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  • Bayer aposta no Brasil como motor global da agricultura digital

    Bayer aposta no Brasil como motor global da agricultura digital

    A Bayer apresentou nesta segunda-feira (29), durante coletiva na Agrishow 2025, sua nova fase na estratégia global de agricultura digital. Isso coloca o Brasil como peça-chave para o desenvolvimento de soluções voltadas ao campo. Segundo Daniel Padrão, diretor de operações da Climate FieldView™ para a América Latina, a feira é um marco para o setor: “A Agrishow marca as pessoas para sempre. Quando falamos de tecnologia, falamos também da experiência do produtor brasileiro, que está em constante busca por evolução”.

    Ao lado dele, os executivos Abdalah Novaes, líder de Soluções Agrícolas Digitais da Bayer, e Bernardo Coelho, líder de Novos Negócios em Agricultura Digital, detalharam como a empresa integra biotecnologia, ciência de dados e a realidade do campo por meio da plataforma Climate FieldView, buscando recomendações personalizadas que gerem mais produtividade.

    Foco em tecnologia, ciência e realidade do produtor

    Um dos destaques apresentados foi o programa Bayer Valora Milho, voltado exclusivamente a produtores que utilizam sementes das marcas Dekalb, Agroeste e Agroceres. A proposta é ajudar o agricultor a tirar o máximo da semente com base em dados, ciência e sua própria vivência. “Na safra 2024/2025, oito em cada dez participantes do Valora alcançaram ganho de produtividade, com um incremento médio de 7,8 sacas por hectare”, revelou Abdalah. Ainda neste ano, parte da equipe responsável pelo desenvolvimento da solução nos Estados Unidos será transferida para o Brasil, numa aposta inédita de regionalização da tecnologia.

    Bernardo Coelho destacou também o Bayer Directo, uma solução que utiliza dados para detectar pragas na cultura da soja e ajustar o manejo. Além disso, ressaltou iniciativas como o Pró-Carbono, que une produtividade à sustentabilidade e prepara o produtor para o mercado de carbono. “Todas essas ferramentas estão conectadas por meio da plataforma digital, criando uma visão completa da lavoura”, afirmou.

    Daniel Padrão reforçou que a Bayer investe 2,6 bilhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento no mundo. “Produtores que utilizam nossas tecnologias digitais tiveram produtividade 30% maior no milho e 20% na soja, em comparação com a média nacional. Nenhuma outra empresa do setor investe tanto em inovação”, afirmou.

    Entre os lançamentos mais recentes, está o FieldView Drive 2.0, que promete maior velocidade na coleta de dados, até 12 vezes mais rápido que o modelo anterior, e mais funcionalidades para que o agricultor monitore sua operação em tempo real com segurança e precisão.

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  • Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Iniciativas socioambientais apoiadas pela Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) ganham destaque ao promoverem desenvolvimento sustentável, inclusão social e preservação do único bioma exclusivamente brasileiro. Abrangendo cerca de 10% do território nacional e presente em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é lar de mais de 27 milhões de pessoas e abriga uma biodiversidade única, com quase 5 mil espécies de plantas e mais de 1.100 espécies animais, muitas delas exclusivas da região.

    Entre os projetos de destaque está o “Mulheres Camponesas, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis na Caatinga”, realizado no Agreste pernambucano. Com investimento social de R$ 500 mil da Fundação BB, a iniciativa promove a recuperação de áreas degradadas, a implantação de quintais produtivos e a formação em agroecologia para mulheres assentadas da reforma agrária. Os quintais produtivos, próximos às residências, integram hortas, plantas medicinais e frutíferas, fortalecendo a agricultura familiar, a autonomia econômica e a preservação ambiental.

    Segundo representantes da entidade executora, o projeto já mostra impacto positivo nas comunidades, estimulando o reflorestamento e a convivência sustentável com o bioma. Nos municípios de Caruaru e São Joaquim do Monte, 60 famílias são beneficiadas diretamente, e outras 150 pessoas de forma indireta. A iniciativa aposta na diversidade de cultivos, uso de sementes crioulas e redução de insumos químicos, promovendo uma produção mais resiliente e sustentável.

    Tecnologia social e segurança alimentar

    Outro exemplo de transformação é o projeto “Nas Ramas da Esperança”, desenvolvido há 15 anos no Sertão do São Francisco. Em 2024, a iniciativa recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação BB, ampliando sua atuação para 11 estados e 153 municípios. O projeto destaca-se pela introdução de alimentos biofortificados, como batata-doce, macaxeira e feijão, fundamentais no combate à fome e na diversificação da produção agrícola adaptada ao semiárido. Além de garantir segurança alimentar, o projeto capacita jovens e fortalece o protagonismo feminino nas comunidades rurais.

    Caatinga: potência ambiental e social

    A Caatinga, frequentemente subestimada por sua aparência seca, é um dos maiores trunfos ambientais do Brasil no combate ao aquecimento global, graças à sua eficiência na captura de carbono e à vegetação adaptada ao clima semiárido. O bioma enfrenta desafios como desmatamento, queimadas e degradação do solo, mas projetos de desenvolvimento sustentável e políticas públicas vêm fortalecendo sua preservação e valorizando o conhecimento local.

    A Fundação Banco do Brasil, ao lado de comunidades e parceiros, demonstra que o sertão pode florescer com inovação, inclusão e respeito ao meio ambiente. No Dia Nacional da Caatinga, o bioma se reafirma como espaço de vida, trabalho e esperança para milhões de brasileiros.

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  • Santarém: oficina capacita produtores para acesso a crédito rural

    Santarém: oficina capacita produtores para acesso a crédito rural

    Em Santarém, o Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus) realizou uma oficina para capacitar representantes de negócios comunitários no fortalecimento da rede de ativadores de crédito socioambiental no Baixo Tapajós. O evento reuniu cinco negócios locais e contou com a participação de agentes estratégicos do crédito rural.

    A Oficina AtivaCred parte do programa CrediAmbiental. E visa proporcionar aos produtores técnicas de ativação de crédito e estratégias para firmar parcerias que alavanquem a produção local. Segundo João Victor Gualberto, mentor de crédito da Conexsus, a falta de informação sobre crédito gera medo nos produtores. E encontros como esse são essenciais para mapear problemas comuns e fortalecer as relações organizacionais no território.

    Participação e resultados

    A Conexsus possui atualmente 55 ativadores de crédito em exercício, com mais de 4 mil famílias cadastradas e 893 contratos de crédito efetivados. Assim, resultando em acesso a cerca de R$11 milhões em recursos em 2024. A oficina contou com a apresentação de diagnósticos socioprodutivos, explicações sobre linhas de crédito do Pronaf e análise para desenvolvimento de planejamento estratégico.

    Para Reginalva Godinho, representante da comunidade de Anã, da Reserva Extrativista Resex Tapajós Arapiuns, o encontro foi fundamental para entender melhor o processo de crédito e planejamento. “A Conexsus está nos dando esse norte. Ampliando os nossos conhecimentos, o que reflete na nossa comunidade, na vida dos produtores e na renda familiar”, destacou.

    A oficina incluiu agendas bilaterais com parceiros como o INCRA, ICMBio, Banco da Amazônia, SEMAP, SEMMA, RESEX e Flona. E demonstra a importância da colaboração entre instituições para promover o acesso ao crédito rural.

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  • STF mantém suspensão de processos relacionados ao Funrural

    STF mantém suspensão de processos relacionados ao Funrural

    A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a suspensão de todos os processos que discutem a sub-rogação na cobrança do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). Essa regra estabelece que as empresas que compram a produção de empregadores rurais são responsáveis pelo recolhimento da contribuição.

    Em janeiro, o ministro Gilmar Mendes determinou a suspensão inicial, atuando como relator da ação que questiona a cobrança. Outros ministros, incluindo Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, confirmaram a medida. O julgamento virtual deve ser concluído nesta sexta-feira, 21 de fevereiro, com os votos pendentes de Nunes Marques, André Mendonça e Luís Roberto Barroso.

    Com essa decisão, a suspensão se mantém até que o Plenário do STF decida sobre a responsabilidade das empresas no recolhimento do Funrural. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.395 aborda o tema e ainda não definiu se as empresas devem efetuar os pagamentos.

    Justificativa

    Gilmar Mendes justificou sua decisão ao apontar a existência de reclamações no STF devido a decisões divergentes em instâncias inferiores sobre o assunto. “Não parece razoável permitir que ações transitem em julgado nesse cenário de incerteza”, escreveu o ministro.

    João Eduardo Diamantino, do Diamantino Advogados Associados, comentou sobre a situação: “A novela do Funrural ainda não terminou. Falta decidir o mérito da questão e o processo já foi incluído em pauta mais de uma dezena de vezes e não há previsão de julgamento”.

    Em 2017, o STF declarou que a contribuição do empregador rural pessoa física ao Funrural é constitucional. Desde então, o debate sobre a responsabilidade da empresa que compra o produto agrícola pelo recolhimento da contribuição tem gerado controvérsias. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) questiona essa cobrança e defende que as decisões judiciais têm mantido a sub-rogação.

    A continuidade da suspensão dos processos mantém o cenário incerto para as partes envolvidas até que o Supremo proclame uma decisão final.

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  • Programa Desenrola Rural é lançado pelo governo

    Programa Desenrola Rural é lançado pelo governo

    O governo federal lança nesta quarta-feira (12) o programa “Desenrola Rural”, destinado a renegociar dívidas de agricultores familiares e assentados da reforma agrária. A iniciativa visa beneficiar mais de 900 mil famílias, cujas dívidas somam aproximadamente R$ 19,5 bilhões.

    O “Desenrola Rural” oferece descontos progressivos que podem chegar a 80% para liquidação de dívidas de até R$ 10 mil. Além da possibilidade de parcelamento em até dez anos, conforme o valor devido. Os produtores podem realizar a renegociação por meio do portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ou diretamente nos bancos públicos participantes, como Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

    Além do refinanciamento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário prevê que o mutirão promova a “desnegativação” dos produtores agrícolas em cadastros privados. Permitindo que, mesmo com restrição cadastral, eles possam acessar novo crédito rural.

    O programa se assemelha ao “Desenrola Brasil”, lançado em 2023 para renegociar dívidas de até R$ 20 mil. Em 2024, o governo federal implementou uma nova versão focada em microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, denominada “Desenrola Pequenos Negócios”.

    Com o “Desenrola Rural”, o governo busca facilitar o acesso a novos financiamentos e promover a regularização das dívidas dos agricultores familiares. E assim, fortalecer a agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento econômico no campo.

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  • Dia do Rock: conheça a fazenda de Lenny Kravitz no Brasil

    Dia do Rock: conheça a fazenda de Lenny Kravitz no Brasil

    Hoje, dia 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. O Agro em Campo apresenta a famosa fazenda do ícone do Rock, Lenny Kravitz, no Brasil. Cheia de estilo, a propriedade é um oásis de sustentabilidade e arte no coração do estado do Rio de Janeiro.

    Lenny Kravitz encontrou seu refúgio: uma vasta fazenda de 400 hectares em Duas Barras, comprada pelo artista em 2007.

    Reprodução: Matueté Villas

    A propriedade é um exemplo notável de práticas sustentáveis, com Kravitz implementando técnicas de agricultura orgânica e regenerativa para minimizar o impacto ambiental.

    As plantações são cuidadas sem o uso de pesticidas químicos. Como resultado, promove a biodiversidade e a saúde do solo. Além disso, Kravitz mantém um pequeno rebanho de gado criado de forma orgânica. A água utilizada na fazenda é cuidadosamente gerida, com sistemas de captação de água da chuva e tratamento de resíduos.

    Reprodução: Matueté Villas

    Arquitetura e Design

    O design da propriedade combina rusticidade e sofisticação. Sobretudo, as construções mantêm um estilo que respeita a arquitetura local, utilizando materiais da região e técnicas tradicionais.

    Reprodução: Matueté Villas

    A casa principal, onde Kravitz passa grande parte de seu tempo, possui janelas amplas que oferecem vistas panorâmicas da paisagem.

    Os interiores foram decorados pelo próprio artista, que trouxe um toque pessoal com móveis e objetos de arte que refletem sua personalidade eclética.

    Reprodução: Matueté Villas

    Um Centro de Criatividade

    Além de um retiro pessoal, a fazenda de Kravitz é um verdadeiro centro de criatividade. O artista montou um estúdio de gravação completo na propriedade, onde trabalha em seus projetos musicais e colabora com outros artistas. Sendo assim, um espaço perfeito para produzir músicas no Dia do Rock.

    Portanto, este espaço, que combina tecnologia de ponta com um ambiente natural tranquilo, já foi palco de gravações de vários álbuns e composições.

    Envolvimento com a Comunidade Local

    Lenny Kravitz não apenas criou um paraíso pessoal, mas também se envolveu ativamente com a comunidade local de Duas Barras. Afinal, o músico apoia iniciativas sociais e educacionais na região, promovendo a cultura local e oferecendo oportunidades para os moradores.

    Reprodução: Matueté Villas

    Além disso, Lenny Kravitz, é conhecido por contratar mão de obra local para trabalhar na fazenda, ajudando a estimular a economia da região e a melhorar a qualidade de vida dos habitantes.

    Ou seja, a fazenda de Lenny Kravitz no Rio de Janeiro é um exemplo inspirador de como viver em harmonia com a natureza. Portanto, promove práticas sustentáveis, integrando a arte e a criatividade ao cotidiano.

    Reprodução: Matueté Villas

    A propriedade, com sua beleza natural e sua gestão exemplar, destaca-se como um modelo a ser seguido. Dessa forma, atua por aqueles que buscam uma vida mais conectada com a terra e mais comprometida com a preservação do meio ambiente.

    Veja vídeo de Lenny Kravitz na fazenda:

    Galeria de imagens da fazenda:

  • Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    Entenda porque as hortaliças estão tão caras

    O preço das hortaliças tem registrado aumentos significativos no Brasil, e diversos fatores contribuem para essa elevação, conforme dados de órgãos e entidades oficiais, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os fenômenos climáticos adversos, como secas prolongadas e geadas, têm impactado diretamente a produção de hortaliças. A Conab aponta que a seca nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e as geadas no Sul do Brasil afetaram drasticamente as safras. As hortaliças são particularmente sensíveis às variações climáticas, resultando em menor oferta e, consequentemente, em preços mais altos. Alguns produtos, como alface, tem o consumo reduzido no frio, e por conseqüência os produtores diminuem a produção para evitar perdas. Isso diminui a oferta e aumenta o preço.

    O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, também contribui para a alta nos preços. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), os preços dos fertilizantes aumentaram significativamente devido à escassez global e aos altos custos de transporte. Além disso, a alta do dólar encarece os insumos importados, pressionando ainda mais os custos de produção.

    A logística é outro fator crucial. A Associação Brasileira de Logística (Abralog) destaca que a infraestrutura deficiente e os altos custos de transporte influenciam diretamente no preço final das hortaliças. As más condições das estradas e a elevação dos preços dos combustíveis aumentam os custos de distribuição, que são repassados ao consumidor final.

    A relação entre demanda e oferta também desempenha um papel significativo. Durante a pandemia de COVID-19, houve uma mudança nos padrões de consumo, com aumento da demanda por alimentos frescos e saudáveis, como hortaliças. Essa demanda crescente, associada a uma oferta reduzida por problemas climáticos e logísticos, eleva os preços.

    Soluções a médio prazo

    Para mitigar esses aumentos, é essencial investir em tecnologias agrícolas que aumentem a resiliência das safras às condições climáticas adversas. A Conab sugere o uso de sistemas de irrigação mais eficientes e o desenvolvimento de variedades de hortaliças mais resistentes. Além disso, melhorias na infraestrutura de transporte e políticas de subsídios para insumos agrícolas podem ajudar a reduzir os custos de produção e distribuição.

    A alta nos preços das hortaliças é resultado de uma combinação de fatores climáticos, custos de produção elevados, desafios logísticos e uma demanda crescente. Soluções integradas envolvendo tecnologia, infraestrutura e políticas públicas são essenciais para estabilizar os preços e garantir a acessibilidade desses alimentos fundamentais para a população brasileira.

  • Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Um novo avanço tecnológico no campo da irrigação está transformando a forma como os agricultores lidam com o manejo da água. O sensor IGstat, desenvolvido com melhorias significativas em seu processo de fabricação e controle, está se destacando pela capacidade de aumentar a produtividade das culturas e reduzir o consumo de água e energia, tanto em ambientes protegidos quanto em campo aberto.

    Este dispositivo de baixo custo opera de forma automatizada, ajustando o fornecimento de água com base na umidade do solo. Ao garantir que as plantas recebam a quantidade ideal de água no momento certo, o sensor otimiza a produção tanto para pequenos quanto grandes produtores, tornando o manejo da irrigação mais eficiente. Os estudos para aperfeiçoar o sensor IGstat envolveram três pesquisadores da Embrapa Instrumentação, um pesquisador da iniciativa privada e recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Foram implementadas melhorias na robustez e confiabilidade do controlador Irriga Fácil, incluindo aprimoramentos no regulador de pressão de ar, pressostato e temporizador programável”, conta o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Carlos Manoel Pedro Vaz, coordenador da pesquisa.

    Uma das vantagens significativas do sensor IGstat é sua capacidade de operar mesmo na ausência de informações técnicas específicas sobre o tipo de solo e as lâminas de irrigação recomendadas. Isso o torna altamente adaptável a diversas condições e culturas agrícolas, incluindo horticultura, fruticultura, floricultura, cereais e culturas anuais em geral. Além disso, pode ser integrado a diferentes sistemas de irrigação, como aspersão, gotejamento e inundação, permitindo seu uso em diversos cenários, desde pequenos jardins até grandes áreas de produção.

    Uma característica fundamental do sensor IGstat é seu princípio de funcionamento inovador. Com apenas 6 centímetros de comprimento e 2 centímetros de diâmetro, o dispositivo utiliza um sistema pneumático para medir a umidade do solo. Quando o solo atinge um valor crítico de umidade, o sensor aciona automaticamente o sistema de irrigação, garantindo que as plantas recebam água na medida certa.

    Experimentos realizados em diversas culturas, como tomate, alface, pimenta, banana, morango e café, demonstraram aumentos significativos na produtividade e reduções no consumo de água e energia. Em uma fazenda em Brotas (SP), por exemplo, a adoção da tecnologia resultou em uma economia de água de aproximadamente 20 mil litros por hectare, além de uma redução de mais de 65% no consumo de energia.

    Com sua capacidade de aumentar a eficiência hídrica e energética na agricultura, o sensor IGstat está se consolidando como uma ferramenta estratégica para os agricultores modernos. Seus benefícios econômicos e ambientais contribuem para o avanço sustentável do agronegócio, promovendo uma produção mais inteligente e responsável.