Um parto registrado na Granja São Sebastião, em Itaporã (MS), município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, chamou atenção até de produtores experientes da suinocultura. Uma leitoa, nome dado à porca em sua primeira gestação, deu à luz 33 leitões de uma única vez, número considerado raro no setor.
Segundo o proprietário da granja, Rafael Vieceli, a gestação durou 116 dias e terminou com o nascimento de 29 leitões vivos e quatro natimortos. A propriedade trabalha atualmente com cerca de 3,7 mil matrizes voltadas à produção de leitões de alta qualidade.
“Aqui nós seguimos todos os princípios de bem-estar e nos espantamos com o episódio, porque foi a primeira vez que aconteceu. Apesar de diferente, tudo ocorreu bem, e os leitões estão saudáveis”, afirmou Vieceli.
Após o nascimento, a equipe da granja precisou agir rapidamente para garantir a alimentação adequada dos leitões. Isso porque uma porca normalmente possui entre 12 e 18 tetos, número insuficiente para atender todos os filhotes.
Por causa disso, parte dos leitões foi transferida para outra matriz, estratégia comum na suinocultura para assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.
De acordo com Vieceli, casos como esse são extremamente incomuns. Em média, uma porca costuma dar à luz cerca de 16 leitões vivos por gestação.
Caso em Minas Gerais chamou ainda mais atenção
Embora o episódio em Mato Grosso do Sul já seja considerado impressionante, outro caso registrado recentemente em Minas Gerais ganhou repercussão ainda maior.
Em janeiro de 2025, uma porca da Granja Santa Inês, em Luz (MG), deu à luz 45 leitões. Segundo o gerente executivo da empresa, Airton Martins, o resultado foi fruto de um trabalho contínuo de melhoramento genético, aliado à nutrição adequada e ao manejo do plantel.
O número poderia representar um recorde mundial. No entanto, a granja mineira não informou se pretende buscar reconhecimento no Guinness World Records.
Atualmente, o recorde oficial pertence a uma porca do Reino Unido, que deu à luz 37 leitões em 21 de setembro de 1993.
O agronegócio brasileiro alcançou US$ 16,65 bilhões em exportações em abril de 2026 e estabeleceu um novo recorde para o mês, segundo dados oficiais. O resultado representa crescimento de 11,7% na comparação com abril de 2025 e reforça o protagonismo do setor no comércio exterior do país.
O agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram US$ 54,6 bilhões, também o maior valor já registrado para o quadrimestre.
O volume exportado cresceu 9,5% em relação a abril do ano passado, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações do setor totalizaram US$ 1,62 bilhão, queda de 3,6%, o que garantiu um superávit de US$ 15 bilhões no mês.
O cenário internacional favorece o Brasil, impulsionado pela demanda por fornecedores confiáveis, capacidade logística e segurança sanitária. Além disso, o país ampliou sua presença global ao abrir mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que fortaleceu a diversificação da pauta exportadora.
Principal destino
A China liderou como principal destino das exportações do agro brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões, cerca de 40% do total. O valor representa alta de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 2,36 bilhões e crescimento de 8,7%, enquanto os Estados Unidos importaram US$ 1 bilhão, com queda de 16,8%.
A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 6,9 bilhões em vendas externas, alta de 18,8%. O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, avanço de 9,7% e recorde para abril. A combinação de safra recorde em 2025/2026 e valorização de 8,4% nos preços impulsionou o desempenho.
A carne bovina in natura também registrou resultado histórico, com US$ 1,6 bilhão exportado, crescimento de 29,4%. Os embarques somaram 252 mil toneladas, alta de 4,3%. A China concentrou 55,8% das compras, com US$ 877,4 milhões.
Entre os segmentos com melhor desempenho, o complexo soja liderou com US$ 8,1 bilhões e alta de 20,4%. As proteínas animais somaram US$ 3 bilhões, crescimento de 18%. Os produtos florestais alcançaram US$ 1,4 bilhão (+8,6%) e o café registrou US$ 1,2 bilhão, apesar da queda de 12,1%. Fibras, produtos têxteis e algodão também avançaram, com recordes em valor e volume.
A celulose atingiu US$ 854,7 milhões em exportações, com alta de 16%, enquanto o farelo de soja chegou a 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%.
Variedade
Produtos menos tradicionais ganharam espaço na pauta exportadora. Pimenta piper seca, ração para pets, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga registraram recordes em valor ou volume.
A fruticultura brasileira também ampliou sua presença internacional. Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas. Entre janeiro e abril de 2026, produtos como melão, limão, lima, melancia e mamão alcançaram recordes de exportação.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que o resultado reforça a imagem do Brasil como parceiro confiável. Segundo ele, a combinação entre produção, abertura de mercados e presença internacional transforma potencial em acesso real.
O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o impacto econômico do desempenho. Para ele, o recorde reflete geração de renda no campo, emprego na indústria e maior inserção do Brasil no comércio global.
A Wine South America 2026 encerrou sua sexta edição com resultados históricos. Entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), a feira movimentou R$ 120 milhões em negócios. Um crescimento 20% acima da edição anterior e além das projeções da organização. Mais de 7 mil visitantes profissionais e compradores de mais de 20 países circularam pelo evento, que reuniu mais de 400 marcas nacionais e internacionais.
Os números consolidam a Wine South America como uma das principais plataformas de negócios do setor vitivinícola na América Latina, conectando produtores, importadores, distribuidores, varejistas e especialistas em três dias de networking, degustações e negociações. A próxima edição já tem data confirmada: maio de 2027.
O evento é organizado pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere. Para o diretor Marcos Milanez Milaneze, os resultados provam a maturidade do mercado brasileiro. “A cada edição, a WSA confirma que o Brasil é um dos mercados mais promissores quando o assunto é vinho e espumante. Ver essa movimentação em apenas três dias comprova a confiança do setor na feira como plataforma de crescimento”, afirmou.
Rodadas de negócios conectam produtores e compradores de todo o Brasil
O Projeto Comprador, iniciativa do Sebrae em parceria com a organização da feira, protagonizou um dos destaques da edição. A iniciativa promoveu mais de 2 mil reuniões de negócios entre 100 compradores de 19 estados brasileiros e 150 vinícolas expositoras. Com duração média de 15 minutos e agendamento prévio, as reuniões aproximaram pequenos e médios produtores de grandes redes comerciais, ampliando oportunidades de distribuição em todo o país.
Herasmo Victo, gestor de operações e sommelier do Grupo Pobre Juan, destacou a dimensão do evento. “Estou impressionado com o tamanho do evento e a qualidade dos produtores. É uma verdadeira imersão no universo do vinho”, disse.
Foto: Cesar Silvestro/Divulgação
A Vinícola Guatambu Estância do Vinho, da Campanha Gaúcha, avaliou esta edição como a mais qualificada. “Percebemos visitantes muito focados em negócios e compras. As variedades Pinot e Tannat despertaram bastante interesse, especialmente de compradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná”, contou a enóloga Amélia Leite. A percepção ecoou na Vinícola Casa Geraldo, de Minas Gerais, que participou pela segunda vez. “É um evento altamente profissional e focado em negociações. As rodadas de negócios são fundamentais para gerar conexões e oportunidades futuras”, avaliou o gerente comercial Fábio Silva.
Itália lidera participação internacional recorde na Wine South America
A internacionalização da feira alcançou seu ponto mais alto em 2026. Com apoio da ApexBrasil e da Wines of Brazil, a WSA recebeu importadores de China, Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Rússia e Cingapura para rodadas de negócios e visitas técnicas às vinícolas da Serra Gaúcha.
A Itália registrou a maior participação internacional da história da feira: 32 empresas de 14 regiões italianas apresentaram cerca de 300 rótulos em um corredor exclusivo coordenado pela ICE — Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil. “O balanço da WSA é extremamente positivo. Encontramos um mercado ativo, interessado em ampliar portfólio e construir relacionamentos comerciais de longo prazo”, avaliou Milena Del Grosso, diretora da ICE no Brasil.
Foto: Cesar Silvestro/Divulgação
A programação italiana incluiu ainda uma ação especial com compradores de vinhos latino-americanos do México, Panamá, Bolívia, Colômbia, Equador, Chile e Argentina, convidados para uma imersão nos vinhos italianos e brasileiros.
A América do Sul também ampliou sua presença. A argentina ProMendoza trouxe nove vinícolas de Mendoza, apostando no Brasil como destino prioritário para expansão. “O consumidor brasileiro continua valorizando os vinhos argentinos. Estar na Wine South America é uma oportunidade concreta de abertura de novos mercados”, disse Dania Bonadeo, representante da entidade.
Programação triplicada traz tendências, varejo e mercado de vinhos até 2027
A geração de conteúdo ganhou escala nesta edição: a programação triplicou em relação ao ano anterior, com painéis, workshops, masterclasses, WineTalks e podcasts sobre as principais tendências do setor. No Wine Summit, especialistas debateram Reforma Tributária, inteligência de mercado, e-commerce e perspectivas do setor até 2027. O painel “Raio-X do Mercado” reuniu representantes da Ideal BI, Casa Valduga, Del Maipo e Supermercados Zona Sul para discutir os rumos do vinho no Brasil.
Workshops voltados ao varejo e ao canal on-trade, promovidos pelo Grupo Venda Mais Vinho em parceria com a Abrasel e o Segh, apontaram caminhos para profissionalizar a categoria em bares e restaurantes. “Existe muito espaço para crescimento e profissionalização do vinho nesses canais. O objetivo foi mostrar como a categoria pode se tornar ainda mais rentável para os estabelecimentos”, explicou o especialista Diego Bertolini.
Nas salas de degustação, a ABS-RS conduziu masterclasses sobre terroirs brasileiros, enquanto delegações internacionais apresentaram seus principais rótulos ao público profissional. “Percebemos um público extremamente interessado em aprofundar conhecimento técnico e conhecer novidades do setor. Isso reforça o papel educativo da feira”, avaliou Caroline Dani, presidente da ABS-RS.
Cozinha Show estreia e une gastronomia e vinho em experiência inédita
A edição 2026 inaugurou o Cozinha Show, projeto que levou experiências gastronômicas para dentro da feira. O chef Carlos Bertolazzi, conhecido por sua atuação em programas de gastronomia no SBT, comandou aulas-show harmonizadas com rótulos da Vinícola Salton. “A gastronomia e o vinho caminham juntos de forma muito natural. É muito interessante ver essa aproximação acontecendo na feira e proporcionando experiências diferenciadas ao público”, destacou Bertolazzi.
O enólogo André Peres conduziu as harmonizações, com destaque para espumantes e vinhos da vinícola gaúcha. O projeto contou com patrocínio da Salton e apoio da Porto Brasil e da Rumo Certo.
As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram recorde histórico no primeiro quadrimestre de 2026. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, a Secex, cuja série começou em 1997. Entre janeiro e abril, o Brasil embarcou 1,94 milhão de toneladas ao mercado internacional.
O volume superou o antigo recorde de 1,93 milhão de toneladas, registrado no último quadrimestre de 2025. Além disso, abril apresentou o maior volume já exportado para o mês. O setor enviou 486,5 mil toneladas de carne de frango ao exterior em abril. O resultado ficou 3,5% abaixo de março. Porém, avançou 2,2% frente ao mesmo período de 2025.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a demanda aquecida sustentou os preços da proteína no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a oferta controlada em algumas regiões também contribuiu para a valorização do produto.
Para a segunda metade de maio, agentes do setor esperam menor força nas altas. O motivo é a redução do poder de compra da população no fim do mês. Mesmo assim, parte do mercado ainda prevê leves reajustes positivos nas cotações regionais. As expectativas consideram principalmente as condições locais de oferta e demanda.
Exportações de ovos voltam a crescer
Foto: divulgação – Portal Gov.br
As exportações brasileiras de ovos cresceram novamente em abril, após dois meses de desaceleração. O Chile liderou a demanda depois de registrar gripe aviária em uma granja comercial. Com isso, o país importou volume recorde de ovos brasileiros, segundo a Secex. O mercado chileno respondeu por 84% dos embarques nacionais de ovos in natura.
Os dados analisados pelo Cepea mostram que o Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos em abril. O volume inclui ovos in natura e processados. O resultado representa alta de 24% sobre março de 2026.
Por outro lado, o volume ficou 47% abaixo do registrado em abril do ano passado. Os embarques de ovos in natura somaram 1,64 mil toneladas em abril. O avanço chegou a 53% na comparação mensal.
Já as exportações de ovos processados atingiram cerca de 668 toneladas. Nesse caso, houve queda de 16% frente a março.
Os pesquisadores do Cepea afirmam que o Brasil fortaleceu sua posição internacional no fornecimento de ovos. O país atende mercados afetados por surtos de gripe aviária. O mesmo movimento ocorreu em 2025 com os embarques aos Estados Unidos. Como o Brasil mantém o status de livre da doença, o setor preserva forte potencial exportador.
As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram forte ritmo no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo a Secex, o Brasil embarcou 953,606 mil toneladas de carne bovina in natura no período.
O volume cresceu 15,2% frente ao mesmo intervalo de 2025. Além disso, o resultado ficou quase 30% acima do registrado no primeiro quadrimestre de 2024.
Desde março de 2025, os embarques mensais superam 200 mil toneladas. Em abril de 2026, o País exportou 251,944 mil toneladas da proteína. Esse foi o maior volume já registrado para abril na série histórica da Secex.
China
A China liderou novamente as compras da carne bovina brasileira. Somente em abril, o país asiático adquiriu 135,472 mil toneladas do produto nacional. O volume avançou 32,8% na comparação com março deste ano. No acumulado do quadrimestre, a China importou 460,888 mil toneladas. O total representa alta de 19,3% frente ao mesmo período de 2025.
Os pesquisadores do Cepea alertam para desafios no mercado internacional nos próximos meses. Segundo o Centro de Pesquisas, a China pode ampliar restrições relacionadas às cotas de importação.
Além disso, a União Europeia excluiu o Brasil da lista de países adequados às regras antimicrobianas. O bloco europeu anunciou a medida nesta semana. Apesar disso, os embarques brasileiros para a União Europeia representam apenas 4% do total exportado.
Mesmo com esse cenário, a oferta global de carne bovina segue reduzida.
Carne suína também registra recorde histórico
As exportações brasileiras de carne suína atingiram recorde para abril. Segundo a Secex, o Brasil embarcou 138,3 mil toneladas da proteína no mês.
Esse foi o maior volume da série histórica iniciada em 1997. Na comparação anual, os embarques cresceram 8,2% frente a abril de 2025.
O Cepea destaca que este foi o quinto recorde mensal consecutivo das exportações. Segundo os pesquisadores, o setor buscou ampliar negócios internacionais diante do consumo doméstico enfraquecido.
A estratégia também tenta reduzir a oferta interna e sustentar os preços nacionais. Mesmo assim, os preços da carne suína recuaram no mercado doméstico.
O Cepea estima que as exportações representaram cerca de 26% da produção nacional em abril. No primeiro quadrimestre de 2026, os embarques somaram 526,4 mil toneladas. O volume cresceu 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
A cafeicultura de luxo brasileira bateu novo recorde nesta sexta-feira (8). Um microlote raro foi vendido por R$ 10 mil. O lote tinha 100 gramas de café arábica da variedade geisha. O produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho cultivou os grãos.
Luiz Paulo produz o café na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, no Sul de Minas Gerais. O leilão durou 24 horas e ocorreu pelas redes sociais. A exportadora Coffee Senses e a corretora Tribo da Cafeína dividiram a compra.
Foto: divulgação
O café alcançou 92 pontos na avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA). O produtor selecionou os grãos manualmente. Além disso, fermentou o café por sete dias a frio.
A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, destacou a qualidade do produto. Segundo ela, o trabalho de Luiz Paulo inspira o mercado brasileiro de cafés especiais.
Em busca da xícara perfeita
Ana Flávia afirmou que o cafeicultor busca constantemente a xícara perfeita. O sócio da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, também elogiou o microlote raro. Ele afirmou que a empresa procura cafés exclusivos, complexos e com alta pontuação sensorial.
Fábio destacou ainda a consistência do produtor em diferentes safras. Segundo ele, os cafés brasileiros especiais competem com os melhores produtos do mercado internacional.
Luiz Paulo recebeu reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence. O cafeicultor foi eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil. Ele afirmou que pretende ampliar o Projeto Rarus nos próximos anos. Segundo Luiz Paulo, o objetivo é produzir micro e nanolotes cada vez mais raros e sofisticados.
O produtor também quer atender consumidores interessados em cafés de excelência.
R$ 1,4 mil por xícara
Os 100 gramas vendidos permitem preparar cerca de 1,4 litro de café. O volume rende aproximadamente sete xícaras de 200 mililitros. Assim, cada xícara custou mais de R$ 1,4 mil.
Luiz Paulo afirmou que o valor representa um recorde para cafés no Brasil. Segundo ele, os cafés de luxo brasileiros alcançaram patamares semelhantes aos grandes vinhos internacionais.
O Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja. A forte demanda internacional, principalmente da China, impulsiona os embarques.
Segundo o Cepea, o desempenho das exportações sustenta a receita do setor. Isso ocorre apesar da ampla oferta interna e da queda dos preços domésticos. Além disso, a desvalorização cambial também pressiona o mercado brasileiro da soja.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja. O volume representa recorde histórico da série da Secex. O resultado superou em 15,35% o volume embarcado em março. Na comparação anual, o avanço foi de 9,6%.
As vendas para a China cresceram 17,6% entre março e abril. O país segue como principal comprador da soja brasileira.
No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas. O volume também representa recorde para o período.
Milho
Enquanto isso, os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A maior oferta pressiona o mercado. A colheita da safra de verão e os estoques elevados ampliam a disponibilidade do cereal.
Diante desse cenário, compradores encontram facilidade para fechar negócios. Além disso, muitos aguardam novas quedas nos preços. Parte dos vendedores também flexibiliza negociações no mercado spot.
Segundo o Cepea, os armazéns recebem lotes de soja e milho da safra de verão. Ao mesmo tempo, ainda há estoques remanescentes da temporada 2024/25. Por isso, produtores buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.
Apesar disso, o clima preocupa agentes do mercado. Algumas regiões produtoras da segunda safra enfrentam falta de chuva e altas temperaturas.
Além disso, previsões de frentes frias voltaram ao radar do setor. Caso as condições climáticas adversas persistam, o potencial produtivo das lavouras poderá diminuir.
Até o momento, a Conab estima produção de 109,11 milhões de toneladas na segunda safra de milho.
O preço da carcaça casada bovina alcançou recorde em abril no mercado brasileiro. Os dados do Cepea mostram a maior média da série histórica iniciada em 2001.
Em valores reais, corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026, a média ficou em R$ 25,23 por quilo. O valor avançou 3,74% frente a março. Além disso, acumulou alta de 9,95% no primeiro quadrimestre.
Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização ocorreu devido à alta dos cortes dianteiros e da ponta de agulha. O dianteiro subiu 5% em abril e registrou média de R$ 22,55 por quilo. Já a ponta de agulha avançou 6,9% no período, com média à vista de R$ 21,12 por quilo.
Por outro lado, o traseiro teve alta mais moderada, de 3,8% no mês. O mercado também repassou a valorização do boi gordo para a carne bovina. Ainda de acordo com o Cepea, a oferta limitada de animais prontos para abate sustentou os preços. Além disso, a demanda externa aquecida fortaleceu o mercado desde o início deste ano.
Os pesquisadores destacam que as exportações devem influenciar o comportamento dos preços nos próximos meses. A demanda internacional, principalmente da China, também seguirá como fator decisivo para o setor.
Além disso, a disponibilidade de animais terminados e a reposição devem impactar a relação de troca durante a entressafra. Ou seja, esse cenário pode manter os preços elevados, apesar de ajustes pontuais no curto prazo.
Dados do Cepea mostram que a carcaça casada bovina registra valorização em abril. O indicador considera traseiro, dianteiro e ponta de agulha.
Até 20 de abril, o produto acumula alta de 4%. Na segunda-feira, 20, o preço atingiu R$ 25,41 por quilo à vista. Em termos reais, os valores foram corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026. Assim, a média parcial de abril alcançou R$ 25,05 por quilo.
Maior nível da série histórica
Esse resultado representa o maior nível da série histórica do Cepea. A série começou em 2001 e mantém acompanhamento contínuo. Na comparação anual, o preço supera abril de 2025 em 11%. Além disso, o valor atual fica 44,8% acima de abril de 2024.
A produção de grãos no Brasil pode alcançar 356,3 milhões de toneladas na safra 2025/26. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados no 7º Levantamento de Grãos.
O volume estimado indica aumento de 4,1 milhões de toneladas frente à safra 2024/25. Além disso, o resultado supera em 2,9 milhões de toneladas o levantamento anterior. Caso se confirme, a produção marcará um novo recorde histórico no país.
A área plantada deve crescer 2% e atingir 83,3 milhões de hectares. Por outro lado, a produtividade média deve cair 0,8%, chegando a 4.276 quilos por hectare. Mesmo com a leve queda, o índice representa o segundo melhor desempenho da série histórica.
O presidente interino da Conab, Sílvio Porto, destaca investimentos federais no setor. Segundo ele, os planos safras fortalecem a agricultura empresarial e familiar.
Além disso, Porto ressalta o bom desempenho da primeira safra de milho. A colheita supera 3 milhões de toneladas e avança para a fase final. Ele também projeta expectativa positiva para a segunda safra do cereal.
Soja
A produção de soja pode atingir recorde de 179,2 milhões de toneladas. A redução das chuvas em março favoreceu o avanço da colheita.
Atualmente, os produtores já colheram 85,7% da área plantada. A produtividade média nacional da oleaginosa alcança 3.696 quilos por hectare. Mesmo com desempenho menor em alguns estados, o índice é o maior já registrado.
Milho
Para o milho, a Conab projeta produção total de 139,6 milhões de toneladas. O volume representa queda de 1,1% em relação ao ciclo anterior.
A primeira safra cresce em área e pode alcançar 28 milhões de toneladas. Já a segunda safra deve somar 109,1 milhões de toneladas, com recuo de 3,6%.
A semeadura do segundo ciclo está quase concluída em todo o país. As lavouras apresentam estágios que variam da germinação à floração. Porto afirma que a estimativa atual adota postura conservadora. Segundo ele, condições climáticas favoráveis podem elevar a produção final.
Arroz
A produção de arroz deve cair para 11,1 milhões de toneladas na safra atual. O volume representa redução de 12,9% frente ao ciclo passado. A queda ocorre devido à redução de 13,1% na área plantada. Além disso, condições climáticas desfavoráveis afetaram algumas lavouras.
A colheita avança nos principais estados produtores. No Rio Grande do Sul, o índice chega a 72%. Em Santa Catarina, a colheita atinge 93%. No Tocantins, o avanço alcança 52%.
Feijão
A produção de feijão deve totalizar 2,9 milhões de toneladas. O volume indica queda de 5,2% em comparação à safra anterior. Mesmo assim, a produção prevista garante o abastecimento interno.
Algodão
Para o algodão, a estimativa aponta 3,8 milhões de toneladas de pluma. O volume representa recuo de 5,8% frente ao ciclo anterior.
A área plantada deve cair 2,1% e atingir 2 milhões de hectares. Apesar disso, as condições climáticas favorecem o desenvolvimento das lavouras.
Mercado
No mercado, a Conab ajusta os estoques de passagem de milho. A previsão indica volume de 12,8 milhões de toneladas até janeiro de 2027.
As exportações seguem estimadas em 46,5 milhões de toneladas. Já o consumo interno deve alcançar 96,5 milhões de toneladas.