Tag: queimadas

  • Recorde de queimadas atinge áreas florestais em 2024

    Recorde de queimadas atinge áreas florestais em 2024

    Em 2024, um levantamento da Embrapa revelou números alarmantes, com recorde de queimadas em áreas de mata no Brasil, especialmente na Amazônia e no Pantanal. De maio a setembro, mais de 200 mil focos de calor foram registrados, um aumento expressivo em comparação a 2023, quando o total foi de 90 mil. A maior incidência foi observada nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas. Com destaque para o município de São Félix do Xingu (PA), que liderou o ranking nacional, somando 3.846 queimadas em áreas de formação florestal.

    Pesquisador Daniel Guimarães recomenda medidas preventivas como ações educativas e fiscalização reforçada com antecedência do período crítico.

    A pesquisa, coordenada pelo especialista em agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), Daniel Pereira Guimarães, utilizou imagens do sensor Modis dos satélites Aqua e Terra. Eles são geridos pelo programa Earth Science Data Systems (ESDS) da NASA. A análise apontou que seis municípios brasileiros, incluindo São Félix do Xingu, Altamira (PA) e Apuí (AM), registraram mais de 5 mil focos de calor no período.

    Eventos climáticos colaboram para recorde de queimadas

    De acordo com Guimarães, o cenário crítico foi agravado por uma forte estiagem em 2024. Isso associada ao fenômeno El Niño e caracterizada pela perda de umidade no solo e aumento de temperaturas. O pesquisador destaca que, enquanto áreas de Cerrado e pastagens tendem a se recuperar com a chegada das chuvas, a vegetação de formação florestal, como na Amazônia, sofre impactos mais duradouros. Resultando em maiores danos ambientais e elevação dos índices de poluição atmosférica.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Nova parceira visa fortalecer o comércio de produtos avícolas
    + Agro em Campo: Citros – saiba porque laranja e limão estão mais caros

    Além dos danos nas florestas, áreas agrícolas também foram afetadas, com destaque para os canaviais. Foi registrado mais de 4 mil focos de queimadas em 2024, contra apenas 650 em 2023. Os prejuízos para a agricultura incluem perdas na produtividade devido ao estresse hídrico, especialmente em culturas como soja, café e fruticultura.

    Com a chegada tardia das chuvas em outubro, os impactos negativos das queimadas foram agravados, reforçando a necessidade de medidas preventivas. Para Guimarães, é essencial intensificar campanhas educativas e ações de fiscalização ao menos dois meses antes do período crítico. Ele ressalta que o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real e análise de dados geoespaciais são ferramentas fundamentais para mitigar danos futuros. Especialmente em um contexto de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

  • Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Os incêndios em propriedades rurais, de junho a agosto, causaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões no Brasil. A informação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgada nesta quinta-feira (26). O fogo destruiu 2,8 milhões de hectares, afetando principalmente a produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e a qualidade do solo.

    São Paulo foi o estado mais prejudicado, com perdas estimadas em R$ 2,8 bilhões. Em seguida, aparecem Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão).

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Bioinsumos podem economizar US$ 5,1 bi anuais ao agro brasileiro
    + Agro em Campo: Semente milenar replantada pode ser planta medicinal da Bíblia

    De acordo com a CNA, os maiores impactos foram registrados na pecuária e pastagens, com perdas de R$ 8,1 bilhões. As cercas danificadas somaram prejuízos de R$ 2,8 bilhões. A produção de cana-de-açúcar sofreu um impacto financeiro de R$ 2,7 bilhões, enquanto outras culturas temporárias e permanentes registraram perdas de R$ 1,068 bilhão.

    A CNA estimou os prejuízos considerando os danos à produção e à infraestrutura agrícola, o que reflete a gravidade dos incêndios no campo brasileiro.

    De acordo com a Embrapa, os incêndios florestais diminuem a fertilidade do solo, além de comprometerem a saúde de animais e plantas. Para exportadores de produtos agrícolas, a imagem associada às queimadas pode levar a boicotes comerciais e a perdas econômicas significativas.

    O setor tem enfrentado crescente pressão internacional para adotar práticas mais sustentáveis, como destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em um relatório. O não cumprimento de padrões ambientais pode resultar na perda de mercados, especialmente na Europa.

     

     

  • O agronegócio e as queimadas

    O agronegócio e as queimadas

    As queimadas no Brasil têm sido um tema controverso, especialmente quando se trata de atribuir responsabilidades ao agronegócio. Muitas pessoas ainda acusam o setor de ser o principal responsável por esses eventos, principalmente devido à expansão agrícola, desmatamento e práticas inadequadas de manejo de solo e pastagens. Essa percepção é alimentada por imagens de incêndios florestais e pela preocupação com os impactos ambientais, como a perda de biodiversidade e a poluição do ar.

    No entanto, o agronegócio é diretamente prejudicado pelas queimadas, já que elas afetam negativamente a qualidade do solo. Também reduzem a produtividade das plantações e causam prejuízos à biodiversidade e ao clima. O que impacta tanto o curto quanto o longo prazo da produção agrícola.

    Essas acusações persistem em parte porque o desmatamento ilegal e as queimadas associadas à abertura de áreas para pastagem e plantio ainda ocorrem em regiões como a Amazônia e o Cerrado. Além disso, a mídia frequentemente destaca os casos negativos, contribuindo para a imagem negativa do agronegócio.

    Embora nem todas essas ações sejam realizadas por grandes empresas do agronegócio, há um estigma que associa o setor ao desmatamento e às queimadas. Isso gera percepções negativas por parte da sociedade e consumidores internacionais.

    Prejuízos ao setor

    As queimadas prejudicam diretamente o agronegócio. De acordo com a Embrapa, os incêndios florestais diminuem a fertilidade do solo, além de comprometerem a saúde de animais e plantas. Para exportadores de produtos agrícolas, a imagem associada às queimadas pode levar a boicotes comerciais e a perdas econômicas significativas.

    O setor tem enfrentado crescente pressão internacional para adotar práticas mais sustentáveis, como destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em um relatório. O não cumprimento de padrões ambientais pode resultar na perda de mercados, especialmente na Europa.

    Ações para prevenir queimadas

    O agronegócio tem se esforçado para evitar as queimadas e adotar práticas sustentáveis. De acordo com Pedro de Camargo Neto, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira. “Os agricultores têm se conscientizado sobre a importância de manter a integridade ambiental de suas propriedades, utilizando métodos de manejo sustentável”. Ele enfatizou, em entrevista ao Portal do Agro, que a implementação de tecnologias como a agricultura de precisão e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são essenciais para prevenir queimadas e melhorar a produtividade sem causar danos ao meio ambiente.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Bayer e Banco do Brasil lançam parceria para promover práticas agrícolas sustentáveis
    + Agro em Campo: Agreste pernambucano se torna polo produtor de vinhos

    Além disso, várias iniciativas privadas e públicas foram criadas para combater o desmatamento e as queimadas. O projeto “Fogo Zero”, implementado pela CNA, visa educar e apoiar produtores para evitar o uso do fogo na gestão de áreas agrícolas. Iniciativas de reflorestamento e conservação também têm sido cada vez mais promovidas pelo setor, como parte de uma estratégia para manter os biomas brasileiros e minimizar os impactos ambientais da produção agrícola.

    Queimadas mudam o cenário no interior de São Paulo

    De acordo com João Martins, presidente da CNA, em entrevista para o AgroLink, “o agronegócio brasileiro está comprometido com a sustentabilidade. Estamos adotando políticas que preservam o meio ambiente ao mesmo tempo em que garantimos a produção de alimentos”. Ele ressaltou que o combate às queimadas é uma prioridade para o setor, com diversas ações de conscientização e monitoramento de áreas vulneráveis sendo implementadas.

    Mais ações do agronegócio para combater as queimadas

    Em resposta às críticas e à necessidade de proteger o meio ambiente, o agronegócio tem implementado diversas ações para evitar queimadas e promover práticas agrícolas sustentáveis. Entre essas iniciativas estão:

    • Manejo Integrado: O uso de técnicas que combinam agricultura com conservação ambiental, como a rotação de culturas e o plantio direto, ajuda a reduzir a necessidade de queimadas.
    • Tecnologia: A adoção de tecnologias avançadas para monitoramento das áreas cultivadas permite que os produtores identifiquem riscos de incêndio e atuem preventivamente.
    • Educação e Capacitação: Programas de capacitação para produtores rurais sobre práticas sustentáveis são fundamentais. “Investir na educação dos agricultores sobre manejo sustentável é essencial para reduzir as queimadas”, destaca Tereza Cristina, Ministra da Agricultura, em uma conferência sobre sustentabilidade no agronegócio.
    • Parcerias com ONGs: O setor tem buscado parcerias com organizações não governamentais para desenvolver projetos que promovam a preservação ambiental e ajudem na recuperação de áreas degradadas.

    Essas ações demonstram um compromisso crescente do agronegócio com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental. No entanto, é fundamental que o setor continue a trabalhar na transparência das suas práticas. E também na comunicação efetiva com o público para mudar a percepção negativa que ainda persiste em relação às queimadas.

    Embora ainda seja alvo de críticas, o agronegócio tem se adaptado para mitigar os efeitos das queimadas e preservar o meio ambiente. O setor está cada vez mais comprometido em alinhar a produção agrícola com práticas sustentáveis. E também promover a adoção de tecnologias que evitam o desmatamento e reduzem o uso do fogo.

  • Queimadas em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Queimadas em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil projeta maior importação de soja em 20 anos
    + Agro em Campo: Prepare o bolso – suco de laranja registra nova alta

    José Guilherme Nogueira, CEO da ORPLANA

    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.

    A Orplana conta, atualmente, com 35 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar.

  • Preços do açúcar sobem com seca e incêndios em SP

    Preços do açúcar sobem com seca e incêndios em SP

    Os preços do açúcar cristal branco seguem em alta no mercado paulista. A estiagem prolongada, o forte calor e os incêndios em canaviais no final de agosto impulsionam as cotações. De acordo com o Cepea, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, atingiu R$ 137,06 por saca de 50 kg na última sexta-feira (6), valor registrado há dois meses.

    Açúcar cristal

    A demanda pelo açúcar cristal também aumentou na última semana, com compradores buscando garantir estoques. Segundo os pesquisadores, isso reflete o receio de novas altas no curto prazo, e não necessariamente um aquecimento do mercado. Entre os dias 2 e 6 de setembro, a média do Indicador foi de R$ 136,47, alta de 4,02% em relação à semana anterior.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Novo produto combate Cigarrinha-das-Raízes na Cana-de-Açúcar
    + Agro em Campo: Queimadas afetam preço da cesta básica

    Em resumo, a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar.

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.

     

  • Queimadas afetam preço da cesta básica

    Queimadas afetam preço da cesta básica

    As queimadas que atingem o Brasil estão prejudicando a agricultura de várias maneiras e, como consequência, isso vai aumentar o preço dos alimentos, inclusive os que compõe a cesta básica. Primeiro, o fogo destrói plantações e pastagens, comprometendo a produção agrícola e reduzindo a oferta de alimentos no mercado. Isso gera uma elevação nos preços, devido à menor disponibilidade de produtos.

    Além disso, as queimadas afetam a fertilidade do solo, prejudicando colheitas futuras. O solo degradado leva mais tempo para se regenerar, o que pode retardar a retomada da produção agrícola. Outra questão importante é o impacto na poluição do ar, que pode reduzir a produtividade das plantas e até interferir no transporte e na logística agrícola.

    As mudanças climáticas também afetam a agricultura. Incêndios florestais intensos e prolongados podem alterar o regime de chuvas, essencial para várias culturas, levando a secas prolongadas ou chuvas fora de época, o que prejudica o ciclo agrícola. A safra de grãos, como soja e milho, pode ser diretamente impactada, causando aumento no custo dos alimentos devido à menor oferta.

    Fontes como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam para os impactos das queimadas tanto na redução da produtividade agrícola quanto na segurança alimentar global.

    Queimadas voltam a acontecer

    As queimadas no interior de São Paulo voltaram a ocorrer nos últimos dias, resultando em uma situação alarmante em diversas regiões do estado. Em cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, a qualidade do ar tem piorado drasticamente devido ao acúmulo de fumaça e fuligem. As condições meteorológicas adversas, como a baixa umidade relativa do ar e as altas temperaturas, agravam ainda mais a situação.

    No último fim de semana, quem viajou pelo interior paulista voltou a se deparar com fumaça em todo o horizonte, e pode ver grandes áreas de queimadas ocorrendo nas plantações ao longo das estradas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Queimadas destroem plantações e preocupam os produtores
    + Agro em Campo: Inteligência Artificial promete revolucionar a gestão de irrigação na agricultura

    As autoridades, incluindo a Defesa Civil, estão em alerta máximo e têm trabalhado para controlar os focos de incêndio. No entanto, a combinação de fatores naturais e possivelmente criminosos continua a provocar uma situação difícil, com efeitos negativos sobre o meio ambiente e a saúde pública​

    Prejuízo para a agricultura e para seu bolso

    As queimadas não só têm causado graves problemas ambientais e de saúde, como também estão resultando em significativos prejuízos para o agronegócio nas regiões afetadas. Cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, que são grandes produtoras agrícolas, têm visto suas plantações ameaçadas pelo fogo. Além das perdas diretas nas colheitas, o gado também sofre com a redução na qualidade das pastagens.

    O impacto das queimadas se estende ainda ao transporte e à logística, com rodovias sendo parcialmente interditadas devido à baixa visibilidade causada pela fumaça. Um dos impactos disso é o  atraso no escoamento dos produtos agrícolas. Além disso, a má qualidade do ar tem gerado preocupações quanto à saúde dos trabalhadores rurais. Eles ficam expostos a condições insalubres, impactando a força de trabalho disponível no campo.

    Alimentos da cesta básica subindo

    O fogo já está aumentado o preço dos alimentos. Cerca de 80 mil hectares de cana-deaçucar já foram queimados, segundo a Orplana (organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), e na Bolsa de Valores o produto já está em alta. Lembrando que o Brasil é o maior produtor mundial, e líder nas exportações do produto.

    Além disso, o feijão também esta mais caro, com perspectiva de elevação grande nos preços até o final do ano. Frutas e hortaliças também serão afetados pela alta dos preços, principalmente que as hortaliças já costumam ter uma alta em períodos de seca. Como a estiagem está mais londa que o esperado.

    Carne e leite também são afetados pela união da seca e das queimadas, pois como já citamos o pasto é perdido, e a qualidade de alimentação dos bovinos é prejudicada. O que pode afetar os próximos anos, pois a recuperação do solo é demorada.

  • Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    Mapa remaneja recursos do Plano Safra para replantio de cana

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou medidas para recuperar áreas agrícolas atingidas por queimadas no Brasil. Ou seja, uma nova linha de crédito, focada no replantio de cana-de-açúcar, está sendo estruturada. Primeiramente, a medida visa ajudar produtores que sofreram perdas significativas, especialmente no estado de São Paulo, onde lavouras inteiras foram destruídas.

    Necessidade de replantio

    Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) está avaliando os danos causados pelos incêndios nas lavouras. O primeiro diagnóstico revelou a necessidade urgente de replantio da cana-de-açúcar, fundamental para a próxima safra. Além disso, Fávaro destacou que haverá um remanejamento de recursos do Plano Safra atual, o maior da história, para financiar esse replantio.

    “A situação em São Paulo é crítica. Muitas lavouras que já estavam em fase vegetativa foram destruídas pelas queimadas, exigindo replantio imediato”, explicou o ministro. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), estima que os incêndios atingiram cerca de 80 mil hectares de cana-de-açúcar..

    Liderança mundial

    O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e líder nas exportações do setor sucroalcooleiro. Em resumo, este ano, as exportações de açúcar bruto ultrapassaram US$ 8,69 bilhões, marcando um recorde histórico.

    Além do crédito para replantio, outras medidas estão sendo estudadas para apoiar os produtores. “Ainda estamos avaliando as perdas e planejando as ações necessárias. Há muito trabalho pela frente”, afirmou Fávaro.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mudanças climáticas podem reduzir produção de cana em 20% até 2034
    + Agro em Campo: Incêndios afetam canaviais e pesquisas no interior de São Paulo

    Por fim, o ministro também destacou a importância da conscientização sobre as mudanças climáticas. “Estamos saindo de uma crise no Rio Grande do Sul e agora enfrentamos os impactos das queimadas. Não podemos mais ignorar a questão das mudanças climáticas. O governo está comprometido com a preservação do meio ambiente, nosso maior ativo”, concluiu Fávaro.

     

  • Incêndios afetam canaviais e pesquisas no interior de São Paulo

    Incêndios afetam canaviais e pesquisas no interior de São Paulo

    Os incêndios recentes no interior de São Paulo atingiram duramente o Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC-Apta) em Ribeirão Preto. O fogo destruiu 80% das áreas experimentais e comprometeu 50% do viveiro de mudas, impactando a pesquisa agronômica e a produção de mudas de cana-de-açúcar. O centro, um dos mais importantes do Brasil, produz entre 2,5 e 3 milhões de mudas anualmente.

    O diretor-geral do IAC, Marcos Landell, afirmou que os incêndios devastaram o Centro de Cana, destruindo 80% das áreas experimentais. Embora medidas para minimizar as perdas tenham sido adotadas, alguns danos são irreparáveis e só poderão ser corrigidos em ciclos futuros.

    Recuperação e desafios para a produção

    Apesar dos danos, a rebrota da cana pode permitir a recuperação de alguns experimentos. “A cana tem capacidade de rebrotar após o corte, possibilitando avaliações no ciclo seguinte. No entanto, esse processo pode atrasar nosso trabalho em até um ano”, explicou Landell. Além disso, a situação é mais crítica para experimentos com cana recém-plantada, onde a perda de vigor pode comprometer o desenvolvimento de novas variedades.

    Além disso, os incêndios também afetaram os canaviais comerciais, que precisam colher a cana queimada rapidamente para evitar perdas maiores na qualidade da matéria-prima. Segundo Landell, cada dia de atraso deteriora a qualidade da cana, afetando a eficiência industrial e aumentando os custos de produção.

    Antonio Eduardo Tonielo, conselheiro do Grupo Viralcool, expressou preocupação com os danos causados pelo fogo. Ele destacou que o governador Tarcísio de Freitas instalou um gabinete de crise na região para enfrentar a situação. Tonielo enfatizou que os incêndios comprometeram não apenas as plantações de cana, mas também infraestrutura, criação de animais e pastagens. “Agora, precisamos moer essa cana queimada o mais rápido possível para minimizar os prejuízos”, disse ele.

    Impacto na produção de mudas

    Mauro Xavier, diretor do Centro de Cana, destacou os desafios para a produção de mudas. “Perder 50% do viveiro significa replanejar todo o processo de produção, impactando diretamente a oferta de mudas para o próximo ano”, afirmou Xavier.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Extremos climáticos causam prejuízos bilionários ao agronegócio brasileiro
    + Agro em Campo: Queimadas em SP causam prejuízo de R$ 1 bilhão ao agronegócio

    Perspectivas futuras

    A recuperação dos canaviais e a retomada dos experimentos representam grandes desafios para o IAC e para os produtores de cana da região. Além dos impactos imediatos, há preocupação com a produtividade futura, já que as variedades afetadas pelo fogo podem não brotar de maneira uniforme, gerando falhas nos canaviais.

    Marcos Landell destacou que o IAC continuará desenvolvendo variedades mais resistentes e promovendo o corte mecânico de cana crua, que oferece vantagens ambientais e produtivas. “Ninguém quer mais a cana queimada. O fogo não traz benefícios para a pesquisa, para os produtores ou para a população”, concluiu.

  • Prejuízo com incêndios em canaviais de SP chega a R$ 500 milhões

    Prejuízo com incêndios em canaviais de SP chega a R$ 500 milhões

    O prejuízo causado pelos incêndios em plantações de cana-de-açúcar no estado de São Paulo alcançou R$ 500 milhões, segundo a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). Em resumo, o levantamento, divulgado nesta quarta-feira (28), mostra um aumento significativo em relação à estimativa anterior, de R$ 350 milhões.

    80 mil hectares

    Até o momento, o fogo destruiu cerca de 80 mil hectares de canaviais em São Paulo, que incluem áreas de cana em fase de colheita e rebrota, essenciais para a próxima safra. Além disso, o fogo comprometeu mais de 6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em pé.

    O presidente-executivo da Orplana, José Guilherme Nogueira, destaca que parte da cana queimada ainda pode ser utilizada na produção de açúcar e etanol. No entanto, ele alerta que a colheita precisa ser realizada rapidamente, pois após uma semana há risco de contaminação por fungos e bactérias. Além disso, Nogueira acrescenta que a rebrota danificada deverá ser replantada. Portanto, haverá um custo de R$ 13 mil por hectare para os produtores.

    Os incêndios também afetaram outros estados. Em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, canaviais sofreram danos, mas os números ainda estão sendo apurados pela Orplana.

    A onda de incêndios que atingiu o interior de São Paulo no último fim de semana colocou 48 municípios em alerta máximo. O desastre provocou duas mortes e forçou mais de 800 pessoas a abandonarem suas casas. A polícia prendeu seis suspeitos, até o momento.

    No total, os incêndios afetatam 3.837 propriedades rurais em 144 municípios paulistas. As perdas na agricultura e pecuária chegam a R$ 1 bilhão. Além da cana-de-açúcar, o fogo destruiu plantações de frutas, seringueiras e matou animais de criação, como bois e vacas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Expointer apresenta tecnologias para apoiar recuperação do agro gaúcho
    + Agro em Campo: Café robusta atinge novo recorde e valoriza mais de 8% em agosto

    Alerta máximo

    A Defesa Civil de São Paulo informou que 48 cidades continuam em alerta máximo por causa dos incêndios. Além disso, o Mapa de Risco de Incêndio da Defesa Civil prevê um risco elevado para novos focos no próximo fim de semana, devido à previsão de tempo quente e seco a partir de sexta-feira (30).

     

  • Queimadas em SP causam prejuízo de R$ 1 bilhão ao agronegócio

    Queimadas em SP causam prejuízo de R$ 1 bilhão ao agronegócio

    O agronegócio teve um prejuízo estimado em R$ 1 bilhão pelas queimadas no interior de São Paulo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento divulgou a informação nesta segunda-feira (26). Os setores mais impactados incluem bovinocultura de corte e leite, produção de cana-de-açúcar, fruticultura, heveicultura e apicultura.

    Propriedades atingidas

    A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), vinculada à Secretaria, levantou dados que mostram o impacto das queimadas em 3.837 propriedades de 144 municípios paulistas. Ou seja, as 20 das 40 regionais da Cati, com sede em Campinas, coletaram essas informações.

    Pacote de ajuda

    Em resposta aos incêndios, o governo de São Paulo lançou um pacote de ajuda para os produtores rurais. Entre as medidas, estão recursos emergenciais e proteção jurídica. A Secretaria de Agricultura informou que R$ 110 milhões foram disponibilizados para o pacote, sendo R$ 100 milhões destinados ao seguro rural e R$ 10 milhões ao custeio de despesas de manutenção e recuperação das produções.

    Cada produtor afetado terá acesso a até R$ 50 mil por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). Além disso, as propriedades atingidas serão incluídas em programas habitacionais estaduais, com foco na recuperação das moradias destruídas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Queimadas destroem plantações e preocupam os produtores
    + Agro em Campo: Nuvem de poeira e fumaça toma conta do céu no interior de São Paulo

    70 mil hectares de cana queimados

    Produtores da região acreditam que as queimadas foram provocadas por ação humana. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) estima que as perdas dos produtores de cana-de-açúcar alcançam R$ 350 milhões, considerando áreas a serem colhidas e plantações afetadas. Ao mesmo tempo, os técnicos percorrem as plantações para conferir os estragos. Em resumo, eles já estimam que cerca de 70 mil hectares tenham sido consumidos pelo fogo.

    Até o momento, a polícia prendeu quatro suspeitos de envolvimento nas queimadas, com prisões em flagrante ocorrendo em cidades próximas a Ribeirão Preto, uma das regiões mais afetadas. Além disso, as investigações estão em andamento para apurar os responsáveis pelos incêndios.

    Empresas do setor também acreditam que a origem das queimadas seja criminosa. A Raízen, por exemplo, atribui os incêndios à ação humana, agravada pela seca prolongada, baixa umidade, ventos fortes e altas temperaturas. Ao mesmo tempo, o Grupo Moreno ofereceu uma recompensa de R$ 30 mil por informações que levem à captura de responsáveis por incêndios em suas áreas de cultivo de cana e vegetação nativa.

    Queimadas em SP

    De acordo com a Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (Abag-RP), a luta contra os incêndios criminosos é antiga. Anteriormente, em 2022, a entidade encaminhou um ofício à Secretaria de Segurança do Estado, solicitando maior rigor nas investigações sobre queimadas suspeitas na região.