Tag: queimadas

  • Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mostram a dimensão de grandes incêndios florestais registrados nesta quinta-feira (20/8) nas regiões do Paranoá e de Santa Maria, no Distrito Federal.

    O intervalo entre 11h e 16h concentrou a maior quantidade de acionamentos e exigiu reforço na mobilização das equipes operacionais. Além dos veículos terrestres, o CBMDF utilizou o avião Nimbus, do modelo Air Tractor, nas operações de combate.

    Para atender às ocorrências, o Corpo de Bombeiros empregou 53 viaturas ao longo do dia (Foto: CBMDF)

    No Paranoá, o combate às chamas ainda estava em andamento às 20h. De acordo com o CBMDF, duas equipes, formadas por 10 militares, permaneciam mobilizadas para controlar o incêndio.

    Já em Santa Maria, o fogo havia sido controlado. Ainda assim, as equipes do Corpo de Bombeiros continuavam realizando rondas na área. A medida tem como objetivo identificar e evitar o surgimento de novos focos.

    52 ocorrências chegaram aos bombeiros

    O Distrito Federal registrou um número elevado de ocorrências envolvendo fogo em áreas de vegetação. Segundo o CBMDF, até as 18h desta quinta-feira (20), foram contabilizadas 52 ocorrências de incêndio em vegetação em diferentes pontos do DF.

    A corporação informou que as condições ambientais continuam favorecendo a propagação rápida das chamas, principalmente em áreas com vegetação seca.

    O trabalho das equipes segue concentrado no controle dos focos e na prevenção de novos incêndios nas áreas atingidas.

  • Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    A onda de calor que atinge o Estado de São Paulo deve permanecer pelo menos até o fim desta quarta-feira (19/8), segundo a Defesa Civil paulista.

    No interior de São Paulo, onde as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média, o cenário exige atenção redobrada dos produtores rurais.

    A combinação de ar quente e seco, baixa umidade relativa e vegetação ressecada aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas rurais.

    Diante do risco, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo reuniu recomendações para reduzir as chances de incêndios e proteger as propriedades rurais.

    Áreas em vermelho têm risco perigosíssimo de incêndio, segundo Instituto Nacional de Meteorologia (Foto: Inmet)

    Mantenha os aceiros limpos

    Uma das principais medidas é manter os aceiros limpos e conservados. Essas faixas sem vegetação funcionam como barreiras para dificultar que o fogo avance de uma área para outra.

    A orientação citada pela Secretaria prevê largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.

    A manutenção deve ocorrer durante toda a estiagem. Quando tomado por vegetação seca, o aceiro perde eficiência como barreira contra a propagação do fogo.

    A legislação paulista também estabelece aceiros mínimos em situações envolvendo queima controlada e prevê que as dimensões sejam ampliadas quando condições ambientais, climáticas ou topográficas exigirem maior proteção.

    Vegetação seca aumenta o risco

    Outra recomendação é manter a vegetação bem roçada, principalmente nos limites da propriedade rural durante períodos de calor intenso.

    Mato alto e seco funciona como material combustível, facilitando a propagação das chamas e permitindo que um foco iniciado fora da propriedade alcance áreas produtivas.

    Redobre o cuidado com fontes de calor

    Durante a onda de calor, produtores e trabalhadores rurais devem redobrar os cuidados com qualquer fonte capaz de iniciar um incêndio.

    A recomendação é evitar churrasqueiras, fogueiras e velas próximas à vegetação, além de garantir o descarte adequado de cigarros, fósforos e cinzas de fornos a lenha.

    A queima de resíduos vegetais também exige atenção. O emprego de fogo em queima controlada está sujeito às regras ambientais e à autorização correspondente. A Cetesb mantém procedimento específico para autorização de queima controlada utilizada como fator de produção, manejo agrícola e florestal e para determinadas finalidades fitossanitárias e científicas.

    Em períodos de risco elevado de incêndios, autorizações também podem sofrer restrições ou suspensões, como já ocorreu no Estado em situações críticas.

    Reforce as rondas pela propriedade

    Nos dias mais quentes, a Secretaria de Agricultura recomenda aumentar a frequência do monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.

    A atenção deve ser maior em locais com vegetação seca, divisas das propriedades e áreas próximas a estradas, onde um foco de incêndio pode se espalhar rapidamente.

    Identificar fumaça ou fogo ainda no início pode reduzir o tempo necessário para acionar as equipes responsáveis pelo combate.

    Se precisar, acione os bombeiros

    Focos de incêndio devem ser enfrentados apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. Tentar controlar as chamas sem preparo pode colocar trabalhadores e moradores em risco.

    Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

  • Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Um incêndio florestal de grandes proporções avança por áreas rurais de Jangada, em Mato Grosso, e ameaça propriedades, pastagens e animais. O fogo começou na sexta-feira (14) e mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil.

    As chamas atingem áreas próximas à BR-364 e avançam também no sentido de Acorizal. Em vídeos divulgados do local, cerca de dez bois aparecem correndo pela pastagem para fugir do fogo.

    https://www.instagram.com/reel/DcNdlHqS6Nd/?igsi=ZWZ5cDhvaWt2ajlx

    O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua no combate às chamas com equipes em solo e apoio aéreo.

    Incêndio avança por áreas rurais

    Segundo o motorista Joailson Aparecido, de 34 anos, há focos próximos à cidade, na zona rural e às margens da rodovia. Ele relatou que as chamas já atingiram áreas entre Jangada e o trevo de acesso a Acorizal.

    “Aqui na região tá foco de incêndio para todo lado que tá próximo à cidade, dentro da cidade, na zona rural, próximo à rodovia, a BR. Só que o Corpo de Bombeiro já tá pelo local dando apoio com o caminhão-pipa, brigadista, avião. Só que o fogo tá muito alto mesmo, tá queimando em vários lugares”, relatou.

    O CBMMT confirmou as ações de combate ao incêndio com duas aeronaves. As equipes atuam na região desde segunda-feira (17), com militares em solo e apoio de um caminhão-pipa cedido pela Prefeitura.

    A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com trabalhos de apoio às margens da via.

    O objetivo das equipes é controlar os focos e impedir que o incêndio avance para novas áreas rurais.

    Moradores deixam propriedades com medo das chamas

    Além das pastagens e dos animais ameaçados, o avanço do fogo preocupa moradores de sítios e chácaras da região.

    Segundo Joailson, algumas pessoas estão deixando as propriedades diante da aproximação das chamas.

    “Tem muitos sitiantes, moradores que têm chácara, têm casa, estão tudo abandonando e saindo do local com medo do fogo, porque o fogo tá muito forte, tá vindo queimando tudo”, afirmou.

    Como o incêndio começou

    Segundo o prefeito, o tempo seco seria um dos principais fatores relacionados ao incêndio. Mato Grosso enfrenta condições de calor e baixa umidade, cenário que favorece a propagação do fogo em áreas de vegetação.

    Já Joailson afirma que as chamas teriam começado na região do lixão do município. Essa versão é um relato do morador e não deve ser tratada como causa oficialmente confirmada.

    De acordo com ele, o fogo teria avançado do local para uma propriedade rural próxima e depois alcançado as margens do Rio Jangada.

    “Esse incêndio começou no lixão aqui da cidade. Aí desse lixão pegou numa fazenda que tem próximo. Aí desceu na beira do Rio Jangada, atravessou o rio e pegou do outro lado e começou a queimar”, contou.

    Ainda segundo o relato, após atravessar o rio, as chamas se espalharam por chácaras e propriedades próximas à rodovia.

  • Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    Período seco exige atenção redobrada contra queimadas no campo

    O período seco no Brasil, que costuma se estender até setembro e varia conforme a região, eleva significativamente o risco de queimadas no campo. Em Goiás, a situação exige atenção especial: o clima tropical do estado, marcado por uma estação seca bem definida, potencializa fatores como temperaturas altas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação ressecada e acúmulo de palhada e restos culturais. Uma combinação que favorece o início e a propagação do fogo.

    Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, reforça que o momento pede vigilância redobrada e adoção antecipada de medidas preventivas. Segundo ele, as queimadas comprometem a produção agrícola e também degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

    Por isso, a prevenção representa a estratégia mais segura para proteger tanto a propriedade quanto o meio ambiente.

    Quais medidas o produtor deve adotar

    Braga elenca um conjunto de práticas que ajudam a reduzir o risco de incêndios na propriedade rural:

    • Manutenção de aceiros sempre limpos e bem definidos;
    • Proibição de queimadas controladas sem autorização e acompanhamento técnico;
    • Manejo adequado da palhada, com distribuição uniforme e sem acúmulo excessivo em pontos específicos;
    • Armazenamento correto de resíduos vegetais;
    • Monitoramento constante das condições climáticas, com suspensão de atividades de risco em dias críticos;
    • Rotação de culturas, sempre que possível, para favorecer a decomposição natural da palhada.
    • Tecnologia amplia a capacidade de prevenção

    Ferramentas tecnológicas também ganham espaço como aliadas na prevenção de queimadas. Sistemas de monitoramento via satélite, aplicativos de alerta de risco, drones e sensores de umidade do solo e do ar permitem que o produtor identifique áreas vulneráveis e tome decisões mais assertivas antes que o risco se concretize.

    Os números reforçam a urgência do tema: somente em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou prejuízos de R$ 14,7 bilhões causados por queimadas na agropecuária, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais afetados.

    Portanto, para Braga, planejamento e tecnologia caminham juntos na redução dos riscos. “Com planejamento e tecnologia é possível reduzir significativamente o risco de queimadas e seus impactos”, reforça o consultor.

  • Operação flagra caça ilegal e pesca predatória

    Operação flagra caça ilegal e pesca predatória

    A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) realizou, na última semana, uma operação de fiscalização no extremo sul do estado para combater crimes ambientais, com foco em caça ilegal, queimadas e pesca predatória. As ações ocorreram nos municípios de Bom Jesus, Cristino Castro, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá.

    Durante a operação, as equipes ambientais intensificaram orientações sobre o uso irregular do fogo, em um período de altas temperaturas e elevado risco de incêndios florestais. Além da abordagem educativa, os agentes realizaram apreensões, autuações e encaminhamentos à delegacia.

    Caça ilegal: homem preso e armadilhas apreendidas

    No combate à caça predatória, um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo em Morro Cabeça no Tempo. Já na zona rural de Redenção do Gurguéia, fiscais localizaram diversas armadilhas usadas para capturar animais silvestres como tatu, veado e caititu. Também foi apreendida uma carabina de pressão de alta precisão, utilizada para abater aves de grande porte.

    Outro ponto crítico foi a identificação de um incêndio florestal em área rural de Redenção do Gurguéia, visível da BR-135. Com apoio de imagens de satélite, a Semarh constatou a queima de aproximadamente 230 hectares de vegetação nativa em uma propriedade rural já identificada. O caso segue sob investigação.

    Pesca predatória: barramentos e redes bloqueiam rio Gurguéia

    Na fiscalização pesqueira, a Semarh encontrou cerca de 20 barramentos construídos no leito do rio Gurguéia. Desses, dez estavam ocupados por redes de pesca irregulares, que bloqueavam praticamente toda a largura do rio. Três pescadores foram autuados. E o valor total das multas chegou a R$ 15 mil. A equipe apreendeu e destruiu aproximadamente 900 metros de redes.

    O gerente de fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, destacou que as ações têm foco preventivo e educativo, mas sem abrir mão do cumprimento da legislação ambiental.

    “Essas ações possuem caráter preventivo e educativo, mas quando encontramos ilícitos ambientais, adotamos todas as providências necessárias para garantir o cumprimento da legislação e a preservação dos recursos naturais”, afirmou Nogueira.

    Ele acrescentou que as operações continuarão ao longo de todo o ano, abrangendo também o combate ao desmatamento, mineração ilegal e a apuração de denúncias ambientais em várias regiões do Piauí.

  • Centro de Triagem reabilita animais vítimas de queimadas e tráfico

    Centro de Triagem reabilita animais vítimas de queimadas e tráfico

    O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mantido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), atua na recuperação de espécies afetadas pelas queimadas e pelo tráfico de fauna. Localizado em Teresina, o espaço abriga atualmente cerca de 200 animais silvestres em diferentes estágios de reabilitação.

    Gato-palheiro. Foto: Ascom Semarh

    Entre os pacientes em tratamento intensivo estão um filhote de gato-mourisco, um gato-palheiro, dois jabutis e uma jovem onça-parda batizada de Nazaré, que se tornou símbolo de sobrevivência após os incêndios registrados neste ano. Resgatada com sinais de desnutrição e exaustão, a onça é acompanhada diariamente por uma equipe técnica multidisciplinar.

    “Quando Nazaré chegou, pesava bem menos do que o ideal. Hoje já conseguimos ver nela o brilho de quem está se recuperando. É um trabalho diário que exige técnica, paciência e muito afeto”, explica a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo.

    O centro funciona como um hospital e núcleo de readaptação, com estrutura voltada ao resgate, triagem e tratamento clínico. Veterinários e biólogos trabalham para devolver à natureza animais que perderam o rumo após o fogo ou sofreram maus-tratos. Segundo Danielle, cada caso é um alerta sobre a importância de prevenir incêndios florestais.

    O trabalho do Cetas é, ao mesmo tempo, técnico e humano. A estrutura do centro, em Teresina, é especializada em triagem, tratamento e reabilitação de animais silvestres. Gato-mourisco. Foto: Ascom Semarh

    “Nem sempre conseguimos reintroduzir todos os animais, mas cada vida salva reforça a urgência de combater as causas dos incêndios e não apenas as chamas”, destaca.

    Trabalho contínuo

    Além das ações técnicas, o Cetas mantém um trabalho contínuo de educação ambiental e conscientização sobre o tráfico de animais silvestres no estado. “O que fazemos aqui é devolver dignidade. Esses animais não escolheram estar no fogo, mas podemos escolher cuidar deles com responsabilidade”, completa a gestora.

    Atualmente, quase 200 animais estão no local passando por algum tipo de reabilitação para retornar à natureza. Foto: Ascom Semarh
  • Clima seco mantém risco de queimadas no interior paulista

    Clima seco mantém risco de queimadas no interior paulista

    A Defesa Civil de São Paulo reforçou neste domingo (7) o alerta para queimadas. O interior do estado segue em condições críticas. A massa de ar seco persiste sobre o interior do país. A fraca intensidade da massa polar não conseguiu mudar o cenário.

    O alerta da Defesa Civil classifica como emergencial o risco em todo o norte, nordeste, noroeste e oeste paulistas até quinta-feira (11). Na sexta-feira (12), a situação deve melhorar. O nível deve cair para alerta em grande parte do estado e risco alto em Campinas. O padrão da Defesa Civil tem quatro níveis: baixo, alto, alerta e emergência. Este último representa maior perigo de incêndios.

    Outros estados

    Além de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins e Bahia enfrentam baixa umidade. O Inmet registrou índices abaixo de 12% neste domingo. O órgão recomenda cuidados extras com incêndios e atenção à saúde, especialmente de crianças e adolescentes expostos ao ar seco.
    Desde maio, o interior paulista permanece sob risco de queimadas. No entanto, 2025 registra queda de 70% nos focos em relação a anos anteriores. As condições de umidade mais favoráveis e a ação preventiva dos bombeiros e da Defesa Civil contribuíram para esse resultado.

    No Brasil, estados também reduziram focos e áreas queimadas em comparação a 2023 e 2024, considerados anos atípicos. Equipes nacionais e estaduais intensificaram ações conjuntas de combate e fiscalização. O aumento das penas contra queimadas ilegais reforçou os resultados positivos.

  • Como produtores rurais podem evitar queimadas no país durante estação seca

    Como produtores rurais podem evitar queimadas no país durante estação seca

    O risco de queimadas no Brasil aumenta durante o período seco, que normalmente vai até setembro. Este risco varia conforme a região. Em Goiás, o perigo cresce ainda mais por causa do clima tropical com estação seca bem definida.

    Temperaturas elevadas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação seca e o acúmulo de material combustível, como palhada e restos culturais, são os principais fatores que favorecem as queimadas.

    Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, alerta para a necessidade de medidas preventivas. Ele destaca que as queimadas comprometem a produção agrícola, degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

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    “A prevenção é a forma mais segura para proteger a propriedade e o meio ambiente”, afirma Braga.

    Ações

    Entre as ações recomendadas estão manter aceiros limpos e bem definidos, proibir queimadas controladas sem autorização técnica e realizar o manejo correto da palhada. É importante armazenar resíduos vegetais adequadamente e evitar atividade de risco em dias críticos, acompanhando o monitoramento climático.

    No manejo da palhada, Braga sugere distribuir o material de forma uniforme para evitar acúmulo e favorecer a decomposição natural. A prática da rotação de culturas também ajuda a reduzir o material combustível.

    A tecnologia reforça a prevenção. Sistemas via satélite, aplicativos de alerta, drones e sensores de umidade do solo e do ar auxiliam na identificação de áreas vulneráveis. Assim, os produtores tomam decisões mais assertivas para evitar incêndios.

    Em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as queimadas causaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões à agropecuária, afetando 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais.

    “Com planejamento e tecnologia, é possível reduzir muito os riscos e os impactos das queimadas”, destaca Braga.

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  • Estudo revela que solo bem manejado resiste a queimadas

    Estudo revela que solo bem manejado resiste a queimadas

    Um estudo inovador conduzido pelo Grupo GoGenetic, em parceria com a Fazenda Tropical e a Syncbio, revelou que o manejo adequado do solo é crucial para mitigar os danos causados por queimadas e garantir a sua recuperação. A pesquisa, realizada na Fazenda Tropical, em Montividiu (GO), analisou o microbioma do solo após um incêndio em setembro de 2024, utilizando a metagenômica.

    Os resultados preliminares mostraram que, apesar dos impactos na biomassa microbiana, a estrutura microbiana do solo demonstrou alta resiliência. Vânia Pankievicz, CEO da plataforma GoSolos, da GoGenetic Agro, explica que isso comprova que o manejo contínuo e voltado para a agricultura regenerativa contribui para a recuperação de áreas afetadas por queimadas.

    Metodologia do estudo

    O estudo, denominado Projeto Queimadas, envolveu análises genéticas do solo em diferentes estágios da lavoura: cobertura do solo, pré-plantio, semeadura, florescimento, colheita e pós-colheita da soja, encerrada entre janeiro e fevereiro de 2025. Os pesquisadores mapearam fungos e bactérias em áreas atingidas e não atingidas pelo fogo, permitindo uma análise comparativa detalhada.

    Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, compartilhou estudos que demonstram que o aquecimento do solo pode eliminar microrganismos benéficos, comprometendo a capacidade do solo de suprimir doenças. No caso da Fazenda Tropical, a rápida recuperação da área degradada está ligada à estabilidade do microbioma do solo.

    Erick Van Den Broek, proprietário da Fazenda Tropical, afirma que os resultados reforçam a eficácia das práticas sustentáveis adotadas na propriedade. Isso inclui o investimento em plantas de cobertura, rotação de culturas e mix de espécies. A pesquisa também indicou um aumento na produtividade nas áreas afetadas, com ganhos de até 12 sacas por hectare na safra atual de soja.

    Equilíbrio do solo e monitoramento contínuo

    Daniel Mol, agrônomo da Syncbio, reforça que o período de seca prolongada antes das queimadas também contribuiu para a menor vulnerabilidade do microbioma. A análise metagenômica foi fundamental para identificar microrganismos benéficos e possíveis desequilíbrios. Permitindo estratégias de manejo mais eficazes e sustentáveis a longo prazo, de acordo com Vânia.

    As queimadas podem causar diversos impactos negativos no solo. Por exemplo, a perda de matéria orgânica, a deterioração da estrutura do solo e a interrupção de comunidades microbianas essenciais. As altas temperaturas podem romper os limiares de estabilidade biológica, comprometendo sementes, tecidos vegetais, nutrientes e microrganismos essenciais. Além disso, a queima da cobertura vegetal aumenta a área descoberta do solo, favorecendo a erosão.

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  • Desmatamento na Mata Atlântica cai 55% no primeiro semestre de 2024

    Desmatamento na Mata Atlântica cai 55% no primeiro semestre de 2024

    O desmatamento na Mata Atlântica diminuiu 55% no primeiro semestre de 2024, segundo o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD). Em resumo, a Mata Atlântica perdeu 21.401 hectares entre janeiro e junho, uma queda em relação aos 47.896 hectares desmatados no mesmo período de 2023. A Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o MapBiomas, divulgou os dados.

    Apesar da redução, a SOS Mata Atlântica alerta que o impacto do desmatamento ainda é grave. A área destruída equivale a 20 mil campos de futebol. Portanto, a fundação reforça que, embora possível, zerar o desmatamento no bioma continua sendo um grande desafio.

    Políticas públicas e fiscalização contribuem para a redução

    A queda no desmatamento reflete ações como o fortalecimento da fiscalização ambiental e o corte de crédito para desmatadores ilegais. Além disso, embargos remotos, que impedem o uso comercial de áreas desmatadas detectadas via satélite, também contribuíram.

    “O avanço na aplicação das políticas públicas ambientais, com o fortalecimento do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama, foi essencial”, afirma Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da SOS Mata Atlântica. Ele destaca que os dados atuais são um alívio, mas reforça a importância de manter a vigilância.

    Em áreas de encraves da Mata Atlântica, situadas na transição com outros biomas, o desmatamento caiu 58%. “Essa redução é resultado de estratégias nacionais de combate ao desmatamento, como as ações no Cerrado e na Caatinga”, explica Guedes Pinto.

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    Desmatamento zero até 2030 é meta desafiadora

    Segundo o MapBiomas, restam apenas 24% da cobertura original da Mata Atlântica, abaixo do mínimo de 30% indicado por estudos. Grande parte das florestas naturais está fragmentada em áreas menores que 50 hectares, sendo 80% delas em propriedades privadas.

    Guedes Pinto ressalta que o Brasil deve alcançar o desmatamento zero em todos os biomas até 2030, conforme o Acordo de Paris. “A Mata Atlântica pode ser o primeiro bioma a atingir essa meta, devido à maior governança e ao desmatamento relativamente menor”, avalia.

    Entretanto, ele aponta a impunidade como um obstáculo. “É crucial reforçar a aplicação da Lei da Mata Atlântica e implementar incentivos econômicos, como o pagamento por serviços ambientais e o mercado de carbono”, defende.

    Queimadas continuam sendo desafio ambiental

    Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, alerta sobre o impacto das queimadas. Este ano, incêndios criminosos atingiram níveis alarmantes, superando áreas desmatadas em 2023.

    “As queimadas não causam desmatamento imediato, mas degradam a floresta. Em longo prazo, podem levar à perda total de pequenos fragmentos”, explica Guedes Pinto. Além de prejudicar a biodiversidade, as queimadas aumentam as emissões de gases de efeito estufa.

    Proteger áreas impactadas é essencial para garantir a recuperação da floresta. “Os efeitos das queimadas podem se equiparar aos do desmatamento no médio e longo prazos”, conclui Guedes Pinto.