Tag: Rondônia

  • Castanha-da-amazônia: indígenas são remunerados por cuidar da floresta

    Castanha-da-amazônia: indígenas são remunerados por cuidar da floresta

    A castanha-da-amazônia produzida por povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco, em Rondônia, ganhou um diferencial inédito na safra 2025/2026: pela primeira vez, a produção recebeu pagamento por serviços ambientais (PSA). A remuneração adicional reconhece o papel das comunidades na conservação da floresta, na proteção da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas locais.

    Castanha da amazonia
    Foto: Joze Medeiros/Embrapa

    A iniciativa nasceu de uma parceria entre a empresa Castanhas Ouro Verde Importação e Exportação Ltda. e a Cooperativa dos Povos Indígenas do Rio Branco (Coopirb). O acordo se desenvolveu dentro do projeto “Novas soluções tecnológicas e ferramentas para agregação de valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia” (NewCast), coordenado pela Embrapa.

    A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do NewCast, Patrícia da Costa, explica que o projeto desenvolve e articula soluções tecnológicas para agregar valor à cadeia produtiva da castanha. Segundo ela, a experiência mostra que a integração entre tecnologia, organização social e mecanismos de valorização econômica fortalece as organizações locais e reconhece os serviços ambientais prestados pelas comunidades que conservam a floresta.

    A União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) também apoiou as negociações com a empresa compradora. O que fortaleceu o diálogo comercial e a representação da cooperativa indígena no processo.

    Boas práticas elevam a qualidade e reduzem perdas na produção

    A adoção da tecnologia de Boas Práticas para produção de castanha-da-amazônia, desenvolvida pela Embrapa, contribuiu diretamente para a qualidade do produto comercializado. As orientações abrangem desde a coleta até o transporte, a lavagem, a seleção, a pré-secagem e o armazenamento das castanhas, o que reduz perdas e evita contaminações.

    O extrativista indígena Dalton Tupari destaca que essas práticas foram decisivas para a valorização da produção e para a negociação com a empresa compradora. Segundo ele, as recomendações orientam todo o processo, da coleta até a entrega. E agregam qualidade a um produto que já carrega a vantagem de estar associado à conservação da floresta.

    Na safra atual, a Coopirb comercializou cerca de sete toneladas de castanha-da-amazônia com pagamento adicional vinculado ao PSA. Para Tupari, o retorno econômico reforça a importância do trabalho das comunidades indígenas, que coletam e preservam a natureza e agora recebem valor diferenciado por isso. Uma prova de que conservar a floresta também gera renda para as famílias.

    Pesquisa, mercado e conhecimento tradicional se encontram na Amazônia

    A pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt avalia que o resultado evidencia a importância de unir pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Ela lembra que a Embrapa apoia os povos Tupari e Aruá da Terra Indígena Rio Branco desde 2015 com a tecnologia de Boas Práticas, primeiro por meio do Pacto das Águas e, mais recentemente, do NewCast. Na safra 2025/2026, essas ações resultaram na valorização do produto pela qualidade e pelo serviço ambiental prestado pelas comunidades.

    Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt/Embrapa

    O contrato entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb abrange comunidades indígenas de diferentes etnias em uma área de aproximadamente 236 mil hectares. Além do valor comercial da castanha, o acordo prevê pagamento adicional de 20% destinado à organização indígena, como reconhecimento pelos serviços ambientais prestados.

    A cooperativa gerencia os recursos de forma coletiva, com aplicação em ações comunitárias como infraestrutura, saúde, educação, fortalecimento cultural e melhoria das condições de produção. Esse modelo mantém parte do valor gerado pela cadeia produtiva dentro dos territórios indígenas, beneficiando diretamente as famílias extrativistas.

    Cooperativismo amplia o acesso das comunidades ao mercado

    A experiência reforça o papel estratégico das cooperativas na organização da produção e na ampliação do acesso a mercados. A atuação coletiva da Coopirb permite reunir a produção das comunidades, padronizar procedimentos, fortalecer a gestão comercial e ampliar a capacidade de negociação.

    Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros/Embrapa

    A iniciativa também demonstra a relevância de compradores comprometidos com práticas sustentáveis e com a valorização da origem dos produtos florestais. Ao reconhecer a qualidade da castanha produzida com boas práticas e remunerar os serviços ambientais ligados à conservação, a Castanhas Ouro Verde ajuda a consolidar um modelo de comercialização que une atividade econômica, inclusão produtiva e conservação ambiental.

    NewCast projeta um novo horizonte para a cadeia da castanha

    O projeto NewCast articula soluções tecnológicas, organizacionais e comerciais para agregar valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia. A experiência na Terra Indígena Rio Branco mostra que a combinação entre tecnologia, organização social, cooperativismo, mercado estruturado e pagamento por serviços ambientais pode ampliar a renda das comunidades. Além de reduzir perdas, melhorar a qualidade do produto e valorizar os territórios indígenas da Amazônia.

    Válido para a safra 2025/2026, o acordo entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb representa um avanço concreto na construção de modelos de negócios sustentáveis para produtos da sociobiodiversidade. Mais do que comercializar castanha, a iniciativa reconhece o papel dos povos indígenas na conservação da floresta. E mostra que produzir com qualidade e preservar a Amazônia podem caminhar juntos.

  • Bêbado? Papagaio viraliza ao ficar ‘tonto’ após comer cacau fermentado

    Bêbado? Papagaio viraliza ao ficar ‘tonto’ após comer cacau fermentado

    Um episódio inusitado registrado em uma lavoura de cacau em Ji-Paraná (RO) viralizou nas redes sociais. Um papagaio foi filmado apresentando dificuldades para se equilibrar e voar após, supostamente, consumir cacau fermentado. O vídeo, gravado pelo agricultor Oseias Duarte, já ultrapassou a marca de 2 milhões de visualizações.

    Segundo o produtor rural, a situação ocorreu dentro da propriedade onde cultiva cacau. Ao caminhar pela plantação, ele encontrou a ave caída no solo e decidiu ajudá-la.

    “Coloquei o papagaio em um galho, mas quando passei de novo, ele tentou voar e caiu. Foi aí que resolvi gravar o vídeo”, relatou.

    Nas imagens, o animal demonstra sinais de desorientação. De acordo com Oseias, o cacau pode passar rapidamente pelo processo de fermentação quando permanece fora de refrigeração, desenvolvendo aroma e sabor mais intensos. Por isso, o fruto pode ter atraído o papagaio.

    Especialistas explicam que frutas fermentadas podem produzir pequenas quantidades de álcool durante o processo natural de decomposição. Dessa forma, alguns animais podem apresentar comportamentos semelhantes aos observados em casos de embriaguez.

    Veja o vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZ485BTybEO/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Frutas fermentadas deixam os animais bêbados?

    Biólogos destacam que situações desse tipo já foram registradas com maior frequência entre macacos, especialmente em regiões da África onde há abundância de frutos da marula. Embora normalmente não represente uma intoxicação grave, o estado de desorientação pode deixar os animais mais vulneráveis à ação de predadores.

    O biólogo e professor Marco Aurélio Pizo reforça que a ingestão de frutas fermentadas realmente pode provocar alterações comportamentais em diversas espécies. No entanto, ele pondera que outros fatores também podem explicar a condição observada.

    Papagaio se “embriagou” de cacau fermentado — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Como o papagaio não passou por avaliação veterinária ou análise técnica, não foi possível determinar a causa exata do ocorrido. Além disso, Oseias informou que não encontrou mais a ave no dia seguinte ao registro.

    O agricultor destaca ainda que sua propriedade recebe frequentemente a visita de diversos animais silvestres, entre eles papagaios e macacos, atraídos pela disponibilidade de alimento e pelas condições naturais do ambiente.

  • Piscicultura: novo protocolo revela como doenças de peixes se espalham por rios e igarapés

    Piscicultura: novo protocolo revela como doenças de peixes se espalham por rios e igarapés

    Uma pesquisa inédita no Brasil revelou que pisciculturas localizadas em uma mesma bacia hidrográfica podem contaminar umas às outras por meio da água, mesmo a grandes distâncias. O estudo, conduzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com um instituto veterinário italiano, aplicou pela primeira vez no país um protocolo baseado em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para mapear o risco de propagação de doenças entre fazendas aquícolas. Os resultados foram publicados na revista científica Frontiers in Marine Science.

    Peixes em uma rede de pesca
    Foto: Jefferson Christofoletti/Embrapa

    A ferramenta gera mapas que classificam cada propriedade aquícola em nível alto, médio ou baixo de risco sanitário, de acordo com sua posição no curso d’água em relação a focos de infecção conhecidos. O objetivo é viabilizar um sistema de alerta precoce capaz de orientar ações de contenção antes que surtos se alastrem pela cadeia produtiva.

    Como funciona o mapeamento

    O protocolo foi desenvolvido pelo Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe), da Itália. A instituição tem histórico consolidado no controle de emergências sanitárias animais, incluindo a influenza aviária. E foi adaptado para a realidade da aquicultura brasileira em parceria com a Embrapa.

    A lógica do sistema é simples, mas poderosa: a água é um vetor natural de transmissão de patógenos. Quando uma propriedade está posicionada a montante de outra e existe conectividade hídrica entre elas, o fluxo do rio pode carregar ovos, cistos, bactérias ou vírus de um viveiro ao seguinte. O protocolo analisa exatamente essa rede de conexões.

    “A saúde na aquicultura não depende apenas do que acontece dentro de uma única fazenda. Ela também está ligada à rede hidrográfica, ao fluxo de água e à forma como o espaço de produção é organizado no território”, explica o geógrafo Rodrigo Macario, do IZSVe.

    O mapeamento começa pela identificação e georreferenciamento de todas as propriedades aquícolas em uma bacia hidrográfica. Em seguida, calcula-se a conectividade hídrica entre elas. Com base nessa análise, cada fazenda recebe uma classificação de risco:

    • Alto risco: propriedades a jusante de um foco de infecção confirmado, diretamente conectadas pelo fluxo da água
    • Médio risco: propriedades em áreas de conectividade indireta ou sazonal
    • Baixo risco: propriedades sem conectividade hídrica com focos conhecidos da doença

    O parasita escolhido para o teste

    A validação do protocolo no Brasil utilizou como objeto de estudo o acantocéfalo, um dos parasitas mais comuns em tambaquis (Colossoma macropomum), principal espécie da piscicultura amazônica. A escolha se deveu à abundância de dados disponíveis e à relevância econômica da enfermidade. Em 2015, houve um surto significativo no estado de Rondônia.

    Os pesquisadores conhecem relativamente bem o ciclo de vida do parasita: os peixes infectados eliminam os ovos nas fezes, pequenos crustáceos chamados ostracodes ingerem esses ovos e, em seguida, transmitem o parasita aos peixes saudáveis que se alimentam deles. O ciclo completo dura cerca de dois meses.

    O impacto econômico é expressivo. “Peixes parasitados deixam de ganhar até 20% do peso esperado em comparação com animais saudáveis, o que, em escala comercial, representa perda considerável de produtividade”, destaca Marta Ummus, geógrafa da Embrapa Amazônia Oriental e uma das líderes do estudo. Para produtores da Amazônia, que já enfrentam desvantagens logísticas frente a outras regiões, cada ponto percentual de perda pesa no orçamento.

    Risco ampliado na Amazônia

    Na Bacia do Rio Machado, em Rondônia, área escolhida para o estudo de caso, os pesquisadores identificaram uma particularidade preocupante: produtores da região costumam escavar tanques de piscicultura diretamente no leito dos igarapés. Isso cria uma conectividade hídrica praticamente permanente entre as propriedades, ampliando significativamente o risco de propagação de patógenos.

    “Se uma propriedade está a montante de outra e há conectividade hídrica entre elas, o fluxo de água carrega consigo ovos, cistos, bactérias ou vírus”, alerta a pesquisadora Patricia Oliveira Maciel, especialista em sanidade da Embrapa Pesca e Aquicultura.

    Obstáculo: falta de dados oficiais

    Um dos principais entraves encontrados pela equipe foi a dificuldade de obter dados primários junto aos órgãos estaduais de defesa sanitária animal. Por questões de segurança e de política institucional, os responsáveis não disponibilizaram as informações georreferenciadas sobre a ocorrência de doenças. Os pesquisadores precisaram recorrer a dados secundários extraídos de artigos científicos publicados.

    A situação expõe uma lacuna crítica na política de vigilância sanitária do país. “Precisamos de uma política de dados mais transparente”, defende Ummus. “Na Itália, há um controle muito maior no georreferenciamento de pisciculturas e seus problemas de sanidade. Aqui, há muitas criações funcionando na informalidade, o que prejudica o acesso a dados espaciais e sanitários.”

    Na União Europeia, as normas sanitárias impõem obrigações específicas aos produtores aquícolas: em casos de mortalidade anormal ou de queda significativa na produção sem causa conhecida, eles devem acionar um veterinário, que pode encaminhar o caso às autoridades oficiais.

    Um protocolo universal

    Embora os pesquisadores tenham testado o protocolo SIG com foco no acantocéfalo, a ferramenta permanece neutra em relação ao agente infeccioso. A mesma estrutura metodológica permite monitorar qualquer patógeno transmitido pela água, desde que os usuários ajustem parâmetros como tempo de sobrevivência no ambiente, período de incubação e dose infectante mínima.

    Peixe Tambaqui fora da agua não mão se uma pessoa
    Foto: Alily Melo/Embrapa

    “Não se trata de uma solução para um problema específico, mas de uma plataforma metodológica que pode ser empregada continuamente, adaptada a diferentes contextos e patógenos, e incorporada a políticas públicas de sanidade aquícola”, afirma Ummus.

    Próximos passos

    Para que a ferramenta chegue efetivamente ao campo, os pesquisadores apontam três desafios a superar: o acesso restrito a dados primários dos órgãos estaduais; a informalidade de uma parcela expressiva dos produtores aquícolas amazônicos, que operam sem licenciamento ambiental ou registro oficial; e a fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta a rastreabilidade sanitária entre os elos de produção de alevinos, engorda, abate e processamento.

    “A aquicultura brasileira tem potencial para crescer de forma sustentável e competitiva, mas isso passa necessariamente pelo fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária. E, nesse campo, a inteligência geográfica pode ser uma aliada poderosa. Desde que haja dados, política pública e vontade institucional para colocá-la em prática”, conclui Ummus.

    A revista Frontiers in Marine Science publicou a pesquisa. E resulta de acordo de cooperação técnico-científica entre a Embrapa e o Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe), da Itália.

  • Rondônia amplia investimentos em cursos técnicos voltados ao agronegócio

    Rondônia amplia investimentos em cursos técnicos voltados ao agronegócio

    Os cursos técnicos ligados ao agronegócio oferecidos pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) ganharão reforço financeiro em Rondônia. Os investimentos serão destinados à unidade executora de Pimenta Bueno, o Centro Técnico de Educação Rural (Centec) Abaitará, referência na formação profissional voltada ao campo.

    Os novos recursos virão do programa federal Juros por Educação, iniciativa que permite aos estados e ao Distrito Federal reduzir parte das dívidas com a União. Em contrapartida, os governos devem ampliar a oferta de educação profissional para estudantes do ensino médio.

    O tema esteve entre os destaques do encontro de superintendentes regionais de educação de Rondônia, realizado na última quarta-feira (27), no Espaço Idep, durante a 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI).

    Atualmente, o Centec Abaitará oferece cursos técnicos com foco direto no setor agropecuário. Entre eles estão:

    • Técnico em Agronegócio
    • Técnico em Zootecnia
    • Técnico em Agropecuária
    • Técnico em Agroecologia

    O incentivo faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído pela Lei Complementar nº 212, de 13 de janeiro de 2025, e regulamentado pelo Decreto nº 12.433, de 14 de abril de 2025. Dentro do programa, o Juros por Educação busca substituir o pagamento de juros das dívidas estaduais pela expansão do ensino técnico e profissionalizante.

    Fortalecimento da educação profissional

    Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a adesão ao programa representa mais um passo importante para ampliar a política pública de qualificação profissional no estado.

    “Nos últimos anos, Rondônia vem avançando na qualificação da mão de obra de estudantes e trabalhadores, que se qualificam em diversos cursos, tanto na zona urbana como na zona rural”, destacou.

    O governador também ressaltou que a expansão do ensino profissionalizante integra as prioridades do Planejamento Estratégico da gestão estadual.

    Educação rural atrai jovens para o agro

    Com a ampliação do acesso ao ensino técnico, a educação rural vem despertando o interesse de cada vez mais jovens que desejam construir carreira no agronegócio.

    A estudante Sintia da Silva Cembrani, de 17 anos, cursa o Técnico em Agropecuária e destacou a importância dos investimentos no setor. Para ela, a Rondônia Rural Show Internacional contribui diretamente para a formação dos alunos.

    Durante o encontro, que contou com a presença do secretário estadual de Educação, Massud Jorge Badra Neto, a presidente do Idep, Adir Josefa de Oliveira, apresentou detalhes sobre os novos investimentos previstos.

    Segundo ela, a meta é ampliar o número de matrículas no ensino técnico de nível médio. “Os cursos serão definidos com base em diagnósticos territoriais para garantir empregabilidade”, explicou.

    Além disso, os recursos deverão ser aplicados em áreas como tecnologia, manutenção, mobiliário e logística.

  • Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Empresa seleciona jovens líderes para indústria com vagas em São Paulo

    Termina no dia 22 de maio o prazo de inscrição para o programa Friboi Desenvolve, iniciativa da JBS voltada à formação de jovens lideranças industriais. No interior de São Paulo, a empresa oferece quatro vagas nas unidades de Lins e Barretos.

    O programa busca profissionais com até dois anos de formação em nível superior para atuar nas áreas de produção e manutenção.

    Ao todo, a JBS disponibiliza 62 vagas em diversas regiões do país, incluindo Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia.

    Formação com foco prático e liderança

    Os selecionados participarão de uma jornada de desenvolvimento com duração de 18 meses. O programa inclui 12 meses de atuação prática nas operações industriais, seguidos por seis meses em regime de supervisão compartilhada. Ao final, os participantes podem assumir cargos efetivos de liderança.

    A capacitação segue o modelo 70-20-10, que prioriza o aprendizado prático. Nesse formato, 70% do conhecimento ocorre na rotina de trabalho e em job rotation, 20% vem da troca com equipes e lideranças, e 10% envolve treinamentos estruturados e workshops.

    Cursos elegíveis para cada área

    Para as vagas na área de produção, a empresa busca profissionais formados em:

    Engenharia de Alimentos, Agronômica ou de Produção

    • Zootecnia
    • Medicina Veterinária
    • Gestão Industrial

    Já para a área de manutenção, podem se candidatar graduados em:

    • Engenharia Elétrica
    • Engenharia Mecânica
    • Engenharia Mecatrônica
    • Engenharia Química
    • Automação ou Manutenção Industrial

    Segundo Wanderson Costa, diretor de Recursos Humanos da Friboi, o programa reforça a estratégia de desenvolvimento interno da companhia. “Buscamos acelerar talentos com alto potencial e formar líderes preparados para atuar com excelência e contribuir de forma sustentável para o futuro do negócio”, afirma.

    Setor de proteína animal impulsiona empregos

    O programa surge em um contexto de alta demanda por profissionais qualificados no setor de alimentos. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) indicam que o segmento emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas, o equivalente a 10,3% da força de trabalho nacional.

    Nesse cenário, a formação de lideranças se torna estratégica para sustentar o crescimento e a competitividade da cadeia de proteína animal no Brasil.

    Etapas do processo seletivo

    A seleção inclui seis fases, com testes online, avaliações técnicas voltadas à resolução de problemas industriais e entrevistas com comitês locais e corporativos.

    Os interessados devem se inscrever até 22 de maio de 2026 pelo site oficial: https://friboidesenvolve.gupy.io/.

  • O impacto da Rondônia Rural Show em Ji-Paraná

    O impacto da Rondônia Rural Show em Ji-Paraná

    A cidade de Ji-Paraná, coração do estado de Rondônia, prepara-se para sediar a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional entre os dias 25 e 30 de maio de 2026. Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, o evento busca consolidar o recorde histórico de novos destinos para as exportações rondonienses, promovendo um ambiente fértil para negócios e geração de renda.

    Desde sua criação em 2012, a feira apresentou um crescimento exponencial, transformando-se em um evento de bilhões em 2022. Em 2025, a Rondônia Rural Show bateu um novo recorde ao movimentar mais de R$ 5,1 bilhões em negócios, consolidando-se como a maior feira agropecuária da região Norte do Brasil.

    O impacto atrai multidões: na última edição, 446.238 visitantes passaram pelo Centro Tecnológico Vandeci Rack, um número que triplica a população da cidade sede. Esse fluxo aquece diretamente o setor de serviços, especialmente hotéis e restaurantes, que registram 100% de ocupação e faturamento extra durante o período.

    O eixo do emprego e novos negócios

    A feira não gera apenas resultados temporários. Entre 2022 e 2025, o ambiente favorável ao empreendedorismo estimulou a abertura de 20.307 novas empresas no Território Central de Rondônia, liderado por Ji-Paraná, Jaru e Ouro Preto do Oeste. Somente no primeiro trimestre de 2026, a região já registrou 2.043 novos negócios.

    Imagem gerada por IA

    O mercado de trabalho também reflete esse vigor. Durante os meses que cercam o evento, a oferta de vagas em Ji-Paraná cresce cerca de 25%, superando significativamente a média estadual de 8%. Atualmente, o eixo central do estado, quando somado ao município de Ouro Preto do Oeste, ultrapassa a capital Porto Velho em volume acumulado de oportunidades de emprego.

    Revolução tecnológica no campo

    Além das cifras bilionárias, o maior legado do evento é a modernização das propriedades rurais. Segundo a Emater-RO, a introdução de novas tecnologias e conhecimentos técnicos transformou a produtividade no estado.

    Confira a evolução de algumas cadeias produtivas mencionadas nas fontes:

    • Café: saltou de uma média de 10 sacas para 60 sacas por hectare, atingindo até 200 sacas em casos específicos.
    • Cacau: propriedades que colhiam menos de 500 kg por hectare hoje alcançam até 3 mil quilos.
    • Pecuária de Leite: a modernização da ordenha mecânica e o manejo de solo permitiram produções de até 200 litros por hectare.

    Essa tecnificação também combate o êxodo rural. Com propriedades mais modernas e sustentáveis, as novas gerações demonstram maior interesse em continuar o legado familiar no campo.

    Histórias de sucesso e infraestrutura

    A vitrine da feira impulsiona pequenas agroindústrias familiares, como a de Selma Maria da Silva. Após investir na produção artesanal de pimentas e geleias em Ji-Paraná, Selma conquistou certificações e abriu uma loja física com o apoio das ações do governo estadual.

    Para sustentar esse crescimento, o Governo de Rondônia investiu mais de R$ 26,6 milhões na infraestrutura do aeroporto de Ji-Paraná e criou novos acessos logísticos para facilitar o transporte e o fluxo de visitantes na região.

  • Cacau da Amazônia: o chocolate que nasce em Rondônia

    Cacau da Amazônia: o chocolate que nasce em Rondônia

    Durante décadas, quando alguém falava em cacau no Brasil, os nomes que vinham à cabeça eram quase sempre os mesmos: Bahia e Pará. Rondônia ficava longe desse imaginário. Mas, sem muito barulho, isso começou a mudar.

    No coração da Amazônia, produtores rurais passaram a olhar para o cacau com outros olhos. O que antes era apenas uma cultura complementar virou esperança de renda melhor, permanência no campo e até mudança de vida para muitas famílias.

    Em pequenas propriedades espalhadas pelo estado, o cenário começou a se transformar aos poucos. Áreas que antes eram usadas quase exclusivamente para pasto deram espaço a pés de cacau cultivados em meio à vegetação nativa. E, junto com a plantação, cresceu também o sentimento de que a região poderia ocupar um lugar importante no mercado de chocolates finos e cacau de qualidade.

    Com calor, chuvas bem distribuídas ao longo do ano e terras favoráveis ao cultivo, Rondônia encontrou no cacau um terreno perfeito para crescer. O resultado começou a aparecer rapidamente.

    Hoje, o estado já desponta entre os maiores produtores do país, ocupando a quarta posição no ranking nacional e ficando atrás apenas do Pará na região Norte.

    O avanço reforça uma mudança que vem acontecendo quase em silêncio, mas que já começa a transformar a economia de diversas cidades do interior.

    Segundo dados do setor, são 6.951 hectares cultivados e uma produção anual de 8.677 toneladas.

    Qualidade das amêndoas

    Nos últimos anos, o avanço da produtividade e a melhora na qualidade das amêndoas também começaram a chamar atenção de compradores em busca de cacau com rastreabilidade e perfil sustentável.

    Dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira mostram que o cultivo ganhou força principalmente em sistemas agroflorestais, modelo que mistura árvores nativas com produção agrícola.

    Na prática, muitos produtores passaram a usar o cacau como alternativa para recuperar áreas antes degradadas pela pecuária extensiva. Além disso, o sistema ajuda a preservar sombra natural, melhorar o solo e ampliar a renda no campo.

    Mercado internacional de cacau

    O cenário global também favorece o avanço do setor.

    Problemas climáticos em grandes produtores africanos, como Costa do Marfim e Gana, elevaram os preços internacionais do cacau e abriram espaço para novas regiões produtoras.

    Enquanto isso, o mercado consumidor passou a valorizar chocolates com origem identificada e produção sustentável, tendência que beneficia diretamente regiões amazônicas.

    Em Rondônia, cooperativas e produtores relatam aumento na procura por amêndoas de maior qualidade, principalmente para fabricação de chocolates artesanais e premium.

    Cacau
    Foto: Secom – RO/Robson Paiva

    Além da valorização econômica, o cacau passou a representar uma nova perspectiva para famílias rurais da região Norte. Em algumas cidades, o cultivo vem sendo apontado como alternativa de diversificação agrícola e geração de renda de longo prazo.

    Especialistas avaliam que Rondônia reúne condições favoráveis para ampliar participação no mercado nacional nos próximos anos, principalmente pela combinação entre clima quente, disponibilidade hídrica e expansão de sistemas sustentáveis de cultivo.

    O desafio agora é aumentar escala sem perder qualidade.

    Nos bastidores do setor, porém, a percepção já mudou. Para muitos produtores, o cacau amazônico deixou de ser apenas uma cultura complementar e começou a se consolidar como uma das apostas mais promissoras do agro brasileiro.

  • Da roça para as telas: jovem de Rondônia faz sucesso mostrando a vida real no campo

    Da roça para as telas: jovem de Rondônia faz sucesso mostrando a vida real no campo

    Num sítio do interior de Costa Marques, município a mais de 700 quilômetros de Porto Velho, uma jovem pegou o celular, pediu ao marido que a gravasse enquanto aprendia a tirar leite das vacas, e sem saber, deu os primeiros passos de uma jornada que chegaria a dezenas de milhões de pessoas. Nascia a Menina da Pecuária.

    https://www.instagram.com/p/C8AD-Atu8AC/

    Estefane da Silva Gonçalves tinha pouco mais de 20 anos quando decidiu transformar o cotidiano da roça em conteúdo para as redes sociais. Técnica em agropecuária apaixonada pelo campo desde criança, ela não tinha roteiro, não tinha estúdio. Tinha apenas autenticidade e a vida pulsante do agro rondoniense para mostrar.

    Uma pandemia, um casamento e uma câmera

    A história de Estefane como criadora de conteúdo nasceu durante a pandemia. Recém-casada, ela se mudou com o marido para o sítio e passou a acompanhá-lo nas tarefas do campo. Sem experiência, foi aprendendo na prática cavar, fazer cerca, tirar leite. E ia registrando tudo.

    O crescimento foi orgânico e surpreendente. A simplicidade dos vídeos  sem filtros, sem edição elaborada,  ressoou com um público que ansiava por conteúdo genuíno sobre a vida rural. Artistas e personalidades começaram a compartilhar suas publicações, acelerando ainda mais o alcance.

    Do limão à limonada: a virada da crítica

    O sucesso trouxe também o lado sombrio da internet. Um comentário maldoso sobre sua casa de madeira chamando-a de “pobre” poderia ter sido o fim. Mas Estefane fez diferente.

    O vídeo-resposta se tornou seu maior hit: mais de oito milhões de visualizações. Nele, Estefane mostra o que chama de “verdadeira riqueza da roça”;  carne dos próprios animais, frutas colhidas direto do pé, a fartura silenciosa de quem vive da terra. A mensagem tocou o Brasil profundo e reverberou muito além das fronteiras de Rondônia.

    https://www.instagram.com/p/C9FpGVsu4Ip/

    O reconhecimento chegou às feiras e eventos. Estefane já marcou presença na Rondônia Rural Show Internacional, em Ji-Paraná,  um dos maiores eventos agropecuários da região amazônica. E foi recebida com o carinho de quem já virou referência entre produtores rurais.

    Casa nova, raízes antigas

    Com a visibilidade vieram também conquistas concretas. Por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Rural  do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), Estefane e o marido aguardaram dois anos na fila e, por fim, começaram a construir sua casa de alvenaria. A nova conquista também virou conteúdo: o passo a passo da obra foi compartilhado com os seguidores.

    Mas a despedida da antiga casa de madeira não é simples. Apesar de toda a jornada, Estefane confessa que o apego ao lar de origem fala mais alto. Um detalhe humano que resume bem quem ela é: uma criadora de conteúdo que nunca perdeu o chão.

    O que a Menina da Pecuária representa

    Em um cenário de redes sociais dominado por ostentação e artificialidade, Estefane ocupa um espaço raro: o da autenticidade rural. Ela não vende um estilo de vida idealizado. Ela mostra o real, com barro nas mãos, sol na cara e orgulho no peito. E é exatamente isso que milhões de brasileiros reconhecem e celebram.

    Mais do que uma influenciadora, a “Menina da Pecuária” se tornou uma voz do agro brasileiro. E a prova viva de que a roça tem muito a dizer, e que a internet pode, sim, ser um espaço para quem produz e vive da terra.

  • Agropecuária de Rondônia deve movimentar R$ 30 bilhões em 2026

    Agropecuária de Rondônia deve movimentar R$ 30 bilhões em 2026

    A agropecuária de Rondônia deve gerar R$ 30,2 bilhões em 2026, queda de 1% frente ao resultado de 2025. Os dados são de projeção da área de socioeconomia da Embrapa Rondônia, com base nos preços médios dos 17 principais produtos do estado.

    Cinco culturas concentram 90,4% desse valor: bovinos, soja, café, milho e leite. Os bovinos lideram com folga. Sozinhos, respondem por 51,3% do Valor Bruto da Produção (VBP) estadual, com projeção de R$ 15,5 bilhões, alta de 5,1% sobre 2025.

    O VBP leva em conta os preços recebidos pelos produtores rurais, os dados de produção da Conab e do IBGE, e as pesquisas de preços da Conab e da Emater-RO, todos deflacionados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas.

    Em alta

    Os maiores avanços projetados para 2026 estão na banana e na mandioca. A banana deve registrar crescimento de 19% no VBP, impulsionado pela combinação de produção 5,7% maior e preços 19,1% mais altos nos dois primeiros meses do ano. Já a mandioca avança 18,3%, apesar de uma safra 2% menor. O empurrão vem do aumento de 21,7% nos preços da mandioca de mesa, que representa 60% da produção estadual do produto.

    O preço da carne bovina sobe por dois fatores simultâneos: oferta reduzida de animais para abate e mercado externo aquecido. A tendência é que esse patamar se mantenha ao longo de 2026, sustentando o VBP do setor em R$ 15,5 bilhões. São R$ 747,7 milhões a mais do que em 2025.

    Arroz, cacau, leite e café recuam

    O cenário não é favorável para todos. O arroz sofre duplo golpe: preços em queda e volume de produção estimado em 94,2 mil toneladas na safra 2025/2026, metade do que se colheu na safra anterior. O resultado é uma queda abrupta no VBP do cereal, de R$ 334 milhões em 2025 para R$ 114,8 milhões em 2026.

    O cacau, que bateu recordes de preço em 2024/2025, vive o efeito contrário: a recuperação das lavouras africanas, principais produtoras mundiais da amêndoa, e a retração da demanda das indústrias chocolateiras derrubam o VBP de R$ 324,2 milhões para R$ 170,9 milhões.

    O café também recua 19,3%, pressionado pela maior oferta global do produto. O leite, por sua vez, enfrenta queda de 22,1% no VBP, reflexo de oferta elevada, demanda fraca e concorrência das importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul.

    Imagem gerada por IA

    Apesar das quedas pontuais, o setor agropecuário rondoniense mantém trajetória positiva no longo prazo: nos últimos dez anos, o VBP cresceu em média 7,6% ao ano.

    Vale lembrar que o indicador é calculado mensalmente e pode variar ao longo do ano, conforme oscilações de preços e revisões nas estimativas de produção.

  • Infraestrutura reforçada para a 13ª Rondônia Rural Show Internacional

    Infraestrutura reforçada para a 13ª Rondônia Rural Show Internacional

    O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER-RO) executa obras de manutenção e melhoria em 15 quilômetros de vias que ligam Ji-Paraná ao Centro Tecnológico Vandeci Rack, sede da 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI). O evento é promovido pelo governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a feira acontece entre os dias 25 e 30 de maio.

    Reconhecida como a maior feira do agronegócio da Região Norte, a RRSI atrai visitantes, produtores rurais, empresários e investidores de diversos estados brasileiros. Nesta edição, o objetivo é superar os resultados de 2025, quando o evento registrou público recorde de 446.238 visitantes. E movimentou R$ 5,1 bilhões em negócios.

    As intervenções nas vias de acesso abrangem retirada de curvas, reconformação de plataforma e revestimento com brita. São medidas que aumentam a durabilidade das estradas e melhoram as condições de tráfego para veículos leves e pesados. Dentro do parque de exposições, todas as ruas também receberam camada de brita para suportar o intenso fluxo de visitantes, expositores e equipamentos durante os seis dias de evento.

    Estratégia para o agro

    O diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, destacou o caráter estratégico das obras. “Esse trabalho demonstra o compromisso do governo com o desenvolvimento do agronegócio do estado”, afirmou.

    As ruas do parque receberam revestimento com pedra brita, garantindo uma estrutura adequada para suportar o intenso fluxo de visitantes.

    O coordenador de Operações e Fiscalização (COF), Leandro Risso, detalhou a abrangência das intervenções. “Realizamos um trabalho completo, desde a preparação da base até o acabamento com brita. A retirada de curvas e a reconformação da plataforma são fundamentais para melhorar a segurança viária. Nosso objetivo é garantir acessos mais seguros, resistentes e preparados para o grande fluxo”, explicou.

    Para o governador Marcos Rocha, os serviços de infraestrutura asseguram qualidade no acesso ao evento, com segurança e comodidade para produtores, investidores e o público em geral.

    A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional acontece na Rodovia BR-364, km 333, a 11 quilômetros de Ji-Paraná, de 25 a 30 de maio de 2026.