Tag: soja

  • Soja, milho e feijão: preços seguem tendências diferentes; entenda

    Soja, milho e feijão: preços seguem tendências diferentes; entenda

    Os preços da soja recuaram no Brasil na última semana. A entrada da nova safra 2024/25, especialmente no Paraná, e a desvalorização do dólar frente ao real aumentaram a pressão sobre as cotações.

    Colheita da soja

    Segundo o Cepea, a colheita avançou no sul de Mato Grosso do Sul e no Paraná, onde o clima esteve mais favorável. No entanto, as chuvas no Cerrado dificultaram parcialmente os trabalhos em campo.

    Milho: ritmo lento nas negociações e variação nos preços

    O mercado de milho manteve preços estáveis, enquanto os produtores seguem concentrados na colheita da safra de verão e na semeadura da segunda safra. Dados do Cepea indicam que o clima seco favoreceu a colheita no Paraná e no Rio Grande do Sul, mas preocupa em áreas como Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, chuvas intensas reduziram o ritmo das atividades, atrasando a semeadura.

    Feijão: oferta em alta, mas qualidade menor afeta vendas

    A colheita da primeira safra de feijão avança no Brasil, mas a baixa qualidade dos grãos limita as negociações. Segundo o Cepea, as chuvas em importantes regiões produtoras aumentaram a oferta de lotes com defeitos e manchas, restringindo produtos de melhor qualidade. Os preços seguem pressionados, com pequenas oscilações diárias.

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  • Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    Produção de grãos no Brasil deve crescer 8,2%

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, prevendo uma produção de 322,53 milhões de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo anterior, com um aumento aproximado de 24,6 milhões de toneladas na colheita.

    Esse crescimento é resultado da expectativa de aumento na área plantada e da recuperação na produtividade média das lavouras no Brasil. Segundo o 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, os agricultores deverão semear cerca de 81,4 milhões de hectares durante este ciclo.

    Thays Moura, fundadora da fintech Agree, observa que esses dados indicam um cenário promissor para o setor agrícola. “O planejamento financeiro é crucial para aproveitar as oportunidades que surgem com esse crescimento. Soluções de crédito personalizadas serão essenciais para atender às necessidades dos produtores”, destaca.

    Destaques por cultura

    Entre os principais produtos, a Conab projeta um aumento na área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no ciclo atual. A semeadura já começou nas principais regiões produtoras e cobre 65% da área total, conforme o relatório Progresso de Safra. A produção deve ultrapassar 12 milhões de toneladas, com uma produtividade projetada em 6.814 quilos por hectare.

    Para a primeira safra de feijão, a estimativa é uma recuperação de 3,6% na área cultivada, totalizando 892,3 mil hectares e uma produção esperada de 991,6 mil toneladas. No caso da soja, projeta-se um aumento de 2,6% na área plantada, atingindo 47,36 milhões de hectares, com uma produtividade média 9,6% maior, resultando em 166,14 milhões de toneladas.

    O milho deve manter uma área estável em 21 milhões de hectares, com uma safra total estimada em 119,8 milhões de toneladas, sendo 22,8 milhões provenientes do primeiro ciclo já semeado em 48,7% da área. Para o trigo, espera-se uma produção de 8,11 milhões de toneladas, com 79,4% da área já colhida.

    Necessidade de crédito e inovação

    Moura ressalta que os agricultores continuarão a precisar de crédito para adquirir insumos e realizar investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. “A expectativa é que a melhoria na produtividade média das lavouras seja resultado dos investimentos em tecnologia e boas práticas agrícolas”, afirma.

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    Ela também destaca que é fundamental aumentar o suporte em termos de crédito para inovação tecnológica, como agricultura de precisão e aquisição de equipamentos modernos. “O crédito rural deve ser complementado com estratégias como seguros agrícolas e contratos futuros para garantir a sustentabilidade financeira dos negócios”, explica.

    Expectativas para o agronegócio

    De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio pode crescer 5% em 2025. Esse avanço deve-se ao aumento da produção primária agrícola e ao crescimento da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Apesar do cenário otimista, desafios como a alta do dólar e dos juros ainda persistem. A Agree se propõe a oferecer suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural com condições favoráveis e atendimento personalizado.

    Com as previsões otimistas para a safra 2024/25 e a crescente demanda por crédito e tecnologia no setor agrícola, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios do mercado enquanto busca consolidar sua posição como um dos principais produtores agrícolas do mundo. A colaboração entre instituições financeiras e agricultores será crucial para garantir o sucesso dessa empreitada.

  • Preços da soja têm comportamentos opostos no Brasil e nos EUA

    Preços da soja têm comportamentos opostos no Brasil e nos EUA

    Os preços da soja apresentaram movimentos distintos no Brasil e nos Estados Unidos na última semana. De acordo com o Cepea, as cotações norte-americanas subiram devido à estimativa de menor produção e à demanda aquecida. No Brasil, porém, os valores recuaram por causa das projeções de safra recorde

    No mercado interno, a liquidez foi baixa. O restante da safra 2023/24 está praticamente esgotado, e a colheita da safra 2024/25 está apenas começando, segundo pesquisadores do Cepea. Para esta temporada, o USDA mantém uma previsão de 169 milhões de toneladas, volume 10,5% superior ao da safra anterior. A Conab projeta 166,33 milhões de toneladas, consolidando também um recorde histórico de produção no País.

    Colheita de feijão avança, mas grãos de alta qualidade são escassos

    A colheita da primeira safra de feijão avançou no Brasil, com o Paraná alcançando 74% da área colhida até 13 de janeiro, conforme dados do Deral/Seab analisados ​​pelo Cepea. A maior parte dos grãos disponíveis apresenta notas 8 e 8,5, especialmente da variedade Sábia, conhecida pelo rápido escurecimento

    No entanto, grãos de alta qualidade, com notas 9 e 10, são escassos no Paraná e em outras regiões produtoras. Pesquisadores do Cepea atribuem essa situação às mudanças climáticas, que melhoraram a qualidade em algumas áreas, e à oferta sazonal limitada.

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    Preços do milho seguem firmes com oferta restrita e demanda aquecida

    Os preços do milho continuam em alta no mercado brasileiro. A retração de vendedores, os baixos estoques e a demanda interna sustentaram as cotações, segundo o Ce

    Parte dos compradores ativos estiveram no mercado spot ao longo da última semana, enquanto os produtores focaram em trabalhos de campo. Dados da Conab mostram que o estoque de passagem da safra 2023/24, que termina em janeiro, caiu para 2,53 milhões de toneladas, bem abaixo dos 4,42 milhões de toneladas projetadas em dezembro. O aumento das exportações, agora estimado em 38,5 milhões de toneladas, foi o principal fator para essa redução.

     

  • Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    Efeito Trump: China amplia compras de soja brasileira

    A China, maior importador mundial de soja, está intensificando as compras do grão brasileiro. A estratégia reflete o temor de tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos após a posse de Donald Trump, hoje, 20 de janeiro.

    Processadores chineses estão adquirindo quase todas as cargas brasileiras para o primeiro trimestre. O movimento ocorre devido aos preços competitivos da soja brasileira e à possibilidade de tensões comerciais entre Washington e Pequim, segundo fontes do mercado.

    No início de 2024, o Brasil forneceu 54% da soja importada pela China no primeiro trimestre, enquanto os EUA responderam por 38%. Atualmente, o Brasil já domina 74% das compras chinesas, deixando os EUA com apenas 18%, conforme dados da alfândega chinesa.

    “Empresas estatais e privadas da China estão priorizando grãos brasileiros para fevereiro e março”, afirmou um trader de Cingapura. “Essa mudança favorece totalmente o Brasil.”

    Preços competitivos e safra recorde atraem importadores da China

    Os preços da soja brasileira, impulsionados por um clima favorável e pela desvalorização do real, atraem compradores. Em fevereiro, o grão brasileiro é cotado a US$ 420 por tonelada, incluindo frete, enquanto o produto norte-americano custa cerca de US$ 451 por tonelada.

    As expectativas de uma safra recorde no Brasil e os custos reduzidos de produção consolidam o país como principal fornecedor da China. A ampla oferta doméstica chinesa, no entanto, pode limitar as importações no primeiro trimestre para cerca de 17,3 milhões de toneladas, abaixo das 18,58 milhões do mesmo período de 2024.

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    Impacto nos estoques e exportações dos EUA

    Os estoques dos EUA podem alcançar 10,34 milhões de toneladas até agosto de 2025, o maior volume em cinco anos. Isso ocorre porque a China reduziu sua dependência do grão norte-americano, impactando os exportadores em plena alta temporada.

    Mesmo assim, a estatal chinesa Sinograin continua comprando soja dos EUA. O grão norte-americano é valorizado pelo maior teor de óleo, ideal para estocagem estratégica.

    Com a intensificação das tensões comerciais, o Brasil consolida sua posição de liderança no mercado global de soja, enquanto os EUA enfrentam desafios crescentes para competir no maior mercado mundial.

     

  • Paraná deve recuperar posição no ranking nacional de soja

    Paraná deve recuperar posição no ranking nacional de soja

    As chuvas em volume adequado durante o ciclo da soja favoreceram a safra no Paraná. O estado deve recuperar o posto de segundo maior produtor nacional na temporada 2024/25. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab), a projeção é de uma colheita de 22,1 milhões de toneladas em 5,7 milhões de hectares.

    Com essa estimativa, o Paraná ultrapassa o Rio Grande do Sul, cuja colheita deve chegar a 21,6 milhões de toneladas. O Mato Grosso permanece na liderança, com previsão de 44 milhões de toneladas.

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    As chuvas constantes desde o início do plantio contribuíram para o desenvolvimento da cultura. Contudo, a irregularidade das precipitações em algumas regiões afetou o potencial produtivo de parte das lavouras. Áreas como Oeste, Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro e Centro Ocidental registraram impactos negativos, mas menos severos do que na safra anterior.

    “A Seab já revisou as estimativas de produtividade nas regiões de Toledo e Umuarama, reduzindo os índices em 3% e 7%, respectivamente, devido às perdas climáticas”, explicou Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

    De acordo com o Deral, a produtividade estadual deve atingir média de 64 sacas por hectare. Apesar disso, relatos de produtores das regiões de Toledo e Campo Mourão indicam rendimento variando entre 45 e 54 sacas por hectare no início da colheita.

     

  • Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    A safra 2024/25 de grãos no Brasil deve chegar a 322,3 milhões de toneladas. Em geral, o volume representa um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, com 24,5 milhões de toneladas a mais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante o 4º Levantamento da Safra de Grãos.

    Em resumo, a previsão reflete o clima favorável ao desenvolvimento das culturas de primeira safra. A área total plantada também deve crescer 1,8%, alcançando 81,4 milhões de hectares. Portanto, se confirmado, o volume será o maior da série histórica.

    Produção de soja em alta

    A soja, principal cultura do país, deve atingir 166,33 milhões de toneladas, um crescimento de 18,61 milhões em relação à safra anterior. A produtividade média esperada é de 3.509 quilos por hectare, contra 3.201 kg/ha do ciclo passado. O plantio ocorreu de forma concentrada, principalmente após outubro, e a colheita deve começar no fim de janeiro.

    As condições climáticas até o momento são favoráveis, mas a Conab monitora os possíveis impactos climáticos até o fim da colheita.

    Milho também registra avanços

    O milho deve alcançar 119,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em comparação à safra anterior. A primeira safra do cereal deve apresentar uma produtividade média de 6.062 quilos por hectare, um crescimento de 4,8%. As condições climáticas, com chuvas frequentes intercaladas por sol, favoreceram as lavouras. A colheita da primeira safra está estimada em 22,53 milhões de toneladas.

    Recuperação no arroz e feijão

    O arroz deve registrar uma produção de 11,99 milhões de toneladas, um aumento de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A área plantada cresceu 8,5%, totalizando 1,75 milhão de hectares. Além disso, a produtividade também subiu, chegando a 6.869 quilos por hectare.

    A produção de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 15 anos. A primeira safra da leguminosa apresenta alta de 15,5%, com colheita estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas. Cerca de 19,4% dessa colheita foi concluída na primeira semana de janeiro.

    Avanço no algodão e resultados do trigo

    A área plantada com algodão deve crescer 3,2%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está projetada em 3,7 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados.

    No caso do trigo, a produção caiu 2,6%, totalizando 7,89 milhões de toneladas. Ou seja, a redução da área plantada no Sul e o clima desfavorável impactaram negativamente o resultado.

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    Exportações e estoques

    A Conab projeta um aumento nas exportações de soja, com embarques estimados em 105,47 milhões de toneladas em 2024/25. As exportações de farelo devem permanecer em 22 milhões de toneladas, enquanto as de óleo estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas.

    No milho, as vendas externas devem atingir 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está previsto em 86,4 milhões de toneladas. Em resumo, os estoques finais do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno.

    Para o arroz, é esperado um aumento das exportações, com 2 milhões de toneladas em 2024/25. Mesmo com a alta nos embarques, os estoques finais devem se recuperar, atingindo 1,28 milhão de toneladas até fevereiro de 2026.

     

  • Milho, soja e feijão: mercado reage à colheita e clima

    Milho, soja e feijão: mercado reage à colheita e clima

    Os preços do milho iniciaram 2025 em alta, segundo levantamento do Cepea. O aumento da demanda e a  retração de vendedores impulsionam o movimento. Mesmo com o início da colheita das safras de verão de milho e soja, as cotações seguem firmes.

    Consumidores esperavam que a colheita trouxesse maior oferta, já que muitos produtores precisariam liberar espaço nos armazéns. No entanto, produtores estão priorizando os trabalhos no campo e não demonstram urgência em vender. Com isso, a oferta no mercado spot permanece limitada.

    Soja: colheita começa no Brasil e preços recuam

    A colheita da safra recorde de soja 2024/25 começou em diversas regiões do Brasil, com produtores otimistas. Esse cenário pressionou os preços da oleaginosa, conforme aponta o Cepea.

    Apesar da queda, fatores como a menor oferta da Argentina e as incertezas no mercado internacional limitaram o recuo. O dólar e possíveis mudanças na política comercial dos Estados Unidos, como taxas de importação e exportação, também influenciaram.

    No mercado físico nacional, a última semana foi marcada por maior liquidez, principalmente para completar cargas de contratos a termo.

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    Feijão: mais oferta e qualidade marcam início do ano

    A colheita da primeira safra de feijão avança no Brasil, com oferta crescente e qualidade superior. O Sul, especialmente o Paraná, concentra os trabalhos, que devem se intensificar nas próximas semanas em Minas Gerais e Goiás.

    Produtores monitoram o clima, fator decisivo para a qualidade dos grãos. Chuvas acima da média em regiões do Sudeste e Centro-Oeste preocupam agricultores com lavouras no fim do ciclo.

    Em relação aos preços, o Cepea identificou variações regionais no feijão carioca. Ou seja, a qualidade dos grãos e a demanda influenciam os valores de forma distinta em cada praça.

  • STF julgará em fevereiro lei de MT contra Moratória da Soja

    STF julgará em fevereiro lei de MT contra Moratória da Soja

    O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou o julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.774 para 14 a 21 de fevereiro. Em resumo, a ação questiona a lei estadual de Mato Grosso que cancela benefícios fiscais para empresas que aderem a compromissos ambientais mais rígidos do que o Código Florestal, como a Moratória da Soja.

    A ADI foi protocolada por PCdoB, Psol, PV e Rede contra a lei 12.709/24, sancionada em Mato Grosso. Além disso, organizações como Greenpeace Brasil e WWF-Brasil entraram no processo como amici curiae (amigos da Corte), oferecendo suporte técnico e jurídico para a análise do STF.

    Em 26 de dezembro, o ministro Flávio Dino suspendeu liminarmente a lei estadual, argumentando risco de prejuízo caso o julgamento fosse adiado. A norma entraria em vigor em 1º de janeiro de 2025, e o STF permanece em recesso neste período.

    Em resumo, na decisão preliminar, o ministro avaliou que a lei pode violar o princípio constitucional de vedação ao retrocesso ambiental, previsto no artigo 225 da Constituição.

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    O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que recorrerá ao STF. Ou seja, o objetivo é manter as penalidades contra empresas que criam exigências além do Código Florestal.

    “Se isso não funcionar, vamos implementar mecanismos para bloquear quem desrespeitar o Código Florestal Brasileiro. Eliminaremos restrições ilegais contra o agronegócio de Mato Grosso”, declarou Mendes.

  • 2025: soja deve ter produção recorde e preço externo menor

    2025: soja deve ter produção recorde e preço externo menor

    A safra brasileira de soja 2024/25 começou com preocupação devido ao baixo volume de chuvas. No entanto, o clima favorável nos meses seguintes deve garantir uma produção recorde. Segundo pesquisadores do Cepea, políticas nacionais que incentivam maior mistura de biodiesel ao óleo diesel devem aumentar a demanda interna pelo grão.

    Além disso, no mercado externo, a valorização do dólar frente ao Real torna a soja brasileira mais competitiva para compradores internacionais, favorecendo as exportações. Apesar disso, dados do Cepea indicam que as negociações em dólar para embarques no primeiro semestre de 2025 estão abaixo dos valores registrados no ano anterior. Ou seja, as cotações externas também seguem em patamares mais baixos.

    Além da taxa de câmbio, o mercado deve acompanhar de perto as decisões do novo governo dos Estados Unidos, especialmente sobre tarifas de importação, que podem impactar a demanda global. Na Argentina, o governo sinalizou a possibilidade de reduzir as “retenciones” sobre produtos agrícolas, o que pode aumentar a concorrência com o Brasil no mercado de farelo de soja.

    Em geral, as projeções do USDA apontam uma produção brasileira de 169 milhões de toneladas, representando 40% da safra mundial. Já a Conab estima um volume de 166,2 milhões de toneladas.

    Feijão: exportações serão essenciais em 2025

    O consumo doméstico de feijão segue estável há pelo menos oito safras. Nesse cenário, o crescimento do cultivo depende diretamente das exportações. Segundo agentes do mercado consultados pelo Cepea/CNA, as vendas externas devem manter bom desempenho em 2025, impulsionadas pelos recordes de 2024.

    Pesquisadores do Cepea alertam para um cenário desafiador em 2025, com maior oferta e excedente doméstico. A Conab estima um excedente de 561,5 mil toneladas para a safra 2024/25, acima das 551,9 mil toneladas registradas na temporada anterior.

    A produção total deve atingir 3,36 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% em relação ao ciclo anterior. A expectativa é que 169 mil toneladas sejam exportadas em 2025. Caso isso se confirme, o estoque final pode chegar a 392,5 mil toneladas, o maior volume em relação ao consumo em 15 anos, pressionando os preços.

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    Milho: produção nacional deve crescer 

    O mercado de milho começa 2025 com cenários opostos no Brasil e no exterior. No mercado interno, os preços no spot superam os registrados no início de 2024, mas os contratos futuros indicam queda.

    Na Bolsa de Chicago, os contratos operam abaixo dos valores do início de 2024, sem sinais de recuperação. Segundo o Cepea, no Brasil, a expectativa de aumento na produção nacional explica a tendência de queda nos preços futuros.

    Nos Estados Unidos, a estabilidade entre oferta e demanda mantém o excedente elevado. Para evitar estoques excessivos, o país dependerá de exportações robustas, apesar das incertezas políticas.

    No Brasil, a alta nos preços no segundo semestre de 2024 pode estimular o aumento da semeadura na segunda safra de 2025. O cultivo acelerado da soja favorece a janela ideal para o milho, reforçando as projeções de produção recorde.

    Além disso, o consumo doméstico deve bater novos recordes, impulsionado pelo setor de proteína animal e pela crescente indústria de etanol de milho. As exportações, no entanto, podem ser limitadas por um excedente doméstico mais ajustado.

    No cenário global, a projeção é de menor produção mundial, aumento no consumo e redução na relação estoque/consumo. Esse equilíbrio pode sustentar os preços externos e atrair agricultores brasileiros para o mercado internacional.

  • Brasil trata 17 milhões de hectares de soja contra nematoides

    Brasil trata 17 milhões de hectares de soja contra nematoides

    No Brasil, um total de 17 milhões de hectares de soja recebeu tratamento para o controle de nematoides na safra 2023/24, segundo dados da pesquisa Farmtrak, da Kynetec. Esses parasitas, que afetam o sistema radicular das plantas, podem causar perdas significativas na produção, chegando a 50% ou mais.

    Os nematoides prejudicam o desenvolvimento das raízes, comprometendo a absorção de água e nutrientes essenciais para as plantas. A presença dessas pragas invisíveis aos olhos humanos tem um impacto direto na produtividade das lavouras. Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC, enfatiza a importância de um manejo integrado e contínuo para o controle eficaz dos nematoides. “Os bionematicidas são amplamente adotados devido à sua eficiência e ao bom custo-benefício”, afirma Lemos.

    Adoção de soluções biológicas

    Os produtores do Cerrado lideram a adoção de soluções biológicas, com cerca de 40% da área tratada utilizando esse método. Em contraste, na região Sul do Brasil, menos de 10% das lavouras recebem tratamento contra nematoides, o que representa uma oportunidade significativa para melhorar a produtividade e a saúde do solo.

    Leonardo Antolini, gerente regional de marketing estratégico de Plant Health da FMC, alerta para os riscos associados à subestimação do impacto dos nematoides. “Investir em um bionematicida protege a produtividade da lavoura e promove um ambiente agrícola mais sustentável”, destaca.

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    Entre as espécies mais prejudiciais está o nematoide-das-galhas (Meloidogyne incognita), que causa deformações nas raízes e reduz a capacidade das plantas de absorver nutrientes e água. Em infestações severas, as perdas podem ultrapassar 50%. Outro agente preocupante é o nematoide-das-lesões (Pratylenchus brachyurus), que provoca lesões nas raízes e facilita infecções secundárias, impactando negativamente a produtividade em até 50%.

    Estratégias de controle

    Para o controle eficaz dos nematoides, produtos biológicos podem ser aplicados no tratamento de sementes ou no sulco de plantio, como  fungicida Presence® Full da FMC.

    As bactérias presentes nesse bionematicida ajudam a formar um biofilme natural no sistema radicular. Desta forma, protegendo contra a penetração dos nematoides e estimulando o desenvolvimento das raízes.

    Com 17 milhões de hectares tratados contra nematoides nesta safra, os produtores brasileiros estão cada vez mais conscientes da importância do manejo adequado para garantir colheitas produtivas. O investimento em técnicas eficazes não apenas protege as lavouras, mas também contribui para a sustentabilidade do setor agrícola no Brasil.