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  • Genética e agricultura digital impulsionam o milho brasileiro

    Genética e agricultura digital impulsionam o milho brasileiro

    A combinação entre genética avançada e agricultura digital vem mudando, na prática, a forma como o milho é cultivado no Brasil. Ao integrar dados de campo, pesquisa genética e híbridos de alto desempenho, produtores têm conseguido extrair mais produtividade por hectare, com maior previsibilidade e melhor retorno econômico, mesmo em cenários climáticos desafiadores.

    Esse movimento marca uma nova fase no mercado de sementes de milho, baseada menos em volume e mais em eficiência. Em vez de soluções genéricas, a aposta está em recomendações personalizadas, ajustadas à realidade de cada talhão. O resultado aparece diretamente na lavoura, com ganhos consistentes de rendimento e uso mais racional de insumos.

    Dados e genética no centro das decisões

    Um dos exemplos dessa transformação é o uso combinado de agricultura digital e portfólio genético para definir densidade de semeadura, posicionamento de híbridos e manejo nutricional. Com base em dados históricos, variabilidade do solo e potencial produtivo de cada área, o sistema orienta o agricultor a tomar decisões mais precisas desde o plantio.

    Na prática, isso significa abandonar médias gerais e trabalhar com recomendações específicas para cada parte da lavoura. Ao considerar o comportamento individual dos híbridos e as condições locais, a tecnologia permite explorar melhor o potencial genético das sementes, reduzindo riscos e desperdícios.

    Segundo especialistas do setor, a estabilidade produtiva passa a ser tão importante quanto o teto de produtividade. “A integração entre genética, posicionamento e ferramentas digitais cria um sistema mais equilibrado, que responde melhor às variações do ambiente”, avalia Marco Túlio, líder do negócio de milho da Bayer no Brasil.

    Resultados comprovados na lavoura

    Os efeitos dessa abordagem já aparecem nos números. Na última safra de inverno, áreas que adotaram o modelo somaram mais de 180 mil hectares e registraram ganhos médios entre quatro e sete sacas por hectare. Além disso, a taxa de sucesso superou 80%, indicador considerado elevado para uma cultura altamente sensível a clima e manejo.

    Para Marlon Denez, líder de soluções digitais para milho, os dados confirmam a maturidade da tecnologia. “Os resultados mostram que não se trata mais de promessa. Há retorno claro sobre o investimento, mesmo em safras desafiadoras”, afirma. Segundo ele, a combinação entre dados, genética e recomendações personalizadas tem se mostrado decisiva para aumentar produtividade e rentabilidade.

    Flexibilidade no manejo é diferencial

    Outro ponto que tem impulsionado a adoção da agricultura digital no milho é a flexibilidade. O agricultor pode escolher em quais áreas aplicar as recomendações e comparar os resultados com o manejo tradicional. Dessa forma, a tecnologia se adapta ao sistema produtivo da fazenda, e não o contrário.

    Além disso, o uso de plataformas digitais permite integrar informações de plantio, colheita e fertilização, facilitando ajustes ao longo do ciclo. Com isso, o produtor ganha autonomia para testar estratégias, escalar a tecnologia gradualmente e tomar decisões baseadas em dados reais da própria operação.

    Agilidade acompanha o ritmo do campo

    Atenta à dinâmica da lavoura, a entrega das prescrições passou a ocorrer em até 24 horas. Em muitos casos, as recomendações são geradas quase em tempo real. Essa agilidade faz diferença em um cenário de janelas curtas de plantio, no qual decisões atrasadas podem comprometer o desempenho da safra.

    “Sabemos que o tempo do campo é diferente. Por isso, a tecnologia precisa acompanhar o ritmo do produtor”, destaca Denez. A rapidez no acesso às informações reduz gargalos operacionais e aumenta a eficiência no momento mais crítico da cultura.

    Caminho para uma produção mais sustentável

    Ao integrar genética e agricultura digital, o cultivo do milho avança também no uso mais consciente de recursos. A aplicação de insumos em taxa variável e o melhor aproveitamento do potencial produtivo ajudam a reduzir excessos, melhorar a eficiência e contribuir para uma produção mais sustentável.

    Nesse contexto, a tendência é que soluções baseadas em dados ganhem cada vez mais espaço no campo. A expectativa do setor é ampliar significativamente a área cultivada com esse modelo nos próximos anos, consolidando a agricultura digital como um dos principais motores de competitividade do milho brasileiro.

  • Revista científica retira estudo sobre segurança do glifosato após 25 anos

    Revista científica retira estudo sobre segurança do glifosato após 25 anos

    A revista científica norte-americana Regulatory Toxicology and Pharmacology despublicou oficialmente um artigo de 2000 que defendia a segurança do glifosato, agrotóxico mais utilizado no mundo. A decisão expõe problemas éticos, falta de integridade científica e levanta dúvidas sobre os resultados da pesquisa que influenciou políticas regulatórias em diversos países, incluindo o Brasil.

    Gary M. Williams, Robert Kroes e Ian C. Munro assinaram o estudo publicado em abril de 2000, que concluía que o glifosato não representava risco de desenvolvimento de câncer em humanos. No entanto, documentos internos da Monsanto divulgados em 2017 durante processos judiciais nos Estados Unidos, conhecidos como “Monsanto Papers”, revelaram que funcionários da empresa ajudaram a redigir o artigo sem o devido reconhecimento como coautores.

    Em um e-mail de 2015, William Heydens, executivo da Monsanto, sugeriu repetir a estratégia adotada no artigo de 2000. “Uma opção seria manter os custos baixos fazendo nós mesmos a redação e eles apenas editariam e assinariam seus nomes, por assim dizer. Lembre-se que foi assim que lidamos com Williams, Kroes e Munro, 2000”, escreveu Heydens, segundo documentos judiciais.

    O editor-chefe da revista, Martin van den Berg, destacou em comunicado de dezembro de 2025 várias “preocupações” e “problemas críticos” no estudo. Entre eles, a falta de clareza sobre os verdadeiros autores do texto e a ausência de menção ao envolvimento de funcionários da Monsanto, atualmente parte do grupo Bayer, na redação do artigo.

    O artigo também baseou suas conclusões exclusivamente em estudos não revisados por pares e fornecidos pela própria Monsanto. Portanto, ignorando pesquisas já publicadas à época que contradiziam suas conclusões. Além disso, investigações indicam que os autores podem ter recebido compensações financeiras não divulgadas da empresa.

    Estudo influenciou regulamentação do glifosato no Brasil e no mundo

    A pesquisa exerceu influência significativa em debates regulatórios sobre o uso de agrotóxicos globalmente. No Brasil, o artigo foi um dos estudos científicos citados no processo de reavaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que manteve a substância autorizada no país. O processo iniciou em 2008 e concluiu em 2019, quando a Anvisa determinou que o agrotóxico não causava prejuízos à saúde.

    Pesquisadores Alexander Kaurov, da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia, e Naomi Oreskes, historiadora da ciência da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, solicitaram formalmente a retratação do artigo. Em análise publicada em setembro de 2024, eles descobriram que o artigo está entre os 0,1% mais citados na literatura acadêmica sobre glifosato.

    Van den Berg tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos do único autor ainda vivo, Gary M. Williams. Robert Kroes faleceu em 2006 e Ian Munro em 2011. A despublicação seguiu uma análise cuidadosa das diretrizes do COPE (Committee on Publication Ethics), que regem o comportamento acadêmico.

    Anvisa utilizou estudo controverso na reavaliação do agrotóxico no Brasil

    O glifosato serve como base para mais de cem produtos disponíveis no mercado brasileiro, com uso em plantações agrícolas e também em jardins. Em 2015, durante o processo de reavaliação no Brasil, a IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), ligada à OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou a substância como “provavelmente cancerígena” em humanos.

    Procurada pela imprensa, a Anvisa informou que “qualquer consideração seria necessário a avaliação da área técnica”. E destacou que o artigo em questão “não foi o único dado, pesquisa ou informação utilizada para avaliação da Anvisa”. A agência afirmou que, para o processo de reavaliação, analisa um conjunto extenso de dados e estudos relacionados ao tema.

    Karen Friedrich, toxicologista do Grupo Temático de Saúde e Ambiente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), observa que a prática de “ghostwriting” aparece diversas vezes nos Monsanto Papers. Indicando que funcionários da Monsanto teriam escrito outros artigos assinados posteriormente por cientistas e publicados em revistas científicas.

    Bayer afirma que glifosato é seguro e usado há mais de 40 anos

    A Bayer, em nota enviada à imprensa, afirmou que o glifosato tem sido usado “com segurança e sucesso em todo o mundo há mais de 40 anos”. A empresa declarou ainda acreditar que “o envolvimento da Monsanto foi adequadamente citado nos agradecimentos”. E que “o consenso entre órgãos reguladores em todo o mundo que conduziram suas próprias avaliações independentes baseadas no peso das evidências é que o glifosato pode ser usado com segurança conforme orientado e não é cancerígeno”.

    A Bayer adquiriu a Monsanto em 2018 por US$ 63 bilhões e herdou um passivo de mais de 67 mil processos judiciais nos Estados Unidos. Ações movidas por vítimas de câncer resultaram em bilhões de dólares em indenizações, e a empresa já pagou US$ 11 bilhões para resolver extrajudicialmente mais de 100 mil processos.

    Em janeiro de 2024, um júri da Pensilvânia condenou a Bayer ao pagamento de US$ 2,25 bilhões após concluir que a Monsanto “não alertou sobre os perigos” do Roundup. A empresa aguarda decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a admissibilidade de um novo recurso relacionado aos litígios do glifosato.

    Especialistas pedem nova reavaliação do produto no país

    Alan Tygel, membro da coordenação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, afirma que a despublicação do artigo “coloca em xeque o próprio resultado da reavaliação da Anvisa”. Ele defende que a reavaliação de agrotóxicos no Brasil deve ser iniciada quando há informações científicas novas sobre os produtos que estão em uso. E propõe que a venda desses agrotóxicos seja liminarmente suspensa para proteger a saúde das pessoas.

    Karen Friedrich também defende que “a Anvisa deveria colocar o glifosato em reavaliação novamente, porque as pessoas estão adoecendo e morrendo por conta desse agrotóxico”.

    A despublicação reforça as suspeitas sobre os danos da substância à saúde humana. E abre caminho para novos questionamentos à comercialização do produto no Brasil e no mundo. O advogado Brent Wisner, que representou vítimas em processos contra a Monsanto, classificou o estudo como “o exemplo por excelência de como empresas como a Monsanto podem minar fundamentalmente o processo de revisão por pares através de ghostwriting, seleção tendenciosa de estudos não publicados e interpretações enviesadas”.

  • Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    A Bayer apresentou, nesta terça-feira, 9, os resultados da plataforma PRO Carbono durante a quarta edição do Carbon Science Talks, realizado na Amcham Brasil, em São Paulo. O evento reuniu empresas, pesquisadores e agricultores para discutir descarbonização das cadeias agrícolas e práticas regenerativas no campo.

    Com apoio de 47 especialistas e 19 instituições, incluindo Embrapa, INTA e INTI, a Bayer desenvolveu metodologias científicas, ferramentas digitais e modelos escaláveis para quantificar emissões e remoções de carbono, orientar práticas de agricultura regenerativa e comprovar impactos ao longo da cadeia.

    PRO Carbono: de programa a plataforma regional

    O PRO Carbono integra atualmente mais de 3 mil agricultores no Brasil, Argentina e Paraguai, cobrindo mais de 3 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Nas áreas participantes, práticas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura do solo resultaram em:

    • Ganho médio de 11% na produtividade anual
    • Aumento de 9% na estabilidade produtiva
    • Redução de até 50% na pegada de carbono, podendo superar 70% com manejo aprimorado
    • Aumento de 50% no sequestro de carbono, mesmo em condições climáticas adversas

    Até 2025, os projetos já removeram 1,39 milhão de toneladas de CO₂eq, equivalente a 231 mil hectares em reflorestamento. Produtores com maior adoção registraram remoções médias de 2,1 tCO₂eq/ha/ano, acima da média científica de 1,4 tCO₂eq/ha/ano, segundo Marina Menin, diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.

    Plataforma conecta agricultura, indústria e mercado

    O evento também marcou a evolução do PRO Carbono para uma plataforma regional, reunindo mais de 20 projetos para mensuração de carbono, adoção de práticas regenerativas e comprovação de impactos em escala.

    Um exemplo é a parceria com a Viterra na Argentina, envolvendo 1.200 produtores e 2 milhões de hectares de soja com pegada de carbono calculada. No primeiro ano, as áreas participantes reduziram a pegada em 35%, podendo chegar a 60% com intensificação das práticas. A expansão para o Paraguai está prevista.

    Marcos Quaine, líder de Sustentabilidade da Viterra Conosur, afirma: “A gestão de emissões de carbono deixou de ser tema ambiental para se tornar um atributo estratégico de negócio. O objetivo é escalar soluções com valor para produtores, indústria e consumidores.”

    Ciência, dados e soluções digitais

    A plataforma é habilitada por ferramentas científicas e digitais que reduzem incertezas e garantem rastreabilidade. Entre elas:

    • Footprint PRO Carbono (Embrapa): calcula pegada de carbono e gera relatórios auditáveis
    • PROCarbon-Soil (PROCS): estima potencial de sequestro de carbono no solo
    • Conecta PRO Carbono: sistema MMRV para medir, monitorar, reportar e verificar impactos

    Segundo Marina Menin, “as soluções conectam a cadeia agrícola, apoiam metas de descarbonização do Escopo 3 e garantem rastreabilidade, transparência e credibilidade na ação climática.”

    Finanças sustentáveis para produtores

    Em parceria com o Rabobank, o PRO Carbono oferece incentivos financeiros atrelados a resultados ambientais. Produtores devem cumprir KPIs de ESG, com foco em emissões de gases de efeito estufa e plano de redução. Cada indicador gera desconto adicional na taxa, podendo ultrapassar 0,6%, segundo Taciano Custodio, head de Sustentabilidade da América do Sul no Rabobank.

    “Unimos forças para acelerar a descarbonização da agricultura, oferecendo recursos, conhecimento e ferramentas que geram impacto real e vantagem competitiva para produtores”, afirma Custodio.

    Reconhecimento do mercado

    A Bayer foi uma das vencedoras do Prêmio Eco 2025 da Amcham Brasil, reconhecendo empresas que usam a sustentabilidade como vetor estratégico de competitividade. Em 2025, a plataforma participou de nove premiações do setor, com sete projetos publicados e três premiados, consolidando seu papel na minimização da pegada de carbono e competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.

  • Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    O sucesso de uma lavoura de soja começa muito antes da semeadura. Garantir uma área livre de plantas daninhas é essencial para um arranque vigoroso, e quando aliado ao tratamento industrial de sementes, a cultura recebe proteção extra contra doenças, pragas e desafios iniciais do campo.

    Pré-plantio: cuidado que define a safra

    Felipe Stefaroli, gerente técnico de portfólio para soja e algodão da Bayer, ressalta a importância dessa fase:

    “É nesse estágio que o produtor deve se preocupar com o estabelecimento da cultura, garantindo um bom preparo da área, controle de plantas daninhas resistentes e proteção inicial da semente. Esses cuidados são fundamentais para que a genética e a biotecnologia da soja possam expressar todo o seu potencial produtivo.”

    A resistência das plantas daninhas aos herbicidas já afeta cerca de 60% da área cultivada com soja no Brasil, podendo ultrapassar 65% até 2030. O manejo exige estratégias combinadas, incluindo plantio direto, herbicidas pré e pós-emergentes e rotação de mecanismos de ação.

    Produtos e soluções para controle de plantas daninhas

    Entre as ferramentas para o pré-plantio estão:

    • ConvintroDuo: herbicida pré-emergente que impede a emergência de plantas daninhas, seletivo para soja e sem efeito em culturas subsequentes.
    • Xtendicam: elimina plantas já estabelecidas e mantém efeito residual, indicado para soja Intacta2 Xtend.
    • Roundup Transorb TOP: herbicida pós-emergente de alta concentração, com surfactantes que facilitam o manejo e a aplicação.

    “O uso de pré-emergentes protege a cultura contra a competição inicial, enquanto os herbicidas pós-emergentes facilitam o controle antes do fechamento da lavoura”, explica Stefaroli.

    Tratamento industrial de sementes (TSI)

    Após a limpeza do campo, o tratamento de sementes garante defesa da plântula contra doenças e pragas iniciais. Os pacotes Guardião e Guardião+ protegem a soja até os estágios V4/V5 (cerca de 30 dias após a semeadura) e agora contam com o fungicida Evergol, primeira carboxamida da Bayer no tratamento industrial de sementes.

    Entre os benefícios do TSI estão: sementes já tratadas, maior segurança para o agricultor, economia de tempo e flexibilidade de uso, com tempo de prateleira de até 120 dias.

    Manejo de nematoides

    Os nematoides são pragas que comprometem a produtividade ao atacar as raízes. O produto Verango Prime oferece controle de longa duração, com baixa dosagem e amplo espectro. O manejo inclui rotação de culturas, uso de cultivares tolerantes e aplicação de produtos biológicos e químicos, garantindo raízes protegidas e desenvolvimento saudável da lavoura.

    “O conjunto de ações integradas permite melhores condições para o crescimento e rendimento da soja, transformando cada safra em oportunidade de crescimento”, reforça Stefaroli.

    Com portfólio integrado, a Bayer oferece soluções desde o pré-plantio até o manejo de pragas e doenças, permitindo que o produtor tenha mais segurança e maximize a produtividade da soja.

  • Prêmio Mulheres do Agro está com votação popular aberta

    Prêmio Mulheres do Agro está com votação popular aberta

    A 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro abriu a votação popular da categoria Ciência e Pesquisa. Entre 1º e 12 de setembro, o público pode acessar o site oficial, conhecer as finalistas e escolher a pesquisadora que merece reconhecimento por desenvolver projetos inovadores e sustentáveis para o agronegócio.

    O prêmio, realizado em parceria com a Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), tem como objetivo destacar o papel das mulheres na ciência aplicada ao setor e incentivar a representatividade feminina em posições de liderança e inovação.

    Como funciona a votação

    As finalistas foram selecionadas por uma banca técnica especializada, que avaliou trajetórias acadêmicas, profissionais e pessoais, considerando pesquisas inovadoras, soluções sustentáveis e tecnologias aplicadas ao campo.

    A etapa final é conduzida pelo voto popular, que garante participação da comunidade no reconhecimento dessas cientistas.

    “A categoria Ciência e Pesquisa valoriza o papel fundamental das mulheres na inovação do agronegócio e fortalece o protagonismo feminino na ciência”, afirma Amanda Bernardi, gerente de Engajamento Científico para a América Latina da Bayer.

    Conheça as finalistas

    Carolina Cardoso Deuner –  é engenheira agrônoma (UFV), mestre em Fitossanidade (UFPel) e doutora em Fitopatologia (UFLA). Professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), coordena o Curso de Especialização em Proteção de Plantas e atua como fitopatologista da Protscience Soluções Agronômicas. Sua pesquisa foca no manejo integrado de doenças em grandes culturas, com ênfase no controle químico e biológico, sempre com foco na inovação e sustentabilidade.

    Dalilla Carvalho Rezende –  é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa, com mestrado e doutorado em Fitopatologia pela ESALQ/USP e pós-doutorado na mesma instituição. Professora do Instituto Federal do Sul de Minas, atua na graduação e pós-graduação, com pesquisas voltadas ao manejo sustentável de doenças de plantas, uso de produtos naturais e biológicos, e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à cafeicultura e fruticultura.

    Solange Maria Bonaldo –  é professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), referência em fitopatologia e nanotecnologia aplicada à agricultura. Agrônoma formada pela Universidade Estadual de Maringá, mestra em Produção Vegetal e doutora em Fitopatologia, dedica-se ao controle biológico de doenças, diagnóstico de enfermidades e uso de nanosistemas agrícolas para melhorar eficiência produtiva e sustentabilidade nos sistemas agrícolas de Mato Grosso.

    A vencedora será anunciada no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em 22 de outubro, com transmissão online. A premiada receberá R$ 20 mil para investir em pesquisas ou novos projetos na instituição a que estiver vinculada.

  • Icafolin-metil: novo herbicida promete combater resistência de plantas daninhas

    Icafolin-metil: novo herbicida promete combater resistência de plantas daninhas

    A Bayer acaba de submeter pedidos de registro para seu novo herbicida Icafolin-metil na União Europeia. A empresa já havia protocolado solicitações no Brasil, Estados Unidos e Canadá. Este produto representa o primeiro mecanismo de ação inédito em mais de três décadas para controle pós-emergencial de plantas daninhas.

    O mercado global projeta vendas de aproximadamente € 750 milhões para o Icafolin. A Bayer planeja o lançamento comercial a partir de 2028. O Brasil será o primeiro país a receber o produto.

    O Icafolin pertence a uma classe química completamente nova. Suas propriedades únicas permitem aplicações com doses reduzidas e direcionamento específico. O produto também apresenta perfil excepcional de segurança ambiental.

    A molécula funciona como complemento ao glifosato e outros herbicidas existentes. Esta característica oferece solução inovadora contra a crescente resistência de plantas daninhas. O problema ameaça diretamente a produção global de alimentos.

    “As plantas daninhas ameaçam a segurança alimentar e a subsistência dos agricultores”, explica Mike Graham, líder global de P&D da divisão agrícola da Bayer. “Investir em inovações disruptivas como o Icafolin é vital para o futuro da agricultura.”

    Brasil receberá primeiro lançamento comercial em 2028

    A resistência de ervas daninhas avança globalmente nos últimos anos. Essas espécies competem com culturas agrícolas por luz, água e nutrientes. O resultado impacta negativamente o rendimento e a qualidade da produção.

    O Icafolin foi desenvolvido inicialmente para soja, cereais, leguminosas e oleaginosas. O produto também atende cultivos de frutas de caroço, pomar, nozes, uvas e cítricos.

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    O mecanismo de ação único “congela” as plantas daninhas tratadas nos campos. Estas param de competir com as culturas, mas permanecem no local por mais tempo. A cobertura formada previne erosão e retém umidade no solo.

    Produto reduz necessidade de preparo do solo

    O controle eficaz de ervas daninhas diminui a necessidade de preparo mecânico do solo. Esta característica apoia práticas de agricultura regenerativa. O resultado melhora a saúde do solo a longo prazo.

    As propriedades intrínsecas do Icafolin favorecem aplicações localizadas. O produto também permite o uso de doses menores que herbicidas convencionais.

    Rachel Rama, vice-presidente global sênior da Bayer, destaca a importância da tecnologia CropKey. “Não estamos apenas respondendo aos desafios agrícolas atuais”, afirma. “Estamos sendo proativos e antecipando necessidades futuras.”

    Inteligência artificial acelera desenvolvimento

    O CropKey representa a abordagem inovadora de P&D da Bayer. A tecnologia otimiza formulações considerando múltiplas dimensões simultaneamente. Os critérios incluem eficácia, segurança, sustentabilidade e conveniência para o agricultor.

    A inteligência artificial acelera significativamente a jornada do conceito ao mercado. Esta velocidade permite que agricultores tenham acesso mais rápido a produtos eficazes e ambientalmente responsáveis.

    O Icafolin é o primeiro produto desenvolvido completamente com a metodologia CropKey. A tecnologia continuará acelerando o desenvolvimento de moléculas futuras. O foco será proteínas específicas em plantas daninhas, pragas e doenças de cultivos.

    Após o lançamento no Brasil em 2028, a Bayer prevê comercializar o Icafolin nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e outras regiões. A expansão global ocorrerá nos anos subsequentes.

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  • Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    A Bayer apresentou, durante o 10º Congresso Brasileiro de Soja Mercosoja 2025, realizado em Campinas (SP), quatro novas tecnologias voltadas à cultura da soja. Os lançamentos abrangem diferentes frentes do manejo da lavoura: tratamento de sementes, herbicidas, inseticidas e fungicidas.  O evento é promovido a cada três anos pela Embrapa Soja e reúne representantes de todos os setores da cadeia produtiva. Esta edição celebra os 100 anos de plantio de soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja, centro de pesquisa que se tornou referência mundial na tropicalização da cultura.

    “A Bayer é a empresa do agronegócio que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Por esse motivo, nós temos uma série de inovações que são lançadas todos os anos”, afirmou Guilherme Hungueria, gerente de cultivos da empresa.

    Evergol: proteção desde o tratamento da semente

    Entre os destaques do portfólio está o Evergol, novo fungicida à base de carboxamida, indicado para o tratamento de sementes. Segundo Hungueria, a proposta é garantir que doenças e pragas iniciais não afetem a produção.

    “É uma carboxamida que transloca muito bem na planta, é muito sistêmica, isso faz com que ela tenha um residual muito positivo e dure por mais tempo no controle das doenças”, explicou.

    A inovação chega para somar ao novo conceito lançado pela empresa para o tratamento de sementes (TS), com os pacotes Guardião e Guardião+, voltados à proteção da semente e da plântula até 30 dias após a semeadura.

    Convintro Duo: ação pré-emergente contra ervas daninhas

    Outra frente abordada pela Bayer é o manejo de plantas daninhas, com o lançamento do herbicida Convintro Duo. “No momento do plantio, o agricultor faz um preparo em pré-emergência da cultura da soja. Ele vai aplicar um inseticida antes mesmo da soja nascer, pra garantir que as plantas daninhas que ainda não nasceram, não nasçam”, explicou o gerente.

    Guilherme Hungueria, Gerente de Cultivos Bayer – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    Segundo ele, o Convintro Duo combina dois ativos inéditos para a cultura da soja: Metribuzim e Diflufenicam, que garantem proteção prolongada sem afetar o desenvolvimento da cultura.

    “Hoje, no Brasil, mais de 60% da área de soja já tem a presença de ervas daninhas resistentes aos herbicidas. Novos produtos são importantes nesse sentido.”

    Inseticida contra mosca-branca chega em pré-lançamento

    Entre os lançamentos que ainda estão em fase de pré-registro, o destaque é o Plenexus Care, inseticida indicado para o controle da mosca-branca, praga que tem ganhado força nas últimas safras.

    “Ele transloca tanto via xilema quanto via floema. Isso é importante porque, quando uma folha nova de soja nasce, e o produto ainda está ativo na planta, aquela folha que não recebeu a aplicação também vai estar protegida”, explicou Hungueria. “Isso garante uma proteção por mais tempo para uma praga que é tão importante como a mosca-branca.”

    O produto é considerado de alta sistemicidade e está sendo lançado globalmente. No Brasil, chega como pré-lançamento nesta safra, com previsão de registro completo no ano seguinte.

    Fox Ultra: novo membro da família campeã de fungicidas

    Fechando o pacote de novidades, a Bayer apresentou o Fox Ultra, um fungicida que integra a família Fox, líder de mercado há mais de uma década. A nova formulação reúne três moléculas — protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina — e tecnologia Leafshield, que melhora a aderência e a absorção na planta.

    “O Fox Ultra já vem credenciado como produto vencedor de todas as categorias que ele participou na rede da Embrapa”, ressaltou Hungueria. “A gente fica muito satisfeito de trazer o produto nesse momento em que ele ganhou todas as categorias aí que ele competiu na rede.”

    Equipe Bayer durante o 10º CBSoja – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    O foco principal são as doenças mais críticas da soja: ferrugem, mancha-alvo e podridão.

    Compromisso com inovação e com o produtor

    A Bayer reforçou ainda sua estratégia de atuação colaborativa. Para Hungueria, o congresso é uma oportunidade de mostrar soluções, mas também de aprendizado e escuta.

    “Esse evento é o momento em que a gente se conecta com diversos elos da cadeia pra falar sobre o trabalho que a gente faz e para ouvir o trabalho que essas pessoas também fazem. Porque nós somos uma empresa extremamente colaborativa, que quer chegar no resultado, no agricultor.”

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  • Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Um passo firme no campo, outro na gestão moderna e um olhar atento ao futuro: assim caminha o protagonismo feminino na produção de leite no Brasil. Em um cenário de alta capilaridade – presente em 98% dos municípios do país – o setor lácteo ganha cada vez mais força com a atuação de mulheres que aliam tecnologia, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades.

    Três exemplos dessa transformação são Alessandra Barth, Lisiane Rocha Czech e Maria Lúcia Bessa, premiadas no Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio). Cada uma, em sua realidade, rompeu barreiras e tornou sua fazenda um modelo de equilíbrio entre produtividade e responsabilidade ambiental.

    Gestão, tecnologia e bem-estar animal

    Alessandra Barth, 3º lugar na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023 – Foto: Arquivo Pessoal

    Ex-professora, Alessandra Barth assumiu o Sítio São Jorge, em Ipiranga (PR), em 2021. Terceira colocada na categoria pequena propriedade em 2023, ela implantou um modelo de gestão baseada em dados, com software zootécnico e financeiro, inseminação artificial e uso de colares inteligentes para monitoramento do rebanho. A fazenda também adota energia solar e reaproveitamento de dejetos como adubo, resultando em economia de até 90% nas contas de energia.

    Além da eficiência, o bem-estar animal é prioridade. “Uma vaca que não está bem e não está confortável, não produz”, resume Alessandra. O reconhecimento do prêmio, segundo ela, mostrou que o caminho da inovação e da sensibilidade pode – e deve – caminhar junto no campo.

    Lisiane Rocha Czech, 3º lugar na categoria grande propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, faz palestra para produtoras do Paraná e da Alemanha – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria grande propriedade, quem brilhou foi Lisiane Rocha Czech, da Fazendinha Sofia, em Teixeira Soares (PR). Desde 1992 à frente do negócio, ela modernizou a propriedade de 182 hectares, que hoje abriga 402 animais de alto rendimento. A adoção de energia fotovoltaica, plantio direto, logística reversa e manejo sustentável consolidou sua posição como referência.

    Para Lisiane, o prêmio abriu novas possibilidades de troca de experiências. Em março, ela reuniu mais de 200 mulheres em um dia de campo, inclusive produtoras rurais vindas da Alemanha. “A atividade leiteira é intensa, cheia de detalhes. E é isso que me motiva: os desafios constantes”, afirma.

    Modelo de agricultura regenerativa no Centro-Oeste

    Maria Lúcia Bessa – 2º lugar na categoria média propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024 – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria média propriedade, a 2ª colocação foi para Maria Lúcia Bessa, da Fazenda São Tomaz, em Rio Verde (GO). Autodidata, ela transformou a fazenda em um laboratório vivo de agricultura regenerativa, com recuperação de nascentes, pastagem rotacionada e uso de energia solar. A propriedade alia produtividade com redução do impacto ambiental. “Equilibrar inovação com respeito ao meio ambiente é o que guia nosso trabalho”, afirma.

    Nestlé fortalece apoio às mulheres do agro

    Para 2025, o Prêmio Mulheres do Agro conta com uma nova apoiadora institucional: a Nestlé Brasil. A empresa já investe no protagonismo feminino com o programa Força da Moça, além de promover práticas sustentáveis no leite por meio do Nature por Ninho. A parceria com a premiação visa ampliar a participação de mulheres no setor e fortalecer pilares ESG (ambiental, social e de governança).

    “Acreditamos que fortalecer o papel da mulher no campo é essencial para o avanço do agronegócio”, afirma Bárbara Sollero, Head de Agricultura Regenerativa da Nestlé. Priscila Araújo, da Bayer, complementa: “Unimos forças por um futuro mais equitativo e sustentável”.

    As inscrições para a edição de 2025 estão abertas até 31 de julho, no site oficial do prêmio.

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  • Bayer destaca genética, controle de doenças e incentivo ao consumo de hortaliças na 30ª Hortitec

    Bayer destaca genética, controle de doenças e incentivo ao consumo de hortaliças na 30ª Hortitec

    Com um estande movimentado e repleto de lançamentos, a Bayer participa da 30ª Hortitec, realizada entre os dias 25 e 27 de junho, em Holambra (SP), destacando suas estratégias para impulsionar o setor de hortaliças no Brasil. A empresa apostou na força da marca Seminis — linha de sementes de hortaliças da divisão Vegetables by Bayer — e em dois novos defensivos agrícolas com moléculas inéditas, voltados para o controle de doenças em culturas de alto valor agregado.

    A presença da Bayer na feira também envolveu iniciativas voltadas ao consumidor final. Com a campanha “Raízes do Sabor”, a empresa levou chefs de cozinha para preparar receitas com hortaliças durante o evento, reforçando a conexão entre alimentação saudável e o trabalho no campo. “A alimentação saudável vai de encontro com a missão da Bayer, que é ‘Saúde para todos, fome para ninguém’”, ressaltou Rafael Teixeira, gerente de contas da Seminis no Brasil.

    Portfólio Seminis aposta em resistência, produtividade e novos hábitos de consumo

    O portfólio da Seminis no Brasil conta atualmente com cerca de 120 variedades de sementes, distribuídas em 20 culturas. Durante a Hortitec, a marca apresentou soluções tanto para o agricultor quanto para as novas demandas do mercado consumidor. “As soluções para o agricultor em campo começam através de uma boa genética, que entrega produtividade, resistência a doenças e rusticidade. São essas características que o portfólio Seminis Bayer traz”, destacou Rafael.

    Rafael Teixeira e Fábio Maia – Foto: Agro em Campo/Pedro H. Lopes

    Entre os principais lançamentos está o tomate ComandanTY, desenvolvido com resistência à virose TYLCV (Tomato Yellow Leaf Curl Virus), uma das doenças mais preocupantes para a cultura. Para o Nordeste do país, a Bayer aposta no pimentão Landau, com alta rusticidade e tolerância à pressão bacteriana. Outro destaque é a cebola Codal, indicada para cultivo no fim do ano, especialmente em áreas de clima quente e seco.

    Além das soluções para o campo, a empresa apresentou produtos com foco direto no consumidor. Um deles é o “Bom de Mays”, milho doce tipo americano, voltado ao consumo fresco e ideal para churrascos. “Chamamos de milho americano pois é um milho que se usa para churrasco em outros países e que a gente quer fomentar no Brasil. É um milho extremamente saboroso e com apelo visual muito forte”, afirmou Rafael.

    Melão Orange Candy – Foto: Agro em Campo/Pedro H. Lopes

    Outro produto em evidência foi o melão Orange Candy, com casca amarela e polpa alaranjada. “É um melão muito doce, muito saboroso, de alta qualidade visual e sensorial. Boa parte do melão consumido na Europa é produzido no Rio Grande do Norte e Ceará. Com o Orange Candy, queremos trazer esse padrão premium também para o mercado nacional”, completou.

    Lançamentos em defensivos ampliam o controle de doenças difíceis no hortifrúti

    Na divisão de proteção de cultivos, a Bayer lançou dois fungicidas com propostas complementares e abrangência para várias culturas hortícolas. O Xivana Smart é indicado para o controle da requeima e do míldio, doenças que comprometem seriamente culturas como batata, tomate, cebola, uva e alface. O produto combina dois modos de ação distintos, o que aumenta a eficácia e a resistência das plantas.

    Já o Valpura tem ação sobre pintas bacterianas em batata e tomate, além de atuar contra oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana — enfermidades que frequentemente desafiam os produtores. “A gente entende que essas duas inovações vão contribuir muito com o manejo do agricultor, porque são produtos com moléculas inovadoras. Isso significa uma performance de controle superior, é isso que o agricultor espera”, explicou Fábio Maia, gerente de portfólio de Frutas e Vegetais da Bayer.

    Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    Segundo ele, os lançamentos fazem parte de uma visão mais ampla da empresa sobre inovação no agro. “A tecnologia vem desde a semente até a pesquisa e desenvolvimento de moléculas para o manejo de pragas e doenças. Hoje, nosso portfólio tem mais de 50 produtos voltados ao hortifrúti, cobrindo mais de 40 culturas. Essa amplitude faz com que a gente consiga oferecer soluções reais para os desafios do dia a dia no campo”, afirmou.

    Durante a feira, o estande da Bayer também serviu como espaço de troca entre técnicos, pesquisadores, produtores e representantes comerciais. A empresa reforçou a importância de oferecer um pacote tecnológico completo, que vá da escolha da semente ao controle de pragas e à entrega de alimentos saudáveis ao consumidor final.

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