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  • Congresso Andav debate impactos da Reforma Tributária no agronegócio

    Congresso Andav debate impactos da Reforma Tributária no agronegócio

    A Reforma Tributária pode provocar mudanças na formação de preços, na estratégia comercial e nos modelos de negócio das empresas do agronegócio. Os possíveis impactos sobre a distribuição de insumos agropecuários estiveram entre os principais temas do 15° Congresso Andav, encerrado nesta quinta-feira (13), em São Paulo.

    Realizado pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), com organização da Zest Eventos, o congresso reuniu 18,5 mil profissionais e mais de 260 marcas nacionais e internacionais.

    Convênio ICMS 100/97 entra no debate

    Um dos pontos discutidos durante o evento foi o futuro do Convênio ICMS 100/97, que reduz a base de cálculo do ICMS em operações interestaduais com determinados insumos agropecuários.

    De acordo com o tributarista e CEO da ROIT, Lucas Ribeiro, o mecanismo continuará nas condições atuais até 2027. A regra ainda poderá ser prorrogada até 2032, mas começará a perder força a partir de 2029.

    Nesse período, o percentual de desoneração deverá cair 10% ao ano, até o encerramento do benefício em 2033.

    A mudança faz parte do processo de transição para o novo sistema de tributação sobre bens e serviços no Brasil. Para as empresas do agronegócio, a alteração pode afetar custos, margens, preços de venda e decisões comerciais.

    Transição deve exigir revisão de preços

    Especialistas que participaram do Congresso Andav afirmaram que a reforma poderá simplificar o ambiente fiscal no longo prazo, mas também tende a aumentar a complexidade durante o período de transição.

    A advogada da Agro Hara, Jaqueline Hara, destacou que os efeitos da mudança devem alcançar toda a cadeia produtiva.

    “A mudança vai simplificar o ambiente fiscal, mas, no início, haverá muita complexidade.”

    Para o diretor-executivo da Cultura Agromais, César de Oliveira, as empresas precisarão revisar de forma ampla os próprios modelos de negócio.

    Já o sócio-diretor da Semear Agronegócios, Marcos Pacheco, avaliou que a Reforma Tributária terá influência direta sobre o preço de venda dos produtos do agronegócio.

    Liderança também foi tema

    Além das discussões tributárias, o Congresso Andav 2026 abordou gestão de pessoas e liderança. Izabela Mioto, professora associada da Fundação Dom Cabral (FDC), apresentou o conceito de liderança transformativa.

    O modelo parte do autoconhecimento e da capacidade de tomar decisões conscientes. O objetivo é construir equipes mais colaborativas, emocionalmente seguras e preparadas para manter resultados no longo prazo.

    Segundo Mioto, o líder moderno precisa atuar como facilitador de fluxos em um ambiente cada vez mais acelerado e complexo. Para isso, deve mobilizar, engajar e criar condições para que a equipe trabalhe de forma integrada.

    Prêmio Andav destaca comunicação

    A presidente da Associação De Olho no Material Escolar, Leticia Jacintho, recebeu o Prêmio Andav de Reconhecimento na categoria Comunicação e Educação.

    Como a homenageada não estava presente, Henrique Lago, vice-presidente da associação, recebeu o prêmio em seu nome. A entrega foi realizada por Roberta Alves, gerente de atendimento e educação corporativa da Andav, e Antônio Luiz Neto Neto, gerente de educação e regulatório da entidade.

    Congresso reuniu profissionais do agro

    O evento contou com a participação de distribuidores, agrônomos, consultores, representantes técnicos de vendas, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas ligadas ao agronegócio.

    A programação do Congresso Andav 2026 combinou debates sobre tributação, gestão, distribuição de insumos, estratégias comerciais e desafios para a cadeia produtiva.

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  • Congresso Andav discute os novos rumos do agronegócio

    Congresso Andav discute os novos rumos do agronegócio

    A competitividade do agronegócio brasileiro passa por uma transformação que vai além da produção no campo. Juros elevados, mudanças nas relações comerciais internacionais e novas exigências dos mercados importadores influenciam diretamente as decisões de investimento. Além disso, a expansão do crédito privado e a implementação da Reforma Tributária ampliaram a complexidade do ambiente de negócios. Nesse cenário, esses temas estarão no centro das discussões do 15º Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), que será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

    Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o encontro reunirá economistas, empresários, especialistas e representantes da cadeia de distribuição de insumos. Entre os palestrantes confirmados estão Ricardo Amorim, Alexandre Baldy, Paulo Camargo, Carlos Cogo, Antonio da Luz e outras lideranças do setor. Assim, o congresso pretende reunir diferentes visões sobre os desafios que influenciam o agronegócio brasileiro.

    Segundo Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav, o ambiente de negócios tornou-se mais complexo. Por isso, as empresas precisam ampliar a visão estratégica sobre temas econômicos e regulatórios.

    “A agenda do agronegócio tornou-se mais ampla e mais complexa. Questões tributárias, acesso ao crédito, sustentabilidade, ambiente regulatório e competitividade internacional passaram a fazer parte da rotina de decisão das empresas. O Congresso Andav busca reunir diferentes visões para discutir esses temas de forma pragmática e conectada à realidade do setor”, afirma.

    Crédito e mercado estarão no centro dos debates

    Um dos principais eixos da programação será o financiamento da atividade agropecuária. Com a expansão do mercado de capitais, o setor busca novas alternativas para complementar os recursos tradicionais do crédito rural. Ao mesmo tempo, temas como recuperação judicial, gestão de riscos e segurança financeira passaram a ocupar espaço crescente nas estratégias das empresas.

    Além do crédito, o congresso discutirá competitividade internacional, geopolítica, acesso a mercados e relacionamento entre distribuidores e indústria. Também fazem parte da programação assuntos ligados à sucessão empresarial, gestão de pessoas e bioenergia. Já a transição energética deverá ampliar o debate sobre combustíveis renováveis e novas oportunidades para o agronegócio brasileiro.

    Pesquisa apresenta panorama da distribuição

    Durante o evento, será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026. O estudo é desenvolvido em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O levantamento reúne indicadores sobre faturamento, infraestrutura, crédito, tecnologia, gestão, recursos humanos e perspectivas de crescimento das empresas de distribuição de insumos agropecuários.

    Segundo Paulo Tiburcio, a distribuição exerce papel estratégico para a competitividade do agronegócio. Isso porque conecta tecnologia, assistência técnica, inteligência de mercado e soluções financeiras ao produtor rural.

    “A distribuição é um elo estratégico para a competitividade do agro. Ela conecta tecnologia, assistência técnica, inteligência de mercado e soluções financeiras ao produtor rural. O Congresso reflete essa evolução e busca promover discussões alinhadas aos desafios que já estão moldando o futuro do setor”, destaca.

    Ao longo dos três dias de programação, o Congresso Andav 2026 ocupará mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. Além disso, reunirá centenas de marcas, instituições, distribuidores, fabricantes e especialistas ligados ao agronegócio. Dessa forma, o evento pretende estimular debates sobre os temas econômicos, regulatórios e tecnológicos que influenciam a cadeia agropecuária brasileira.

  • Agricultura familiar poderá ganhar com mudança na tributação do biodiesel

    Agricultura familiar poderá ganhar com mudança na tributação do biodiesel

    O Projeto de Lei Complementar (PLP) 33/2025 propõe ajustes na Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária. O objetivo é estimular a participação da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel. A proposta, apresentada pelo deputado Nilto Tatto (PT-SP), está em análise na Câmara dos Deputados.

    Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    O texto cria mecanismos para garantir benefícios fiscais às empresas de biodiesel que comprarem matéria-prima de pequenos produtores rurais. Esses agricultores que, por suas receitas anuais de até R$ 3,6 milhões, são classificados como “não contribuintes” do novo sistema tributário.

    Atualmente, essa classificação reduz o valor do crédito tributário para as indústrias que compram desses produtores. O que pode levar o setor a priorizar grandes fornecedores e enfraquecer a agricultura familiar.

    Para corrigir essa distorção, o projeto estabelece duas novas regras de incentivo:

    • Biodiesel social: indústrias que promovem inclusão social terão direito a crédito presumido integral, equivalente à alíquota padrão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), ao adquirirem matéria-prima de pequenos produtores.
    • Equidade fiscal: o texto garante o mesmo desconto tributário para indústrias que comprarem da agricultura familiar e de grandes produtores, evitando desvantagens comerciais para os pequenos.

    Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel

    Segundo Tatto, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), criado em 2005, comprovou a eficiência dessa integração entre indústria e pequenos agricultores, movimentando quase R$ 6 bilhões em 2022 e beneficiando cerca de 70 mil famílias.

    O parlamentar afirma que a reforma tributária aprovada em 2025 não contemplou de forma adequada esses incentivos. O que ameaça reduzir a atratividade do setor para os produtores familiares. “É essencial preservar o papel da agricultura familiar no fornecimento de matérias-primas para biodiesel e equiparar o crédito presumido à alíquota cheia”, defendeu Tatto.

    O projeto também define os conceitos de “produtor rural integrado” e “produtor rural pessoa jurídica” para fins tributários.

    A proposta será debatida nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de seguir ao Plenário da Câmara.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais em todo Brasil

    CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais em todo Brasil

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o produtor rural brasileiro deve dar o primeiro passo para uma transformação completa na sua gestão fiscal. A entrada em vigor da primeira fase da Reforma Tributária exige atenção imediata com a obrigatoriedade de emitir notas fiscais eletrônicas em um novo modelo e com a solicitação de um CNPJ alfanumérico, um identificador único que substituirá a Inscrição Estadual para todos os produtores, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

    A nova lei não é uma mera formalidade. Esse cadastro se torna o núcleo da “vida fiscal” do produtor, afetando desde a comercialização diária até o planejamento sucessório. A exigência passa a ser nacional, obrigando produtores que antes operavam apenas com CPF a se adaptar. A regra vale para todos, mas o impacto maior será sentido por aqueles com faturamento anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões, que se tornam contribuintes obrigatórios dos novos impostos IBS (federal) e CBS (estadual e municipal).

    Advogada Viviane Morales. Foto: Divulgação

    A advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro, explica que a obrigatoriedade do CNPJ para o produtor rural será nacional. “Quem ainda utilizava apenas o CPF precisará se adaptar, e essa adaptação deve ser feita com planejamento, porque o CNPJ será a base de toda a vida fiscal do produtor nos próximos anos”, alerta.

    O que muda agora, em janeiro de 2026?

    As mudanças são imediatas e exigem ação. A principal delas é o fim definitivo da nota fiscal em papel a partir de 5 de janeiro de 2026. Todas as emissões agora são digitais.

    Além disso, desde o dia 1º de janeiro, os sistemas de emissão de nota fiscal precisam seguir um novo layout, que inclui campos para os tributos IBS e CBS. Durante todo o ano de 2026, uma alíquota-teste de 1% será aplicada sobre as vendas, sem gerar pagamento efetivo. Este é um período de transição para que produtores e Fisco ajustem os sistemas.

    Para uma adaptação tranquila, especialistas recomendam:

    • Organizar a documentação e verificar o faturamento dos últimos anos para saber seu enquadramento.
    • Atualizar sistemas de gestão (ERP) e emissão de notas fiscais com o fornecedor de software.
    • Avaliar a estrutura em casos de propriedades em mais de um estado, para definir se serão necessários cadastros como filiais.
    • Buscar orientação especializada de um contador ou consultoria com experiência no agronegócio para planejar a migração.

    Para produtores de menor porte, os estados estão disponibilizando ferramentas gratuitas como o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que pode ser usado pelo celular para emissão das novas notas. Cooperativas e sindicatos também podem atuar como Provedores de Assinatura (PAA), assinando digitalmente as notas de seus associados e reduzindo custos individuais.

    Impactos a médio e longo prazo: custos e sucessão familiar

    A reforma vai além da burocracia imediata. A expectativa é de um aumento real na carga tributária para o setor. Especialistas do setor estimam que a tributação total sobre o agro pode passar dos atuais 4.5% para mais de 11%.

    A mudança mais sensível pode ser no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que regula a herança e doação de propriedades. A reforma institui alíquotas progressivas obrigatórias, que podem variar de 8% a 16% sobre o valor do imóvel. Em uma fazenda avaliada em R$ 6 milhões, por exemplo, o imposto na doação pode chegar a R$ 480 mil, o que exige um planejamento sucessório cuidadoso para evitar a fragmentação do patrimônio familiar.

    O cronograma até 2033

    A reforma é gradual. Após o ano-teste de 2026, em 2027 começam a valer as alíquotas efetivas da CBS. A partir de 2029, inicia-se a implementação progressiva do IBS, com a extinção total do ICMS e ISS prevista para 2032. O sistema estará completamente implantado em 2033.

    Para quem vive do campo, a mensagem é clara: informação e planejamento são as melhores ferramentas para a nova safra fiscal. A adaptação precisa começar agora para garantir que a produção circule sem entraves e que o negócio rural permaneça competitivo e seguro para as futuras gerações.

  • Agronegócio se prepara para a Reforma Tributária em evento da Faesp e CNA

    Agronegócio se prepara para a Reforma Tributária em evento da Faesp e CNA

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promovem, no dia 11 de dezembro de 2025, o evento “Reforma Tributária e seus Impactos no Agronegócio – Região Sudeste”. A transmissão ocorre ao vivo, das 9h30 às 12h30, e reúne especialistas para discutir como as mudanças no sistema tributário afetarão o campo a partir de 1º de janeiro de 2026.

    O encontro busca orientar sindicatos rurais, produtores e profissionais do setor sobre as novas regras e o início do período de transição da Reforma Tributária. A programação inclui dois painéis com representantes da CNA, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (SEFAZ-SP) e Conselho Regional de Contabilidade (CRC-SP).

    Entre os temas em debate estão:

    • As principais mudanças do novo sistema tributário;
    • As regras de transição e as novas exigências para o produtor rural;
    • As melhores práticas de gestão tributária no campo.

    Com as alterações previstas para entrar em vigor no próximo ano, a Faesp destaca o papel estratégico dos sindicatos rurais como multiplicadores de conhecimento. A entidade incentiva a participação de gestores, técnicos, contadores e consultores para garantir uma adaptação segura e eficiente às novas normas fiscais.

    A inscrição é gratuita e aberta ao público, com acesso online para participantes de toda a Região Sudeste.

  • Reforma tributária exige rigor na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

    Reforma tributária exige rigor na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)

    A Reforma Tributária, aprovada em 2023 e com implementação gradual a partir de 2026, está transformando a forma como os impostos são calculados no Brasil. Um dos principais impactos será no controle rigoroso da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que se tornou obrigatória para produtores rurais desde fevereiro de 2025.

    Com a substituição de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelo IVA dual (composto pelo IBS – Imposto sobre Bens e Serviços – e CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços), todas as operações do agronegócio, desde a venda até a compra de insumos, deverão ser registradas digitalmente.

    Por que a NF-e é tão importante agora?

    A NF-e será o principal documento para:

    • Comprovar créditos tributários – permitindo o ressarcimento de impostos pagos na cadeia produtiva.
    • Garantir rastreabilidade – evitando fraudes e irregularidades fiscais.
    • Manter a competitividade – quem não emitir corretamente pode perder direito a benefícios e enfrentar multas.
    Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro Agronegócios. Foto: Divulgação

    Segundo Viviane Morales, diretora da Lastro Agronegócios, muitos produtores ainda não se adaptaram:  “Antes de falarmos sobre a Reforma Tributária, precisamos olhar para a situação atual, que ainda não é satisfatória. A NF-e não é mais opcional, é obrigatória”.

    Riscos para quem não se adequar

    O não cumprimento das regras pode levar a:

    • Perda de créditos fiscais – sem a NF-e, o produtor não consegue comprovar impostos pagos.
    • Multas e inadimplência – a Receita Federal já está fiscalizando a emissão digital.
    • Dificuldade em vender para grandes compradores – empresas e cooperativas exigem notas fiscais regulares.
    Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro Agronegócios. Foto: Reprodução

    Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro, alerta: “As notas de entrada e saída serão a base da apuração tributária. Não é mais uma escolha, é uma exigência legal”.

    Cronograma de mudanças e novas regras

    • Julho 2025 – início dos testes em homologação para o novo layout da NF-e, incluindo campos de IBS, CBS e IS.
    • Outubro 2025 – versão final disponível em produção, ainda não obrigatória.
    • Janeiro 2026 – obrigatoriedade do novo formato, com risco de rejeição para notas fora do padrão.

    Além disso, a Nota Técnica 2025.002 trouxe mudanças como:

    • Novos campos para crédito e débito de impostos.
    • Validações automáticas para evitar inconsistências.
    • Padronização nacional da NF-e de serviços (NFS-e).

    Como o produtor rural deve se preparar?

    • Capacitar equipes – treinar colaboradores para emissão correta da NF-e.
    • Buscar consultoria tributária – ajustar processos antes de 2026.
    • Investir em sistemas digitais – garantir que softwares estejam atualizados.

    A Reforma Tributária exige que o agronegócio se modernize, e a NF-e é peça-chave nessa transição. Quem se antecipar evitará prejuízos e garantirá competitividade no mercado.

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  • Como o split payment impacta as operações do agronegócio

    Como o split payment impacta as operações do agronegócio

    A implementação do split payment, prevista para iniciar em 2027 de forma faseada, começando pelas transações entre empresas (B2B), representa uma mudança profunda para o agronegócio brasileiro. O mecanismo, um dos pilares da reforma tributária, determina que a parcela de tributos de cada transação seja automaticamente segregada e transferida ao Fisco no momento do pagamento, sem passar pelo caixa da empresa.

    Segundo o tributarista Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, o split payment coloca o Fisco na posição de “coproprietário” do caixa das empresas, pois o valor líquido disponível para o produtor rural ou empresa do agronegócio será imediatamente reduzido pelo recolhimento automático dos tributos. Antes, o imposto permanecia no caixa da empresa até o vencimento da guia, permitindo maior flexibilidade no uso do capital de giro. Agora, as pessoas deduzem essa quantia instantaneamente, exigindo um novo planejamento financeiro e operacional

    Principais impactos para o agronegócio

    • Redução do capital de giro. O valor dos tributos deixa de ficar “estacionado” no caixa, reduzindo a liquidez imediata e aumentando a dependência de crédito, especialmente para empresas com margens apertadas ou alto volume de tributos.
    • Necessidade de adequação tecnológica. Sistemas de gestão (ERPs) e plataformas de pagamento precisarão ser adaptados para integrar o split payment, demandando investimentos em tecnologia e treinamento de equipes.
    • Simplificação e segurança fiscal. O recolhimento automático reduz riscos de inadimplência, sonegação e autuações fiscais, além de simplificar processos e eliminar a burocracia de apuração manual de impostos.
    • Mudança estratégica na gestão financeira: Empresas precisarão renegociar prazos com fornecedores, otimizar custos e investir em ferramentas de gestão financeira e simuladores de fluxo de caixa integrados ao split payment para manter a sustentabilidade do negócio.

    Desafios e preparação

    O split payment promete maior segurança e eficiência para o sistema tributário, mas exige que as empresas do agronegócio se preparem desde já. A recomendação de Lucas Ribeiro é clara. Dominar os dados da operação, revisar contratos, capacitar equipes e investir em automação fiscal serão diferenciais para enfrentar a nova realidade.

    Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT

    “O split payment elimina a sonegação fiscal, mas exige maior disponibilidade de capital de giro das empresas. Quem dominar os números e entender as entrelinhas desse novo sistema terá uma vantagem competitiva inegável”, destaca Ribeiro.

    Resumo dos benefícios e desafios

    A adoção do split payment no agronegócio marca o início de uma nova era na gestão financeira e fiscal do setor. Empresas que se anteciparem e ajustarem seus processos sairão na frente em competitividade e sustentabilidade.

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  • CNA prioriza defesa de propriedade e tributação justa em agenda legislativa

    CNA prioriza defesa de propriedade e tributação justa em agenda legislativa

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou nesta semana, em sessão solene do Congresso Nacional, suas prioridades legislativas para 2024. A entidade listou 87 propostas em análise, das quais 16 são rejeitadas pelo setor. Entre os focos estão a defesa do direito de propriedade, tributação equilibrada, sustentabilidade e regulamentação trabalhista.

    João Martins, presidente da CNA, destacou que a agenda visa proteger o setor de “obsessões regulatórias” e promover crescimento econômico. “Queremos equilibrar segurança jurídica com desenvolvimento”, afirmou. O deputado Pedro Lupion (PP-PR), líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, alertou para “ameaças ao direito de propriedade” e criticou pressões do Executivo e do STF: “Tentam limitar nossa articulação política”.

    A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) ressaltou o avanço do setor em práticas sustentáveis: “Priorizamos segurança alimentar, transição energética e responsabilidade social”. A declaração reforça o posicionamento do agro em alinhar produtividade a critérios ambientais.

    Contrato de safrista: formalização sem perda de benefícios

    Um dos projetos apoiados pela CNA é o PL 715/23, que regulamenta o contrato de trabalho por safra sem prejudicar acesso a benefícios sociais. Atualmente, trabalhadores rurais evitam a formalização por medo de perder auxílios como o Bolsa Família. Portanto, a proposta busca resolver o impasse.

    No topo das rejeições está o PL 2604/24, que propõe revisão periódica dos índices de produtividade com base em dados do IBGE. A CNA argumenta que a mudança pode reclassificar propriedades produtivas como passíveis de desapropriação para reforma agrária, gerando insegurança jurídica.

    Tributação: CNA acompanha reforma com cautela

    A entidade apoia parcialmente a regulamentação da reforma tributária, mas exige garantias para evitar aumento da carga fiscal. Destaca atenção ao PL 1087/25, que eleva a isenção do Imposto de Renda, e à taxação do Imposto Seletivo, que pode impactar custos de insumos.

    As propostas destacadas pela CNA devem influenciar debates no Congresso, principalmente em ano eleitoral. Enquanto o setor pressiona por segurança jurídica, críticos defendem que revisões de produtividade e tributações mais rigorosas são necessárias para equilibrar desenvolvimento e justiça social.

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  • Reforma tributária no agronegócio: como a tecnologia pode ajudar

    Reforma tributária no agronegócio: como a tecnologia pode ajudar

    A Reforma Tributária promete transformar o cenário fiscal do agronegócio, um dos setores mais estratégicos para a economia brasileira. Com a unificação de tributos e novas regras para a cobrança de impostos, produtores rurais e empresas do setor precisam se adaptar a um modelo tributário diferente. Nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada essencial para garantir que a transição ocorra de forma eficiente e sem prejuízos.

    A Reforma Tributária visa simplificar o sistema fiscal, substituindo tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Essa mudança impacta desde a compra de insumos até a exportação de commodities, exigindo que as empresas sejam ágeis na adaptação às novas regras.

    Papel da Tecnologia

    Empresas como a Taxcel, especializada em transformação digital tributária, estão à frente nesse processo. Elas utilizam tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data, para otimizar processos fiscais. Essas ferramentas permitem tabular e padronizar grandes volumes de dados fiscais rapidamente, além de transformar notas fiscais em declarações exigidas pelos órgãos reguladores.

    Benefícios para o agronegócio

    A integração de tecnologias avançadas com ferramentas já utilizadas pelos especialistas tributários simplifica processos complexos, tornando a gestão tributária mais ágil e estratégica. Isso permite que as empresas foquem em estratégias que realmente importam, em vez de perder tempo com tarefas operacionais.

    “Somos uma plataforma que transforma o departamento fiscal e oferece soluções práticas e eficientes para o setor. Conseguimos trabalhar com compliance fiscal e gestão da carga tributária através de soluções ‘user-friendly’ e ‘data-intensive’, garantindo tranquilidade para que as empresas não percam tempo com tarefas operacionais”, destaca Pedro Lima, CEO da Taxcel.

  • Reforma Tributária abre caminhos para investimentos no setor florista

    Reforma Tributária abre caminhos para investimentos no setor florista

    A sanção da Reforma Tributária no Brasil, que inclui a redução de 100% das alíquotas de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para produtos de floricultura, representa uma conquista significativa para o setor florista. Com a nova legislação, flores e plantas ornamentais, assim como hortas e cultivos para fins alimentares, poderão ser comercializados sem a incidência de impostos, impulsionando investimentos na área.

    A decisão de isentar as alíquotas foi resultado da mobilização do setor, que argumentou que flores e plantas ornamentais possuem o mesmo grau de perecibilidade que legumes e frutas. Com a inclusão desses produtos na lista estendida da cesta básica, o segmento conseguiu evitar a aplicação da alíquota cheia de 27%. “Essa conquista abre novas oportunidades para o setor crescer ainda mais, incentivando o investimento em novos cultivos e inovação”, afirma Paula Lo Frano, gerente de marketing da Floral Atlanta.

    Desafios com a alta do dólar

    Apesar da boa notícia, o setor enfrenta novos desafios, especialmente com a recente alta do dólar. A valorização da moeda americana pode impactar os preços dos insumos agrícolas, como defensivos e fertilizantes, essenciais para o cultivo de flores e plantas ornamentais. “O cenário atual é desafiador, mas temos confiança na capacidade de adaptação do setor”, comenta Lo Frano.

    Nos últimos anos, o mercado de flores e plantas ornamentais no Brasil tem mostrado um crescimento contínuo. Isso impulsionado pela valorização do consumo de produtos naturais e pela popularização da jardinagem. A isenção tributária representa um importante estímulo para a competitividade do setor, que já emprega milhares de pessoas em todo o país.

    Compromisso com a sustentabilidade

    A Floral Atlanta, parte do Grupo Polar, atua na produção de espuma floral e acessórios para floriculturas. A empresa vê a reforma tributária como uma oportunidade não apenas para expandir seus negócios, mas também para promover práticas sustentáveis dentro do mercado florista. “Estamos em uma posição estratégica para crescer e inovar, gerando mais empregos e investimentos sustentáveis”, conclui Lo Frano.

    A reforma tributária que estabelece alíquota zero para o setor florista é um marco importante que pode transformar o panorama do agronegócio no Brasil. Embora os desafios persistam, especialmente com a alta do dólar, as novas oportunidades criadas pela isenção tributária prometem impulsionar investimentos. E também fortalecer o mercado de flores e plantas ornamentais no país.

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