procura por alternativas mais acessíveis, como o frango, o mercado doméstico observou um impulso nas vendas, possibilitando reajustes positivos nos valores do produto.

    A carne suína também apresentou aumento de preços, fechando outubro com a média mensal em alta pelo sexto mês consecutivo. Especialistas do Cepea apontam que o cenário foi favorecido pelo ritmo recorde das exportações brasileiras de carne suína in natura no mês e pela alta demanda no mercado interno. Além disso, a oferta limitada de animais com peso ideal para abate também contribuiu para o movimento de alta.

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    Na pecuária, os preços continuam subindo desde o final de agosto em todas as regiões monitoradas pelo Cepea. Em São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 e a carcaça casada no atacado da Grande SP acumularam alta superior a 15% em outubro.

    A intensidade dos reajustes varia entre as regiões, refletindo a oferta local. Desde o final de junho, o boi gordo CEPEA/B3 subiu 40%, enquanto praças do Centro-Norte avançaram entre 44% e 63%. A carcaça casada de boi na Grande São Paulo, referência para o mercado interno, acumulou valorização de 36% no período.

  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.

     

  • Carne sem imposto: câmara aprova regulamentação da reforma tributária

    Carne sem imposto: câmara aprova regulamentação da reforma tributária

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto-base do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Com 336 votos favoráveis e 142 contrários, os deputados analisaram em seguida os destaques, incluindo a tributação zero para carne bovina e de frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Isenção de impostos para a carne

    O destaque aprovado inclui a carne vermelha na cesta básica, isentando-a de impostos sobre consumo. No entanto, os deputados rejeitaram um destaque que propunha a cobrança do imposto seletivo para armas, mantendo-as fora desse tributo que visa taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

    Detalhes do projeto

    Este primeiro projeto define regras para os novos impostos sobre consumo: IBS, CBS e Imposto Seletivo. Esses tributos substituirão cinco impostos atuais: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A reforma, aprovada em 2023, ainda precisa de regras detalhadas para a cobrança dos impostos, com um período de transição até 2033.

    Impostos não devem aumentar, diz governo

    A oposição argumenta que a reforma aumentará os impostos. Contudo, o governo afirma que a carga tributária não aumentará. Haverá uma alíquota única de cerca de 26,5%, com alguns produtos pagando menos e outros mais, mantendo o somatório igual. O governo destaca que os impostos não serão mais cumulativos, o que pode reduzir os custos e aumentar a eficiência produtiva.

    Produtos da cesta básica

    A proposta isenta alimentos da cesta básica nacional, como carne vermelha, arroz, leite, manteiga, margarina, feijão, café, óleo de soja, farinha de trigo e açúcar, de tributos. Outros produtos terão um desconto de 60% sobre a alíquota dos novos impostos.

    Cashback para famílias de baixa renda

    O projeto propõe mudanças no mecanismo de devolução de impostos para famílias inscritas no Cadastro Único. A devolução será de 100% da CBS para energia elétrica, água, esgoto e gás natural, e de 20% para o IBS. Além disso, o cálculo do cashback considerará as compras feitas por todos os membros da família.

    Imposto seletivo

    O “imposto do pecado” será aplicado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, embarcações, aeronaves, extração de minério de ferro, petróleo, gás natural, apostas e carros elétricos. Porém, armas e munições não foram incluídas na lista. A alíquota para minérios de ferro será limitada a 0,25%, com um regime de transição para bebidas alcoólicas até 2033.