Tag: rio grande do sul

  • Preços do arroz sobem desde 2023

    Preços do arroz sobem desde 2023

    O mês de maio de 2024 foi marcado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas o preço do arroz vem subindo desde 2023 acompanhando o mercado internacional. Ao mesmo tempo, outros fatores também elevaram os preços do cereal no mercado brasileiro. Em geral, num primeiro momento, as chuvas intensas no segundo semestre do ano passado, causadas pelo efeito El Niño, interromperam a implementação da nova safra. Em um segundo momento, os baixos estoques, a boa demanda global e os problemas com semeadura no estado do Rio Grande do Sul, mantiveram os preços do arroz em casca em alta entre novembro e janeiro. Depois, começou a colheita do Rio Grande do Sul, estado que produz 70% do arroz brasileiro, e houve o início da queda de preço.  Os dados que o sistema CNA/Senar analisou mostram ainda que até abril, mais de 80% da área já havia sido colhida no estado.

    Compra de arroz importado

    Vale lembrar que a compra de arroz importado, feita via leilão pelo governo federal na última quinta-feira (6), deve chegar ao consumidor custando R$ 4 o quilo. O produto terá selo de identificação na embalagem que precisa ser transparente, assunto já abordado pelo Agro em Campo. A Conab também vai realizar um novo leilão para comprar mais 36,63 mil toneladas de arroz tipo 1, longo fino, polido, no dia 13 de junho às 9 horas. Certamente, esse é um tema que você vai conferir em detalhes por aqui.

    Mais culturas afetadas no Rio Grande do Sul

    Além do arroz, outras atividades também foram prejudicas pelas enchentes. Atualmente, o Rio Grande do Sul, é o maior produtor de milho primeira safra, sendo responsável por 22% da produção nacional. Além disso, é o segundo maior produtor de soja, 15% da produção nacional, e de trigo, 46% da produção brasileira. Sendo que também é relevante na bovinocultura, apicultura e frutas temperadas, como por exemplo, uva, maçã e pêssego.

  • 27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxilio do Governo Federal, conforme anuncio feito pelo presidente Lula. Governo Federal pagará benefício em forma de duas parcelas de salário mínimo para os trabalhadores afetados pela enchente que assola o Rio Grande do Sul.

    Além dos pescadores artesanais, também terão direito a essa ajuda trabalhadores formais, em um total de 434 mil trabalhadores.

    Parcelas do auxílio serão pagas em julho e agosto, e em contrapartida, as empresas que receberem a ajuda não poderão demitir os funcionários por quatro meses.

    Segundo o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a ação engloba todos os municípios atingidos, mesmo os que não decretaram emergência.

    A pesca é uma das principais atividades na região ao Sul da Lagoa dos Patos, e a suspensão da atividade causou um prejuízo milionário. A região é responsável por 30% de todo camarão rosa no Brasil, o que equivale a dezesseis mil toneladas por ano. A safra desse ano foi toda prejudicada e os pescadores, sem o auxílio, ficariam em situação ainda mais complicada.

    O prejuízo esperado é milionário, no segundo ano de crise para o setor, por em 2023 a região já enfrentou problemas climáticos que prejudicaram a pesca.

  • Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Nesta quinta-feira (6/6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou um leilão público para adquirir 263 mil toneladas de arroz importado. A medida tomada foi para prevenir eventual alta de preços do alimento após as enchentes no Rio Grande do Sul.

    As negociações começaram às 9h e terminaram por volta das 10h10.

    O produto foi comprado por R$ 25 por saco, e a medida visa garantir a disponibilidade de arroz no mercado e evitar um possível aumento nos preços.

    O leilão ocorreu após uma batalha judicial para impedir a compra do arroz importado. Ontem (5/6), um decisão da justiça federal suspendeu o leilão para compra das até 300 mil toneladas do grão.

    No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão e, nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região cassou a liminar que suspendia o leilão.

    A compra do arroz importado é uma medida preventiva para evitar a escassez e o aumento dos preços do alimento em um momento crítico, após as enchentes no Rio Grande do Sul.

  • Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    A 4ª Vara Federal de Porto Alegre emitiu uma liminar na noite desta quarta-feira (5), suspendendo o leilão para a compra de arroz importado. Na avaliação do juiz, o leilão que estava agendado para quinta-feira (6), seria prematuro. Vale lembrar que a intenção era importar até 300 mil toneladas do grão. Um dos argumentos é que falta comprovação de que o mercado interno foi impactado pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

    Saiba mais sobre a decisão:

    O juiz ressaltou também que não está sendo afirmado que a importação de arroz pela CONAB está proibida, nem que as Medidas Provisórias são inconstitucionais, mas sim que é necessário aguardar uma comprovação efetiva do impacto no mercado nacional.

    Além disso, o juiz destacou que o estado do Rio Grande do Sul ainda está lidando com os efeitos das enchentes, o que pode dificultar a manifestação adequada dos produtores e autoridades locais perante as autoridades federais responsáveis pela importação do produto. Portanto, essa dificuldade reforça a necessidade de suspensão do leilão para preservar a isonomia e a livre concorrência.

    A ação que resultou na liminar foi movida pelos deputados Marcel Van Hatten (Novo), Lucas Resecker (PSDB) e Felipe Camozzatto (Novo). Os parlamentares expressaram preocupação com os riscos que o leilão poderia representar para o mercado nacional de arroz.

    Neste momento o tema permanece em debate e sob análise judicial, enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos.

  • Queda de 3% do PIB do Agro no primeiro trimestre preocupa

    Queda de 3% do PIB do Agro no primeiro trimestre preocupa

    Comparado ao mesmo período do ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) da agronegócio caiu 3% no primeiro trimestre de 2024, enquanto que no geral o PIB nacional subiu 2,5%, impulsionado principalmente pelo setor de serviços.

    Milho, com queda de 11,7%, e a soja, com queda de 2,4%, estão entre os produtos com maior queda de volume na produção, após terem tido safras recordes em 2023.

    Entre os fatores para explicar os resultados negativos, estão os problemas climáticos, com excesso de chuvas em alguns pontos e seca extrema em outros, e a redução do valor dos produtos agrícolas, já que o calculo do PIB considera o valor final do produto.

    O volume de produção esse ano deve ser 5% menor que 2023, principalmente devido a estimativa de queda na produção de soja, o que também derruba o volume das exportações do grão.

    Levando em consideração que o agronegócio foi fortemente afetado com as inundações no Estado do Rio Grande do Sul, nos próximos meses os números do PIB do agro não devem melhorar. A produção no estado vinha se recuperando depois de safras sucessivas sofrendo com um período de seca, e a atualmente a expectativa é de uma perda de mais de três bilhões apenas na agricultura.

  • CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta segunda-feira (03/06), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo federal de autorizar a importação de arroz.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade pede, entre outras medidas, a suspensão do primeiro leilão público da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na próxima quinta-feira (06/06), para a compra do cereal importado e pede explicações ao governo sobre a medida.

    A importação, de acordo com a entidade, vai afetar uma cadeia produtiva criando instabilidade de preços, prejudicando produtores locais de arroz, desconsiderando os grãos já colhidos e armazenados, e, ainda, comprometendo as economias de produtores rurais que hoje já sofrem com a tragédia e com os impactos das enchentes.

    A entidade questiona a constitucionalidade das normas referentes ao tema (duas medidas provisórias, duas portarias interministeriais e uma resolução do Comitê Gestor da Câmara de Comércio Exterior). Estes normativos preveem a importação de até um milhão de toneladas do produto.

    As medidas foram anunciadas pelo governo com a justificativa de garantir o abastecimento interno, diante dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor do cereal.

    Na ação, a CNA ressalta na ação que 84% da área plantada do Estado foi efetivamente colhida antes do início das chuvas e destaca que não existe o risco de desabastecimento.

    Dados realistas do setor indicam que a safra gaúcha de 2023/2024 foi de aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de arroz, patamar aproximado ao volume colhido pelo Estado na safra 2022/2023 que foi de 7,239 milhões de toneladas, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), reforça a CNA.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a iniciativa visa evitar alta nos preços e que o arroz importado não irá concorrer com os agricultores brasileiros. “Já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz. Não queremos qualquer peso no bolso do brasileiro. Queremos estabilidade e comida na mesa”, disse.

    Segundo a Conab, o arroz que será comprado chegará ao consumidor brasileiro por no máximo R$ 4 o quilo. “O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do Governo Federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

  • Agricultores do Rio Grande do Sul estimam perdas milionárias após inundações

    Agricultores do Rio Grande do Sul estimam perdas milionárias após inundações

    As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura local, com estimativas apontando prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais para os agricultores. O estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade e mitigar os impactos econômicos dessa catástrofe natural.

    De acordo com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, mais de 100 mil hectares de plantações foram afetados pelas enchentes, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As áreas mais baixas foram severamente inundadas, levando à perda total das plantações em muitos casos”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.

    Impacto Econômico e Social

    Os prejuízos não se limitam às plantações. A infraestrutura agrícola, incluindo estradas, silos e sistemas de irrigação, também foi gravemente danificada. “Estamos falando de um impacto profundo não apenas na produção, mas também na logística e no armazenamento dos grãos. Isso afeta diretamente a cadeia de abastecimento e a economia local”, destacou o economista agrícola Carlos Mendes.

    Além dos danos materiais para os agricultores do Rio Grande do Sul, as enchentes também colocaram em risco a subsistência de milhares de famílias que dependem da agricultura. “Muitos produtores estão enfrentando a perda total de suas colheitas, o que compromete sua renda e a capacidade de sustentar suas famílias. É uma situação desesperadora para muitos”, relatou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), Carlos Joel da Silva.

    Medidas de Recuperação

    Diante desse cenário, o governo estadual está mobilizando recursos e buscando apoio federal para implementar medidas emergenciais de recuperação. “Estamos trabalhando em várias frentes, desde a assistência direta aos produtores afetados até a reconstrução da infraestrutura danificada. Nossa prioridade é garantir que os agricultores possam voltar à atividade o mais rápido possível”, afirmou Covatti Filho.

    Entre as ações previstas estão a concessão de linhas de crédito emergencial, a distribuição de insumos agrícolas e a reparação das estradas rurais. “Precisamos de um esforço conjunto para superar essa crise. O apoio governamental é crucial, mas também estamos contando com a solidariedade e o trabalho árduo dos próprios agricultores para reconstruir o que foi perdido”, ressaltou Carlos Joel da Silva.

    Perspectivas para o Futuro

    Apesar das dificuldades, especialistas acreditam que o setor agrícola do Rio Grande do Sul tem a capacidade de se recuperar. “A resiliência dos agricultores gaúchos é notável. Com o apoio adequado e a implementação de políticas eficazes, é possível reverter parte dos danos e retomar a produção em um prazo relativamente curto”, afirmou Carlos Mendes.

    O caminho para a recuperação, contudo, será árduo. “Vamos precisar de tempo e muito trabalho para restaurar a normalidade. Mas acreditamos na força da nossa comunidade agrícola e na capacidade de superação de todos os envolvidos”, concluiu Covatti Filho.

    As perdas provocadas pelas inundações no Rio Grande do Sul representam um golpe duro para a agricultura local, mas também evidenciam a importância da união e da resiliência para enfrentar os desafios e reconstruir um futuro mais forte e sustentável para todos.

  • Arrozeiros gaúchos garantem abastecimento de arroz no Brasil, apesar das enchentes

    Arrozeiros gaúchos garantem abastecimento de arroz no Brasil, apesar das enchentes

    A colheita de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 83% da área prevista, com resultados de boa qualidade e produtividade, assegurando o abastecimento nacional, conforme a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

    O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destaca que dentro dos 83% já colhidos, observam-se boas médias de produtividade. Em suas palavras, “Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas. “Apesar das dificuldades na colheita remanescente, Velho assegura que não haverá problemas de abastecimento no mercado interno. Ele aponta um desafio momentâneo de logística, especialmente na ligação com o interior do estado, mas ressalta que a conexão com os grandes centros via BR-101 está normal, permitindo o deslocamento do arroz para as regiões centrais do Brasil.

    O dirigente enfatiza que não há necessidade imediata de importação, considerando o Brasil como um grande produtor de arroz, com aumento de área tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados produtores. Velho conclui que não há motivos para alertas sobre problemas de abastecimento de arroz.Neste contexto, ele destaca a importância de apoiar os produtores, aguardando a baixa das águas para acessar as lavouras e avaliar o real impacto da situação. A perspectiva é de uma safra significativa, mesmo diante dos desafios logísticos temporários enfrentados.

    Entenda como é a produção de arroz no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, com uma área de plantio que aumentou 7% no Brasil. A safra gaúcha de 2024 deve chegar a 7,1 milhões de toneladas, resultado dos 758 mil hectares colhidos até agora, mais 101 mil hectares que não foram atingidos pelas inundações e devem ser colhidos nos próximos dias.

    O plantio de arroz no estado segue um processo bem estabelecido. Após a colheita da safra anterior, os produtores preparam o solo para o próximo plantio. Isso envolve a aração e gradagem da terra, além da aplicação de fertilizantes e corretivos, quando necessário.

    O plantio propriamente dito ocorre entre os meses de outubro e dezembro, dependendo das condições climáticas. A semeadura é feita com máquinas específicas, que depositam as sementes em linhas espaçadas, garantindo uma distribuição uniforme na lavoura.

    Após a germinação, as plantas de arroz precisam de água para seu desenvolvimento. Nessa fase, as lavouras são inundadas, criando uma lâmina d’água que permanece até próximo à colheita. O controle de plantas daninhas, pragas e doenças é feito com o uso de herbicidas, inseticidas e fungicidas, sempre seguindo as recomendações técnicas.

    A colheita do arroz no Rio Grande do Sul ocorre entre os meses de fevereiro e maio, dependendo da cultivar plantada e das condições climáticas. As máquinas colhedeiras retiram os grãos maduros das plantas, separando-os da palha e armazenando-os em um tanque acoplado. Após a colheita, o arroz é transportado para as unidades de beneficiamento, onde é seco, limpo, polido e embalado, ficando pronto para ser comercializado e consumido.