Tag: Bahia

  • Chapada Diamantina quer virar maior polo de frutas vermelhas do Brasil

    Chapada Diamantina quer virar maior polo de frutas vermelhas do Brasil

    A Chapada Diamantina avança para consolidar sua posição como um dos principais polos nacionais de frutas vermelhas. Combinando clima favorável, tecnologia de ponta e forte apoio institucional, a região busca ampliar sua escala produtiva e fortalecer a agricultura familiar.

     Para acelerar esse crescimento, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou uma visita técnica, nesta sexta-feira (31), a unidades de agroindústria em Barra da Estiva e Mucugê. O objetivo da agenda foi articular novas parcerias entre empresas e cooperativas locais.

     O secretário Pablo Barrozo enfatizou o potencial extraordinário do mercado de frutas vermelhas no estado. “Esse avanço só é possível fortalecendo o diálogo, articulando parcerias e projetos que reforçam o trabalho de todos os produtores da região, sejam pequenos, médios ou grandes”, afirmou Barrozo.

     Tecnologia aumenta produtividade em Barra da Estiva

     A primeira parada da comitiva foi na cidade de Barra da Estiva, na Peterfrut. A empresa, uma referência nacional no cultivo de morango com mais de 30 anos de atuação, adotou o moderno sistema de produção suspensa.

     Segundo Aguilar Peterle, fundador da empresa, essa transição é inevitável. “A mudança do cultivo no solo para o modelo suspenso avança por fatores técnicos, econômicos e pelas exigências do mercado”, explicou. O método garante maior produtividade, reduz o consumo de água e energia e diminui o custo por quilo produzido.

     Cooperativa em Mucugê multiplica capacidade com apoio estadual

     Em Mucugê, a visita foi à Coopchapada, uma cooperativa com dez anos de experiência e 80 associados, que se destaca no processamento de frutas congeladas e polpas. Com apoio do programa Bahia Produtiva, a unidade agora tem capacidade para processar até 500 quilos de frutas por hora, trabalhando com framboesa, morango e outras.

    Foto: Tiago Dantas / Seagri

     Cristiano Rocha, presidente da cooperativa, destacou o impacto do investimento público. “A Coopchapada é um exemplo de como o investimento público pode alavancar a produção local, agregando valor e criando oportunidades para os agricultores familiares”, disse. A estrutura tem potencial para multiplicar em até dez vezes sua capacidade atual de beneficiamento.

     Estratégia inclui pequenos produtores

     Para que a modernização chegue a todos, o governo e as instituições discutem a criação de estruturas coletivas e unidades-piloto. A ideia é permitir que pequenos produtores também acessem tecnologias como o cultivo suspenso.

     Paulo Sérgio Ramos, agrônomo da Seagri, explicou a estratégia. “Queremos encurtar o tempo de transição e mostrar ao agricultor familiar que o modelo suspenso é uma possibilidade mais rentável”, disse. Ele acrescenta que sistemas como fertirrigação e estufas, embora exijam investimentos altos, podem se viabilizar por meio de consórcios entre produtores, prefeituras e associações, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

  • Nova usina fortalece pesca artesanal na Baía de Todos-os-Santos

    Nova usina fortalece pesca artesanal na Baía de Todos-os-Santos

    A Baía de Todos-os-Santos agora conta com uma Usina de Beneficiamento de Pescados que promete revolucionar a pesca artesanal da região. O governo da Bahia inaugurou o equipamento nesta quinta-feira (16) na ilha de Bom Jesus dos Passos, em uma cerimônia que reuniu pescadores, marisqueiras e representantes de instituições nacionais e internacionais.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e a Bahia Pesca entregaram a estrutura que resultou da parceria entre a Fundação Baía Viva, a Associação Amigos da Sardenha (Itália) e a Colônia de Pescadores Z3.

    Governo baiano prioriza desenvolvimento sustentável da pesca

    André Cavalcanti, diretor-geral da Seagri, representou o secretário Pablo Barrozo no evento e destacou o compromisso do Estado com a pesca artesanal.

    “A implantação da usina representa um avanço estratégico para agregar valor à produção local e fortalecer a economia da pesca artesanal. A Bahia tem uma extensa faixa litorânea e o nosso desafio é transformar esse potencial em projetos que irão agregar valor aos produtos da pesca, desenvolvimento sustentável e geração de renda para quem vive da economia do mar”, afirmou.

    Estrutura completa para beneficiamento e capacitação

    A usina ocupa 100 m² e reúne toda a infraestrutura necessária para o processamento de pescados. O espaço conta com bancadas, pias, depurador, freezers, fogão e área de apoio com banheiros e recepção.

    Além de processar a produção para venda, o complexo abrigará uma loja no espaço de restaurantes da ilha e funcionará como escola de capacitação para a comunidade pesqueira.

    Parceria internacional traz conhecimento e inovação

    Isabela Suarez, presidente da Fundação Baía Viva, celebrou a conquista como exemplo de cooperação efetiva. “A usina de beneficiamento é um sonho que se torna realidade. É a prova de que, quando sociedade civil, poder público e iniciativa privada se unem, o resultado transforma vidas, garantindo estrutura, dignidade e oportunidades para quem sempre viveu da pesca”, declarou.

    O projeto incluiu 200 horas de capacitação teórica com educadores brasileiros e italianos. A cooperação com a Associação Voluntária Italiana Amigos da Sardenha trouxe experiências internacionais para modernizar a pesca artesanal local.

    “Essa união entre Brasil e Itália mostra que solidariedade e compromisso com o desenvolvimento sustentável não tem fronteiras”, destacou Isabela.

    Processo rigoroso garante qualidade do pescado

    Jonatas Spínola, engenheiro ambiental e coordenador do projeto Baía Viva, explica que a usina segue etapas rigorosas de qualidade e segurança alimentar. O marisco pescado passa por limpeza com água corrente, cozimento, seleção e embalagem antes do armazenamento em câmaras frias.

    “Outros pescados de baixo valor comercial poderão se transformar em subprodutos como linguiça, hambúrguer, quibe e salgados, ampliando as possibilidades de renda para a comunidade”, explica o coordenador.

    Comunidade celebra dignidade e oportunidades

    As marisqueiras da ilha veem a usina como símbolo de reconhecimento profissional. Tatiane Santos, marisqueira local, comemora os benefícios que o espaço trará.

    “Esse espaço vai fortalecer o trabalho das mulheres, melhorar o beneficiamento do pescado e garantir mais renda para as famílias que tiram o sustento do mar”, celebrou.

    Antônio Jorge Teixeira, presidente da Colônia de Pescadores Z3, ressaltou o papel da mobilização coletiva na conquista.

    “Essa conquista é de todos nós que lutamos por melhores condições para quem vive da pesca. Quando a gente se junta, a gente vence. A união da comunidade foi decisiva para que o projeto se tornasse realidade”, afirmou.

    Antes da inauguração, a Seagri participou de encontros com a Associação Amigos da Sardenha, a Fundação Baía Viva e a Associação Comercial da Bahia. O governo baiano acredita que a experiência italiana impulsionará projetos existentes e inspirará novas iniciativas na Baía de Todos-os-Santos.

  • CNA e Faeb homenageiam 60 anos de avanços na agricultura baiana

    CNA e Faeb homenageiam 60 anos de avanços na agricultura baiana

    Na segunda-feira (13), a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) celebrou seus 60 anos com uma sessão solene na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador. O evento contou com a presença do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, que comandou a Faeb entre 2000 e 2018, e do presidente atual da Faeb, Humberto Miranda.

    A homenagem, proposta pelo deputado estadual Paulo Câmara, reuniu parlamentares, autoridades do governo estadual, sindicatos, produtores rurais e representantes do Sistema Faeb/Senar.

    João Martins ressaltou a transformação da pecuária baiana durante sua gestão e destacou o trabalho contínuo do Sistema CNA/Senar com a assistência técnica e gerencial (ATeG). O programa atende mais de 500 mil produtores rurais, impulsionando a gestão e a rentabilidade nas propriedades. “Temos uma equipe de 17 mil agrônomos, veterinários e técnicos de campo trabalhando junto aos produtores”, afirmou.

    O presidente da CNA também citou o Centro de Excelência em Zootecnia inaugurado recentemente em Feira de Santana, unidade que reforça a importância da pecuária para a Bahia e o Brasil.

    Evolução do setor agropecuário

    Humberto Miranda enfatizou a evolução do setor agropecuário baiano e brasileiro nas últimas seis décadas. “O Brasil passou de um importador a exportador de alimentos para mais de 190 países. Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas consomem produtos brasileiros”, afirmou. Ele destacou que a inovação, a tecnologia e a ciência promovidas pela Embrapa foram pilares dessa mudança.

    Deputado Paulo Câmara enalteceu a trajetória de João Martins à frente da Faeb e da CNA, afirmando que seus programas se tornaram referência nacional. “Sua reeleição unânime para mais um mandato à frente da CNA demonstra sua liderança, credibilidade e dedicação ao agronegócio brasileiro. É motivo de orgulho para o Brasil e para a Bahia”, concluiu.

  • Bahia bate recorde na produção agrícola com salto da fruticultura e do cacau

    Segundo a Produção Agrícola Municipal 2024 do IBGE, a Bahia registrou crescimento de 8,4% no valor da produção, atingindo o recorde histórico de R$ 47,3 bilhões e consolidando a sétima posição no ranking nacional.

    O desempenho positivo, que contrasta com a média do país, foi impulsionado principalmente pelo cacau, que teve alta de 176,7% (R$ 6,5 bi), e pela fruticultura, que cresceu 30,5% (R$ 7,4 bi) .

    O secretário estadual de Agricultura, Pablo Barrozo, atribui o resultado a políticas públicas e investimentos em infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional. Ele afirma que o trabalho conjunto com o setor produtivo visa consolidar a Bahia como um expoente agrícola, gerando mais desenvolvimento econômico, emprego e renda para a população .

    Fruticultura e cacau: as estrelas do crescimento

    Os dados do IBGE revelam o forte desempenho de culturas específicas e de municípios que se tornaram líderes nacionais.

    • Cacau: a produção saltou para R$ 6,5 bilhões, um crescimento extraordinário de 176,7%, consolidando a Bahia como um player global de cacau fino .
    • Fruticultura: o setor movimentou R$ 7,4 bilhões, com alta de 30,5%. Destaques incluem Juazeiro, maior produtor de manga do Brasil (R$ 1,037 bi). E Casa Nova, que cresceu 120% e se tornou o segundo maior polo frutícola (R$ 1,007 bi) .
    • Café, uva e outras frutas: a região da Chapada Diamantina viu o valor do café canephora aumentar 54% (R$ 2,286 bi). Enquanto a uva no Norte do estado gerou R$ 635 milhões.

    A Bahia também lidera a produção nacional de maracujá (35% do total) e de guaraná (63,3% da safra) .

    A soja segue como o produto de maior valor gerado no estado, com R$ 14,4 bilhões, mesmo registrando uma queda de 4,5% . São Desidério, no Oeste baiano, reafirmou sua posição como o maior produtor de soja do país e apresentou o segundo maior valor agrícola municipal do Brasil, com R$ 6,6 bilhões .

  • Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões de investimentos na Bahia para setor naval e fertilizantes

    Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões de investimentos na Bahia para setor naval e fertilizantes

    A Petrobras anunciou na quarta-feira (8) um investimento de R$ 2,6 bilhões na Bahia, destinado a fortalecer o setor naval e reativar a produção de fertilizantes no estado. O montante será aplicado na encomenda de novas embarcações e na reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Bahia, paralisada desde 2018.

    Em coletiva realizada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em Salvador, foram detalhados os planos que incluem também a operação e manutenção das fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe, com previsão de retorno das atividades até o final de 2025. A retomada deve elevar a produção nacional de fertilizantes nitrogenados em aproximadamente 20%, beneficiando o agronegócio brasileiro.

    Além de garantir a oferta para o setor agrícola, o investimento está alinhado com a expansão da produção nacional de gás natural, fator decisivo para a viabilidade econômica da Fafen. A presidente destacou que a Petrobras já aumentou o fornecimento de gás para o mercado interno, o que barateou o insumo essencial para a unidade fabril.

    Na quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, local onde será assinado um protocolo de intenções para viabilizar estudos sobre o uso do canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu como área de acostamento para plataformas de petróleo em descomissionamento.

    Estaleiro Enseada

    O Estaleiro Enseada, parceiro da Compagnie Maritime Monegasque (CMM) desde dezembro de 2024, está encarregado da construção de seis navios híbridos multipropósito (PSVs-OSRVs), parte do investimento da Petrobras para renovação da frota naval.

    O Ministério de Portos e Aeroportos também fará um aporte adicional de R$ 611,7 milhões para a construção de 80 embarcações que ampliarão as operações naval e aquaviária no estado, sendo R$ 550,5 milhões provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Este investimento deve gerar mais de 2 mil empregos diretos.

    No total, os investimentos no setor naval e de fertilizantes na Bahia devem criar cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos, reforçando a importância estratégica da região para a indústria naval e agrícola nacional.

  • Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) inaugurou, na sexta-feira (26), o Centro de Excelência em Zootecnia, em Feira de Santana. A nova unidade vai oferecer cursos gratuitos e terá foco especial na equinocultura.

    O presidente da CNA, João Martins, participou da cerimônia junto com o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito José Ronaldo. O evento reuniu ainda lideranças da Faeb, diretores do Senar, autoridades políticas, professores, alunos e tutores dos cursos. Em discurso, João Martins afirmou que o Centro de Excelência vai fortalecer a pecuária da Bahia e o desenvolvimento local. Além disso, ele destacou que os produtores encontrarão apoio para levar tecnologia e gestão às propriedades rurais.

    O presidente da Faeb, Humberto Miranda, reforçou o caráter transformador da iniciativa. Ele disse que o Centro vai gerar conhecimento, qualificar trabalhadores e transformar vidas com ciência e tecnologia.

    O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a unidade promove conhecimento e une os setores em torno da zootecnia. O prefeito José Ronaldo afirmou que o projeto vai capacitar homens e mulheres para atuar no setor rural e no agro local.

    Mais de 4 mil estudantes por ano

    Foto: divulgação – CNA/Senar

    Segundo André Sanches, diretor de Educação Formal do Senar, a meta é formar 4.160 alunos por ano. Os cursos atenderão demandas de qualificação em operação, gestão, planejamento e estratégias adaptadas ao mercado pecuário brasileiro.

    Estrutura

    A estrutura inaugurada possui oito blocos modulares, salas de aula, laboratórios de biologia, informática, biblioteca, auditório e área de convivência. Os alunos terão acesso a cursos presenciais e a distância, além de especializações na cadeia de equinos.

    O Centro vai abrir inscrições para as primeiras turmas no dia 6 de outubro. Os formados poderão atuar em propriedades rurais, agroindústrias, consultorias, empresas de assistência técnica e pesquisa.

    Com a unidade de Feira de Santana, o Senar soma quatro Centros de Excelência no país. Já funcionam os de Fruticultura, em Juazeiro (BA), de Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS), e de Cafeicultura, em Varginha (MG).

    Senar Qualifica

    Foto: divulgação CNA/Senar

    Durante o evento, o Senar lançou o programa Senar Qualifica, voltado para capacitar produtores e trabalhadores rurais em diferentes áreas. A iniciativa vai ofertar cursos híbridos, combinando aulas a distância e práticas presenciais.

    Um dos destaques é o curso de Manejo de Equinos, com 240 horas de carga horária. Em resumo, o conteúdo vai do manejo alimentar ao casqueamento, passando por doma racional, iniciação à equitação e preparação para eventos. A aula inaugural do curso de Manejo de Equinos aconteceu em Feira de Santana durante a inauguração do novo Centro.

     

  • Aplicativo ajuda produtor a reduzir defensivos na Bahia

    Aplicativo ajuda produtor a reduzir defensivos na Bahia

    Produtores de algodão e soja do Oeste da Bahia têm um aliado para reduzir defensivos. O MonitoraOeste, aplicativo gratuito da Embrapa e Abapa, indica o momento certo para aplicar produtos nas lavouras.

    A ferramenta combina dados climáticos e informações sobre doenças como ferrugem asiática da soja e mancha-da-ramulária do algodão. Essas ameaças podem causar prejuízos superiores a 75% da produção.

    O sistema também alerta sobre o bicudo-do-algodoeiro, praga capaz de comprometer até 87% da colheita. A tecnologia coleta dados em campo e usa modelos matemáticos para gerar mapas de risco.

    Com essas informações, o agricultor evita aplicações desnecessárias. A decisão passa a considerar presença do patógeno, plantas hospedeiras e condições climáticas. Isso reduz custos e impacto ambiental.

    “Sem essas informações, os agricultores seguem cronogramas fixos de fabricantes”, explica Julio Cesar Bogiani, pesquisador da Embrapa Territorial. O uso do aplicativo permite racionalizar defensivos e manter a eficiência do controle.

    Dados em tempo real para decisões assertivas

    O MonitoraOeste funciona como aplicativo para Android e iOS e como plataforma WebGIS. O produtor consulta mapas e gráficos por município e cultura.

    Cadastrado no sistema, ele recebe alertas no celular sobre ocorrência de doenças e pragas, além de condições climáticas favoráveis à dispersão. As notificações ajudam na tomada de decisão imediata.

    A coleta de dados envolve estações meteorológicas e armadilhas de esporos instaladas em 13 pontos estratégicos da região. O sistema também fornece índice de vegetação (NDVI), evapotranspiração e biomassa.

    Esses dados orientam o planejamento agrícola e evitam desperdício de insumos. Os modelos de análise foram adaptados pela Embrapa Soja e Embrapa Algodão com base em pesquisas regionais.

    Impacto ambiental e produtividade

    Segundo a Abapa, a redução de aplicações diminui a emissão de gases de efeito estufa e o risco de contaminação ambiental. Também evita a resistência de fungos aos fungicidas.

    “O sistema conecta produtores, técnicos e pesquisadores em uma rede colaborativa”, afirma Celina Maki Takemura, pesquisadora da Embrapa. Essa interação mantém a ferramenta atualizada e funcional.

    Parcerias e desenvolvimento

    O MonitoraOeste é resultado de uma cooperação entre Embrapa, Abapa, Faped e conta com financiamento do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Outras instituições como Aiba, Fundação Bahia e Adab apoiam a iniciativa. Além de atender os produtores, o sistema serve como banco de dados para futuras pesquisas sobre pragas e doenças nas lavouras.

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  • Nordeste pode perder R$ 16 bilhões por ano com tarifa de 50% dos EUA

    Nordeste pode perder R$ 16 bilhões por ano com tarifa de 50% dos EUA

    O Nordeste brasileiro enfrenta uma ameaça econômica significativa após a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. De acordo com um estudo recente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a medida pode custar à região cerca de R$ 16 bilhões anuais, valor equivalente ao total exportado para os EUA em 2024.

    Os estados mais afetados serão Ceará, Bahia e Maranhão, responsáveis por 84,2% das vendas nordestinas ao mercado americano. Somente no primeiro semestre deste ano, as exportações da região somaram US$ 1,58 bilhão (R$ 8,7 bilhões). O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, argumenta que a decisão norte-americana é prejudicial para ambos os lados. “Os EUA também são grandes importadores de produtos nordestinos. Em 2024, compraram o equivalente a R$ 33,5 bilhões em mercadorias da região. Essa medida pode sair mais cara para eles do que para nós”, afirmou.

    Queda na competitividade de produtos da região

    José Farias, coordenador de Estudos da Sudene, alerta que o aumento tarifário deve reduzir drasticamente a competitividade dos produtos nordestinos no mercado americano. “Os compradores buscarão fornecedores alternativos, o que afetará não apenas o PIB regional, mas também empregos e cadeias produtivas inteiras”, explicou. Entre os setores mais vulneráveis estão a indústria de aço no Ceará, a produção de cacau na Bahia e as pastas químicas no Maranhão.

    A medida já mobiliza reações políticas e empresariais. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pressiona por uma resposta diplomática, enquanto governos estaduais estudam medidas para diversificar mercados e proteger produtores locais. Especialistas sugerem a busca por novos compradores na Ásia e América Latina, além de mecanismos de proteção cambial.

    Com a tarifa entrando em vigor em 1º de agosto, o impacto econômico deve ser sentido ainda em 2025. A Sudene estima que, sem uma solução negociada, as perdas podem se estender por anos, afetando especialmente pequenos agricultores e indústrias regionais.

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  • Bahia acelera implantação de sistema de rastreabilidade bovina

    Bahia acelera implantação de sistema de rastreabilidade bovina

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) reuniu-se nesta segunda-feira (7) com representantes da Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste). O objetivo foi discutir o fortalecimento do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos no estado.

    Durante o encontro, os participantes propuseram a criação de uma comissão técnica multidisciplinar. A comissão acompanhará o projeto piloto que a Seagri desenvolve em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

    A iniciativa modernizará a cadeia produtiva bovina e bubalinocultura baiana. O projeto também promoverá mais tecnologia, segurança e sustentabilidade ao setor agropecuário.

    Alinhamento com plano federal

    O projeto baiano está alinhado ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A implementação será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Entre 2024 e 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, lançou em dezembro de 2024 o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, que prevê a brincagem obrigatória de bovinos e bubalinos em todo o território nacional.

    Estado busca referência nacional

    O secretário da Agricultura, Pablo Barrozo, destacou o avanço estratégico da iniciativa. “Já somos reconhecidos como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Agora, damos mais um passo rumo à excelência sanitária e produtiva”, afirmou.

    Barrozo complementou: “Queremos colocar a Bahia entre os estados referência em identificação individual animal no país”.

    O presidente da Acrioeste, Gill Machado, considera essencial o diálogo com o governo. “A aproximação com a Seagri é um passo importante para impulsionar projetos que contribuam com o desenvolvimento da pecuária baiana”, declarou.

    Machado enfatizou a conscientização do setor. “A pecuária está cada vez mais consciente da importância da identificação individual para alcançar a rastreabilidade no futuro. O apoio técnico é fundamental para avançarmos”, disse.

    Participantes do encontro

    O encontro contou com a presença de representantes técnicos de diversas instituições. Participaram o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Adriano Bouzas, e o diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, Carlos Augusto.

    Também estiveram presentes o vice-presidente da Acrioeste, Stefan Zembrod, e o gerente de Sustentabilidade da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Eneas Porto. Técnicos e especialistas das instituições envolvidas completaram o grupo.

    A agropecuária baiana exerce papel essencial no crescimento econômico, representando cerca de 25% do PIB do estado, empregando 1/3 da população ativa e sendo responsável por aproximadamente 50% das exportações baianas.

    O sistema de rastreabilidade permitirá maior controle sanitário do rebanho. A medida também atenderá às demandas por segurança alimentar e facilitará o acesso a novos mercados internacionais.

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  • BNDES destina R$ 299 milhões à agricultura familiar

    BNDES destina R$ 299 milhões à agricultura familiar

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo da Bahia firmaram um contrato de R$ 299 milhões. O acordo vai beneficiar diretamente 75 mil famílias da agricultura familiar em 49 municípios do semiárido baiano.

    O contrato integra o programa Sertão Vivo, uma iniciativa que promove práticas agrícolas sustentáveis e adaptadas às mudanças climáticas. Ao todo, os recursos devem impactar cerca de 300 mil pessoas na região.

    O BNDES vai repassar R$ 252 milhões em forma de empréstimo ao governo estadual. Outros R$ 47 milhões serão transferidos como apoio não reembolsável. Para os agricultores familiares, os recursos serão totalmente gratuitos.

    A assinatura ocorreu neste sábado (28), em Itiúba (BA), com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Também participaram Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, e Alessandra di Giacomo, representante do FIDA.

    Durante a cerimônia, moradores da região destacaram a importância do programa. O monitor da Escola Família Agrícola de Monte Santo, Lucas da Silva Santos, relatou conquistas pessoais. “Realizei o sonho de estudar e ter minha terra. Mostro que o semiárido é vivo, verde e cheio de abundância”, afirmou.

    A estudante Anita Andrade da Silva, do curso técnico em agropecuária da EFA de Itiúba, também discursou. “Queremos transformar, sonhar e construir um futuro melhor”, declarou.

    Programa Sertão Vivo atua em seis estados

    O Sertão Vivo é fruto de uma parceria entre BNDES e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), da ONU. O programa também conta com recursos do Green Climate Fund.

    A iniciativa prevê o investimento de mais de R$ 1,3 bilhão em projetos sustentáveis no semiárido de seis estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Sergipe.

    De acordo com o BNDES, parte dos recursos será reembolsável, e parte será doada para ações de combate à pobreza rural. O presidente do banco, Aloizio Mercadante, destacou a importância do programa. “O Sertão Vivo vai melhorar a vida das famílias e fortalecer a resiliência climática no semiárido”, afirmou. Segundo ele, o programa incentiva a produção de alimentos com tecnologias sustentáveis, recupera áreas degradadas e gera renda no campo.

    Ao final, o BNDES estima que a ação vai beneficiar 326 mil famílias, o equivalente a 1,3 milhão de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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