Tag: rural

  • Passando o legado: Leonardo surpreende neta com presente de 15 anos inusitado

    Passando o legado: Leonardo surpreende neta com presente de 15 anos inusitado

    O sertanejo Leonardo chocou a neta Maria Sophia com um presente fora da curva pros 15 anos dela. O “vô do ano” mandou cinco bezerros de alta linhagem, daqueles que demandam cuidado diário na fazenda. A menina abriu a caixa de surpresas e leu a carta do avô, ficando de queixo caído com a herança.

    Desde o nascimento dela, o cantor planejava isso pra ensinar o valor do agro. “Desde quando você nasceu, eu queria te presentear com cinco bezerros pra você cuidar e entender do mundo que estou construindo pra vocês”, escreveu o cantor na carta. Maria Sophia reagiu na hora: “Eu quero logo ver meus bezerros, mas você vai me ajudar a cuidar, porque não tenho ideia de como faz isso”, brincou ela.

    Dinheiro extra e viagem dos sonhos

    Além dos animais, veio uma bolada em dólares pra bancar a viagem dela pra Disney, valor que o avô manteve em segredo. No entanto, ele deu uma dica: o suficiente pra “trazer até o Mickey pro Brasil”. O vídeo viralizou como parte da série dela, “15 anos, 15 dias, 15 presentes”, e destacou o 12º mimo da lista.

    Família da roça

    Maria Sophia, filha de Pedro Leonardo e Thaís Gebelein, representa a nova geração conectada ao campo pela família famosa. “Como avô vai ser especial passar esse legado”, disse Leonardo em sua carta, revelando o quão simbólicos são esses laços.

    Leonardo surpreende neta Maria Sophia com presentões — (Foto: Reprodução/Instagram)
  • Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Bela Vista de Goiás acordou diferente no último domingo (26). Com poeira na estrada, bota no pé e comitiva formada desde cedo, a cidade a poucos quilômetros de Goiânia recebeu a primeira edição da Cavalgada do Embaixador, evento criado e organizado pelo cantor e empresário Gusttavo Lima. Não foi uma simples festa de campo. Foi uma movimentação que reuniu política, equinocultura, cultura sertaneja e audiência digital em um único percurso de 12 km pela GO-020.

    Quem estava lá: da sede até a cúpula política de Goiás

    Entre os presentes estavam o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Além deles, o influenciador Jon Vlogs, o humorista Jacques Vanier e a modelo Andressa Suita, companheira do cantor, também marcaram presença.

    Ronaldo Caiado já demonstrava proximidade com o cantor desde 2025 e chegou a comentar publicamente: “Independente de ser ou não candidato, o Gusttavo Lima já entrou para a política. Gusttavo Lima sabe do que fala.” No entanto, o artista optou por não seguir carreira política. A cavalgada, portanto, funcionou como um espaço informal de articulação onde o prestígio do entretenimento sertanejo e o peso institucional do agronegócio goiano se encontraram na mesma pista de terra.

    550 animais, raças de elite e cavalos que valem até R$ 200 mil

    Quem esperava um evento de ocasião se surpreendeu com a escala do plantel. Segundo a veterinária Joyce Barros, cerca de 550 animais participaram, entre equinos e muares, além de um bovino. Os animais vieram de estados como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e do Distrito Federal. Cerca de 20 animais da Cavalaria da Polícia Militar também estiveram no evento.

    Estiveram presentes equinos das raças quarto de milha, mangalarga e friesian, entre outras, além dos muares. O valor dos animais varia, mas alguns ficam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. O próprio Gusttavo Lima conduziu o percurso montado em um mangalarga, raça conhecida pela elegância e versatilidade nos eventos equestres brasileiros.

    Além disso, a cavalgada teve início às 10h, ao som de muita moda sertaneja. Durante o trajeto, o artista interagiu com os participantes e chegou a cantar junto com o grupo em vídeos divulgados nas redes sociais.

    Rigor sanitário: Agrodefesa no centro da organização

    Para o público de agroemcampo.ig.com.br, um dado chama atenção especial: a Cavalgada do Embaixador não abriu mão do protocolo sanitário. O evento exigiu exame negativo de anemia infecciosa equina e a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), conforme exigido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

    Foram proibidos animais machos não castrados, charrete, carroças e afins, além de carros no circuito. Durante o percurso, a orientação era manter o ritmo tranquilo, hidratar os cavalos e evitar desgaste no sol forte. Qualquer atitude errada era barrada na hora. Esse nível de exigência posiciona o evento dentro dos padrões esperados em exposições agropecuárias de médio porte, não apenas como entretenimento.

    Ingresso a R$ 500, churrasco e show: o modelo de negócio do evento

    Cada participante pagou R$ 500, valor que incluía camisa oficial, a Guia de Trânsito Animal, café da manhã, churrasco e open bar com cerveja, água e refrigerante. Ao fim do trajeto, houve apresentações musicais do Trio Remelexo Bom Demais, do cantor Zé Elias e do próprio Gusttavo Lima.

    No ambiente digital, a repercussão confirmou o potencial do formato. A repercussão digital superou 17 mil interações em uma única postagem, onde o público debateu desde os custos até o desejo de ingressar no universo da equinocultura. Esse dado revela algo importante para quem atua no setor: eventos como esse não apenas celebram a cultura equestre, mas geram demanda real por cavalos, serviços veterinários, equipamentos e turismo rural.

    Em contraste com eventos que costumam separar o show da substância, a Cavalgada do Embaixador entregou os dois juntos. O evento reforça a versatilidade de Gusttavo Lima, que além de cantor é empresário, dono de haras e de time de futebol, movimentando o mercado de animais de elite em Goiás. A primeira edição já deixou claro que tem estrutura e apelo para virar tradição no calendário do agro goiano.

  • Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    O agronegócio brasileiro vive um novo momento de transformação. A chegada de tratores com tecnologia desenvolvida na Finlândia reforça o avanço da mecanização no campo e acelera o processo de modernização do setor.

    Esses equipamentos trazem soluções voltadas para eficiência operacional, conectividade e precisão nas atividades agrícolas. Com isso, produtores conseguem extrair mais produtividade sem a necessidade de expandir áreas cultivadas.

    Esse movimento acompanha uma tendência global: o uso intensivo de tecnologia como base para o crescimento sustentável do agro.

    Máquinas mais inteligentes e eficientes

    Os novos tratores incorporam sistemas avançados de controle, automação e gestão de dados. Na prática, isso permite operações mais precisas e redução de desperdícios.

    Tecnologias como transmissão inteligente, monitoramento em tempo real e integração com sistemas digitais ajudam a otimizar o uso de insumos e combustível.

    Além disso, estudos indicam que máquinas mais modernas podem reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente com diesel e fertilizantes.

    Impacto direto na produtividade

    A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na produtividade das lavouras.

    Com maior precisão nas operações, o produtor consegue melhorar o desempenho das culturas e aumentar a rentabilidade. Além disso, a redução de erros humanos contribui para uma produção mais eficiente.

    Outro ponto importante é a preservação do solo. Sistemas que distribuem melhor o peso das máquinas evitam compactação excessiva, o que favorece o desenvolvimento das plantas.

    Automação e futuro do campo

    O avanço tecnológico no campo não se limita apenas aos tratores tradicionais.

    Testes com máquinas autônomas já mostram resultados promissores no Brasil. Em algumas operações, a automação pode aumentar a produtividade em até 20% e reduzir o consumo de combustível em cerca de 10%.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

  • Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    Justiça condena vizinhos por abalo psicológico de agricultor após perder safra de eucalipto em MG

    A Justiça de Uberlândia (MG) condenou dois vizinhos de um agricultor por causar abalo psicológico ao produtor após ele perder parte da safra de eucalipto. A decisão destaca os riscos do uso irregular de agrotóxicos e reforça a responsabilidade dos agricultores quanto ao manejo seguro de defensivos.

    Prejuízo na lavoura e responsabilidade dos vizinhos

    O agricultor percebeu danos significativos em sua plantação de eucalipto. As inspeções revelaram que a causa foi a deriva de agrotóxicos aplicados irregularmente pelos vizinhos. Como resultado, a produtividade caiu e o produtor sofreu prejuízos econômicos relevantes.

    Além disso, o caso demonstra que aplicar defensivos fora das normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) não prejudica apenas a lavoura vizinha. Por isso, é essencial que todos os agricultores sigam as regras técnicas, garantindo proteção ambiental e legal.

    Reconhecimento do abalo psicológico

    O juiz destacou que a perda da safra causou impactos emocionais graves. O laudo pericial indicou que o estresse afetou a rotina do agricultor e seu bem-estar. Por isso, a Justiça determinou a indenização, reforçando que os danos morais também são passíveis de reparação quando a conduta do vizinho prejudica a vida emocional do trabalhador rural.

    Deriva de agrotóxicos e cuidados no campo

    Especialistas em agronomia explicam que a deriva ocorre quando partículas do defensivo se deslocam pelo vento e atingem áreas vizinhas. Assim, aplicar produtos sem orientação técnica ou em condições climáticas inadequadas aumenta significativamente os riscos.

    Além disso, a deriva não afeta apenas a produtividade. Ela também pode prejudicar a saúde de pessoas, animais e o equilíbrio ambiental. Por isso, manter registros detalhados de aplicação e cultivo ajuda a proteger os direitos do agricultor caso surjam problemas.

    Precedentes e proteção do produtor

    Decisões como essa reforçam que a legislação brasileira protege os agricultores tanto contra prejuízos materiais quanto emocionais. Além disso, os casos alertam vizinhos sobre a responsabilidade compartilhada no uso de agrotóxicos.

    Para o agricultor, a condenação representa uma compensação financeira e o reconhecimento da gravidade da situação. Assim, o caso de Uberlândia serve como alerta para que todos os produtores rurais adotem boas práticas, garantindo segurança e respeito mútuo no campo.

  • João Gomes recusa mansão moderna e aposta em casa sertaneja

    João Gomes recusa mansão moderna e aposta em casa sertaneja

    João Gomes nasceu em Serrita, no sertão de Pernambuco, e foi morar em Petrolina. Aos 23 anos, com Grammy Latino conquistado, mais de 16 milhões de seguidores e shows lotados pelo Brasil, ele poderia ter escolhido qualquer endereço. Em vez disso, optou por algo mais simples: uma vida com raízes fincadas no chão do Nordeste.

    https://www.instagram.com/p/DWCk0AjEbmZ/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

     

    Essa escolha se traduz, de forma concreta, em dois projetos que revelam quem o cantor é fora dos palcos.

    A Casa Caranguejo: refúgio no Recife

    Em Recife, João Gomes criou a chamada Casa Caranguejo, um refúgio com estrada de terra e até cavalo no quintal, inspirado nas lembranças de sua infância em Petrolina. “A casa já existia, mas estava abandonada. A gente pintou e deu outra vida”, contou o cantor.

    O nome vem de uma referência a Chico Science. “Aqui é a Casinha do Caranguejo. Vem daquela música: ‘desorganizando posso me organizar’”, explica João. Mais do que uma moradia, o espaço representa um retorno simbólico às origens. “É muito para isso mesmo: para andar a cavalo, poder ter um pouco do que eu tinha em Petrolina. Eu tinha mais contato com o chão, com as coisas mais arenosas”, afirma.

    https://www.instagram.com/p/DVcECl1ASZe/?img_index=1

    A ligação afetiva fica ainda mais evidente quando o cantor fala da infância. Nas férias escolares, o destino era sempre Serrita. “Quando chegavam as férias, eu estava em Serrita. Lá é onde, bem dizer assim, eu passei os melhores momentos da minha infância”, relembra.

    A casa dos sonhos em Petrolina: sertão no Alphaville

    Enquanto a Casa Caranguejo já existe, outro projeto segue em andamento. João Gomes e a esposa, Ary Mirelle, adquiriram dois lotes vizinhos no condomínio Alphaville, em Petrolina, que somam cerca de 600 metros quadrados. O primeiro projeto apresentado pelo escritório de arquitetura, no entanto, apostava em estética contemporânea, com linhas retas, uso intenso de vidro e acabamento sofisticado. Para João, faltava identidade.

    Em participação no podcast “Prosa Sertanejo”, o cantor foi direto: “Eu comprei o terreno, aí na hora de fazer a casa não deu certo, porque todas as casas que eu achava bonita são aquelas casas de sertão mesmo, aqueles casarões grandões de alpendre. E ninguém queria fazer essas casas no Alphaville. Queriam só fazer aquelas casas quadradas.”

    Após o impasse, o escritório apresentou uma nova versão do projeto, desta vez mais alinhada ao desejo do casal. Em conversa com o Correio, os arquitetos explicaram o processo: “Trabalhar com João foi um desafio por conta da agenda corrida dele. Sempre reuniões rápidas e online. Tínhamos pouco tempo para entender exatamente o que ele queria. Apesar de ele ter reprovado a fachada que foi postada, tivemos a aprovação dele na terceira revisão do projeto. Inclusive o projeto foi aprovado no condomínio sem nenhuma ressalva.”

    O conceito foi reformulado e entregue novamente para avaliação de João e Ary, que agora analisam os próximos passos antes de iniciar a obra. O cantor reforça que prefere esperar e construir algo com significado pessoal. Para ele, o futuro lar precisa unir conforto, memória afetiva e identidade regional.

    Identidade que vem do palco e vai para casa

    Ao contrário de muitos artistas que migram para centros como São Paulo ou Rio de Janeiro, João Gomes optou por permanecer no Nordeste. A escolha vai além da preferência pessoal: manter-se próximo das origens fortalece sua identidade artística e sua conexão com o público.

    Essa coerência aparece também na música. O projeto Dominguinho, gravado ao lado de Jota.pê e do sanfoneiro Mestrinho, rendeu ao cantor seu primeiro Grammy Latino, em novembro de 2025. Além disso, João foi escolhido para estrear a versão brasileira do Tiny Desk Concert, série intimista que celebra grandes talentos da música. Ainda assim, ele segue firme na pegada acústica e no universo do sertão.

    “A música tem me proporcionado lugares grandes, mas eu sempre faço meus audiovisuais mais na pegada acústica. O Pé de Serrita é um pé de serra gravado no quintal da minha avó”, conta. Seja na Casa Caranguejo ou no projeto em Petrolina, o recado é o mesmo: o sertão não é só cenário. É endereço.

  • Força feminina transforma a produção rural em Divino, Minas Gerais

    Força feminina transforma a produção rural em Divino, Minas Gerais

    No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a força feminina no campo mineiro se revela nas histórias das produtoras de Carangolinha de Cima, comunidade rural de Divino, na Zona da Mata de Minas Gerais. Lá, as mulheres transformam a terra e o sustento das famílias por meio da agricultura familiar.

    Cerca de 60% dos 200 moradores da comunidade são mulheres, responsáveis por todas as etapas da produção agrícola, do plantio à comercialização. Elas cultivam cafés especiais, hortaliças, frutas, farinhas, quitandas e doces, abastecendo feiras locais, mercados e programas de alimentação escolar.

    “Aprendi com minha mãe, que já se foi, a respeitar a natureza e trabalhar com amor”, conta Renata de Souza Gomes, de 40 anos. Agricultora e formada em Educação do Campo pela UFV, ela se dedica à produção de cafés especiais e mantém vivas as tradições da família em Carangolinha de Cima.

    Gerações

    A história de Renata reflete a força feminina de várias gerações. Ela vive com a avó, Geisha Neto de Souza, a dona Zica, de 90 anos, e com as tias Neli, Ana, Vanilda e Romilda. A jovem Valentina, de 12 anos, filha de Romilda, já demonstra vontade de seguir no mesmo caminho. “Aqui plantamos banana, feijão, abóbora, mandioca, abacate, manga, amora, pitanga… A lista é grande”, celebra Renata.

    A tradição começou com dona Zica, que, ainda no século passado, plantou as primeiras lavouras ao lado do marido. Para Renata, as mulheres sempre sustentaram o campo, mesmo quando o reconhecimento era raro. “Antes, cuidávamos dos quintais e da família, garantindo alimento e afeto. Hoje, temos orgulho de dizer que somos produtoras rurais”, afirma.

    Essa mudança trouxe independência financeira e visibilidade. “Muitos homens ainda perguntam por meu pai ou marido, e eu respondo com orgulho: pode falar comigo. Nada nos impede”, diz Renata, que estampa em suas embalagens a frase “Produzido por mulheres”.

    Apoio e protagonismo feminino

    O trabalho das produtoras de Carangolinha de Cima recebe apoio técnico da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). As ações incluem assistência no cultivo, capacitação e acesso a tecnologias agrícolas. “Participo de cursos e dias de campo que ampliam nosso conhecimento e fortalecem a produção”, conta Renata.

    Em 2025, a comunidade foi beneficiada pelo Programa Irriga Minas, que distribuiu kits de irrigação a 49 agricultores familiares de Divino. 27 deles destinados a mulheres da comunidade. Com o sistema de irrigação, as produtoras aumentaram a oferta de alimentos e o fornecimento ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), gerando mais renda para as famílias.

    “Ampliar a produção e fortalecer o protagonismo feminino no campo é essencial para o desenvolvimento rural sustentável”, destaca Emanuella Costa Torres, extensionista da Emater em Divino.

  • Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Um dos maiores impérios pecuários privados dos Estados Unidos foi vendido nesta semana por cerca de US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, equivale a aproximadamente R$ 431,8 milhões. A fazenda impressiona e tem uma área 4x maior do que a cidade de São Paulo.

    Localizado no Estado de Wyoming, o Pathfinder Ranches ocupa 3.335 quilômetros quadrados. O complexo rural foi anunciado por US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, corresponde a cerca de R$ 431,8 milhões, cifra rara no mercado fundiário.

    Embora ninguém tenha divulgado o preço final, corretores confirmam que a operação figura entre os maiores negócios de terras privadas já realizados nas Montanhas Rochosas.

    Dividido em quatro grandes propriedades, o rancho reúne 12 chácaras, casas, celeiros, currais e até uma igreja. A infraestrutura lembra uma pequena cidade rural.

    Foto: Swan Land Company

    No campo produtivo, o Pathfinder Ranches mantém mais de três mil vacas. Além disso conta com centenas de touros e cavalos, sustentando uma operação pecuária de escala quase industrial.

    Ao mesmo tempo, a propriedade se espalha por quatro condados de Wyoming. A aréa conecta planícies, vales e cadeias montanhosas que moldam uma paisagem contínua de produção e preservação.

    Dentro de seus limites, o rancho inclui o reservatório Pathfinder e 32 quilômetros do rio Sweetwater. A fazenda conta com corredores naturais que garantem água, biodiversidade e logística para a atividade rural.

    Foto: Swan Land Company

    Detalhes da fazenda

    Por isso, o anúncio da Swan Land Company, responsável pela venda, descreve a fazenda como rara. É uma combinação de escala, recursos hídricos, vida selvagem e patrimônio histórico.

    O rancho abriga a Pedra da Independência, marco da expansão americana. Por lá, viajantes do século 19 deixaram seus nomes gravados enquanto cruzavam o Oeste em busca de novas terras.

    Além do valor histórico, a área abriga um dos principais habitats do tetraz-das-pradarias e lidera os esforços de restauração do carneiro-selvagem nos Estados Unidos.

    Foto: Swan Land Company

    “Você olha de uma cadeia de montanhas para a outra e a percepção te atinge: tudo entre elas é Pathfinder”, afirmou Scott Williams, corretor da Swan Land Company, ao apresentar o ativo.

    “É uma vasta extensão de pastagens, rios, vida selvagem e vento; em resumo, é liberdade”, completou, ao tentar traduzir em palavras a dimensão física do rancho.

    Histórico de profissionalização

    Nos últimos 20 anos, a Sammons Enterprises administrou as terras produtivas e profissionalizou tanto a pecuária quanto os programas ambientais da propriedade.

    Foto: Swan Land Company

    Segundo a empresa, a venda ocorre apenas porque o ativo deixou de se encaixar no portfólio estratégico. financeiro do rancho.

    “Este é um dos últimos grandes impérios pecuários e tem sido administrado como tal”, afirmou Ryan Lance, presidente do Pathfinder Ranches, ao comentar a decisão.

    Enquanto isso, analistas observam que grandes áreas como essa se tornaram alvos de investidores globais, que buscam ativos ligados a alimentos, água e estabilidade climática.

    Foto: Swan Land Company

    Nesse cenário, o Pathfinder Ranches deixa de ser apenas uma fazenda gigantesca e passa a funcionar como um ativo estratégico, capaz de influenciar cadeias produtivas inteiras.

    Assim, a negociação mostra que, mesmo em um mundo dominado por dados e tecnologia, a terra fértil e bem localizada continua sendo um dos bens mais disputados do planeta.

    Veja o vídeo da fazenda:

  • Novo LP de Levi Ramiro une tradição rural e reflexão ambiental

    Novo LP de Levi Ramiro une tradição rural e reflexão ambiental

    O violeiro, compositor e artesão de instrumentos Levi Ramiro apresentou em novembro de 2025 seu 14º álbum autoral, ‘Amanaci’, o primeiro lançado em formato vinil. O trabalho reúne 13 canções inéditas que refletem sobre o significado da chuva e sua relação com a natureza e o ser humano.

    Foto: Yuri Garfunkel/Divulgação

    Conhecido como um dos principais nomes da música rural brasileira, Ramiro soma prêmios e apresentações em palcos do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos. Com o novo disco, ele amplia seu legado ao unir poesia, sensibilidade ecológica e som artesanal.

    O nome Amanaci, de origem Tupi-Guarani, significa “Mãe das Chuvas”, inspiração que orienta toda a obra. As composições discutem o “ato de chover”, símbolo de generosidade e serviço, como explica o artista. “As canções louvam a dádiva da vida,a água boa, o ar puro, a terra sadia. Elas despertam um olhar mais consciente sobre o clima, a presença humana no planeta e nossa forma de produzir alimentos”, detalha Ramiro.

    A gravação destaca o som característico das violas de cabaça construídas pelo próprio músico, em arranjos que contam com Carlinhos Ferreira (percussão e efeitos), Rafael Schimidt (violão), Edu Guimarães (sanfona), Esdras Rodrigues (rabecas), além das vozes de Manu Saggioro e Daísa Munhoz. O álbum também traz participações especiais de João Arruda e Antônio Beirão.

    Experiência artesanal

    Produzido com o apoio de familiares, amigos e admiradores, Amanaci representa uma experiência artesanal em todos os sentidos. Ramiro destaca o prazer de ouvir a obra em vinil: “Ouvir o álbum pronto foi uma felicidade imensa. A qualidade e o processo me surpreenderam. Agora só quero escutar vinil”, comenta.

    Sem pressa de disponibilizar o álbum nas plataformas digitais, o artista quer incentivar o público a redescobrir o valor da escuta analógica. “Quero provocar as pessoas a voltarem a ouvir discos e apreciar o ritual que o vinil oferece”, conclui Levi Ramiro.

  • DIP Finance: alternativa para liquidez no agronegócio

    DIP Finance: alternativa para liquidez no agronegócio

    A AgroGalaxy (AGXY3), uma das maiores redes de insumos agrícolas do Brasil, deu um passo importante em seu processo de recuperação judicial ao ter seu plano aprovado em assembleia de credores. O próximo estágio é a homologação pela 19ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia. Isso permitirá a implementação das medidas de reestruturação para enfrentar um passivo de R$ 4,68 bilhões.

    Em meio à crise, a empresa aposta no DIP Finance como mecanismo essencial para manter suas operações e garantir liquidez durante a reestruturação. O DIP Finance, modalidade de financiamento que oferece prioridade de pagamento ao credor em caso de falência, tem se destacado como alternativa diante do fim do Plano Safra 2025 e das dificuldades de acesso a crédito barato no setor agropecuário. Segundo especialistas, essa estrutura permite que empresas em recuperação judicial honrem compromissos e preservem a competitividade, mesmo em cenários de incerteza econômica.

    Matheus Matos, Sócio e Diretor Jurídico da MA7 Negócios

    Matheus Matos, Sócio e Diretor Jurídico da MA7 Negócios, destaca a relevância desse mecanismo para o setor agropecuário. “O DIP Finance, ainda pouco conhecido no mercado, é fundamental para manter as operações do agronegócio durante a reestruturação financeira. Permitindo que empresas e produtores honrem seus compromissos, invistam na produção e evitem rupturas na cadeia. Assim, preservando a competitividade do setor e retomando a confiança dos investidores”, afirma.

    Estratégias adicionais para fortalecer o caixa

    Além do DIP Finance, a AgroGalaxy busca reforçar o caixa por meio da venda de créditos vencidos. Eles somam cerca de R$ 683,2 milhões, com proposta de aquisição de até R$ 292 milhões por fundos de investimento em direitos creditórios. A companhia também aprovou o grupamento de ações na proporção de 15 para 1, mantendo o capital social em R$ 1,001 bilhão, como parte da estratégia para recuperar a cotação e facilitar a negociação dos papéis na B3.

    Desafios e perspectivas

    O setor agropecuário enfrenta pressão de margens devido à volatilidade das commodities, custos elevados e juros altos, fatores que agravaram a situação da AgroGalaxy. Desde o IPO em 2021, as ações da empresa desvalorizaram 95%, mas apresentaram recuperação de 24% em 2025, impulsionadas pelo avanço da reestruturação. O plano aprovado prevê renegociação de dívidas, venda de ativos e busca por novas fontes de financiamento. E visa garantir a continuidade das operações e a confiança dos investidores.

    A homologação do plano judicial será decisiva para o futuro da AgroGalaxy, que segue monitorando oportunidades para equilibrar suas finanças e retomar o crescimento no agronegócio brasileiro.

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  • Artigo: a importância do agroturismo na América do Sul

    Artigo: a importância do agroturismo na América do Sul

    O agroturismo é uma modalidade de turismo rural que oferece aos viajantes a oportunidade de vivenciar o dia a dia das atividades agrícolas e pecuárias. Esse braço do turismo geralmente acontece em propriedades rurais, estâncias e fazendas, onde os turistas podem participar de atividades como ordenha de vacas, colheita de frutas, produção e degustação de queijos e vinhos, cavalgadas, trilhas ecológicas e outras experiências ligadas ao campo.

    A modalidade é muito importante por ser uma fonte de renda complementar para pequenos e médios produtores rurais. Além de valorizar a cultura local, preservar o meio ambiente e promover a gastronomia regional. No Brasil, essa prática é bastante comum em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarin. Onde existe uma forte tradição agropecuária e também produção de alimentos artesanais.

    Principais países do Agroturismo na América do Sul

    O agroturismo é um setor promissor em alguns países da América do Sul. Entre os principais países que se destacam nessa modalidade do turismo, estão a Argentina e o Peru com uma forte tradição agrícola, além de paisagens propícias para essa atividade.

    Foto: Divlugação Giulia Sampgona/Fischer

    A Argentina tem um dos setores do agroturismo mais desenvolvidos da América do Sul, impulsionado principalmente pela viticultura (enoturismo) e pela pecuária. As principais regiões com atividades turísticas nessa modalidade, são: Mendonza e San Juan, duas referências no turismo do vinho, com vinícolas abertas para visitação com degustações em fazendas.

    Na Argentina também é importante destacar que a Patagônia tem uma ligação com a criação de ovelhas e com a produção de laticínios artesanais. Já a região dos Pampas é conhecida por estâncias (fazendas tradicionais) que oferecem experiências ligadas à cultura dos gaúchos argentinos, com passeios a cavalo e assados típicos da região.

    Peru

    O Peru é outro país da América do Sul com tradição nessa modalidade do turismo. O país tem um grande potencial devido à sua agricultura diversificada e riqueza cultural. O Vale Sagrado dos Incas em Cusco conta com comunidades locais que oferecem experiências de plantio e colheita de milho e batata, além de oficinas de tecidos artesanais. Outro destaque é a região de Arequipa que é voltada para o turismo rural em fazendas produtoras de alpaca e laticínios. Além disso, o Peru também tem incentivado o turismo comunitário, onde famílias camponesas recebem turistas para vivências agrícolas no Lago Titicaca.

    O que é mais interessante nessa modalidade do turismo é a valorização da cultura local, algo que atrai turistas nacionais e estrangeiros. Tanto a Argentina quanto o Peru contam com um mercado em constante crescimento no agroturismo, impulsionado pela demanda dos turistas por experiências autênticas para aproveitar a viagem de uma maneira muito diferenciada e única.

    Giulia Sampgona

    *Giulia Sampgona, Escritora e Especialista em Viagens 

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

     

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