Tag: Preço

  • Etanol sobe após chuvas reduzirem oferta em São Paulo

    Etanol sobe após chuvas reduzirem oferta em São Paulo

    As chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar de São Paulo reduziram o ritmo de moagem recentemente. Segundo o Cepea, as paralisações pontuais diminuíram o processamento nas usinas paulistas.

    Além disso, algumas unidades interromperam temporariamente as negociações no mercado de etanol. Outras usinas, porém, mantiveram ofertas mais firmes e sustentaram os preços em níveis elevados. Com isso, os preços do etanol hidratado subiram na semana passada em São Paulo.

    O avanço interrompeu uma sequência de oito semanas consecutivas de queda do biocombustível. Ainda segundo o Cepea, distribuidoras concentraram esforços na retirada de volumes comprados anteriormente. Por isso, o número de novos negócios permaneceu limitado durante o período analisado.

    Os estoques formados nas semanas anteriores atenderam a demanda imediata das distribuidoras. Além disso, compradores seguiram atuando de forma pontual e evitaram recomposições maiores. O mercado espera aumento da oferta com o avanço da safra 2026/27.

    Açúcar

    Enquanto isso, o mercado spot paulista de açúcar cristal manteve ritmo lento na última semana. De acordo com o Cepea, compradores continuam retraídos e aguardam novas quedas nos preços.

    O cenário reforça expectativas de oferta abundante. Por outro lado, projeções recentes apontam recuo no ATR médio da cana-de-açúcar. Além disso, o mix de produção mais voltado ao etanol pode limitar a oferta de açúcar. Esse movimento pode reduzir a disponibilidade do produto no curto prazo.

    No mercado internacional, o açúcar demerara perdeu força na Bolsa de Nova York. Segundo o Cepea, o avanço das exportações da Tailândia pressionou as cotações internacionais. As vendas externas tailandesas cresceram nos primeiros quatro meses de 2026.

  • Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    O avanço da colheita de mandioca pressionou os preços na última semana. A comercialização também superou a demanda industrial. Segundo o Cepea, as cotações registraram a menor média nominal semanal desde janeiro deste ano.

    Além disso, a previsão de melhora do clima deve acelerar a colheita nas próximas semanas. A liberação de áreas também tende a ampliar a oferta. Portanto, o mercado deve manter pressão baixista sobre os preços da mandioca.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que muitos produtores já sinalizam redução das áreas destinadas à cultura neste ano. A decisão considera a rentabilidade dos últimos anos, os atuais preços da mandioca e os altos custos de arrendamento.

    Além disso, a oferta de crédito também influencia o planejamento dos produtores para a próxima safra. Ainda segundo o Cepea, parte das lavouras de primeiro ciclo apresenta produtividade abaixo das expectativas. As áreas com ciclo de até 12 meses enfrentam desempenho inferior ao esperado pelos produtores.

  • Entenda o motivo da queda do preço do arroz

    Entenda o motivo da queda do preço do arroz

    Os preços do arroz em casca seguem em queda no Rio Grande do Sul. O mercado enfrenta baixa liquidez e negociações lentas. Segundo o Cepea, compradores atuam com cautela. Enquanto isso, produtores resistem aos preços menores.

    Além disso, a desvalorização do dólar frente ao real pressionou ainda mais as cotações internas. O cenário reduziu a competitividade brasileira no mercado externo. Com isso, a demanda internacional perdeu força nas últimas semanas. Antes, as exportações ajudavam a sustentar os preços domésticos.

    Ao mesmo tempo, novas projeções globais indicam mudanças importantes para o mercado mundial de arroz. Os dados foram divulgados pelo USDA. O órgão estima produção global de 537,9 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume representa queda de 0,9%.

    Por outro lado, o consumo mundial deve atingir recorde histórico. O USDA projeta demanda de 541,3 milhões de toneladas. O número representa avanço de 0,7% sobre a temporada anterior. Assim, o consumo deve superar a produção global.

    Diante desse cenário, os estoques mundiais tendem a diminuir na safra 2026/27. A previsão aponta recuo de 1,8%. Segundo o USDA, os estoques finais devem totalizar 192,7 milhões de toneladas. A relação estoque e consumo também deve cair. O índice deve ficar em 35,6% ao final da temporada. Na safra anterior, o percentual alcançou 36,5%.

    No Brasil, a Conab revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26. Entretanto, o órgão não detalhou novos volumes no levantamento divulgado.

  • Preço do etanol continua em baixa; entenda o motivo

    Preço do etanol continua em baixa; entenda o motivo

    Os preços dos etanóis hidratado e anidro seguiram em queda no mercado paulista na última semana. Segundo o Cepea, o hidratado recuou pela oitava semana consecutiva. Já o anidro caiu pela sétima semana seguida.

    As usinas paulistas tentaram sustentar os preços durante a semana passada. Porém, a demanda menor das distribuidoras pressionou o mercado. Além disso, algumas unidades precisaram negociar volumes rapidamente. A necessidade de caixa e a pressão de tancagem reduziram os preços. Com isso, as cotações fecharam a semana em baixa no mercado paulista.

    Segundo o Cepea, muitas distribuidoras reduziram novas aquisições. As empresas consideraram suficientes os volumes comprados anteriormente. Assim, parte das distribuidoras permaneceu fora do mercado spot. O foco ficou na retirada do produto já adquirido.

    Ainda conforme o Centro de Pesquisas, fatores climáticos podem limitar novas quedas. A previsão de chuvas pode interromper temporariamente a moagem. Esse cenário pode aliviar a pressão de tancagem enfrentada pelas usinas.

    O mercado também acompanhou o anúncio da Petrobras sobre possíveis reajustes na gasolina. A medida pode trazer maior estabilidade ao setor de combustíveis.

    Açúcar registra negociações lentas

    O mercado spot de açúcar operou com baixa liquidez na última semana. Pesquisadores do Cepea afirmam que esse comportamento costuma ocorrer no início da safra. Compradores priorizam contratos anteriores, enquanto vendedores ajustam o novo ciclo produtivo.

    As negociações concentraram-se no açúcar de coloração mais escura e qualidade inferior. Por outro lado, a oferta de açúcar de melhor qualidade permaneceu restrita no mercado.

    Diante desse cenário, as usinas resistiram à redução dos preços. Esse movimento limitou o avanço das negociações. Segundo o Cepea, uma recuperação mais consistente dependerá do mercado externo. O Centro de Pesquisas destaca a importância da valorização do contrato nº 11 da ICE Futures, em Nova York.

  • Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço

    Os preços do feijão seguiram em alta na primeira quinzena de maio. O movimento atingiu o carioca e o preto. Segundo o Cepea, a oferta restrita sustentou as valorizações no mercado brasileiro.

    Além disso, as incertezas climáticas aumentaram a cautela entre produtores e compradores, principalmente na região Sul do País.

    Reflexo para o consumidor

    O Centro de Pesquisas informou que a alta no campo chegou gradualmente ao consumidor nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, agentes do setor monitoram possíveis impactos das geadas sobre as lavouras de feijão.

    De acordo com o Cepea, as cotações do feijão carioca e preto avançaram em diversas regiões produtoras. A demanda permaneceu concentrada no Paraná devido ao atual ritmo da colheita estadual. Parte dos grãos colhidos apresentou elevada umidade e precisou passar por secadores antes da comercialização.

    As geadas registradas no início da semana reforçaram a restrição da oferta. As ocorrências atingiram principalmente áreas de baixada no Sul do Brasil. No entanto, técnicos ainda avaliam os impactos climáticos sobre a produtividade das lavouras.

     

  • Expectativa de maior demanda global aquece o mercado da soja

    Expectativa de maior demanda global aquece o mercado da soja

    A expectativa de maior demanda global por soja movimentou o mercado brasileiro na última semana. Segundo o Cepea, o dólar valorizado fortaleceu as negociações internas da oleaginosa. Além disso, a previsão de maior participação do Brasil no abastecimento mundial sustentou os preços domésticos da soja.

    Ao mesmo tempo, a demanda aquecida por farelo e óleo de soja manteve firmes as cotações internacionais. Ainda conforme o Cepea, o mercado global segue atento à pressão sobre os embarques dos Estados Unidos Dados divulgados pelo USDA, em 12 de maio, indicam recorde na produção mundial de soja em 2026/27. A estimativa global passou de 427,6 milhões para 441,5 milhões de toneladas.

    O Brasil deve continuar como maior produtor mundial da commodity na próxima safra. Segundo o USDA, o País responderá por 42,1% da produção global de soja. A projeção brasileira indica crescimento da colheita de 180 milhões para 186 milhões de toneladas.

    No mercado interno, a Conab também elevou a previsão para a safra brasileira 2025/26. A companhia estima produção de 180,13 milhões de toneladas nesta temporada. O volume supera em 0,5% a previsão divulgada em abril. Além disso, a estimativa atual fica 5% acima da safra anterior.

    Compradores de milho seguem cautelosos

    O mercado de milho apresentou ritmo mais lento nas negociações nos últimos dias. Segundo o Cepea, compradores aguardam quedas mais intensas nos preços antes de fechar novos negócios.

    A postura cautelosa ocorre após a Conab elevar a estimativa da safra 2025/26. Parte dos consumidores também relata estoques confortáveis para as próximas semanas.

    Dados da Conab apontam produção de 28,46 milhões de toneladas na primeira safra. O volume representa aumento de 14% frente à temporada passada. Além disso, a projeção ficou 2% acima do relatório divulgado em abril. A alta resulta do avanço de área cultivada e produtividade em várias regiões produtoras.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que os estoques iniciais da temporada estão entre os maiores dos últimos anos. Esse cenário trouxe maior tranquilidade aos consumidores do cereal.

    Enquanto isso, vendedores seguem flexíveis nas negociações envolvendo milho. Os agentes ajustam preços e prazos de pagamento para estimular os negócios. Os produtores também enfrentam pressão dos armazéns parcialmente cheios. Além disso, a colheita da safra verão de soja e milho amplia a oferta disponível no mercado.

  • Semeadura de trigo avança devagar no Sul

    Semeadura de trigo avança devagar no Sul

    A semeadura de trigo começou no Sul do Brasil, principalmente no Paraná, mas segue em ritmo lento. Ao mesmo tempo, os preços do trigo continuam em alta no mercado doméstico. O movimento ocorre devido à retração dos vendedores.

    Além disso, compradores priorizam o trigo nacional por causa dos problemas de qualidade do cereal importado da Argentina. As informações são do Cepea.

    Trabalho no campo

    Segundo a Conab, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada até 1º de maio. O percentual ficou abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado. O índice também permaneceu inferior à média histórica. Nos últimos cinco anos, a média de semeadura para o período alcançou 15,4% no estado paranaense.

    No cenário nacional, a área semeada atingiu 9,9% até o início de maio. No mesmo período de 2025, o índice somava 13,1%. Já a média quinquenal alcançava 13%. De acordo com a Seab/Deral, os produtores seguem cautelosos com novos investimentos na cultura.

    Mesmo com a recuperação recente dos preços pagos ao produtor, os altos custos de produção ainda preocupam os triticultores. Por isso, a tendência de redução da área plantada no Paraná continua no radar do setor.

    Enquanto isso, os preços do trigo seguem em elevação no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores seguram os estoques remanescentes da safra 2025 e aguardam valores maiores.

    Além disso, compradores continuam priorizando o cereal nacional devido às limitações de qualidade do trigo argentino.

  • Oferta reduzida mantém alta do preço do feijão

    Oferta reduzida mantém alta do preço do feijão

    A menor oferta de feijão segue sustentando os preços no mercado brasileiro. O ritmo lento da colheita no Paraná reforçou esse movimento.

    Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações do feijão carioca e preto avançaram nas principais praças produtoras.

    O Paraná, maior produtor da segunda safra, enfrenta atraso no desenvolvimento das lavouras. Além disso, as chuvas irregulares postergaram a colheita.

    Com isso, a disponibilidade de grãos permaneceu limitada na semana passada. O cenário reduziu a oferta e sustentou os preços. Ainda conforme o Cepea, novas projeções indicaram recuo na produção paranaense para a safra 2025/26.

    Neste início de maio, os preços do feijão carioca continuam em alta. Os agentes acompanham o calendário da colheita no Paraná. Além disso, o mercado monitora a aproximação de uma frente fria na Região Sul. Mesmo assim, compradores mantêm cautela nas negociações.

    As cotações mais elevadas reduziram o volume negociado. Por outro lado, o feijão preto ganhou espaço entre os compradores. A demanda por novos grãos da segunda safra também aumentou nos últimos dias.

  • Entenda o reflexo do recorde de exportação da soja brasileira

    Entenda o reflexo do recorde de exportação da soja brasileira

    O Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja. A forte demanda internacional, principalmente da China, impulsiona os embarques.

    Segundo o Cepea, o desempenho das exportações sustenta a receita do setor. Isso ocorre apesar da ampla oferta interna e da queda dos preços domésticos. Além disso, a desvalorização cambial também pressiona o mercado brasileiro da soja.

    Recorde de exportação

    Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja. O volume representa recorde histórico da série da Secex. O resultado superou em 15,35% o volume embarcado em março. Na comparação anual, o avanço foi de 9,6%.

    As vendas para a China cresceram 17,6% entre março e abril. O país segue como principal comprador da soja brasileira.

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 40,24 milhões de toneladas. O volume também representa recorde para o período.

    Milho

    Enquanto isso, os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A maior oferta pressiona o mercado. A colheita da safra de verão e os estoques elevados ampliam a disponibilidade do cereal.

    Diante desse cenário, compradores encontram facilidade para fechar negócios. Além disso, muitos aguardam novas quedas nos preços. Parte dos vendedores também flexibiliza negociações no mercado spot.

    Segundo o Cepea, os armazéns recebem lotes de soja e milho da safra de verão. Ao mesmo tempo, ainda há estoques remanescentes da temporada 2024/25. Por isso, produtores buscam liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.

    Apesar disso, o clima preocupa agentes do mercado. Algumas regiões produtoras da segunda safra enfrentam falta de chuva e altas temperaturas.

    Além disso, previsões de frentes frias voltaram ao radar do setor. Caso as condições climáticas adversas persistam, o potencial produtivo das lavouras poderá diminuir.

    Até o momento, a Conab estima produção de 109,11 milhões de toneladas na segunda safra de milho.

  • Mercado de frango sobe pela primeira vez no ano

    Mercado de frango sobe pela primeira vez no ano

    Após três meses de quedas, o mercado avícola brasileiro voltou a registrar alta em abril. Segundo pesquisadores do Cepea, todos os produtos da cadeia avícola subiram no período.

    A demanda doméstica por carne de frango cresceu durante o mês. Além disso, os reajustes nos combustíveis elevaram os custos do frete.

    Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado encerrou abril com média de R$ 7,16 por quilo. O valor avançou 7,4% frente a março. Mesmo com a recuperação, o preço segue abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

    O valor de abril também ficou inferior aos R$ 7,47 por quilo observados em janeiro. Os dados foram deflacionados pelo IPCA de março de 2026. Desde dezembro, o produto acumula desvalorização real de 8,9%.

    Ainda conforme o Cepea, as altas ganharam força no fim da primeira quinzena de abril. O pagamento de salários impulsionou o consumo no mercado interno. Ao mesmo tempo, o aumento dos combustíveis encareceu o transporte e pressionou os preços do setor.

    Por outro lado, a segunda quinzena registrou desaceleração da demanda nacional. Os feriados de Tiradentes, em 21 de abril, e do Dia do Trabalho, em 1º de maio, reduziram o ritmo das negociações. Com isso, o mercado avícola registrou ajustes pontuais nos preços da proteína no fim do mês.