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  • Brasil declara guerra ao desperdício de alimentos em painel global

    Brasil declara guerra ao desperdício de alimentos em painel global

    A cena se repete silenciosamente em propriedades rurais pelo Brasil. Toneladas de alimentos nunca chegam à mesa do consumidor. Eles se perdem no caminho. Apodrecem. Viram estatística. Nesta sexta-feira (14), a AgriZone trouxe esse problema urgente para o centro do palco. O painel “Ação Global sobre Perda e Desperdício de Alimentos”, da Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC), misturou governos e especialistas. A missão? Encontrar saídas.

    Clecivaldo Ribeiro, diretor do Mapa, foi direto. “É inadmissível”, disparou. Ele se referia a um número que persiste como um fantasma: cerca de 30% dos alimentos produzidos no campo brasileiro se perdem antes do processamento ou da comercialização. É um buraco negro que suga recursos, dinheiro e esperança. Enquanto isso, a fome ainda é uma realidade para milhões. A conta não fecha.

    O Brasil quer virar esse jogo. Clecivaldo deixou claro que reduzir perdas dentro das porteiras é prioridade nacional. Não é só sobre comida. É sobre eficiência. É sobre clima. O descarte inadequado desses alimentos libera metano na atmosfera. Um gás de efeito estufa potente. Um superpoluente. Combater o desperdício, portanto, é uma tacada dupla. Alimenta pessoas e resfria o planeta.

    Soluções

    E as soluções? O Mapa aposta em políticas públicas de base. Assistência técnica no campo. Capacitação. Disseminação de boas práticas. “Reduzir perdas exige conhecimento”, explicou o diretor. O foco é equipar o produtor. Melhorar o manejo. Revolucionar o armazenamento. Minimizar os danos pós-colheita. É uma mudança de cultura.

    O recado do painel foi unânime. Reduzir a perda de alimentos não é mais uma opção. É uma necessidade premente. Uma estratégia inteligente para fortalecer a segurança alimentar de forma rápida. E sustentável.

    Clecivaldo Ribeiro encerrou com uma convicção. Enfrentar as perdas no campo é o passo decisivo. “Reduzir desperdícios é proteger recursos, fortalecer a agricultura e garantir comida para quem precisa”. O caminho está traçado. Agora, é ação.

  • Inflação dos alimentos tem menor alta em um ano

    Inflação dos alimentos tem menor alta em um ano

    A prévia da inflação oficial mostra queda nos preços de alimentos e bebidas pelo quinto mês seguido. Em outubro, o recuo foi de 0,02%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (24) pelo IBGE.

    De junho a outubro, os alimentos ficaram 0,98% mais baratos, o que representa o maior período de deflação do setor desde setembro de 2024. O IPCA-15 geral subiu 0,18%, abaixo dos 0,48% registrados em setembro.

    Menor pressão sobre a mesa do brasileiro

    Entre setembro de 2024 e maio de 2025, os preços de alimentos e bebidas subiram por nove meses seguidos, impulsionados por problemas climáticos e quebra de safra. Desde então, os valores acumulam cinco quedas consecutivas:

    Outubro: -0,02%

    Setembro: -0,35%

    Agosto: -0,53%

    Julho: -0,06%

    Junho: -0,02%

    Com essa sequência, o acumulado em 12 meses ficou em 6,26%, acima da inflação geral (4,94%), mas o menor desde setembro de 2024, quando marcava 5,22%.

    Alimentação no domicílio

    A inflação da alimentação em casa caiu 0,10% em outubro e acumula 5,47% em 12 meses — o menor patamar desde agosto de 2024. Essa categoria é a mais importante dentro do IPCA-15, representando 21,63% da cesta de consumo de quem ganha até 40 salários mínimos.

    Cebola e arroz puxam queda no mês

    Os produtos que mais contribuíram para a deflação em outubro foram cebola (-7,65%), ovo de galinha (-3,01%), arroz (-1,37%) e leite longa vida (-1%). Cada recuo retirou 0,01 ponto percentual do índice.

    Outros alimentos registraram fortes reduções, embora com peso menor no total: pepino (-24,43%), abobrinha (-20,80%), morango (-15,63%) e peixe castanha (-12,68%).

    No acumulado de 12 meses, os maiores recuos vieram da batata-inglesa (-39%), feijão preto (-32%), cebola (-27%) e pepino (-27%). Em contrapartida, o café moído (53%), a abobrinha (43%) e o pimentão (36%) lideraram as altas.

    Veja a variação de outros grupos em outubro

    Tubérculos, raízes e legumes: -2,17%

    Hortaliças e verduras: -1,87%

    Cereais, leguminosas e oleaginosas: -1,24%

    Pescados: -0,98%

    Leites e derivados: -0,66%

    Aves e ovos: -0,51%

    Carnes e peixes industrializados: -0,24%

    Carnes: -0,05%

    Bebidas e infusões: 0,01%

    Enlatados e conservas: 0,22%

    Panificados: 0,23%

    Frutas: 2,07%

    Óleos e gorduras: 2,18%

    Expectativa é de estabilidade com safra recorde

    Para o economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, o resultado é animador e mostra uma convergência da inflação para o centro da meta de 3% ao ano.

    Segundo ele, a queda de preços de alimentos básicos traz alívio para as famílias de menor renda. “A redução em itens como arroz, leite, ovos e cebola é muito positiva”, afirma.

    A Apas, que representa mais de 4,5 mil supermercados no estado, projeta continuidade na desaceleração dos preços nos próximos meses. “Temos uma safra recorde de grãos, o que deve ajudar na queda de itens essenciais da cesta básica”, conclui Queiroz.

  • Entenda o sobe e desce dos preços dos alimentos

    Entenda o sobe e desce dos preços dos alimentos

    Os preços da batata caíram pelo segundo mês seguido nas Centrais de Abastecimento (Ceasas). Em geral, a redução média foi de 31,61% em julho, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A queda ocorreu em todos os 11 mercados atacadistas analisados. A maior oferta do tubérculo explica os preços mais baixos. Em julho, o volume disponível foi o maior do ano, aponta o 8º Boletim do Programa Prohort.

    Cebola também registra queda acentuada

    A cebola também apresentou forte recuo. O preço médio de julho caiu 25,57% em relação a junho. Além disso, na comparação anual, as cotações estão quase 60% menores.

    Tomate e cenoura mostram oscilações

    Os preços do tomate oscilaram conforme a região. No Paraná, houve queda de 16,68%. Em Santa Catarina, o valor subiu 4,68%. Ainda assim, a média nacional recuou 5,68%. O controle da oferta explica parte do movimento.
    Já a cenoura apresentou estabilidade. Portanto, o aumento da oferta não alterou significativamente as cotações, que tiveram variações pequenas nas Ceasas.

    Alface apresenta aumento moderado

    A alface subiu 9,93% na média nacional. O maior avanço foi registrado no Paraná. Porém, o comportamento não foi uniforme. Ou seja, a proximidade das áreas produtoras aos centros consumidores influencia diretamente preços e qualidade.

    Frutas têm comportamentos distintos

    Entre as frutas, a laranja recuou 9,8%. A queda decorre da menor demanda nas férias escolares, do clima frio e da concorrência com a poncã. A maçã também caiu levemente, com redução de 1,92%.
    Já a melancia subiu 3,92%. A maior produção em Goiás e Tocantins compensou a entressafra em outras regiões.
    A banana avançou 10,48%, impulsionada pela menor oferta da variedade nanica no inverno. O mamão teve alta de 21,65%. O clima reduziu a demanda, mas também limitou a oferta, pressionando os preços.

    Exportações de frutas crescem

    De janeiro a julho, o Brasil exportou 641,5 mil toneladas de frutas. O volume representa alta de 30% frente a 2024. A receita somou US$ 755,2 milhões, crescimento de 19% em relação ao ano anterior.
    O Boletim Prohort também destacou o Encontro Nacional das Ceasas, em Brasília. O evento discutiu melhorias para o setor e firmou parceria entre a Conab e as Centrais. O acordo prevê diagnóstico nacional, padronização da coleta de dados e a criação de um índice nacional de preços hortigranjeiros.

  • Alerta – preço dos alimentos é o maior em 2 anos

    Alerta – preço dos alimentos é o maior em 2 anos

    Em julho de 2025, os preços globais dos alimentos atingiram o nível mais alto em mais de dois anos, segundo dados oficiais divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 8 de agosto de 2025. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, referência mundial para o acompanhamento dos preços das commodities alimentares, registrou uma média de 130,1 pontos, representando um aumento de 1,6% em relação a junho do mesmo ano.

    Esse índice marcou o maior valor desde fevereiro de 2023, embora ainda esteja 18,8% abaixo do recorde histórico registrado em março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, fato que elevou os preços globais dos alimentos devido a interrupções nas cadeias de suprimento e incertezas geopolíticas.

    Motivos do aumento

    A alta recente nos preços foi impulsionada principalmente pelo aumento nos custos da carne e dos óleos vegetais. O índice de preços da carne atingiu 127,3 pontos, um recorde histórico, com aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. Isso ocorreu devido à forte demanda de importação, especialmente da China e dos Estados Unidos, refletindo altas nos preços de carnes bovina e ovina. Já o índice de preços dos óleos vegetais subiu bruscamente 7,1%, alcançando 166,8 pontos, seu nível mais alto em três anos, impactado principalmente pelos óleos de palma, soja e girassol.

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    Por outro lado, houve queda nos índices de preços de cereais, laticínios e açúcar. O Índice de Preços dos Cereais caiu 0,8%, em virtude da redução dos preços do trigo e sorgo, apesar do aumento nos preços do milho e cevada. A oferta abundante e a fraca demanda mundial levaram ao declínio do preço do arroz em 1,8%. O índice de preços dos laticínios recuou levemente em 0,1% devido a menores cotações para manteiga e leites em pó, enquanto o índice de preços do açúcar continuou em declínio pelo quinto mês consecutivo, registrando uma queda de 0,2%.

    Esses dados indicam uma situação de alta focalizada em determinados setores do mercado alimentar global, refletindo fatores específicos como demanda aquecida por proteínas e óleo vegetal, enquanto outras commodities alimentares enfrentam pressões de queda por oferta e demanda locais e sazonais.

    O acompanhamento desses índices pela FAO é fundamental para avaliar tendências no mercado mundial de alimentos, informar políticas públicas e estratégias empresariais para mitigar impactos sociais e econômicos decorrentes da volatilidade dos preços dos alimentos em escala global.

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  • Alta no preço dos alimentos desafia agronegócio brasileiro

    Alta no preço dos alimentos desafia agronegócio brasileiro

    Os preços de produtos agropecuários essenciais, como café moído, tangerina e carne bovina, registraram forte alta no Brasil nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de maio. O café moído foi o destaque, com aumento acumulado de 83,2% no período, impulsionado por condições climáticas adversas e oscilações no mercado internacional, fatores que afetam diretamente a oferta e os custos da principal commodity agrícola do país.

    Entre as proteínas, cortes populares de carne bovina também apresentaram reajustes expressivos: acém (28,27%), alcatra (25,98%), patinho (25,41%), contrafilé (24,17%) e filé-mignon (23,83%). A valorização reflete o impacto do aumento dos custos de produção, da alimentação animal e da crescente demanda, tanto no mercado interno quanto externo. No setor de hortifruti, a tangerina subiu 32,84%, sendo o segundo item com maior alta no período.

    Alimentos puxam inflação para cima

    Apesar do índice geral de preços ter registrado avanço moderado de 0,36% em maio, os alimentos continuam sendo os principais responsáveis pela pressão inflacionária sobre o consumidor brasileiro. O cenário exige atenção de produtores, cooperativas e formuladores de políticas públicas, que precisam investir em resiliência climática, tecnologia no campo e estratégias de regulação de mercado para manter a competitividade do setor e garantir o abastecimento doméstico.

    De acordo com Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios, a inflação medida pelo IPCA impacta diretamente o poder de compra da população, tornando a estabilidade financeira um desafio ainda maior. Lamounier recomenda que os consumidores repensem prioridades. Além de adotar estratégias como a criação de um fundo de emergência específico para despesas com alimentação, separando mensalmente uma porcentagem extra da renda para enfrentar possíveis variações nos preços.

    A escalada nos preços de itens básicos reforça a necessidade de adaptação tanto do consumidor quanto do agronegócio brasileiro, que precisa inovar para superar os desafios impostos pelo cenário econômico atual.

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  • Cesta básica ideal custa R$ 432 por pessoa

    Cesta básica ideal custa R$ 432 por pessoa

    A cesta básica ideal para garantir alimentação saudável custou R$ 432 por pessoa em abril. O dado é do Instituto Pacto Contra a Fome. Ou seja, esse valor representa 21,4% da renda média per capita no país. Segundo o IBGE, a renda foi estimada em R$ 2.020 no mês analisado. Apesar disso, mais de 70% da população não tem renda suficiente para arcar com esse custo e outras despesas. A constatação está no Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação dos Alimentos.

    O levantamento foi divulgado na edição de maio pelo instituto. Ele alerta para o impacto da desigualdade no acesso à alimentação adequada. Mais de 21 milhões de pessoas vivem com menos de R$ 432 por mês. Isso significa que não conseguem comprar os itens básicos recomendados. “O direito à alimentação adequada está distante da realidade da maioria”, afirmou Ricardo Mota. Ele é gerente de Inteligência Estratégica do Pacto Contra a Fome. Para ele, faltam políticas públicas eficazes e baseadas em dados. Sem isso, o combate à insegurança alimentar permanece falho.

    O cálculo da cesta considerou os alimentos definidos pelo Núcleo de Epidemiologia e Biologia da Nutrição (NEBIN), da USP. A seleção segue o Guia Alimentar para a População Brasileira e as diretrizes da Comissão EAT-Lancet.

    Inflação pressiona itens essenciais

    Segundo o boletim, a inflação alimentar afeta mais as famílias de baixa renda. Em resumo, o impacto pode ser até 2,5 vezes maior do que nas famílias mais ricas.

    Em abril, o grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 0,82%. O índice geral de inflação (IPCA) ficou em 0,43% no mesmo período. Entre os itens com maiores aumentos estão batata (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%). Esses produtos lideraram o impacto no IPCA do mês.

    O instituto também identificou quedas em alimentos como arroz (-4,19%), mamão (-5,96%) e feijão preto (-5,45%).

    Ainda assim, a inflação permanece concentrada em itens essenciais e in natura. Esses produtos são mais sensíveis às variações climáticas e sazonais. Para o Pacto Contra a Fome, a situação reforça a necessidade de ações estruturantes. Sem medidas contínuas, o problema da fome no Brasil tende a se agravar.

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  • Tomate, café e leite elevam preços dos alimentos em abril

    Tomate, café e leite elevam preços dos alimentos em abril

    Os alimentos ficaram mais caros em abril, segundo o IBGE. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 1,14% no grupo alimentação e bebidas. Em geral, o índice é considerado a prévia da inflação oficial no país. Em março, a alta foi de 1,09%.

    Alta dos alimentos

    O grupo alimentação no domicílio subiu 1,29% em abril. Em março, esse grupo registrou alta de 1,25%. Tomate, café moído e leite longa vida puxaram o aumento dos preços. Em resumo, as altas foram de 32,67%, 6,73% e 2,44%, respectivamente.

    A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara. Ou seja, o grupo subiu 0,77% neste mês, após alta de 0,66% em março. Lanche e refeição foram os principais responsáveis pela elevação. Ou seja, os preços desses itens subiram 1,23% e 0,50%, respectivamente.

    No geral, o IPCA-15 subiu 0,43% em abril. Em março, a alta havia sido de 0,64%. Em abril de 2024, o avanço foi de 0,21%. Portanto, no acumulado do ano, o IPCA-15 já registra alta de 2,43%.  Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo índice chegou a 5,49%. Até março, o acumulado em 12 meses era de 5,26%.

    O que é o IPCA-15?

    O IPCA-15 antecipa a tendência da inflação oficial. O IBGE calcula o índice com base na cesta de consumo das famílias. O indicador considera rendimentos de um a 40 salários mínimos.

    A coleta de dados abrange 11 regiões urbanas do país. Entre elas estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. A diferença para o IPCA está no período de apuração e abrangência.

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  • Brasil: de importador a gigante na exportação de alimentos em 50 anos

    Brasil: de importador a gigante na exportação de alimentos em 50 anos

    Nas últimas cinco décadas, o cenário global de exportação de alimentos passou por transformações notáveis, com o Brasil emergindo como um dos principais players. Este artigo analisa a evolução dos maiores exportadores de alimentos (frutas, verduras, cereais, carne, ovos, azeites) no mundo, com foco na trajetória do Brasil, que saltou de um volume de exportação de 3 milhões de toneladas na década de 1970 para mais de 100 milhões de toneladas atualmente.

    A ascensão do Brasil no cenário global

    Até meados da década de 1970, o Brasil era um importador de alimentos. No entanto, nos últimos 25 anos, o país se transformou em uma das maiores potências agrícolas mundiais. Esse fenômeno se deve à combinação de alta produtividade agrícola, preservação ambiental e uso de tecnologia moderna.

    Na década de 1970, o Brasil já despontava como um grande exportador. Atualmente, o país ocupa a terceira posição entre os maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo, atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. Estima-se que o Brasil assuma a liderança mundial na exportação de produtos agrícolas a partir de 2024.

    O crescimento da área plantada, estimado em 20% em relação à média do biênio 2012/2014, é resultado da expansão da produção agrícola sobre áreas de pecuária degradada, áreas de abertura e, principalmente, com o aumento do plantio da segunda safra no Centro-Oeste e no MATOPIBA (região produtiva nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) desempenhou um papel fundamental nesse processo, adaptando sementes ao solo tropical existente no país. A soja continua sendo o principal produto agrícola exportado pelo Brasil, que atualmente ocupa a segunda posição no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

    Maiores exportadores de alimentos no mundo

    Embora os Estados Unidos tenham sido a superpotência mundial dos grãos após a Segunda Guerra Mundial e na década de 1990, sua posição foi suplantada pela Rússia nas exportações de trigo e pelo Brasil na soja. A China se tornou um grande importador de grãos.

    Outros importantes exportadores de alimentos incluem:

    • União Europeia
    • Canadá

    Apesar do impressionante crescimento, o Brasil ainda enfrenta desafios para consolidar sua posição como líder na exportação de alimentos. É necessário investir em infraestrutura, logística e tecnologia para aumentar a eficiência da produção e distribuição.

    O aumento do consumo interno de soja e a necessidade de preservar o meio ambiente também são fatores que exigem atenção. A busca por práticas agrícolas sustentáveis e a diversificação da produção são estratégias importantes para garantir o futuro do agronegócio brasileiro.

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  • Governo Federal zera imposto de importação de 11 alimentos

    Governo Federal zera imposto de importação de 11 alimentos

    O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou, nesta quinta-feira (13/03), a redução a zero das tarifas do imposto de importação de 11 alimentos. A medida, que entra em vigor amanhã (14/03), visa aumentar a oferta de alimentos e reduzir os preços no mercado interno.

    Os produtos que terão o imposto de importação zerado incluem:

    • Carnes desossadas de bovinos, congeladas (passou de 10,8% a 0%)
    • Café torrado e em grão (passou de 9% a 0%)
    • Milho em grão (passou de 7,2% a 0%)
    • Massas alimentícias (passou de 14,4% a 0%)
    • Bolachas e biscoitos (passou de 16,2% a 0%)
    • Azeite de oliva (passou de 9% a 0%)
    • Óleo de girassol (passou de 9% a 0%)
    • Açúcar (passou de 14,4% a 0%)
    • Preparações e conservas de sardinhas (passou de 32% a 0%, dentro de uma cota de 7,5 mil toneladas).

    Objetivos da medida

    A decisão busca inibir a alta de preços, contribuindo para o cumprimento da meta de inflação (IPCA), e garantir condições dignas de subsistência à população. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o governo a realizar iniciativas que aumentem a oferta de alimentos e reduzam os preços, especialmente para proteger famílias de baixa renda.

    A redução tarifária pode mitigar desequilíbrios entre oferta e demanda por razões climáticas, geopolíticas ou cambiais. Além disso, a medida visa ampliar a oferta e previsibilidade aos consumidores, aumentar o poder de compra e contribuir para a segurança alimentar.

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  • O que o Plano Safra tem a ver com o seu bolso?

    O que o Plano Safra tem a ver com o seu bolso?

    O Plano Safra, política agrícola anual do governo federal, é um pilar fundamental para garantir o abastecimento de comida na mesa dos brasileiros e fortalecer o agronegócio, setor que responde por 27% do PIB nacional.

    Com investimentos significativos e políticas direcionadas, o plano visa fortalecer a produção agrícola e apoiar os agricultores, especialmente aqueles da agricultura familiar, que são responsáveis por uma parte significativa da alimentação do país.

    Na edição 2024/2024, o programa atingiu um recorde histórico de R$ 400 bilhões em recursos, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Mas como esses investimentos impactam diretamente a alimentação da população?

    Investimentos recordes

    Deste valor, R$ 76 bilhões são destinados em créditos e financiamentos voltados para a agricultura familiar, representando um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Este montante é destinado a diversas linhas de crédito que visam não apenas aumentar a produção, mas também promover práticas sustentáveis e a inclusão social no campo.

    R$ 246 bilhões são destinados a custeio e comercialização, essenciais para que produtores rurais comprem insumos, sementes e mantenham a produção em escala. Os resultados são palpáveis: a safra de grãos 2023/2024 deve chegar a 315 milhões de toneladas, segundo a Conab, volume suficiente para abastecer o mercado interno e manter o Brasil como um dos maiores exportadores globais de alimentos.

    Apesar dos avanços, especialistas destacam a necessidade de ampliar investimentos em logística e irrigação para reduzir perdas (que chegam a 10% das safras, segundo a Embrapa). Além disso, o Plano Safra tem sido crucial para consolidar o Brasil como potência agroambiental: 66% dos recursos do programa exigem compromissos com práticas sustentáveis, como recuperação de pastagens e redução de emissões,além da erradicação do desmatamento ilegal. Essas iniciativas visam garantir que a produção agrícola não comprometa os recursos naturais e contribua para um futuro mais sustentável.

    Além disso, o plano inclui medidas específicas para apoiar mulheres, jovens e comunidades tradicionais no acesso ao crédito rural, promovendo assim uma maior inclusão social no setor agropecuário.

    Combate à inflação dos alimentos

    O impacto do Plano Safra é evidente na produção agrícola brasileira. Dados do IBGE indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas em 2024 devido a eventos climáticos extremos, as expectativas para a safra deste ano são otimistas. O ministro Haddad mencionou que o Brasil pode colher uma grande safra, talvez uma das maiores já registradas. Isso não apenas ajudará a estabilizar os preços dos alimentos, mas também garantirá o abastecimento interno e as exportações.

    Ele também enfatizou que “a primeira providência para tratar da inflação de alimentos é fazer planos safras cada vez mais robustos”. O governo está comprometido em expandir o Plano Safra para garantir que o Brasil continue a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

    Além disso, o fortalecimento da agricultura familiar é essencial para combater a fome e promover a soberania alimentar. O Plano Safra busca aumentar a capacidade produtiva desses agricultores por meio de acesso facilitado a crédito e tecnologias adequadas.

    Retorno econômico

    Para cada R$ 1,00 investido no Plano Safra, o agronegocio brasileiro gera R$ 10 em riquezas. Isso de acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária). Esse dinamismo reflete no prato do consumidor. Em 2023, o Brasil registrou a maior produção de carne bovina (8,2 milhões de toneladas) e frango (14,8 milhões de toneladas) da história. Portando, ajudando a estabilizar os preços mesmo em cenários globais inflacionários.

    Dados do IBGE revelam que 70% dos itens da cesta básica brasileira – como arroz, feijão, leite e carnes – dependem diretamente de cadeias produtivas apoiadas pelo Plano Safra. Além disso, o programa financia tecnologias que aumentam a produtividade. Nos últimos 10 anos, a produção de grãos saltou 62%, enquanto a área plantada cresceu apenas 29%. Isso graças a inovações como agricultura de precisão e sementes adaptadas ao clima.

    O Plano Safra é fundamental para assegurar que o Brasil continue a produzir alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender sua população crescente. Com investimentos robustos e uma abordagem focada na sustentabilidade e inclusão, o plano não apenas combate a fome, mas também fortalece a economia rural brasileira. A continuidade dessas políticas será crucial para enfrentar os desafios futuros relacionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas.

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