Tag: seca

  • Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    Alívio no bolso: azeite pode ficar mais barato em 2025

    O preço do azeite de oliva pesa no bolso dos brasileiros desde outubro de 2023. Na época, o produto ficou cerca de 50% mais caro nas prateleiras. Em resumo, a queda na produção global e o aumento no consumo explicam a alta dos preços. Em geral, no Brasil, as vendas cresceram mais de 150% nos últimos 15 anos.

    A boa notícia é que os preços devem começar a cair ainda este ano. A estimativa aponta uma redução de até 20%.

    Produção de azeite afetada pelo clima

    A mudança climática encareceu o azeite. Como 99% do produto consumido no Brasil vem do exterior, principalmente de Espanha e Portugal, as quebras de safra impactaram diretamente o mercado nacional.

    Após duas safras afetadas pela seca, a colheita iniciada em outubro trouxe preços mais baixos. Esse cenário sinaliza uma recuperação gradual para o setor.

    Líderes na produção global de azeite

    A Espanha segue como principal produtora mundial de azeite, respondendo por 28,6% do mercado global em 2022/23. Outros grandes produtores são Turquia, Grécia e Itália.

    A expectativa para a safra 2024/2025 é otimista. A produção global deve atingir 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 23% em comparação com a safra anterior. Esse crescimento será impulsionado por colheitas positivas na Espanha, Tunísia, Turquia e Grécia.

    Por outro lado, a Itália não deve acompanhar esse ritmo. As condições climáticas adversas, como secas prolongadas e temperaturas elevadas, podem reduzir a produção em até 32%.

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    Desafios climáticos persistem

    Apesar das projeções positivas para 2025, as mudanças climáticas seguem como desafio constante para os produtores. Ou seja, a seca prolongada afeta diretamente regiões produtoras.

    Tecnologia como aliada

    Para enfrentar esses desafios, produtores têm investido em tecnologia. O uso de oliveiras mais resistentes à seca e sistemas avançados de monitoramento hídrico são algumas das soluções adotadas.

    Portanto, a adaptação dos sistemas agrícolas será essencial para garantir a estabilidade do mercado global. Além disso, inovações tecnológicas e práticas eficientes se mostram fundamentais para assegurar o abastecimento de azeite e controlar os preços nos próximos anos.

     

  • Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    A intensificação das mudanças climáticas tem exigido medidas eficazes para garantir a produção agrícola e preservar os recursos naturais. No setor agropecuário, essas ações são ainda mais urgentes. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) está na linha de frente, orientando produtores sobre como enfrentar a seca e adaptarem suas propriedades à nova realidade climática.

    Segundo Bernardino Cangussu, coordenador técnico estadual da Emater-MG, o aumento das temperaturas e a falta de chuvas estão causando um déficit hídrico significativo. “Estamos vivendo um período atípico, com o solo apresentando níveis mais baixos de umidade por conta do calor excessivo”, afirma.

    Técnicas da Emater-MG

    Foto: Divulgação Emater-MG

    Uma das soluções destacadas pela Emater-MG é a proteção do solo, essencial para garantir a recarga do lençol freático e a produtividade em regiões com estiagem constante. Para isso, a empresa incentiva o uso de plantas de cobertura, que melhoram a qualidade do solo e ajudam a manter a água.

    Desde 2021, a Emater-MG implementou cerca de 700 unidades demonstrativas em Minas Gerais, mostrando os benefícios dessas plantas. Em resumo, elas evitam erosões, buscam nutrientes em camadas mais profundas e aumentam a porosidade do solo, facilitando a infiltração da água. Cangussu explica que, após o corte das plantas de cobertura, a palhada protege o solo, mantendo sua temperatura mais baixa.

    A produtora Christina Ribeiro do Valle, de Guaranésia, utiliza essa técnica há quatro anos em sua plantação de café. Ela afirma que, além de reduzir a temperatura do solo, as plantas de cobertura ajudam a evitar enxurradas e aumentam a retenção de água durante as chuvas.

    Bacias de captação de água da chuva

    Outra prática orientada pela Emater-MG é a construção de bacias de captação de água da chuva, conhecidas como ‘barraginhas’. Esses reservatórios evitam erosões e recarregam o lençol freático. O terraceamento, ou ‘curva de nível’, também é utilizado em áreas inclinadas para reduzir a velocidade das enxurradas e permitir maior infiltração da água.

    Além disso, a Emater-MG realiza ações contínuas para preservar nascentes e recompor matas ciliares em rios e córregos. Ou seja, essas práticas são essenciais para manter a oferta de água durante períodos de estiagem.

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    Região Norte de Minas é a mais afetada pela seca

    No Norte de Minas, uma das regiões mais castigadas pela seca, cerca de 170 mil famílias de agricultores foram afetadas entre janeiro e agosto deste ano, segundo um relatório da Emater-MG. Além disso, o estudo também identificou o secamento de mais de 300 cursos d’água.

    Para mitigar os impactos, a Emater-MG orienta mais de 50 mil produtores sobre como produzir alimentação para o gado bovino, incentivando o plantio de forrageiras e a confecção de silagem. A abertura de bacias de captação e a construção de terraços também fazem parte das medidas adotadas, em parceria com prefeituras e a Secretaria de Estado de Agricultura.

    De acordo com José Arcanjo Pereira, gerente regional da Emater-MG em Montes Claros, essas ações vão ajudar a reter mais de 12 milhões de metros cúbicos de água por ano. Além disso, a Emater-MG oferece apoio na obtenção de crédito rural emergencial e orienta os produtores sobre projetos de abastecimento de água.

    Queimadas se intensificam com a seca prolongada

    A seca prolongada, combinada com o aumento das temperaturas, tem causado um grande número de queimadas em Minas Gerais. De julho a setembro, o fogo destruiu 110 mil hectares de pastagens no estado, além de atingir áreas de cana-de-açúcar, café e florestas plantadas. Em resposta, a Emater-MG lançou uma cartilha com orientações sobre os riscos das queimadas e o uso responsável do fogo nas propriedades rurais.

    O material está disponível gratuitamente no site da Emater-MG e reforça que o manejo com fogo só pode ser feito com autorização dos órgãos competentes.

     

  • Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    Confira como o clima impactou o agronegócio em setembro

    O sistema TEMPOCAMPO da Esalq divulgou o boletim climático de setembro, revelando que a maior parte do Brasil registrou chuvas abaixo de 30 mm. Em resumo, as regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, assim como Tocantins, Pará e Amapá, foram as mais afetadas. Já no Sul, os volumes de chuva variaram entre 60 e 150 mm, sendo o Paraná o estado com os menores registros, entre 60 e 120 mm. Roraima e Rondônia acumularam entre 60 e 90 mm, enquanto no Amazonas as chuvas atingiram até 120 mm.

    Armazenamento de água

    Além disso, o armazenamento de água ficou abaixo de 15% em grande parte do país. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste foram as mais impactadas, com exceção da Região Sul, onde o Paraná e Santa Catarina registraram entre 30 e 45% de água armazenada. O Rio Grande do Sul se destacou, com armazenamento entre 45 e 60%.

    Temperaturas

    As temperaturas máximas em setembro também variaram bastante. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as máximas ficaram abaixo de 25°C, enquanto no Paraná atingiram até 31°C. No Sudeste, São Paulo registrou picos de até 35°C, com demais estados entre 29 e 33°C. Já no Nordeste, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco marcaram entre 27 e 31°C. No Norte, Pará e Amazonas chegaram a registrar mais de 35°C.

    As mínimas seguiram o padrão típico do Sul, ficando abaixo de 15°C em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e entre 15 e 19°C no Paraná. No Sudeste, as mínimas variaram de 17 a 19°C, e no Centro-Oeste e Norte, as temperaturas mínimas oscilaram entre 21 e 25°C.

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    Desafios da safra de milho 2023/24

    A segunda safra de milho 2023/24 foi encerrada, com resultados distintos devido às variações climáticas. A Conab reportou produtividade média de 91,52 sacas/ha e uma produção de 90,25 milhões de toneladas. Ou seja, estados como Goiás e Mato Grosso registraram boas produtividades, com chuvas bem distribuídas. No entanto, Paraná, São Paulo e Minas Gerais enfrentaram condições climáticas adversas, como falta de chuva e temperaturas elevadas, impactando a produção.

    A safra de milho em Mato Grosso teve uma produtividade de 115,14 sacas/ha, levemente inferior à anterior. Já no Mato Grosso do Sul, a falta de chuvas comprometeu seriamente a produção, resultando em um dos piores desempenhos da última década, com 67,05 sacas/ha.

    Para a safra 2024/25, o Sistema CNA/Senar/Cepea alerta para o planejamento cuidadoso, já que a descapitalização dos produtores pode comprometer a produtividade. No entanto, a Conab projeta uma safra promissora, com uma produtividade estimada em 95,1 sacas/ha.

    Avanço do plantio de milho 2024/25

    O plantio da primeira safra de milho 2024/25 já avança pelo país, com 16,2% da área semeada. No Paraná, por exemplo, 60% da área já foi plantada, com boas condições climáticas favorecendo o desenvolvimento inicial. Santa Catarina também apresentou avanço no plantio, com 22% da área semeada, beneficiada por chuvas adequadas.

    Algodão e soja: fechamento de safra e início de plantio

    A Conab apontou que a safra de algodão 2023/24 teve produtividade nacional de 1.879 kg/ha. No Mato Grosso, o tempo seco favoreceu a colheita, com produção recorde de 6,39 milhões de toneladas de algodão em caroço. Na Bahia, os resultados foram positivos, mesmo com a irregularidade das chuvas, registrando uma produtividade de 325,45 @/ha.

    O plantio da safra de soja 2024/25 começou em Mato Grosso e Paraná. No Mato Grosso, a área plantada deve aumentar 1,47%, com previsão de alta na produtividade. Contudo, a seca e os focos de incêndio preocupam os produtores locais. No Paraná, 10% da área já foi plantada, com boas condições de umidade no solo favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

    Avanço da colheita de trigo

    A colheita do trigo 2023/24 já avançou em 25,1% do território. No Paraná, 48% da área foi colhida, mas a estiagem e as geadas tardias prejudicaram parte das lavouras. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não começou, mas as lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos.

    Semeadura de arroz e feijão

    A safra de arroz 2024/25 teve início com 3,5% da área plantada até o final de setembro, com maiores avanços em Santa Catarina. Em resumo, no Rio Grande do Sul, a expectativa é de um aumento de 11,69% na produtividade. Já o plantio do feijão está em andamento, com 8,5% da área semeada. No Paraná, os produtores já plantaram 32% da área de feijão, beneficiados pelas chuvas da segunda quinzena de setembro.

     

     

  • Estoques de suco de laranja aumentam, mas oferta continua limitada

    Estoques de suco de laranja aumentam, mas oferta continua limitada

    Os estoques de suco de laranja do Brasil atingiram 116.710 toneladas em 30 de junho de 2024. Ou seja, representa uma recuperação de 37,7% em comparação ao mesmo período de 2023, quando eram de 84.745 toneladas. Apesar dessa melhoria, o volume ainda é o terceiro mais baixo da série histórica. O levantamento foi feito por auditorias independentes e consolidado de forma sigilosa por uma auditoria externa contratada pela CitrusBR.

    Produção e processamento de suco em queda

    A safra 2023/24 produziu 898,6 mil toneladas de suco de laranja, uma queda de 5% em relação às 945,5 mil toneladas da safra anterior. Em resumo, o volume de laranjas processadas foi de 267,9 milhões de caixas de 40,8 quilos, um aumento modesto em relação aos 265,3 milhões de caixas da safra anterior. Ou seja, uma diferença inferior a 1%.

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    Rendimento industrial relacionado à produção

    A redução na produção de suco está ligada ao menor rendimento industrial, que mede a quantidade de caixas necessárias para produzir uma tonelada de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66° Brix). Na safra 2023/24, foram possíveis 298,1 caixas para produzir uma tonelada, um aumento de 6,26% em relação às 280,6 caixas da safra anterior. Segundo Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, essa diferença no rendimento industrial foi responsável por reduzir cerca de 56,3 mil toneladas de suco de laranja, agravando a restrição.

    Safra de laranjas será menor em 30 anos

    O cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais enfrentou o quinto ano consecutivo de safras menores, afetadas por seca e calor extremo. Além disso, a previsão de produção para 2024/25 é de 216 milhões de caixas, a menor safra em 30 anos. Netto alerta que a queda de 29,6% em relação à safra anterior indica desafios na oferta de suco ao longo deste ciclo.

     

  • Preços do café robusta superam R$ 1.500 e dobram em 2024

    Preços do café robusta superam R$ 1.500 e dobram em 2024

    O café robusta atingiu um novo recorde de preço, superando os R$ 1.500 por saca de 60 kg, segundo o Cepea. Esse valor, registrado desde a semana passada, representa um aumento de 100% em comparação com o final de 2023, quando a saca valia R$ 740.

    Explicação para os R$ 1.500 por saca de 60 kg

    Pesquisadores do Cepea apontam que o clima adverso afetou a safra brasileira resultando no aumento do preço. O Vietnã, o maior produtor global de robusta, também deve ter a produção impactada. Além disso, problemas no fluxo de mercadorias pelo mundo aumentaram o custo do frete, dificultando as exportações da Ásia para a Europa.

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    Próxima safra

    O Cepea alerta ainda para as condições climáticas secas e quentes que podem comprometer a safra 2025/26 no Brasil. Ou seja, tanto para o café arábica quanto para o robusta devem ser prejudicados.

    Resumo da tendência de alta em 2024

    Os preços do café robusta, que já estavam em alta desde o último trimestre de 2023, continuam a bater recordes reais. Ou seja, em março, os valores atingiram novos patamares, e esses recordes vêm sendo superados com frequência. No fim de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, alcançou R$ 1.378,89 por saca de 60 kg. Portanto, na época, foi o maior valor real registrado desde o início da série histórica do Cepea, em novembro de 2001.

  • Estiagem ameaça escoamento de safras na região Norte

    Estiagem ameaça escoamento de safras na região Norte

    A seca nos rios das principais hidrovias da região Norte pode atrasar embarques, elevar custos logísticos e reduzir a competitividade dos produtos nacionais.

    Manaus distribui ajuda às famílias afetadas pela seca

    A prefeitura de Manaus vai iniciar, nesta segunda-feira (16), a Operação Estiagem. Primeiramente, a ação irá distribuir cestas básicas e kits de higiene para famílias ribeirinhas afetadas pela seca dos Rios Negro e Amazonas. Ou seja, a prefeitura atenderá inicialmente 43 comunidades do Rio Negro, entre o Tarumã Mirim e o Apuaú. Ao todo, a operação beneficiará mais de 7,7 mil famílias, cerca de 25 mil pessoas. Em resumo, a distribuição inclui 14 mil cestas básicas, 500 mil garrafas de água, 39 mil litros de gasolina e 46 mil litros de diesel.

    Além dos mantimentos, a prefeitura de Manaus vai enviar duas Unidades de Saúde da Família Fluviais (USFF) para os Rios Negro e Amazonas. Outras dez unidades rurais também estarão equipadas com medicamentos e materiais para operar durante a estiagem.

    As escolas municipais dessas comunidades já estão abastecidas com merenda escolar e água, garantindo funcionamento até o fim de setembro, quando o ano letivo encerra devido à seca. A prefeitura garantiu que os estudantes não teriam prejuízo, pois o conteúdo foi concluído conforme o planejamento escolar baseado na resolução municipal aprovada no fim de junho.

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    Nível do Rio Negro em queda todos os dias

    Nos últimos 13 dias, o Rio Negro baixou mais de três metros, segundo dados do Porto de Manaus. Ou seja, a média de queda diária varia entre 25 e 27 centímetros. Na última sexta-feira (13), o nível do rio estava em 16,75 metros, em comparação aos 20,91 metros registrados no mesmo período de 2023. A seca de 2023 foi a mais severa em 120 ano. Na ocasião, o nível do rio que banha Manaus chegou a 12,70 metros.

    O cenário na orla de Manaus está se transformando. Além da seca, a capital enfrenta uma onda de calor, com temperaturas elevadas.

     

  • Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Os preços da laranja pera continuam em alta, com uma média de R$ 113,89 por caixa de 40,8 kg na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), um aumento de 4,3% em relação ao período anterior.

    Preços da laranja: clima x demanda

    De acordo com pesquisadores do Cepea, o retorno das altas temperaturas em São Paulo impulsionou a demanda pela fruta, enquanto a nova estimativa do Fundecitrus apontou para uma safra ainda menor que a previsão inicial.

    Colaboradores do Cepea informam que a oferta está limitada. A falta de chuvas tem causado o murchamento das frutas, o que afeta a qualidade dos lotes.

    Volume 30% menor

    O cinturão citrícola, que inclui o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, deve colher 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2024/25, segundo o Fundecitrus. Esse volume é 30% menor que o da safra anterior, considerada de produção média, e inferior à estimativa inicial de 232,38 milhões de caixas.

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    Faturamento recorde no setor de suco de laranja

    A safra 2023/2024 também trouxe resultados expressivos para o setor de suco de laranja. Como resultado, as exportações de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66 Brix) alcançaram US$ 2,5 bilhões. Ou seja,  um crescimento de 21,29% em comparação aos US$ 2,07 bilhões da safra anterior. Considerando os subprodutos, o total exportado chegou a US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em contraste com as 1.060.186 toneladas da safra passada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

  • Café robusta mantém preços superiores ao arábica

    Café robusta mantém preços superiores ao arábica

    O café robusta continua sendo negociado com valores acima do arábica, segundo o Cepea. Na sexta-feira, 6, a diferença entre os preços das duas variedades atingiu 51,9 reais por saca, o maior valor registrado.

    Impactos do clima no café robusta

    Pesquisadores do Cepea indicam que a alta está relacionada aos problemas climáticos no Vietnã e no Brasil. Globalmente, a oferta segue apertada em relação à demanda, o que pressiona os preços.

    No Vietnã, o maior produtor de robusta, o volume de chuvas melhorou, mas o calor continua preocupando. No Brasil, a previsão indica temperaturas acima do normal, com esse cenário persistindo até a metade de setembro, conforme os levantamentos meteorológicos do Cepea.

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    Problemas logísticos nos portos

    Além dos problemas climáticos, 30 exportadores tiveram um prejuízo de R$ 4,7 milhões devido a custos extras, como armazenagem adicional e pré-stacking.

    Custos adicionais

    De acordo com um levantamento do Cecafé, 93% dos exportadores relataram pagamentos extras com pré-stacking, 87% com detentions, 70% com armazenagem adicional e 20% com gate antecipado. Além disso, as principais dificuldades incluíram alterações de atracações, rolagens de carga e falta de contêineres.

    Atrasos nos portos

    O Porto de Santos, responsável por 69,1% das exportações de café no primeiro semestre, teve o maior índice de atrasos, com 82% dos navios afetados. O complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 27,9% das exportações de café, teve um índice de atraso de 51% em junho.

     

  • Estiagem faz preço da mandioca atingir maior nível desde janeiro

    Estiagem faz preço da mandioca atingir maior nível desde janeiro

    A estiagem prolongada tem prejudicado o avanço das colheitas em todas as regiões produtoras de mandioca, segundo o Cepea. Ao mesmo tempo, a oferta da raiz continua baixa, impulsionada pela rentabilidade e pelas expectativas de preços mais altos.

    Estiagem x preço

    Esse cenário, aliado à demanda aquecida, elevou os valores da mandioca na última semana. Em muitos negócios, o preço já supera R$ 1,00 por grama de amido, o maior patamar registrado desde janeiro deste ano.

    Entre os dias 2 e 6 de setembro, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca entregue à fecularia alcançou R$ 557,70 (equivalente a R$ 0,9699 por grama de amido), um aumento de 3,9% em comparação à semana anterior. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, desde o preço mínimo registrado em 10 de maio até a última semana, houve um aumento expressivo de 37,3%. No entanto, o preço atual ainda está 10,4% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, em termos nominais.

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    Estiagem também impacta o setor de soja

    A seca nas principais regiões produtoras de soja no Brasil preocupa os produtores. A falta de chuvas pode atrasar o início da semeadura da safra 2024/25. De acordo com pesquisas do Cepea, esse cenário leva os vendedores a reduzir a oferta no mercado interno. Ao mesmo tempo, compradores domésticos e internacionais disputam novos lotes. Com a demanda superando a oferta, os prêmios de exportação e os preços no mercado interno continuam a subir, segundo o Cepea. A paridade de exportação também indica preços mais altos para o próximo mês, aumentando a resistência dos produtores em vender grandes volumes a curto prazo.

     

  • Chuvas amenizam preocupação dos citricultores paulistas

    Chuvas amenizam preocupação dos citricultores paulistas

    As chuvas recentes em várias regiões citrícolas de São Paulo trouxeram alívio para os produtores de laranja. Apesar de ainda insuficientes, essas precipitações aliviaram a preocupação com os efeitos da seca nos pomares. Segundo o Cepea, nas áreas do sudoeste do estado, onde o volume de chuva foi maior, as floradas dos pomares de sequeiro devem começar a se abrir. No entanto, em regiões com chuvas restritas ou ausentes, ainda há necessidade de mais umidade para a indução das flores.

    As exportações brasileiras de suco de laranja também registraram queda. Na safra 2023/24, que vai de julho de 2023 a junho de 2024, o Brasil exportou um milhão de toneladas de suco de laranja em equivalente concentrado. Ou seja, uma redução de 8,1% em comparação com a temporada anterior, conforme dados do Comex Stat.

    Estas chuvas, apesar de moderadas, são um sinal positivo para os citricultores paulistas. Eles aguardam mais precipitações para garantir a produção e a qualidade das próximas safras.

    Brasil é o maior produtor mundial

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

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    Preços das laranjas

    Os preços das laranjas continuam elevados no mercado de mesa, mesmo com a menor demanda causada pela queda nas temperaturas. Esse cenário se deve às altas na indústria e à baixa oferta restante.