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  • Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    Brasil amplia presença na Ásia com gergelim e feijão-mungo

    O crescimento das exportações de gergelim e feijão-mungo recolocou o Brasil no centro da estratégia de abastecimento asiática e abriu espaço para um novo ciclo de negócios no agronegócio. Dados do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE) mostram que, até setembro de 2025, o País embarcou 349,6 mil toneladas de gergelim e 171 mil toneladas de feijão-mungo, avanços que superaram 60% em relação ao mês anterior e consolidaram uma rota comercial em expansão.

    Esse movimento está ligado à combinação entre tecnologia de produção, rastreabilidade e maior demanda do mercado asiático por alimentos com origem comprovada.

    A ampliação de estabelecimentos brasileiros habilitados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reforça esse cenário: já são 61 plantas autorizadas a exportar gergelim para a China, responsável por cerca de 38% do consumo mundial do produto.

    Para entender o impacto desse reposicionamento e os próximos passos do setor, o Portal Agro em Campo conversou com Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da FEX Agro, empresa que atua no mercado de insumos e comercialização de grãos.

    A seguir, ele explica como o Brasil se tornou um parceiro de confiança da Ásia e por que culturas antes secundárias agora ganham protagonismo.

    “O Brasil deixou de ser apenas fornecedor e passou a ser parceiro estratégico”

    Como o senhor avalia o aumento das exportações de gergelim e feijão-mungo registradas em 2025?

    Esse crescimento mostra que o Brasil entrou em uma nova fase. Essas culturas tinham participação pequena na pauta exportadora e, de repente, passaram a conectar o produtor ao mercado asiático de forma muito mais direta. Quando o IBRAFE aponta um salto de mais de 60% em um único mês, isso revela um nível de confiança que não existia antes.

    Daniel Pinheiro Barbosa, CEO da Fex Agro – Arquivo Pessoal

    O que explica esse avanço tão rápido?

    Há dois fatores. Primeiro, a demanda asiática está mais sofisticada. O consumidor quer saber origem, manejo, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento. Segundo, o Brasil tem capacidade de entregar isso. Produzimos com tecnologia, possuímos áreas adaptadas ao cultivo e garantimos volume com regularidade. Esse conjunto cria vantagem competitiva.

    Como a habilitação de 61 estabelecimentos para exportar gergelim à China impacta o setor?

    Essa habilitação é um marco. A China responde por quase 40% do consumo global e, para acessar esse mercado, é preciso ter credibilidade sanitária e institucional. Quando o MAPA amplia as plantas autorizadas, envia um recado claro: o Brasil é confiável e está alinhado aos padrões internacionais.

    Rastreabilidade e governança puxam novo ciclo de confiança

    A Fex Agro adotou a rastreabilidade como base do modelo operacional. Por quê?

    Porque a Ásia valoriza segurança alimentar. Quando apresentamos origem, lote, análise, histórico do produtor e logística, mostramos respeito pelo comprador. A rastreabilidade virou a nova moeda de confiança. Ela reduz ruído, diminui risco e fortalece relações de longo prazo.

    Os produtores estão preparados para essa nova exigência?

    Sim. O produtor brasileiro é tecnificado e sabe que rastreabilidade não é obstáculo — é ferramenta comercial. Muitos já entenderam que quem entrega transparência se posiciona melhor no mercado internacional.

    O gergelim e o feijão-mungo podem se tornar culturas permanentes no calendário nacional?

    Com certeza. São culturas eficientes, rentáveis e bem adaptadas ao clima. Além disso, dialogam com janelas estratégicas de plantio no Centro-Oeste, o que ajuda a melhorar a renda e distribuir melhor o uso do solo.

    “A Ásia já não vê o Brasil apenas como vendedor, mas como parceiro”

    Como o senhor enxerga essa relação nos próximos anos?

    Vejo como uma parceria madura. A Ásia não está buscando apenas toneladas. Ela busca previsibilidade, segurança e compromisso ambiental. O Brasil tem capacidade de entregar tudo isso — e tem feito isso cada vez melhor. Por isso o relacionamento evoluiu: deixou de ser transacional e se tornou estratégico.

    O que ainda falta para consolidar essa posição?

    Continuar investindo em governança, comunicação e coordenação da cadeia produtiva. Cada grão exportado carrega a reputação do País. Quando mantemos padrão, mostramos que somos mais do que um celeiro mundial: somos guardiões da segurança alimentar global.

  • Rastreabilidade e logística impulsionam valorização do agronegócio

    Rastreabilidade e logística impulsionam valorização do agronegócio

    O agronegócio brasileiro não para de crescer e deve movimentar a cifra histórica de R$ 2,9 trilhões até o final de 2025, de acordo com projeção do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Por trás desse número recorde, no entanto, uma transformação silenciosa está redefinindo os critérios de valorização das empresas do setor. Produzir muito já não é suficiente; a excelência na jornada do campo ao consumidor é o novo padrão ouro.

    A valorização recorde do agro está intimamente ligada a uma mudança de mentalidade por parte de investidores e gestores. O mercado agora reconhece e premia empresas que vão além da porteira, dominando a rastreabilidade da cadeia, garantindo assistência técnica qualificada e operando com eficiência logística mesmo em regiões remotas.

    De acordo com José Loschi, fundador da SRX Holdings, a solidez da operação como um todo é o fator crucial. “As empresas mais valorizadas são as que conseguem mostrar solidez em toda a jornada, do campo à entrega, com processos rastreáveis, gestão técnica e conexão real com o território onde atuam”, afirma.

    Logística e adaptação regional como vantagens competitivas

    Um dos maiores gargalos, e, portanto, uma das maiores oportunidades, está na logística. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que os custos logísticos podem abocanhar até 25% do valor final dos produtos agrícolas. Nesse contexto, empresas que conseguem dominar o transporte e a armazenagem em áreas de difícil acesso conquistam uma vantagem estratégica decisiva.

    Outro pilar de valor é a capacidade de se adaptar aos diferentes biomas brasileiros. Empresas que ajustam suas operações às particularidades do Cerrado, Sul, Caatinga e Amazônia ganham em eficiência, reduzem desperdícios e fortalecem a sustentabilidade de seus sistemas produtivos.

    Qualificação torna-se lei e fortalece o setor

    Essa nova agenda de profissionalização e qualidade recebeu um importante reforço legal com a recente aprovação do Projeto de Lei 2925/25. A normativa determina a presença obrigatória de profissionais especializados, como engenheiros agrônomos e veterinários, nas equipes de assistência técnica rural.

    A medida deve elevar o padrão de todo o setor e fortalecer a confiança nas operações do campo, beneficiando as empresas que já investem em equipes técnicas estruturadas.

    A combinação desses fatores, transparência operacional, eficiência logística, adaptação local e suporte técnico especializado, está criando uma nova geração de empresas no agro brasileiro. “Quando uma empresa do agro consegue unir eficiência técnica, presença local e transparência operacional, ela passa a ser referência, além de produtora. E é esse tipo de empresa que o mercado está disposto a valorizar”, finaliza José Loschi.

  • GTFI completa 10 anos com avanços na rastreabilidade da pecuária brasileira

    GTFI completa 10 anos com avanços na rastreabilidade da pecuária brasileira

    O Grupo de Trabalho de Fornecedores Indiretos (GTFI) celebrou uma década de conquistas em um evento realizado nesta terça-feira (25/03), na capital paulista. Desde 2014, o fórum tem desenvolvido soluções inovadoras para rastrear fornecedores indiretos na cadeia da carne bovina, fortalecendo a sustentabilidade e a credibilidade internacional do setor pecuário brasileiro.

    Durante o XII Encontro do GTFI, lideranças do setor privado, ONGs e órgãos governamentais discutiram os resultados de uma década de colaboração. Mauro Armelin, diretor da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT), destacou: “Este é um espaço seguro para cooperação, onde stakeholders unem esforços para resolver desafios complexos, como a rastreabilidade global da cadeia pecuária”.

    Uma década de inovação

    Nos últimos 10 anos, o GTFI implementou iniciativas como:

    • Protocolo de adesão voluntária com monitoramento por lote e zonas de risco (Mato Grosso e Pará).
    • Boas Práticas Socioambientais, baseadas em quatro pilares: conformidade legal, análise de risco, transparência e engajamento de fornecedores.
    • Subgrupo técnico para criar regras unificadas de rastreabilidade, em desenvolvimento desde 2023.

    “O documento técnico em elaboração será crucial para orientar frigoríficos, órgãos governamentais e investidores, além de embasar acordos com o Ministério Público Federal”, explicou Cintia Cavalcanti, analista da AdT.

    Empresas apresentam iniciativas

    No evento, representantes da Masterboi, Marfrig e JBS compartilharam suas plataformas de monitoramento de fornecedores diretos e indiretos. Apesar dos avanços, as empresas destacaram desafios, como a falta de transparência de dados públicos sobre propriedades rurais, que limita a rastreabilidade total.

    Ricardo Negrini, procurador do MPF no Pará, reforçou a necessidade de incluir fornecedores indiretos em acordos setoriais. Dados do 6º ciclo de auditorias do MPF no estado revelaram:

    • 38% das propriedades em conformidade.
    • 27% com risco de irregularidades.
    • 35% sem identificação no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

    Os principais problemas estão vinculados a desmatamento e áreas embargadas.

    Fernando Sampaio, da ABIEC, destacou a importância dos protocolos socioambientais brasileiros para garantir acesso a mercados internacionais. “A rastreabilidade não é só uma exigência, mas um diferencial competitivo”, afirmou.

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  • Brasil bate recorde na produção de algodão certificado

    Brasil bate recorde na produção de algodão certificado

     A safra 2023/2024 de algodão registrou produção recorde e consolidou o Brasil como líder nas exportações da pluma. No período, 3,04 milhões de toneladas receberam certificação do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em geral, o volume corresponde a 83% da produção total do país, que alcançou 3,7 milhões de toneladas.

    Em relação à safra anterior, houve um aumento absoluto de 14% na produção certificada, que passou de 2,7 milhões para 3,04 milhões de toneladas. Além disso, o número de propriedades rurais certificadas também cresceu 20,6%, subindo de 374 para 451 unidades produtivas.

    Certificação amplia acesso a mercados internacionais

    A certificação garante que as fazendas seguem normas sustentáveis em produção, meio ambiente e relações trabalhistas. Ou seja, o ABR abre portas para mercados mais exigentes e facilita o licenciamento Better Cotton. Na safra passada, o Brasil respondeu por 48% do algodão Better Cotton comercializado no mundo.

    Ao mesmo tempo, o setor também impulsionou o emprego. Em resumo, as fazendas certificadas geraram 41 mil vagas diretas, incluindo 4,8 mil mulheres e 670 trabalhadores com deficiência. Além disso, 93% da produção ABR ocorreu no sistema sequeiro, sem irrigação artificial.

    Rastreabilidade avança no setor têxtil

    O programa SouABR, primeiro sistema de rastreabilidade de ponta a ponta da cadeia têxtil, alcançou marcos importantes em 2024. Mais de 190 mil peças rastreáveis chegaram ao mercado por marcas como Almagrino, C&A, Calvin Klein, Döhler e Veste S.A. No total, 79 produtores e 99 fazendas participaram da iniciativa, disponibilizando informações sobre mais de 41 mil fardos de algodão.

    O projeto foi reconhecido no Prêmio Amcham 2024, um dos principais reconhecimentos de inovação sustentável do Brasil. Um dos destaques foi a coleção de jeans rastreáveis da C&A, produzida com 53.460 kg de algodão certificado, 2.207 kg de fio e 3.713 metros de tecido da Santana Textiles. O processo envolveu a confecção Emphasis e resultou em 2.500 calças jeans rastreáveis.

    Moda consciente e transparência na produção

    A rastreabilidade avançou em toda a cadeia produtiva. O SouABR monitorou 1,75 milhão de quilos de fios, 160 mil metros de tecidos, 135 mil quilos de malhas e 205 mil peças confeccionadas. Grandes marcas apostam na iniciativa. A Veste S.A., dona da Dudalina e Individual, iniciou o projeto com 80 mil peças rastreáveis e pretende ampliar essa tecnologia para outros produtos.

    Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A., reforça que a rastreabilidade melhora a transparência na produção e fortalece padrões de sustentabilidade na moda. “Não se trata apenas de inovação tecnológica, mas de uma transformação no setor”, destaca.

    Pedro Sávio, da Almagrino, considera o SouABR uma referência global em responsabilidade socioambiental. “Nosso compromisso com altos padrões socioambientais se reflete na rastreabilidade”, afirma. Marco Aurélio Braga, da Döhler, destaca que a primeira toalha rastreável do Brasil garante transparência ao consumidor.

    Os avanços do SouABR reforçam a relevância da rastreabilidade no setor têxtil. “A adesão de grandes marcas e o reconhecimento em prêmios consolidam o Brasil como referência em moda consciente”, conclui Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.

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  • Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    A JBS, em parceria com diversas organizações, anunciou nesta quarta-feira, 22, a doação de 3 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos no estado do Pará. A iniciativa visa apoiar um programa pioneiro liderado pelo governo estadual, que tem como objetivo rastrear todo o rebanho de bovinos e búfalos do estado até o final de 2026. O Pará é conhecido por ter o segundo maior rebanho do Brasil.

    O anúncio foi feito durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o Caminho do Brasil para uma Indústria de Gado Sustentável e de Baixo Carbono”, realizado na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O programa já apresenta resultados significativos em seu primeiro ano e envolve uma coalizão composta por governo, produtores, sociedade civil e indústria. Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou a importância da colaboração: “Juntos, somos agentes de transformação desta cadeia de suprimentos.”

    Destinação das tags

    Dos 3 milhões de tags, 2 milhões atenderão pequenos produtores. Desses, a The Nature Conservancy (TNC) fornecerá metade com recursos do Bezos Earth Fund, que durante a COP28 se comprometeu a apoiar o estado no lançamento do programa. A JBS fornecerá o restante.

    Além disso, a JBS lançou o programa “Acelerador JBS”, que visa facilitar a adoção das tags por seus fornecedores indiretos. A iniciativa inclui a doação de 1 milhão de tags adicionais e todos os serviços necessários ao longo de 2025 para auxiliar os produtores na aplicação das tags. As equipes da JBS e seus parceiros visitarão as fazendas para trabalhar com operadores de rastreabilidade treinados e credenciados pelo programa.

    Da esq. para a dir., Raul Protázio (secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará), Manuela Maluf (presidente do IDH Brasil). Roberto Waack (conselheiro da Marfrig), Jack Hurd (diretor-executivo da Tropical Forest Alliance), Maria Netto (diretora-executiva do ICS). Gilberto Tomazoni (CEO Global da JBS) e Daan Wensing (CEO do IDH). Crédito: Divulgação JBS.

    O governador Helder Barbalho lançou oficialmente o programa durante a COP28, em dezembro de 2023, em Dubai. Além disso, o estado criou um Conselho Gestor para integrar diversos órgãos governamentais, representantes da indústria e produtores rurais. A JBS participa desse grupo desde o início.

    Em 2024, a companhia conduziu um programa piloto que tagueou 28 mil cabeças no entorno de suas fábricas em Marabá e Redenção. Essa experiência ajudou a avaliar a tecnologia utilizada e as exigências para o trânsito dos animais estabelecidas pelo Conselho Gestor.

    Capacitação e assistência técnica

    A JBS também apoiou a criação de um programa de treinamento para operadores de rastreabilidade, essenciais para garantir a correta leitura das tags nas fazendas e nos pontos de trânsito dos animais. O programa inclui assistência técnica e requalificação dos produtores rurais.

    Por meio dos Escritórios Verdes, criados pela JBS em 2021, mais de 15 mil fazendas na região amazônica já foram regularizadas. Isso inclui mais de 1.000 no Pará, que se comprometeram a restaurar 6.500 hectares de floresta.

    Para facilitar o acesso dos produtores aos serviços oferecidos, a JBS lançou em 2024 o Escritório Verde Virtual, permitindo que os agricultores busquem assistência por e-mail, telefone ou WhatsApp de qualquer lugar do país.

    Avanços na transparência do agronegócio

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, juntamente com a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Essa plataforma integra diversos bancos de dados governamentais para permitir que os produtores forneçam informações sobre local de origem, modo de produção e práticas sustentáveis.

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    Com essas iniciativas, tanto os produtores quanto os compradores terão acesso facilitado às informações sobre as propriedades rurais sem custos adicionais.

    A doação das tags pela JBS e seus parceiros representa um passo significativo em direção à rastreabilidade e sustentabilidade na pecuária brasileira. Com essa ação, espera-se não apenas melhorar a transparência da cadeia produtiva, mas também fortalecer as práticas sustentáveis no setor agropecuário.

  • Agronegócio: blockchain pode transformar produção

    Agronegócio: blockchain pode transformar produção

    O uso da tecnologia blockchain no agronegócio está revolucionando a forma como os alimentos são rastreados, desde a produção até a mesa do consumidor. Um estudo da MarketsandMarkets projeta que os investimentos globais em soluções de blockchain para agricultura devem atingir US$ 948 milhões até 2025, evidenciando um crescimento robusto na adoção dessa tecnologia.

    A implementação do blockchain permite uma rastreabilidade completa dos produtos, aumentando a confiança do consumidor e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis. Essa tecnologia registra cada etapa da cadeia produtiva de forma imutável, garantindo a segurança alimentar e facilitando a identificação rápida de problemas, como contaminações.

    Um exemplo prático dessa inovação é o uso de QR Codes nas embalagens dos produtos. Ao escanear o código, os consumidores podem acessar informações detalhadas sobre o cultivo, incluindo dados sobre o uso de água, fertilizantes e as emissões de carbono geradas. Essa transparência não apenas educa o consumidor, mas também pressiona os produtores a adotarem práticas mais responsáveis.

    Benefícios operacionais

    Além de aumentar a confiança do consumidor, o blockchain ajuda a reduzir desperdícios e aumentar a eficiência operacional. Com acesso a dados em tempo real sobre movimentação e condições de armazenamento, os produtores podem tomar decisões mais informadas, minimizando perdas durante transporte e armazenamento. Isso é crucial para construir um sistema alimentar mais justo e responsável.

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    André Carneiro, CEO da BBChain, destaca que “a rastreabilidade proporcionada pelo blockchain permite monitorar toda a cadeia de produção, desde a semente plantada até a mesa do consumidor”. Ele acrescenta que “essa rastreabilidade não só aumenta a confiança dos consumidores, mas também facilita a identificação de problemas na cadeia, permitindo ações rápidas em caso de contaminações ou falhas”.

    Propriedade fracionada

    Outro aspecto inovador é a propriedade fracionada, que permite que pequenos investidores adquiram partes de ativos agrícolas, como sacas de café. Isso democratiza o acesso ao mercado, tornando investimentos antes inacessíveis em oportunidades viáveis. Carneiro explica que “esse conceito é particularmente atraente para todos os tipos de investidores, especialmente os pequenos. Eles podem participar comprando partes fracionadas de sacas sem precisar se preocupar com armazenamento ou distribuição”.

    A tecnologia blockchain surge como uma solução poderosa para os desafios enfrentados pelo agronegócio moderno. Ao promover transparência, eficiência e sustentabilidade, ela não apenas beneficia produtores e consumidores, mas também contribui para uma cadeia produtiva mais responsável. Com expectativas de crescimento contínuo na adoção dessa tecnologia, o futuro do agronegócio promete ser mais seguro e eficiente

    O que é e como funciona o blockchain?

    Blockchain é uma tecnologia inovadora que tem transformado diversos setores, desde as finanças até a logística e a saúde. Essencialmente, blockchain é um sistema digital descentralizado que registra transações de forma segura, transparente e imutável. Sua popularidade cresceu com o surgimento do Bitcoin e outras criptomoedas, mas suas aplicações vão muito além do mercado financeiro.

    O blockchain pode ser visualizado como um livro contábil digital compartilhado entre várias partes. Ele organiza os dados em blocos conectados de forma linear e cronológica, formando uma “cadeia” de blocos. Cada bloco contém:

    • Informações das transações: dados detalhados de uma transação, como valores ou contratos.
    • Um carimbo de data e hora: garantindo que as informações sejam registradas na sequência correta.
    • Um código único (hash): que identifica o bloco e o conecta ao anterior, garantindo a integridade da cadeia.

    O registro de um bloco exige o consenso de todos os participantes da rede para qualquer alteração, o que garante alta segurança e resistência a fraudes.

    Principais Características do Blockchain

     

    • Descentralização: Vários participantes mantêm a rede sem depender de um órgão central para controlar os dados.
    • Transparência: Os usuários da rede verificam todas as transações realizadas.
    • Segurança: A criptografia protege as informações, tornando alterações ou ataques mais difíceis.
    • Imutabilidade: Um dado registrado permanece inalterado, fortalecendo a confiabilidade.

    Para Que Serve o Blockchain?

    Embora esteja amplamente associado às criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, o blockchain possui inúmeras aplicações:

    • Finanças: Transações bancárias seguras e eficientes, sem intermediários.
    • Logística: Rastreabilidade de produtos em cadeias de suprimentos.
    • Saúde: Armazenamento seguro de prontuários médicos.
    • Contratos Inteligentes: Automação de contratos que se executam automaticamente quando as condições são atendidas.
    • Propriedade Intelectual: Proteção de direitos autorais e verificação de autenticidade.

    Vantagens do Blockchain

    • Redução de Custos: Elimina intermediários em processos.
    • Maior Segurança: Reduz o risco de fraudes.
    • Velocidade nas Transações: Processamento rápido e eficiente de dados.

    Com o aumento de sua popularidade, entender o blockchain tornou-se essencial para acompanhar as inovações tecnológicas do futuro. E o agro, tão acostumado a inovar, tem mais uma ferramenta para usar à seu favor.

  • Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    Brasil terá rastreamento obrigatório de bovinos e búfalos em 2033

    O Ministério da Agricultura anunciou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) para o período de 2025 a 2032. Em resumo, o objetivo é fortalecer o controle sanitário, sem abordar questões socioambientais. A rastreabilidade plena, no entanto, será obrigatória apenas em janeiro de 2033.

    Nos dois primeiros anos, o governo vai criar e adaptar o sistema eletrônico que integrará dados estaduais de movimentação animal. A partir de 2027, fêmeas vacinadas contra brucelose e animais de protocolos privados serão identificados. Em 2030, a exigência será estendida aos bovinos movimentados entre fazendas.

    O ministro Carlos Fávaro destacou que a medida agrega valor à produção e facilita o acesso a mercados como Japão e Coreia do Sul. “Essa rastreabilidade nos permite acessar mercados mais restritivos e bem remunerados. O processo de adesão será acelerado”, afirmou.

    Custo e dispositivos eletrônicos

    Os pecuaristas serão responsáveis pelos custos de identificação, estimados entre R$ 4 e R$ 5 por animal. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) negociou a obrigatoriedade de apenas um dispositivo por animal, como brincos ou bottons auriculares com chip.

    “O chip custa cerca de R$ 3. Isso é custo ou investimento? A arroba do boi rastreado valerá mais do que o preço do chip”, disse Fávaro. Segundo ele, o plano atende principalmente demandas sanitárias, mas também melhora a qualificação dos produtos para o mercado externo.

    Marcelo Motta, diretor de Saúde Animal, reforçou que o foco do plano é sanitário. “Queremos transparência na movimentação do rebanho e informações para controle de surtos ou doenças”, explicou.

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    Possíveis antecipações

    O plano prevê a possibilidade de adiantar prazos, conforme a entrega do sistema eletrônico. Ou seja, caso esteja operacional até o final de 2025, a obrigatoriedade poderá começar antes. Portanto, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou que um comitê gestor nacional acompanhará a implementação e avaliará a antecipação em Estados mais preparados.

    Em geral, desde 2009, o Brasil utiliza rastreabilidade em lotes, com foco sanitário. Em 2023, o país abateu 34,1 milhões de cabeças de gado. O novo sistema permitirá rastreamento individual, trazendo maior segurança aos parceiros comerciais e consumidores brasileiros.

    Controle e transparência do Brasil 

    O sistema também fornecerá informações em tempo real ao setor privado e aos consumidores sobre a origem dos produtos. “Vamos garantir segurança aos parceiros comerciais e à população brasileira sobre os critérios sanitários do processo”, concluiu Motta.

    O Ministério da Agricultura avalia ainda extinguir a marcação a fogo para rastreabilidade, medida prevista em lei. Porém, a decisão depende do andamento do plano e da implementação das novas tecnologias.

     

  • Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    Rastreabilidade individual de bovinos é avanço para a pecuária brasileira

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira (17) o Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos. Em resumo, a medida, desenvolvida em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e outras entidades, marca um importante avanço na defesa agropecuária e no controle de qualidade da carne brasileira.

    Mais segurança e novos mercados

    Segundo a Abiec, o novo sistema permitirá maior segurança alimentar e abrirá portas para novos mercados internacionais, além de fortalecer os atuais. Ou seja, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, já vende para mais de 150 países e busca consolidar sua posição com a implementação do plano.

    Atualmente, a rastreabilidade no Brasil é feita por lotes, por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA). Com o plano, tecnologias como bottons e brincos eletrônicos farão o controle individual de cada animal.

    “A rastreabilidade individual vai modernizar a pecuária, agilizar respostas a emergências sanitárias e proteger os mercados internacionais”, afirma Roberto Perosa, presidente executivo da Abiec. Ele ressalta que o sistema evitará prejuízos à cadeia produtiva e criará oportunidades comerciais importantes.

    Para os produtores, a rastreabilidade individual trará melhorias na gestão dos rebanhos e propriedades. “O cronograma gradual permitirá que o setor se adapte de forma tranquila às novas exigências”, acrescenta Perosa.

    Fernando Sampaio, diretor de Sustentabilidade da Abiec, destaca que houve consenso na construção do plano entre diferentes setores. Porém, ele alerta para a necessidade de apoiar os pequenos produtores. “Precisamos de esforços públicos e privados para garantir a eficiência do sistema e facilitar o registro de movimentações nos sistemas estaduais e nacional”, explica.

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    Três etapas

    O cronograma prevê três etapas: desenvolvimento do sistema nacional, integração com sistemas estaduais e identificação gradual dos rebanhos. Alguns estados, como Santa Catarina, já possuem rastreabilidade individual obrigatória. O Pará e São Paulo também estão em processo de implementação de seus sistemas.

    Abiec

    Criada em 1979, a Abiec reúne 43 empresas que representam 98% da carne bovina exportada pelo Brasil. Em resumo, o país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, exportando 30% desse total para mercados que exigem os mais rigorosos padrões de qualidade.

  • Esfriou? Clima combina com pinhão que agora tem protocolo inédito

    Esfriou? Clima combina com pinhão que agora tem protocolo inédito

    A Embrapa Florestas (PR) e parceiros desenvolveram o primeiro protocolo de qualidade e rastreabilidade do pinhão, semente comestível e nutritiva do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Esse avanço abre caminho para a criação do selo de Indicação Geográfica (IG) da espécie no Brasil, garantindo mais qualidade aos consumidores. A pesquisa agropecuária busca agregar valor a esse alimento regional, que tem ganhado importância no mercado nacional e potencial para crescer no mercado internacional.

    O novo protocolo abrange desde a coleta até o consumo, representando um marco para a qualificação da cadeia produtiva do pinhão. O produto é típico das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Além disso, destaca-se o estudo preliminar sobre a criação de selos de Indicação Geográfica (IG) do pinhão, com base nas características locais e nos atributos sensoriais.

    A adoção do protocolo está prevista para 2025 por duas cooperativas paranaenses, que pretendem aplicar melhorias na coleta, separação, armazenamento e venda da semente ao natural. A pesquisadora da Embrapa Florestas, Rossana Godoy, uma das autoras do documento, explica que a adesão ao protocolo deve ocorrer de forma espontânea. Ou seja, à medida que produtores, técnicos e consumidores constatarem os resultados positivos das práticas recomendadas.

    Embora seja uma primeira iniciativa, a equipe técnica ressalta que o protocolo poderá ser ajustado ao longo do tempo, conforme a demanda dos envolvidos. Godoy enfatiza também a importância do primeiro passo para padronizar a oferta de pinhão no mercado consumidor paranaense, inspirando outras regiões produtoras, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. Segundo dados do IBGE, a produção brasileira de pinhão em 2022 quase alcançou R$ 52 milhões, com um total de 13.376 toneladas. A organização do mercado tende a consolidar e expandir a produção e o consumo.

    Qualidade técnica e rastreabilidade do pinhão

    O protocolo oferece orientações técnicas detalhadas para a coleta, transporte, beneficiamento, acondicionamento e armazenamento do pinhão, além de recomendações para rotulagem e identificação de lotes. A rastreabilidade é destacada como essencial, permitindo que os consumidores conheçam a origem e a data de colheita do pinhão, garantindo frescor e qualidade.

    As pesquisas realizadas pela Embrapa Florestas, lideradas por Rossana Godoy, fundamentaram a elaboração do protocolo. Entre os estudos, destacam-se artigos publicados nas revistas Pesquisa Florestal Brasileira e Revista Agrária Acadêmica, que abordam hábitos de consumo e atributos de importância do pinhão.

    Valorização do pinhão

    Godoy destaca a necessidade de melhorar a qualidade e a rastreabilidade do pinhão comercializado, uma vez que a semente perde umidade rapidamente após a abertura da pinha, reduzindo sua vida útil. Atualmente, a mistura de pinhões de diferentes qualidades prejudica a aceitação do produto. O protocolo visa oferecer um guia claro e confiável para produtores e consumidores, agregando valor ao pinhão.

    Nivaldo Guimarães Vasconcellos, engenheiro-agrônomo da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional de Curitiba, reforça que o protocolo ajudará na estruturação e no desenvolvimento da cadeia produtiva do pinhão. Isso porque ele vai promover a qualidade e a rastreabilidade. Jonas Eduardo Bianchin, extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), ressalta que a rastreabilidade permitirá acompanhar todo o percurso do pinhão. Desde a origem até o consumo, aumentando a transparência e a confiança dos consumidores.

    Pioneiros na adoção

    As cooperativas Nascente (Campina Grande do Sul, PR) e Provale (Rio Branco do Sul, PR) estão entre as primeiras a adotar as práticas recomendadas no protocolo. Fernanda Arcie, da Cooperativa Nascente, e Bruno Guimarães, da Cooperativa Provale, destacam que a adequação às diretrizes ocorrerá em 2025.

    Busca pela indicação geográfica

    Foto: Divulgação Embrapa – Luiz Costa

    A rastreabilidade é fundamental para obter a Indicação Geográfica (IG), que agrega valor ao produto e beneficia produtores e consumidores. Elenice Fritzsons, pesquisadora da Embrapa Florestas, explica que a caracterização ambiental e do produto, juntamente com a análise sensorial, são essenciais para viabilizar a solicitação do selo junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

    As localidades avaliadas no estudo incluem Lagoa Vermelha (RS), Painel (SC), Inácio Martins (PR) e Cunha (SP). Nesses locais já existem comunidades rurais organizadas que têm no pinhão uma fonte alternativa de renda. O Painel, inclusive, já possui três produtos com selo de Indicação Geográfica.

    O protocolo de qualidade e rastreabilidade do pinhão, desenvolvido pela Embrapa Florestas e parceiros, representa um avanço significativo para a cadeia produtiva do pinhão no Brasil. Com a implementação das práticas recomendadas, espera-se aumentar a qualidade do produto, atender a consumidores mais exigentes e promover o desenvolvimento sustentável dos produtores.

     

     

  • Nova plataforma revoluciona rastreabilidade de produtos de origem animal

    Nova plataforma revoluciona rastreabilidade de produtos de origem animal

    O Instituto CNA apresentou a nova Plataforma de Gestão de Protocolos Agritrace Produção de Valor, nesta quinta-feira (27). Essa ferramenta é crucial para a gestão de protocolos e a rastreabilidade de produtos de origem animal.

    Com o objetivo de agregar valor à produção dos pecuaristas, o projeto de Gestão de Protocolos visa à certificação e rastreabilidade dos produtos. Esse processo garante maior transparência desde a fazenda até a mesa do consumidor. Atualmente, o projeto conta com 22 protocolos homologados.

    Durante o evento, as entidades detentoras desses protocolos conheceram o novo sistema, que passarão a utilizar a partir de agora. Matheus Ferreira, diretor-executivo adjunto do ICNA, destacou a importância e a responsabilidade desse projeto para o setor rural. Ele enfatizou o compromisso do Sistema CNA/Senar e ICNA com a rastreabilidade abrangente dos produtos. “A ideia é que ao final dessa reunião saiamos com experiências e informações que possam agregar ao trabalho que estamos fazendo”, afirmou Ferreira.

    Animais identificados e produtos rastreados

    Embora os protocolos sejam de adesão voluntária, o Sistema CNA está empenhado em aumentar o número de animais identificados e produtos rastreados. Durante a apresentação, os assessores técnicos do ICNA, Luiz Felipe Ribeiro e Marina Zimmermann, conduziram os painéis e o debate com os participantes. Marina também revelou a nova identidade visual e posicionamento da marca Agritrace.

    André Maltz Turkienicz, representante da AGtrace, detalhou as funcionalidades da nova plataforma. Ele destacou que a ferramenta possui um sistema de georreferenciamento, que permite, por exemplo, o controle de dados como números de produtores, propriedades, frigoríficos e abates, visualizados por estado. “São muitas informações que facilitam o controle de todo o processo de rastreabilidade”, explicou Turkienicz.

    Após a apresentação, entidades como a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu e a empresa FairFood compartilharam suas experiências com a rastreabilidade genealógica. Matheus mencionou que o objetivo é ampliar a quantidade de protocolos homologados e atender outras cadeias produtivas, como café, mel e queijos, respeitando suas particularidades.

    Filipe Simões Corrêa, da Embrapa Gado de Corte, apresentou o novo protocolo Carne Baixo Carbono, discutindo avanços e expectativas futuras. Além disso, o grupo abordou os desafios do setor no combate à falsificação de rótulos e selos, propondo contribuições para um material de orientação que consequentemente vai auxiliar nesse enfrentamento.

    Nova plataforma: inovação na rastreabilidade

    Essa nova plataforma representa um avanço significativo para a rastreabilidade e certificação dos produtos de origem animal, fortalecendo a transparência e a confiança em toda a cadeia produtiva.