Tag: alimentos

  • IBGE lança mapa com Brasil no centro e territórios invertidos

    IBGE lança mapa com Brasil no centro e territórios invertidos

    O IBGE acaba de lançar um novo mapa‑múndi que coloca o Brasil bem no centro e inverte a posição dos territórios, deixando o hemisfério Sul na parte de cima. O material recebeu o título “Riqueza de Espécies 2025” e trata da biodiversidade global. A presidência do órgão está sob o comando do economista Marcio Pochmann, indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

    A nova projeção cartográfica mostra o Brasil virado para cima, com o Sul no topo e o Norte na parte de baixo da imagem. Segundo o instituto, o mapa muda a perspectiva que tradicionalmente privilegia a América do Norte na parte superior.

    O material é vendido em versões física e digital, com preços entre cerca de R$ 25 e R$ 90, e já está sendo divulgado como recurso didático e de comunicação institucional. A intenção é que escolas, governos e meios de comunicação usem a imagem para discutir geopolítica, ciência do clima e a posição do Brasil em organismos internacionais.

    Por que o Brasil no centro?

    A escolha de colocar o Brasil no centro busca reforçar a liderança do país em fóruns como BRICS, Mercosul e na COP 30 sobre clima. O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o mapa quer “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais”, destacando também países de língua portuguesa e a área da Amazônia.  “Estamos falando de um planeta que não é plano e, portanto, permite variações do ponto de vista do olhar”, afirmou ele. “Inovamos e fortalecemos o espírito público de refletir as transformações que estão em curso no mundo e o papel protagonista que o Brasil tem e pode ter ainda mais”.

    Além disso, o recorte do mapa dá mais destaque às regiões tropicais e de alta biodiversidade, reforçando a importância ambiental do país para o resto do planeta. Em termos práticos, isso significa que territórios que costumam aparecer pequenos e periféricos em mapas tradicionais passam a ocupar um espaço visual muito maior.

    Representação política

    O mapa invertido é um lembrete de que qualquer representação do mundo é uma escolha política e cultural, não apenas técnica. A configuração clássica, com o “Norte” em cima, naturaliza uma hierarquia de poder que o novo material do IBGE tenta questionar visualmente.

  • Calor extremo ameaça produção global de alimentos e coloca bilhões em risco

    Calor extremo ameaça produção global de alimentos e coloca bilhões em risco

    O calor extremo está colocando os sistemas alimentares globais sob forte pressão, afetando diretamente a produção agrícola, a pecuária e a pesca, segundo alerta da Organização das Nações Unidas (ONU). O fenômeno já compromete os meios de subsistência de mais de 1 bilhão de pessoas em diversas regiões do planeta.

    De acordo com relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor está levando o abastecimento de alimentos “ao limite”, tanto em áreas terrestres quanto marítimas.

    Impactos na agricultura e no trabalho rural

    O estudo aponta que agricultores podem enfrentar condições inseguras de trabalho por até 250 dias ao ano em regiões já quentes, como sul da Ásia, África Subsaariana e partes da América Latina. Nessas áreas, o calor extremo dificulta atividades ao ar livre e reduz a capacidade produtiva.

    A produtividade das lavouras também sofre impactos diretos. A maioria das culturas agrícolas apresenta queda de rendimento quando exposta a temperaturas acima de 30 °C. Entre os principais efeitos estão o enfraquecimento das estruturas celulares das plantas e a produção de toxinas.

    Em algumas regiões, a produção de milho já caiu cerca de 10%, enquanto o trigo registra reduções semelhantes. A tendência é de agravamento, especialmente com o aumento da temperatura global acima de 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

    Pecuária e pesca também sofrem perdas

    Na pecuária, o estresse térmico começa a afetar animais a partir de aproximadamente 25 °C. O calor intenso reduz a produção de leite e compromete sua qualidade, diminuindo os níveis de gordura e proteína.

    Além disso, suínos e aves, que não possuem mecanismos eficientes para dissipar calor, enfrentam riscos como falência de órgãos, problemas digestivos e choque cardiovascular, elevando as taxas de mortalidade.

    Nos oceanos, as ondas de calor marinhas também causam prejuízos significativos. O aumento da temperatura reduz o oxigênio dissolvido na água, provocando mortalidade em massa de peixes e queda nas populações.

    Falta de adaptação agrava riscos

    O relatório destaca que muitos dos impactos poderiam ser reduzidos com medidas de adaptação. Sistemas de previsão meteorológica e alertas via celular, por exemplo, podem ajudar produtores a se prepararem para eventos extremos.

    Especialistas defendem investimentos em tecnologia, capacitação e sistemas de alerta precoce para reduzir perdas. Sem adaptação, o calor extremo pode levar à expansão de áreas agrícolas, aumentando o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa.

    Sistemas alimentares mais vulneráveis

    Outro ponto de atenção é a fragilidade dos sistemas alimentares modernos, que dependem de poucas culturas e de insumos como fertilizantes. Esse modelo reduz a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos.

    Especialistas sugerem a diversificação da produção agrícola e a adoção de práticas mais sustentáveis, incluindo a integração entre lavoura e pecuária, além da recuperação de áreas com vegetação e sombra.

    Riscos econômicos e sociais

    O impacto das altas temperaturas vai além do campo. A possibilidade de falhas simultâneas nas colheitas pode afetar preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras.

    Trabalhadores rurais e pescadores artesanais estão entre os mais vulneráveis, especialmente mulheres e idosos. Organizações internacionais defendem medidas como compensações financeiras, alívio de dívidas e regras mais rígidas de proteção contra o calor.

    Mudanças climáticas exigem ação global

    Embora os efeitos mais severos sejam sentidos em regiões tropicais, países desenvolvidos também devem enfrentar consequências, como alterações no uso da terra, escassez de água e instabilidade na produção.

    Especialistas alertam que a adaptação tem limites. A solução de longo prazo envolve reduzir o uso de combustíveis fósseis, acelerar a transição para energias renováveis e ampliar investimentos em práticas agrícolas resilientes ao clima.

  • Alta do trigo pressiona alimentos

    Alta do trigo pressiona alimentos

    O preço da farinha de trigo deve subir em abril em São Paulo. A alta já começa a se formar com o aumento dos custos ao longo da cadeia, especialmente no transporte e na compra da matéria-prima.

    Frete mais caro pressiona cadeia

    Nos últimos meses, o aumento do diesel elevou o custo do frete. Como resultado, o transporte do trigo e da farinha ficou mais caro.

    Além disso, esse impacto se espalha por toda a cadeia, já que o cereal percorre longas distâncias até chegar aos moinhos e, depois, ao varejo. Por isso, o custo logístico ganha peso direto no preço final.

    Cenário internacional amplia pressão

    Ao mesmo tempo, o mercado global também pressiona os preços. A cotação do trigo segue sensível a fatores climáticos e geopolíticos. Problemas como seca em regiões produtoras e tensões internacionais afetam tanto a oferta quanto os custos de produção.

    Além disso, a disponibilidade de fertilizantes ainda enfrenta incertezas, o que pode impactar a produtividade nas próximas safras.

    Produção pode cair

    Outro ponto de atenção está na intenção de plantio. Produtores já sinalizam possível redução da área cultivada no próximo ciclo.

    Com isso, a oferta pode diminuir nos próximos anos. Dessa forma, o mercado tende a trabalhar com maior volatilidade, o que mantém os preços pressionados.

    Mudança tributária eleva custos

    Além dos fatores externos, mudanças na tributação também aumentam o custo da matéria-prima.

    A nova legislação reduz créditos fiscais e altera a cobrança sobre produtos importados. Como resultado, o trigo comprado no exterior fica mais caro para os moinhos. Assim, o impacto se soma aos demais custos e reforça a tendência de alta.

    Impacto chega ao consumidor

    Com todos esses fatores combinados, a alta da farinha tende a chegar ao consumidor final.

    Produtos como pão, massas e biscoitos devem sentir o impacto, já que dependem diretamente do trigo. Ao mesmo tempo, a pressão sobre os alimentos pode influenciar os índices de inflação.

    Setor busca equilíbrio

    Diante desse cenário, o setor acompanha de perto os custos e tenta evitar repasses mais bruscos.

    Ainda assim, a combinação entre frete elevado, custo global e tributação mantém o mercado em alerta. Por isso, os próximos meses devem ser marcados por ajustes nos preços e maior atenção à oferta.

  • Salmão vira alternativa e impulsiona vendas na Páscoa

    Salmão vira alternativa e impulsiona vendas na Páscoa

    O consumo de pescados deve crescer na Quaresma de 2026, impulsionado pela busca por alternativas mais acessíveis e práticas no dia a dia. Uma multinacional do varejo projeta aumento de 11% nas vendas, com destaque para o salmão.

    Salmão ganha espaço na mesa

    Nos últimos anos, o salmão passou a ocupar um espaço maior nas refeições durante a Páscoa. Isso acontece porque o produto combina preço mais competitivo com facilidade no preparo.
    Além disso, o peixe aparece com mais frequência em promoções, o que amplia o acesso e incentiva o consumo. Com isso, o salmão se consolida como uma alternativa ao bacalhau, tradicionalmente mais caro.

    Consumo mais diversificado

    O comportamento do consumidor também vem mudando. Em vez de concentrar as compras em um único tipo de peixe, as famílias passaram a diversificar o cardápio.

    Por isso, além do salmão, outros pescados frescos ganham espaço. Ao mesmo tempo, o varejo amplia a oferta para atender diferentes perfis de consumo, com opções que vão desde cortes mais acessíveis até produtos premium.

    Varejo amplia oferta

    Para acompanhar essa demanda, redes de supermercado reforçam o estoque e ampliam a variedade de produtos.

    A expectativa é que o volume comercializado fique entre 2.500 e 3.000 toneladas de pescados durante o período. Esse aumento reflete não só a procura maior, mas também a estratégia de fortalecer a presença de produtos frescos nas lojas.

    Mudança reflete no agro e na cadeia produtiva

    Esse movimento também impacta a cadeia produtiva. Com o aumento da demanda, produtores, distribuidores e importadores precisam ajustar a oferta.

    Além disso, o crescimento do consumo de pescados abre espaço para novas oportunidades dentro do setor, especialmente em áreas ligadas à produção, logística e comercialização.

    Tendência deve continuar

    A diversificação no consumo de peixes deve se manter nos próximos anos.
    Isso acontece porque o consumidor busca cada vez mais praticidade, variedade e melhor custo-benefício. Dessa forma, a Páscoa deixa de depender de um único produto e passa a refletir um consumo mais amplo.

  • Pimenta: benefícios, curiosidades e por que o consumo cresce no Brasil

    Pimenta: benefícios, curiosidades e por que o consumo cresce no Brasil

    Presente em diferentes culturas e pratos, a pimenta é um alimento que desperta reações opostas. Enquanto alguns não abrem mão do sabor picante, outros evitam o ingrediente. Ainda assim, ela tem papel importante tanto na alimentação quanto no agronegócio.

    Variedade e produção no campo

    A pimenta faz parte do gênero Capsicum, que reúne diversas espécies cultivadas em várias regiões do mundo.

    No Brasil, o cultivo se adapta bem a diferentes climas, o que favorece a produção em larga escala. Além disso, pequenas propriedades rurais encontram na cultura da pimenta uma alternativa de renda.

    Consumo cresce no Brasil

    O consumo de pimenta tem ganhado espaço no Brasil nos últimos anos. Cada vez mais presente no dia a dia, o alimento aparece tanto em pratos tradicionais quanto em produtos industrializados, como molhos e conservas. Além disso, a diversidade de espécies disponíveis no país contribui para ampliar o interesse do consumidor.

    Regiões como Norte e Nordeste concentram um consumo mais intenso. Ainda assim, o hábito já se espalha por todo o país. Ao mesmo tempo, cresce a procura por pimentas artesanais e produtos com maior valor agregado.

    Esse movimento também impacta o campo. Com a demanda em alta, pequenos produtores encontram na cultura da pimenta uma oportunidade de diversificação e geração de renda.

    O que causa a ardência?

    A sensação de queimação característica vem da capsaicina, substância presente principalmente nas sementes e nas partes internas do fruto. Quando consumida, ela ativa receptores de calor no organismo. Por isso, o cérebro interpreta o estímulo como se fosse alta temperatura, mesmo sem haver queimadura real.

    Benefícios para a saúde: além da culinária

    Além do sabor marcante, a pimenta também oferece benefícios.

    Ela contém vitaminas, antioxidantes e compostos que podem ajudar no metabolismo. Além disso, o consumo moderado pode contribuir para a circulação sanguínea e a digestão.

    Além disso, ela também aparece na indústria alimentícia, farmacêutica e até em produtos de defesa pessoal. Dessa forma, amplia seu valor econômico e reforça sua importância dentro da cadeia produtiva.

  • São Paulo amplia recursos para agricultura familiar

    São Paulo amplia recursos para agricultura familiar

    O Governo de São Paulo destinará R$ 4,2 milhões à agricultura familiar em 2026. O valor financiará a quinta fase do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. O montante supera os R$ 3,9 milhões do ciclo 2024/2025. Assim, o governo amplia os recursos para comprar hortifrutis produzidos por agricultores paulistas.

    Os investimentos garantem a compra de alimentos destinados a famílias vulneráveis. Além disso, os produtos integram cestas de 10 quilos distribuídas gratuitamente. Nesta etapa, 63 prefeituras participam do programa.

    Seleção dos municípios

    O governo selecionou os municípios com base em indicadores de insegurança alimentar do Cadastro Único.
    A expectativa é distribuir 48 mil cestas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Com isso, o estado reforça a segurança alimentar e fortalece a agricultura familiar.

    A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral executa o programa em São Paulo. O órgão atua vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Além disso, a iniciativa ocorre em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

    Apoio aos produtores familiares

    O programa prevê a compra dos alimentos e o apoio técnico aos produtores familiares. Os técnicos acompanham desde a produção até a comercialização. Assim, o estado garante qualidade e regularidade no fornecimento dos alimentos. Os agricultores fornecem folhosas, frutas, legumes, raízes e tubérculos. Eles cultivam os produtos de forma convencional ou orgânica.

    No ciclo anterior, em 2025, o programa contemplou 51 municípios. Na ocasião, a iniciativa beneficiou 417 produtores familiares. Além disso, o PAA ofertou mais de 50 tipos de hortifrutis. Dessa forma, o programa fortaleceu a renda no campo e ampliou o acesso à alimentação saudável.

     

  • Inflação de alimentos em 2026 terá pressão nas proteínas

    Inflação de alimentos em 2026 terá pressão nas proteínas

    A inflação de alimentos perdeu força em 2025, mas deve mostrar comportamentos distintos em 2026 no Brasil.
    Após alta de 7% em 2024, os alimentos fecharam 2025 com avanço de 2,9%, segundo o IBGE. Enquanto arroz e feijão ficaram mais baratos, as proteínas mantiveram preços elevados e devem pressionar a inflação neste ano.

    Dados divulgados na sexta-feira (9) mostram que o clima mais estável impulsionou a produção agrícola e aliviou parte dos preços. Por outro lado, fatores de oferta e demanda devem elevar os custos das carnes ao longo de 2026.

    Carne bovina deve subir novamente

    O preço da carne bovina desacelerou em 2025, sustentado por uma produção recorde no país. A inflação do contrafilé ficou em 1,3% em 2025, após disparar 20% no ano anterior. Já a picanha teve desaceleração de 8,7% para 2,8% no mesmo período. Mesmo assim, a expectativa é de nova alta da carne bovina em 2026.

    Em 2025, o Brasil registrou abate recorde de fêmeas, superando o de machos pela primeira vez desde 1997. Esse movimento elevou o preço do bezerro e incentivou pecuaristas a priorizarem a reprodução. Além disso, o período seco do segundo semestre reduz pastagens e limita a oferta de animais para abate.

    China não deve aliviar preços no Brasil

    As restrições impostas pela China às exportações brasileiras não devem gerar excesso de carne no mercado interno. Além disso, o consumo doméstico tende a crescer, o que reforça a pressão sobre os preços.

    Ovos e frango seguem pressionados

    Os preços dos ovos dispararam no início de 2025, impulsionados pelo milho caro, calor intenso e maior demanda. Em fevereiro, o valor do ovo chegou a subir 40% no atacado. Apesar da desaceleração posterior, os ovos fecharam 2025 com alta de 4%, após queda em 2024.

    O frango também manteve inflação elevada, embora tenha desacelerado de 10,3% para 6%, segundo o IBGE. Com a demanda aquecida, dificilmente os preços dessas proteínas recuarão em 2026.

    Feijão tem cenário mais equilibrado

    O feijão preto registrou queda de preço mais intensa do que o carioca em 2025. Já o feijão carioca teve redução de 10% na safra, compensada por consumo estável. Para 2026, analistas indicam possibilidade de leve recuperação dos preços, mas sem grandes oscilações.

    Arroz deve seguir estável

    O arroz ficou mais barato em 2025, impulsionado pela forte expansão da produção nacional. A safra 2024/25 cresceu 20,6%, conforme dados da Conab. Como os preços caíram mais ao produtor do que ao consumidor, ainda há espaço para novas quedas no curto prazo.

    Para 2026, a expectativa é de uma colheita menor, com leve recuperação dos preços no campo.
    Mesmo assim, não são esperados aumentos significativos ao consumidor.

  • Molho de tomate com vidro e suplementos entram na mira da Anvisa

    Molho de tomate com vidro e suplementos entram na mira da Anvisa

    A Anvisa determinou, nesta quarta-feira (7), ações fiscais contra alimentos e suplementos alimentares no Brasil. Entre os produtos, está um molho de tomate importado e suplementos voltados à saúde ocular e nutricional.

    A agência ordenou o recolhimento do lote LM283 do molho Passata de Pomodoro Di Puglia. O produto pertence à marca Mastromauro Granoro e teve todas as atividades suspensas. A medida proibiu comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do lote afetado.

    Molho com pedaços de vidro

    Segundo a Anvisa, o motivo foi um alerta internacional emitido pela União Europeia. O sistema RASFF identificou pedaços de vidro no molho de tomate importado para o Brasil. A rede europeia troca informações rápidas sobre riscos graves em alimentos e rações.

    Suplemento Neovite Visão

    Outro alvo da fiscalização é o suplemento alimentar Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda.
    O produto, voltado à saúde ocular, também teve lotes específicos recolhidos.

    A Anvisa atingiu apenas os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. Esses lotes estão proibidos de fabricar, importar, comercializar, divulgar e consumir. A agência identificou uso de Capsicum annuum L., ingrediente não autorizado em suplementos alimentares.

    Além disso, os produtos apresentaram excesso de Caramelo IV acima do limite permitido. A empresa comunicou o recolhimento voluntário após identificar as irregularidades.

    Produtos Ervas Brasil

    A Anvisa também fiscalizou suplementos da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. Entre eles estão Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Colesterol. Os produtos devem ser apreendidos e retirados imediatamente do mercado.

    A decisão proíbe fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo. A empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, segundo a Anvisa. Além disso, utilizou ingredientes não autorizados em alimentos.

    A fiscalização apontou divulgação irregular, com falsas indicações terapêuticas sem comprovação científica.
    A Anvisa reforça que ações buscam proteger a saúde dos consumidores brasileiros.

     

     

     

     

  • Fazendas verticais em miniatura podem trazer alimentos frescos para dentro das cidades

    Fazendas verticais em miniatura podem trazer alimentos frescos para dentro das cidades

    A Expo 2025 Osaka-Kansai apresentou um sistema que pode transformar a produção urbana de alimentos. A Inochi no Izumi (Fonte da Vida) mostra como as cidades cultivarão vegetais, ervas e peixes frescos em espaços reduzidos. E sem depender de solo ou grandes extensões de terra.

    A estrutura mede 6,5 metros de altura e ocupa uma área compacta. Quatro tanques aquáticos formam a base: um abriga peixes marinhos, outro espécies de água salobra e dois comportam animais de água doce. Os peixes geram resíduos orgânicos que alimentam todo o sistema.

    Microrganismos convertem a amônia dos dejetos em nitratos. As plantas absorvem esses nutrientes através de quatro níveis de cultivo hidropônico instalados acima dos tanques. Cada nível recebe um tipo específico de vegetal, conforme a tolerância ao sal.

    Verduras adaptadas ao sal crescem sobre o tanque marinho. Tomates e vegetais semi-tolerantes ocupam a zona de água salobra. Ervas e alfaces ficam acima do esturjão e outras espécies de água doce. No topo, flores comestíveis captam a luz solar mais intensa.

    Bombas circulam a água enriquecida com nutrientes para cima. Depois de nutrir as plantas, a água retorna limpa aos tanques. Painéis transparentes de ETFE mantêm a temperatura estável e aproveitam a luz natural.

    Produção descentralizada reduz dependência de fazendas distantes

    Cidades que adotarem esse modelo distribuirão a produção por múltiplos telhados. Essa estratégia diminui a necessidade de transporte e aumenta a resiliência alimentar urbana. Quando tempestades ou desastres interrompem o fornecimento, as cúpulas continuam operando.

    Moradores enxergam de onde vem sua comida, literalmente ao alcance das mãos. Prédios residenciais, escolas e condomínios podem instalar as estruturas e fornecer alimentos frescos para suas comunidades.

    Biodiversidade mantém o sistema estável

    Pesquisadores da Universidade Metropolitana de Osaka e da Universidade de Ciências Marinhas e Tecnologia de Tóquio desenvolveram o projeto. A equipe se inspirou no funcionamento de zonas úmidas naturais, onde diferentes espécies interagem e reciclam nutrientes de forma autônoma.

    A diversidade de plantas e animais aquáticos estabiliza o ecossistema. O sistema não precisa de condições climáticas previsíveis nem de grandes áreas. A biologia faz o trabalho pesado, sem exigir fertilizantes externos ou intervenção constante.

    O que muda para o consumidor

    O modelo encurta drasticamente o tempo entre colheita e consumo. Vegetais chegam à mesa poucas horas depois de colhidos, preservando sabor e nutrientes. Comunidades ganham mais controle sobre o abastecimento e reduzem a dependência de cadeias longas.

    Para quem vive em apartamentos ou casas sem quintal, a cúpula oferece uma alternativa real. Ela ocupa pouco espaço e não exige solo. Famílias e condomínios cultivam alimentos limpos em varandas, terraços ou telhados coletivos.

    Da feira à realidade urbana

    A Fonte da Vida ainda é um protótipo, mas comprova a viabilidade técnica do conceito. A estrutura integra arquitetura, ecologia e aquicultura em apenas alguns metros quadrados. Cada componente , peixe, planta, água, luz, cumpre uma função específica no ciclo.

    Se cidades ao redor do mundo escalarem essa tecnologia, milhões de pessoas terão acesso facilitado a alimentos frescos. O modelo também alivia a pressão sobre terras agrícolas e recursos hídricos, usando e reutilizando a água em circuito fechado

  • COP30 distribui cestas da agricultura familiar aos voluntários

    COP30 distribui cestas da agricultura familiar aos voluntários

    Voluntários da COP30 recebem kits com alimentos da agricultura familiar brasileira desde o último sábado. A iniciativa beneficia 1,3 mil pessoas que atuam na conferência climática em Belém.

    A distribuição começou no dia 15 e continua até esta sexta-feira, dia 21. Nesta segunda-feira, mais um grupo recebeu as cestas. Ao todo, serão entregues duas mil unidades durante o evento.

    Alimentos regionais compõem os kits

    As cestas reúnem produtos de diferentes biomas brasileiros. Entre os itens estão doce de umbu, castanha-do-pará e farinha de baru. Além disso, os kits incluem flocão de milho, castanha de baru e amêndoa de licuri. O óleo de coco babaçu orgânico também faz parte da seleção.

    Universitária valoriza troca cultural

    Foto: divulgação – Agência Brasil/Tânia Rêgo

    Gabriella de Araújo, estudante universitária, trabalha como voluntária na COP30. Ela atua nos serviços de tradução do evento. A jovem destaca que a experiência permite praticar idiomas e conhecer pessoas.
    “Eu adoro essa possibilidade de estar sempre conhecendo pessoas novas”, afirma Gabriella. Ela explica que a troca de experiências enriquece o trabalho voluntário. Os participantes compartilham suas histórias e culturas durante a conferência.
    A universitária vê as cestas como oportunidade única de experimentar sabores regionais. “Nunca havia provado certos tipos de castanha que vieram”, conta ela. Para Gabriella, a iniciativa ajuda a entender melhor a segurança alimentar brasileira.

    Parceria reúne três órgãos federais

    O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social coordena a ação. O Programa de Aquisição de Alimentos financia a compra dos produtos. A Companhia Nacional de Abastecimento e a Secretaria Extraordinária da COP30 também participam da iniciativa.
    Lilian Rahal, secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ressalta a importância da ação. Segundo ela, a entrega valoriza os agricultores familiares do país. Além disso, demonstra como essa produção contribui para reduzir o aquecimento global.
    “A agricultura familiar alimenta o nosso país com comida de verdade”, destaca Rahal. A secretária enfatiza a relevância de mostrar essa produção na COP30. Os alimentos representam diferentes biomas e comunidades tradicionais brasileiras.

    Produção sustentável de comunidades tradicionais

    Os produtos vêm de agricultores familiares, indígenas, quilombolas e ribeirinhos. As comunidades extrativistas também contribuem com itens para as cestas. Dessa forma, a iniciativa promove a diversidade alimentar e cultural do Brasil.
    Outros trabalhadores da conferência climática também receberão os kits alimentares. A distribuição reforça o compromisso brasileiro com sistemas alimentares sustentáveis. Consequentemente, a ação une segurança alimentar e proteção ambiental no maior evento climático do ano.