Tag: Rondônia

  • Governo de Rondônia impulsiona agricultura familiar indígena

    Governo de Rondônia impulsiona agricultura familiar indígena

    Entre os dias 18 e 19 de março, o governo de Rondônia realizou o 1º Mutirão de Assistência Técnica e Extensão Rural Indígena (Ater Indígena) na Aldeia Indígena Terra Rio Branco, localizada em Alta Floresta d’Oeste. A ação, direcionada às comunidades São Luís e Serrinha, teve como objetivo fortalecer a agricultura familiar indígena por meio de capacitação técnica, emissão de documentos-chave e troca de conhecimentos entre produtores e especialistas.

    O mutirão foi executado pela Emater-RO, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), integrando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural produtivo. De acordo com Luciano Brandão, diretor-presidente da Emater-RO, a iniciativa reconhece as particularidades de cada etnia: “Cada comunidade tem características únicas. Nosso papel é unir conhecimento tradicional às técnicas modernas para impulsionar a produção sustentável”.

    O governador Marcos Rocha destacou o potencial das populações indígenas para a agricultura familiar. “Essas ações demonstram como políticas públicas eficazes podem transformar realidades, garantindo renda e preservando a cultura local”.

    Capacitação e documentação: portas para novas oportunidades

    Na comunidade São Luís, o foco foi a emissão de 43 Certificados de Aptidão Familiar (CAF), essenciais para acesso a programas governamentais como o PAA-Indígena (Programa de Aquisição de Alimentos). Agricultores também participaram de uma oficina de torra de café do programa Degusta Rondônia 80+. Que visa elevar a qualidade do café robusta, produto que coloca o estado entre os maiores produtores do país.

    Já na Comunidade Serrinha, as atividades incluíram o cadastramento de famílias no PAA-Indígena. E assim, garantindo acesso a mercados institucionais, e uma oficina sobre preparo de café de qualidade, técnica que agrega valor à produção.

    Troca de conhecimentos

    Um dos destaques foi a participação da família Aruá, referência em cafés especiais na Terra Indígena Rio Branco. A história deles ilustra como a união entre saberes ancestrais e técnicas modernas pode gerar reconhecimento nacional. “Aprendemos com eles tanto quanto ensinamos”, reforçou Brandão.

    A equipe técnica, formada por cinco agrônomos e um biólogo, promoveu ainda orientações sobre boas práticas agrícolas, diversificação de lavouras e manejo sustentável, visando aumentar a produtividade sem descuidar do meio ambiente.

    Além dos 43 CAFs entregues, 20 documentos estão em fase final de processamento. As oficinas capacitadoras já impactaram dezenas de famílias, com expectativa de expansão do projeto para outras comunidades indígenas.

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  • Rondônia Rural Show premia inovação e sustentabilidade em 2025

    Rondônia Rural Show premia inovação e sustentabilidade em 2025

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, um dos maiores eventos de agronegócio da Região Norte, está chegando. Realizado pelo governo de Rondônia, o evento promove a integração entre produtores rurais, organizações do setor público e privado. Além disso, a feira busca incentivar a comercialização de produtos e tecnologias do agronegócio. Executado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o evento destaca a inovação, o desenvolvimento e o fortalecimento das cadeias produtivas.

    Durante o evento, que ocorrerá de 26 a 31 de maio, será realizado o concurso de Melhor Estande. Com foco em sustentabilidade, conexão com o tema, criatividade e beleza, os expositores têm a chance de mostrar inovações tecnológicas e compromisso com práticas ambientais responsáveis.

    O concurso visa premiar os estandes que se destacarem pela utilização de materiais sustentáveis, gestão de resíduos e ações voltadas para conservação de energia e água. Ou seja, a valorização do uso inteligente do espaço também será um critério de avaliação, promovendo uma ocupação eficiente e consciente da área do estande.

    Setor agrícola em alta

    Governador Marcos Rocha em edição anterior da Rodônia Rural Show – Foto: Divulgação – Seagri/RO

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressalta a importância da Feira para o setor agrícola e o desenvolvimento econômico do estado. “A Rondônia Rural Show Internacional é uma vitrine para a modernidade e inovação no agronegócio. O concurso de estandes é uma forma de premiar aqueles que se destacam por sua criatividade e, principalmente, pelas ações.”

    Os jurados avaliarão os estandes com base na capacidade de atrair e engajar o público, criando experiências únicas. Tecnologias avançadas, vitrines tecnológicas e práticas ambientais contarão pontos na escolha dos vencedores.

    Os três primeiros colocados receberão troféus e certificados de “Estande Show da 12ª Edição da Rondônia Rural Show Internacional”, reconhecendo inovação, sustentabilidade e compromisso com o agronegócio.

    Governador Marcos Rocha reforça a modernidade e inovação do agro para Rondônia – Foto: Divulgação – Seagri/RO

    A organização anunciará os vencedores em 31 de maio, durante a cerimônia de encerramento, um dos momentos mais aguardados da feira.

    Práticas Sustentáveis

    O secretário da Seagri, Luiz Paulo, salienta a importância do concurso para as empresas expositoras. “O concurso busca incentivar o uso de práticas sustentáveis nos estandes. Desse modo, damos um passo importante para atrair, ainda mais, a população e investidores, bem como a construção de um modelo agrícola mais eficiente e consciente para realização da Feira. O agronegócio do futuro passa por inovação, e esse concurso reflete exatamente esse conceito.”

    A iniciativa, portanto, é um reflexo do crescente interesse e reconhecimento de Rondônia como um polo de desenvolvimento agrícola no Brasil. Em 2025, a expectativa é que, com exposições de máquinas agrícolas, insumos e demonstrações práticas, atraia um público ainda mais diversificado, incluindo caravanas internacionais e representantes de diversas partes do Brasil.

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  • Biodigestor transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante

    Biodigestor transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que ocorre de 26 a 31 de maio, traz como destaque a tecnologia para produção orgânica, com foco no Biodigestor 2000. Desenvolvido pela Emater-RO, essa inovação transforma resíduos em fonte de energia e biofertilizante, contribuindo para a sustentabilidade no agronegócio.

    O Biodigestor 2000 é uma adaptação do biodigestor Sertanejo, capaz de produzir o equivalente a 1,5 botijas de gás GLP por mês. Além disso, ele transforma os dejetos de animais em biofertilizante, evitando problemas ambientais como a criação de moscas e a poluição do solo e das fontes de água. O biofertilizante resultante é rico em nitrogênio e fosforo, essenciais para o desenvolvimento das plantas. E também atua como defensivo agrícola, combatendo infestação de pragas e doenças.

    Importância para o agronegócio

    A Rondônia Rural Show Internacional é um marco para o agronegócio na Região Norte, promovendo inovações que fortalecem o desenvolvimento sustentável. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destaca a importância do evento para criar um ambiente propício à integração de novas tecnologias no cotidiano dos produtores. “Estamos trabalhando para criar um ambiente propício para que novos negócios surjam e as tecnologias mais avançadas se integrem ao cotidiano dos produtores”, salientou.

    Os produtores interessados em adotar o Biodigestor 2000 poderão contar com suporte técnico em todas as fases da construção, além de assistência na elaboração de projetos de crédito para financiamento. Segundo o presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, essa assistência é crucial para facilitar a adoção da tecnologia. ” Inclusive na elaboração do projeto de crédito, no caso do produtor que desejar financiar a construção”, frisou.

    Impacto ambiental

    A utilização do Biodigestor 2000 não apenas reduz a geração de resíduos. Mas também contribui para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, uma vez que o biogás produzido pode substituir fontes de energia fósseis. Além disso, o biofertilizante resultante melhora a estrutura física do solo, aumentando sua capacidade de retenção de água e nutrientes, o que é essencial para a agricultura sustentável.

    Este ano, a Rondônia Rural Show Internacional traz o tema “Do Campo ao Futuro”, refletindo a importância da inovação e da tecnologia para o desenvolvimento do agronegócio. O evento é uma oportunidade para produtores, técnicos e empresas se reunirem e discutirem as últimas tendências e soluções para o setor.

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  • Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia se prepara para um marco histórico em sua trajetória como produtor de cacau: a cidade de Cacoal foi escolhida para sediar o VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau. Esse é um evento de abrangência nacional que visa impulsionar a produção de cacau especial e promover a sustentabilidade no setor. O lançamento oficial ocorreu em Porto Velho. E contou com a presença de autoridades, produtores e representantes da indústria cacaueira, marcando o início de uma nova fase para a cacauicultura rondoniense. O evento ocorrerá em dezembro.

    Criado em 2005 na Bahia, o Concurso Nacional de Qualidade do Cacau surgiu com o objetivo de revitalizar o setor cacaueiro; Além de valorizar a produção nacional. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como um importante instrumento de fomento à qualidade, à sustentabilidade e à inovação no cultivo do cacau, atraindo participantes de todo o país. A competição se divide em categorias que reconhecem desde a qualidade sensorial das amêndoas até as práticas sustentáveis e as tecnologias aplicadas no processo produtivo.

    Rondônia em destaque: reconhecimento e incentivo à produção local

    A escolha de Rondônia para sediar a sétima edição do concurso é um reconhecimento da crescente importância do estado no cenário nacional da cacauicultura. Atualmente, Rondônia ocupa a 4ª posição entre os maiores produtores de cacau do Brasil. E se destaca como o 2º maior produtor da Região Norte, com uma área de 6.951 hectares dedicada à cultura e mais de 3 mil produtores envolvidos. A produção estadual alcança 8.677 toneladas de cacau, com uma produtividade média de 1.251 quilos por hectare.

    Foto: Daiane Mendonca/Divulgação Seagri

    Para o governador Marcos Rocha, o concurso consolida o estado como um dos maiores produtores de cacau do país. E valoriza a qualidade e sustentabilidade da produção local e abrindo portas para os produtores se destacarem no cenário nacional e internacional.

    Ações governamentais impulsionam o desenvolvimento da cacauicultura

    O governo de Rondônia tem investido em diversas ações para impulsionar o desenvolvimento da cacauicultura no estado. Como a criação de programas de apoio à recomposição da Reserva Legal por meio do plantio de cacau em sistemas agroflorestais e a instalação da Câmara Setorial do Cacau. Além disso, estão em andamento projetos de pesquisa para a seleção de clones de cacaueiros para produção de sementes híbridas e mudas clonais, visando aumentar a produtividade e a qualidade do cacau rondoniense.

    O secretário da Seagri, Luiz Paulo, destaca que sediar um evento dessa importância é um reconhecimento do trabalho dos produtores rondonienses. E também uma oportunidade de valorizar a produção de cacau do estado no mercado nacional e internacional.

    Parceria estratégica para garantir a credibilidade do concurso

    A cerimônia de premiação do VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau será realizada em Cacoal. O Centro de Inovação do Cacau da Bahia (CIC-BA) será o responsável pela análise sensorial das amêndoas, garantindo a credibilidade do processo de avaliação.

    O lançamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau (Concacau) contou com a parceria de diversas entidades. Portanto, demonstrando o engajamento de diferentes setores da sociedade em prol do desenvolvimento da cacauicultura rondoniense. Entre os parceiros, destacam-se Seagri, Emater, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e vários outros.

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  • Rondônia Rural Show Internacional 2025 bate recordes de crescimento

    Rondônia Rural Show Internacional 2025 bate recordes de crescimento

    A Rondônia Rural Show Internacional 2025 promete consolidar ainda mais o estado como um dos principais polos do agronegócio na Região Norte. O evento, que acontece entre os dias 26 e 31 de maio, em Ji-Paraná, está focado em promover inovações tecnológicas, soluções sustentáveis e oportunidades de negócios para pequenos, médios e grandes produtores.

    Na última edição, a feira movimentou um volume histórico de R$ 4,4 bilhões em negócios e atraiu mais de 270 mil visitantes. Com uma programação diversificada, incluindo palestras, workshops e demonstrações práticas, o evento desempenha um papel essencial no desenvolvimento econômico do agronegócio rondoniense e brasileiro.

    De acordo com o governador Marcos Rocha, a feira não apenas fortalece a produção rural do estado, mas também impulsiona a economia local e a geração de empregos. “A Rondônia Rural Show Internacional reflete nossa crescente relevância no agronegócio nacional e internacional, promovendo o desenvolvimento das cadeias produtivas e abrindo novos mercados para os produtores locais”, destacou.

    Resultados e recordes do agronegócio de Rondônia

    O evento é um reflexo do crescimento expressivo do agronegócio rondoniense. Em 2024, o estado bateu recordes em exportações, alcançando US$ 1,16 bilhão na exportação de carne bovina e US$ 130,99 milhões em exportação de café, representando um crescimento de 645% em relação a 2023. Além disso, a feira movimenta a economia das cidades vizinhas, impulsionando setores como hotelaria, alimentação e serviços.

    A Rondônia Rural Show Internacional também é um espaço para a discussão de políticas públicas e estratégias para o setor agropecuário, promovendo a adoção de novas tecnologias e práticas sustentáveis. Segundo Luiz Paulo, secretário da Seagri, a feira reafirma o potencial de Rondônia no cenário agrícola brasileiro. “Nosso objetivo é oferecer um ambiente propício para a modernização do setor, impulsionando a produtividade e a qualidade dos produtos rondoniense”, frisou.

    Preparativos para a maior edição da história

    Nos dias 25 e 26 de fevereiro, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) promoveu a segunda reunião com os expositores de equipamentos e da praça de alimentação, ajustando detalhes logísticos e garantindo a infraestrutura necessária para os mais de 600 expositores que participarão da feira.

    Segundo o governador Marcos Rocha, o evento é uma verdadeira vitrine para os produtores. “Estamos comprometidos em ampliar oportunidades para os agricultores e empresas locais. O agronegócio é um dos pilares da economia de Rondônia, e a feira é um instrumento estratégico para a valorização da produção e inovação no setor”, enfatizou.

    Expectativas para 2025

    Os organizadores esperam que a edição de 2025 seja a maior da história. Reforçando o papel da feira como um dos principais eventos agropecuários do Brasil. Com um foco crescente em sustentabilidade, tecnologia e fomento ao mercado internacional, a Rondônia Rural Show Internacional se consolida como um dos mais importantes encontros do setor, promovendo novas oportunidades de negócios e desenvolvimento para o agronegócio brasileiro.

    Expositores destacam a importância da feira para expandir negócios e promover a marca no evento. Um desses é Vinicius Onofre :  “Ela é muito importante para o nosso negócio. O pequeno, médio e o grande produtor acreditam no evento, o qual fomenta o comércio local, regional e nacional. É uma Feira interessante para a região”.

    Vanessa Rack, expositora

    “A Feira é muito importante ao agronegócio de Rondônia, e principalmente do país. Também é muito importante para empresa e representação da marca no evento. Desde a última edição, conseguimos fazer negócio de campo na Rondônia Rural Show”, pontuou Vanessa Rack, que está desde a primeira feira como expositora.

    A Rondônia Rural Show Internacional é vista como um espaço fundamental para o comércio local, regional e nacional. E é mas uma ferramenta fomentando o agronegócio em Rondônia e no Brasil.

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  • Controle da Sigatoka-negra impulsiona produção de banana na Amazônia

    Controle da Sigatoka-negra impulsiona produção de banana na Amazônia

    A adoção de uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental tem revolucionado a produção de banana nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. A técnica de controle da Sigatoka-negra, principal doença da bananeira na região, permitiu um significativo aumento da produtividade e viabilizou a expansão da cultura.

    Segundo o Relatório de Avaliação de Impactos das Tecnologias da Embrapa, elaborado pelas unidades da instituição no Acre, Amazonas e Rondônia, a tecnologia tem gerado impactos sociais, econômicos e ambientais significativos. A aplicação eficiente de fungicidas garantiu a permanência da bananicultura na região, protegendo o sustento de milhares de produtores.

    A técnica permitiu o retorno ao mercado de variedades tradicionais, como Prata Comum e Pacovan, essenciais para o consumo local. O pesquisador Lindomar de Jesus de Sousa Silva destaca que a tecnologia proporcionou melhorias na geração de renda e no desenvolvimento das propriedades de forma sustentável, ampliando a oferta da banana para a população amazônica.

    Expansão e acesso a novos mercados

    A perspectiva é de expansão do cultivo com a implantação de casas de embalagem e adesão ao sistema de mitigação de riscos da Sigatoka-negra. Atualmente, o mercado da banana da Amazônia está concentrado na região Norte, mas a melhoria na logística pode facilitar o acesso a novos estados e países.

    A tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa Amazonas e validada no Acre e Rondônia, com unidades demonstrativas para capacitação de agricultores. O aplicador, criado em 2001 e disponibilizado em 2008, vem sendo amplamente adotado desde 2009.

    Como funciona a técnica de controle da Sigatoka-negra

    O método consiste na aplicação direcionada de fungicida na axila da segunda folha da bananeira, utilizando um dispositivo adaptado de uma seringa veterinária. Com isso, o produto é depositado exatamente onde é necessário, reduzindo sua dispersão ambiental. Apenas três aplicações por ciclo produtivo são suficientes para o controle da doença, garantindo maior sustentabilidade ao processo.

    A introdução dessa tecnologia ajudou a frear o declínio das plantações de banana tradicionais na região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, entre 2013 e 2022, houve um crescimento expressivo na produção de banana nos três estados:

    • Acre: Produção aumentou de 77,7 mil para 82,8 mil toneladas, com produtividade saltando de 10,6 t/ha para 12,4 t/ha.
    • Amazonas: A produção passou de 84,7 mil para 88,7 mil toneladas, com um pico de 113,3 mil toneladas em 2018. A produtividade cresceu de 12,7 t/ha para 14,4 t/ha.
    • Rondônia: Produção subiu de 70,6 mil para 81,9 mil toneladas, com produtividade crescendo de 8,5 t/ha para 11,6 t/ha.

    Logística aprimorada fortalece o mercado

    Manaus, principal centro consumidor da região, recebe parte significativa da produção do Acre e de Rondônia, transportada por um arranjo logístico rodoviário e hidroviário. Esse sistema, aliado à adoção da nova tecnologia, garantiu competitividade aos agricultores.

    A produtora Cristiana Gomes, de Presidente Figueiredo (AM), destaca a mudança positiva na sua produção de banana Pacovan. “Antes, eu precisava replantar todo ano devido à doença. Com a técnica da Embrapa, desde 2018 minha plantanção continua produtiva e saudável”, afirma.

    Impactos culturais e econômicos

    A tecnologia não apenas impulsionou a produção de banana, mas também resgatou a cultura alimentar da região, permitindo que a população continue consumindo variedades tradicionais. Além disso, a renda gerada pela bananicultura tem estimulado a diversificação da produção, com agricultores investindo em cultivos como maracujá, melancia, açaí, mandioca e hortaliças.

    Com essa solução inovadora, a bananicultura da Amazônia Ocidental ganha força, promovendo sustentação econômica, segurança alimentar e desenvolvimento regional.

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  • Rondônia bate recorde histórico nas exportações de café em 2024

    Rondônia bate recorde histórico nas exportações de café em 2024

    Rondônia consolidou-se como um dos principais protagonistas do agronegócio brasileiro em 2024, ao exportar 35,056 mil toneladas de café, marca inédita em sua história.

    O desempenho, registrado pela plataforma Comex Stat, posicionou o estado entre os maiores fornecedores do grão para o mercado internacional. O Estado exportou para países como Vietnã, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, México, Itália, Espanha, Argélia e Índia.

    Estratégias e investimentos

    O governo estadual atribuiu o resultado a uma combinação de políticas públicas, capacitação técnica e inserção em feiras internacionais. A distribuição de mais de 2 milhões de mudas de café entre 2019 e 2024 renovaram lavouras e ampliaram a área plantada, em Rondônia,

    Paralelamente, a 1ª Feira Tecnológica dos Cafés de Rondônia, realizada em Cacoal em outubro de 2024, trouxe inovações para produtores locais. Outro destaque foi o Taste and Feel Rondônia Coffee Fest, em Londres, que abriu portas para novos mercados.

    Foto: Secom – RO

    O governador Marcos Rocha destacou portanto a importância do trabalho conjunto: “A expansão das exportações reforça nossa posição global e busca novos países para oportunidades de negócios”.

    Além disso, o secretário da Agricultura, Luiz Paulo, enfatizou avanços na qualidade: “Investimos em tecnologia e na 9ª edição do Concafé, que premiou grãos sustentáveis e impulsionou a competitividade”.

    Impacto econômico e social

    O café gerou emprego e renda para milhares de famílias, especialmente em municípios como Cacoal, São Miguel do Guaporé e Alta Floresta d’Oeste. Além de contribuir para o PIB estadual, o setor dinamizou o turismo rural. A Rota Turística do Café, que abrange quatro cidades produtoras, registrou aumento de 20% na visitação em 12 meses, com passeios que incluem degustações e imersão no processo produtivo.

    Apesar do cenário positivo, o estado enfrenta a queda de 4,4% na produção nacional estimada pela Conab para 2025, reflexo de adversidades climáticas. Em Rondônia, porém, a aposta continua no fortalecimento de parcerias e na busca por certificações internacionais que valorizem a qualidade do grão.

    Com infraestrutura ampliada e políticas de incentivo, o estado projeta não apenas manter sua relevância no mercado global, mas também explorar nichos como cafés especiais e turismo temático, consolidando-se como um polo multifacetado do agronegócio.

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  • Como eliminar o moko da bananeira

    Como eliminar o moko da bananeira

    Cientistas da Embrapa Amazônia Ocidental, em colaboração com a Embrapa Roraima, recomendam um período de 24 meses de vazio sanitário para bananeiras, visando a recuperação de áreas de terra firme afetadas pela murcha-bacteriana, também conhecida como moko da bananeira.

    A bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 provoca essa doença, uma praga quarentenária que já se disseminou em diversos estados brasileiros, incluindo Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Pernambuco, Rondônia e Sergipe.

    O moko é uma das doenças mais devastadoras para as bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica. As inundações anuais são um fator crítico para a propagação da bactéria, que se espalha pelos rios e contamina plantações localizadas a jusante dos bananais afetados. Nos municípios de Tabatinga e Manicoré, no Amazonas, a situação é alarmante, pois as plantações estão situadas em regiões vulneráveis à inundação.

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    Em áreas de terra firme, a bactéria tem um comportamento diferente, sobrevivendo por tempo limitado e não formando estruturas de resistência. Após o período recomendado de vazio sanitário de dois anos, é possível replantar bananeiras com mudas saudáveis.

    Doença de combate dífícil

    Os pesquisadores Luadir Gasparotto, Mirza Carla Normando e Daniel Schurt alertam que não existem cultivares resistentes ao moko e que o controle químico é ineficaz devido à natureza vascular da doença. A disseminação ocorre principalmente através do uso de mudas contaminadas e ferramentas infectadas. Para mitigar esse risco, medidas preventivas como o uso de mudas certificadas e a desinfecção de equipamentos são essenciais.

    A pesquisa realizada pela Embrapa incluiu um experimento que avaliou a sobrevivência da bactéria em diferentes tipos de solo durante dois anos. Os resultados mostraram que a bactéria pode sobreviver por até dez meses em solos do tipo Latossolo Amarelo e até oito meses em Argissolo.

    O moko é uma das doenças mais destrutivas das bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica cujas inundações disseminam a bactéria. Foto: Luadir Gasparotto/Embrapa

    Para erradicar a o moko da bananeira, é crucial eliminar todas as bananeiras infectadas e cultivar outras culturas na área durante 24 meses. Nesse período, os resíduos orgânicos das bananeiras se decompõem, permitindo o plantio seguro após esse intervalo.

    As recomendações incluem:

    • Uso de mudas sadias (certificadas).
    • Desinfecção das ferramentas utilizadas nas operações agrícolas.
    • Eliminação do coração da bananeira para evitar a transmissão por insetos.
    • Controle das plantas daninhas com herbicidas.
    • Inspeção periódica dos plantios para detecção precoce da doença.

    Essas ações estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e proteção da biodiversidade.

  • Raio mata quase 100 cabeças de gado

    Raio mata quase 100 cabeças de gado

    Um raio causou a morte de 98 cabeças de gado em uma propriedade rural localizada em Vila Bosco, no município de Parecis, Rondônia. A descarga elétrica ocorreu no último dia 13, mas os animais foram encontrados pelo caseiro da propriedade apenas dois dias depois, durante uma inspeção nos pastos.

    O proprietário do rebanho relatou à mídia local que estava em outra propriedade quando recebeu a notícia do incidente. O caseiro, que fez a inspeção na segunda-feira, não verificou a localização dos bovinos naquele momento.

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    Segundo ele, os animais foram atingidos enquanto dormiam, já que na noite de domingo houve uma forte chuva acompanhada de raios na fazenda. A suspeita é que o raio tenha atingido o solo, resultando na morte do rebanho. O proprietário estima que o prejuízo pode chegar a R$ 300 mil.

    Como proteger o rebanho de descargas atmosféricas

    Para proteger o rebanho de descargas atmosféricas, os produtores podem adotar algumas medidas preventivas. A principal medida é fornecer abrigo adequado para os animais durante tempestades, priorizando estruturas que não estejam entre as mais altas da propriedade.

    Durante tempestades, evitar que os animais permaneçam em áreas abertas ou próximas a árvores isoladas. Instalação de para-raios nas propriedades para desviar descargas elétricas é um investimento a ser considerado.

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    Acompanhar as previsões meteorológicas e tomar medidas preventivas antes da chegada de tempestades também é importante. E também capacitar os funcionários sobre como agir durante tempestades e a importância de manter os animais seguros.

    Essas ações podem ajudar a minimizar os riscos e proteger o rebanho contra as consequências das descargas atmosféricas.

  • Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    Canadá retoma importação de carne bovina do Brasil

    O Canadá voltou a importar carne bovina brasileira. A Agência Canadense de Inspeção Alimentar (CFIA) aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI). Ou seja, é o documento que libera a exportação de carne fresca desossada e produtos cárneos crus do Brasil. Além disso, a decisão beneficia estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação.

    Estados liberados

    A medida inclui o Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, além de 14 municípios do Mato Grosso e cinco do Amazonas, que receberam o status de zona livre da doença em 2021. Atualmente, 11 estabelecimentos nessas regiões estão habilitados a exportar. Já em Santa Catarina, que já possuía reconhecimento do Canadá como área livre de febre aftosa sem vacinação, apenas um frigorífico pode realizar a exportação.

    “A retomada desse mercado era esperada pelo setor de proteína animal, especialmente para esses estados. Desde março de 2022, eles estavam impedidos de exportar carne bovina crua para o Canadá por conta da ausência de vacinação nos rebanhos”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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    No caso da carne cozida, o Canadá retirou a exigência de vacinação, permitindo que qualquer frigorífico autorizado, independente da localização, possa exportar. “Estamos trabalhando, junto à Embaixada do Brasil no Canadá, para retirar essa exigência também para a carne crua”, destaca o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Roberto Perosa.

    Em resumo, em 2023, o Brasil exportou US$ 10,5 bilhões em carne bovina, totalizando 2,28 milhões de toneladas. O Canadá comprou US$ 39 milhões em carne brasileira, o que representou um aumento de 18% em relação ao ano anterior.