Tag: Preço

  • Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    Arroz atinge maior preço desde setembro de 2025

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul ampliou a recuperação dos preços nos últimos dias. Assim, o Indicador CEPEA/IRGA-RS alcançou o maior nível desde setembro de 2025. A oferta restrita de arroz, a recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento das exportações sustentam as cotações. Esses fatores mantêm o mercado firme.

    Segundo pesquisadores do Cepea, os produtores seguem seletivos e aguardam novas altas nos preços. Ao mesmo tempo, parte das indústrias elevou pontualmente as ofertas para garantir o abastecimento.

    Por outro lado, algumas indústrias reduziram as compras. Elas enfrentam dificuldades para repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Como consequência, o mercado de arroz registra liquidez moderada, mesmo com a valorização dos preços.

    Mercado de algodão mantém preços sustentados

    Foto: divulgação – Embrapa/Fabiano José Perina

    O mercado brasileiro de algodão em pluma continua com baixa liquidez. Ainda assim, os vendedores sustentam as cotações diante do impasse sobre preços e, em alguns casos, da qualidade dos lotes ofertados.

    De acordo com o Cepea, vendedores ativos mantêm posição firme, principalmente para lotes de melhor qualidade. Além disso, algumas indústrias realizam compras pontuais, o que ajuda a sustentar os preços.

    Enquanto isso, os agentes acompanham o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26. Essas etapas são essenciais para cumprir contratos a termo destinados aos mercados interno e externo.

    Pelo lado da demanda, o setor ainda registra vendas moderadas de produtos manufaturados. No entanto, dados recentes do IBGE apontam uma leve reação do mercado, indicando possível recuperação da atividade.

  • Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Etanol cai em São Paulo apesar do aumento da mistura

    Os preços do etanol continuam em queda no mercado de São Paulo. A oferta crescente e a demanda fraca pressionam as cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as férias escolares reduziram o fluxo de veículos. Como resultado, o consumo de combustíveis perdeu força.

    Na semana passada, distribuidoras compraram pequenos volumes em São Paulo. Em alguns casos, elas buscaram maiores quantidades em outros estados. Mesmo assim, vendedores precisaram reduzir ainda mais os preços para fechar negócios.

    Além disso, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina não impulsionou a demanda. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação da mistura de 30% para 32% na última terça-feira (14). A medida entrará em vigor em 1º de agosto. Ela terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

    Segundo o Cepea, a mudança ainda não gerou efeitos concretos sobre o mercado. Os pesquisadores também destacam que algumas usinas anteciparam vendas quando os preços estavam mais atrativos. Por isso, essas unidades reduziram a participação nas negociações do mercado spot nas últimas semanas.

    Açúcar cristal mantém oscilações em São Paulo

    Os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando no mercado paulista. Nos últimos dias, as cotações registraram altas expressivas. O movimento acompanhou a valorização do mercado internacional. Ainda assim, a recuperação não definiu uma tendência consistente para os preços.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a volatilidade resulta das mudanças constantes em fatores do mercado interno e externo. Esse cenário dificulta uma direção mais clara para as cotações. Ao mesmo tempo, a produção atende às expectativas do setor. As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra. Com isso, a oferta abastece o mercado interno e ainda garante excedentes para exportação.

  • Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    Terceira safra derruba preço do feijão carioca no campo

    A entrada da terceira safra continua pressionando os preços do feijão carioca no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, o aumento gradual da oferta reduz os valores pagos ao produtor. Além disso, compradores adotam postura cautelosa diante da maior disponibilidade do grão.

    No mercado do feijão-preto, o cenário segue diferente. A confirmação de uma produção menor mantém as cotações sustentadas. Mesmo assim, a demanda ainda limita movimentos mais fortes de valorização.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que os preços no campo já refletem o avanço da oferta. Por outro lado, o varejo ainda incorpora as altas registradas durante a primeira e a segunda safras. Esse descompasso mantém os preços ao consumidor em patamar superior ao observado no mercado produtor.

     

  • Etanol recua com avanço da moagem da cana

    Etanol recua com avanço da moagem da cana

    Os preços do etanol anidro e hidratado voltaram a cair com mais intensidade no mercado paulista. Segundo o Cepea, o clima favorável acelerou a moagem da cana-de-açúcar e ampliou a oferta do biocombustível.

    Além disso, a entrada de etanol de outros estados aumentou a disponibilidade do produto em São Paulo. Como resultado, as cotações sofreram maior pressão na última semana.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que as usinas de açúcar e etanol enfrentam forte pressão financeira. Os custos elevados e as altas taxas de juros desafiam a rentabilidade do setor. Esse cenário também amplia o endividamento das empresas sucroenergéticas. Afinal, as usinas dependem de recursos para manter as operações, investir e expandir a capacidade produtiva.

    Diante desse contexto, o Cepea avalia que o setor sucroenergético enfrentará um ambiente desafiador nos próximos meses.

    Açúcar mantém estabilidade com negociações pontuais

    Os preços do açúcar cristal branco permanecem praticamente estáveis no mercado paulista. Segundo o Cepea, os negócios seguem pontuais. Os compradores acompanham o ritmo da safra no Centro-Sul. Ao mesmo tempo, os vendedores mantêm posição firme e evitam reduzir os preços.

    Ainda conforme o Cepea, as chuvas registradas em maio e junho desaceleraram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar. Por outro lado, as precipitações favoreceram o desenvolvimento dos canaviais que serão colhidos na segunda metade da safra.

  • Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Os preços do suíno vivo seguiram em queda durante junho. Assim, o mercado acumulou o sexto mês consecutivo de desvalorização. Na região SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, a cotação alcançou o menor nível real desde julho de 2006. O cálculo considera os preços corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

    A média mensal ficou em R$ 5,25 por quilo. O valor recuou 2,9% frente a maio. Além disso, registrou queda de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em julho de 2006, o suíno vivo era negociado por R$ 5,14 por quilo na mesma região.

    Oferta elevada pressiona mercado

    Segundo o Cepea, o atual cenário confirma a tendência de baixa observada desde o início de 2026. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas informaram que o plantel de matrizes cresce há aproximadamente quatro anos. No entanto, a demanda doméstica não acompanha esse avanço.

    Exportações não absorvem excedente

    Além disso, as exportações seguem insuficientes para absorver o excedente de oferta. Como resultado, o mercado mantém pressão sobre os preços do suíno vivo. De acordo com o Cepea, esse desequilíbrio continua sustentando a trajetória de queda das cotações.

  • Preço do boi gordo sobe no primeiro semestre de 2026

    Preço do boi gordo sobe no primeiro semestre de 2026

    O preço do boi gordo encerrou o primeiro semestre de 2026 em alta. A baixa oferta de animais para abate, a valorização do bezerro e a demanda aquecida da China sustentaram as cotações em toda a cadeia pecuária.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que o elevado abate de fêmeas também influenciou o mercado. Esse cenário reduz a disponibilidade futura de animais terminados e reforça a tendência de preços firmes.

    Baixa oferta impulsiona o mercado do boi gordo

    Durante os seis primeiros meses do ano, a oferta restrita de boi gordo pronto para abate deu sustentação aos preços. Ao mesmo tempo, a valorização do bezerro fortaleceu o mercado de reposição. Além disso, o elevado número de fêmeas destinadas ao abate deve limitar a oferta de animais nos próximos meses.

    A demanda internacional também contribuiu para esse movimento. A China manteve forte interesse pela carne bovina brasileira e ajudou a sustentar as cotações. Segundo o Cepea, esses fatores garantiram valorização em todos os segmentos da cadeia pecuária.

    Indicador do boi gordo registra alta no semestre

    Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, no estado de São Paulo, fechou com média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% sobre janeiro. Naquele mês, a média foi de R$ 332,14 por arroba, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.

    Abril teve a maior cotação da arroba

    O Cepea informa que abril registrou o maior preço do semestre. Naquele mês, a arroba do boi gordo atingiu média real de R$ 365,93 em São Paulo. Os pesquisadores explicam que a transição da safra para a entressafra reduziu a oferta de animais terminados. Como resultado, os preços avançaram.

    Mercado contraria comportamento histórico

    A série histórica do Cepea, iniciada em 1997, mostra que os preços da arroba costumam cair entre janeiro e junho. Esse comportamento reflete a maior disponibilidade de animais para abate no primeiro semestre.

    Em 2026, porém, o mercado seguiu direção diferente. A oferta restrita de boi gordo manteve os preços elevados e contrariou a sazonalidade do setor pecuário.

     

     

  • Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    O preço do leite ao produtor ficou praticamente estável em maio de 2026. A pesquisa do Cepea, da Esalq/USP, apontou média de R$ 2,6617 por litro.

    O valor recuou 0,45% em relação a abril. Além disso, ficou 3,8% abaixo do registrado em maio de 2025, em termos reais. Os dados consideram valores deflacionados pelo IPCA de maio.

    Sudeste e Centro-Oeste sustentam preços do leite

    O mercado apresentou comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, os preços seguiram em alta durante maio. Nessas regiões, a produção permaneceu limitada pela sazonalidade.

    Além disso, muitos produtores reduziram investimentos após as margens apertadas registradas em 2025. Como resultado, a oferta continuou restrita.

    Esse cenário manteve a concorrência entre os laticínios pela compra de leite cru. Assim, as negociações permaneceram aquecidas nessas bacias leiteiras. Por outro lado, o Sul registrou queda nos preços. O clima favorável, as boas pastagens de inverno e a rápida recuperação da produção aumentaram a oferta.

    O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra queda de 13,7%.

    Custo de produção recua pela primeira vez em 2026

    O Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou, em maio, a primeira queda do ano. Segundo o Cepea, o indicador recuou 1,39% na Média Brasil frente ao mês anterior. Apesar da redução mensal, o custo ainda acumula alta de 1,80% em 2026. O aumento no ano reflete despesas maiores com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

    Derivados lácteos registram queda nos preços

    Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostrou recuo nos preços do leite UHT em maio. O produto perdeu 7,56% de valor em comparação com abril. Enquanto isso, a muçarela e o leite em pó permaneceram praticamente estáveis.

    A muçarela avançou 0,12%. Já o leite em pó registrou alta de 0,13%. Na primeira quinzena de junho, o movimento de queda ganhou força entre os derivados lácteos.

    Importações de lácteos crescem em maio

    As importações brasileiras de lácteos aumentaram 3,58% em maio. O volume alcançou 226,21 milhões de litros equivalente-leite (EqL). Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 28%.

    As exportações também avançaram no período. O volume embarcado cresceu 45,33% e totalizou 5,81 milhões de litros EqL. Mesmo assim, o resultado ficou 21,42% abaixo do registrado em maio do ano passado.

    Expectativa aponta diferenças entre regiões

    O Cepea projeta comportamentos distintos para o mercado do leite em junho. A expectativa indica continuidade da queda nos preços no Sul. Por outro lado, Sudeste e Centro-Oeste devem manter tendência de alta até alcançar maior estabilidade.

  • Entenda a alta de preço do etanol pela terceira semana

    Entenda a alta de preço do etanol pela terceira semana

    As chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar limitaram a produção de etanol no Centro-Sul brasileiro. Com menor oferta, os preços do biocombustível avançaram pela terceira semana seguida.

    Segundo o Cepea, as precipitações interromperam as atividades industriais em diversas usinas. Por isso, o processamento da cana perdeu ritmo e reduziu a disponibilidade de etanol. Como consequência, as usinas elevaram os preços ofertados ao mercado. Ainda assim, algumas unidades negociaram valores menores devido à liquidez limitada.

    Distribuidoras acompanham produção da nova safra

    Do lado da demanda, as distribuidoras mantiveram uma postura cautelosa durante as negociações. Os compradores acompanham o bom desempenho da produção de etanol na safra 2026/27 antes de ampliar as aquisições.

    Chuvas também favorecem preços do açúcar

    O mercado de açúcar cristal branco também reagiu às chuvas na última semana. As precipitações reduziram o ritmo da colheita e diminuíram a oferta do produto no mercado paulista à vista. Com isso, os preços registraram leve recuperação.

    Mesmo diante desse cenário, compradores continuam resistentes às negociações. Eles esperam novas quedas nos preços e mantêm a liquidez reduzida.

    Oferta elevada limita reação do açúcar

    Segundo o Cepea, o mercado ainda percebe uma oferta relativamente abundante de açúcar. Além disso, agentes destacam a expansão da produção de etanol de milho e a elevada capacidade instalada de açúcar no Centro-Sul.
    Esses fatores seguem limitando altas mais expressivas nos preços do açúcar, mesmo com a redução temporária da oferta provocada pelas chuvas.

     

  • Preço do óleo de soja recua e puxa queda nos custos domésticos

    Preço do óleo de soja recua e puxa queda nos custos domésticos

    A safra recorde de soja no Brasil já impacta diretamente o bolso do consumidor em 2026. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), mostra queda consistente nos preços dos óleos de cozinha, com destaque para o óleo de soja.

    Em maio, a categoria de óleos registrou retração, acumulando deflação de 6,05% no ano. O óleo de soja lidera o movimento: ficou 1,28% mais barato no mês e soma queda de 10,20% em 2026. O produto, essencial na cesta básica, contribui diretamente para reduzir o custo das refeições no dia a dia.

    O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, atribui o recuo ao aumento da oferta da commodity no Brasil e no mercado internacional. Segundo ele, dados do Cepea indicam que a colheita brasileira está praticamente concluída, confirmando a safra recorde estimada em 180 milhões de toneladas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Cenário global

    Além do Brasil, o cenário global reforça a tendência de preços mais baixos. A Argentina avança na colheita, enquanto os Estados Unidos seguem com a semeadura, ampliando as expectativas de oferta.

    Com maior disponibilidade de soja, o mercado registra pressão negativa sobre os preços, o que favorece o consumo e reduz o impacto da inflação sobre itens básicos. O óleo de soja, amplamente utilizado na alimentação doméstica, amplia esse efeito ao baratear o preparo das refeições.

    O levantamento da APAS também aponta comportamento estável em outras categorias essenciais. Produtos de higiene e beleza registraram leve queda de 0,16% em maio. Já os artigos de limpeza acumulam alta moderada de 0,39% no ano, indicando controle nos preços desses itens de consumo recorrente.

  • Soja ganha apoio da demanda por derivados

    Soja ganha apoio da demanda por derivados

    A demanda por derivados de soja nos Estados Unidos fortaleceu os contratos futuros da oleaginosa na CME Group, Bolsa de Chicago. O movimento elevou as cotações do farelo e do óleo e sustentou os preços da soja em grão.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização dos derivados resulta do aumento da demanda interna e externa. Além disso, consumidores domésticos e compradores estrangeiros ampliaram as aquisições.

    A procura internacional também cresceu após novos conflitos envolvendo navios no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, notícias sobre uma possível paralisação na Argentina reforçaram esse movimento. De acordo com o Cepea, esses fatores podem favorecer as exportações de soja dos Estados Unidos e do Brasil.

    Exportações aquecem mercado brasileiro de soja

    No Brasil, o interesse pela soja destinada à exportação aumentou a disputa entre compradores internacionais e indústrias esmagadoras. Como consequência, os prêmios de exportação avançaram e sustentaram os preços da soja no mercado interno, conforme o Cepea.

    Queda dos preços do milho perde intensidade

    O movimento de queda das cotações do milho perdeu força em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O avanço da colheita da segunda safra havia pressionado os preços nas últimas semanas.

    Segundo o Centro de Pesquisas, as baixas temperaturas em algumas regiões preocupam produtores. Eles temem possíveis impactos sobre as lavouras. Apesar disso, os negócios seguem limitados pela menor participação dos compradores. Muitos agentes também afirmam estar abastecidos para o curto e o médio prazos.