Tag: safra

  • Onde estão os morangos? Safra está atrasada

    Onde estão os morangos? Safra está atrasada

    A safra de morangos em importantes regiões produtoras de Minas Gerais enfrenta atrasos devido a condições climáticas desfavoráveis. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o atraso na colheita é atribuído às baixas temperaturas e às chuvas fora de época, que afetaram o desenvolvimento das plantas.

    Impactos do Atraso

    Os agricultores relataram que a colheita, prevista para iniciar em maio, começou apenas em junho. Embora a safra de morango esteja atrasada, especialistas afirmam que a qualidade dos frutos permanece excelente. “Os morangos estão apresentando excelente calibre e sabor, o que deve compensar a redução na quantidade disponível no mercado”, afirma João Silva, agrônomo da Emater-MG.

    Porém, o atraso na safra pode impactar temporariamente os preços, elevando-os devido à oferta reduzida no início do período de colheita. No entanto, com a normalização da produção, espera-se que os preços voltem a se estabilizar. Em 2023, Minas Gerais produziu cerca de 50 mil toneladas de morango, sendo um dos principais estados produtores do Brasil.

    Adaptações dos Produtores

    Os produtores de morangos estão adotando práticas para mitigar os impactos climáticos futuros, como o uso de estufas e sistemas de irrigação mais eficientes. Essas medidas, porém, visam garantir a regularidade da produção e a manutenção da qualidade dos frutos.

  • Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    A safra da cana-de- açucar está sofrendo interferência do clima, o que impacta na produção e pode afetar o seu bolso.

    Na segunda quinzena de maio, as usinas da região Centro-Sul processaram 45,19 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 3,36% em comparação às 46,77 milhões da safra anterior. No acumulado até 1º de junho, a moagem atingiu 140,74 milhões de toneladas, um aumento de 11,15% em relação ao ciclo anterior.

    Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, atribui a queda no final de maio às condições climáticas desfavoráveis em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e região de Assis (SP). “Esse movimento foi parcialmente compensado pelo clima seco que favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central do Estado São Paulo”. Em contraste, o clima seco favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central de São Paulo.

    Quatro unidades iniciaram a safra 2024/2025 na segunda metade de maio, somando 249 unidades em operação no Centro-Sul, das quais 232 processam cana, nove produzem etanol a partir do milho e oito são usinas flex.

    O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de maio foi de 129,85 kg por tonelada de cana. Uma queda de 3,78% em relação ao mesmo período anterior. No acumulado da safra, o ATR foi de 122,07 kg por tonelada, uma redução de 1,92%.

    Produção de açucar

    A produção de açúcar totalizou 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 7,72% em relação à safra anterior. Porém, desde o início da safra, a produção acumulada de açúcar alcançou 7,84 milhões de toneladas, um aumento de 11,80%.

    Rodrigues explicou que um terço das usinas aumentou a produção de açúcar por tonelada de cana, enquanto os outros dois terços reduziram. A menor concentração de ATR, baixo nível de pureza e outros fatores impactaram negativamente a produção em várias unidades.

    A produção de etanol na segunda quinzena de maio foi de 2,12 bilhões de litros, sendo 1,28 bilhão de etanol hidratado (+6,49%) e 837,67 milhões de etanol anidro (-8,95%). Porém, no acumulado até 1º de junho, a produção de etanol somou 6,46 bilhões de litros (+10,42%), com 4,32 bilhões de hidratado (+24,97%) e 2,14 bilhões de anidro (-10,59%).

    As vendas de etanol em maio totalizaram 2,97 bilhões de litros, um aumento de 22,51% em relação ao mesmo período anterior. O etanol hidratado registrou crescimento de 46,80% nas vendas, enquanto o anidro teve uma queda de 6,36%.

    Além disso, no mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 1,87 bilhão de litros em maio, um aumento de 46,47%. A venda de etanol anidro foi de 997,35 milhões de litros, uma retração de 4,16%.

    Rodrigues destacou que o volume comercializado em maio foi o maior desde outubro de 2020. No acumulado da safra, as vendas de etanol somaram 5,81 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 28,57%, com 3,86 bilhões de litros de hidratado (+51,64%) e 1,96 bilhão de litros de anidro (-1,10%).

  • Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    A produção de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 7.162.674,9 toneladas na safra 2023/2024, de acordo com o Relatório Final divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) nesta sexta-feira (14). Portanto, nesta safra, os produtores semearam 900.203 hectares de arroz irrigado e colheram 851.664,22 hectares, o que representa 94,61% da área semeada. A produtividade média foi de 8.410,21 quilos por hectare.

    Impacto das enchentes

    Ainda estão em processo de colheita 1.548 hectares (0,17%). No entanto, as enchentes no Estado resultaram na perda de 46.990,59 hectares, o que corresponde a 5,22% da área semeada. Essas perdas foram mais significativas na região central do Rio Grande do Sul.As equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga, em conjunto com os produtores locais, coletaram os dados semanalmente.

    Comparação com a safra anterior

    Na safra 2022/2023, foram semeados 839.972 hectares, com uma produção total de 7.239.000 toneladas. Apesar das dificuldades enfrentadas, a produção deste ano mostrou-se resiliente, mantendo números similares aos da safra anterior.

    Importância da produção gaúcha no contexto nacional

    Rodrigo Machado, presidente do Irga, ressaltou a importância do Rio Grande do Sul na produção nacional de arroz, responsável por 70% do total brasileiro. “Os dados dessa safra comprovam o que Irga já vem manifestando desde o início de maio. A safra gaúcha de arroz, dentro da sua fatia de produção no mercado brasileiro, garante o abastecimento do país e não há, tecnicamente, justificativa para a importação de arroz no Brasil”, afirmou Machado.

    Avaliação da Secretaria da Agricultura

    Márcio Madalena, secretário interino da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), destacou que os dados superaram as estimativas iniciais, mesmo após as enchentes. ” Nunca houve justificativa técnica que comprovasse a tendência de desabastecimento de arroz no Brasil, em função da calamidade pública do Estado”, avaliou Madalena. O Agro em Campo continua atento ao andamento do mercado de arroz.

     

     

     

     

  • Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    A produção de grãos no ciclo 2023/2024 está estimada em 297,54 milhões de toneladas. O volume atual é 7% menor do que o da temporada anterior, portanto representa uma redução de 22,27 milhões de toneladas a serem colhidas. As condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras do país causaram essa quebra.

    Desempenho da segunda safra

    Apesar das adversidades, os cultivos de segunda safra estão apresentando melhores resultados. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (13), um aumento de 2,1 milhões de toneladas na estimativa de maio, destacando as produções de milho, algodão em pluma e feijão.

    Milho: principal cultura da segunda safra

    A produção de milho, principal cultura da segunda safra, está estimada em 88,12 milhões de toneladas. Conforme o Progresso de Safra da Conab, cerca de 7,5% da área semeada já foi colhida. Houve uma melhora na produtividade em algumas regiões importantes.

    Em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Paraná, a redução e falta de chuvas afetaram negativamente o potencial produtivo. Em contraste, Mato Grosso, Pará, Tocantins e parte de Goiás apresentaram boas produtividades graças à distribuição favorável das chuvas e ao uso de tecnologia avançada pelos produtores. Com isso, a produção total de milho está estimada em 114,14 milhões de toneladas.

    Algodão: expectativa de crescimento

    As lavouras de algodão estão em estágios avançados de formação de maçãs e maturação. Nesta temporada, a área semeada está estimada em 1,94 milhão de hectares, um aumento de 16,9%. Consequentemente, A produção de algodão em pluma deve crescer 15,2%, podendo atingir 3,66 milhões de toneladas.

    Feijão: importante para o consumo dos brasileiros

    A produção total de feijão deve aumentar 9,7% na temporada 2023/2024, ultrapassando 3,3 milhões de toneladas. A segunda safra da leguminosa deve registrar um incremento de 26,3%, impulsionado pelo cultivo de feijão preto e caupi, com estimativas de 589,4 mil toneladas e 462,8 mil toneladas, respectivamente.

    O crescimento da produção de feijão preto é atribuído a uma melhora de 8,5% na produtividade e a um aumento de 63,5% na área cultivada, alcançando 331 mil hectares. Para o feijão caupi, a área cresceu 4,9%, enquanto a produtividade das lavouras melhorou 20,6%. Na terceira safra, aproximadamente 60% da área é irrigada, com o plantio em andamento.

    Arroz: expectativa e desafios

    A produção de arroz é outro produto crucial para o mercado interno. Nesse caso, ela está projetada em 10,395 milhões de toneladas. Em geral, houve um aumento na área plantada em comparação com a temporada anterior, motivado pela expectativa de bons preços. Contudo, os danos nas lavouras do Rio Grande do Sul podem comprometer o rendimento médio.

    Soja: impacto das condições climáticas

    Os produtores finalizaram a colheita da soja com uma produção estimada em 147,35 milhões de toneladas. Ou seja, houve  uma queda de 4,7% ou 7,26 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Além disso, embora a área semeada tenha sido maior, as condições climáticas adversas também afetaram negativamente a produtividade média.

    Culturas de inverno: desafios no plantio de trigo

    O plantio das culturas de inverno já começou, com o trigo como principal produto. 46,8% da área destinada ao trigo foi semeada até o momento. O plantio começou em abril no Paraná, mas o excesso de umidade no Rio Grande do Sul, maior produtor de cereais de inverno, tem dificultado o manejo das áreas a serem semeadas.

    Projeções de mercado

    A Conab manteve quase estáveis as projeções para os principais produtos da safra 2023/2024, no 9º levantamento, comparando com o mês anterior. Os estoques de milho, algodão e feijão foram atualizados e houve ajuste no volume a ser colhido. O Agro em Campo segue acompanhando as tendências de mercado.

     

     

     

  • Exportação brasileira de café bate recorde em maio

    Exportação brasileira de café bate recorde em maio

    A exportação brasileira de café bateu recorde em maio de 2024. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país remeteu 4,397 milhões de sacas de 60 kg do produto. Consequentemente houve a maior receita cambial já registrada em qualquer mês da história, de US$ 1,017 bilhão. Além disso, como foi notado no relatório estatístico mensal do Cecafé, o desempenho representa também um crescimento de 79,6% em volume e de 85,9% na geração de divisas na comparação com o mesmo mês do ano passado.

    “Com essa performance, o Brasil chega a 43,707 milhões de sacas remetidas ao exterior nos 11 meses do ano safra 2023/24 e caminha para a quebra do recorde das exportações neste ciclo. Uma vez que os embarques atuais se encontram 2 milhões de sacas abaixo do maior volume histórico até então, obtido na temporada 2020/21, quando o país comercializou 45,7 milhões de sacas. Esse novo volume máximo é bem plausível de ser alcançado, já que, desde outubro do ano passado, temos embarcado uma média superior a 4 milhões de sacas ao mês”, projeta o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

    Ano civil

    No acumulado de janeiro ao final de maio de 2024, as exportações brasileiras de café totalizam 20,690 milhões de sacas. O montante também é recorde para o período e que representa crescimento de 52,1% em relação ao aferido nos cinco primeiros meses do ano passado.

    Tanto em maio, quanto nos acumulados deste ano e da safra 2023/24, o comportamento dos embarques reflete a excelente performance dos cafés canéforas (conilon + robusta).

    Tipos de café

    De janeiro ao fim de maio, o café arábica, com 15,654 milhões de sacas, segue como o mais exportado pelo Brasil. Importante perceber que esse montante representa 75,7% do total e implica alta de 36,3% na comparação com o primeiro quinquemestre do ano passado. A espécie canéfora, vem na sequência, respondendo por 16,6% do geral.

    Principais destinos

    Os 10 principais compradores dos cafés do Brasil elevaram suas aquisições nos primeiros cinco meses deste ano. Os Estados Unidos encabeçam o ranking, importando 3,471 milhões de sacas, ou 37,6% a mais frente ao primeiro quinquemestre de 2023, o que equivale a 16,8% das exportações totais.

    A Alemanha ocupa o segundo lugar na tabela. Na sequência, vêm Bélgica, Itália e Japão.

    Até o décimo lugar, destacam-se, ainda, os desempenhos de Reino Unido, sétima posição no ranking com a importação de 665.254 sacas, volume que implica crescimento de 111,1% em relação ao intervalo de janeiro a maio de 2023; e do também produtor de café México, décimo colocado, que ampliou em significativos 703,4% a compra do produto brasileiro ao adquirir 465.809 sacas nos cinco primeiros meses de 2024.

    Por blocos econômicos, é válido salientar o crescimento dos embarques do café brasileiro à União Europeia, diante da aproximação da vigência do Regulamento da UE para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), a partir de 1º de janeiro de 2025. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou 9,907 milhões de sacas a esse destino, ou 71,9% a mais na comparação com idêntico intervalo de 2023.

    Cafés diferenciados

    Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 19,3% das exportações de janeiro a maio de 2024. Esse volume representa também aumento de 66,4% frente ao registrado nos cinco primeiros meses de 2023.

    Vale destacar que no ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e maio de 2024, os EUA seguem no primeiro lugar. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido.

    PORTOS
    O Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil. Na sequência, aparecem o complexo marítimo do Rio de Janeiro e o Porto de Paranaguá no Paraná.

    O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, até maio de 2024, está disponível no site do Cecafé.

  • Redução na produtividade de tomate e cebola eleva preços no mercado

    Redução na produtividade de tomate e cebola eleva preços no mercado

    A safra 2023/24 registrou uma queda na produtividade média das plantações de tomate e cebola, conforme levantamento da Equipe Hortifrúti do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Essa diminuição na produtividade resultou em preços mais elevados para essas hortaliças, devido à menor oferta no mercado. As adversidades climáticas no segundo semestre de 2023 causaram a queda no rendimento.

    A edição Especial Hortaliças 2024 de junho da revista Hortifruti Brasil, do Cepea, detalha que o cenário de rentabilidade positiva não se aplica a todos os produtores. Propriedades com produtividade abaixo da média enfrentam margens limitadas ou negativas.

    No Sul, fortes chuvas em setembro de 2023 e enchentes entre abril e maio de 2024 comprometeram a safra de hortaliças. Embora as regiões analisadas pelo Cepea não tenham enfrentado enchentes, a produtividade caiu significativamente. O Rio Grande do Sul foi particularmente afetado, com perdas sem precedentes. A menor produção no Sul, responsável por grande parte da produção nacional de cebola no primeiro semestre, resultou em preços mais altos.

    No Sudeste, a safra de verão 2023/24 de tomate começou promissora devido ao menor volume de chuva, beneficiando a produtividade inicial. No entanto, a baixa umidade e temperaturas elevadas no final da temporada aumentaram a incidência de pragas, prejudicando a produção. Esse cenário afetou o final da safra de verão e o início dos plantios de inverno na região.

    A expectativa é que a baixa produtividade de tomate e cebola persista no início da safra de inverno de 2024, permitindo preços elevados e resultados acima dos custos de produção, conforme aponta o Cepea.

  • Suco mais caro: laranja bate recorde de preço

    Suco mais caro: laranja bate recorde de preço

    O brasileiro vai pagar mais caro no suco de laranja. A fruta destinada à moagem alcançou R$ 85,00/caixa de 40,8 kg no spot do estado de São Paulo e está em alta desde março de 2024. Além disso, o valor atingido é um novo recorde real desde 1994, segundo dados da Cepea.

    A demanda aumentou, enquanto a oferta diminuiu, levando a um impulso nos valores. A indústria necessita adquirir a matéria-prima, pois os estoques de suco de laranja estão muito baixos.

    Além disso, a produção da fruta na safra 2024/25 é prevista ser novamente baixa em São Paulo e no Triângulo Mineiro, reforçando a escassez.

    Entenda a queda na safra

    A oferta de laranja deve seguir restrita na próxima safra. A primeira estimativa para a safra 2024/2025 do Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, divulgada pela Fundecitrus, aponta uma produção de 232,38 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg.

    Isso representa uma queda de 24,36% em comparação à safra anterior, marcando a menor produção desde o início da série histórica em 2010/2011. Isso significa que a redução em relação à média das últimas dez safras é de 24,53%.

    Impacto do clima

    As principais causas da redução na produção são as condições climáticas adversas, incluindo altas temperaturas e prolongados períodos de seca. Além disso, a incidência do greening, uma doença que afeta os citros.

    O relatório do Fundecitrus destaca que essas condições climáticas desfavoráveis impactaram a produção das laranjeiras. Dessa forma, a redução é significativa. Considerando quantidade de frutos por árvore, a produção passou de 631 para 453 frutos.

    A taxa de queda dos frutos foi relatada em 18,54%, enquanto o número efetivo de frutos por árvore após a queda ficou em 241.

    A produtividade dos pomares de laranja também registrou redução, passando de 911 caixas por hectare na safra passada para uma previsão de 691 caixas por hectare na safra 2024/2025, uma redução de 24%. O próximo relatório de reestimativa do Fundecitrus está agendado para ser divulgado em 10 de setembro

     

     

  • Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    O mercado de café registrou fortes oscilações ao longo do mês de maio, mas fechou o período com uma tendência predominante de alta. A análise é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). O suporte para esse cenário veio da possibilidade de uma menor oferta global do grão, com preocupações crescentes sobre o desenvolvimento da safra de robusta no Vietnã.

    Fique por dentro:

    De acordo com dados do CEPEA, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.286,07 por saca de 60 kg, registrando um avanço de 38,23 Reais por saca (ou 3,06%) no acumulado do mês. Esse cenário de alta persistiu mesmo com o progresso razoável da colheita no Brasil, conforme destacam os pesquisadores.

    No segmento do café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.149,20 por saca de 60 kg, representando um aumento de 1,3% no período.

    O que vem pela frente?

    Diante desse cenário, o mercado segue atento às movimentações globais e aos desdobramentos das safras, tanto no Brasil quanto em outros importantes produtores. O ritmo da demanda e as condições climáticas continuam a ser fatores-chave que podem influenciar os preços nos próximos meses.

  • Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Nesta quinta-feira (6/6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou um leilão público para adquirir 263 mil toneladas de arroz importado. A medida tomada foi para prevenir eventual alta de preços do alimento após as enchentes no Rio Grande do Sul.

    As negociações começaram às 9h e terminaram por volta das 10h10.

    O produto foi comprado por R$ 25 por saco, e a medida visa garantir a disponibilidade de arroz no mercado e evitar um possível aumento nos preços.

    O leilão ocorreu após uma batalha judicial para impedir a compra do arroz importado. Ontem (5/6), um decisão da justiça federal suspendeu o leilão para compra das até 300 mil toneladas do grão.

    No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão e, nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região cassou a liminar que suspendia o leilão.

    A compra do arroz importado é uma medida preventiva para evitar a escassez e o aumento dos preços do alimento em um momento crítico, após as enchentes no Rio Grande do Sul.

  • Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    A 4ª Vara Federal de Porto Alegre emitiu uma liminar na noite desta quarta-feira (5), suspendendo o leilão para a compra de arroz importado. Na avaliação do juiz, o leilão que estava agendado para quinta-feira (6), seria prematuro. Vale lembrar que a intenção era importar até 300 mil toneladas do grão. Um dos argumentos é que falta comprovação de que o mercado interno foi impactado pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

    Saiba mais sobre a decisão:

    O juiz ressaltou também que não está sendo afirmado que a importação de arroz pela CONAB está proibida, nem que as Medidas Provisórias são inconstitucionais, mas sim que é necessário aguardar uma comprovação efetiva do impacto no mercado nacional.

    Além disso, o juiz destacou que o estado do Rio Grande do Sul ainda está lidando com os efeitos das enchentes, o que pode dificultar a manifestação adequada dos produtores e autoridades locais perante as autoridades federais responsáveis pela importação do produto. Portanto, essa dificuldade reforça a necessidade de suspensão do leilão para preservar a isonomia e a livre concorrência.

    A ação que resultou na liminar foi movida pelos deputados Marcel Van Hatten (Novo), Lucas Resecker (PSDB) e Felipe Camozzatto (Novo). Os parlamentares expressaram preocupação com os riscos que o leilão poderia representar para o mercado nacional de arroz.

    Neste momento o tema permanece em debate e sob análise judicial, enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos.