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  • Perigo na garrafa: operação apreende centenas de bebidas clandestinas

    Perigo na garrafa: operação apreende centenas de bebidas clandestinas

    Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de centenas de bebidas produzidas e comercializadas ilegalmente em Curitiba. A ação, realizada em 3 de junho de 2025, identificou a fabricação e a venda de licores e cachaças sem o registro obrigatório exigido pela legislação federal.

    Foto: Divulgação Mapa

    A operação teve início a partir de uma denúncia recebida pela Polícia Civil. O Mapa já acompanhava o estabelecimento e adotava medidas de fiscalização sobre a atividade. A ação contou com auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR) e do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), além do apoio da Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) e do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR).

    Produção funcionava em imóvel adaptado; venda ocorria em área turística

    As investigações revelaram que a fabricação das bebidas ocorria em um imóvel adaptado para essa finalidade. Os responsáveis comercializavam os produtos nas imediações da Pedreira Paulo Leminski e da Ópera de Arame, dois dos principais pontos turísticos da capital paranaense. Isso aumenta a preocupação com a exposição de visitantes e moradores a produtos sem controle sanitário ou de qualidade.

    Durante a operação, os fiscais recolheram produtos prontos para venda, bebidas em processo de fabricação, embalagens, rótulos e insumos. No total, a ação resultou na apreensão de:

    • 61 garrafas de licor de diversos sabores
    • 551 minigarrafas de licor
    • 56 garrafas sem rotulagem
    • 56 garrafas abertas em uso
    • 9 garrafas de cachaça
    • 3 barris de cachaça
    • 6 bombonas de 20 litros com bebidas
    • 87 recipientes com misturas para produção de cachaça e ingredientes vegetais

    Amostras de cachaça com jambu e de licor foram coletadas e encaminhadas para análise físico-química no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Jundiaí (SP).

    Foto: Divulgação Mapa

    Os resultados irão embasar os procedimentos administrativos decorrentes da fiscalização. Um auto de infração foi lavrado contra o estabelecimento.

    Por que o registro é obrigatório

    Todo estabelecimento previamente registrado no Mapa pode produzir bebidas para comercialização no Brasil, e os rótulos devem informar o respectivo número de registro. A exigência vale inclusive para produtos artesanais e coloniais. O registro garante a rastreabilidade da produção, assegura padrões mínimos de qualidade e protege o consumidor de riscos à saúde.

    Além de combater a produção clandestina, a fiscalização do Mapa busca promover a concorrência leal no setor e garantir que os produtos disponíveis no mercado estejam em conformidade com a legislação vigente.

    As investigações e os procedimentos administrativos relacionados ao caso seguem em andamento.

  • Ministério da Agricultura e Procons interditam 19 empresas por irregularidades na produção de café

    Ministério da Agricultura e Procons interditam 19 empresas por irregularidades na produção de café

    Uma operação conjunta entre Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons estaduais e municipais apreendeu mais de 82 mil quilos de produtos irregulares ligados à produção de café torrado. As fiscalizações ocorreram entre os dias 25 e 28 de maio em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

    Foto: Divulgação / Mapa

    Os órgãos federais, estaduais e municipais realizaram 84 ações de fiscalização. As equipes interditaram 19 estabelecimentos, o que representa 32,8% dos locais inspecionados. Os agentes apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matérias-primas usadas na produção do produto.

    Enquanto o Mapa fiscalizou indústrias do setor cafeeiro, os Procons atuaram em supermercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. O objetivo principal dos órgãos de defesa do consumidor consistiu em proteger os direitos dos compradores e retirar de circulação produtos com indícios de adulteração.

    Os produtos apreendidos não representam o café genuinamente produzido no Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente pela qualidade. As mercadorias irregulares, por outro lado, podem prejudicar os consumidores e comprometer a competitividade e a credibilidade de todo o setor produtivo.

    Produtos apreendidos incluem café torrado e moído e insumos usados na adulteração. Foto: Divulgação / Mapa

    A operação integrou um amplo trabalho de monitoramento de mercado. O Mapa e os demais órgãos contaram com apoio técnico e informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de denúncias registradas na plataforma Fala.BR.

  • Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Operação apreende mais de 82 toneladas de produtos irregulares usados na produção de café

    Uma operação conjunta de fiscalização apreendeu mais de 82 toneladas de produtos irregulares utilizados na produção de café durante ações realizadas entre os dias 25 e 28 de maio. A iniciativa teve como foco combater a distribuição e comercialização de cafés torrados com indícios de irregularidade em diferentes estados do país.

    Ao todo, os órgãos responsáveis realizaram 84 fiscalizações e interditaram 19 estabelecimentos, número que representa 32,8% dos locais inspecionados.

    Segundo o balanço divulgado, os fiscais apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído e outros 76.070 quilos de matéria-prima utilizada na fabricação do produto.

    Operação envolveu sete estados e o Distrito Federal

    A ação integrou operações de fiscalização conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, além do Procon-MPMG e outros órgãos de defesa do consumidor.

    As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

    Em Minas Gerais, equipes do Procon-MPMG atuaram especificamente nos municípios de Ervália e Viçosa, na Zona da Mata.

    Fiscalização mira fraudes e riscos à saúde

    De acordo com o Mapa, a fiscalização do café torrado segue critérios definidos pela Portaria SDA/Mapa nº 570/2022, que estabelece regras sobre identidade, qualidade, rotulagem e classificação do produto.

    Além disso, a operação também segue normas previstas na Lei nº 9.972/2000 e no Decreto nº 12.709/2025, que regulamentam a fiscalização de produtos de origem vegetal no Brasil.

    Segundo os órgãos envolvidos, algumas empresas utilizam ingredientes estranhos ao café para reduzir custos de produção. Entre os materiais encontrados podem estar cascas, paus, resíduos e outras substâncias utilizadas para adulterar o produto.

    Essa prática prejudica diretamente o consumidor, que acaba pagando por um item diferente do informado na embalagem. Além disso, afeta empresas que atuam dentro das normas e mantêm concorrência regular no mercado.

    Produtos adulterados também preocupam autoridades sanitárias

    As autoridades alertam ainda para os riscos à saúde pública relacionados à utilização de matérias-primas de baixa qualidade.

    Segundo os fiscais, produtos adulterados podem conter impurezas, resíduos e contaminantes. Em condições inadequadas de armazenamento e produção, também existe risco de proliferação de microrganismos.

    Os órgãos responsáveis informaram que uma nova operação nacional, desta vez envolvendo outros produtos, já está prevista para acontecer em junho.

  • Operação apreende milhares de garrafas de vinho irregular e cervejas falsificadas

    Operação apreende milhares de garrafas de vinho irregular e cervejas falsificadas

    Uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular e um número ainda não contabilizado de cervejas com indícios de falsificação em um depósito de Curitiba na última terça-feira (13).

    O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) conduziram a ação, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo. O alvo foi um galpão que funcionava como centro de armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas destinadas a comércios e eventos na capital e na região metropolitana.

    Vinhos sem registro e sem rótulo

    Auditores fiscais federais agropecuários inspecionaram todas as bebidas armazenadas no local com base na legislação federal que regula produção, comercialização e rotulagem de vinhos e bebidas em geral. Os fiscais encontraram vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos. Composição, lote, validade, marca e rastreabilidade estavam ausentes. Os responsáveis pelo depósito também não apresentaram notas fiscais de aquisição dos produtos.

    As garrafas apreendidas, dos sabores Bordô e Niágara, estavam acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. Segundo o Mapa, a falta de identificação e rastreabilidade impede verificar a origem e a qualidade das bebidas, o que representa risco à saúde pública.

    O Mapa é o órgão responsável pelo registro e pela fiscalização de estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. Toda bebida comercializada no país deve vir de um estabelecimento previamente registrado no Ministério, e os rótulos precisam trazer o número de registro. Exigência que vale também para produtos coloniais e artesanais.

    Cervejas com rótulos adulterados

    A operação também encontrou diversas garrafas de cerveja com fortes indícios de falsificação. Rótulos mal colados, bolhas e rugosidades na embalagem, ausência de lote e validade e características incompatíveis com os padrões industriais das marcas indicam adulteração. As autoridades ainda apuram a quantidade exata de unidades.

    Um representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) participou da análise técnica. Amostras das bebidas seguiram para o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná, que vai elaborar o laudo pericial oficial.

    Preso em flagrante

    Agentes prenderam um homem em flagrante durante a operação. Ele pode responder pelos crimes de falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e crimes contra as relações de consumo. Os produtos permanecem apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e uma eventual destruição depende de autorização judicial.

    O Mapa reforça que a fiscalização de bebidas protege a saúde do consumidor, garante a qualidade dos produtos no mercado e combate a concorrência desleal. E que a integração entre órgãos públicos é fundamental para enfrentar a circulação de bebidas clandestinas ou falsificadas no país.

  • Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Uma das maiores apreensões de bebidas do ano no interior paulista foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Uma operação de fiscalização resultou na apreensão de impressionantes 7,28 milhões de litros de aguardente de cana e cachaça em um estabelecimento na região de Ribeirão Preto, um dos principais polos do agronegócio e da produção sucroalcooleira do país.

    A ação foi conduzida por auditores fiscais federais agropecuários das unidades do Mapa sediadas em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Durante a vistoria, os fiscais identificaram que a empresa operava como padronizador e atacadista das bebidas sem possuir o registro obrigatório junto ao órgão federal, uma exigência prevista na legislação brasileira para garantir a qualidade e a procedência dos produtos.

    Como medida administrativa cautelar, o Mapa determinou a suspensão imediata e temporária das atividades de padronização e da comercialização atacadista da cachaça e aguardente no local. A decisão encontra respaldo no artigo 198, inciso III, do Decreto nº 12.709/2025, que regulamenta a fiscalização de produtos de origem vegetal.

    Além da apreensão, foi lavrado um auto de infração contra a empresa. Ela responderá administrativamente pelo exercício irregular das atividades sem o devido cadastro no Ministério da Agricultura. A legislação concede à empresa um prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa referente às irregularidades constatadas durante a fiscalização.

    Por que a bebida irregular é um risco

    O consumidor pode não perceber, mas por trás de um rótulo falso ou da ausência de registro, pode haver um coquetel de substâncias químicas perigosas.

    Nesses casos, o principal vilão é o metanol, um álcool altamente tóxico que a indústria utiliza como solvente e anticongelante e que seres humanos não devem ingerir.

    Diferentemente do etanol,o álcool comum das bebidas, o organismo metaboliza o metanol e o transforma em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central e o nervo óptico. Os riscos são imediatos e graves:

    • Cegueira irreversível: apenas 10 ml (cerca de duas colheres de chá) podem causar danos permanentes à visão.
    • Morte: a ingestão de 30 ml ou mais pode ser fatal.
    • Danos neurológicos e falência de órgãos: o metanol provoca acidose no sangue, ataca os rins e pode levar ao coma.

    Casos históricos no Brasil escancaram essa tragédia. Nos anos 1990, na Bahia, mais de 50 pessoas morreram após consumirem cachaça contaminada com metanol em dois surtos distintos, deixando dezenas de sobreviventes com sequelas permanentes. Mais recentemente, em 2025, o estado de São Paulo registrou mortes e casos de cegueira causados por destilados adulterados, envolvendo bebidas como gin, uísque e vodca.

    Como identificar e se proteger?

    Especialistas alertam que o metanol é incolor e tem cheiro semelhante ao do etanol, tornando impossível identificá-lo apenas pelo sabor ou aparência. A única forma segura de consumo é comprando produtos de origem legalizada.

    A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) recomenda um passo a passo para evitar o risco:

    • Verifique o rótulo: bebidas legalizadas comercializadas no Brasil possuem contrarrótulo em português, com o número do registro no Ministério da Agricultura (MAPA). Esse é exatamente o documento que faltava no estabelecimento fiscalizado.
    • Desconfie de preços muito baixos: ofertas muito abaixo da média de mercado são um forte indicador de irregularidade.
    • Examine a embalagem: verifique a vedação, se o lacre está intacto e se o nível do líquido parece correto. Rótulos com má qualidade ou erros ortográficos são sinais de alerta.
    • Compre em locais confiáveis: prefira estabelecimentos com boa reputação e que forneçam nota fiscal.

    Destino da apreensão e sintomas de alerta

    Apesar do volume expressivo, os fiscais não removeram do local os mais de 7,2 milhões de litros de bebidas alcoólicas apreendidos. A empresa mantém o produto armazenado em suas próprias instalações, após assumir a condição de fiel depositária. A mercadoria permanecerá retida até a conclusão do processo administrativo instaurado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que definirá o destino final da carga.

    Caso você ou alguém próximo consuma uma bebida e apresente sintomas como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, visão turva ou dificuldade para respirar, procure imediatamente um atendimento médico de urgência. O socorro rápido é essencial para evitar sequelas permanentes.

  • Ibama apreende 30 mil litros de agrotóxicos irregulares

    Ibama apreende 30 mil litros de agrotóxicos irregulares

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou aproximadamente 30 mil litros de agrotóxicos em situação irregular durante operação de fiscalização em Campos Lindos, no Tocantins. A ação, conduzida pela Divisão de Proteção Ambiental do Tocantins (Dipam-TO), resultou na aplicação de R$ 1,5 milhão em multas ambientais.

    O município fiscalizado integra o Matopiba, uma das principais fronteiras agrícolas do país, que abrange territórios do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A região é reconhecida nacionalmente pela intensa atividade agropecuária. E também pela expansão do agronegócio.

    Irregularidades detectadas em propriedades rurais

    As equipes do Ibama vistoriaram 22 propriedades rurais durante a operação, com foco no controle da origem, legalidade, validade e condições de armazenamento dos agrotóxicos utilizados na região. As inspeções incluíram verificação detalhada de documentação e análise da conformidade dos produtos químicos.

    Entre as principais irregularidades identificadas estão o armazenamento inadequado de produtos, uso de agrotóxicos vencidos e comercialização de insumos sem procedência legal comprovada. Os responsáveis pelas infrações têm prazo de 30 dias para promover a destinação adequada dos produtos por meio da logística reversa, conforme estabelece a legislação ambiental brasileira.

    Autuações e notificações

    A fiscalização resultou na lavratura de seis autos de infração, totalizando aproximadamente R$ 1,5 milhão em penalidades. Além das multas, foram emitidas 11 notificações complementares determinando a destinação ambientalmente correta dos insumos irregulares encontrados nas propriedades.

    Foto: Ibama/TO

    A operação mobilizou servidores do Ibama Tocantins distribuídos em duas frentes de trabalho. Durante toda a ação, as equipes seguiram rigorosamente os protocolos de segurança, com uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), garantindo a proteção dos fiscais em situações de exposição a substâncias potencialmente perigosas.

    A ação reforça o compromisso do órgão ambiental com o controle e fiscalização do uso de agrotóxicos em regiões de intensa atividade agrícola. Buscando prevenir danos ambientais e garantir o cumprimento da legislação.

  • Fiscalização apreende mais de 5 mil litros de vinhos falsificados

    Fiscalização apreende mais de 5 mil litros de vinhos falsificados

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) apreendeu 5.369 litros de vinhos clandestinos em Porto Alegre nesta semana. A Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) fiscalizou nove estabelecimentos comerciais nas zonas sul, norte e leste da capital.

    A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab) e da Delegacia do Consumidor (Decon), apoiou a operação.

    Os fiscais encontraram garrafas com rótulos que indicavam “vinho colonial da Serra Gaúcha”, mas sem identificação da vinícola produtora. Paulo Ricardo Dias da Silva, chefe da Dipov, explica que os produtos não continham as informações obrigatórias exigidas pela legislação.

    “Os fabricantes clandestinos utilizam esta nomenclatura para enganar o consumidor”, afirma Silva. Segundo ele, a Lei Federal nº 12.959 estabelece que vinícolas podem vender vinhos coloniais apenas na sede do imóvel rural, em associações, cooperativas de produtores ou em feiras da agricultura familiar. “O consumidor não deve encontrar vinho colonial em estabelecimentos comerciais convencionais”, alerta o especialista.

    Análises revelam fraude grave na composição das bebidas

    O Laboratório de Referência Enológica da Seapi (Laren), em Caxias do Sul, receberá amostras dos produtos apreendidos para análise. Paulo Ricardo revela que exames anteriores de garrafas com rótulos semelhantes detectaram graves irregularidades.

    “O Laren identificou a presença de água, corante artificial e álcool de outra procedência, que não vinha da fermentação da uva”, denuncia o chefe da Dipov.

    Os perigos do consumo de bebidas ilegais

    Especialistas alertam que bebidas clandestinas representam sérios riscos à saúde pública. Produtos falsificados podem conter substâncias tóxicas, metanol e outros compostos químicos prejudiciais ao organismo.

    O consumo de álcool metílico, frequentemente encontrado em bebidas ilegais, pode causar cegueira, danos neurológicos irreversíveis e até morte. Além disso, a ausência de fiscalização sanitária expõe consumidores a contaminações microbiológicas e químicas.

    A falta de controle de qualidade também impossibilita rastrear a origem dos ingredientes. Consumidores que adquirem produtos sem registro fiscal ficam desprotegidos e não têm garantia de procedência ou qualidade.

    Autoridades recomendam que a população compre apenas bebidas com rótulos completos, registros nos órgãos competentes e de estabelecimentos legalizados. Em caso de suspeita, o consumidor pode denunciar através dos canais oficiais de fiscalização.

  • Operação apreende 2,4 toneladas de café irregular no RJ

    Operação apreende 2,4 toneladas de café irregular no RJ

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) retirou mais de 2,4 toneladas de café impróprio do mercado fluminense. A ação ocorreu entre 27 e 29 de agosto em Campos dos Goytacazes (RJ).

    A fiscalização reuniu Mapa, Procon-RJ, Secretaria de Defesa do Consumidor e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em geral, o objetivo foi combater fraudes e proteger consumidores. Os fiscais inspecionaram quatro indústrias de café torrado e moído. Eles identificaram o uso de grãos mofados e ardidos, além de impurezas como cascas e paus.

    Os fiscais destruíram imediatamente 1.070 quilos de café durante a ação. Outros 1.350 quilos foram apreendidos para análise e destinação correta. Além disso, também foram inutilizadas três bobinas de rótulos irregulares.
    As empresas autuadas receberam intimações. Elas têm 90 dias para adequar instalações, reforçar higiene e implantar controle de qualidade e rastreabilidade.

    Defesa do consumidor e concorrência

    Foto: divulgação – Mapa

    Segundo os auditores, a operação teve caráter preventivo. Ou seja, a meta foi garantir produtos de qualidade no mercado e proteger a saúde pública.
    O Mapa também reforçou a importância de assegurar concorrência leal. Ao mesmo tempo, o órgão destacou que práticas irregulares prejudicam produtores sérios e comprometidos com o café brasileiro.

    Integração entre órgãos

    Auditores federais agropecuários de três estados coordenaram a operação. Equipes técnicas do Procon-RJ, da Sedcon-RJ e da Polícia Militar apoiaram as ações.
    Para Celso Franchini, chefe do Serviço de Combate a Fraudes do Dipov, a integração fortalece a resposta do Estado. Além disso, ele destacou que a união de esforços amplia a proteção à saúde pública e ao setor produtivo.

     

  • Operação no RJ apreende 3 toneladas de café adulterado

    Operação no RJ apreende 3 toneladas de café adulterado

    Uma operação de combate à fraude no café, batizada de “Operação Café Real”, apreendeu 3 toneladas do produto suspeitas de adulteração no estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (27). A ação, que visa proteger os consumidores de riscos à saúde e prejuízos econômicos, é uma força-tarefa conjunta entre a Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor, a Polícia Militar, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e os Procons estadual e municipais.

    As fiscalizações percorreram 19 pontos de venda, incluindo indústrias cafeeiras e redes de supermercados na capital fluminense e nos municípios de Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Itaperuna, Carmo e Cantagalo. Todo o material apreendido foi encaminhado para análise técnica da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

    Foto: Divulgação

    O alerta para a investigação partiu da própria Abic, que identificou um crescimento no mercado de produtos vendidos como “café puro”, mas que na verdade contêm impurezas excessivas ou são misturados com outros vegetais, como sementes de milho torradas. Essas adulterações configuram um crime contra o consumidor e um sério risco à saúde pública.

    De acordo com a Portaria nº 570 do MAPA, é permitido até 1% de impurezas naturais (como cascas e galhos) provenientes da lavoura. No entanto, não é tolerada nenhuma adição intencional de outros elementos que busquem enganar o comprador e baratear o custo do produto de forma ilegal.

    Riscos à saúde e ao bolso

    Em nota, o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, destacou a importância da operação. “Fiscalizações em produtos de grande consumo, como o café, são fundamentais para garantir que o cidadão receba exatamente aquilo que está pagando, com qualidade e segurança”, afirmou. “O consumo de café impróprio pode causar problemas de saúde, como distúrbios gastrointestinais, além de gerar prejuízos ao bolso. Nosso compromisso é proteger a população contra práticas abusivas e enganosas”.

    Foto: Divulgação

    Como identificar um café adulterado e se proteger

    Para não ser vítima da fraude, os consumidores devem ficar atentos a detalhes na hora da compra. Confira as dicas essenciais:

    • Selo de Qualidade: procure pelo selo da Abic na embalagem. Ele atesta que o produto passou por controle de qualidade e é café puro.
    • Use a Tecnologia: utilize o aplicativo ABICafé ou escaneie o QR Code disponível nas embalagens de marcas associadas para verificar a certificação e a categoria do produto.
    • Desconfie de Preços Baixos: ofertas muito abaixo do preço de mercado, principalmente de marcas desconhecidas, são um forte indício de adulteração.
    • Leia o Rótulo Atentamente: produtos que trazem escritas como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” não são café torrado e moído puro, mas sim misturas que contêm outros ingredientes.

    Novas etapas da operação estão previstas para os próximos dias em outras regiões do estado, ampliando o cerco contra a comercialização do “café fraudado”.

  • Ibama intercepta cavalos-marinhos enviados ilegalmente aos EUA

    Ibama intercepta cavalos-marinhos enviados ilegalmente aos EUA

    Em uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres, o Ibama apreendeu 201 cavalos-marinhos (gênero Hippocampus) que estavam sendo enviados ilegalmente para os Estados Unidos. Os espécimes, protegidos por leis internacionais, foram encontrados escondidos em meio a pacotes de café em pó – uma tentativa de disfarçar o odor e evitar a detecção.

    A carga irregular foi interceptada no Centro de Tratamento Internacional dos Correios (CEINT), em São Paulo (SP), e teria como destino o Brooklyn, em Nova York. A remessa, enviada por uma moradora de São Gonçalo (RJ), não possuía autorização para transporte de espécies sob proteção da CITES (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas).

    Multa milionária e investigação criminal

    O Ibama aplicou uma multa de R$ 1,005 milhão – calculada em R$ 5 mil por exemplar apreendido. Além do processo administrativo, o caso foi encaminhado ao Ministério Público para apuração de crimes ambientais. A destinação dos animais ainda será definida conforme a legislação.

    A fiscalização utilizou raios-X para identificar os cavalos-marinhos, que estavam secos e camuflados entre os grãos de café. A estratégia é comum no tráfico internacional de fauna, buscando enganar autoridades alfandegárias.

    A retirada ilegal desses animais ameaça a biodiversidade, podendo levar a:

    • Extinção local da espécie
    • Desequilíbrio ecológico
    • Redução da variabilidade genética

    Operação Hermes: reforço no combate ao tráfico

    A ação faz parte da Operação Hermes, que intensifica a fiscalização em recintos alfandegários. O Ibama, com apoio da legislação ambiental, atua para coibir o comércio ilegal de espécies nativas e a introdução de invasoras.

    Especialistas alertam que o tráfico de animais silvestres é uma das maiores ameaças à fauna brasileira, exigindo medidas rigorosas e conscientização pública.

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