Tag: safra

  • Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) lançou o The Best of Canephora Brazil 2026, primeiro concurso internacional dedicado exclusivamente aos cafés especiais da espécie Coffea canephora, que reúne conilon e robusta.

    Produtores brasileiros vinculados ao projeto Brazil The Coffee Nation podem inscrever amostras da safra 2026 até 3 de setembro. Os melhores lotes serão selecionados por especialistas brasileiros e estrangeiros e, posteriormente, comercializados em um leilão internacional.

    A competição é organizada pela BSCA em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Concurso terá duas categorias

    O The Best of Canephora Brazil segue o modelo do Cup of Excellence, tradicional competição voltada aos cafés arábica.

    As inscrições estão divididas em duas categorias:

    • Processo Clássico: frutos secos com casca ou despolpados/desmucilados;
    • Processo Experimental: cafés canéforas submetidos à fermentação induzida, sem adição de substâncias externas ao café.

    Entre 7 e 11 de setembro, juízes brasileiros avaliarão os lotes na sede da BSCA, em Varginha (MG).

    Serão analisados critérios como tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e qualidade da bebida, seguindo protocolo internacional específico para canéforas.

    As 24 amostras que alcançarem pelo menos 83 pontos, em uma escala de zero a 100, avançarão para a Fase Internacional.

    Nessa etapa, juízes estrangeiros virão ao Brasil para selecionar os 10 melhores cafés da safra, com no máximo cinco vencedores por categoria.

    Vencedores irão a leilão internacional

    Os cafés vencedores serão comercializados em um leilão internacional presencial em 29 de novembro, durante a cerimônia de premiação em Cacoal (RO).

    Cada lote terá preço mínimo de US$ 9 por kg, equivalente a US$ 9 mil por tonelada.

    Segundo a BSCA, o valor é 140% superior à cotação de US$ 3.702 por tonelada registrada na Bolsa de Londres em 20 de agosto, referência internacional para os cafés canéforas.

    Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a competição também busca ampliar a visibilidade internacional das diferentes origens produtoras brasileiras.

    “Os constantes investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação realizados pelos produtores de canéforas no Brasil subiram o sarrafo da qualidade”, afirma Estrela.

    De acordo com o diretor, o país já produz cafés 100% robusta ou conilon de alta qualidade para consumo sem mistura com arábica, enquanto anteriormente esses grãos eram utilizados principalmente em blends.

    Produtores e empresas interessados podem consultar o regulamento e realizar a inscrição no site da BSCA.

    Cup of Excellence também recebe inscrições

    A BSCA também recebe, até 3 de setembro, inscrições para o Cup of Excellence Brazil 2026, concurso internacional de qualidade voltado aos cafés arábica especiais.

    Podem participar cafeicultores e empresas vinculados ao Brazil The Coffee Nation com cafés da safra 2026/27.

    Na edição anterior, o leilão virtual dos vencedores durou cerca de nove horas e movimentou R$ 1,8 milhão, com preço médio de R$ 15 mil por saca de 60 kg.

    O lote campeão chegou a R$ 46.803,11 por saca. Os cafés foram adquiridos por compradores da Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Malásia, Noruega e Brasil.

  • Falta de silos força produtor brasileiro a vender safra mais barato

    Falta de silos força produtor brasileiro a vender safra mais barato

    Empresas e produtores enfrentam um gargalo estrutural que vem redesenhando a comercialização de grãos no Brasil: a falta de silos. O descompasso entre a capacidade estática de armazenagem e o volume total colhido a cada safra consolidou-se como um dos principais fatores de instabilidade do setor.

    O problema ganha contornos mais críticos no segundo semestre, quando milho e algodão escoam simultaneamente e disputam espaço nos armazéns disponíveis.

    Enquanto os Estados Unidos guardam 65% de sua produção dentro das propriedades rurais, o Brasil armazena apenas 15% na origem, afirma a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa escassez empurra o produtor para uma venda compulsória logo após a colheita, o que pressiona as cotações internas e reduz o poder de negociação do produtor.

    Franklin Oliveira, diretor comercial da AGI Brasil, fornecedora de soluções em armazenamento e movimentação de grãos, defende que o cenário exige uma análise que vai além do espaço físico disponível.

    “O déficit mensurado é mais agudo em regiões de expansão agrícola no segundo semestre, como o Matopiba e o norte de Mato Grosso. O armazenamento planejado protege o produtor contra a oscilação de preços. Mas demanda superar barreiras regulatórias locais, garantir eficiência energética e manter a estrita conformidade com as exigências técnicas de certificação”, explica o executivo.

    Gargalos regulatórios travam novos investimentos

    Atualmente, os produtores que querem investir em armazenagem própria esbarram em uma série de exigências. Precisam obter licenças ambientais estaduais, atender à Lei nº 9.973 que regulamenta o Sistema de Certificação de Armazéns do país e adequar as plantas às normas de segurança do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), caso da NR-33, voltada ao trabalho em espaços confinados.

    Nesse ambiente restritivo, o acesso a materiais de alta especificação passou a fazer diferença direta na viabilidade dos projetos. Silos construídos com aços de alta resistência estrutural e revestimentos galvanizados superiores suportam melhor a carga dinâmica de carregamentos contínuos, segundo Oliveira.

    “No entanto, para combater o estresse térmico severo no interior do silo, a engenharia de proteção do grão precisa ir além da barreira física do aço”, alerta o diretor.

    Projetos de alta performance, segundo ele, já integram sistemas de termometria digital e ventilação automatizada, capazes de controlar a temperatura e a umidade da massa de grãos.

    Essa combinação preserva as características físicas, sanitárias e comerciais do produto e atende aos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo mercado exportador.

    Diante de safras que testam anualmente a eficiência logística nacional, a expansão tecnológica da armazenagem surge como o elo regulador capaz de proteger as margens do agronegócio.

    “A sustentabilidade financeira da porteira para dentro depende da autonomia de comercialização. E ela só se alcança quando o produtor dispõe de uma estrutura robusta e capaz de preservar a integridade biológica do seu patrimônio por longos períodos”, conclui o diretor comercial.

  • Gigantes do campo: soja e milho lideram safra recorde no Brasil

    Gigantes do campo: soja e milho lideram safra recorde no Brasil

    O agronegócio brasileiro se prepara para consolidar mais um recorde no campo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção nacional de 360,8 milhões de toneladas de grãos para a safra 2025/26. O volume representa um crescimento de 2,4% em relação ao ciclo anterior, injetando 8,5 milhões de toneladas a mais no mercado global.

    Os dados do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgados nesta quinta-feira (13), confirmam que o aumento de 2,1% na área cultivada, agora estimada em 83,5 milhões de hectares, sustenta o excelente resultado. As culturas de soja, milho e sorgo lideram essa expansão. Já a produtividade média do país deve se manter estável em 4.322 quilos por hectare.

    Soja e milho: os gigantes do campo lideram a safra 2025/26

    A soja e o milho continuam como os principais motores da agricultura brasileira. Juntas, as culturas somam volumes impressionantes:

    Soja: a Conab estima uma colheita de 180,5 milhões de toneladas. O Mato Grosso segue como o maior produtor nacional, com 51,6 milhões de toneladas. No entanto, a Bahia brilha com a maior produtividade média do país, alcançando 4.260 kg/ha.

    milho
    Foto: Nilson Konrad/AGCO

    Milho: o cereal deve registrar uma produção total de 143 milhões de toneladas. A primeira safra responde por 29,5 milhões de toneladas, enquanto o segundo ciclo deve entregar cerca de 111 milhões de toneladas. A terceira safra soma mais 2,4 milhões de toneladas, embora o clima desfavorável desde junho tenha prejudicado lavouras no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas.

    No mercado interno, a Conab elevou a projeção de consumo de milho para 95 milhões de toneladas. Mesmo com a maior demanda interna, o estoque de passagem deve fechar o ciclo com confortáveis 15,58 milhões de toneladas.

    Abastecimento garantido de arroz e feijão

    Mesmo com oscilações na área plantada, os alimentos básicos do prato do brasileiro seguem com abastecimento garantido:

    O arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas. O volume atende plenamente à demanda do mercado doméstico, apesar de os produtores terem semeado uma área 14% menor neste ciclo.

    O feijão projeta uma colheita de 3 milhões de toneladas somando suas três safras. A estimativa atual indica uma redução de 3,2% em relação ao ciclo 2024/25, mas garante a segurança alimentar do mercado interno. A colheita da segunda safra está na reta final, com previsão de 1.3 milhão de toneladas.

    Algodão avança e culturas de inverno registram queda

    A colheita do algodão avança em ritmo acelerado e já atinge 43,7% da área. O índice supera os 39% registrados no mesmo período do ano anterior. A Conab estima uma produção de 5,8 milhões de toneladas de algodão em caroço, gerando 4,1 milhões de toneladas de pluma, favorecida pelo clima excelente na maioria das regiões.

    Por outro lado, o trigo apresenta um cenário de retração após o fim da semeadura de inverno. O cereal deve registrar 5,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda acentuada de 26,2% em relação a 2025. O recuo acompanha diretamente a redução de 20,4% na área destinada ao cultivo do grão nesta temporada.

    Siga o canal do Agro em Campo no WhatsApp e saiba tudo em primeira mão 

  • Brasil pode pagar mais caro pelo trigo em 2026; entenda os riscos

    Brasil pode pagar mais caro pelo trigo em 2026; entenda os riscos

    A indústria de moagem de trigo no Brasil intensifica o alerta para um cenário desafiador em 2026, marcado por queda na produção, aumento das importações e instabilidade no mercado internacional. A combinação desses fatores já pressiona os custos da cadeia e pode impactar diretamente os preços de alimentos básicos.

    O trigo, responsável por cerca de 20% das calorias e proteínas consumidas no mundo, segundo a FAO, ocupa papel central na segurança alimentar. No Brasil, o cereal é base para produtos essenciais como pão, massas, biscoitos e bolos, o que amplia os efeitos de qualquer desequilíbrio no abastecimento.

    A forte dependência de importações, principalmente da Argentina, mantém o país vulnerável às oscilações externas. De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, qualquer instabilidade global afeta diretamente custos, disponibilidade e previsibilidade do abastecimento.

    Cenário internacional

    No cenário internacional, conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio seguem pressionando o mercado de commodities. Esse contexto eleva os custos de energia, combustíveis, fretes e seguros, encarecendo a importação do trigo e dificultando o planejamento das indústrias.

    No Brasil, os sinais também preocupam. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta queda de 23,5% na safra de trigo em 2026, reflexo de fatores climáticos e econômicos, como a redução da área plantada. Com menor oferta interna, a necessidade de importação deve crescer, com previsão de aumento de 1,9 milhão de toneladas em 2027.

    Além disso, o excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, já levanta dúvidas sobre produtividade e qualidade do grão. Esse cenário pode reduzir ainda mais o volume disponível da safra em colheita.

    Segundo Barbosa, o setor enfrenta uma combinação crítica: menor produção interna, maior dependência externa e custos globais elevados. Esse quadro amplia a complexidade operacional das indústrias moageiras e pressiona toda a cadeia de alimentos.

    Farelo de trigo pressiona margens da indústria

    O mercado de farelo de trigo também agrava o cenário. A queda nos preços do milho reduziu o valor desse coproduto, essencial para a rentabilidade da moagem. Com menor receita vinda do farelo, a indústria enfrenta maior pressão sobre os custos e sobre o preço final da farinha.

    De acordo com a Abitrigo, essa dinâmica impacta diretamente o custo de alimentos amplamente consumidos pela população. Mesmo assim, a entidade reforça que não há risco de desabastecimento no país.

    A indústria segue mobilizada para garantir o fornecimento, com foco em planejamento, gestão de riscos e monitoramento constante do mercado. Ainda assim, o setor destaca que o ambiente exige atenção contínua diante das incertezas.

  • Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    Colheita de café avança, mas atraso preocupa produtores

    A colheita de café arábica alcançou 51% da área prevista pela Expocacer na safra 2026/27. O levantamento considera os trabalhos até sexta-feira (17). Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Na safra anterior, os produtores já haviam colhido 58% da produção.

    Segundo a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), chuvas isoladas prejudicaram temporariamente a secagem dos grãos nos terreiros. Além disso, a umidade dificultou as operações mecanizadas para recolher o café de chão.

    Por outro lado, o clima favoreceu a colheita dos frutos ainda nas plantas. Com isso, os cooperados conseguiram manter o avanço das atividades no Cerrado Mineiro. Até agora, cerca de 31% do café já passou pelo beneficiamento. O rendimento médio ficou em aproximadamente 520 litros por saca beneficiada. Na última semana, os técnicos observaram aumento da catação, que atingiu 19,7%.

    Ao mesmo tempo, o percentual de grãos com peneira 17 acima caiu para 27,65%. A cooperativa também registrou baixa incidência de broca nos cafés recebidos.

    Atraso pode comprometer a próxima safra

    A Expocacer alerta que os produtores precisam acelerar a colheita para reduzir o atraso em relação à média histórica. Segundo os técnicos, manter a carga por mais tempo nas plantas aumenta o estresse fisiológico das lavouras. Além disso, essa situação reduz o intervalo entre o fim da colheita e o início da florada.

    Como consequência, as plantas têm menos tempo para recuperar reservas nutricionais e energéticas. Esse cenário pode prejudicar o desenvolvimento vegetativo, reduzir a uniformidade da florada e limitar o potencial produtivo da próxima safra.

    Tempo seco deve favorecer operações

    A previsão indica tempo seco até 22 de julho, sem chuvas significativas na região. De acordo com a Expocacer, esse cenário deve acelerar a colheita nas propriedades. Além disso, o aumento gradual das temperaturas favorece as operações mecanizadas.

    O clima também melhora a secagem dos cafés nos terreiros, aumentando a eficiência operacional e preservando a qualidade dos grãos. Mesmo assim, os técnicos recomendam que os produtores acompanhem as condições específicas de cada município. Segundo eles, a distribuição das chuvas pode variar e influenciar o ritmo da colheita e da pós-colheita.

    Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas

    A Expocacer reúne mais de 800 produtores associados e faturou cerca de R$ 3 bilhões em 2025. Para 2026, a cooperativa estima produzir 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação.

    Atualmente, a entidade possui 19,4 mil hectares certificados em cafeicultura regenerativa. Além disso, outros 29 mil hectares adotam manejo regenerativo. A cooperativa também se tornou a primeira do mundo a conquistar a certificação Regenagri® em Agricultura Regenerativa. Recentemente, a Expocacer ainda validou seus processos junto à Rainforest Alliance.

    A cooperativa integra a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café do Brasil. A região reúne 55 municípios, mais de 4.500 produtores e cerca de 250 mil hectares destinados à produção de cafés com Indicação Geográfica.

  • Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    A entrada da terceira safra continua pressionando os preços do feijão carioca no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, o aumento gradual da oferta reduz os valores pagos ao produtor. Além disso, compradores adotam postura cautelosa diante da maior disponibilidade do grão.

    No mercado do feijão-preto, o cenário segue diferente. A confirmação de uma produção menor mantém as cotações sustentadas. Mesmo assim, a demanda ainda limita movimentos mais fortes de valorização.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que os preços no campo já refletem o avanço da oferta. Por outro lado, o varejo ainda incorpora as altas registradas durante a primeira e a segunda safras. Esse descompasso mantém os preços ao consumidor em patamar superior ao observado no mercado produtor.

     

  • Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    O aumento da oferta de laranja de mesa pressiona os preços no mercado paulista. Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade da lima ácida tahiti sustenta a alta das cotações. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    A diferença na oferta entre as regiões produtoras de São Paulo explica os movimentos opostos nos preços das frutas cítricas. Enquanto a laranja registra queda nas cotações, a tahiti avança devido à oferta restrita.

    Agentes consultados pelo Cepea afirmam que a qualidade das laranjas de mesa, principalmente as de meia estação, segue boa. Além disso, essas frutas se aproximam do período de safra. No entanto, o avanço da maturação em algumas regiões reduz o poder de negociação dos produtores neste início de temporada. Por isso, os preços da fruta seguem pressionados.

    Tahiti

    Já a lima ácida tahiti apresenta qualidade elevada, mas enfrenta menor oferta por causa da entressafra. Dessa forma, a disponibilidade limitada mantém as cotações em alta. Além disso, pesquisadores do Cepea projetam uma produção menor na próxima safra, que começa após setembro.

    A expectativa envolve, principalmente, as regiões centro-oeste e norte de São Paulo. Essa previsão considera as induções realizadas no início do ano. Na ocasião, o clima chuvoso dificultou o processo e comprometeu o florescimento esperado, mesmo após a desfolha química.

  • Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    O governo federal publicou nesta segunda-feira (13) a Portaria nº 934. Ela estabelece os preços mínimos para produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. A medida saiu no Diário Oficial da União (DOU) e define os valores que vão orientar as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou os preços, que funcionam como referência para assegurar renda mínima aos produtores rurais em caso de queda nas cotações de mercado.

    Os preços mínimos terão vigência entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto. A lista inclui culturas estratégicas para o agronegócio brasileiro, como algodão (em caroço e pluma), arroz longo fino em casca, milho, soja e sorgo, além de feijão (cores e preto), mandioca (raiz, fécula e goma), cacau, borracha natural cultivada e leite.

    Também entram na relação produtos como caroço de algodão e juta/malva (embonecada e prensada). Além de derivados da borracha, como coágulo virgem a granel e látex de campo.

    Além dos produtos agrícolas, a portaria fixa os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais, incluindo algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo. Nesse caso, a vigência começa em novembro de 2026 e segue até junho de 2028.

    O que é a PGPM

    A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) busca proteger a renda do produtor rural diante das oscilações de mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elabora as propostas de preços com base em custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo.

    De acordo com o Decreto-Lei nº 79/1966, os valores consideram fatores como oferta, demanda e variações nos preços agrícolas, garantindo maior previsibilidade ao setor.

  • Plano Safra 2026/27 libera R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e reduz juros do crédito rural

    Plano Safra 2026/27 libera R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e reduz juros do crédito rural

    O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, que disponibiliza R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. O montante representa um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla linhas de crédito rural, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores.

    A cerimônia de lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com a presença do presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

    Do volume total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção. Esses recursos garantirão o financiamento de despesas essenciais, como aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e comercialização da produção agropecuária.

    Além disso, outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos. Os recursos apoiarão a modernização das propriedades rurais, a expansão da capacidade de armazenagem, projetos de irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e ações para elevar a eficiência produtiva.

    Tabela recursos para o crédito rural empresarial 
    Tabela volume de recursos

    Leia mais: Plano Safra 2026/27 foi lançado sem o presidente Lula; entenda a decisão

    Redução dos juros beneficia agricultura empresarial

    Entre as principais novidades do novo ciclo está a redução das taxas máximas de juros em linhas consideradas estratégicas para a agricultura empresarial. Segundo o governo, a queda da taxa Selic abriu espaço para diminuir o custo financeiro do crédito rural e ampliar o acesso dos produtores aos financiamentos.

    Dessa forma, os produtores passam a contar com maior previsibilidade para planejar a safra, investir nas propriedades e organizar suas atividades produtivas.

    No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o volume de recursos previsto chega a R$ 72,6 bilhões. A linha contará com taxa máxima de juros de 9% ao ano, percentual inferior ao praticado na safra anterior.

    Além disso, a redução beneficia um segmento considerado estratégico para a produção de alimentos, geração de empregos e fortalecimento das economias locais. Com condições mais favoráveis de financiamento, os médios produtores poderão custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com maior segurança.

    Plano amplia incentivos à sustentabilidade no campo

    O Plano Safra 2026/27 também fortalece os estímulos à adoção de práticas agropecuárias sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais.

    Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem boas práticas reconhecidas poderão obter redução de até 1 ponto percentual na taxa de juros das operações de custeio.

    O benefício será dividido em duas etapas: até 0,5 ponto percentual para propriedades com CAR regular e outros 0,5 ponto percentual para produtores que comprovarem a adoção de práticas sustentáveis.

    Gestão de risco ganha reforço no novo Plano Safra

    Outro eixo importante do programa é o fortalecimento da gestão de riscos na atividade agropecuária.

    Nesse sentido, o governo reforça a importância do Proagro e do seguro rural como mecanismos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.

    Além disso, a possibilidade de renegociar operações de custeio agrícola ficará vinculada à contratação de cobertura pelo Proagro ou por seguro rural. A medida pretende estimular a adoção de ferramentas de gerenciamento de risco, reduzir a dependência de soluções emergenciais após perdas e fortalecer a responsabilidade compartilhada entre produtores, instituições financeiras e poder público.

    Investimentos priorizam energia renovável e armazenagem

    Os investimentos seguem entre as prioridades do Plano Safra 2026/27, com recursos destinados à modernização das propriedades, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas, recuperação de áreas produtivas e sustentabilidade.

    Entre os destaques está a atualização do InvestAgro, que amplia o apoio à implantação de sistemas de geração e distribuição de energia renovável, incluindo energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e sistemas de armazenamento de energia elétrica.

    Segundo o governo, essas iniciativas contribuem para elevar a produtividade, reduzir custos operacionais, ampliar a segurança energética e tornar a produção agropecuária mais resiliente.

    Além disso, a política amplia o incentivo à construção, reforma e modernização de armazéns e câmaras frias. O objetivo é reduzir perdas pós-colheita, melhorar a logística, ampliar a capacidade de conservação dos produtos e fortalecer a comercialização.

    Com maior capacidade de armazenagem, produtores, cooperativas e agroindústrias poderão agregar valor à produção, melhorar a gestão dos estoques e aumentar sua competitividade.

    Plano fortalece diferentes fontes de financiamento

    O custeio rural permanece como um dos pilares do programa, assegurando recursos para aquisição de insumos, condução das lavouras, manejo dos rebanhos e comercialização da produção.

    Em um cenário de custos ainda elevados, a redução das taxas de juros busca ampliar a capacidade de planejamento financeiro e oferecer maior previsibilidade aos produtores.

    Além disso, o Plano Safra 2026/27 amplia a integração entre diferentes fontes de recursos, combinando financiamentos controlados, equalizados, não equalizados e recursos provenientes do mercado.

    Dessa forma, o governo pretende expandir a capacidade de financiamento da agropecuária brasileira e atender diferentes perfis de produtores e modalidades de crédito.

    Ao reunir mais crédito, juros menores, incentivos à sustentabilidade, fortalecimento da gestão de riscos, investimentos em energia renovável, ampliação da armazenagem e foco na modernização do setor, o novo Plano Safra 2026/27 reafirma a estratégia de fortalecer uma agricultura empresarial mais eficiente, sustentável e competitiva.

  • Oficina móvel leva assistência técnica para dentro da lavoura

    Oficina móvel leva assistência técnica para dentro da lavoura

    Uma máquina parada durante o plantio ou a colheita pode comprometer o cronograma da propriedade e gerar prejuízos ao produtor rural. Além disso, a mecanização das lavouras tornou as operações mais dependentes dos equipamentos. Por isso, reduzir o tempo de inatividade passou a ser um dos principais desafios da manutenção agrícola. Nesse cenário, a Milwaukee Tool Brasil e a Baldan apresentam uma oficina móvel voltada ao atendimento de máquinas e implementos diretamente no campo.

    A proposta reúne ferramentas profissionais sem fio, equipamentos de apoio e uma estrutura de atendimento móvel. Dessa forma, os reparos podem ser realizados onde a máquina está. Com isso, em muitos casos, o deslocamento até uma oficina deixa de ser necessário. A iniciativa já integra as operações de pós-venda da Baldan por meio dos Caminhões Oficina utilizados em atendimentos técnicos nas propriedades rurais.

    Segundo as empresas, o projeto será apresentado ao longo de 2026 nas principais feiras do agronegócio brasileiro. Parte da programação já passou pelo Show Rural Coopavel, Expodireto, Tecnoshow, Agrishow e mais recentemente pela Bahia Farm Show. As próximas datas já foram divulgadas: Coopercitrus Expo, de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP), e para a Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS).

    Manutenção mais ágil durante a safra

    A proposta da oficina móvel acompanha uma realidade cada vez mais presente nas propriedades rurais. Os equipamentos estão maiores, mais tecnológicos e indispensáveis para manter o ritmo das operações agrícolas. Ao mesmo tempo, qualquer interrupção pode afetar o desempenho da atividade, especialmente durante os períodos de maior demanda.

    Durante as demonstrações, a Milwaukee apresenta ferramentas desenvolvidas para intervenções em máquinas agrícolas. Entre os destaques estão equipamentos de alto torque para remoção de porcas de rodas de tratores, sistemas profissionais de fixação, iluminação portátil para trabalhos noturnos e a plataforma modular PACKOUT™, utilizada para organizar e transportar os equipamentos. Além disso, a tecnologia sem fio amplia a mobilidade das equipes de manutenção em campo.

    De acordo com Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil, o objetivo é aproximar a manutenção das operações agrícolas. “Cada minuto de inatividade durante a safra impacta diretamente a produtividade da operação. Nosso objetivo é aproximar a manutenção do campo com soluções profissionais que entregam potência, autonomia e rapidez para as equipes técnicas”, afirma.

    Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil – Foto: Reprodução/ Divulgação

    Além das ferramentas voltadas à manutenção pesada, a empresa também leva às feiras equipamentos utilizados na rotina das propriedades. Entre eles estão sopradores, motosserras e podadores a bateria destinados às atividades de manejo e conservação.

    Assistência técnica acompanha a evolução do agro

    A crescente mecanização da agricultura também elevou a importância dos serviços de pós-venda e da assistência técnica. Hoje, mais do que oferecer equipamentos, fabricantes e concessionárias buscam reduzir o tempo de resposta quando surgem falhas durante a operação. Dessa maneira, o atendimento passa a acompanhar o ritmo das atividades no campo.

    Nesse contexto, a oficina móvel surge como uma alternativa para acelerar os atendimentos e ampliar a disponibilidade das máquinas nas propriedades. Assim, as equipes técnicas conseguem atuar mais próximas do local onde o trabalho acontece, reduzindo o tempo de deslocamento e tornando os reparos mais ágeis.

    “Antes, a ferramenta estava restrita à oficina. Hoje, ela acompanha a operação onde o trabalho acontece: no campo, pronta para uso e preparada para responder rapidamente às demandas da manutenção agrícola”, conclui Paula Cristina Dani.