O mercado de soja apresentou alta nos preços na última semana, impulsionado pela valorização do dólar. Segundo o Cepea, o cenário animou os produtores. Ou seja, eles estão mais confiantes para as vendas de 2025, apesar da previsão de uma safra recorde no Brasil.
Em novembro, até o dia 28, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná atingiu a média de R$ 140,46 por saca de 60 kg, o maior valor do ano em termos reais, considerando o IGP-DI de outubro.
Pesquisadores destacam que o dólar, cotado em torno de R$ 6, encarece os insumos importados, como fertilizantes, o que pressiona os custos de produção, especialmente nas lavouras de segunda safra. Por outro lado, a valorização cambial beneficia a receita em Reais dos produtos exportados e fortalece a paridade de exportação.
Enquanto isso, os preços do milho continuam em queda no mercado interno. A retração dos consumidores e a desvalorização nos mercados futuros e externos intensificaram a pressão sobre as cotações domésticas, conforme aponta o Cepea.
As chuvas recentes têm favorecido o plantio e o desenvolvimento da safra verão, diminuindo o receio de atrasos no cultivo da segunda safra em 2025. As condições climáticas também aceleraram a semeadura de milho e soja, garantindo maior tranquilidade para os produtores.
Pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário climático favorável contribui para a manutenção da oferta e reduz temores de períodos fora da janela ideal para o plantio da próxima safra.
O Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,31 trilhão na safra 2024/25, segundo estimativa do Ministério da Agricultura. O dado representa um aumento de 7,6% em comparação com a temporada anterior.
Desse total, R$ 874,8 bilhões (67,7%) virão das lavouras, enquanto a pecuária será responsável por R$ 435,05 bilhões (32,6%). Na comparação com 2023/24, o VBP das lavouras subiu 6,7%, enquanto a pecuária registrou alta de 9,5%.
As lavouras de laranja lideram o crescimento do VBP, com avanço de 23,7%, alcançando R$ 35,66 bilhões. Em seguida, a soja soma R$ 339,25 bilhões, aumento de 16,5%, enquanto o café atinge R$ 83,92 bilhões, alta de 16,1%. Segundo o ministério, os resultados de laranja e café refletem a valorização dos preços, enquanto o crescimento da soja foi impulsionado pelo aumento na produção.
Na pecuária, a cadeia de suínos apresenta o maior crescimento, com alta de 19,5% e VBP de R$ 62,74 bilhões. O setor bovino deverá alcançar R$ 180,48 bilhões, avanço de 18,8%, enquanto a pecuária leiteira crescerá 4,9%, somando R$ 4,9 bilhões. O ministério atribui a expansão dos setores ao aumento dos preços.
Os números reforçam o desempenho positivo do agronegócio na economia brasileira e projetam otimismo para a temporada.
As exportações de soja também devem crescer 5,9%, chegando a 104,1 milhões de toneladas. Além disso, o processamento interno, por sua vez, deve atingir 57 milhões de toneladas, representando um aumento de 4,6%.
Complexo soja
O complexo da soja promete bom desempenho no próximo ano, com destaque para o farelo. Em resumo, a produção desse subproduto deve atingir 44 milhões de toneladas, uma alta de 5,5%. As exportações de farelo podem crescer 3,6%, alcançando 22,9 milhões de toneladas. Já o consumo interno deve avançar 3,7%, totalizando 19,5 milhões de toneladas.
No caso do óleo de soja, a produção deve somar 11,4 milhões de toneladas, com alta de 3,6%. A demanda interna deve aumentar 6,1%, atingindo 10,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, as exportações de óleo de soja podem registrar queda de 23,1%, fechando 2025 em 1 milhão de toneladas.
Esses números reforçam a relevância do Brasil como um dos principais players no mercado global de soja.
A atual safra de soja em Mato Grosso, que já mostrava sinais de atraso até meados de outubro, ganhou fôlego com o esforço dos agricultores. Eles expandiram rapidamente a área plantada de 8,8% para 25% em apenas uma semana, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Esse avanço busca evitar que o plantio da segunda safra de milho seja empurrado para uma janela de menor produtividade em março. Isso limitaria a cobertura do seguro agrícola, conforme as diretrizes do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
No entanto, o fenômeno La Niña traz novas preocupações. Segundo previsões da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), fortes chuvas são esperadas para janeiro e fevereiro, período crítico para a colheita da soja. A situação remete ao ciclo 2020/21, quando a precipitação elevada causou perdas substanciais em várias regiões do estado, atrasos no escoamento da produção e descontos severos na qualidade dos grãos.
Safra soja 2020/2021
Estudo do IMEA indica que, entre o final de outubro e início de novembro, os produtores concentrarão mais de 83% da semeadura. Isso supera a marca de 2020/21, que registrou 80% da área plantada em período similar. Esse ritmo acelerado, embora positivo para a segunda safra, preocupa em razão da pressão que a colheita concentrada poderá exercer sobre a logística e a capacidade de recebimento.
Diego Bertuol, diretor administrativo da Aprosoja MT, alerta para um cenário semelhante ao de 2020. Neste ano, as dificuldades no escoamento resultaram em cargas deterioradas e descontos de qualidade que, em casos extremos, chegaram a 90%. “Precisamos de planejamento eficaz por parte das tradings, incluindo a extensão de turnos e investimentos na infraestrutura de recebimento, para que não se repitam perdas evitáveis.”
A Aprosoja MT orienta os produtores a estarem atentos às negociações com compradores e lembra que o Programa Classificador Legal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está disponível para mediações em casos de litígios sobre a qualidade dos grãos.
A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos mexeu com os mercados, mas os preços da soja contrariaram expectativas. Nesta quarta-feira (6/11), os contratos de soja para janeiro subiram 0,20%, encerrando a sessão a US$ 10,0375 por bushel na Bolsa de Chicago.
Dólar
O dólar disparou no exterior após a vitória do candidato republicano, movimento que geralmente pressiona as commodities agrícolas. Durante o pregão, a soja chegou a cair para US$ 9,82, mas reverteu as perdas no fechamento.
Segundo especialistas, o aumento recente nas exportações de soja dos EUA foi um fator-chave. Apesar da possibilidade de novas sanções e tarifas sobre exportações à China, os compradores asiáticos aceleraram as aquisições. Nas últimas semanas, os embarques semanais saltaram de 800 mil para mais de 2 milhões de toneladas.
Uma nova guerra comercial entre EUA e China, caso se confirme, pode favorecer o Brasil. Assim como em 2018, os chineses podem recorrer à soja brasileira. No entanto, a China já possui estoques suficientes para até dois meses, o que pode moderar o impacto no curto prazo.
Milho e trigo também registram alta
No mercado de milho, os contratos para dezembro subiram 1,85%, fechando a US$ 4,2625 por bushel. O trigo também encerrou em alta, com lotes para dezembro avançando 0,13%, para US$ 5,7325 por bushel.
A reação positiva dos grãos, mesmo com a valorização do dólar, reforça a complexidade do mercado agrícola global e os efeitos de uma possível reconfiguração comercial entre as maiores economias do mundo.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou em 2024 a aprovação do glufosinato-P, um novo ingrediente ativo herbicida que promete ser uma alternativa viável ao dicamba, anteriormente restringido devido a preocupações com a saúde e o meio ambiente. A decisão marca um avanço na gestão de ervas daninhas, especialmente para culturas como milho, soja, algodão e canola.
O glufosinato-P atua como um herbicida de amplo espectro, interferindo na fotossíntese das plantas e provocando a acumulação de amônia em níveis tóxicos. Ele se destaca por sua aplicação pós-emergente flexível, útil em culturas resistentes ao glufosinato, e é eficiente com uma menor taxa de aplicação, reduzindo a quantidade de químicos dispersos no ambiente.
A novidade é considerada um avanço para os agricultores, que agora contam com uma solução mais eficiente e ambientalmente consciente. O glufosinato-P exige cerca de metade da quantidade de produto em comparação com opções anteriores, resultando em menor impacto ambiental. A EPA destaca que a inovação faz parte de uma nova estratégia para proteger espécies ameaçadas e promover a conservação ambiental.
Avaliações de saúde e impacto ambiental
Antes da aprovação, a EPA realizou análises rigorosas para verificar os possíveis riscos do herbicida. Enquanto os resultados não apontaram ameaças diretas à saúde humana, foram detectados riscos potenciais para algumas plantas e espécies animais, incluindo invertebrados terrestres e mamíferos. Em resposta, a EPA introduziu instruções de uso específicas para mitigar esses riscos, como a implementação de zonas de proteção de 10 pés para evitar a deriva de pulverização.
Entidades agrícolas expressaram preocupações com as restrições adicionais. A American Soybean Association (ASA) criticou as medidas, alegando que impõem desafios regulatórios injustos aos agricultores. Alan Meadows, da ASA, afirmou que a EPA cedeu a pressões ambientais, prejudicando os interesses dos produtores rurais. “Essas limitações ultrapassam as avaliações de segurança já existentes e estabelecem um precedente preocupante”, comentou.
Medidas mitigatórias e perspectivas futuras
A EPA esclareceu que as novas diretrizes têm como objetivo proteger habitats críticos e minimizar impactos negativos. Entre as precauções estão buffers para evitar a contaminação de áreas sensíveis. O glufosinato-P representa um marco na agricultura sustentável, equilibrando produtividade com responsabilidade ecológica e servindo de modelo para futuras aprovações de herbicidas sob o novo Quadro Estratégico de Herbicidas da agência.
A decisão evidencia um esforço para conciliar a necessidade de controle de ervas daninhas com a preservação de espécies e ecossistemas, estabelecendo um padrão que poderá orientar políticas agrícolas e ambientais nos próximos anos.
A presidente da Danone na América Latina, Silvia Dávila, afirmou nesta quarta-feira (30) que a empresa “continua comprando soja brasileira, em conformidade com as regulamentações locais e internacionais”. A declaração foi divulgada por meio de uma nota na página oficial da Danone global no LinkedIn.
Silvia lamentou as informações incorretas que circulam sobre a Danone e a origem da soja brasileira. Sua afirmação ocorre seis dias após o diretor financeiro global da empresa, Juergen Esser, ter declarado à agência Reuters, em Londres, que a Danone havia deixado de importar soja do Brasil. Essa declaração gerou uma reação negativa entre os produtores de soja brasileiros e o Ministério da Agricultura.
Na nota desta quarta-feira, Silvia não abordou diretamente a declaração de Esser. No dia anterior, a Danone do Brasil já havia afirmado que “a informação veiculada não procede” e que a empresa continua comprando o grão nacional. A presidente destacou que, na União Europeia, “os produtores de leite obtêm sua ração diretamente de fornecedores de sua escolha”. E que “a soja brasileira é um insumo importante para a indústria” na região.
Contexto da declaração
Na reportagem da Reuters publicada na última sexta-feira (25), Esser não explicou os motivos pelos quais a empresa teria interrompido as importações de soja brasileira. Ele afirmou: “Nós não obtemos soja do Brasil mais”, acrescentando que a multinacional agora estava “absolutamente” importando soja da Ásia. O diretor financeiro também mencionou que a Danone possui um rastreamento completo para garantir que utiliza apenas ingredientes sustentáveis.
Reação do setor
A fala de Esser gerou críticas da Aprosoja, associação dos produtores de soja, que classificou suas declarações como uma “demonstração de desconhecimento” do processo produtivo no Brasil. A associação alertou que os produtores rurais brasileiros, cansados de serem injustamente apontados como vilões, podem considerar boicotar a Danone e outras marcas globais.
O governo brasileiro também se manifestou em resposta às declarações da Danone e de outras empresas do setor agroalimentar europeu que optaram por interromper a aquisição de soja do Brasil. O Ministério da Agricultura criticou as “posturas intempestivas e descabidas” anunciadas por empresas europeias com forte presença no mercado brasileiro.
Na mesma data, a Danone do Brasil divulgou uma nota reafirmando seu compromisso em continuar comprando soja nacional. O comunicado de Silvia Dávila foi postado na página do LinkedIn da empresa em inglês e posteriormente traduzido para o português pela comunicação da Danone do Brasil.
Leia a nota na íntegra
“Lamentamos as informações incorretas que circulam sobre a Danone e a origem da soja brasileira. Confirmamos que a Danone continua comprando soja brasileira, em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.
Reconhecemos o notável compromisso do governo brasileiro em preservar as florestas locais e seus sólidos programas dedicados à proteção da floresta amazônica e ao avanço da agricultura sustentável de soja. Também reconhecemos as associações de classe e os agricultores brasileiros que têm se dedicado incansavelmente à sustentabilidade e à inovação no campo.
A Danone tem uma forte presença no Brasil há mais de 50 anos e investe anualmente em ações que priorizam o apoio e o desenvolvimento de grandes e pequenos produtores locais, incentivando práticas mais sustentáveis em toda a nossa cadeia de suprimentos.
Reprodução – Linkedin
A soja brasileira é um insumo essencial na cadeia de suprimentos de ração animal da Danone para os produtores de leite no Brasil. E continua a ser utilizada, com a maior parte desse volume sendo disponibilizada a eles por meio da Central de Compras da Danone. Incluindo processos que garantem sua origem de áreas não desmatadas.
Em outras regiões, como na UE, onde produtores de leite obtêm sua ração diretamente de fornecedores de sua escolha, a soja brasileira é um insumo importante para a indústria. A Danone trabalha ativamente com os produtores de leite para garantir que a soja seja proveniente de fontes sustentáveis e verificadas como livres de desmatamento, independentemente da origem geográfica. Também incentivamos ativamente os produtores de leite a comprarem ração apenas de comerciantes que respeitem seus compromissos ou possuam certificações credíveis.
Mais uma vez, reafirmamos com orgulho o compromisso inabalável da Danone com todos os nossos stakeholders no Brasil. Incluindo fornecedores, agricultores, governo, consumidores, clientes e comunidades.
Silvia Dávila, membro do Comitê Executivo Global e Presidente Regional América Latina na Danone.”
A Aprosoja Brasil, entidade que representa os agricultores do maior produtor e exportador global de soja, manifestou que há “motivos de sobra” para que os produtores rurais brasileiros boicotem a Danone.
Essa declaração surge após um alto executivo da multinacional francesa afirmar que a empresa não comprará mais soja do Brasil.
Em resposta, o Ministério da Agricultura do Brasil destacou que o país deve ser tratado com “a mesma justiça e equilíbrio que pautam as relações comerciais internacionais”.
O ministério também rechaçou as “posturas intempestivas e descabidas” de empresas europeias com forte presença no mercado brasileiro, sem especificar quais seriam essas empresas.
Entenda a polêmica criada pela Danone
A situação se agravou quando Juergen Esser, CFO da Danone, declarou à Reuters que a empresa havia interrompido a importação de soja brasileira. O motivo alegado estaria relacionado a questões de sustentabilidade.
Contudo, a Danone do Brasil negou essa afirmação, afirmando que continua a adquirir soja nacional em conformidade com as regulamentações locais e internacionais.
“A Danone está há mais de 50 anos no Brasil e investe anualmente em ações que priorizam o apoio e o desenvolvimento de grandes a pequenos produtores locais, incentivando práticas mais sustentáveis em todos os elos da nossa cadeia de fornecimento,” afirmou a empresa em comunicado.
A companhia ressaltou, além disso, que a soja brasileira é essencial para sua cadeia de fornecimento. “A soja brasileira é um insumo essencial na cadeia de fornecimento da companhia no Brasil e continua sendo utilizada.”
Legislação Brasileira
O governo brasileiro enfatizou que possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e considera arbitrárias as normas propostas pela União Europeia.
O Ministério Agricultura manifestou, portanto, seu compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e transparentes.
O PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode registrar uma queda de 5,77% em 2024, totalizando R$ 521,3 bilhões. Essa redução segue um ano de 2023 marcado por uma alta expressiva de 22% e está relacionada à quebra da safra de soja, que impactou negativamente os agrosserviços.
Os dados são de um levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), com informações disponíveis até o segundo trimestre deste ano.
Expectativas para o PIB
Apesar da queda projetada, o bom desempenho esperado para a indústria do biodiesel deve amenizar a redução do PIB da cadeia produtiva. O crescimento estimado é de 26,92% para esse setor.
Mesmo em declínio, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2024 ainda deverá superar significativamente os níveis anteriores à pandemia. Isso representa 20,8% do PIB do agronegócio nacional e 4,5% da economia brasileira como um todo.
Os preços dos produtos continuam desfavoráveis em comparação a 2023, embora tenha havido uma melhora no segundo trimestre. A queda estimada dos preços relativos é de 17,1%, resultando em uma redução de 21,88% na renda real dos produtores.
A estimativa para o número de pessoas ocupadas na cadeia da soja e do biodiesel no segundo trimestre de 2024 indica uma continuidade na tendência de queda em relação a 2023, com um total de 2,24 milhões de trabalhadores, representando uma redução de 4%.
As participações dessa cadeia na ocupação total do agronegócio (9,51%) e na economia brasileira (2,23%) também diminuíram.
Comércio exterior
No segundo trimestre de 2024, o volume das exportações da cadeia de soja e biodiesel atingiu 48,98 milhões de toneladas, uma redução de 3,71% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O valor exportado também caiu 20,87%, totalizando US$ 24,24 bilhões. Essa desaceleração nas exportações reflete a diminuição dos preços no mercado internacional e a menor quantidade produzida pela soja no Brasil.
Entretanto, as exportações para a China (2,88%), Leste Asiático (8,56%), Oriente Médio (18,10%) e África (23,17%) aumentaram.
Essas regiões juntas representaram 75% do volume total das exportações brasileiras da cadeia produtiva da soja e do biodiesel no segundo trimestre de 2024.
Em contrapartida, as exportações para outras regiões como União Europeia (-3,26%) e América do Norte (-37,27%) sofreram quedas significativas.
A indústria do biodiesel se mostra fundamental para mitigar a queda prevista no PIB da cadeia da soja em 2024. Com um crescimento esperado nesse setor e estratégias adequadas para enfrentar os desafios atuais, a cadeia produtiva pode manter sua relevância na economia brasileira.
A Fenasoja 2024, reconhecida como a maior feira multissetorial do Brasil, acontecerá de 29 de novembro a 8 de dezembro, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa, RS. Este evento é um marco para o agronegócio e a economia regional, pois reunirá 600 expositores e atrairá milhares de visitantes.
A cerimônia de abertura será realizada no sábado, dia 30 de novembro, às 9h, com uma apresentação especial da Orquestra da ULBRA. Além disso, os pavilhões abrirão diariamente às 10h e encerrarão as atividades às 22h, com ingresso a R$ 10.
O evento promete uma rica programação cultural, que incluirá música, dança, teatro e circo. Também haverá painéis comemorativos dos 100 anos da soja no Brasil, que ocorrerão entre os dias 2 e 6 de dezembro.
Shows Nacionais
Os shows nacionais são um dos destaques da programação. No dia 29 de novembro, o Grupo Raça Negra abrirá as festividades.
Seguindo a agenda, no dia 1º de dezembro, Pedro Sampaio se apresentará; no dia 5, as bandas Corpo e Alma e San Marino subirão ao palco; e no dia 6, Bruno e Marrone encantarão o público.
A programação continua com Júlia e Rafaela e DJ GBR no dia 7, encerrando com Ana Castela no dia 8 de dezembro. Os ingressos para os shows podem ser adquiridos pelo site oficial da feira.
A Fenasoja não é apenas uma vitrine para negócios, mas também um espaço para a troca cultural e a promoção do desenvolvimento regional.
Além disso, com uma infraestrutura pensada para proporcionar uma experiência agradável aos visitantes, o evento se reafirma como um ponto crucial para o fortalecimento do agronegócio e das relações comerciais entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Fenasoja 2024 Data: de 29 de novembro a 8 de dezembro
Local: Santa Rosa/RS