Tag: produção

  • Mudanças climáticas podem reduzir produção de cana em 20% até 2034

    Mudanças climáticas podem reduzir produção de cana em 20% até 2034

    A produção de cana-de-açúcar no Brasil pode sofrer uma queda de até 20% nos próximos 10 anos, segundo um estudo do Laboratório Nacional de Biorrenováveis do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais).

    Mudanças climáticas

    O estudo aponta que as mudanças climáticas serão responsáveis pela redução, com impactos diretos no mercado de etanol combustível e no setor de biocombustíveis. Ou seja, no cenário mais otimista, a queda pode ser de 5%, mas, até o final do século, a produção de cana-de-açúcar pode diminuir até 26%.

    O estudo utilizou técnicas de modelagem agroclimática para projetar os impactos. Além disso, os pesquisadores do CNPEM analisaram dados climáticos históricos e realizaram simulações para prever o futuro da cultura de cana na região Centro-Sul do Brasil. O engenheiro agrícola Gabriel Petrielli apresentou a pesquisa como parte de sua dissertação de mestrado na Unicamp.

    Utilizando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estudo aplicou o modelo Crop Assessment Tool (CAT), desenvolvido pelo CNPEM, para analisar como as mudanças climáticas afetam a produtividade da cana-de-açúcar. Em resumo, a área estudada inclui os estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, responsáveis por 90% da produção nacional.

    Produção de cana

    A produção de cana já começa a sentir os efeitos das mudanças climáticas. A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima uma redução de 3,8% na safra de 2024/25, causada pela baixa pluviosidade e altas temperaturas na região Centro-Sul. A redução da quantidade e frequência de chuvas é o principal fator que afeta a produção de cana, superando até a elevação das temperaturas.

    No cenário mais pessimista, a queda na produção pode gerar uma perda de receita de até US$ 1,9 milhão por bilhão de litros de etanol produzido, apenas em créditos de descarbonização (CBIOs). “No Brasil, o RenovaBio remunera cada tonelada de CO2 evitada com créditos de descarbonização. A queda na produtividade da cana pode reduzir em até US$ 60 milhões anuais a receita do setor”, explica Petrielli.

    Thayse Hernandes, pesquisadora líder do LNBR e orientadora da pesquisa, destaca a urgência de medidas para mitigar os impactos climáticos. Segundo ela, é fundamental adaptar a cultura da cana às novas condições ambientais. O Brasil lidera mundialmente a produção e o consumo de biocombustíveis, o que torna essa questão ainda mais relevante.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Incêndios afetam canaviais e pesquisas no interior de São Paulo
    + Agro em Campo: Queimadas em SP causam prejuízo de R$ 1 bilhão ao agronegócio

    Os resultados do estudo serão debatidos em congressos e publicados em artigos científicos. Porém, parte da pesquisa já foi apresentada na Suécia, mostrando como a instabilidade na produção brasileira de cana pode impactar o mercado internacional.

    Em resumo, no cenário mais otimista, a produção de cana pode sofrer uma queda de até 5%. Para isso, é necessário reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa. “As avaliações sobre mudanças climáticas são contínuas e interdisciplinares. Novas projeções podem fornecer dados para o planejamento futuro do país”, conclui Petrielli.

     

  • Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    O governo da Guatemala está em busca de experiências brasileiras para aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com o objetivo de garantir a segurança alimentar do país. Essa iniciativa faz parte da Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Brasil-Guatemala, organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Secretaria de Planejamento e Programação da Presidência da República da Guatemala (Segeplan). O evento ocorreu entre os dias 12 e 14 de agosto e contou com a participação de Marisson Marinho, coordenador de Relações Internacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Durante as reuniões, ficou estabelecido que a Conab auxiliará a Guatemala no aprimoramento de tecnologias de armazenagem e controle de qualidade dos produtos agrícolas. Marinho destacou a importância do sistema de armazenamento para a segurança alimentar e o fortalecimento dos produtores. “A armazenagem é fundamental para garantir um fluxo de abastecimento constante e oferece condições adequadas para manter a qualidade dos produtos, permitindo maior autonomia na comercialização”, afirmou.

    Seminário internacional

    Além das missões de compartilhamento de experiências, a expectativa é realizar um seminário internacional sobre armazenagem e controle de qualidade. Os participantes revisaram e aprovaram projetos de cooperação técnica que integrarão a pauta de colaboração entre os países para o biênio 2024/2026.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mandioca, aipim ou macaxeira? Produção é lucrativa não importa o nome
    + Agro em Campo: Governo Federal regulamenta renegociação de dívidas para produtores rurais gaúchos

    A Guatemala possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar, vegetais e frutas. O país enfrenta desafios, como a vulnerabilidade a desastres naturais e a necessidade de modernização das práticas agrícolas. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem que ajudem a melhorar a eficiência e a segurança alimentar no país.

    As exportações entre Brasil e Guatemala têm crescido nos últimos anos, com o Brasil exportando principalmente produtos agrícolas, como grãos e carnes. A cooperação técnica entre os dois países pode fortalecer ainda mais esses laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros. Com a troca de experiências e tecnologias, ambos os países podem aumentar sua competitividade no mercado internacional.

    Potencial de exportações entre Brasil e Guatemala

    Além do Brasil, a Guatemala também busca aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com a intenção de garantir a segurança alimentar. O país possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar e vegetais. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem. Assim, aumentando as oportunidades de exportação entre os dois países. A cooperação técnica e o compartilhamento de experiências podem fortalecer ainda mais os laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros.

    Com a troca de conhecimentos e investimentos, Brasil e Guatemala têm a oportunidade de explorar o potencial de suas produções agrícolas. E também expandir suas exportações, promovendo um desenvolvimento sustentável e colaborativo na região.

  • Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    A produtividade do milho safrinha 2023/2024 em Mato Grosso do Sul está entre as mais baixas dos últimos dez anos. A estimativa atual, divulgada pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), aponta uma redução de 86,3 para 69,77 sacas por hectare.

    O monitoramento das lavouras, realizado pela Aprosoja/MS, mostra que 65,9% das áreas já foram colhidas até a quarta semana de julho. A colheita está mais avançada na região norte, com 82,8% das lavouras já colhidas. No sul, o percentual é de 66,1%, e no centro, 56,1%. O projeto SIGA-MS indica que os produtores já colheram aproximadamente 1,4 milhão de hectares.

    Produtividade do milho safrinha

    O último boletim revelou que, após a amostragem de 10% da área estimada (221.800 hectares), houve uma queda significativa na produção. A previsão inicial de 11,4 milhões de toneladas caiu para 9,2 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada também apresenta uma expectativa de redução de 5,8% em comparação ao ciclo anterior, totalizando 2,2 milhões de hectares.

    Foto: Divulgação – Aprosoja/MS

    Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca que os números ainda são preliminares, com a amostragem prevista para ser concluída em 13 de setembro. Ele aponta o estresse hídrico como o principal fator para a perda de produtividade. “Essa condição adversa afetou 767 mil hectares em Mato Grosso do Sul, com períodos de seca que variaram entre 10 e 30 dias, entre março e abril. Mais recentemente, entre abril e julho, o estado enfrentou 90 dias sem chuva, com a região norte já há mais de 100 dias sem precipitação”, explica.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Empresa lança novo híbrido de milho para região Sul
    + Agro em Campo: Lei que muda tributação entra em vigor

    Segundo dados do projeto SIGA-MS, esta é a terceira pior produtividade da última década. Portanto ela fica atrás apenas das safras de 2020/2021, com 47,7 sacas por hectare, e 2015/2016, com 58,41 sacas por hectare.

    Mateus Fernandes, analista de economia da Aprosoja/MS, estima que a quebra da safra de milho 2023/2024 deve resultar em um prejuízo de aproximadamente R$ 9,25 bilhões.

    As previsões meteorológicas indicam que as temperaturas devem subir no estado a partir de 31 de julho. Ou seja, elas podem alcançar até 37°C, especialmente nas regiões pantaneira, norte e sudoeste. Além disso, até 8 de agosto, há previsão de chuvas de até 25 mm. Em resumo, as regiões sudoeste, oeste e sul do estado, devem receber os maiores acumulados de chuva.

     

  • Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.

    O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.

    A ABPA projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou sobre as projeções: “Estamos estimando uma leve redução em relação às projeções divulgadas no final do ano passado. No entanto, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango devem novamente renovar recordes em 2024, tornando-se um ano mais positivo para a avicultura em comparação aos últimos dois anos, mesmo com os desafios de um caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil.”

    Produção e exportação de carne suína

    A produção de carne suína no Brasil deve crescer 1% em 2024, totalizando 5,2 milhões de toneladas. O consumo interno deve se estabilizar em 18 kg por habitante por ano. Para 2025, as previsões indicam um aumento de até 1%, alcançando 5,25 milhões de toneladas, mantendo o consumo per capita em 18 kg.

    As exportações de carne suína devem atingir um volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas em 2024, representando um crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão de toneladas, com um aumento estimado de até 3,8%.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: JBS investe R$ 10,2 Milhões em CRA para financiar Pecuária Regenerativa na Amazônia
    + Agro em Campo: Crédito rural – Fintechs se consolidam no mercado

    Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou que, em um cenário internacional onde a União Europeia, principal exportador, tem reduzido suas exportações, o Brasil tem ganhado espaço no mercado internacional. “As projeções indicam volumes recordes em 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, afirmou.

    Produção de ovos

    A produção de ovos no Brasil deve alcançar 56,9 bilhões de unidades em 2024, com um crescimento de até 8,5% em relação ao ano anterior. O consumo per capita também deve crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante por ano. Para 2025, a estimativa de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, com um crescimento de 1% em relação a 2024.

    Entretanto, as exportações de ovos devem apresentar um recuo de até 20%, com uma previsão de 20 mil toneladas. Contudo, em 2025, espera-se uma recuperação, com 22 mil toneladas exportadas e um aumento de 10%.

    O presidente da ABPA concluiu: “Tivemos um primeiro semestre com demanda aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024.”

  • Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    A produção de carne bovina deve alcançar 10,19 milhões de toneladas este ano, um aumento de 7,1% em relação a 2023. Ou seja, esse volume será um novo recorde na série histórica, superando a produção de 2006. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira (25). O crescimento é atribuído ao auge do ciclo pecuário, com o pico do descarte de fêmeas esperado para 2024.

    Com a maior oferta, as exportações de carne bovina devem crescer 13,4%, chegando a 3,44 milhões de toneladas. Nos primeiros seis meses do ano, os embarques já somam 1,7 milhão de toneladas, um aumento de 25,77% em comparação ao mesmo período de 2023. Apesar do aumento nas vendas internacionais, o mercado interno também se beneficiará. Isso porque a Conab prevê um aumento de 4,2% na disponibilidade interna, totalizando 6,82 milhões de toneladas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Oportunidade no agro: Cepea amplia coleta de informações
    + Agro em Campo: Sistema PPS: O futuro da produção de carne bovina

    Produção de carne suína

    A produção de carne suína deve atingir aproximadamente 5,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%. Esse aumento permitirá a elevação tanto nas exportações quanto no mercado interno, projetadas em 1,3 milhão de toneladas e 4,18 milhões de toneladas, respectivamente. Se as estimativas se confirmarem, as vendas externas e a disponibilidade interna de carne suína alcançarão novos recordes.

    Avicultura

    Para a avicultura de corte, a produção deve se manter estável em cerca de 15 milhões de toneladas. As exportações devem permanecer em torno de 5 milhões de toneladas, enquanto a disponibilidade interna deve ficar na faixa de 10 milhões de toneladas.

    Com isso, a produção das três principais carnes do país deve totalizar 30,77 milhões de toneladas este ano. Esse volume representa um crescimento de 3,5% em relação a 2023, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Esse incremento resultará em uma elevação da disponibilidade interna, estimada em 21,12 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento do mercado brasileiro. Porém, as exportações também devem crescer cerca de 5,2%, atingindo 9,73 milhões de toneladas.

    Edegar Pretto, presidente da Conab, destacou que o aumento da produção de carnes no país pode reduzir os preços ao consumidor. “Com a produção recorde, teremos mais carne no mercado, o que deve baixar os preços para os consumidores e aumentar as exportações, beneficiando a economia brasileira”, afirmou.

    Produção de ovos

    A Conab estima que a produção de ovos em 2024 atinja um novo recorde, chegando a 42 bilhões de unidades. Ou seja, um aumento de 2% em relação ao ano passado. Portanto, esse maior volume resultará em uma maior oferta de ovos no mercado interno.

     

     

  • Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Preços da laranja sobem pela 10º semana seguida

    Os preços da laranja pera sobem pela 10ª semana consecutiva. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta de frutas no mercado in natura é bastante limitada. Além disso, há uma rápida redução do volume de laranjas precocemente.

    Preços da laranja

    Mesmo com a demanda reduzida devido ao clima ameno, os preços continuam subindo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera na árvore é de R$ 91,16 por caixa de 40,8 kg, um aumento de 0,82% em relação ao período anterior. Além disso, a produção de laranjas no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro é baixa, enquanto a necessidade das fábricas de suco é alta. Ou seja, as fábricas encerraram a temporada 2023/24 com estoques bastante restritos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG
    + Agro em Campo: Produção de laranja – governo amplia emergência fitossanitária

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

  • Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    A safra catarinense de maçã encerrou com uma produção de cerca de 423 mil toneladas em 2023/2024, a menor já registrada pelo Observatório Agro Catarinense. A queda é de quase 24% em relação à safra anterior, que atingiu 555,2 mil toneladas, segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

    A colheita da maçã em Santa Catarina terminou em junho. Problemas climáticos afetaram a produtividade dos pomares, especialmente dos cultivares Gala e Fuji, que representam 98% da produção no estado. Rogério Goulart Júnior, analista da Epagri/Cepa, explicou que o excesso de chuvas durante a floração reduziu a produtividade e causou problemas fitossanitários.

    Queda na produção da maçã Gala

    A maçã Gala teve a maior redução de produtividade. Em 2023/2024, a produtividade média foi de 27,9 toneladas por hectare, uma queda de 27,35% em comparação com as 38,4 toneladas por hectare de 2022/2023. Além disso, a produção total de maçã Gala ficou em 195,6 mil toneladas, uma redução de 26,43% em relação à safra anterior. Os dados estão disponíveis nos sites do Observatório Agro Catarinense e do Infoagro.

    Desempenho da maçã Fuji

    A maçã Fuji também registrou uma redução de produtividade de 26% na safra 2023/2024. A produtividade média foi de 25,7 toneladas por hectare, comparada com 34,7 toneladas por hectare no ano agrícola anterior. A área colhida aumentou 5,7%, passando de 8 mil hectares para 8,5 mil hectares, o que impactou menos a produção total. No total, os agricultores colheram 218 mil toneladas de maçãs Fuji, uma queda de 21,79% em relação ao ano anterior.

    Redução na produção de maçãs precoces

    A produção de maçãs precoces também diminuiu, mas devido à redução da área colhida. Em 2022/2023, foram colhidos 363 hectares dessa variedade, enquanto em 2023/2024, a área foi de 308 hectares, uma redução de 15,15%. A produtividade, contudo, cresceu 5,66%, atingindo 30,7 toneladas por hectare. Ou seja, o volume total de maçãs precoces foi de 9,45 mil toneladas, uma redução de 10,35% em relação à safra anterior.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Saiba o que está acontecendo com a maçã no Brasil

     

     

  • Vinhos finos do Sudeste e Centro-Oeste conquistam o mercado

    Vinhos finos do Sudeste e Centro-Oeste conquistam o mercado

    A tecnologia de Dupla Poda da Videira, desenvolvida pela EPAMIG, está revolucionando a produção de vinhos finos no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Isso porque essa técnica permite a colheita das uvas durante o inverno. Ou seja, quando o clima é mais seco e ameno, garantindo uma maturação adequada para a vinificação.

    Filipe Casselli, enólogo da EPAMIG, explica que a dupla poda é essencial para produzir uvas de alta qualidade. “Realizamos a dupla poda para que estas uvas atinjam a plena maturação durante o inverno seco, com dias ensolarados e noites frias, condições ideais para síntese de açúcares e compostos fenólicos”, detalha.

    Reconhecimento do mercado internacional

    Nos últimos anos, essa metodologia se espalhou por várias regiões de Minas Gerais, outros estados do Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo a Chapada Diamantina. Os primeiros vinhos resultantes dessa técnica chegaram ao mercado no início da última década. Como resultado, rapidamente conquistaram prêmios nacionais e internacionais.

    Ou seja, as competições importantes começaram a reconhecer os vinhos de inverno. Em 2016, a Expovinis premiou o Chardonnay da Vinícola Casa Verrone de Itobi-SP. No ano seguinte, a Casa Verrone e a Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal-SP, ganharam diversas medalhas com seus vinhos Syrah e Viognier. O Maria Maria Sauvignon Blanc, de Minas Gerais, também se destacou em competições internacionais.

    Em 2020, o vinho Syrah da EPAMIG conquistou uma medalha de ouro no Brasil Wine Challenge. Este ano, vários vinhos mineiros receberam prêmios no Decanter, incluindo produções da Vinícola Barbara Eliodora, Casa Geraldo, Sacramento e Quinta do Canário.

    Apoio para o produtor de vinhos finos

    A EPAMIG também tem desempenhado um papel crucial ao ajudar novos produtores. “Atualmente, temos 19 produtores incubados em nossa vinícola”, afirma Casselli. Ele destaca que há uma fila de espera para novos produtores, que precisam ter produção própria e um volume mínimo de 500 quilos de uvas.

    Evolução das pesquisas e novas variedades

    Foto: Divulgação – EPAMIG

    Inicialmente, as uvas Syrah e Sauvignon Blanc eram as mais utilizadas na dupla poda. Hoje, outras variedades como Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Malbec e Marselan também têm mostrado excelente desempenho.

    A pesquisadora da EPAMIG, Cláudia Souza, observa que a performance de algumas variedades melhorou significativamente com a enxertia sobre porta-enxertos mais vigorosos. Além disso, “a indicação de variedades como Tempranillo, Marselan e Marsanne também tem sido promissora”, destaca.

    A EPAMIG continua investindo em diversas linhas de pesquisa para melhorar a produção vitivinícola. Os projetos incluem o uso de madeiras brasileiras no envelhecimento dos vinhos, rastreabilidade e caracterização da origem geográfica, além da introdução de novas tecnologias enológicas, por exemplo.

    Para o cultivo de verão, as pesquisas se concentram na introdução de uvas resistentes a patógenos e novas opções de cultivares para espumantes e vinhos de mesa. As publicações, como o Informe Agropecuário, disponíveis na Livraria EPAMIG relatam essas iniciativas.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Uva branca sem semente bate recorde de preço

     

  • Babaçu: riqueza natural do Brasil

    Babaçu: riqueza natural do Brasil

    O babaçu (Attalea speciosa) é uma palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, especialmente encontrada no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. Sua importância vai além de sua presença na paisagem, pois é um recurso valioso tanto histórica quanto economicamente. Essa árvore tem uma longa história de uso pelas comunidades locais e vem ganhando destaque por suas diversas aplicações na indústria e no comércio.

    Historicamente, o babaçu tem sido uma fonte de sustento para muitas comunidades rurais e indígenas. As mulheres dessas comunidades, conhecidas como “quebradeiras de coco babaçu”, desempenham um papel crucial na colheita e processamento dos cocos, usando técnicas tradicionais que passam de geração em geração.

    Produtores utilizam as amêndoas e o óleo extraído do fruto na alimentação, na fabricação de sabão e na iluminação. As folhas são empregadas na construção de casas e na confecção de utensílios domésticos. Desempenha um papel fundamental na subsistência de muitas famílias rurais, sendo considerada um dos principais produtos extrativos da região.

    Produtividade e Condições de Lucro

    O babaçu é uma palmeira de grande porte, podendo atingir até 20 metros de altura. Cada árvore pode produzir até 3.000 frutos por ano, cada um contendo de 2 a 4 amêndoas. Deles dos quais se extraem óleo, farinha, e carvão.

    Indústrias valorizam o óleo de babaçu na cosmética e na alimentação por suas propriedades nutritivas e hidratantes. Para os produtores, a cadeia produtiva do babaçu oferece diversas oportunidades de lucro, desde a venda de matéria-prima até produtos processados, como o óleo e a farinha.

    Embrapa – Foto: José Rey Santos Souza

    Estima-se que existam cerca de 10 milhões de hectares de babaçuais nativos no Brasil, com um potencial de produção de 840 mil toneladas de amêndoas por ano.

    Apesar desse grande potencial, apenas uma pequena parte da produção é aproveitada atualmente. Isso se deve a diversos fatores, como a falta de infraestrutura para a coleta e o transporte dos frutos, a concorrência com outras culturas e a baixa remuneração dos coletores.

    Uso Sustentável e Benefícios Ambientais

    O extrativismo do babaçu é uma atividade sustentável, pois não envolve o corte das árvores. No entanto, para que essa atividade seja realmente sustentável, é necessário adotar práticas adequadas de manejo, como a poda das folhas secas, a limpeza dos babaçuais e a proteção das árvores jovens.

    Além disso, o babaçu desempenha um papel importante na conservação dos ecossistemas naturais. Suas folhas e frutos servem de alimento para diversas espécies de animais, e suas raízes ajudam a prevenir a erosão do solo. Além disso, o fortalecimento das cooperativas de quebradeiras de coco e o apoio a políticas públicas que valorizem a extração sustentável são cruciais.

    Aplicações na Indústria e Comércio

    Indústrias utilizam o óleo de babaçu para fabricar cosméticos, sabonetes e produtos de limpeza, devido às suas propriedades emolientes e antioxidantes. A farinha de babaçu é uma alternativa nutritiva na alimentação animal e humana. Além disso, o carvão de babaçu é uma importante fonte de energia renovável.

    Os produtores utilizam as amêndoas na fabricação de óleo comestível, margarina, sabão e cosméticos. A casca do fruto serve como combustível e na produção de carvão vegetal. As pessoas utilizam as folhas na confecção de artesanato e na cobertura de casas.

    Leia mais

    + Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios+ Abacaxi: o ouro tropical para saúde e para o agricultor

    Além disso, a indústria química e farmacêutica vem explorando novas aplicações para os compostos extraídos do babaçu, como a produção de biocombustíveis e de fármacos.

    A versatilidade do babaçu e seus subprodutos fazem desta palmeira uma fonte inestimável de recursos, contribuindo significativamente para a economia local e nacional. A exploração consciente e sustentável do babaçu pode garantir a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas.

    Portanto, o babaçu é uma árvore de grande importância econômica, social e ambiental para a região norte do Brasil. Para aproveitar plenamente o potencial do babaçu, é necessário investir em pesquisa, melhorar a infraestrutura e criar políticas públicas que valorizem o extrativismo sustentável, além de promover a inclusão social.

    https://www.youtube.com/watch?v=JZFPPut5390&t

  • Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    A pesquisa de campo realizada no final de junho indicou uma variação positiva de 0,6%, ou 1,72 milhão de toneladas, em relação à pesquisa do mês anterior. O avanço da colheita das principais culturas, como milho segunda safra, gergelim e arroz, contribuiu para essa recuperação. No entanto, houve uma redução na produção de milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

    O fenômeno El Niño foi o principal responsável pela quebra em relação ao ciclo passado. Ou seja, a intensidade do fenômeno afetou negativamente o clima desde o início do plantio, prejudicando as lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro nas principais regiões produtoras do país.

    Desempenho da produção de grãos

    A produção de soja está estimada em 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas, em comparação com a safra anterior. Mato Grosso se destaca como o maior produtor, com 39,34 milhões de toneladas, enquanto a Bahia apresenta a maior produtividade, com 3.780 kg/ha.

    Já a produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    A área cultivada total no país aumentou 1,5%, somando 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos foram observados na soja, seguida de gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, a área plantada com milho, trigo e outras culturas de inverno diminuiu.