Tag: Ovos

  • Preços dos ovos caem na primeira quinzena de julho

    Preços dos ovos caem na primeira quinzena de julho

    Os preços dos ovos caíram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea na primeira quinzena de julho. Em geral, a demanda menor, principalmente por causa das férias escolares, reduziu o ritmo das vendas e pressionou os valores do produto.

    Desconto para venda

    Com o consumo mais fraco, produtores ofereceram descontos para fechar negócios e garantir o escoamento da produção. Segundo colaboradores do Cepea, as temperaturas amenas registradas em várias regiões também reduziram a produção nas granjas. Mesmo com menor oferta, a demanda ainda fraca impediu a valorização dos ovos no atacado e varejo.

    Tarifas de Donald Trump

    Desde a semana passada, o setor de ovos acompanha as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. No primeiro semestre, os EUA compraram 61% do volume exportado pelo Brasil, com alta de 1.274% no ano. Ou seja, as compras aceleradas renovaram recordes mensais nos últimos cinco meses, segundo dados do Cepea.

    Apesar da relevância nos embarques, as exportações representam menos de 1% da produção nacional. Por isso, o impacto da medida no mercado interno pode ser limitado neste primeiro momento. No entanto, outros setores do agronegócio devem sentir efeitos mais intensos com a nova tarifa.

    Poder de compra do avicultor melhora em julho

    Após queda em junho, o poder de compra do avicultor paulista voltou a subir nesta parcial de julho. Em geral, a combinação entre a valorização do frango vivo e a queda dos insumos fortaleceu essa recuperação.

    Segundo o Cepea, os preços do frango vivo subiram após a retomada gradual das exportações brasileiras. Em junho, o mercado sofreu com restrições comerciais, após um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. O registro ocorreu em uma granja comercial do município de Montenegro, impactando as negociações externas. Com a volta das exportações para alguns mercados, os preços do frango vivo começaram a reagir. Portanto, essa recuperação ajudou o avicultor a melhorar a relação de troca com o milho e o farelo de soja.

    O cenário atual reforça a importância da estabilidade sanitária para a competitividade da avicultura brasileira.

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  • Exportações de ovos disparam com apoio da cidade de Bastos

    Exportações de ovos disparam com apoio da cidade de Bastos

    As exportações de ovos do Brasil voaram alto no primeiro semestre de 2025. Com recordes de embarques e cifras que impressionam até os mais céticos, o setor empacotou confiança, qualidade e competitividade para o mundo inteiro — e levou no pacote uma cidade que põe, literalmente, a galinha na frente: Bastos (SP).

    De janeiro a junho, o país enviou ao exterior 24.915 toneladas de ovos — um salto de 192,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o faturamento acompanhou o ritmo e também cresceu: foram US$ 57,7 milhões, o que representa uma alta de 216,3%. Para completar, a cereja no topo veio em junho, com 6.558 toneladas exportadas — quase quatro vezes mais que no mesmo mês do ano anterior.

    Estados Unidos lideram importações

    E sabe pra onde foi tanto ovo? Estados Unidos, claro, liderando com folga: 15.202 toneladas e uma receita de US$ 33,1 milhões. México e Japão vieram logo atrás, seguidos por destinos mais improváveis como Serra Leoa e Angola. Até o Chile, que reduziu a demanda, continua no radar.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, diz que o desempenho marca uma virada no setor. “Os embarques de ovos atingiram patamares históricos neste primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como os Estados Unidos, México e Japão”, afirmou. Segundo ele, o avanço mostra o quanto o mundo reconhece “a qualidade, biossegurança e competitividade do produto brasileiro”.

    Bastos transforma tradição em motor das exportações

    Mas por trás desses números, há uma cidade que faz o milagre diário de transformar milho em proteína e rotina em potência. Bastos, no interior de São Paulo, ostenta o título de Capital do Ovo e não é à toa: são 22 milhões de unidades por dia, ou, para os mais apressados, cerca de 290 ovos por segundo. É o tipo de número que deixa até relógio tonto.

    Com pouco mais de 20 mil habitantes, o município abriga 30 milhões de galinhas poedeiras e produz quase metade de todos os ovos do estado. E tudo começou lá atrás, nos anos 1930, quando imigrantes japoneses trouxeram mais que cultura e disciplina: trouxeram galinhas. E elas ficaram.

    Festa do Ovo celebra produção

    A cidade é também sede da tradicional Festa do Ovo, que neste ano será realizada de 27 a 31 de agosto. Durante o evento, produtores e compradores se encontram, negócios se fecham e, como resultado, o orgulho local transborda como gema quebrada em prato quente. Além disso, o concurso estadual, que premia a qualidade dos ovos, reforça o prestígio da cidade. No fim das contas, a festa celebra uma cadeia produtiva que emprega milhares, movimenta milhões e reafirma a vocação de Bastos para alimentar o Brasil e agora, o mundo.

    Entre a galinha e o contêiner, Bastos mostra que, sim, o Brasil pode liderar até onde menos se espera. Afinal, quem diria que uma cidade tão pequena conseguiria alimentar o mundo inteiro, ovo por ovo?

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  • Como proteger sua criação doméstica contra a gripe aviária

    Como proteger sua criação doméstica contra a gripe aviária

    Nos últimos tempos, casos de gripe aviária têm sido registrados no Brasil, inclusive em pequenas criações e granjas de subsistência. Essa doença é causada por um vírus altamente contagioso. E pode dizimar plantéis de galinhas, patos, perus e outras aves, trazendo prejuízos econômicos e riscos à saúde animal. Se você tem uma criação doméstica, é fundamental adotar medidas de prevenção para evitar que o vírus se espalhe entre seus animais.

    O controle rigoroso do acesso de pessoas e animais ao local onde criam as aves figura entre as primeiras recomendações. É importante evitar visitas, sobretudo quando a pessoa teve contato recente com outras granjas ou aves silvestres. Da mesma forma, é importante manter cães, gatos e outros animais domésticos afastados do galinheiro, pois eles podem carregar o vírus indiretamente, mesmo sem adoecer.

    Outro ponto crítico é evitar qualquer contato entre suas aves e animais selvagens, como pássaros migratórios, que são os principais transmissores da gripe aviária. Manter o galinheiro telado ou coberto é uma das melhores formas de impedir que aves infectadas tenham acesso ao local. Além disso, é essencial não deixar comida e água expostas, já que isso pode atrair animais silvestres. Sempre que possível, mantenha os comedouros e bebedouros em áreas protegidas.

    A higiene também desempenha um papel fundamental na prevenção. Lavar as mãos antes e depois de lidar com as aves, desinfetar regularmente os equipamentos usados no manejo e manter as instalações limpas são práticas que reduzem muito o risco de contaminação. Se possível, use roupas e calçados específicos para entrar no galinheiro, evitando levar sujeira ou vírus de outros locais.

    Alimentação das aves

    A alimentação das aves merece atenção especial. Nunca ofereça restos de comida crua, especialmente ovos ou carnes de origem desconhecida, pois eles podem estar contaminados. Os produtores devem oferecer água limpa e, de preferência, tratada, evitando usar fontes que aves silvestres possam ter acessado, como riachos ou poças.

    Monitorar a saúde do plantel diariamente é outra medida crucial. Sintomas como mortalidade repentina, penas arrepiadas, coriza, diarreia e queda na produção de ovos podem indicar a presença da doença. Se notar qualquer sinal suspeito, isole as aves doentes imediatamente e entre em contato com o serviço veterinário oficial da sua região, como a defesa agropecuária estadual ou o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Não tente tratar os animais por conta própria, pois a gripe aviária exige medidas específicas de controle.

    Por fim, ao adquirir novas aves, prefira sempre fornecedores confiáveis e certificados. Nunca introduza animais de origem desconhecida no seu plantel sem antes mantê-los em quarentena por pelo menos 30 dias. Se houver surtos da doença na sua região, evite ao máximo o transporte de aves e ovos, seguindo rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias.

    Grande São Paulo registra primeiro caso de Influenza Aviária em criação de subsistência

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Defesa Agropecuária, confirmou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência na região de Parelheiros, na Grande São Paulo. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) analisou as amostras e identificou o caso, confirmando a presença do vírus em duas galinhas de uma propriedade particular.

    No sábado, 12 de julho, equipes da Defesa Agropecuária realizaram o sacrifício sanitário das 10 aves restantes que conviviam com as infectadas, além do descarte apropriado dos animais e desinfecção completa do local. “A atuação contou ainda com descarte apropriado das aves e desinfecção do local”, explicou Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA).

    A Defesa Agropecuária afirmou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais nas proximidades do foco. E que, a partir de hoje (14), vai intensificar a vigilância ativa em propriedades vizinhas, num raio de 10 km, para identificar possíveis novos casos de Influenza Aviária.

    Apesar do registro em uma criação de subsistência, o status sanitário de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) permanece inalterado. As autoridades reforçam que não há risco para a população e que o consumo de carne de aves e ovos segue seguro.

    Novo foco em ave ornamental de Sorocaba

    Além do caso em Parelheiros, a Defesa Agropecuária confirmou, também na sexta-feira (11), um foco positivo de IAAP em um peru ornamental. Ele está localizado em um condomínio de Sorocaba, onde vivem cerca de 200 aves. As equipes realizaram o abate sanitário dos animais que tiveram contato com a ave infectada e, nesta segunda-feira (14), retornam ao local para dar continuidade às ações de vigilância.

    Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorocaba realizou uma campanha de orientação junto aos moradores do condomínio. Com alerta para sinais clínicos da doença em aves, como tremores, dificuldade respiratória, coriza nasal, espirros, asas caídas, torção de pescoço, incoordenação motora e andar em círculos.

    A gripe aviária representa uma ameaça real, mas cuidados básicos de biossegurança ajudam a proteger a criação doméstica e a evitar prejuízos maiores. Assim, a prevenção é a melhor estratégia para manter suas aves saudáveis e garantir a segurança alimentar da sua família. Fique atento, adote boas práticas e, em caso de dúvidas, consulte sempre um profissional especializado.

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  • 22 milhões de ovos por dia; conheça a Capital do Ovo

    22 milhões de ovos por dia; conheça a Capital do Ovo

    Bastos, no interior de São Paulo, é conhecida como a Capital do Ovo. A cidade produz cerca de 22 milhões de ovos por dia, o que equivale a aproximadamente 290 ovos por segundo. Esse volume representa cerca de 11% da produção nacional e quase metade do total produzido no estado de São Paulo.

    Com pouco mais de 20 mil habitantes, Bastos abriga o maior plantel de galinhas poedeiras do país, com cerca de 30 milhões de aves alojadas. A avicultura é o motor da economia local, movimentando o comércio, a indústria e os serviços da região.

    A história da cidade começou em 1928, nas terras da antiga Fazenda Bastos, propriedade da família Bastos. A fundação do município contou com a participação de Senjiro Hatanaka, enviado pelo governo japonês para buscar terras que recebessem imigrantes japoneses. A cultura japonesa marcou profundamente a região, influenciando a disciplina e o comprometimento dos produtores locais.

    Imigração

    Na década de 1930, os imigrantes japoneses iniciaram a criação de galinhas poedeiras, que logo se tornou a principal atividade econômica. O modelo de produção se espalhou entre as famílias, consolidando Bastos como polo nacional da avicultura de postura.

    Os produtores trabalham de forma independente, mas mantêm uma forte união em prol da qualidade e inovação. A cidade é referência em tecnologia e troca de conhecimento no setor. “Bastos respira avicultura, e isso faz toda a cadeia evoluir junto”, afirma Douglas Sato, produtor local.

    A tradição e o orgulho da cidade se refletem na Festa do Ovo, evento realizado há 55 anos. Esse ano realizada de 27 a 31 de agosto. A festa reúne produtores, compradores e visitantes de todo o Brasil para valorizar o alimento, fomentar negócios e premiar a qualidade dos ovos no Concurso Estadual de Qualidade de Ovos.

    A produção de ovos movimenta milhões e garante emprego para milhares na região. Com tecnologia avançada e logística eficiente, Bastos mantém sua liderança no setor e busca expandir mercados, inclusive para exportação.

    Enquanto isso, os moradores seguem orgulhosos. Afinal, não é todo dia que uma cidade pequena ajuda a alimentar um país inteiro.

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  • EUA lideram importações de ovos do Brasil

    EUA lideram importações de ovos do Brasil

    As exportações brasileiras de ovos dispararam no primeiro semestre de 2025. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 24.915 toneladas entre janeiro e junho. O volume representa alta de 192,5% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportadas 8.518 toneladas.

    A receita também avançou de forma expressiva. O setor faturou US$ 57,759 milhões no semestre, resultado 216,3% superior ao registrado no ano passado, com US$ 18,622 milhões.

    Em junho, o Brasil exportou 6.558 toneladas de ovos. O volume representa crescimento de 308,3% frente ao mesmo mês de 2024. A receita chegou a US$ 15,659 milhões no período, alta de 288,8% na comparação anual.

    Principais destinos

    Os Estados Unidos se destacaram como principal destino dos ovos brasileiros. O país importou 15.202 toneladas, um aumento de 1247% frente ao primeiro semestre de 2024. O faturamento com os embarques aos EUA somou US$ 33,1 milhões, alta de 1586,2%.

    Na sequência, aparecem o México, com 1.586 toneladas e US$ 6,9 milhões em receita, e o Japão, com 1.570 toneladas (+152,1%) e US$ 3,7 milhões (+143,2%).

    Angola também ampliou as compras e importou 686 toneladas, gerando US$ 1,1 milhão em receita. Serra Leoa adquiriu 473 toneladas (+359,6%) e movimentou US$ 766 mil (+373,5%). Já o Uruguai comprou 369 toneladas (-14,3%) e pagou US$ 1,24 milhão (-18,5%).

    O Chile registrou retração nas importações. O país reduziu em 16,6% os volumes embarcados (2.426 toneladas) e recuou 2% na receita, que somou US$ 6,85 milhões.

    Momento histórico

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o setor vive um momento histórico nas exportações. “A presença brasileira cresceu em mercados estratégicos como EUA, México e Japão”, afirmou. Santin destacou ainda a confiança internacional no produto brasileiro. “Qualidade, biossegurança e competitividade são fatores que impulsionam o desempenho do setor”, disse.

    A ABPA projeta um segundo semestre positivo, se houver a manutenção das condições atuais. A entidade acredita que o Brasil pode consolidar um novo ciclo de crescimento nas exportações, sem comprometer a oferta interna.

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  • Alívio no bolso: preço do frango cai em de julho

    Alívio no bolso: preço do frango cai em de julho

    Os preços da carne de frango iniciaram julho em queda na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea. A pressão veio da oferta maior que a demanda. Em geral, esse cenário ainda reflete as restrições às exportações brasileiras.

    Alguns países suspenderam os embarques após um caso de influenza aviária ser confirmado em Montenegro (RS), no dia 15 de maio. Pesquisadores explicam que, mesmo com a retomada parcial das exportações, o consumo interno continua abaixo do necessário para equilibrar o mercado.

    Nesta terça-feira, dia 8, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que Filipinas, Singapura e África do Sul retiraram as restrições. A retomada desses mercados é positiva, mas os preços no Brasil seguem pressionados pela elevada oferta interna.

    Exportações de ovos batem recorde histórico no semestre

    O Brasil registrou o melhor desempenho da história nas exportações de ovos no primeiro semestre de 2025. Os embarques, que incluem ovos in natura e processados, cresceram 192% entre janeiro e junho, segundo a Secex.

    O volume somou 24,9 mil toneladas, o maior da série iniciada em 1997. A receita também foi recorde: US$ 57,8 milhões. Esse valor representa aumento de 216% em relação ao mesmo período de 2024, conforme análise do Cepea.

    Apesar do bom desempenho externo, os preços no mercado interno seguem em queda, de acordo com levantamento do Cepea. Houve leve melhora na liquidez em julho, mas a pressão por descontos aumentou nas negociações.

    Os analistas acompanham o comportamento das vendas neste mês. Com as férias escolares, parte da produção vai para o consumo doméstico, o que pode intensificar a pressão sobre os preços.

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  • Preços do frango reagem com retomada das exportações

    Preços do frango reagem com retomada das exportações

    Após semanas de queda, os preços do frango vivo e da carne começaram a reagir nesta semana, segundo o Cepea. Ou seja, esse movimento interrompeu a trajetória negativa iniciada na última semana de maio, causada pelas restrições comerciais à carne brasileira.

    Essas barreiras surgiram após a confirmação de um foco de gripe aviária no Brasil, o que afetou diretamente as exportações. No entanto, o cenário mudou no dia 18 de junho, quando o país voltou a ser certificado como livre da doença. Com isso, o setor avícola retomou o otimismo e observou aumentos pontuais nos preços da carne e do frango vivo em algumas regiões. Em outras praças, os valores se mantiveram estáveis.

    Apesar da retração típica nas vendas no fim do mês, os preços subiram por dois fatores principais. Primeiro, a carne de frango ficou mais competitiva que a bovina e a suína. Segundo, 16 países que haviam suspendido temporariamente as compras voltaram a importar a proteína brasileira. Portanto, esse cenário ajudou a sustentar os preços, mesmo com o menor poder de compra da população no final do mês.

    Preços dos ovos caem ao menor nível de junho

    Enquanto o frango registra reação, o mercado de ovos enfrenta desvalorização nesta reta final de junho. De acordo com o Cepea, os preços chegaram ao menor valor diário do mês em várias regiões acompanhadas pelo centro de pesquisa.

    Segundo agentes do setor, dois fatores contribuíram para a queda: o feriado de Corpus Christi e o fim de mês. Esses elementos reduziram a demanda, já que a população costuma estar com menor capital nesse período.

    Em paralelo, o Ministério da Agricultura declarou encerrado o estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS). O alerta havia sido emitido após a confirmação de gripe aviária em uma granja comercial no município. Com isso, o Brasil recuperou oficialmente o status de livre da doença.

    Mesmo assim, os pesquisadores do Cepea destacam que as exportações de produtos avícolas, como ovos, ainda não foram normalizadas. A retomada completa do mercado externo pode levar mais tempo, dependendo da reabertura total dos países importadores.

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  • Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    O agronegócio do Espírito Santo alcançou um novo recorde histórico nos cinco primeiros meses de 2025. As exportações somaram US$ 1,249 bilhão (aproximadamente R$ 6,9 bilhões), o maior valor já registrado para o período de janeiro a maio. O desempenho representa estabilidade em relação ao mesmo intervalo de 2024, com leve crescimento de 0,1%. E segue a tendência nacional, já que o Brasil registrou alta de 0,6% nas exportações do setor no mesmo período.

    O Espírito Santo embarcou 967,8 mil toneladas de produtos agropecuários para o exterior entre janeiro e maio de 2025. E se mantém como referência nacional em diversificação e competitividade. O complexo cafeeiro permanece como principal destaque, respondendo por US$ 612,2 milhões (49% do total exportado). Celulose (US$ 388,6 milhões, 31,1%) e pimenta-do-reino (US$ 175,7 milhões, 14,1%) vieram logo em seguida. Outros produtos relevantes foram mamão (US$ 13,9 milhões), carne bovina (US$ 12,1 milhões), chocolates e preparados com cacau (US$ 7,5 milhões), gengibre (US$ 5,2 milhões), pescados (US$ 5,1 milhões), álcool etílico (US$ 3,9 milhões) e ovos (US$ 3,6 milhões).

    Ovos superam carne de frango e exportações crescem 736%

    Um dado inédito foi registrado na avicultura capixaba. As exportações de ovos cresceram 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, ultrapassando pela primeira vez a carne de frango em valor exportado. Os Estados Unidos foram responsáveis por 97% das compras de ovos capixabas. Outros produtos que apresentaram forte crescimento em valor exportado foram pimenta-do-reino (+150%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e gengibre (+2,2%). Em volume, os maiores avanços ocorreram em ovos (+380,6%), pescados (+86,3%), pimenta-do-reino (+51,2%), mamão (+34,5%), gengibre (+21,5%) e café solúvel (+17,4%).

    Os produtos capixabas chegaram a 111 países no período, com destaque para os Estados Unidos (20,3% do valor comercializado), Turquia (9,7%) e China (7,0%) como principais destinos. O agronegócio representou 31,53% das exportações totais do Espírito Santo entre janeiro e maio de 2025.

    Liderança nacional em produtos estratégicos

    O Espírito Santo consolidou-se como o maior exportador brasileiro de gengibre (58% da participação nacional), pimenta-do-reino (65%) e mamão (42%). No segmento do café, o estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, considerando café cru, solúvel e torrado/moído.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o desempenho do agro capixaba evidencia a competitividade do setor e a capacidade de adaptação frente às oscilações do mercado internacional. A diversificação da pauta exportadora e a conquista de novos mercados têm sido fundamentais para amortecer os efeitos da queda nas exportações de café registrada em todo o Brasil neste início de ano.

    “O crescimento das exportações de ovos é histórico, com aumento de 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, com os Estados Unidos respondendo por 97% das compras”, destacou Enio Bergoli, secretário de Agricultura do Espírito Santo.

    A Secretaria de Agricultura desconsiderou os dados de exportação de açúcar de cana referentes a fevereiro e março de 2024 da análise anual, após identificar inconsistências nas bases oficiais. As informações apresentaram distorções em relação às médias históricas e aos dados fornecidos pelas indústrias do setor.

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  • Exportações de ovos batem recorde histórico em maio

    Exportações de ovos batem recorde histórico em maio

    Mesmo com restrições pela gripe aviária, o Brasil aumentou as exportações de ovos em maio. O volume embarcado alcançou 5,36 mil toneladas, segundo dados da Secex, analisados pelo Cepea.

    As vendas subiram 23% frente a abril e dispararam 296% na comparação anual, atingindo o maior volume da série histórica, iniciada em 1997.

    Os Estados Unidos absorveram 77,8% dos ovos exportados no período. A forte demanda americana impulsionou o desempenho do setor. Apesar do foco de Influenza Aviária em uma granja do Rio Grande do Sul, os embarques seguiram firmes.

    No mercado interno, as cotações seguem em alta pela segunda semana consecutiva. Segundo o Cepea, a oferta controlada e a demanda aquecida sustentam os preços nesta primeira quinzena de junho.

    Preço do frango vivo recua e pressiona produtores

    A queda no preço do frango vivo pode interromper o ganho no poder de compra dos avicultores paulistas. Levantamentos do Cepea apontam que o avanço frente ao milho durava dois meses. Em relação ao farelo de soja, eram sete meses de alta.

    A oferta elevada de carne de frango no mercado interno explica o cenário. As restrições às exportações, causadas pela gripe aviária, aumentaram a disponibilidade doméstica. Ou seja, diante disso, compradores adiaram aquisições, o que pressionou os preços.

    Em São Paulo, o frango vivo custa R$ 5,51/kg na média parcial de junho. O valor representa queda de 12% frente ao mês anterior.

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  • Frango recua com oferta elevada e exportações limitadas

    Frango recua com oferta elevada e exportações limitadas

    Os preços do frango vivo e da carne continuam em queda. Em geral, a baixa atinge quase todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o recuo reflete a oferta elevada de carne de frango no mercado interno. Por outro lado, a demanda típica de início de mês segurou quedas mais acentuadas.

    Além disso, os pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta supera a procura. O excesso de produto decorre das restrições impostas às exportações brasileiras. A barreira externa surgiu após a confirmação de um caso de gripe aviária. O registro ocorreu em 15 de maio, em uma granja comercial de Montenegro (RS).

    Mesmo com a melhora nas vendas nos primeiros dias de junho, o mercado segue pressionado. Ao mesmo tempo, os agentes consultados pelo Cepea relatam forte concorrência. Esse cenário impede reajustes positivos nos preços da carne de frango neste início de mês.

    Demanda aquecida impulsiona preços dos ovos em junho

    Após dois meses de queda, os preços dos ovos começaram a subir. O avanço ocorre na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea. Segundo colaboradores do Centro de Pesquisas, a virada do mês elevou o poder de compra da população. Isso impulsionou a demanda por ovos. Além disso, a oferta, que estava alta em maio, agora se mostra ajustada. Portanto, essa combinação favorece os recentes aumentos de preços, segundo analistas.

    Em relação à gripe aviária, o Brasil não registrou novos casos em granjas comerciais até o momento. Se o cenário se mantiver, o país poderá recuperar o status de livre da doença. O prazo termina em 18 de junho, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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