Tag: agro em campo

  • Manejo antecipado evita perdas de até 90% nas lavouras

    Manejo antecipado evita perdas de até 90% nas lavouras

    Decisões tomadas ainda no início do ciclo da lavoura podem definir o sucesso da safra. Esse foi um dos principais recados apresentados por especialistas da IHARA durante a Expodireto Cotrijal, realizada em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. A empresa levou à feira um conjunto de tecnologias voltadas ao manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, três fatores que seguem entre os principais desafios enfrentados pelo produtor nas culturas de soja, milho e trigo.

    De acordo com o engenheiro agrônomo Rudimar Spannemberg, que atua no desenvolvimento de mercado da companhia, o cenário atual da agricultura exige planejamento técnico cada vez mais preciso. Segundo ele, reduzir investimentos em momentos críticos pode comprometer toda a produtividade da lavoura.

    “Em um cenário de custos pressionados, pode parecer tentador reduzir investimentos. No entanto, insetos, doenças e plantas daninhas precisam ser controlados desde o início do ciclo da cultura. O manejo realizado no momento adequado garante estabilidade produtiva e evita perdas que comprometem os resultados”, afirma.

    Além disso, o especialista lembra que o Rio Grande do Sul ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos. O estado aparece entre os principais polos agrícolas do país e é o segundo em área plantada de soja no Brasil, o que reforça a importância de decisões técnicas bem planejadas.

    Fernando Socolovski e Rudimar Spannemberg – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Plantas daninhas avançam e preocupam produtores

    Entre os temas que mais despertaram atenção na apresentação está o avanço das plantas daninhas resistentes. Estudos técnicos indicam que algumas espécies já estão presentes em mais de 50% das áreas agricultáveis do Brasil.

    Entre as mais comuns estão o capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, azevém, corda-de-viola, capim-colonião, caruru e capim-braquiária.

    Segundo o gerente comercial distrital da empresa, Fernando Socolovski, a presença dessas espécies pode provocar impactos significativos na produtividade.

    “O potencial de perdas causado pela matocompetição pode ultrapassar 90% quando o manejo não é feito de forma adequada”, explica.

    No Rio Grande do Sul, uma das plantas daninhas que mais preocupam os agricultores é o caruru. Em algumas regiões, a espécie já está presente em metade das áreas cultivadas. Além disso, a resistência ao glifosato tem dificultado o controle, reduzindo o rendimento das lavouras de soja e outras culturas.

    Nesse cenário, o manejo antecipado torna-se fundamental. Entre as tecnologias apresentadas na feira está o herbicida Yamato SC, desenvolvido para atuar ainda na fase de germinação das plantas daninhas.

    O produto funciona como pré-emergente. Ou seja, ao absorver água no solo, a planta daninha também absorve o produto, o que permite o controle ainda no início do desenvolvimento, antes que a competição com a cultura principal se intensifique.

    Doenças e insetos pressionam a produtividade

    Ao mesmo tempo, as doenças continuam representando um dos maiores riscos à produção agrícola. Entre elas, a ferrugem asiática da soja segue como uma das mais temidas pelos produtores.

    De acordo com especialistas, quando o manejo não é realizado de forma adequada, as perdas podem chegar a 90% da produção.

    Além da ferrugem, outras doenças aparecem em diferentes fases do ciclo da cultura. No início da safra, por exemplo, são comuns problemas como mancha parda, oídio, cercosporiose, crestamento bacteriano e fitóftora.

    Já durante o meio do ciclo surgem doenças como míldio, antracnose, mancha-alvo e mofo branco. No fim do desenvolvimento da lavoura, por sua vez, podem aparecer novamente mancha parda, cercospora, crestamento e ferrugem.

    Nesse contexto, o uso de fungicidas com diferentes mecanismos de ação torna-se uma estratégia importante para garantir eficiência no controle e reduzir o risco de resistência.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Tecnologia e inovação no campo

    Outro desafio recorrente nas lavouras brasileiras é o ataque de insetos, especialmente percevejos. Esses insetos podem comprometer diretamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade final.

    Segundo dados apresentados pela empresa, testes realizados em campo indicaram que o inseticida Zeus alcançou até 95% de eficácia no controle do percevejo-marrom em lavouras de soja.

    Além disso, o portfólio da companhia inclui o inseticida Terminus, desenvolvido para o controle de diferentes espécies de percevejos, como o percevejo-marrom e o percevejo barriga-verde.

    A empresa, que possui 62 anos de atuação e sede em Sorocaba, no interior de São Paulo, destaca ainda sua forte ligação com a pesquisa agrícola japonesa. Atualmente, cerca de 60% das novas moléculas que chegam à agricultura brasileira têm origem em empresas japonesas.

    Segundo Socolovski, esse perfil inovador deve resultar em uma nova geração de tecnologias para o campo.

    “Nos próximos anos, a companhia tem potencial para lançar cerca de 240 novos produtos, entre herbicidas, fungicidas e inseticidas”, afirma.

    Por fim, os especialistas reforçam que a agricultura moderna exige cada vez mais conhecimento técnico e planejamento estratégico. A natureza é dinâmica, novas pragas surgem e a resistência a moléculas já conhecidas avança.

    Por isso, o produtor que antecipa decisões e investe em tecnologia tende a proteger melhor sua lavoura e garantir maior estabilidade produtiva nas próximas safras.

  • Pastor da Mantiqueira: conheça o cão boiadeiro brasileiro

    Pastor da Mantiqueira: conheça o cão boiadeiro brasileiro

    Nas manhãs frias da Serra da Mantiqueira, a névoa cobre o pasto. O gado está quieto. E lá vem ele. O cão que se tornou símbolo do campo: o Pastor da Mantiqueira.

    Nasceu entre Minas, São Paulo e Rio. Aliás, nasceu no sobe-desce das encostas. No tilintar das cercas. Na rotina dos tropeiros. Ao mesmo tempo, carrega em si a mistura de pastores europeus — ibéricos e belgas — com cães que já sabiam lidar com a vida dura do interior. Assim, o resultado é simples e surpreendente: um cão único. De trabalho. De vigília. E, sobretudo, de uma lealdade que parece antiga.

    Reconhecido em 2022 pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Foi quando deixou de ser “o cão da serra” para virar raça oficial. Ainda assim, seu olhar permanece o mesmo: atento. Esperto. Calmo, mas alerta.

    https://www.instagram.com/p/Cp-IX2_KFDL/

    Criadores da Associação Brasileira do Cão Pastor da Mantiqueira (ABRAPAM) dizem que não era para menos. “A associação nasceu em 2015 para proteger, desenvolver e difundir o Pastor da Mantiqueira, porque entendemos que ele é patrimônio cultural e zootécnico da região”, afirma o documento da entidade. E completam: “Nosso objetivo é manter o tipo funcional que sempre trabalhou na serra.”

    Características do Pastor da Mantiqueira

    Ele tem porte médio. Pesando entre 18-25 kg. Altura de 50-60 cm. Pelagem que varia – curta, média ou longa. Cor “azulego” preferida: dourado acinzentado à luz fria da manhã na montanha. Mas também há pretos, brancos, castanhos, dourados. Cada exemplar com sua marca. Cada exemplar com sua história.

    Foto: Império da Mantiqueira

    Ele trabalha. Surge no pasto antes do homem. Entende. Sente. Age. Não faz alarde — simplesmente está lá. No campo, com o gado. Em casa, vira companheiro que segue o dono até o portão. Dorme no quintal. Ou ao lado da cama. Depende. Mas não repousa se não tiver função.

    Ele se move com agilidade, sobe, desce terrenos que assustariam muitos cavalos. No frio, no vento, sob a neblina — sem hesitar. E, ainda assim, mantém aquela postura serena que só ele tem. Porque, quando o trabalho chama, ele não vacila.

    Ele representa o Brasil que resiste — o Brasil rural. Afinal, é o Brasil que conhece o cheiro da terra, o mugido do gado, o som das cercas se abrindo. E, por isso, sua presença diz muito mais do que qualquer descrição. O cão é parte da paisagem. Por outro lado, não se confunde com ela: se destaca. Sente a neblina, identifica o perigo, protege o rebanho e, ao mesmo tempo, observa o dono com olhar que diz “que bom estar contigo”. No fim das contas, ele é exatamente isso — instinto, parceria e silêncio que entende tudo.

    E, enquanto houver gado nas encostas e manhãs de neblina na serra, ele estará lá. Firme. Leal. De olhos atentos. De coração tranquilo. Um pedaço vivo da cultura do campo brasileiro.

  • Resgate adorável: filhote de tatu invade mansão em Brasília

    Resgate adorável: filhote de tatu invade mansão em Brasília

    A manhã estava quieta no Condomínio Village da Alvorada, no Lago Sul, em Brasília. Sol baixo. Ar parado. Até que um visitante inesperado apareceu perto do portão de uma mansão. Pequeno. Meio perdido. Um filhote de tatu.

    O dono da casa estranhou o movimento. Deu um passo para trás. Chamou a Polícia Militar. E, em poucos minutos, a equipe do Batalhão de Policiamento Militar Ambiental (BPMA) já estava na porta. Chegaram rápido. Muito rápido. Era um resgate simples, mas nem tanto. Filhote exige cuidado. Mão leve. Paciência.

    Os policiais cercaram a área, observaram o bicho e fizeram a captura com calma. Nada de sustos. Nada de pressa. O tatu, apesar do tamanho miúdo, parecia saudável. Mas novo demais para ficar sozinho. E é aí que tudo muda. Porque bicho muito novo, quando cai longe da toca, precisa de especialista.

    Foto: PMDF

    Por isso, seguiu direto para o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (HFAUS). Lá, passará por avaliação completa. Exames. Observação. Tratamento, se precisar. Só depois — bem depois — volta para o Cerrado. O plano é sempre esse: cuidar, recuperar, soltar. Sem atalhos. Ou seja, sem pressa.

    O BPMA aproveitou a ocorrência para reforçar um recado que, às vezes, a cidade esquece. O tatu é nativo da região. É peça do equilíbrio do Cerrado. Ajuda a controlar insetos. Move a terra. Areja o solo. Faz trabalho que ninguém vê, mas todo mundo depende. Parece detalhe, mas não é.

    Como acionar o resgate?

    E veio a orientação, quase um aviso: encontrou animal silvestre na área urbana? Não tente pegar, não tente empurrar, não tente nada. Ligue. 190. Ou contato direto com a PMDF. Deixe o resgate para quem sabe.

    Histórias assim parecem simples. Porém mostram como a fronteira entre casas luxuosas e a vida selvagem continua fina, quase frágil, no Distrito Federal. Cada chamado lembra isso. Cada filhote salvo também.

  • Estância das Oliveiras: fazenda gaúcha é referência mundial de azeite

    Estância das Oliveiras: fazenda gaúcha é referência mundial de azeite

    A história começa com um ato de teimosia. Daqueles que parecem exagero no início — mas que, mais tarde, ali adiante, revelam visão. Foi assim com o engenheiro agrônomo Lucídio Morsch Goelzer, descendente de alemães, que decidiu apostar onde quase ninguém apostava: produzir azeite de oliva extravirgem de padrão internacional em pleno Rio Grande do Sul. Em Viamão. A apenas 28 quilômetros de Porto Alegre. No coração do clima subtropical. Difícil? Sim. Impossível? Ele jurava que não. Assim nasceu a história da premiada Estância das Oliveiras.

    O projeto nasceu há pouco mais de uma década, meio silencioso, meio ousado.  E, no começo, tudo parecia improvável. Lucídio importou oliveiras, testou variedades, perdeu noites. “Vai dar errado”, diziam. Não deu. Pelo contrário. Pouco a pouco, a propriedade virou laboratório, escola e vitrine.

    Transformou também o estado. Onde antes havia ceticismo, surgiu um polo. E, logo depois, surgiu outro. Um novo endereço de azeites premium no país.

    A Estância das Oliveiras cresceu. Cresceu mesmo. E não cresceu só no campo. A fazenda virou um conjunto elegante, quase cinematográfico.

    Um casarão histórico de 600 metros quadrados, assinado pelo arquiteto uruguaio Alberto Brizolara, domina a paisagem. É grande, imponente. Ali ao lado, quase colado, um lagar moderno extrai o azeite com precisão cirúrgica.

    E, sob a sombra de uma figueira centenária, visitantes descansam, conversam, respiram o lugar. Assim, com o tempo, a estância virou turismo. Virou gastronomia. Virou experiência.

    Potência em azeite brasileiro

    Depois vieram os prêmios. E vieram rápido. De início, em 2024, o “Oscar dos azeites” — o Mario Solinas Quality Award — colocou o nome de Viamão no mapa mundial. Logo depois, no ano seguinte, a vitória no Anatolian International Olive Oil Contest, na Turquia, levou a Estância ao topo do Brasil e ainda arrancou um Best in Class. Um feito raro.

    E, por fim, hoje o produtor é o azeite mais premiado do país e aparece como a quinta marca mais laureada do mundo. Sim, do mundo.

    Mas a história não termina no brilho das medalhas. Pelo contrário. A Estância também virou referência em sustentabilidade e vida comunitária. Promove eventos, celebra a gastronomia gaúcha, estimula práticas ecológicas. A cada safra, atrai mais gente. E, em 2025, sete de seus azeites receberam o selo Produtos Premium Origem e Qualidade RS. Outro carimbo, por exemplo, importante.

    No fim, o que fica é simples. A Estância das Oliveiras não é só uma fazenda. Nem só um caso de sucesso. É, acima de tudo, uma narrativa de insistência e excelência que redesenha o mapa do azeite brasileiro. E faz de Viamão, antes discreta, um destino obrigatório para quem quer entender o novo rosto do agro gaúcho.

  • Brasil tem 11 azeites entre os 100 mais premiados de 2025

    Brasil tem 11 azeites entre os 100 mais premiados de 2025

    O Brasil voltou a marcar presença no topo da olivicultura internacional. A edição 2025 do Evoo World Ranking, divulgada nesta sexta-feira, 14, confirmou 11 azeites brasileiros entre os 100 mais premiados do planeta. É um feito. É também um alerta. O país segue forte, mas já sente a respiração quente dos concorrentes.

    A lista é construída de um jeito simples e implacável: conta todos os prêmios conquistados em concursos internacionais ao longo do ano. Depois, soma tudo, cruza os resultados, organiza as posições. E pronto. Quem vence mais, sobe. Quem patina, desce. Às vezes rápido demais.

    E, neste ano, quem não patinou — nem de longe — foi a Estância das Oliveiras, de Viamão (RS). A fazenda, aliás, praticamente tomou a sala. Sete rótulos seus entraram no Top 100. Sete. Antes de qualquer coisa, isso já diz muito. Depois, confirma o que o setor comenta baixinho: é um domínio raro. E, por fim, mostra que o interior gaúcho segue empurrando a olivicultura brasileira para um patamar mais alto, passo a passo, safra a safra.

    O Coratina brilhou mais alto e garantiu a 22ª posição global. Logo atrás vieram o Signature (26º) e o Los Dos (29º). Curto, direto e incontestável: a Estância virou referência.

    Outros produtores também deixaram suas marcas. A Essenza Agroecológico, de Santo Antônio do Pinhal (SP), colocou três azeites da linha Mantikir na lista:
    — Summit Premium Blend de Campo (57º)
    — Coratina (71º)
    — Grappolo (91º)

    Na mesma cidade paulista, a Fazendas do Azeite Sabiá completou a presença brasileira com o Sabiá Blend de Terroir, na 88ª posição. Pequeno no número. Mas enorme no simbolismo.

    Recuo no ranking global

    A surpresa amarga veio no ranking de países. O Brasil caiu para a 6ª posição. Ficou atrás de Itália, Espanha, Turquia, Grécia e, agora, Portugal. Em 2024, os brasileiros tinham estreado no Top 5 — algo histórico. Mas Portugal avançou firme e ultrapassou.

    É queda? É. Mas é também parte do jogo. A olivicultura brasileira ainda é jovem. Cresce rápido.

    O Evoo World Ranking é uma das métricas mais respeitadas do setor. Junta resultados de dezenas de competições ao redor do mundo. É um espelho duro — às vezes ingrato —, mas necessário.

    E o reflexo de 2025 mostra um Brasil que segue relevante, criativo, competitivo. E que, apesar de escorregar um degrau, ainda disputa o andar de cima.

  • Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit

    Em um passo importante para ampliar ainda mais o diálogo com o público do agronegócio, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) firmou uma parceria estratégica com o Agro em Campo, vertical do portal iG dedicada exclusivamente ao setor. 

    A colaboração vai garantir uma cobertura especial da décima edição do Coffee Dinner & Summit, evento de destaque na cafeicultura mundial, marcado para acontecer entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Campinas (SP). Para dar ainda mais visibilidade ao projeto, já está no ar uma página exclusiva do Cecafé, no canal Agro em Campo (https://agroemcampo-homol.ig.com.br/cecafe). 

    O novo espaço digital será um repositório das principais discussões do evento e também o canal em que a cafeicultura ganhará destaque nos próximos meses.

    O Agro em Campo tem conquistado espaço como uma das vozes mais relevantes na comunicação voltada ao agronegócio brasileiro. Parte do iG — portal com mais de duas décadas de atuação no jornalismo digital —, o canal une tradição e dinamismo para entregar informação de qualidade. Essa combinação faz da plataforma um reforço estratégico para dar visibilidade a eventos do porte do Coffee Dinner & Summit.

    Mais do que apenas repercutir o evento, o objetivo da parceria é conectar o setor com diferentes públicos. O Agro em Campo aposta em uma linguagem direta, sem abrir mão da profundidade técnica, para tornar o conteúdo acessível tanto para quem já atua no campo quanto para quem quer entender melhor o universo do agro. 

    A interface leve e moderna do canal também contribui para essa aproximação, ampliando o alcance da informação e facilitando o engajamento.

    Uma década de protagonismo na cafeicultura mundial

    O 10º Coffee Dinner & Summit é um marco significativo na trajetória de um dos principais eventos da cafeicultura mundial. Com um formato renovado e mais dinâmico, distribuído em três dias consecutivos, o evento demonstra a evolução e o crescimento da iniciativa ao longo de duas décadas de realizações bem-sucedidas. A escolha de um novo local, o Royal Palm Hall, em Campinas (SP), reflete o cuidado dos organizadores em facilitar o deslocamento dos participantes e oferecer uma infraestrutura adequada ao porte do evento.

    “Nosso evento cresceu ao longo dos anos e entendemos que é necessário um local mais espaçoso, em uma cidade que facilite a questão logística dos participantes, além de ampliarmos o leque de temas de discussão diante de cenários desafiadores para todos os segmentos da cafeicultura mundial”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

    O tema central do evento, “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, não foi escolhido por acaso. Reflete as preocupações atuais do setor com as transformações nos padrões de comércio internacional, as novas exigências regulamentares e a necessidade de posicionar o café brasileiro como referência mundial em qualidade, sustentabilidade e inovação.

    Programação abrangente

    A programação do evento foi cuidadosamente estruturada para abordar todos os aspectos relevantes da cadeia produtiva cafeeira. O primeiro dia, 2 de julho, será marcado pela solenidade de abertura às 19h30, que contará com a participação de representantes dos governos federal e dos principais Estados produtores de café do Brasil. 

    Além dos representantes governamentais, estarão presentes lideranças da cadeia produtiva mundial, evidenciando o caráter internacional do evento. A programação inaugural será complementada por um coquetel de boas-vindas.

    O segundo dia, 3 de julho, concentrará a maior parte dos debates técnicos e estratégicos. Com uma programação que se estenderá das 9h30 às 18h05, o dia será estruturado em painéis temáticos que abordarão diferentes aspectos do mercado cafeeiro. 

    O painel de abertura, “CEO’s & Lideranças do agronegócio café global”, reunirá representantes de gigantes mundiais do setor como Neumann, Sucafina, ECOM, Louis Dreyfus e EISA. 

    Este encontro promete ser um dos momentos mais aguardados do evento, pois permitirá um debate direto entre os principais tomadores de decisão do mercado global sobre o cenário atual e os desafios futuros.

    A “Geopolítica Global” será tratada em um painel com lideranças dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Conselho Empresarial da América Latina, que abordarão os desafios do mercado diante dos episódios atuais relacionados a relações políticas e de poder entre os Estados.

    Um dos painéis mais relevantes para o contexto atual será o dedicado às “Organizações globais do café”, que abordará questões cruciais como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e as novas regras do comércio em tempos de ESG (Environmental, Social and Governance).

    Participarão deste debate autoridades da National Coffee Association (NCA) dos Estados Unidos, European Coffee Federation (ECF), British Coffee Association (BCA) do Reino Unido, Swiss Coffee Trade Association (SCTA) da Suíça, German Coffee Association da Alemanha, Organização Internacional do Café (OIC), além do próprio Cecafé.

    Também sobre o Regulamento da União Europeia, o evento contará com um “Coffee Talks” da bolsa Intercontinental Exchange (ICE), que apresentará o Serviço de Rastreabilidade de Mercadorias ICE (ICE CoT) para apoiar o comércio de cacau e café em conformidade com o EUDR.

    Sustentabilidade

    Uma inovação importante desta edição será a perspectiva feminina sobre o “Futuro da Cafeicultura Sustentável”. Este painel trará a ótica de representantes da OIC, German Coffee Association, da Embrapa e da Exportadora Guaxupé sobre a importância do emprego de práticas sustentáveis e regenerativas na cafeicultura, que já é marca na história da atividade cafeeira no Brasil.

    O encerramento do segundo dia será marcado pelo painel “Economia brasileira: o que esperar do futuro”, com a participação de representantes do Banco Central do Brasil e do Sicoob. Esta abordagem macroeconômica é essencial para contextualizar as discussões setoriais dentro do cenário econômico nacional mais amplo.

    Perspectivas de mercado e desafios logísticos

    O terceiro e último dia, 4 de julho, começará às 9h30 com discussões com o painel “Coffee market outlook”, com profissionais da Federación Nacional de Cafeteros (FNC) da Colômbia, da StoneX Financial Inc. e da Louis Dreyfus Company, que apresentarão suas considerações sobre o futuro do abastecimento do mercado cafeeiro, tornando essas perspectivas particularmente valiosas a todos os participantes da cadeia produtiva.

    A questão logística, sempre crítica para um país continental como o Brasil, será abordada no painel “Os desafios logísticos no abastecimento do café”. Participarão deste debate representantes do Cecafé, Brasil Terminal Portuário (BTP), Mediterranean Shipping do Brasil (MSC) e JDE Peet´s Brazil.

    O retorno após o almoço se dará com um “Coffee Talks” com José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades nas áreas de marketing em agronegócio. que tratará do branding “Cafés do Brasil” em tempos de governança socioambiental.

    A dimensão política do agronegócio será contemplada no painel “Futuro do agro brasileiro”, que apresentará a visão de governadores dos principais Eestados produtores de café, deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e lideranças do Instituto Pensar Agro (IPA), com mediação do presidente do Cecafé Márcio Ferreira. Esta abordagem política é fundamental, considerando que as políticas públicas exercem influência direta sobre a competitividade e a sustentabilidade do setor cafeeiro.

    Tendências de consumo 

    O último painel do Coffee Dinner & Summit 2025 abordará as “Tendências de consumo do café”, reunindo profissionais de empresas e entidades que representam os continentes onde o produto é mais consumido.

    Participarão deste debate representantes da NCA, Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e Melitta Group. Este painel é particularmente importante porque as tendências de consumo ditam as demandas futuras do mercado, influenciando desde as variedades cultivadas até as práticas de sustentabilidade adotadas.

    O encerramento do evento será às 19h, com o jantar de gala, em um ambiente descontraído para a consolidação dos contatos estabelecidos durante os três dias de debates. Este momento informal é onde se consolidam, frequentemente, as parcerias comerciais e os acordos que movimentarão o mercado nos meses seguintes.

    A décima edição do Coffee Dinner & Summit tem a expectativa de reunir 1.200 pessoas de todos os elos da cadeia produtiva cafeeira do Brasil e do mundo. 

    “Nosso intuito é abordar o importante papel do café brasileiro e suas iniciativas no desenvolvimento sustentável, geração de renda e contribuição para o equilíbrio climático no que se refere às boas práticas e ao sequestro de carbono da atmosfera”, explica Marcos Matos. 

    “Além do aspecto socioambiental, também promoveremos uma reflexão sobre o cenário macroeconômico interno e externo, as perspectivas de mercado e os desafios logísticos globais para garantir ao Brasil a posição de principal e confiável parceiro no comércio mundial de café”, complementa.

    Participação e oportunidades de patrocínio

    Para empresas interessadas em associar sua marca a um dos maiores eventos da cafeicultura mundial, o Cecafé disponibiliza informações sobre patrocínio através do contato [email protected]. 

    As pessoas interessadas em participar dos três dias de Summit, do coquetel de abertura ou do jantar de gala podem adquirir seus convites e mesas através da plataforma https://app.jalanlive.com/coffeedinner2025/home. A diversidade de opções de participação permite que diferentes perfis de interessados encontrem a modalidade mais adequada às suas necessidades e objetivos.

    Serviço e informações adicionais

    O 10º Coffee Dinner & Summit será realizado de 2 a 4 de julho de 2025, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP). Para mais informações, o site oficial do evento (https://coffeedinner.com.br/).

    A parceria entre o Cecafé e o Agro em Campo para a cobertura deste evento representa mais do que uma simples colaboração editorial; simboliza o compromisso de ambas as organizações com a transparência, a qualidade da informação e o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Através desta iniciativa, o público terá acesso privilegiado aos debates, insights e decisões que moldarão o futuro da cafeicultura brasileira e mundial nos próximos anos.

    Patrocinadores e apoio

    A 10ª edição do Coffee Dinner & Summit caminha para se tornar histórica com o suporte vindo dos patrocínios “Diamante”, do Grupo Tristão; “Ouro”, de Sicoob, StoneX, Cooxupé / SMC, ICE, e LIV Logística / Porto Seco Sul de Minas; e “Prata”, de Bayer, ofi e Serasa Experian.

    O evento conta com o apoio internacional da British Coffee Association (BCA), European Coffee Federation (ECF), German Coffee Association (Deutscher Kaffeeverband – DKV), International Coffee Organization (ICO), National Coffee Association (NCA) e Swiss Coffee Trade Association (SCTA).

    Como apoiadores nacionais, o 10º Coffee Dinner & Summit conta com as Associações Brasileiras da Indústria de Café Solúvel (Abics) e de Cafés Especiais (BSCA), a Associação Comercial de Santos (ACS), os Centros do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG) e de Vitória (CCCV), o Conselho Nacional do Café (CNC) e o Museu do Café.

  • STF mantém suspensão de processos relacionados ao Funrural

    STF mantém suspensão de processos relacionados ao Funrural

    A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a suspensão de todos os processos que discutem a sub-rogação na cobrança do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). Essa regra estabelece que as empresas que compram a produção de empregadores rurais são responsáveis pelo recolhimento da contribuição.

    Em janeiro, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão inicial, atuando como relator da ação que questiona a cobrança. Outros ministros, incluindo Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, confirmaram a medida. O julgamento virtual deve ser concluído nesta sexta-feira, 21 de fevereiro, com os votos pendentes de Nunes Marques, André Mendonça e Luís Roberto Barroso.

    Com essa decisão, a suspensão se mantém até que o Plenário do STF decida sobre a responsabilidade das empresas no recolhimento do Funrural. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.395 aborda o tema e ainda não definiu se as empresas devem efetuar os pagamentos.

    Justificativa

    Gilmar Mendes justificou sua decisão ao apontar a existência de reclamações no STF devido a decisões divergentes em instâncias inferiores sobre o assunto. “Não parece razoável permitir que ações transitem em julgado nesse cenário de incerteza”, escreveu o ministro.

    João Eduardo Diamantino, do Diamantino Advogados Associados, comentou sobre a situação: “A novela do Funrural ainda não terminou. Falta decidir o mérito da questão e o processo já foi incluído em pauta mais de uma dezena de vezes e não há previsão de julgamento”.

    Em 2017, o STF declarou que a contribuição do empregador rural pessoa física ao Funrural é constitucional. Desde então, o debate sobre a responsabilidade da empresa que compra o produto agrícola pelo recolhimento da contribuição tem gerado controvérsias. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) questiona essa cobrança e defende que as decisões judiciais têm mantido a sub-rogação.

    A continuidade da suspensão dos processos mantém o cenário incerto para as partes envolvidas até que o Supremo proclame uma decisão final.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Nosso Agro Tem Força. Governo de SP renova incentivos do setor
    + Agro em Campo: Governador Jorginho Mello lança programa Terra Boa 2025

  • Produtores e especialistas se reúnem em dia de campo

    Produtores e especialistas se reúnem em dia de campo

    Mais de 150 produtores rurais e especialistas do setor se reuniram no último sábado, 8 de fevereiro de 2025, no Campo Experimental da Satis em Araxá (MG), para o tradicional Dia de Campo da empresa. O evento, totalmente dedicado à cultura da soja, abordou temas cruciais como manejo nutricional e fitossanitário, apresentando resultados de experimentos técnicos com soluções desenvolvidas pela Satis.

    O Dia de Campo promoveu a troca de experiências e informações para otimizar os resultados no campo. Os participantes puderam conferir três estações temáticas, com foco em:

    • Manejo nutricional da soja
    • Manejo fitossanitário da soja
    • Resultados de experimentos técnicos com soluções Satis

    Importância da nutrição e fisiologia vegetal

    Um dos momentos altos do evento foi a palestra do renomado professor e pesquisador dr. evandro fagan, referência nacional em nutrição e fisiologia vegetal. o especialista abordou as principais etapas do desenvolvimento da soja, desde a implantação até o enchimento de grãos, destacando a importância do tratamento de sementes, aplicações no sulco de semeadura, cuidados durante o crescimento vegetativo e a indução de resistências.

    “precisamos cada vez mais trabalhar neste tipo de eventos. isso porque, ao mesmo tempo em que estamos apresentando novas tecnologias e soluções, existe também a interação entre produtores. e essa troca de experiências é fundamental para disseminar ainda mais o conhecimento. a satis está de parabéns pela iniciativa”, comentou dr. fagan.

    Satis reforça compromisso com o agro sustentável

    O presidente da Satis, José do Nascimento Ribeiro, agradeceu a presença do público. E reforçou o compromisso da empresa com o desenvolvimento contínuo do agronegócio, através de ações que favoreçam a inovação, a pesquisa e a sustentabilidade.

    “Temos um propósito de cultivar o futuro com tecnologia, pesquisa e sustentabilidade. O agronegócio está em constante evolução. E sabemos que, para continuar crescendo, precisamos unir forças, investir em inovação e trabalhar lado a lado com o produtor rural”, afirmou Ribeiro.

    O Dia de Campo da Satis contou com a presença de representantes de importantes entidades do setor. FAEMG SENAR e Emater marcaram presença, além de empresas parceiras locais. A programação foi encerrada com música ao vivo e almoço para os participantes.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Cecafé destaca sustentabilidade do café brasileiro a organizações japonesas
    + Agro em Campo: Novo inseticida contra cigarrinha-do-milho e a mosca-branca

  • Morador flagra família de peixes invadindo casa em Mato Grosso

    Morador flagra família de peixes invadindo casa em Mato Grosso

    Um casal de peixes Jacundá e seus filhotes foram gravados nadando dentro de uma casa alagada em Cocalinho, em Mato Grosso, após as fortes chuvas que atingiram a região do médio Araguaia. A residência, localizada a 765 km de Cuiabá, ficou inundada devido ao aumento do nível do rio, que transbordou.

    O pescador Eduardo Martins Lopes, de 38 anos, registrou o momento inusitado na casa de seu amigo Tião. Ele relatou que o vizinho o chamou para ver a situação, pois não reconhecia a espécie dos peixes.  A espécie também é conhecida na região pelos nomes Maria-Mole, Maria-Sabão e Maria-Joana. Apesar de ser pescador profissional, Eduardo se encantou profundamente com o momento que viveu

    No vídeo, é possível observar os filhotes se agrupando em um canto da casa, enquanto os dois peixes adultos os protegem.

    https://youtube.com/shorts/5gRuuPLDClY

    Eduardo também comentou sobre o comportamento dos peixes. Segundo ele, a família buscava abrigo contra predadores maiores, como piranhas e tucunarés, que costumam atacar os filhotes durante as cheias.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Hilda, vaca fertilizada in vitro promete diminuir gases do efeito estufa
    + Agro em Campo: Volta de Trump intensifica desafios e oportuniaddes do agro brasileiro

    Alerta Inmet

    As chuvas intensas que causaram essa invasão levaram o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) a emitir um alerta laranja para 114 cidades do Mato Grosso O alerta prevê chuvas de 30 a 60 milímetros por hora e ventos fortes, aumentando os riscos de alagamentos e danos à infraestrutura local.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para chuvas de até 100 milímetros por dia e risco de granizo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Portanto, o instituto também alerta para o risco de danos em plantações devido à intensidade das precipitações previstas para o início da semana.

  • Ponte Bioceânica recebe gelo para suportar calor do Pantanal

    Ponte Bioceânica recebe gelo para suportar calor do Pantanal

    A construção da Ponte da Bioceânica, que ligará o Brasil ao Paraguai, enfrenta um desafio significativo: o calor extremo que pode alcançar até 41,8ºC no Pantanal. Para garantir a durabilidade e a resistência da estrutura, os engenheiros decidiram misturar gelo ao concreto utilizado na obra. Essa técnica inovadora visa não apenas melhorar a qualidade do material, mas também assegurar que a ponte suporte as altas temperaturas da região.

    O uso de gelo no concreto é uma prática que tem se mostrado eficaz em diversas construções. A adição de gelo ajuda a controlar a temperatura do concreto durante o processo de cura, evitando fissuras e aumentando a resistência final. Além disso, essa abordagem é especialmente relevante no Pantanal, onde as condições climáticas podem ser severas e imprevisíveis.

    Desenvolvimento da região

    A Ponte da Bioceânica é uma obra crucial para o desenvolvimento econômico da região. Ela facilitará o transporte de mercadorias entre os países do Mercosul e abrirá novas rotas para o turismo e agronegócio. O governo brasileiro investe na infraestrutura para impulsionar o comércio e promover o turismo na área, que é rica em biodiversidade e cultura.

    Com a construção em andamento, as autoridades locais esperam que a ponte não apenas melhore a logística entre Brasil e Paraguai, mas também atraia visitantes para o Pantanal. A beleza natural da região, combinada com uma infraestrutura moderna, pode transformar o Pantanal em um destino turístico ainda mais atrativo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça os 5 cafés mais caros e exóticos do mundo
    + Agro em Campo: Sucuri gigante é flagrada enrolada em capivara em Bonito/MS

    A Rota Bioceânica, que conecta o Brasil ao Paraguai e se estende até o Chile, é um projeto estratégico que promete transformar o agronegócio brasileiro, especialmente em Mato Grosso do Sul. A construção da ponte que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta é um dos marcos dessa rota, que visa não apenas facilitar o transporte de mercadorias, mas também integrar economicamente a região.

    Foto: Divulgação – Toninho Ruiz

    Importância para o Agronegócio

    A Ponte Bioceânica representa uma oportunidade significativa para o agronegócio brasileiro por várias razões:

    • Redução de Custos Logísticos: A implementação do corredor rodoviário pode diminuir os custos logísticos em até 30% para os produtores de Mato Grosso do Sul. Essa redução é crucial para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
    • Acesso a Novos Mercados: Com a rota, os produtores terão acesso facilitado aos portos chilenos, permitindo uma exportação mais rápida e eficiente de grãos e outros produtos agrícolas. A navegação para mercados asiáticos será encurtada em aproximadamente 12 dias em comparação com rotas tradicionais, como a partir do Porto de Santos.
    • Hub Logístico: Porto Murtinho se posiciona como um hub logístico estratégico. O desenvolvimento de um porto multifuncional na cidade permitirá não apenas a exportação de grãos, mas também a importação de insumos como fertilizantes e adubos, criando um ciclo logístico mais eficiente e econômico.
    • Integração Regional: A rota promoverá uma integração econômica entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Essa colaboração pode resultar em um aumento nas trocas comerciais e no fortalecimento das relações entre os países da região.
    • Desenvolvimento Sustentável: Além dos benefícios econômicos diretos, a Rota Bioceânica pode estimular investimentos em infraestrutura e serviços nas áreas adjacentes, promovendo um desenvolvimento sustentável que beneficiará as comunidades locais.
    Foto: Divulgação – Álvaro Rezende

    Expectativas Futuras

    As expectativas são altas para a conclusão das obras da Rota Bioceânica, prevista para 2025. O impacto positivo no agronegócio, portanto, é evidente.

    Com uma logística mais eficiente e acesso ampliado aos mercados internacionais, os produtores brasileiros estarão melhor posicionados para competir globalmente. Assim, a Rota Bioceânica se configura como uma peça-chave no fortalecimento do agronegócio brasileiro e na promoção do desenvolvimento regional.