Tag: carnes

  • Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    A demanda por cortes suínos típicos das festas de fim de ano cresce no mercado atacadista. Como resultado, as cotações avançam, segundo levantamentos do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o pernil lidera a valorização no atacado paulista.

    Na parcial de dezembro, até o dia 16, o quilo atingiu média de R$ 14,11. O valor representa alta de 2,3% em relação a novembro de 2025. Além disso, outros cortes tradicionais ganham destaque neste período festivo.
    O lombo, por exemplo, registra aumento na procura.

    Carne bovina

    No mercado de carne bovina, os preços também seguem em trajetória de alta. O movimento se intensifica neste fim de 2025, impulsionado pelo consumo sazonal. Segundo o Cepea, a carcaça casada sustenta a valorização no atacado. O avanço ocorre, principalmente, pelos preços maiores do traseiro e da ponta de agulha. Esses cortes ganham força por causa da maior demanda para churrascos de fim de ano. Enquanto isso, o dianteiro apresenta alta mais moderada, padrão comum neste período.

    Entre outubro e a semana encerrada em 12 de dezembro, cortes desossados tiveram fortes ganhos. A picanha acumulou valorização de 21,5%. A maminha subiu 11,2%, enquanto a fraldinha avançou 12,8%.

    Por outro lado, o mercado de animais para abate mostra arrefecimento. A proximidade dos feriados reduz o ritmo das negociações, explicam pesquisadores. Grande parte das escalas de abate para o fim do ano e início de janeiro já está preenchida. Com isso, alguns frigoríficos se afastam das compras no mercado. Ao mesmo tempo, pecuaristas adotam postura mais cautelosa. Muitos já fecharam vendas de 2025 ou aguardam preços mais altos em janeiro.

     

  • Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    Agronegócio brasileiro amplia acesso a novos mercados

    O agronegócio brasileiro segue ampliando suas fronteiras comerciais. O governo federal anunciou novas aberturas de mercado na União Econômica Euroasiática, no Japão e na Nicarágua, consolidando o total de 507 acessos liberados desde o início de 2023, resultado direto das negociações conduzidas entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Na União Econômica Euroasiática, bloco formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, com mais de 183 milhões de habitantes, foi aprovada a exportação da castanha de baru brasileira. O fruto, nativo do Cerrado, é reconhecido pelo potencial nutricional e pelo papel socioeconômico para comunidades locais. Em 2024, o bloco importou US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café.

    O Japão, por sua vez, autorizou a entrada de frutas congeladas e desidratadas produzidas no Brasil. A medida abre espaço para produtos de maior valor agregado em um mercado exigente e em expansão no consumo de frutas processadas. Com 124 milhões de habitantes, o país asiático comprou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024.

    Já a Nicarágua aprovou a importação de arroz beneficiado do Brasil. Com população estimada em 6,9 milhões de habitantes, o país importou US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e novembro de 2025. Um crescimento de 8,5% em comparação a 2024.

    As novas aberturas de mercado reforçam a estratégia brasileira de diversificação de destinos e produtos agropecuários, incluindo itens com valor agregado e maior competitividade internacional.

  • Preços globais de alimentos caem pelo terceiro mês seguido, aponta FAO

    Preços globais de alimentos caem pelo terceiro mês seguido, aponta FAO

    Os preços globais de alimentos voltaram a cair em novembro e completaram três meses seguidos de recuo. Isso segundo o Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador, que mede uma cesta de commodities alimentares negociadas internacionalmente, ficou em 125,1 pontos, queda de 1,2% em relação a outubro.​

    Com o resultado, o índice está 2,1% abaixo do nível de novembro de 2024. E 21,9% abaixo do pico registrado em março de 2022, logo após o início da guerra na Ucrânia. O patamar atual também representa a menor leitura desde janeiro deste ano, o que sinaliza algum alívio nas cotações internacionais.​

    A FAO explica que a baixa em novembro refletiu quedas nos subíndices de lácteos, carnes, açúcar e óleos vegetais, que mais do que compensaram a alta dos cereais. Açúcar liderou o recuo, com tombo de 5,9% frente a outubro e preços no menor nível desde dezembro de 2020. Isso pois foi mpulsionado por expectativa de oferta abundante, com boa safra no Centro-Sul do Brasil, início positivo da colheita na Índia e melhora nas perspectivas de produção na Tailândia.​

    O índice de lácteos recuou 3,1% no mês, na quinta queda consecutiva, em meio a aumento da produção de leite e maior oferta exportável em grandes regiões produtoras. As cotações de carnes e de óleos vegetais também diminuíram, contribuindo para suavizar os custos globais de importação de alimentos.​

    Cereais sobem

    Na direção oposta, o subíndice de cereais subiu cerca de 1,8% em relação a outubro, mas ainda permanece mais de 5% abaixo do nível de um ano antes. O movimento reflete ajustes nas cotações de trigo, milho e arroz, influenciados por condições climáticas em grandes produtores, competição entre exportadores e novos acordos comerciais.​

    Especialistas ouvidos por agências internacionais avaliam que a tendência recente traz algum respiro para países importadores, mas não elimina riscos. Eles lembram que choques climáticos, tensões geopolíticas e mudanças em políticas de comércio e biocombustíveis podem voltar a pressionar os preços, em especial em mercados mais sensíveis como o de cereais.​

  • Abate de bovinos cresce 7% no Brasil e impulsiona produção pecuária

    Abate de bovinos cresce 7% no Brasil e impulsiona produção pecuária

    O setor pecuário brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados robustos em todas as categorias. Os frigoríficos abateram 11,23 milhões de cabeças de bovinos entre julho e setembro, número que representa crescimento de 7% comparado ao mesmo período de 2024. Na comparação trimestral, o avanço chegou a 6,7% em relação ao segundo trimestre deste ano.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12) os primeiros resultados das Estatísticas da Produção Pecuária, que também mostram desempenho positivo nos abates de suínos e frangos. A indústria processou 15,80 milhões de cabeças de suínos no período, alta de 5,3% na comparação anual e de 4,7% no cotejo trimestral.

    A indústria frigorífica produziu 2,95 milhões de toneladas de carcaças bovinas no terceiro trimestre, volume 6,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O destaque fica para a comparação trimestral, que aponta crescimento de 10,9% em relação aos três meses anteriores.

    Os dados incluem apenas animais abatidos sob algum tipo de inspeção sanitária, garantindo os padrões de qualidade exigidos para comercialização.

    Setor de aves mantém trajetória de crescimento

    O segmento avícola confirmou o bom momento do setor. Os abatedouros processaram 1,69 bilhão de cabeças de frangos no trimestre, resultado 2,8% superior ao do terceiro trimestre de 2024 e 3% acima do segundo trimestre deste ano.

    A produção de carcaças de frango alcançou 3,59 milhões de toneladas, com incrementos de 3% na comparação anual e de 1% no confronto trimestral.

    Suinocultura apresenta avanço de 5,3% no ano

    O abate de suínos totalizou 15,80 milhões de cabeças, consolidando alta de 5,3% em doze meses. A produção de carcaças atingiu 1,49 milhão de toneladas, crescimento de 6,1% na comparação anual e de 4,7% em relação ao trimestre anterior.

    Captação de leite cru bate recorde com alta de 10,3%

    Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 7,01 bilhões de litros de leite cru no terceiro trimestre, volume 10,3% maior que o registrado no mesmo período de 2024. O crescimento trimestral também impressiona: 7,5% acima do segundo trimestre.

    Este resultado marca um dos melhores desempenhos do setor leiteiro nos últimos anos, refletindo tanto o aumento da produção quanto a recuperação da atividade industrial.

    Os curtumes monitorados pela Pesquisa Trimestral do Couro, estabelecimentos que processam pelo menos 5 mil unidades de couro cru bovino por ano, receberam 11,44 milhões de peças inteiras no terceiro trimestre. O volume representa crescimento de 8,4% em relação a 2024 e de 6,5% na comparação com o trimestre anterior.

    Produção de ovos registra leve queda trimestral

    A produção de ovos de galinha alcançou 1,23 bilhão de dúzias no período, avanço de 2,3% em doze meses. Entretanto, o setor registrou recuo de 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, única categoria com resultado negativo na comparação sequencial.

    O IBGE realiza trimestralmente quatro pesquisas oficiais sobre a conjuntura agropecuária: Abate de Animais, Leite, Couro e Produção de Ovos de Galinha. Desde 2018, o instituto disponibiliza resultados preliminares cerca de um mês antes da divulgação completa.

    Os dados detalhados estarão disponíveis no periódico Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária em 10 de dezembro. As informações podem ser consultadas no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

  • Brasil e Singapura firmam aliança estratégica em carnes

    Brasil e Singapura firmam aliança estratégica em carnes

    O Brasil e Singapura deram um novo passo na parceria comercial do setor de carnes. Durante a feira Anuga 2025, em Colônia, na Alemanha, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Meat Traders Association of Singapore (MTAS) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação entre os países no comércio de carne bovina.

    A cerimônia ocorreu no estande do Brazilian Beef e contou com a presença do presidente da Abiec, Roberto Perosa, e do diretor de Assuntos Estratégicos, Julio Ramos. Representaram a MTAS o presidente Kenny Toh e o vice-presidente Benson Teo.

    Entenda o acordo

    O acordo cria uma aliança estratégica para ampliar redes de fornecimento e incentivar projetos com carne refrigerada, congelada e processada. A iniciativa também busca aproximar empresas brasileiras e singapurenses, fortalecendo a integração entre os mercados.

    O documento prevê cooperação com autoridades regulatórias, como a Singapore Food Agency (SFA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo é facilitar o comércio bilateral e harmonizar padrões sanitários e de qualidade.

    Além disso, o memorando inclui intercâmbio de informações, identificação de oportunidades de negócios e iniciativas conjuntas voltadas à inovação, sustentabilidade e segurança alimentar. Abiec e MTAS atuarão como pontos de contato para acompanhar o desenvolvimento das ações previstas, garantindo diálogo permanente e renovação automática do acordo.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também assinou memorando semelhante com a MTAS, representada pelo presidente Ricardo Santin. O documento reforça o compromisso conjunto de Brasil e Singapura em promover o comércio sustentável e abrir novos mercados para as proteínas de origem animal.
    “Brasil e Singapura compartilham uma trajetória de confiança e complementaridade no comércio de carnes. Este memorando reforça nosso compromisso com práticas sustentáveis, qualidade e segurança alimentar. É um passo importante para aproximar nossas cadeias produtivas e criar novas oportunidades”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec.
    O encontro teve apoio do adido agrícola do Mapa em Singapura, Luiz Claudio de Santana e Caruso, reconhecido por seu papel em aproximar os setores produtivos dos dois países e fortalecer o comércio bilateral.

    Mercado de Singapura em expansão

    O mercado de Singapura mostra crescimento consistente nas compras de carne bovina brasileira. Em setembro de 2025, o país importou 3.120 toneladas, alta de 25,8% em relação a agosto, com receita de US$ 14,4 milhões.
    De janeiro a setembro, Singapura figura entre os 20 principais destinos da carne bovina do Brasil, com 21.593 toneladas e US$ 97,1 milhões em receita. Os números representam aumento de 16,5% em volume e 32,7% em valor frente ao mesmo período de 2024.

    Em 2024, o país asiático importou cerca de 40 mil toneladas, movimentando US$ 300 milhões. O Brasil manteve a liderança no fornecimento de carne bovina congelada, respondendo por 47,8% das importações do mercado singapurense. Ou seja, a nova parceria reforça a posição do Brasil como líder global na exportação de proteínas e fortalece a presença do país no competitivo mercado asiático.

     

  • Produtores rurais celebram aprovação do acordo Mercosul-União Europeia

    Produtores rurais celebram aprovação do acordo Mercosul-União Europeia

    O Acordo Mercosul-União Europeia deve criar a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores e redução gradual de tarifas sobre a maioria dos produtos negociados entre os blocos. A expectativa do setor rural é alta, pois o acordo amplia mercados, fortalece a competitividade internacional e oferece segurança para investimentos no agronegócio brasileiro.

    O acordo elimina progressivamente tarifas sobre 91% dos produtos europeus e 92% dos produtos sul-americanos em até 15 anos, beneficiando principalmente o agronegócio dos dois blocos.

    Segundo Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp), o tratado traz a oportunidade de ampliar mercados. Além de reduzir barreiras e garantir previsibilidade para os produtores rurais brasileiros. “O setor ganha competitividade ao diversificar destinos e assegurar saída para a produção excedente”, destaca Meirelles.

    O Acordo Mercosul-UE abre possibilidades especialmente para carnes, grãos, frutas e produtos com valor agregado. Com isso, o agronegócio pode investir com mais confiança em tecnologia, qualidade e sustentabilidade. Além disso, o Brasil poderá atuar como um garante da segurança alimentar europeia, aproveitando sua capacidade de realizar três safras anuais.

    Meirelles explica que acordos bilaterais são essenciais para que o produtor rural minimize riscos financeiros, diversifique os mercados e mantenha a estabilidade econômica. “Essa diversificação protege contra oscilações de preços e crises regionais, permitindo ao produtor rural continuar investindo e ter renda mais estável”, afirma.

    Maior bloco econômico mundial

    Para Úrsula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo é um marco que consolida a UE como o maior bloco econômico mundial. Ela destaca a importância estratégica desses tratados para fortalecer relações e enfrentar desafios globais, como a modernização do comércio mundial e o reforço da confiança mútua.

    O coordenador da Comissão Técnica de Cafeicultura da Faesp, Guilherme Vicentini, vê o acordo como forma de garantir maior rentabilidade e continuidade para o produtor rural. Que passa a ter mais opções de mercados globais.

    Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avalia que o benefício tarifário ao Mercosul será uma vantagem competitiva importante, considerando que a União Europeia já é o segundo maior destino das exportações brasileiras, mesmo sem privilégios tarifários. Ela ressalta que o acordo deve acelerar processos de negociação com outros parceiros comerciais, em um cenário geopolítico global em transformação.

  • Vai comprar carne? Confira o mercado das proteínas

    Vai comprar carne? Confira o mercado das proteínas

    A carne de frango perdeu valor em junho. Segundo o Cepea, os preços médios da proteína recuaram na comparação com maio. A queda ocorre em meio à maior oferta no mercado interno. Ou seja, restrições às exportações, impostas por parceiros comerciais devido à gripe aviária, elevaram a disponibilidade no Brasil.
    Portanto, essa oferta mais ampla pressionou fortemente as cotações do frango. As carnes bovina e suína também ficaram mais baratas, mas em ritmo menor. Com isso, a carne de frango ganhou competitividade frente às concorrentes. Em geral, a tendência pode manter os preços em baixa no curto prazo, segundo pesquisadores do Cepea.

    Oferta limitada sustenta preços do boi gordo

    Desde o início de junho, o mercado pecuário segue firme. Levantamentos do Cepea apontam que os reajustes são frequentes, embora não intensos. Em resumo, a baixa oferta obriga frigoríficos a pagar mais para preencher as escalas.
    Pecuaristas ainda aguardam novas altas e vendem de forma gradual. Portanto, as vendas de gado de confinamento começaram a crescer.
    Lotes padronizados, com bom acabamento, alcançam valores mais altos. Além disso, as exportações também aceleraram neste mês, o que fortalece os preços. O volume diário embarcado subiu 13% frente a maio. A média saltou de 9,6 mil para 11,7 mil toneladas diárias.
    Segundo a Secex, o avanço representa alta de quase 22% em junho. O bom desempenho sustenta os preços do boi e da carne no atacado.

    Alta do suíno e queda dos insumos ampliam margens

    O poder de compra do suinocultor paulista melhorou em junho. Segundo o Cepea, o indicador acumula sete semanas seguidas de alta. Essa recuperação decorre da valorização do suíno vivo e da queda nos custos.
    Milho e farelo de soja, principais insumos, ficaram mais baratos neste mês.
    A demanda pela carne suína também aumentou no início de junho. As temperaturas mais amenas e as festas típicas estimulam o consumo. Com isso, os preços do suíno vivo sobem em várias regiões.
    A menor oferta interna também contribui para o cenário positivo. A tendência, segundo analistas, é de manutenção do bom poder de compra no curto prazo.

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  • São Paulo lidera exportações do agronegócio

    São Paulo lidera exportações do agronegócio

    O estado de São Paulo manteve a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2025, encerrando o período com superávit de US$ 4,9 bilhões na balança comercial do setor. Os dados, divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apontam que o valor representa uma queda de 19,9% em comparação com o mesmo período de 2024. Ainda assim, o resultado reafirma a força do agronegócio paulista no cenário nacional.

    Entre janeiro e março, as exportações do setor somaram US$ 6,4 bilhões, valor 14,6% inferior ao registrado no ano anterior. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 1,5 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que o resultado demonstra a solidez de uma base produtiva diversificada, com capacidade para manter bons indicadores mesmo diante de instabilidades de mercado.

    A análise técnica foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril, em parceria com os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). Segundo o estudo, as exportações do agro paulista representaram 41,7% do total exportado pelo estado no primeiro trimestre, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

    Principais produtos exportados pelo agronegócio paulista

    Cinco grupos de produtos concentraram 73% das exportações do agronegócio paulista no período:

    • Complexo sucroalcooleiro: com 25,8% de participação e receita de US$ 1,65 bilhão, sendo o açúcar responsável por 88,7% e o etanol por 11,3%.
    • Carnes: representando 13,9% das exportações, totalizou US$ 887,9 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5% desse valor.
    • Sucos: com 13,5% de participação e receita de US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% se referem ao suco de laranja.
    • Produtos florestais: alcançaram US$ 758,98 milhões, com destaque para celulose (55,1%) e papel (35,5%).
    • Complexo soja: somou US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% referente à soja em grãos.

    O café aparece logo em seguida, com US$ 465,75 milhões exportados, representando 7,3% da pauta paulista. Do total, 73,4% correspondem ao café verde e 23,1% ao café solúvel.

    Apesar da queda no complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e no complexo soja (-17,9%), alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo: café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25%) e produtos florestais (+6%).

    Destinos mais relevantes para os produtos paulistas

    A China segue como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 19,3% de participação, concentrando as compras nos segmentos de soja (29%), carnes (28%) e produtos florestais (23%). Em seguida, aparecem:

    • União Europeia: com 16,4%, sendo os principais produtos sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11% cada).
    • Estados Unidos: com 15,9% de participação, adquirindo sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).
    • Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, São Paulo registrou queda de 12,6% nas exportações para a China. Em contrapartida, as vendas para a União Europeia cresceram 34,4%, e para os Estados Unidos, 27,7%.

    Participação de São Paulo no cenário nacional

    No panorama nacional, São Paulo respondeu por 16,9% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo a liderança entre os estados exportadores. Mato Grosso aparece em segundo lugar com 15,7%, seguido por Minas Gerais, com 11,9% — este último com destaque no comércio internacional de café.

    O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com US$ 37,83 bilhões em exportações do agronegócio, resultado 2,1% superior ao do mesmo período de 2024. As importações do setor somaram US$ 5,18 bilhões, um aumento de 11,9%.

    O saldo comercial positivo do agro brasileiro atingiu US$ 32,65 bilhões, representando um crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O desempenho robusto do setor continua sendo fundamental para equilibrar o déficit comercial gerado pelos demais segmentos da economia nacional.

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  • Mato Grosso registra aumento nas exportações de carnes no 1º trimestre

    Mato Grosso registra aumento nas exportações de carnes no 1º trimestre

    No primeiro trimestre de 2025, Mato Grosso consolidou sua posição como um dos principais exportadores de carnes do Brasil. As exportações de carne bovina, suína e de aves do estado apresentaram um crescimento significativo tanto em volume quanto em faturamento, impulsionadas por uma estratégia de diversificação de mercados e investimentos em sanidade e logística.

    O volume de carnes exportadas aumentou 8,58%, passando de 157,2 mil toneladas no primeiro trimestre de 2024 para 170,7 mil toneladas em 2025. O faturamento saltou 19,3%, de US$ 604,9 milhões para US$ 721,7 milhões no mesmo período.

    Os principais destinos das exportações foram China, Estados Unidos, Chile, Rússia e Itália.

    Carne bovina: destaque nacional

    A carne bovina foi o destaque, com 137 mil toneladas exportadas, gerando US$ 654,7 milhões. Isso representou 20,5% de todas as exportações brasileiras de carne bovina, colocando Mato Grosso em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo.

    As exportações de carne suína cresceram 32%, com 7,8 mil toneladas embarcadas, resultando em US$ 17,9 milhões. A China lidera as compras, seguida por Hong Kong, Filipinas, Vietnã e Singapura.

    Carne de aves: Mato Grosso exportou 25,2 mil toneladas de carne de aves, gerando US$ 49 milhões em receita. Isso representa um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando foram comercializadas 22,7 mil toneladas (US$ 40,6 milhões). Os principais destinos foram Arábia Saudita, China, Japão, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

    Análise do setor

    Para o presidente do Sindifrigo-MT, Paulo Bellincanta, os números refletem a eficiência e a consistência da cadeia da carne no estado. “Esse desempenho confirma a eficiência do nosso setor, que tem se destacado tanto pela qualidade quanto pela regularidade das exportações. A diversificação de mercados é um fator estratégico que garante estabilidade e perspectivas positivas”, avaliou.

    Além disso, a organização da cadeia produtiva e a valorização da carne brasileira no mercado global são fatores-chave para o sucesso das exportações. “Do campo à indústria, temos uma cadeia que se modernizou, investe em sanidade e logística, e que hoje compete de igual para igual com grandes players internacionais”, completou Bellincanta.

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) destaca que apenas cerca de 30% da produção nacional é destinada ao mercado externo, preservando o abastecimento doméstico e gerando divisas importantes para o país.

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  • Preço do boi gordo cai com pressão de frigoríficos

    Preço do boi gordo cai com pressão de frigoríficos

    Frigoríficos do Brasil têm pressionado o preço do boi gordo, refletindo a desvalorização da carne no mercado. Segundo o Cepea, a oferta de vacas aumentou no mercado spot, impulsionada pelo ganho de peso dos animais após as chuvas. Além disso, o volume de bovinos confinados supera o registrado no mesmo período do ano passado. No cenário externo, dados da Secex apontam que as exportações diárias de carne bovina alcançaram 10 mil toneladas na parcial de fevereiro, alta de 6,2% em relação a 2024.

    Preço do suíno sobe com alta demanda e oferta reduzida

    O mercado de suínos registra forte valorização em fevereiro. Segundo o Cepea, a oferta reduzida de animais no peso ideal para abate, aliada à demanda interna e externa aquecida, impulsiona os preços. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo valorizou mais de 8% na última semana. No Sudoeste do Paraná, o aumento ultrapassa 10% em sete dias. No atacado, a carcaça segue o movimento de alta, refletindo a boa liquidez do mercado, mesmo diante da valorização recente da proteína.

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