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  • Picanha sem imposto, entenda o impacto da reforma tributária na carne

    Picanha sem imposto, entenda o impacto da reforma tributária na carne

    Você não fica sem carne ou aquele churrasco? O governo federal aprovou a primeira lei que regulamenta a reforma tributária. A medida mantém carnes de boi, frango, porco, bode e cabra com alíquota zero no âmbito da cesta básica.

    A reforma será implementada gradualmente, começando em 2026 e concluída em 2033. No entanto, especialistas alertam que a isenção tributária não garante preços mais baixos para a carne. O custo da proteína depende de fatores como câmbio, oferta no mercado, renda do consumidor e até eventos climáticos, como secas que afetam os pastos.

    Como funciona hoje

    Atualmente, as carnes já são isentas de impostos federais, como PIS, Cofins e IPI. O ICMS, tributo estadual, e o ISS, municipal, variam conforme a localidade.

    O que mais pesa no preço da carne

    Embora os impostos impactem o preço, outros fatores exercem maior influência, segundo analistas. A carne acumulou alta de 20,84% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA.

    Essa elevação reflete uma menor oferta frente à demanda crescente, além de secas e queimadas que comprometem os pastos. O dólar alto também torna a exportação mais atrativa para produtores, que buscam mercados externos onde os preços são mais competitivos.

    O ciclo de produção do gado também interfere no preço. Ou seja, durante períodos de alta, pecuaristas mantêm vacas para reprodução, reduzindo a oferta no mercado. Já em momentos de baixa, mais fêmeas são abatidas, ampliando a disponibilidade de carne e pressionando os preços para baixo.

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    Impactos da reforma tributária

    Apesar de a isenção não significar queda imediata nos preços, a carne pode se tornar mais competitiva em relação a outros produtos. O governo deve taxar os alimentos fora da cesta básica, como o camarão, em até 26,5%. Sem a isenção, o custo das carnes poderia aumentar entre 9% e 10%. Isso porque, até julho, o projeto previa uma alíquota de 10,6% sobre as proteínas.

    Controvérsias no Congresso

    A inclusão da carne na cesta básica gerou impasses no Congresso. O Ministério da Fazenda era contra a medida, alegando impacto nas contas públicas. No entanto, o presidente Lula defendeu a isenção como parte de sua promessa de campanha.

    “Prometi que o povo ia voltar a comer picanha e tomar cerveja”, declarou o presidente em julho. Após resistência no plenário, o governo aceitou incluir a carne na cesta básica para evitar uma derrota no Congresso.

  • Carne sem imposto: câmara aprova regulamentação da reforma tributária

    Carne sem imposto: câmara aprova regulamentação da reforma tributária

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto-base do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Com 336 votos favoráveis e 142 contrários, os deputados analisaram em seguida os destaques, incluindo a tributação zero para carne bovina e de frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Isenção de impostos para a carne

    O destaque aprovado inclui a carne vermelha na cesta básica, isentando-a de impostos sobre consumo. No entanto, os deputados rejeitaram um destaque que propunha a cobrança do imposto seletivo para armas, mantendo-as fora desse tributo que visa taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

    Detalhes do projeto

    Este primeiro projeto define regras para os novos impostos sobre consumo: IBS, CBS e Imposto Seletivo. Esses tributos substituirão cinco impostos atuais: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A reforma, aprovada em 2023, ainda precisa de regras detalhadas para a cobrança dos impostos, com um período de transição até 2033.

    Impostos não devem aumentar, diz governo

    A oposição argumenta que a reforma aumentará os impostos. Contudo, o governo afirma que a carga tributária não aumentará. Haverá uma alíquota única de cerca de 26,5%, com alguns produtos pagando menos e outros mais, mantendo o somatório igual. O governo destaca que os impostos não serão mais cumulativos, o que pode reduzir os custos e aumentar a eficiência produtiva.

    Produtos da cesta básica

    A proposta isenta alimentos da cesta básica nacional, como carne vermelha, arroz, leite, manteiga, margarina, feijão, café, óleo de soja, farinha de trigo e açúcar, de tributos. Outros produtos terão um desconto de 60% sobre a alíquota dos novos impostos.

    Cashback para famílias de baixa renda

    O projeto propõe mudanças no mecanismo de devolução de impostos para famílias inscritas no Cadastro Único. A devolução será de 100% da CBS para energia elétrica, água, esgoto e gás natural, e de 20% para o IBS. Além disso, o cálculo do cashback considerará as compras feitas por todos os membros da família.

    Imposto seletivo

    O “imposto do pecado” será aplicado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, embarcações, aeronaves, extração de minério de ferro, petróleo, gás natural, apostas e carros elétricos. Porém, armas e munições não foram incluídas na lista. A alíquota para minérios de ferro será limitada a 0,25%, com um regime de transição para bebidas alcoólicas até 2033.

     

  • Vitória Empresarial: MP do fim do mundo é devolvida pelo Congresso

    Vitória Empresarial: MP do fim do mundo é devolvida pelo Congresso

    A Aprosoja Brasil celebrou, nesta terça-feira (11) a devolução ao governo federal da Medida Provisória 1.227/2024, apelidada de “MP do Fim do Mundo”, e a subsequente suspensão imediata de seus efeitos, como uma grande vitória.

    “MP do fim do mundo”

    Através dessa MP, o governo buscava restringir as compensações por parte das empresas de créditos do PIS e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

    No entanto, tal medida já começava a impactar negativamente o fluxo de caixa das empresas, por exemplo. Com isso, havia um risco iminente de desemprego, redução nos investimentos e na competitividade.

    No caso das agroindústrias que adquirem, processam e exportam grãos, a MP quebra a imunidade tributária sobre as exportações garantida pela Lei Kandir. E este prejuízo na rentabilidade da indústria já estava sendo repassado aos produtores de grãos.

    Problemas na articulação política

    Apesar da vitória obtida com a devolução da MP, não há espaço para comemorações exageradas. A decisão do governo de emitir uma Medida Provisória que entrou em vigor imediatamente, no dia 4 de junho. O setor produtivo foi surpreendido e isso gerou uma considerável ruptura política no debate sobre a Reforma Tributária.

    Como o setor poderá confiar em futuras propostas de um governo que, apesar de afirmar trabalhar pela não cumulatividade de créditos, edita uma Medida Provisória que vai na direção oposta, questiona a Aprosoja Brasil?

    Restaurar essa confiança prejudicada pela emissão da MP será uma tarefa árdua. Nesse contexto, o governo deve sentar-se à mesa de negociações com o setor produtivo. Além disso, precisa adotar uma postura diferente da que tem sido adotada até agora.

    Controle de gastos

    O governo adotou essa medida intempestiva sob a justificativa de aumentar a arrecadação federal. Porém, para a Aprosoja Brasil, o país ainda não enfrentou efetivamente o verdadeiro problema, que é o controle dos gastos públicos elevados.

    Aprosoja Brasil adiciona uma voz crucial ao debate, evidenciando as preocupações e desafios enfrentados pelo setor produtivo diante das políticas governamentais.