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  • Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    Carne de frango reage e exportações batem recorde em agosto

    As cotações da carne de frango reagem no mercado doméstico, impulsionadas pelo aumento da demanda. Segundo o Cepea, o período de pagamento de salários elevou o poder de compra dos consumidores.

    Além disso, a volta às aulas contribuiu para aquecer a demanda e sustentar os preços da carne de frango. Os agentes consultados pelo Cepea também apontam estoques relativamente ajustados à demanda. Assim, o equilíbrio entre oferta e procura evita maior pressão sobre as cotações no mercado doméstico.

    Exportações de frango atingem ritmo recorde

    No mercado externo, o cenário também permanece firme para a carne de frango brasileira. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, mostram ritmo recorde nas exportações de carne de frango *in natura* em agosto.

    Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas por dia. Esse volume representa o maior ritmo diário de toda a série histórica da Secex. A série histórica começou em 1997 e registra os dados das exportações brasileiras.

    Ovos processados registram recorde em julho

    As exportações de ovos começaram o segundo semestre em alta, principalmente com o avanço dos produtos processados. Entre junho e julho, as vendas externas dessa categoria cresceram de forma expressiva. Em julho, os embarques de ovos processados alcançaram o melhor resultado para o mês.

    O desempenho representa o maior volume para julho em toda a série histórica da Secex. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas em julho. O volume inclui ovos in natura e produtos processados.

    O resultado supera em 3,3% o volume embarcado em junho, mas recua 49% ante julho de 2025. Do total exportado, cerca de 1,21 mil toneladas corresponderam aos produtos processados. A categoria inclui itens como ovalbumina e ovos secos ou cozidos. O volume processado avançou 122% em relação às 548 toneladas embarcadas em junho.

  • MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    MBRF bate recorde de volume no 2º trimestre e lucra R$ 69 milhões

    A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados do segundo trimestre de 2026. A companhia registrou receita líquida de R$ 40,7 bilhões, valor 4,9% superior ao mesmo período de 2025, e reportou evolução em todos os segmentos de negócio.

    O EBITDA ajustado somou R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 5,4% na comparação anual, com margem de 7,9%. O volume de vendas também avançou e atingiu 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre na história da empresa.

    Lucro líquido resiste a cenário macroeconômico desafiador

    Mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso, a MBRF manteve sua capacidade de gerar resultados e fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 69 milhões. A expansão comercial, os ganhos de sinergia e a evolução operacional em diferentes mercados sustentaram esse desempenho.

    “Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

    Miguel Gularte, CEO da companhia, reforça a confiança para os próximos meses: “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

    BRF consolida plataforma multiproteína e expande distribuição no Brasil

    A operação BRF alcançou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre. O EBITDA ajustado cresceu 3,8% e chegou a uma margem de 16,8%, com avanços tanto na comparação anual quanto frente ao trimestre anterior.

    No mercado brasileiro, o volume vendido subiu 4,6% em relação ao primeiro trimestre. A empresa atribui esse resultado à ampliação da base de clientes e à manutenção de altos níveis de serviço. A integração comercial entre as marcas permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, um dos principais ganhos da plataforma multiproteína criada com a combinação de negócios.

    No exterior, a valorização em dólar das exportações brasileiras e a conquista de 34 novas habilitações abriram novos mercados e ampliaram a captura de valor pela companhia. Na Turquia, a rentabilidade avançou no trimestre, impulsionada pelo aumento do consumo na temporada de churrasco e pelo bom desempenho da linha de processados.

    Sadia Halal atinge margem recorde de 16,1%

    A Sadia Halal encerrou o trimestre com receita líquida de US$ 590 milhões, alta de 16,6% frente ao 2T25. O EBITDA ajustado saltou 104,3% e chegou a US$ 95 milhões, enquanto a margem EBITDA ajustada avançou 6,9 pontos percentuais e atingiu 16,1% — o maior patamar já registrado pela operação.

    “Com mais de 50 anos de presença no Oriente Médio, contamos com uma sólida plataforma comercial e expertise logística que têm sido fundamentais para mitigar os desafios operacionais decorrentes do contexto geopolítico, assegurando o abastecimento e contribuindo para a segurança alimentar da região”, explica Fabio Mariano, CEO da Sadia Halal e vice-presidente do Mercado Halal da MBRF.

    Operações de bovinos crescem na América do Norte e do Sul

    Na América do Norte, o volume de vendas cresceu 2%. E passou de 468 mil para 477 mil toneladas, o que ajudou a compensar a menor disponibilidade de gado na região. O maior peso médio das carcaças e a demanda firme sustentaram preços elevados e elevaram a receita líquida para US$ 3,748 bilhões. Um avanço de 14,9% frente aos US$ 3,263 bilhões do 2T25.

    Na América do Sul, a expansão da capacidade produtiva, os ganhos de produtividade e a forte demanda externa por proteína bovina impulsionaram volumes e receita. A operação alcançou receita líquida de R$ 6,389 bilhões, alta de 26,4% na comparação anual. Enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1% e chegou a R$ 570 milhões.

    Integração com a BRF já gera R$ 158 milhões em sinergias

    A integração dos negócios avançou conforme o planejamento da companhia. No segundo trimestre, a MBRF capturou R$ 158 milhões em sinergias, com ganhos nas áreas comercial, de suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas da empresa caíram 13% na comparação anual.

    O programa MBRF+, que já abrange os segmentos de Beef América do Sul e BRF, reúne iniciativas de melhoria contínua, produtividade e eficiência. A iniciativa gerou R$ 328 milhões no trimestre e amplia gradualmente sua metodologia para as demais operações da companhia.

    A MBRF também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre, superior ao período anterior. “No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, afirma José Ignacio Scoseria, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da MBRF.

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  • Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    Exportação de frango bate recorde histórico em 2026

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram recorde histórico no primeiro semestre de 2026. O resultado veio mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, um dos principais destinos da proteína brasileira.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho confirma a capacidade da avicultura nacional de ampliar mercados e reduzir os impactos das instabilidades internacionais. Em 2025, o Oriente Médio respondeu por quase 25% das exportações brasileiras de carne de frango. Neste ano, porém, os conflitos na região desafiaram o comércio internacional.

    Exportação de frango cresce apesar da crise no Oriente Médio

    O Cepea explica que os desdobramentos do conflito afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz. Como consequência, o recebimento da carne de frango enfrentou dificuldades em diversos países da região. Mesmo assim, o Brasil manteve o ritmo das exportações ao ampliar as vendas para outros mercados estratégicos.

    Os embarques para os Emirados Árabes Unidos recuaram 8,3% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2025. Por outro lado, as vendas ao Japão cresceram 21,2%. Além disso, os embarques para a África do Sul avançaram expressivos 38,3%. Segundo o Cepea, esse movimento demonstra a ampla diversificação da carteira de compradores da avicultura brasileira.

    Maior volume nas exportações de carne de frango

    O levantamento da Secex, analisado pelo Cepea, mostra que o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, entre produtos in natura e processados, no primeiro semestre. O volume representa alta de 12,9% sobre as 2,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

    Além disso, o resultado estabelece o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior, em 1997.

    Exportação de ovos cresce com aumento das compras do Chile

    As exportações brasileiras de ovos voltaram a avançar em junho. Segundo o Cepea, o principal fator foi o aumento da demanda do mercado chileno.

    Dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês. O volume cresceu 19% em relação a maio. Contudo, permaneceu 60% abaixo do registrado em junho de 2025.

    Chile lidera importações de ovos brasileiros pelo quinto mês

    O Chile permaneceu como principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas do produto. O volume representa crescimento de 41% frente ao mês anterior.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço das compras ocorreu após o Chile confirmar, em abril, o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial. Desde então, o mercado chileno intensificou as importações de ovos do Brasil, fortalecendo o desempenho das exportações brasileiras da proteína.

  • Preço do milho nas festas juninas sobe apesar de produção recorde no Brasil

    Preço do milho nas festas juninas sobe apesar de produção recorde no Brasil

    A safra recorde de milho no Brasil não impediu a alta dos preços nas festas juninas de 2026. Apesar da ampla oferta no campo, consumidores encontram espigas vendidas por até R$ 15 em quermesses, especialmente em grandes centros urbanos.

    Segundo o IBGE, o país produziu 141,7 milhões de toneladas de milho em 2025, o maior volume já registrado. O aumento da oferta pressionou as cotações no mercado agrícola. Dados do setor indicam queda superior a 4% no preço do grão nos últimos 12 meses, enquanto a saca acumula desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior.

    Mesmo assim, essa redução não chegou ao consumidor final. Em cidades como Boa Vista e Recife, a espiga cozida custa cerca de R$ 5. Já em festas mais estruturadas de São Paulo, o valor pode triplicar.

    A diferença entre o preço no campo e nas festas juninas reflete os custos ao longo da cadeia. Despesas com transporte, combustível, gás, carvão, mão de obra e taxas de eventos têm peso crescente na formação do preço final. A logística e a operação das barracas acabam determinando quanto o consumidor paga.

    Produção

    Antes disso, a produção no campo também influencia a qualidade e o valor do milho destinado ao consumo direto. O manejo adequado e a fertilização equilibrada garantem espigas mais uniformes, com melhor enchimento de grãos e padrão visual valorizado no mercado.

    Nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio impactam diretamente a produtividade e a qualidade do cereal. Em períodos de alta demanda, como o São João, produtores que investem em tecnologia e manejo conseguem atender melhor mercados exigentes, como feiras, supermercados e o setor de alimentos típicos.

    “A boa safra garante abastecimento e estimula investimentos em tecnologia e inovação. No milho para consumo humano, a fertilização adequada define o padrão comercial das espigas e aumenta o valor agregado”, afirma Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro.

    O milho ocupa papel central nas festas juninas em todo o país. Receitas como pamonha, canjica, curau e bolo de milho impulsionam o consumo e movimentam uma cadeia que envolve produtores, cooperativas, distribuidores, varejo e comerciantes.

    Estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo concentram grandes festas e ampliam a demanda nos meses de junho e julho.

    O cenário de 2026 evidencia um contraste: o Brasil produz mais milho e registra queda nos preços no campo, mas o consumidor paga mais pelo produto nas festas. Entre a lavoura e a barraca, a cadeia de custos transforma o cereal em um dos itens mais valorizados da temporada.

  • Exportação de ovos processados atinge recorde histórico

    Exportação de ovos processados atinge recorde histórico

    As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período desde 2006. O resultado ocorreu mesmo com a queda dos embarques totais de ovos em 2026.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Cepea, mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio. O volume ficou 32,5% abaixo das 18,36 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

    Em maio, o país exportou 2,18 mil toneladas. O resultado representou recuo de 5,7% em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, a queda chegou a 59%.

    Apesar da retração nos embarques totais, os ovos processados ganharam espaço nas vendas externas brasileiras. Entre janeiro e maio, o segmento respondeu por 3,99 mil toneladas exportadas. Esse volume representou 32% de todas as exportações nacionais de ovos no período. Segundo pesquisadores do Cepea, a participação da categoria atingiu o maior patamar para os cinco primeiros meses do ano desde 2006.

    Além disso, o resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor. Com isso, os ovos processados ampliam sua relevância na pauta exportadora da avicultura nacional.

  • Safra de grãos deve bater novo recorde no Brasil

    Safra de grãos deve bater novo recorde no Brasil

    A produção brasileira de grãos pode alcançar 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. A projeção representa um novo recorde histórico. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento no 9º Levantamento da Safra de Grãos. O volume previsto supera em 1,8% o resultado da temporada anterior.

    Segundo a Companhia, o aumento corresponde a 6,4 milhões de toneladas. Além disso, a área cultivada deve atingir 83,5 milhões de hectares. A Conab atribui o desempenho ao avanço da área plantada e às condições climáticas favoráveis. Com isso, a produtividade média nacional deve alcançar 4.295 quilos por hectare.

    Soja lidera crescimento da produção

    A soja apresenta o maior avanço entre as culturas analisadas. A produção está estimada em 180,3 milhões de toneladas. O volume supera em 8,8 milhões de toneladas o resultado da safra passada. Além disso, a colheita está praticamente concluída.

    A Conab destaca o crescimento da área destinada à oleaginosa. O uso de tecnologia e o clima favorável também impulsionaram a produtividade.

    Milho registra alta e pode alcançar 140,5 milhões de toneladas

    O milho deve somar 140,5 milhões de toneladas nas três safras do ciclo 2025/26. A colheita da primeira safra alcança 87,7% da área cultivada. A produção dessa etapa deve atingir 29,3 milhões de toneladas.

    O resultado representa alta de 17,7% frente à temporada anterior. Além disso, a produtividade média cresceu 7,6%. A expectativa é de rendimento médio de 7.110 quilos por hectare. O índice estabelece novo recorde histórico para a primeira safra.

    Já a segunda safra está em fase inicial de colheita. A produção prevista chega a 107,9 milhões de toneladas. Na terceira safra, o plantio se aproxima do encerramento. A expectativa é colher 3,3 milhões de toneladas.

    Algodão e sorgo apresentam cenários distintos

    A produção de algodão deve atingir cerca de 4 milhões de toneladas. O volume representa queda de 2,5% sobre a safra anterior. Segundo a Conab, a redução ocorre devido à menor área semeada.

    Por outro lado, o sorgo deve registrar forte crescimento. A colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas. O resultado supera em 24,9% o volume obtido na temporada passada. O aumento corresponde a 1,5 milhão de toneladas.

    Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

    A colheita de arroz está praticamente finalizada. A produção prevista alcança 11,1 milhões de toneladas. O volume fica 13,2% abaixo do registrado na safra passada. A redução reflete a menor área destinada ao cereal.

    No caso do feijão, a produção total das três safras deve ficar próxima de 3 milhões de toneladas. O resultado representa leve recuo de 0,5% frente ao ciclo anterior. Ainda assim, a estimativa garante o abastecimento do mercado interno.

    Trigo terá menor área plantada

    Entre as culturas de inverno, o trigo segue com o plantio em andamento. A semeadura já alcança 45,3% da área prevista. A Companhia projeta redução da área destinada ao cereal. Por isso, a produção deve ficar em torno de 6,3 milhões de toneladas.

    Exportações e estoques ganham reforço

    A safra recorde de soja deve ampliar as exportações brasileiras. A expectativa é embarcar 116,1 milhões de toneladas. Além disso, o processamento da oleaginosa pode alcançar 61,58 milhões de toneladas.

    Com esse cenário, o estoque de passagem da soja deve atingir 9,2 milhões de toneladas. A Conab também revisou as projeções para o milho. Os estoques finais do grão podem chegar a 13,25 milhões de toneladas em janeiro de 2027. Já o estoque final de feijão foi atualizado para 288,5 mil toneladas até dezembro deste ano.

  • Exportações de carne bovina batem recorde em 2026

    Exportações de carne bovina batem recorde em 2026

    As exportações brasileiras de carne bovina registraram recorde nos cinco primeiros meses de 2026. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram o melhor resultado da série histórica iniciada em 1997.

    Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína. O volume supera em 14,4% o registrado no mesmo período de 2025. Além disso, o resultado fica 26,6% acima do observado nos cinco primeiros meses de 2024. A receita também atingiu nível recorde no período. As vendas externas somaram R$ 40,207 bilhões até maio. O valor representa avanço de 20,24% em comparação aos R$ 33,44 bilhões registrados um ano antes.

    Segundo pesquisadores do Cepea, o dólar valorizado e o aumento do preço por tonelada favoreceram o desempenho. Na média, a carne bovina exportada foi negociada a R$ 29,5 mil por tonelada.

    Maio registra maior faturamento do ano

    Somente em maio, o Brasil exportou 290,453 mil toneladas de carne bovina. O volume cresceu 2,5% frente a abril e avançou 17,2% na comparação com maio de 2025. O preço médio alcançou R$ 31.135,21 por tonelada no mês. Com isso, o faturamento chegou a R$ 9,04 bilhões.

    O resultado ficou 5,35% acima do registrado em abril. Além disso, superou em 28,08% o faturamento obtido em maio do ano passado.

    Mercado internacional fortalece pecuária brasileira

    O forte avanço das exportações reforça a importância do mercado internacional para a pecuária brasileira. Os pesquisadores do Cepea destacam que os preços historicamente elevados da proteína sustentam o crescimento dos embarques e da receita.

    Além disso, o cenário ganha relevância durante a transição entre safra e entressafra. Nesse período, a oferta de animais prontos para abate aumenta ligeiramente.

    Ao mesmo tempo, o consumo doméstico segue enfraquecido. As proteínas concorrentes também ampliam a competitividade no mercado interno. Diante desse contexto, as exportações continuam como um dos principais sustentáculos da cadeia da carne bovina no Brasil.

  • Embarques de frango batem recorde e superam US$ 1 bilhão

    Embarques de frango batem recorde e superam US$ 1 bilhão

    As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram um recorde histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita mensal do setor superou US$ 1 bilhão. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as vendas externas somaram US$ 1,009 bilhão no período. O valor representa alta de 36,1% sobre maio de 2025.

    Além do avanço na receita, o volume exportado atingiu 509,9 mil toneladas. O resultado foi o maior já registrado para um mês de maio. Na comparação anual, os embarques cresceram 29,6%. Em maio do ano passado, o Brasil exportou 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi menor devido ao impacto do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade já registrado no setor brasileiro.

    No acumulado de janeiro a maio, as exportações de carne de frango alcançaram 2,453 milhões de toneladas. O volume supera em 8,7% o registrado no mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 4,714 bilhões. O valor representa crescimento de 11,3% em relação ao ano passado.

    China lidera compras de carne de frango

    A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio. O país importou 48,3 mil toneladas, avanço de 34,7%. Na sequência aparecem Japão, com 43,2 mil toneladas, e União Europeia, com 40,2 mil toneladas.

    Também figuram entre os principais compradores a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a África do Sul e o México. Coreia do Sul e Reino Unido também ampliaram as compras do produto brasileiro.

    Paraná mantém liderança nacional

    Entre os estados exportadores, o Paraná liderou os embarques com 213,9 mil toneladas. Santa Catarina ocupou a segunda posição com 113,9 mil toneladas. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.

    De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor enfrentou desafios logísticos globais durante o período. Segundo ele, as tensões no Oriente Médio e as incertezas nas rotas ligadas ao Estreito de Ormuz elevaram a complexidade das operações. Mesmo assim, o Brasil ampliou sua presença em mercados estratégicos e de maior valor agregado.

    Carne suína registra melhor maio da história

    As exportações brasileiras de carne suína também alcançaram desempenho histórico em maio. Os embarques totalizaram 129,4 mil toneladas. O volume superou em 9% o registrado no mesmo mês de 2025.

    A receita chegou a US$ 302,1 milhões. O resultado representa crescimento de 3,8% na comparação anual. Segundo a ABPA, tanto o volume quanto a receita estabeleceram recordes para meses de maio.

    Entre janeiro e maio, as exportações de carne suína somaram 661,7 mil toneladas. O número é 13,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita acumulada atingiu US$ 1,546 bilhão. O avanço foi de 11,9% sobre os primeiros cinco meses de 2025.

    Filipinas seguem como principal mercado

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas. O Japão ocupou a segunda posição e registrou forte crescimento de 83,2% nos embarques. Chile, México, Hong Kong, Argentina e Uruguai também aparecem entre os principais destinos.

    No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança com 62,5 mil toneladas embarcadas. Rio Grande do Sul e Paraná completam as três primeiras posições.

    Para Ricardo Santin, a diversificação dos mercados continua sustentando o crescimento das exportações brasileiras. Segundo ele, a expansão em destinos estratégicos fortalece a demanda internacional e aumenta as perspectivas para novos recordes em 2026.

     

     

     

     

     

  • Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    A 21ª edição da Megaleite, Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite, terminou com resultados históricos para a pecuária leiteira nacional. Realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), o evento movimentou cerca de R$ 400 milhões, um crescimento de R$ 100 milhões em relação à edição anterior.

    Ao todo, aproximadamente 100 mil visitantes passaram pela feira, incluindo representantes de nove países: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, México, Panamá e Portugal. A programação reuniu produtores, técnicos e investidores interessados em genética, inovação e gestão no setor leiteiro.

    Segundo Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, o desempenho da feira reflete o momento positivo da atividade. “A demanda por genética bovina leiteira está aquecida em 2026. Os leilões registraram crescimento e as empresas ampliaram negócios e prospecções. O produtor percebeu que investir em genética superior aumenta a rentabilidade”, afirmou.

    Acordos técnicos e inovação genética

    Entre os destaques institucionais, a Megaleite sediou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Girolando. O acordo marca o início de um projeto de edição gênica da raça, com foco em características como resistência ao calor, imunidade, longevidade e produtividade.

    Também foi firmado um acordo para o desenvolvimento de pesquisas com a raça Girolando na Fazenda Santa Mônica, da Embrapa. Outro lançamento relevante foi a nova edição do Sumário de Touros e Fêmeas Girolando, já disponível ao público.

    Recordes de produção e genética em destaque

    A edição de 2026 ficou marcada pela quebra de três recordes produtivos em torneios leiteiros oficiais. O principal destaque foi a vaca Jornada Montross FIV LPN (Girolando 1/2), que estabeleceu novo recorde mundial com produção total de 337,950 kg de leite e média de 112,650 kg/dia.

    Outro recorde foi registrado pela vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana (Girolando 1/4), com produção de 263,790 kg e média de 87,930 kg/dia. Já entre as vacas jovens 3/4, Singela Countdown 23072 Campos Lima atingiu 269,780 kg, com média de 89,927 kg/dia.

    Julgamentos e grandes campeãs

    A Megaleite também sediou a 35ª Exposição Nacional de Girolando, com transmissão online que alcançou público internacional. As grandes campeãs foram:

    • Girolando 1/4: 1172 Maravilha Iva da Querença
    • Girolando 1/2: Oricema FIV Crushabull 2817 RS do Rancho Alegre
    • Girolando 3/4: 5906 FIV Brass Ricanata
    • Girolando 5/8-PS: Kalola FIV Blaska Fazenda Campina Verde

    Projetos e capacitação no setor

    Durante o evento, foram lançados os programas Girolando Jovem e Girolando Mulher, com foco na sucessão familiar e no fortalecimento da participação feminina na pecuária leiteira.

    A programação incluiu ainda palestras, cursos técnicos e atividades voltadas à gestão, melhoramento genético, produção de derivados e bem-estar animal. Entre as atrações, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reuniu produtores e promoveu a valorização dos produtos regionais.

    Ao final do evento, a organização anunciou que realizará a próxima edição da Megaleite entre 8 e 12 de junho de 2027, novamente em Belo Horizonte.

  • Mexerica ponkan bate recorde de produção e de renda

    Mexerica ponkan bate recorde de produção e de renda

    No sítio de Victor Abrantes, em Tocantins, município da Zona da Mata de Minas Gerais, os pés de mexerica ponkan estão carregados e prometem uma das melhores safras dos últimos anos. A colheita começa em abril, e a expectativa é que a produção do município chegue a 3 mil toneladas. Ou seja, até três vezes mais do que no ano anterior.

    O bom momento não é obra do acaso. Victor integra um grupo de 30 produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), oferecido gratuitamente pelo Sindicato Rural de Tocantins. Desde 2023, o técnico de campo Gil Pedro Lara visita as propriedades mensalmente, orientando os agricultores em questões técnicas, de gestão e planejamento. Os resultados já aparecem nos números.

    Qualidade valoriza a fruta e eleva o preço pago ao produtor

    A melhoria nas práticas agrícolas foi determinante para o salto financeiro do grupo. Segundo Gil, os produtores passaram a fazer um controle mais rigoroso de mato, adubação e pulverização, com adoção crescente de calcário e adubos ricos em cálcio, insumos que aumentam a qualidade dos frutos.

    O efeito prático aparece na comparação entre os dois últimos anos: a renda coletiva do grupo saltou de R$ 1,378 milhão em 2024 para R$ 1,706 milhão em 2025, crescimento de aproximadamente 23,8%. O dado é ainda mais expressivo quando se observa que a produção caiu no mesmo período, de 989 mil quilos para 880 mil quilos. Uma variação considerada normal no ciclo da cultura de mexerica.

    Cooperativa nacional abre mercado mais lucrativo para os ponkaneiros

    A qualidade reconhecida abriu portas que antes estavam fechadas. Em 2024, os produtores de Tocantins firmaram contrato com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e forneceram cerca de 7 mil caixas de ponkan. A parceria trouxe um diferencial competitivo importante. Enquanto o quilo da fruta era negociado a R$ 1,39 no Ceasa, a Unicafes pagou R$ 2,50/kg,um preço 80% superior.

    Outro ponto vantajoso foi a aceitação das frutas menores, que costumam ter pouca saída no mercado convencional, mas são preferidas no fornecimento para merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para 2026, a estimativa é vender mais de 10 mil caixas a R$ 2,60/kg.

    Associação reativada dobra número de produtores na venda coletiva

    A conquista da Unicafes como compradora só foi possível graças à retomada da Associação de Produtores Rurais de Tocantins (Asprut), entidade que havia interrompido suas atividades. Victor Abrantes, atual presidente da associação, foi o responsável por mobilizar os colegas e demonstrar na prática os benefícios do trabalho coletivo: compra conjunta de insumos, acesso à assistência técnica e capacidade de abastecer grandes instituições.

    Para a safra de 2025, o grupo mais que dobrou o número de produtores participantes da venda para a Unicafes, de 23 para 54 agricultores. E com meta de comercializar 20 mil quilos. “Com isso, vendemos a fruta média com valor agregado e valorizamos também a fruta grande”, explica Victor.

    A colheita da ponkan em Tocantins se estende de abril a agosto, com pico de produção em junho.