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  • Exporta Mais Brasil 2025 abre oportunidade para alimentos e bebidas saudáveis

    Exporta Mais Brasil 2025 abre oportunidade para alimentos e bebidas saudáveis

    As inscrições para o programa Exporta Mais Brasil 2025 estão abertas para empresas do setor de alimentos e bebidas saudáveis. Ou seja, a iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) busca conectar produtores brasileiros a compradores estrangeiros. O evento ocorrerá nos dias 7 e 8 de abril, em Aracaju (SE).

    A ApexBrasil vai oferecer 20 vagas, com possibilidade de custeio de passagem e hospedagem para até 15 empresas selecionadas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 19 de fevereiro, pelo site da agência. Os participantes terão acesso à plataforma Buy Brazil, que conecta fornecedores brasileiros a compradores internacionais. Atualmente, mais de 240 empresas do setor de alimentos, bebidas e agronegócio utilizam o sistema.

    Oportunidade para micro e pequenas empresas

    Uma novidade desta edição é a parceria com o Sebrae nacional, que garantirá passagens nacionais para micro e pequenas empresas de fora do estado-sede. Em resumo, a iniciativa busca ampliar o acesso de pequenos empreendedores ao comércio exterior.

    Criado em 2023, o programa Exporta Mais Brasil tem o objetivo de aumentar e diversificar as exportações do país. Em geral, desde o lançamento, foram realizadas 28 edições, com mais de seis mil rodadas de negócios. Os encontros conectaram 875 empresas brasileiras a 305 compradores estrangeiros, movimentando mais de R$ 500 milhões em expectativas de negócios. Em 2024, as reuniões geraram R$ 277,6 milhões em negociações.

    Conexão direta com compradores internacionais

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destaca que o programa tem sido um impulsionador das exportações brasileiras. “Em 2025, queremos expandir ainda mais essas conexões e garantir que os produtos brasileiros conquistem novos mercados”, afirma.

    Segundo Marcello Martins, gerente regional da ApexBrasil, o programa permite que os empreendedores negociem sem precisar sair do país. “Os compradores estrangeiros têm a chance de conhecer de perto a qualidade e a origem dos produtos”, explica.

    Além das rodadas de negócios, os compradores participam de visitas técnicas a fábricas, indústrias e fazendas, conhecendo o processo produtivo. Além disso, durante os encontros, cada comprador recebe um fornecedor brasileiro para apresentar seus produtos. As reuniões duram 25 minutos e seguem um formato dinâmico, permitindo que cada empresa se conecte com diversos compradores sem a necessidade de viagens internacionais.

    Sobre o Exporta Mais Brasil

    O Exporta Mais Brasil é um programa da ApexBrasil que busca fortalecer o comércio exterior, aproximando empreendedores brasileiros de compradores internacionais. A iniciativa promove rodadas de negócios presenciais e visitas técnicas, ampliando as oportunidades de exportação para diferentes setores da economia.

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  • Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta sexta-feira, 24 de janeiro, para debater medidas que reduzam os preços dos alimentos. Primeiramente, entre as soluções avaliadas, está a redução da alíquota de importação de produtos com preços internos mais elevados que os praticados no mercado internacional.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o compromisso do governo em garantir alimentos a preços justos. “Os produtos com preços internos acima dos internacionais terão alíquotas reduzidas. Essa ação forçará os valores a se alinharem ao mercado externo”, afirmou.

    Segundo Rui Costa, não haverá medidas intervencionistas ou heterodoxas, como congelamento ou tabelamento de preços. Além disso, ele reafirmou que o governo não criará redes estatais de supermercados ou lojas para venda de alimentos. “Isso sequer foi cogitado em reunião alguma”, enfatizou.

    Supersafra deve aliviar preços dos alimentos em 2025

    Em resumo, o governo espera que o aumento da produção agrícola contribua para a redução dos preços dos alimentos. Rui Costa projetou impactos positivos da supersafra deste ano. “Com maior oferta, os preços tendem a cair, seguindo as leis do mercado”, explicou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a importância de um novo Plano Safra voltado à produção de alimentos básicos. “O presidente determinou o foco em produtos que compõem a mesa da população. Vamos trabalhar para aumentar a oferta e estabilizar os preços”, afirmou.

    Foco na cesta básica

    O governo vai priorizar medidas para estimular a produção de itens da cesta básica. Rui Costa anunciou diálogos com produtores e redes de supermercados para discutir soluções conjuntas. “Queremos apoiar o mercado com medidas institucionais e estímulos que impactem diretamente os preços”, disse.

    Por outro lado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reforçou a importância do crédito acessível para os pequenos e médios agricultores. “Diminuímos juros e aumentamos os subsídios nos Planos Safras. Nossa meta é que os alimentos cheguem mais baratos à mesa do brasileiro”, pontuou.
    Impacto das commodities e do dólar

    Rui Costa destacou o peso do preço das commodities e da cotação do dólar na formação dos valores dos alimentos. Além disso, ele comemorou a evolução do Brasil como exportador de alimentos processados. “Nos tornamos um verdadeiro supermercado do mundo, o que gera empregos e fortalece nossa economia”, afirmou.

    Em geral, os dados recentes da balança comercial confirmam o crescimento das exportações brasileiras de alimentos processados.

    Participação estratégica

    A reunião contou com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também participaram representantes de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Indústria e Comércio.

    As iniciativas discutidas reforçam o compromisso do governo com a segurança alimentar e a estabilidade econômica.

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  • Agricultores alertam para crise no abastecimento global

    Agricultores alertam para crise no abastecimento global

    Com o aquecimento global em curso, agricultores ao redor do mundo estão enfrentando uma crise para cultivar culturas que tradicionalmente prosperaram em suas regiões no Brasil e no Mundo. As mudanças climáticas têm imposto desafios crescentes à agricultura, afetando diretamente a produtividade e a viabilidade econômica do setor. O regime irregular de chuvas é um dos principais problemas enfrentados.

    Regiões que tradicionalmente apresentavam um padrão pluviométrico mais estável agora sofrem com períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas, impactando a produção de culturas essenciais como soja, milho e café.

    O aumento das temperaturas médias também exerce pressão sobre as colheitas. Plantas como o café arábica, que prosperam em climas mais amenos, têm visto seus ciclos de crescimento alterados, prejudicando a qualidade e o rendimento dos grãos. Esses picos de calor aceleram o desenvolvimento das plantas, reduzindo o tempo para o amadurecimento adequado e comprometendo a colheita.

    Fenômenos climáticos extremos

    Outro efeito marcante é a maior frequência de fenômenos climáticos extremos, como enchentes e tempestades de granizo. Esses eventos causam danos imediatos às plantações e à infraestrutura agrícola, gerando prejuízos financeiros substanciais para os produtores.

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    Além disso, o clima mais quente e úmido facilita a disseminação de pragas e doenças agrícolas. A ferrugem asiática da soja e a broca-do-café são exemplos de problemas que se tornaram mais persistentes com o avanço das mudanças climáticas. Essa situação leva a um aumento nos custos de produção, pois exige mais investimento em defensivos agrícolas e estratégias de manejo.

    A escassez de água também se tornou um fator crítico. Reservatórios com níveis baixos afetam os sistemas de irrigação, limitando a capacidade de pequenos e grandes produtores de manterem a produtividade durante os períodos de seca prolongada.

    Desafios no cultivo da batata

    Um exemplo alarmante é a batata, que está se tornando cada vez mais difícil de cultivar na Pensilvânia, o maior estado produtor de batatas fritas dos Estados Unidos, segundo informações do Marketplace.

    As batatas precisam de noites frescas para se desenvolver adequadamente, mas na Pensilvânia essas noites estão se tornando cada vez mais raras. Bob Leiby, agrônomo da Cooperativa de Produtores de Batata da Pensilvânia, explica que na década de 1980 havia cerca de 35 noites por ano que eram quentes demais para as plantações. Atualmente, esse número subiu para quase 50 noites por ano. Para quem vive disso, é um grave sinal de crise.

    Como resultado, os agricultores locais estão lutando para produzir batatas suficientes para atender à demanda dos fabricantes de chips do estado. Essa escassez forçou as empresas a buscar batatas de fora da Pensilvânia. Isso não apenas aumenta os custos de transporte, mas também contribui para a poluição do ar devido ao transporte marítimo.

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    Essas dificuldades têm um impacto direto nos preços para os consumidores. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, o custo médio de um saco de batatas fritas de 16 onças subiu de menos de US$ 4,50 para cerca de US$ 6,50 na última década.

    Consequências das falhas nas colheitas

    A situação das colheitas de batata na Pensilvânia ilustra como as mudanças climáticas estão ameaçando o abastecimento alimentar global. Outros exemplos incluem secas severas que afetaram as culturas de arroz, milho e artemísia na China e as plantações de milho na Colômbia. Além disso, apicultores no México e muitos outros agricultores em todo o mundo também enfrentam dificuldades devido a condições climáticas extremas.

    Para enfrentar essas quebras de safra, cientistas estão se dedicando à edição genética de diversas plantas, buscando torná-las mais resistentes a condições climáticas adversas como calor intenso e seca. No entanto, essa abordagem pode não ser suficiente se o aquecimento global continuar sem controle.

    Para resolver efetivamente a crise no abastecimento alimentar, é crucial que a sociedade transite de fontes de energia poluentes, como gás e petróleo, para alternativas limpas e renováveis, como energia eólica e solar. Essa mudança é fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável para a agricultura global.

  • Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou estável em junho, registrando uma média de 120,6 pontos, praticamente o mesmo nível revisado do mês anterior.

    Apesar da consolidação após três meses de alta, o índice permaneceu 2,10% abaixo do valor correspondente de 2023 e 24,80% menor que o pico de 160,3 pontos registrado em março de 2022.
    Cereais

    O índice de preços dos Cereais registrou uma média de 115,2 pontos em junho. Isso representa uma queda de 3% em relação a maio e 9% em relação a junho de 2023. A baixa nos preços do trigo foi atribuída às colheitas em andamento no Hemisfério Norte, à perspectiva de melhora na produção de exportadores como Cazaquistão e Ucrânia e também à implementação de uma proibição de importação pela Turquia.

    Os preços do milho caíram com o progresso nas colheitas na Argentina e no Brasil, além da expectativa de maior produção e da área plantada maior que o esperado nos EUA.

    Óleos Vegetais

    O índice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 131,8 pontos em junho. Comparativamente, uma alta de 3,10% em relação a maio, registrando o nível mais alto desde março de 2023. A demanda global reativada devido ao aumento da competitividade impulsionou a recuperação nos preços do óleo de palma.

    Os preços dos óleos de soja e de girassol subiram com a demanda firme do setor de biocombustíveis nas Américas e pela redução da oferta na região do Mar Negro, respectivamente.

    Carne

    O índice de preços da Carne da FAO registrou uma média de 116,9 pontos em junho, praticamente estável em relação a maio, ficando 1,80% abaixo do valor de 2023. A queda nos preços da carne de aves ocorreu devido à oferta abundante, enquanto os preços da carne ovina subiram com a alta demanda.

    A carne suína registrou ligeira alta com um ritmo constante de importações e vendas internas sazonalmente ativas, especialmente na América do Norte. Os preços da carne bovina permaneceram estáveis, com condições globais de oferta e demanda bem equilibradas.

    Lácteos

    O índice de preços dos Lácteos registrou uma média de 127,8 pontos em junho, alta de 1,20% em relação a maio e 6,60% maior que o valor de um ano atrás. As cotações da manteiga registraram a maior alta em 24 meses, com o aumento da demanda global por entregas de curto prazo e baixos estoques na Oceania.

    Os preços do leite em pó desnatado aumentaram, com importações estáveis do Leste Asiático e vendas internas mais altas na Europa Ocidental. O leite em pó integral subiu ligeiramente no mês, enquanto os preços do queijo diminuíram com a desaceleração na demanda global.

    Açúcar

    O índice de preços do Açúcar registrou uma média de 119,4 pontos em junho. Isso representa uma alta de 1,90% em relação a maio, após três quedas consecutivas, mas ainda 21,60% abaixo de junho de 2023. O aumento foi atribuído à colheita abaixo da esperada no Brasil em maio, às chuvas erráticas de monções na Índia e à revisão para baixo nas previsões de rendimento das safras na União Europeia.

    O que é o Índice de Preços de Alimentos da FAO

    O Índice de Preços de Alimentos da FAO é uma medida da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentares. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) calcula o índice com base nos preços de um conjunto de commodities alimentares.

    O índice acompanha as mudanças nos preços internacionais de cinco grupos principais de produtos alimentares:

    • Cereais: inclui trigo, milho, cevada, sorgo e arroz
    • Óleos Vegetais: inclui óleos de soja, palma, colza, girassol e algodão
    • Laticínios: inclui manteiga, leite em pó, queijo e caseína
    • Carne: inclui carnes de frango, bovina, suína e ovina
    • Açúcar: refere-se ao preço do açúcar bruto

    Cada grupo tem um peso diferente no cálculo do índice geral. A FAO calcula o índice mensalmente e mede os preços em dólares americanos.

    Aliás, o Índice de Preços de Alimentos da FAO é amplamente utilizado como indicador da tendência dos preços globais de alimentos. Isso porque ele permite acompanhar as flutuações nos preços internacionais de commodities alimentares e identificar possíveis riscos de insegurança alimentar em regiões vulneráveis.

  • Disputa entre indústrias eleva preço do óleo de soja

    Disputa entre indústrias eleva preço do óleo de soja

    A competição acirrada entre as indústrias de alimentos e de biocombustíveis está impulsionando o aumento do preço do óleo de soja no mercado interno brasileiro. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que essa pressão de demanda tem contribuído significativamente para a alta dos preços.

    O óleo de soja, um produto essencial tanto para a produção de alimentos quanto para a fabricação de biodiesel, enfrenta uma demanda crescente de ambos os setores. Em 2023, a produção de soja no Brasil alcançou cerca de 154,6 milhões de toneladas, uma das maiores colheitas registradas. Apesar disso, a disputa pelo óleo de soja bruto se intensificou, levando a um aumento nos preços. Segundo a Conab, o preço do óleo de soja subiu 20% nos primeiros cinco meses de 2024.

    Especialistas apontam que essa elevação nos preços reflete não apenas a competição interna, mas também as tendências globais de aumento na demanda por biocombustíveis. Isso motivado por políticas de sustentabilidade e pela busca por alternativas energéticas mais limpas. Com o setor de biocombustíveis oferecendo preços competitivos, a indústria alimentícia enfrenta desafios adicionais para manter seus custos controlados.

    Impactos na Economia e no Consumidor

    O aumento do preço do óleo de soja afeta diretamente a inflação dos alimentos, uma vez que o produto é amplamente utilizado na produção de margarina, maionese, alimentos industrializados e na culinária doméstica. Com isso, o custo final dos produtos alimentícios sobe, pressionando ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.

  • Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    A participação de 19 empresas brasileiras na feira Africa’s Big 7 gerou um volume de negócios superior a US$ 2,3 milhões, marcando a retomada da presença do Brasil em eventos de negócios no continente africano. Lideradas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as empresas apresentaram produtos da agroindústria entre os dias 11 e 13 de junho, em Joanesburgo, África do Sul.

    Expansão no mercado africano

    A feira Africa’s Big 7 é o principal evento de alimentos e bebidas na África. Durante a feira, as empresas brasileiras reportaram US$ 2,336,000 em negócios, combinando vendas imediatas e projeções para os próximos 12 meses. Esta participação integra a missão Brasil-Africa Solutions da ApexBrasil, que visa fomentar o comércio entre o Brasil e os países do sul da África. As empresas brasileiras realizaram 160 contatos com potenciais compradores durante o evento.

    Destaques na feira

    A Africa’s Big 7, em sua 21ª edição, contou com aproximadamente 200 expositores globais, atraindo compradores e líderes da indústria alimentícia e de bebidas. A feira foca em alimentos secos, congelados, bebidas, e equipamentos de processamento e embalagens, oferecendo uma plataforma para explorar novos produtos, identificar tendências e estabelecer conexões no mercado africano, que movimenta cerca de US$ 313 bilhões.

    A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destacou a importância do retorno à Africa’s Big 7 após um planejamento estratégico das prioridades brasileiras na região. Por outro lado, a embaixadora Ligia Maria Scherer ressaltou o novo momento da diplomacia brasileira no continente africano. Enquanto isso, o adido agrícola Carlos Muller mencionou o grande potencial do mercado africano para produtos brasileiros, especialmente após a recente abertura do mercado de pescados na África do Sul.

    Iniciativas e oportunidades

    A empresa capixaba Café Meridiano, por exemplo, serviu seu café aos visitantes, buscando parceiros no mercado africano. Tatiana Reis, CEO da Samerica Trade, destacou também a importância de estreitar laços com o continente daqui em diante, e Bonifácio Sena, da Ecofoods, enfatizou o potencial do açaí no mercado sul-africano. Ao mesmo tempo, Rafael Soares, da Embaré, comentou ainda sobre a relevância da presença brasileira para entender as demandas locais.

    Crescimento das exportações

    Em 2023, as exportações brasileiras para a África atingiram um recorde histórico de US$ 13,2 bilhões. Os países africanos já são o quarto principal destino das exportações brasileiras. Os mais procurados são os produtos do complexo de alimentos e bebidas, minério de ferro e óleos combustíveis de petróleo. Argélia, Egito, África do Sul, Marrocos e Nigéria foram os principais compradores.

    O estudo da ApexBrasil identifica mais de 6 mil oportunidades no continente. Os destaques são combustíveis minerais, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos de transporte como áreas de crescimento. A participação na Africa’s Big 7 reforça também o compromisso do Brasil em expandir e diversificar suas exportações para a África.

     

  • Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    O Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias mundiais e dois blocos regionais, realizou sua terceira reunião sob a presidência brasileira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) coordenou o encontro na sede do G20 Brasil, em Brasília, com a participação do ministro André de Paula. Representantes de aproximadamente 30 países, incluindo membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais discutiram soluções para um futuro sustentável e próspero na agricultura e nos sistemas alimentares.

    Produção pesqueira e aquícola

    O principal foco da reunião foi a pesca e aquicultura, com ênfase na promoção da integração sustentável dessas atividades nas cadeias produtivas locais e globais. Os países membros do G20 representam 80% do PIB global, 75% das exportações mundiais e quase 60% da população do planeta. Em 2020, a produção pesqueira e aquícola global atingiu um recorde de 214 milhões de toneladas, concentrada em poucas regiões. O Brasil, portanto, busca uma distribuição mais justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro.

    Os participantes contribuíram com sugestões e debates para a declaração ministerial que será discutida numa  reunião entre os dias 10 e 13 de setembro, no Mato Grosso. A declaração final será apresentada na Cúpula de Líderes Mundiais, em novembro, no Rio de Janeiro.

    Pontos relevantes

    O documento destaca a importância da agricultura sustentável e resiliente para enfrentar desafios globais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. Os países reafirmaram a necessidade de políticas baseadas em evidências científicas para promover sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. A declaração enfatiza o papel crucial do comércio internacional na segurança alimentar e nutrição, a relevância das práticas agrícolas sustentáveis, o combate à pesca ilegal e a integração sustentável da aquicultura nas cadeias de valor. Além disso, sublinha a importância dos agricultores familiares, das comunidades indígenas e rurais, e do papel da inovação e do conhecimento tradicional na sustentabilidade agrícola.

    O GT de Agricultura inclui representantes do Mapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), MPA, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O grupo foca em temas como segurança alimentar, agricultura sustentável, comércio, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e ações contra a fome e a pobreza.

    G20

    Desde que assumiu a presidência temporária do G20 em 1º de dezembro, o Brasil planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho. Além disso, acontecerão cerca de 20 reuniões ministeriais. Por fim, essas atividades culminarão na Cúpula de Chefes de Governo e Estado, em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

     

  • Com primeira edição no Brasil, LAC Flavors começa em Manaus

    Com primeira edição no Brasil, LAC Flavors começa em Manaus

    Nos dias 5 e 6 de junho, a capital amazonense será o epicentro do maior encontro de match-making de negócios do setor de alimentos e bebidas da América Latina e Caribe. Pela primeira vez no Brasil, o evento LAC Flavors, organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promete facilitar oportunidades de negócios entre pequenas e médias empresas da região e compradores de todo o mundo.

    Com uma programação intensa que inclui rodadas de negócios durante a tarde e workshops e seminários pela manhã, o fórum tem como objetivo ampliar e fortalecer o comércio na América Latina e Caribe, abrindo portas para novas oportunidades de negócios. Para esta edição, estão confirmadas a participação de 350 pequenas e médias empresas do setor de alimentos e bebidas, que se encontrarão com 87 compradores internacionais, representando 29 países.

    Um dos destaques do evento será a rica diversidade culinária e a oferta de alimentos tradicionais e inovadores, especialmente da região amazônica. Além das reuniões de negócios, os participantes terão acesso a workshops e seminários sobre temas como abastecimento sustentável, tecnologia alimentar, certificações, comércio eletrônico, técnicas de negociação e embalagens sustentáveis.

    O evento LAC Flavors 2024 acontece no até amanhã (6/6) no Centro de Convenções Studio 5 Manaus, lounge ApexBrasil, Brasil

    Países confirmados: Argentina, Belize, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai