Tag: arroz

  • Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    A safra 2024/25 de grãos no Brasil deve chegar a 322,3 milhões de toneladas. Em geral, o volume representa um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, com 24,5 milhões de toneladas a mais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante o 4º Levantamento da Safra de Grãos.

    Em resumo, a previsão reflete o clima favorável ao desenvolvimento das culturas de primeira safra. A área total plantada também deve crescer 1,8%, alcançando 81,4 milhões de hectares. Portanto, se confirmado, o volume será o maior da série histórica.

    Produção de soja em alta

    A soja, principal cultura do país, deve atingir 166,33 milhões de toneladas, um crescimento de 18,61 milhões em relação à safra anterior. A produtividade média esperada é de 3.509 quilos por hectare, contra 3.201 kg/ha do ciclo passado. O plantio ocorreu de forma concentrada, principalmente após outubro, e a colheita deve começar no fim de janeiro.

    As condições climáticas até o momento são favoráveis, mas a Conab monitora os possíveis impactos climáticos até o fim da colheita.

    Milho também registra avanços

    O milho deve alcançar 119,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em comparação à safra anterior. A primeira safra do cereal deve apresentar uma produtividade média de 6.062 quilos por hectare, um crescimento de 4,8%. As condições climáticas, com chuvas frequentes intercaladas por sol, favoreceram as lavouras. A colheita da primeira safra está estimada em 22,53 milhões de toneladas.

    Recuperação no arroz e feijão

    O arroz deve registrar uma produção de 11,99 milhões de toneladas, um aumento de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A área plantada cresceu 8,5%, totalizando 1,75 milhão de hectares. Além disso, a produtividade também subiu, chegando a 6.869 quilos por hectare.

    A produção de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 15 anos. A primeira safra da leguminosa apresenta alta de 15,5%, com colheita estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas. Cerca de 19,4% dessa colheita foi concluída na primeira semana de janeiro.

    Avanço no algodão e resultados do trigo

    A área plantada com algodão deve crescer 3,2%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está projetada em 3,7 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados.

    No caso do trigo, a produção caiu 2,6%, totalizando 7,89 milhões de toneladas. Ou seja, a redução da área plantada no Sul e o clima desfavorável impactaram negativamente o resultado.

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    Exportações e estoques

    A Conab projeta um aumento nas exportações de soja, com embarques estimados em 105,47 milhões de toneladas em 2024/25. As exportações de farelo devem permanecer em 22 milhões de toneladas, enquanto as de óleo estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas.

    No milho, as vendas externas devem atingir 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está previsto em 86,4 milhões de toneladas. Em resumo, os estoques finais do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno.

    Para o arroz, é esperado um aumento das exportações, com 2 milhões de toneladas em 2024/25. Mesmo com a alta nos embarques, os estoques finais devem se recuperar, atingindo 1,28 milhão de toneladas até fevereiro de 2026.

     

  • IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    IBGE prevê safra menor em 2024 e recuperação para 2025

    A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas para 2024 foi estimada em 294,3 milhões de toneladas, um declínio de 6,7% em relação a 2023, com redução de 21,1 milhões de toneladas, conforme dados de novembro do IBGE. No entanto, o instituto projeta recuperação para 2025, com um aumento de 7,0%, totalizando 314,8 milhões de toneladas.

    Estimativas para 2024

    A área a ser colhida em 2024 é de 79,1 milhões de hectares, um crescimento de 1,6% comparado a 2023. Apesar da expansão da área, a produção de milho (-11,9%) e soja (-4,7%) deve impactar negativamente os resultados. Já o algodão herbáceo (14,8%), arroz (3,1%), feijão (5,7%) e trigo (5,0%) apresentaram aumentos.

    Os três principais produtos — soja, milho e arroz — representam 92,1% da produção total e 87,2% da área colhida. A redução da safra de milho, com queda de 17,8% na primeira safra e de 10,3% na segunda, foi um dos principais fatores para o declínio geral.

    Projeções para 2025

    A estimativa para 2025 aponta crescimento, com destaque para a soja, cuja produção deve alcançar 144,9 milhões de toneladas, um aumento de 12,9%. O milho também apresenta recuperação, somando 115,5 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões da primeira safra e 92,7 milhões da segunda. Outras culturas com crescimento significativo incluem o arroz (6,5%) e o feijão (29,0% na primeira safra).

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    Desempenho regional

    A Região Norte deve registrar o maior aumento anual (10,1%) em 2024, enquanto as demais regiões enfrentam declínios: Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-4,0%). Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com 31,2% da safra total, seguido por Paraná (12,7%) e Rio Grande do Sul (12,0%).

    Destaques de outras culturas

    • Cacau: Produção estimada em 284,1 mil toneladas, redução de 2,2% em relação a 2023, mas com aumento de 2,8% no Pará, principal produtor.
    • Cereais de inverno: O trigo deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,0% sobre 2023, enquanto a aveia cresce 31,3% e a cevada 12,6%.
    • Feijão: A produção total das três safras deve somar 3,1 milhões de toneladas em 2024, com o Paraná liderando (26,6% do total).

    Impactos no mercado

    A previsão de recuperação para 2025 reforça a expectativa de retomada do crescimento no agronegócio brasileiro, especialmente com o aumento expressivo nas culturas de soja e milho, essenciais para a exportação e consumo interno.

     

  • Arroz, café e algodão: preços oscilam com dólar e mercado externo

    Arroz, café e algodão: preços oscilam com dólar e mercado externo

    Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm estabilidade nos últimos dias, segundo pesquisas do Cepea. Ao mesmo tempo, agentes do setor estão atentos à valorização do dólar e aos leilões de opção de venda promovidos pelo Governo Federal. Em resumo, o último leilão registrou baixa demanda, indicando que os valores dos contratos estão abaixo das expectativas do mercado.

    Nas transações externas, dados da Secex analisados pelo Cepea apontam forte queda nas importações de arroz em casca em novembro. O Brasil comprou 74,76 mil toneladas, 38,1% menos que em outubro, o menor volume desde fevereiro de 2022. Além disso, as exportações também caíram no período, somando 111,79 mil toneladas em equivalente arroz em casca. Ou seja, isso representa uma redução de 8,98% em relação ao mês anterior e de 20,1% na comparação anual, sendo o menor volume embarcado desde junho deste ano.

    Cafeicultores alcançam maior poder de compra em relação à ureia

    Cafeicultores brasileiros estão em seu melhor momento de compra de ureia, insumo essencial na lavoura, segundo o Cepea. No Sul de Minas Gerais, uma tonelada de ureia custa cerca de 1,59 saca de café arábica tipo 6, considerando a parcial de dezembro. Portanto, esse é o cenário mais favorável desde o início da série histórica do Cepea, em 2008.

    O aumento no poder de compra reflete a alta expressiva nos preços do café ao longo de 2024. A oferta limitada no Brasil e no Vietnã tem reduzido os estoques mundiais. Apesar dos preços elevados, a demanda global por café segue aquecida, sustentando a valorização do produto.

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    Preços do algodão sobem com valorização do dólar

    O preço do algodão em pluma registra alta mais acentuada no início de dezembro, segundo o Cepea. A valorização do dólar frente ao real tem fortalecido a posição de vendedores, que seguram ofertas no mercado interno. Enquanto isso, indústrias se mantêm afastadas das compras no mercado spot, apontando estoques suficientes até o fim de 2024.

    Parte dos agentes já realiza contratos para entrega no próximo ano, especialmente com a atual cotação do dólar favorecendo exportações. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, atingiu R$ 4,2095/lp no dia 9 de dezembro, maior valor desde março de 2024. O acumulado de novembro apresenta alta de 3,5%.

     

  • Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgou as análises das agromensais de novembro de 2024. Ou seja, os estudos detalham os movimentos de mercado de produtos agrícolas e pecuários, destacando tendências de preços e demandas. Confira os principais destaques:

    Açúcar

    Os preços do açúcar cristal branco em São Paulo mantiveram alta na primeira quinzena de novembro. A demanda pelo açúcar Icumsa 150 aumentou, enquanto a oferta seguiu restrita devido às exportações. Portanto, esse cenário impulsionou os preços domésticos, que atingiram máximas nominais históricas.

    Algodão

    O algodão em pluma registrou alta nos preços em novembro, especialmente no final do mês. Em resumo, a valorização do dólar e a elevação da paridade de exportação reforçaram o interesse no mercado externo, reduzindo a disponibilidade no mercado doméstico.

    Arroz

    Ao mesmo tempo, os preços do arroz em casca caíram significativamente, voltando aos níveis nominais de maio. A baixa liquidez no mercado spot do Rio Grande do Sul refletiu a pressão compradora, apesar da resistência inicial dos vendedores.

    Café

    O café robusta alcançou valores recordes no Brasil em novembro. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, registrou aumento de 11,05% em relação a outubro. Em resumo, o acumulado do mês mostrou alta expressiva de 23%, alcançando R$ 1.573,28 por saca.

    Etanol

    Após sete semanas de alta, o etanol hidratado teve queda na última semana de novembro, influenciado pelo aumento da oferta de algumas usinas em São Paulo. No entanto, o preço médio do hidratado em novembro subiu 3,91%, enquanto o anidro registrou alta de 2,41%.

    Frango

    Os preços da carne de frango atingiram os maiores patamares reais desde 2022. Ou seja, a competitividade frente às carnes bovina e suína impulsionou a valorização. Em São Paulo, o frango inteiro congelado teve aumento de 9,2%, alcançando R$ 7,99/kg no atacado.

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    Milho

    Os preços do milho subiram no início de novembro, sustentados pela retração vendedora. No entanto, a menor demanda na segunda quinzena interrompeu a alta em algumas regiões, com compradores já abastecidos reduzindo as aquisições.

    Ovinos

    Os preços do cordeiro vivo aumentaram em quase todos os estados, exceto São Paulo. A baixa oferta de animais e a valorização da carne de boi impulsionaram os valores. A carne ovina também registrou alta, refletindo a demanda de fim de ano.

    Soja

    Os preços da soja oscilaram em novembro. Na primeira quinzena, a demanda firme sustentou as altas. Já na segunda metade, indústrias retraíram novas compras, enfraquecendo as cotações.

    Trigo

    Com a colheita de trigo no Brasil quase encerrada, a menor oferta e qualidade aumentaram a necessidade de importações. Apesar da pressão nas cotações internas, o dólar valorizado deve elevar os custos de importação e dar suporte aos preços internos.

    As análises completas estão disponíveis no site do Cepea.

     

  • Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais apreendem 18 toneladas de arroz irregular

    Fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizaram uma ação de fiscalização em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, onde apreenderam 18,7 toneladas de arroz com irregularidades. A operação resultou na apreensão de 1.332 pacotes de 5 quilos de arroz que estavam rotulados como tipo 1, mas que na verdade correspondiam ao tipo 5, considerado de qualidade inferior.

    Durante a fiscalização, os fiscais também encontraram dois lotes adicionais de arroz, totalizando 2.418 pacotes de 5 quilos, que apresentavam discrepâncias nas classificações. Um lote tinha a classificação de tipo 3, enquanto outro apresentava a categoria “fora de tipo”, o que sinalizava um excesso de grãos quebrados e a presença de outras impurezas. Ambos foram identificados com suas características distintas. E os dois lotes também traziam a indicação errônea de “Arroz Tipo 1”.

    Resultados da análise laboratorial

    Os resultados das análises laboratoriais confirmaram as irregularidades. Para ser classificado como tipo 1, o limite de grãos quebrados e quireras não pode ultrapassar 7,5% do peso total. No entanto, uma das amostras apresentou uma proporção alarmante de 53,54%, sete vezes acima do permitido pela legislação vigente. As ações seguiram as diretrizes da Instrução Normativa Ministerial nº 06, que determina os regulamentos técnicos para o arroz.

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    No início de novembro, o Mapa já havia apreendido 10,5 toneladas de arroz tipo 3 em uma rede de supermercados em Araraquara, também rotulado erroneamente como tipo 1.

    Consequências e medidas

    O Mapa divulgará os nomes das empresas envolvidas somente após a conclusão do processo administrativo. As empresas terão o direito à defesa e poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, as autoridades irão autuar as empresas de acordo com a legislação pertinente.

    As empresas também precisarão substituir os lotes irregulares por produtos conformes. Os lotes que não atendem às normas retornarão às indústrias para reprocessamento adequado. Agentes fiscais dos estados onde as empresas operam irão supervisionar essa operação.

    Denúncias e fiscalização

    O Ministério da Agricultura orienta os consumidores a denunciarem qualquer suspeita sobre a qualidade de produtos vegetais encontrados no comércio por meio da plataforma “Fala BR”, disponível no site do Mapa. Essa ferramenta permite que os cidadãos registrem denúncias e sugestões, contribuindo para a eficiência das fiscalizações.

    O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa em São Paulo conduziu a fiscalização em São José do Rio Preto, concentrando os esforços na qualidade dos produtos vegetais. As apreensões ocorreram com base nas legislações pertinentes que regulam a qualidade dos alimentos comercializados no Brasil

  • Conab fará leilões para estimular produção de arroz na próxima semana

    Conab fará leilões para estimular produção de arroz na próxima semana

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) organizará leilões de Contrato de Opção de Venda Público (COV) de arroz na próxima semana. Com um aporte de cerca de R$ 1 bilhão, o objetivo é adquirir até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2, da safra 2024/25. Ou seja, a medida busca diversificar e ampliar a produção nacional do grão.

    Entenda como os leilões serão realizados

    Os primeiros leilões, previstos para quinta-feira (5), serão exclusivos para agricultores familiares. Serão ofertados 4.754 contratos, cada um equivalente a 27 toneladas. Na sexta-feira (6), outros três leilões ocorrerão para ampla concorrência, abrangendo todos os produtores e cooperativas. Nessa etapa, estarão disponíveis 18.518 contratos de 27 toneladas cada.

    Os vencimentos variam conforme a região produtora. Contratos de Minas Gerais e Paraná expiram em 30 de julho de 2025. Para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prazo é 30 de agosto de 2025. Já em Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, os contratos vencem em 30 de outubro de 2025. Os valores de venda são ajustados de acordo com as datas de vencimento.

    O Contrato de Opção de Venda garante ao produtor rural ou à cooperativa o direito de vender o produto ao governo em data futura, a um preço fixado previamente. A adesão, no entanto, é opcional.

    Essa iniciativa integra as ações do Governo Federal para recompor estoques públicos. Em 2023, a retomada começou com a aquisição de milho via Aquisições do Governo Federal (AGF) e se expandiu para o trigo em 2024.

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    Produção de arroz no Brasil deve crescer em 2024/25

    A área semeada de arroz no Brasil deve atingir 1,77 milhão de hectares na safra 2024/25, superando os 1,6 milhão de hectares do ciclo anterior. A estimativa é do 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, divulgado pela Conab em 14 de novembro.

    A semeadura já alcançou 77,4% da área total nas principais regiões produtoras, segundo o Progresso de Safra da última semana. Portanto, com produtividade média estimada em 6.814 quilos por hectare, a produção nacional deve ultrapassar 12 milhões de toneladas.

    Os leilões programados pela Conab visam fortalecer ainda mais a cadeia produtiva do arroz e garantir estabilidade no mercado.

  • 10 toneladas de arroz são apreendidas em operação federal

    10 toneladas de arroz são apreendidas em operação federal

    Agentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Araraquara, São Paulo, realizaram uma apreensão de 10,5 mil quilos de arroz. Durante uma fiscalização de rotina em uma rede de supermercados, os fiscais identificaram que os pacotes, que indicavam conter arroz tipo 1, apresentavam uma qualidade inferior, classificada como tipo 3. O arroz, embalado por uma empresa do Rio Grande do Sul, continha grãos mais quebrados e uma quantidade excessiva de quirera, o que caracteriza uma irregularidade grave.

    Fraude foi descoberta em Araraquara (SP); embalagem indicava que produto era tipo 1, mas análise fiscal classificou como tipo 3, mais quebrado e com quirera. Divulgação MAPA

    Segundo os fiscais, a fraude configura uma violação aos direitos do consumidor, já que a Instrução Normativa Ministerial nº 06/2009 estipula que o limite máximo de grãos quebrados e quirera para o tipo 1 é de 7,5% do peso total.

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    No entanto, a análise do Mapa encontrou 24,59% de grãos fora do padrão, mais que o triplo permitido. A empresa responsável, reincidente em infrações, enfrentará uma investigação em um processo administrativo, e apenas após o término das investigações divulgarão o nome da infratora.

    Próximos passos

    Conforme prevê a legislação, a empresa poderá solicitar uma análise pericial do produto. Se a não conformidade for confirmada, precisará substituir os lotes irregulares. Os fiscais deverão supervisionar o reenvio dos pacotes tirados de circulação nessa apreensão de arroz à indústria para reprocesso e readequação.

    A ação se baseia no Decreto Federal 6.268/2007 e na lei federal 14.515/2022, a Lei do Autocontrole, sujeitando a empresa a penalidades previstas. O Mapa orienta os consumidores a denunciarem suspeitas de fraudes na qualidade de produtos vegetais ou derivados.

    A denuncia pode ser por meio da plataforma Fala BR. A ferramenta está disponível no site oficial da instituição. O sistema permite que os cidadãos façam denúncias de forma anônima. E colabora na organização de fiscalizações futuras, sendo administrado pela Controladoria Geral da União (CGU).

  • Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção recorde de 322,47 milhões de toneladas na safra de grãos 2024/25. Ou seja, o volume representa um aumento de 8,3% em relação ao ciclo anterior, com 24,62 milhões de toneladas a mais. Além disso, se confirmado, esse será o maior resultado da história. A área plantada também deve crescer 1,9%, totalizando 81,34 milhões de hectares.

    Arroz

    O levantamento, divulgado nesta terça-feira (15), indica uma expansão significativa para o arroz, com alta de 9,9% na área semeada. O crescimento é notável no Centro-Oeste e Sudeste, onde o aumento chega a 33,5% e 16,9%, respectivamente. Em Mato Grosso, os produtores devem destinar 133 mil hectares para o cultivo, um salto de 39,3% em comparação ao ciclo anterior. A produção nacional de arroz pode alcançar 12 milhões de toneladas, recuperando o volume da safra 2017/18.

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o país poderá atingir uma das maiores safras de arroz de sua história. “Esse resultado reflete o esforço dos produtores em conjunto com as novas políticas públicas para o setor”, afirmou.

    Feijão

    A estimativa para o feijão também é de crescimento, com a área semeada subindo 2,3% na primeira safra, totalizando 947,3 mil toneladas. A produção total do grão deve atingir 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

    Soja e milho

    A área destinada à soja deve crescer 2,8%, mas o aumento é o terceiro menor desde 2009/10. As chuvas atrasadas no Centro-Oeste dificultaram o plantio, mas a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas. Para o milho, a previsão é de uma recuperação de 3,5%, com uma produção total de 119,74 milhões de toneladas.

    Algodão

    No caso do algodão, a área semeada deve crescer 2,9%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma deve chegar a 3,67 milhões de toneladas.

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    Impactos no mercado e clima desafiam culturas de inverno

    A expectativa para as culturas de inverno, como o trigo, sofreu uma redução. A produção prevista foi ajustada para 8,26 milhões de toneladas, afetada pelas condições climáticas adversas no Paraná, que enfrentou estiagem e geadas. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm cenários mais positivos.

    Com o aumento da produção de arroz, os preços no mercado interno devem cair, mas os produtores ainda devem manter rentabilidade. O volume exportado pode atingir 2 milhões de toneladas, enquanto os estoques de passagem podem chegar a 840 mil toneladas.

    A soja também projeta forte desempenho no mercado externo, com exportações estimadas em 105,54 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda da China. No mercado de milho, as exportações podem alcançar 34 milhões de toneladas, com a demanda interna aquecida pela produção de proteína animal e etanol.

  • Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    O sistema TEMPOCAMPO da Esalq divulgou o boletim climático de setembro, revelando que a maior parte do Brasil registrou chuvas abaixo de 30 mm. Em resumo, as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, assim como Tocantins, Pará e Amapá, foram as mais afetadas. Já no Sul, os volumes de chuva variaram entre 60 e 150 mm, sendo o Paraná o estado com os menores registros, entre 60 e 120 mm. Roraima e Rondônia acumularam entre 60 e 90 mm, enquanto no Amazonas as chuvas atingiram até 120 mm.

    Armazenamento de água

    Além disso, o armazenamento de água ficou abaixo de 15% em grande parte do país. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foram as mais impactadas, com exceção da Região Sul, onde o Paraná e Santa Catarina registraram entre 30 e 45% de água armazenada. O Rio Grande do Sul se destacou, com armazenamento entre 45 e 60%.

    Temperaturas

    As temperaturas máximas em setembro também variaram bastante. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficaram abaixo de 25°C, enquanto no Paraná atingiram até 31°C. No Sudeste, São Paulo registrou picos de até 35°C, com demais estados entre 29 e 33°C. Já no Nordeste, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco marcaram entre 27 e 31°C. No Norte, Pará e Amazonas chegaram a registrar mais de 35°C.

    As mínimas seguiram o padrão típico do Sul, ficando abaixo de 15°C em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e entre 15 e 19°C no Paraná. No Sudeste, as mínimas variaram de 17 a 19°C, e no Centro-Oeste e Norte, as temperaturas mínimas oscilaram entre 21 e 25°C.

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    Desafios da safra de milho 2023/24

    A segunda safra de milho 2023/24 foi encerrada, com resultados distintos devido às variações climáticas. A Conab reportou produtividade média de 91,52 sacas/ha e uma produção de 90,25 milhões de toneladas. Ou seja, estados como Goiás e Mato Grosso registraram boas produtividades, com chuvas bem distribuídas. No entanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais enfrentaram condições climáticas adversas, como falta de chuva e temperaturas elevadas, impactando a produção.

    A safra de milho em Mato Grosso teve uma produtividade de 115,14 sacas/ha, levemente inferior à anterior. Já no Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas comprometeu seriamente a produção, resultando em um dos piores desempenhos da última década, com 67,05 sacas/ha.

    Para a safra 2024/25, o Sistema CNA/Senar/Cepea alerta para o planejamento cuidadoso, já que a descapitalização dos produtores pode comprometer a produtividade. No entanto, a Conab projeta uma safra promissora, com uma produtividade estimada em 95,1 sacas/ha.

    Avanço do plantio de milho 2024/25

    O plantio da primeira safra de milho 2024/25 já avança pelo país, com 16,2% da área semeada. No Paraná, por exemplo, 60% da área já foi plantada, com boas condições climáticas favorecendo o desenvolvimento inicial. Santa Catarina também apresentou avanço no plantio, com 22% da área semeada, beneficiada por chuvas adequadas.

    Algodão e soja: fechamento de safra e início de plantio

    A Conab apontou que a safra de algodão 2023/24 teve produtividade nacional de 1.879 kg/ha. No Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a colheita, com produção recorde de 6,39 milhões de toneladas de algodão em caroço. Na Bahia, os resultados foram positivos, mesmo com a irregularidade das chuvas, registrando uma produtividade de 325,45 @/ha.

    O plantio da safra de soja 2024/25 começou em Mato Grosso e Paraná. No Mato Grosso, a área plantada deve aumentar 1,47%, com previsão de alta na produtividade. Contudo, a seca e os focos de incêndio preocupam os produtores locais. No Paraná, 10% da área já foi plantada, com boas condições de umidade no solo favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

    Avanço da colheita de trigo

    A colheita do trigo 2023/24 já avançou em 25,1% do território. No Paraná, 48% da área foi colhida, mas a estiagem e as geadas tardias prejudicaram parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não começou, mas as lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos.

    Semeadura de arroz e feijão

    A safra de arroz 2024/25 teve início com 3,5% da área plantada até o final de setembro, com maiores avanços em Santa Catarina. Em resumo, no Rio Grande do Sul, a expectativa é de um aumento de 11,69% na produtividade. Já o plantio do feijão está em andamento, com 8,5% da área semeada. No Paraná, os produtores já plantaram 32% da área de feijão, beneficiados pelas chuvas da segunda quinzena de setembro.

     

     

  • Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro

    A tecnologia dos bioinsumos pode reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover uma produção mais sustentável no Brasil. Um estudo estratégico, lançado em Brasília pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), mostrou que essa inovação pode gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões anuais para o agronegócio nas culturas de arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens.

    Bioinsumos

    A pesquisa, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, foi o ponto de partida do Projeto Nitro+. Em resumo, o objetivo é expandir o uso de inoculantes em gramíneas, similar ao que já ocorre com as leguminosas, como a soja. Além disso, o estudo também aponta a possibilidade de reduzir até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente, tornando o setor agropecuário mais sustentável.

    Pedro Neto, secretário de Inovação do Mapa, destacou a importância de tornar a inovação acessível a todos os agricultores. “Precisamos consolidar processos que agreguem valor ao que é produzido, independente do porte do produtor”, afirmou. Segundo ele, a parceria entre o Mapa, a ABBI, o Instituto Senai e o IICA é fundamental para aumentar a resiliência e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

    Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, reforçou a relevância da cooperação entre governo, setor privado e instituições de pesquisa. “Essa união é essencial para fortalecer a agricultura brasileira em nível nacional e internacional. O tema dos bioinsumos é uma prioridade tanto para o governo quanto para o IICA”, declarou.

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    Inovação em bioinsumos

    O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos, que envolve institutos de pesquisa, startups, universidades e governos estaduais, pode reduzir a dependência de fertilizantes importados. Portanto, isso contribui para uma agricultura mais resiliente e menos vulnerável a oscilações no mercado global.

    Durante o evento de lançamento, três painéis discutiram o panorama dos bioinsumos no Brasil. Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, apresentaram dados e perspectivas do setor. Em seguida, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai, detalhou o estudo. O evento foi encerrado com a fala de Jorge Luiz Jardim Teixeira, da Finep, sobre apoio institucional a projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia.

    Ou seja, a ampliação do uso de bioinsumos em gramíneas representa um passo importante para o futuro da agropecuária brasileira, reduzindo custos e impactos ambientais.