Tag: rio grande do sul

  • Crédito rural vira termômetro para vendas na Expointer 2026

    Crédito rural vira termômetro para vendas na Expointer 2026

    A liberação efetiva do crédito rural deve ser um dos principais indicadores para medir o ritmo das vendas de máquinas agrícolas na 49ª Expointer. O evento será realizado de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS).

    Em um cenário de cautela, produtores e fabricantes acompanham a chegada dos recursos do Plano Safra 2026/2027. Além disso, o setor avalia se as novas medidas de apoio terão efeito sobre as decisões de investimento no segundo semestre.

    A avaliação é da Agritech, fabricante de soluções para a agricultura familiar. Durante a feira, a empresa apresentará os tratores AGT-20 e AGT-25 Cabinado.

    Para a fabricante, entretanto, o anúncio de novas linhas de financiamento não é suficiente. Nesse sentido, a velocidade de liberação dos recursos será fundamental para definir o comportamento do mercado.

    Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, as medidas anunciadas pelo governo federal melhoram as perspectivas para o setor. Ainda assim, produtores e indústria mantêm uma postura de cautela.

    “Vivemos um momento de cautela, tanto para os produtores quanto para a indústria. Vamos revisar nossas metas de vendas para este ano, mas vemos com otimismo o lançamento do Plano Safra. Agora, é fundamental acompanhar a velocidade com que o crédito chegará ao agricultor familiar”, afirma.

    Crédito rural pode destravar investimentos

    O cenário ganha importância no Rio Grande do Sul. Afinal, a agricultura familiar tem forte participação na produção agropecuária do Estado.

    Além disso, parte dos produtores enfrenta dificuldades para retomar investimentos após perdas provocadas por eventos climáticos. Por isso, o acesso ao crédito rural pode ter impacto direto na capacidade de recuperação das propriedades.

    Para o ciclo 2026/2027, o governo federal destinou R$ 85,2 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O pacote também reúne medidas voltadas aos produtores que registraram perdas de safra.

    Entre as ações está a possibilidade de renegociação de dívidas rurais em até dez anos. A medida também prevê período de carência para agricultores que tiveram perdas decorrentes de eventos climáticos.

    Nessas condições, as operações do Pronaf podem ter juros de até 5% ao ano. Assim, a expectativa é facilitar a reorganização financeira dos produtores e abrir espaço para novos investimentos.

    Outra medida é a prorrogação do prazo de adesão ao Desenrola Rural até 20 de dezembro de 2026. O programa permite regularizar débitos do crédito rural da agricultura familiar com descontos sobre juros e encargos.

    Dessa forma, as medidas podem ajudar a recuperar a capacidade de investimento das propriedades. Ao mesmo tempo, podem estimular a renovação da frota e a mecanização no campo.

    Máquinas agrícolas ganham espaço na feira

    É nesse contexto que a Agritech chega à Expointer 2026. A fabricante apresentará dois modelos destinados a pequenas e médias propriedades.

    Um deles é o AGT-20, trator 4×4 de 17 cavalos de potência. O modelo possui bitola superestreita e foi desenvolvido para trabalhar em lavouras com espaçamento reduzido.

    Além disso, o equipamento conta com transmissão 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência de 540 e 1.000 rpm. Entre as aplicações estão atividades como pulverização, roçada e acionamento de trincha.

    A empresa também levará o AGT-25 Cabinado. O modelo foi desenvolvido para propriedades de pequeno porte e conta com cabine climatizada.

    Foto: Divulgação

    Nesse caso, o foco está nas condições de trabalho e no conforto do operador. Assim, a fabricante amplia as opções para produtores que buscam mecanizar as atividades sem abrir mão de melhores condições durante a operação.

    Expointer será termômetro do mercado

    Para a Agritech, a participação na Expointer ocorre em um momento estratégico. A feira permitirá acompanhar de perto a reação dos produtores às medidas anunciadas no Plano Safra.

    Além disso, o evento deve ajudar a indústria a avaliar o ritmo das decisões de compra. A expectativa é identificar se o crédito rural terá condições de transformar a cautela atual em novos investimentos.

    “A expectativa é que a efetiva ampliação do acesso ao crédito seja determinante para impulsionar a renovação da frota e a mecanização das pequenas propriedades nos próximos meses”, conclui Oliveira.

    Portanto, a liberação dos recursos será um dos pontos de atenção para o mercado de máquinas agrícolas durante a Expointer. Para fabricantes e produtores, a velocidade do crédito pode definir o ritmo dos investimentos no segundo semestre.

  • Consevitis-RS abre edital de R$ 120 mil para eventos sobre vinho e uva; inscrições até setembro

    Consevitis-RS abre edital de R$ 120 mil para eventos sobre vinho e uva; inscrições até setembro

    O Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do RS (Consevitis-RS) abriu, neste mês de agosto, um novo edital de chamada pública para apoio institucional e financeiro a ações técnicas voltadas à vitivinicultura gaúcha. A iniciativa busca promover a capacitação e a qualificação da produção de uvas, vinhos, espumantes e sucos de uva no estado.

    Os interessados devem enviar as inscrições e os documentos por e-mail até o dia 14 de setembro, para ações realizadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de março de 2027. O edital contempla ações técnicas como eventos, feiras, seminários, congressos, livros, artigos, revistas e documentários, entre outras iniciativas voltadas a viticultores, vinicultores, estudantes e técnicos do setor. Os interessados podem acessar o edital completo no site do Consevitis-RS.

    Valor de apoio chega a R$ 20 mil por projeto

    O Consevitis-RS vai destinar, no máximo, R$ 20 mil por projeto, valor limitado a até 50% do orçamento total da ação. Um comitê técnico avaliará cada proposta e emitirá parecer conforme os critérios de seleção definidos no edital. O montante total do edital soma R$ 120 mil.

    Produtores e interessados podem encaminhar dúvidas ao Setor Técnico do Consevitis-RS pelo WhatsApp (54) 99677-1458.

  • Arroz mantém mercado firme com oferta interna limitada

    Arroz mantém mercado firme com oferta interna limitada

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue firme, sustentado pela oferta restrita. Segundo o Cepea, produtores mantêm postura cautelosa nas vendas e aguardam preços mais atrativos.

    Enquanto isso, as indústrias precisam comprar e enfrentam dificuldades para recompor os estoques. A baixa disponibilidade de lotes, portanto, limita a liquidez no mercado gaúcho de arroz.

    Produtores aguardam preços mais atrativos

    Os produtores esperam valores próximos de R$ 80 por saca de 50 quilos. Esse patamar, conforme o Cepea, atende melhor às expectativas de remuneração dos produtores.

    Além disso, o repasse da valorização do arroz em casca ao produto beneficiado continua limitado. Assim, o mercado interno permanece sustentado pela combinação entre oferta restrita e necessidade de compra das indústrias.

    Embarques de arroz recuam em julho

    No mercado externo, os embarques brasileiros de arroz recuaram em julho, após dois meses de forte crescimento. Dados da Secex mostram a redução das exportações no período. Os pesquisadores do Cepea relacionam esse movimento ao fim dos leilões promovidos pela Conab. Além disso, a valorização do arroz no mercado doméstico também contribuiu para reduzir os embarques.

    Importações de arroz avançam

    Em sentido contrário, as importações brasileiras de arroz aumentaram em julho. Segundo o Cepea, a baixa disponibilidade interna estimulou a reposição dos estoques industriais. Dessa forma, a necessidade de matéria-prima impulsionou as compras externas. O cenário combina oferta interna limitada, mercado doméstico firme e maior necessidade de importações pelas indústrias.

    Siga o canal do Agro em Campo no WhatsApp e saiba tudo em primeira mão

  • Produção gaúcha de queijos dispara em premiação nacional e amplia visibilidade

    Produção gaúcha de queijos dispara em premiação nacional e amplia visibilidade

    As pequenas e médias indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul ganharam projeção nacional após o desempenho no IX Prêmio Queijo Brasil 2026, realizado em Blumenau (SC). Associadas à Apil (Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do RS) conquistaram 57 medalhas e dois reconhecimentos especiais, resultado que fortalece a presença dos queijos gaúchos em um dos principais concursos do setor no país.

    Entre os destaques, a Pomerano recebeu o selo Seleção Queijista com o Requeijão Cremoso. Já a Dalaio Queijos conquistou o título de Melhor Queijo do Rio Grande do Sul com o Queijo Montanhês. No total, as empresas ligadas à Apil somaram 18 medalhas de ouro, 29 de prata e 10 de bronze.

    O vice-presidente da Apil, Daniel Cichelero, afirma que a participação em concursos nacionais fortalece a divulgação da produção estadual. Segundo ele, o Rio Grande do Sul possui produtos de alta qualidade, mas ainda precisa ampliar sua presença em estratégias de promoção. Para o dirigente, as premiações ajudam a aproximar os queijos gaúchos dos consumidores e ampliar o reconhecimento no mercado.

    Cichelero também destaca que o resultado representa todo o setor leiteiro do Estado. Para ele, a presença das agroindústrias em competições nacionais contribui diretamente para aumentar a visibilidade e consolidar a reputação da produção gaúcha.

    Premiações

    As premiações envolveram laticínios como Dalaio, Doceoli, Estrelat, Laticínios Bio, Cichelero, Kiformaggio, Pipo, Pomerano, Nova Alemanha, Schneider e Valbrenta. O desempenho evidencia a diversidade e a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas pequenas e médias indústrias do Estado.

    Considerado uma das principais vitrines da cadeia queijeira brasileira, o Prêmio Queijo Brasil reúne produtores de diferentes regiões e conecta consumidores, especialistas e empresas. O concurso valoriza a diversidade regional e amplia a divulgação dos queijos nacionais.

  • Chuva trava negociações e sustenta alta do arroz

    Chuva trava negociações e sustenta alta do arroz

    A oferta restrita mantém os preços do arroz em casca em alta no Rio Grande do Sul. No entanto, as chuvas persistentes dificultam as negociações. Segundo o Cepea, a escassez de matéria-prima e a demanda das indústrias sustentam a valorização do cereal.

    Além disso, produtores negociam apenas lotes pontuais e mantêm posição firme nas vendas. Enquanto isso, compradores elevam as ofertas em algumas regiões.

    Apesar da alta dos preços, as chuvas dificultaram o carregamento do arroz nos últimos dias. Como resultado, as negociações avançaram mais lentamente e a liquidez caiu. Ainda conforme o Cepea, a menor disponibilidade do cereal e a expectativa de novas altas durante a entressafra mantêm os vendedores retraídos.

    Por outro lado, parte das indústrias voltou a aumentar as ofertas para garantir matéria-prima. Esse movimento ocorre, principalmente, nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.

  • Trigo gaúcho enfrenta risco de doenças após chuvas recordes em julho

    Trigo gaúcho enfrenta risco de doenças após chuvas recordes em julho

    As chuvas ganharam força nos últimos dias em parte do Brasil e elevaram o risco sanitário para as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. É o que aponta o relatório semanal da EarthDaily, empresa de sensoriamento remoto com dados de satélites.

    O levantamento mostra que a precipitação acumulada ficou acima da média em áreas do Centro-Oeste, em parte do Sudeste e no MATOPIBA. Os maiores volumes, porém, ocorreram na Região Sul: em algumas localidades gaúchas, os acumulados superaram 160 milímetros nos últimos 10 dias.

    Temperaturas revertem cenário de geadas

    O comportamento térmico também mudou de forma significativa. Na primeira quinzena de julho, termômetros marcaram até 5°C abaixo da média, com geadas em algumas regiões. Na última semana, esse quadro se inverteu: as temperaturas subiram até 7°C acima da normalidade, principalmente no Sul, o que reduz o risco de novos episódios de geada.

    Em contrapartida, o calor combinado à alta umidade do solo favorece a proliferação de doenças, sobretudo nas áreas que registraram excesso de chuvas.

    RS tem maior volume de chuva em 10 anos, diz especialista

    “No Rio Grande do Sul, a precipitação acumulada desde o início de julho atingiu o maior nível dos últimos 10 anos e deve permanecer elevada até o fim do mês. Apesar de um início mais seco, as chuvas intensas das últimas semanas mudaram o cenário. O excesso de chuvas tende a reduzir a radiação solar devido ao aumento da cobertura de nuvens. E pode favorecer a ocorrência de doenças, elevando o risco para as lavouras de trigo”, afirma Felippe Reis, analista de cultura da EarthDaily.

    trigo
    Foto: Arquivo Agro em Campo

    O índice de vegetação (NDVI) ainda indica condições favoráveis para as lavouras no estado, com valores superiores aos do ciclo anterior, quando a produtividade superou a tendência histórica. Contudo, a persistência do padrão úmido nos estádios finais da cultura pode comprometer o potencial produtivo e a qualidade dos grãos. Portanto, repetindo o que ocorreu em 2023.

    Paraná mantém boas condições, mas norte do estado preocupa

    No Paraná, o desenvolvimento do trigo segue favorável. Na maior parte do território, a precipitação acumulada nos últimos 30 dias superou tanto a média histórica quanto os volumes registrados nos últimos três anos, garantindo boa disponibilidade hídrica para a cultura.

    A exceção fica por conta do norte paranaense, onde os acumulados de chuva foram menores. Caso esse cenário de baixa precipitação persista nas próximas semanas, a região pode enfrentar redução da umidade do solo e aumento do risco de estresse hídrico.

    Chuvas reduzem ritmo da colheita da cana-de-açúcar no Sul

    Depois de cerca de 20 dias de tempo seco, a região Sul da zona canavieira, que reúne Paraná e Mato Grosso do Sul, voltou a registrar chuvas expressivas, com acumulados superiores a 20 milímetros nos últimos dias. O volume de precipitação reduziu o ritmo das operações de campo e chegou a interromper temporariamente a colheita em algumas áreas. A EarthDaily prevê normalização das atividades no início da próxima semana.

    Apesar da pausa momentânea, as lavouras de cana mantêm boas condições gerais. Na média, o NDVI aponta desenvolvimento satisfatório dos canaviais, com potencial produtivo semelhante ou até superior ao da safra passada.

    Modelos climáticos preveem novas chuvas fortes no Sul

    Os modelos ECMWF e GFS indicam continuidade das chuvas no Sul do país, com acumulados que devem superar 100 milímetros em parte do Rio Grande do Sul. O GFS projeta um cenário ainda mais chuvoso, com precipitações significativamente superiores às estimadas pelo ECMWF em algumas áreas da região.

    Os dois modelos também apontam temperaturas acima da média, o que reduz o risco de novas geadas no curto prazo e favorece tanto o desenvolvimento das lavouras quanto o avanço das operações de campo.

    A umidade do solo deve permanecer acima da média na maior parte das regiões produtoras de trigo, mantendo condições hídricas favoráveis à cultura. Em contrapartida, essa mesma umidade elevada continuará aumentando o risco de doenças nas lavouras de trigo do país.

  • Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul ampliou a recuperação dos preços nos últimos dias. Assim, o Indicador CEPEA/IRGA-RS alcançou o maior nível desde setembro de 2025. A oferta restrita de arroz, a recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento das exportações sustentam as cotações. Esses fatores mantêm o mercado firme.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os produtores seguem seletivos e aguardam novas altas nos preços. Ao mesmo tempo, parte das indústrias elevou pontualmente as ofertas para garantir o abastecimento.

    Por outro lado, algumas indústrias reduziram as compras. Elas enfrentam dificuldades para repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Como consequência, o mercado de arroz registra liquidez moderada, mesmo com a valorização dos preços.

    Mercado de algodão mantém preços sustentados

    Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

    O mercado brasileiro de algodão em pluma continua com baixa liquidez. Ainda assim, os vendedores sustentam as cotações diante do impasse sobre preços e, em alguns casos, da qualidade dos lotes ofertados.

    De acordo com o Cepea, vendedores ativos mantêm posição firme, principalmente para lotes de melhor qualidade. Além disso, algumas indústrias realizam compras pontuais, o que ajuda a sustentar os preços.

    Enquanto isso, os agentes acompanham o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26. Essas etapas são essenciais para cumprir contratos a termo destinados aos mercados interno e externo.

    Pelo lado da demanda, o setor ainda registra vendas moderadas de produtos manufaturados. No entanto, dados recentes do IBGE apontam uma leve reação do mercado, indicando possível recuperação da atividade.

  • Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Uma ovelha de oito anos transformou a rotina de pacientes do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS), ao participar de uma ação do Programa Pet Terapia. Batizada de Chanel e natural de Lagoa Vermelha (RS), ela visitou pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde.

    Ação emocionante

    Esta foi a primeira experiência da ovelha em um hospital. A tutora, Cassandra Moreira, conta que a participação marcou não apenas os pacientes, mas também quem acompanhou a visita.

    Segundo ela, Chanel permaneceu tranquila durante toda a atividade e demonstrou o comportamento dócil que já é conhecido por milhares de seguidores nas redes sociais.

    “Foi incrível. A Chanel ama crianças e ficou calma e feliz durante toda a visita. Ver o brilho nos olhos dos pacientes mostrou que pequenos gestos podem fazer grande diferença. Fomos levar carinho e voltamos ainda mais inspirados pela força e esperança que encontramos ali”, afirmou.

    https://www.instagram.com/reel/DaliHBuBAy5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Programa reúne diferentes espécies

    Criado em 2017, o Programa Pet Terapia busca humanizar o atendimento hospitalar por meio da interação entre pacientes e animais.

    Além de cães, que representam a maior parte dos participantes, o projeto já contou com gatos, papagaios, cobras e jabutis, além, é claro, da brilhante Chanel.

    A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital São Vicente de Paulo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF).

    Animais passam por avaliação antes das visitas

    De acordo com Douglas Roberto Pegoraro, fisioterapeuta e coordenador da residência multiprofissional, todos os animais passam por uma avaliação veterinária antes de participarem das atividades.

    Os protocolos incluem análise do estado de saúde, comportamento e cuidados de higiene. No dia da visita, os animais recebem banho com produtos específicos e seguem diretamente ao hospital para garantir condições adequadas de segurança aos pacientes.

    Projeto já realizou mais de 600 atendimentos

    Em quase uma década de funcionamento, o Programa Pet Terapia já realizou mais de 600 atendimentos no Hospital São Vicente de Paulo.

    As sessões têm duração média de 30 minutos e acontecem em uma área verde da instituição. Os pacientes são selecionados conforme avaliação clínica, garantindo que a atividade seja realizada com segurança e respeitando as condições de saúde de cada participante.

  • Produção de azeite de oliva no Brasil bate recorde histórico

    Produção de azeite de oliva no Brasil bate recorde histórico

    A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa em Porto Alegre (RS).

    O resultado representa alta de 496,75% em comparação com os 240,3 mil litros produzidos em 2025, ano marcado por condições climáticas adversas. O volume também superou em 123,98% o recorde anterior, de 640.228 litros, registrado em 2023.

    Rio Grande do Sul concentra a maior parte da produção nacional

    O Rio Grande do Sul liderou a produção do país, com 1,17 milhão de litros de azeite. O estado registrou aumento de 514,82% sobre os 190,3 mil litros produzidos em 2025 e superou em 101,64% o recorde estadual anterior, de 580.228 litros, obtido em 2023. O território gaúcho reúne 31 lagares (unidades que processam as azeitonas e extraem o azeite) e cerca de 390 produtores, conforme estimativa do Ibraoliva.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A região da Mantiqueira ocupou a segunda posição no ranking nacional, com 250 mil litros produzidos em 2026. Santa Catarina produziu 10 mil litros, seguida pelo Paraná, com 2,5 mil litros, e pelo Espírito Santo, com 1,5 mil litros.

    Ibraoliva destaca aprendizado acumulado pelos produtores

    A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, destacou que o resultado de 2026 superou a melhor marca já obtida pela olivicultura brasileira. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou.

    Segundo Solange, o crescimento também reflete o aprendizado acumulado pelos produtores, a evolução do manejo e o trabalho desenvolvido pela cadeia produtiva. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou.

    A vice-presidente também apontou que o desenvolvimento da olivicultura gera efeitos que vão além das propriedades rurais, especialmente nas regiões que concentram pomares, lagares e empreendimentos ligados ao turismo. Para ela, conhecer essas áreas amplia o consumo e a percepção sobre a produção nacional. “O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou.

    Governo gaúcho relaciona resultado a duas décadas de estruturação do setor

    O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, associou o resultado à evolução da olivicultura desde o início de sua estruturação no estado, há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou.

    Madalena também relacionou o crescimento do volume ao reconhecimento que os azeites gaúchos vêm obtendo em competições internacionais. Segundo o secretário, a expansão acompanha a organização do setor produtivo e o trabalho conjunto entre iniciativa privada e poder público. “Não é apenas crescimento de produção. Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global. É um setor que tem crescido de forma organizada, tanto da porteira para dentro quanto na representação da cadeia e na articulação com o serviço público”, concluiu.

  • Azeites brasileiros brilham em concursos internacionais

    Azeites brasileiros brilham em concursos internacionais

    Dois azeites brasileiros, produzidos em regiões opostas do país, somaram medalhas em concursos internacionais de peso nas últimas semanas. Em Cristina, no Sul de Minas Gerais, a marca Alto da Serra conquistou o Ouro no Evo International Olive Oil Contest (Evo IOOC), na Itália.

    Olival do Azeite Alto da Serra
    Olival do Azeite Alto da Serra, no município de Cristina. Foto: Azeite Alto da Serra / Divulgação

    Em Gramado, na Serra Gaúcha, o Olivas de Gramado somou bronze em Mônaco e prata na Itália, além de um prêmio especial de qualidade. Juntos, os resultados reforçam a evolução da olivicultura nacional, ainda incipiente, mas cada vez mais competitiva no cenário mundial.

    Ouro para o azeite de Cristina, no Sul de Minas

    O Alto da Serra Blend, produzido no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, recebeu Medalha de Ouro na edição 2026 do Evo IOOC. A premiação aconteceu em 26 de junho, em Palmi, na região da Calábria, e reuniu diversos rótulos nacionais. O azeite mineiro também ficou entre os cinco melhores da América do Sul e disputou o prêmio Raúl C. Castellani.

    Alisson Moreira e família
    Alisson Moreira e família. Foto: Arquivo pessoal

    O produtor Alisson Moreira participa do concurso pela primeira vez e comemora o resultado. “O foco sempre foi a qualidade e a gente está buscando mais excelência. Estamos muito contentes”, afirma.

    O interesse pela olivicultura surgiu depois que Moreira conheceu a boa adaptação da oliveira à região. “Nosso sítio é em Cristina, município vizinho a Maria da Fé. Quando conheci a história da oliveira e soube que o azeite daqui era muito bom, passei a me aprofundar no assunto. Em 2016 fomos à Epamig buscar informações e, no final de 2017, iniciamos o plantio”, conta.

    Cultivo familiar

    O cultivo, de caráter familiar, ocupa 1,5 hectare a 1,5 mil metros de altitude e reúne 340 oliveiras. A primeira colheita, em 2022, rendeu cerca de 12 litros de azeite. A marca Alto da Serra nasceu em 2024 e hoje vende o produto na propriedade, em empórios parceiros e pelo Instagram. Em 2026, a produção já soma 304 litros.

    “Os especialistas da olivicultura nos chamaram atenção para a qualidade do nosso azeite. A partir daí veio a ideia de inscrever o produto no concurso. Sabia que era bom, mas minha percepção é de consumidor. Tenho vontade de fazer um curso de sommelier para conhecer melhor as características e a complexidade do azeite que produzimos aqui”, diz Moreira.

    O pesquisador da Epamig Luiz Fernando de Oliveira avalia que os resultados confirmam a qualidade dos azeites nacionais. “A produção é incipiente, desafiadora e, safra após safra, temos obtido produtos que se destacam por atributos de qualidade como frutado, amargor e picância. O que demonstra que estamos no caminho certo”, diz.

    Cinco azeites mineiros entre os finalistas do prêmio CNA

    Minas Gerais também colocou cinco azeites entre os dez finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026 – Azeite de Oliva, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O concurso avalia produtos nacionais nas categorias monovarietal e blend, com critérios como amargor, picância, frutado, complexidade e equilíbrio.

    A avaliação técnica ocorreu em Brasília e contou com especialistas da Epamig, da Embrapa e da UFCSPA de Porto Alegre. Pela Epamig, o pesquisador Luiz Fernando de Oliveira atuou como jurado, enquanto Carolina Zambon conferiu laudos químicos, amostras e preparo. O concurso ainda prevê júri popular e uma etapa que avalia a história de produção, valorizando o terroir e o trabalho de campo.

    O júri popular, realizado em 27 de junho, reuniu os rótulos mineiros Mantikir Summit Premium e L’Az na categoria Blend, e Mantikir Grappolo, Alto das Oliveiras e Aiu na categoria monovarietal.

    Olivas de Gramado soma bronze em Mônaco e prata na Itália

    Na Serra Gaúcha, a safra 2026 do azeite extravirgem Terroir Serrano, do Olivas de Gramado, também rendeu reconhecimento internacional. O produto recebeu medalha de bronze na 10ª edição do Masters of Olive Oil International Contest (MOOOIC), em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, um dos concursos mais concorridos do setor, que premia apenas azeites de excelência suprema. Além da medalha, o rótulo recebeu o Prêmio de Reconhecimento de Padrão de Qualidade Internacional, concedido a azeites com elevado nível técnico e sensorial.

    O Terroir Serrano também conquistou prata na categoria Blend no Evo IOOC Italy, um dos cinco concursos mais importantes do mundo no segmento. As duas premiações levaram em conta equilíbrio sensorial, pureza, complexidade, intensidade aromática e a qualidade dos processos de produção, do cultivo das oliveiras até a extração do azeite.

    Para conquistar o prêmio em Monte Carlo, o Terroir Serrano superou 78 pontos, resultado que colocou o Olivas de Gramado entre os melhores produtores de azeite do mundo. Um painel de 12 especialistas de quatro países conduziu o julgamento, entre eles os sommeliers Marco Gandolfi (Itália), Himeyo Nagatomo (Japão) e Carmen Sanchez Garcia (Espanha). O MOOOIC reuniu mais de 600 amostras de 18 países, incluindo Itália, Espanha, Grécia, Portugal, Tunísia, Croácia, Eslovênia e Suíça.

    Evo IOOC Ital

    Já o Evo IOOC Italy, realizado na Calábria, berço da cultura do azeite no país, avaliou a excelência, a rastreabilidade e a qualidade de azeites extravirgem e aromatizados conforme as diretrizes do International Olive Council (IOC). O painel internacional reuniu especialistas de países como Itália, Espanha, Grécia, Turquia, Japão, Croácia e Brasil, e analisou mais de 900 rótulos de 25 países.

    Azeitólogo e mestre lagareiro do Olivas de Gramado, André Bertolucci. Foto: DIvulgação

    “Esta safra de 2026 realmente foi sensacional para o Olivas de Gramado! Só neste ano, já são quatro importantes premiações internacionais nos maiores e mais importantes concursos do setor oleícola mundial”, destaca o mestre lagareiro e azeitólogo da marca, André Bertolucci.

    Um blend que traduz o terroir da Serra Gaúcha

    O Terroir Serrano combina três variedades de azeitona,Frantoio, Koroneiki e Picual, e resulta em um azeite extravirgem frutado verde, intenso e complexo, com aroma fresco e notas herbáceas e gramíneas. O amargor e a picância equilibrados, junto a notas de amêndoas verdes, banana, rúcula, maçã e alcachofra, marcam a identidade do terroir da Serra Gaúcha, segundo os especialistas.

    O clima da região, aliado a práticas agrícolas cuidadosas e à precisão da extração no lagar, preserva aromas, sabores e compostos naturais do fruto, incluindo antioxidantes e fitonutrientes. As conquistas em Mônaco e na Itália se somam a outras premiações do Olivas de Gramado neste ano, como ouro na Turquia e prata na Inglaterra, e reforçam a posição da marca entre os produtores brasileiros de maior destaque no exterior.