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  • Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Localizada estrategicamente no coração do Matopiba, a Fazenda Sol Nascente emerge como um case de sucesso que comprova: o tamanho da propriedade não determina o impacto social. Com apenas 100 hectares, sendo 35 destinados ao cultivo de soja, esta fazenda no Maranhão e Piauí tornou-se referência nacional em sustentabilidade e inclusão social no agronegócio.

    Fundada em 2002, a propriedade abriga a sede da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) e nasceu com uma missão clara: desenvolver a região ao longo do corredor logístico que conecta a produção de soja ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA) — um dos portos mais estratégicos para as exportações brasileiras.

    Do laboratório ao campo: a transformação sustentável

    A trajetória da Fazenda Sol Nascente começou focada na pesquisa genética de soja adaptada às condições climáticas desafiadoras da região: baixas altitudes e altas temperaturas. O ponto de virada aconteceu em 2012, quando a propriedade aderiu à certificação da Mesa Global da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy – RTRS).

    “Hoje, a Sol Nascente é mais do que uma fazenda. É um polo de conhecimento, de troca de tecnologias inovadoras e de fortalecimento das comunidades rurais do entorno”, explica Gisela Introvini, superintendente da Fapcen e referência na promoção de práticas sustentáveis na região.

    Os resultados comprovam a eficácia do modelo adotado. A fazenda já produziu 193 toneladas de soja e 234 toneladas de milho certificadas RTRS. Além disso, representa todos os produtores certificados da região e sedia o AgroBalsas, considerado o maior evento agro do Maranhão, onde os princípios da certificação são disseminados para agricultores e comunidades locais.

    Impacto social vai além da soja

    O diferencial da Fazenda Sol Nascente está na amplitude de sua atuação social. A propriedade não se limita à produção de soja, promovendo ativamente a diversificação agrícola em comunidades tradicionais, indígenas e entre pequenos produtores.

    Foto: Divulgação

    “Nós propagamos o cultivo da mandioca, arroz, feijão e até espécies como girassol, gergelim e amaranto, estimulando a diversidade agrícola e a segurança alimentar dessas famílias”, detalha Gisela Introvini.

    Empoderamento feminino no agronegócio

    Um dos pilares mais inovadores do trabalho desenvolvido pela Fapcen é o programa de mulheres, que promove o empoderamento feminino no campo. A iniciativa incentiva a autonomia econômica e o protagonismo social de mulheres rurais através de capacitações, dias de campo e projetos comunitários.

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    “Temos muito orgulho de dizer que, a partir daqui, irradiamos conhecimento para dezenas de comunidades, levando dias de campo, capacitações e projetos de base comunitária, agora inclusive junto às populações indígenas da região”, destaca a superintendente.

    Qualidade de vida transformada

    A certificação RTRS tem impactado diretamente as condições de trabalho nas fazendas da região. Segundo Gisela, as mudanças são visíveis no dia a dia das propriedades certificadas.

    “Ao chegar em uma fazenda certificada, o colaborador encontra uma estrutura digna dos grandes centros urbanos. Estamos falando de academias de ginástica, áreas de lazer, cursos e treinamentos constantes. A certificação transformou muitas dessas propriedades em verdadeiras minicidades organizadas”, revela.

    Em regiões distantes dos grandes centros, esse cuidado com o bem-estar do trabalhador faz toda a diferença. “É ali que o funcionário encontra qualidade de vida, oportunidade de crescimento e condições para sustentar com dignidade a sua família”, completa.

    1,5 milhão de toneladas: a meta ambiciosa

    A Fapcen administra dois grupos de certificação RTRS que já produziram mais de 830 mil toneladas de soja certificada. A expectativa é alcançar 1,5 milhão de toneladas até o final do ano, consolidando a fundação como uma das maiores referências em produção responsável no Matopiba.

    Os dois grupos contam atualmente com 16 fazendas certificadas e outras 12 em processo de análise documental e auditoria inicial. “A ideia é mais do que trazer números. É contar a história de como essa transformação vem acontecendo no dia a dia das fazendas”, explica Samaycon Gonçalves, gerente de RH e Sustentabilidade da Fapcen.

    Para incluir propriedades em preparação para a certificação oficial, a Fapcen desenvolveu o selo PMAPS (Programa de Mapeamento de Indicadores Sustentáveis). A ferramenta funciona como um sistema de gestão e incentivo para adoção gradual de boas práticas sustentáveis.

    Foco especial no aspecto social

    Entre os cinco princípios da RTRS — cumprimento legal e boas práticas empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações comunitárias responsáveis, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas — o aspecto social recebe atenção especial na região.

    “As fazendas destinam parte dos créditos obtidos com a certificação para projetos sociais. Isso gera impacto direto nas comunidades e posiciona os produtores como co-realizadores dessas ações”, destaca Samaycon Gonçalves.

    A visão da Fapcen vai além das demandas tradicionais do mercado internacional. “Enquanto o mundo foca apenas no desmatamento zero, nós vamos além. Fazemos questão de cobrar e aplicar o quarto princípio da certificação: a integração com comunidades, cidades e os próprios colaboradores”, conclui Gisela Introvini.

    Este modelo de agronegócio sustentável desenvolvido no Matopiba demonstra que é possível conciliar produtividade, responsabilidade ambiental e impacto social positivo, criando um novo paradigma para o setor no Brasil.

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  • Unha-do-diabo ameaça carnaúba no Nordeste brasileiro

    Unha-do-diabo ameaça carnaúba no Nordeste brasileiro

    A “unha-do-diabo” (Cryptostegia madagascariensis) representa, hoje, uma das maiores ameaças às áreas de carnaúba no Nordeste brasileiro. Especialmente no Ceará, onde a palmeira é símbolo estadual e pivô de uma expressiva cadeia socioeconômica. Importada de Madagascar cerca de 40 anos atrás como planta ornamental, a unha-do-diabo tornou-se uma trepadeira invasora de difícil controle. E cujas consequências ambientais e econômicas são vastas e preocupantes.

    Como a unha-do-diabo prejudica a carnaúba?

    • Sufocamento e morte das palmeiras: a trepadeira envolve o tronco da carnaúba, cobre sua copa e impede a entrada de luz, além de sufocar a planta, levando à morte por asfixia e falta de fotossíntese. Massas impenetráveis da planta já inviabilizaram a extração da palha em diversas regiões, especialmente em municípios do Ceará como Granja e Jaguaruana, com registros de invasões que ultrapassam 70% das áreas de carnaubais.
    • Liberação de látex tóxico: a Cryptostegia libera um látex que dificulta o corte manual, pode causar intoxicação e contamina solos, afetando novas mudas.
    • Barreiras físicas: forma massas vegetais densas que dificultam o deslocamento de pessoas e animais, atrapalham a pecuária e comprometem rotas tradicionais de coleta da palha.
    • Competição por recursos: como espécie voraz, consome recursos hídricos escassos do semiárido, competindo de forma desigual com a carnaúba e outras espécies nativas da Caatinga.

    Ameaça à biodiversidade da Caatinga

    A proliferação da unha-do-diabo nos carnaubais e em outras áreas do semiárido ameaça a biodiversidade da Caatinga ao dominar rapidamente o espaço ocupado por espécies nativas. Portanto, promovendo a morte de árvores e modificando profundamente o equilíbrio ecológico da região. Isso reduz a disponibilidade de alimento e abrigo para aves e outros animais dependentes dos carnaubais e de outras plantas típicas, podendo afetar cascatas ecológicas e a propagação da própria carnaúba.

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    A carnaúba (Copernicia prunifera) é uma das plantas mais valorizadas da flora nordestina, base da produção da cera utilizada em indústrias globais — de farmacêuticos a cosméticos e eletrônicos. O Ceará lidera as exportações e produção, movimentando cerca de 16 mil toneladas de cera. Além disso, gera aproximadamente 90 mil empregos diretos no estado apenas durante a safra. Com números que sobem para mais de 96 mil quando se considera toda a cadeia produtiva.

    Com a infestação das áreas de carnaúba, dezenas de milhares de pequenos produtores, extrativistas e trabalhadores rurais — muitos com baixo nível de escolaridade e residência em áreas de vulnerabilidade social — veem sua principal fonte de renda ameaçada. Municípios inteiros encontram-se sob risco econômico e social, agravado pela natureza precária e manual do combate à invasora. Que em geral feito por corte e queima, métodos pouco eficazes e perigosos ao ambiente.

    Controle e perspectivas

    A resistência da unha-do-diabo e seus impactos levaram pesquisadores a buscarem medidas biológicas de combate,. Como o uso do fungo Maravalia cryptostegiae, nativo de Madagascar e já testado com sucesso em outros países para conter a planta invasora. O monitoramento e a aplicação de métodos biológicos prometem ser mais sustentáveis, embora ainda esteja em fase experimental em municípios mais afetados do Ceará.

    A expansão da Cryptostegia madagascariensis compromete a sobrevivência da carnaúba — símbolo nordestino e eixo de sustentação econômica para milhares de famílias. O enfrentamento dessa invasora exige medidas urgentes de manejo e pesquisa científica para controle biológico eficiente. Além de políticas públicas de apoio ao extrativismo sustentável e à recomposição dos carnaubais. Proteger a carnaúba é defender a economia, a cultura e a biodiversidade do Nordeste brasileiro.

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  • Nordeste pode perder R$ 16 bilhões por ano com tarifa de 50% dos EUA

    Nordeste pode perder R$ 16 bilhões por ano com tarifa de 50% dos EUA

    O Nordeste brasileiro enfrenta uma ameaça econômica significativa após a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. De acordo com um estudo recente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a medida pode custar à região cerca de R$ 16 bilhões anuais, valor equivalente ao total exportado para os EUA em 2024.

    Os estados mais afetados serão Ceará, Bahia e Maranhão, responsáveis por 84,2% das vendas nordestinas ao mercado americano. Somente no primeiro semestre deste ano, as exportações da região somaram US$ 1,58 bilhão (R$ 8,7 bilhões). O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, argumenta que a decisão norte-americana é prejudicial para ambos os lados. “Os EUA também são grandes importadores de produtos nordestinos. Em 2024, compraram o equivalente a R$ 33,5 bilhões em mercadorias da região. Essa medida pode sair mais cara para eles do que para nós”, afirmou.

    Queda na competitividade de produtos da região

    José Farias, coordenador de Estudos da Sudene, alerta que o aumento tarifário deve reduzir drasticamente a competitividade dos produtos nordestinos no mercado americano. “Os compradores buscarão fornecedores alternativos, o que afetará não apenas o PIB regional, mas também empregos e cadeias produtivas inteiras”, explicou. Entre os setores mais vulneráveis estão a indústria de aço no Ceará, a produção de cacau na Bahia e as pastas químicas no Maranhão.

    A medida já mobiliza reações políticas e empresariais. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pressiona por uma resposta diplomática, enquanto governos estaduais estudam medidas para diversificar mercados e proteger produtores locais. Especialistas sugerem a busca por novos compradores na Ásia e América Latina, além de mecanismos de proteção cambial.

    Com a tarifa entrando em vigor em 1º de agosto, o impacto econômico deve ser sentido ainda em 2025. A Sudene estima que, sem uma solução negociada, as perdas podem se estender por anos, afetando especialmente pequenos agricultores e indústrias regionais.

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  • São João: arte de J. Borges ilustra edição especial de cachaça

    São João: arte de J. Borges ilustra edição especial de cachaça

     

    A tradicional festa de São João ganha um toque especial em 2025 com o lançamento das embalagens comemorativas da Cachaça 51 e da Cachaça 51 Ouro, que chegam ao mercado com design inspirado na arte do renomado xilogravurista pernambucano J. Borges. A iniciativa da Cia. Müller de Bebidas celebra a rica identidade cultural brasileira. Especialmente as raízes nordestinas que marcam as festividades juninas.

    As garrafas e latas colecionáveis exibem as cores vibrantes e os traços marcantes das xilogravuras de J. Borges, reconhecido internacionalmente por retratar o cotidiano e o folclore do Nordeste. As ilustrações destacam elementos típicos do São João, como sanfoneiros, fogueiras e dançarinos. Assim, reforça a conexão emocional da marca com os consumidores e valorizando a diversidade cultural do país.

    Quem foi J. Borges

    José Francisco Borges, conhecido como J. Borges (1935–2024), foi um renomado artista popular, poeta e xilogravurista pernambucano, natural de Bezerros, no Agreste de Pernambuco. Autodidata, ele começou a trabalhar com xilogravura para ilustrar suas histórias em cordel, uma forma tradicional de literatura popular em verso, e se tornou um dos maiores nomes dessa arte no Brasil. Apesar de ter frequentado a escola por apenas dez meses, J. Borges desenvolveu uma carreira marcada pela forte conexão com a cultura nordestina, retratando em suas obras cenas do cotidiano e do folclore regional com traços expressivos e cores vibrantes.

    Foto: Museu do Pontal/Divulgação

    Sua obra ganhou projeção nacional e internacional a partir dos anos 1970, com exposições em museus como o Louvre, em Paris, e o Museu de Arte Moderna de Nova York, além de ilustrações para livros de escritores renomados, como Eduardo Galeano. Reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, J. Borges recebeu diversos prêmios, incluindo o Prêmio Unesco e a comenda da Ordem do Mérito Cultural. Sua arte e poesia popular continuam a influenciar e representar a rica tradição cultural do Nordeste brasileiro.

    Manifestação cultural

    Marina Flavia da Silva, head de marketing e trade marketing da Cia. Müller de Bebidas, destaca a importância da ação: “O São João é uma manifestação da cultura brasileira celebrada em todo o país. Assim, temos orgulho de fazer parte desse momento. Unimos dois ícones do Brasil, a Cachaça 51 e a arte de J. Borges, para criar embalagens que homenageiam essa tradição com muito respeito e identidade.”

    Além do apelo visual, as embalagens comemorativas ressaltam o papel da Cachaça 51 nas bebidas típicas da época. No Sul e Sudeste, a cachaça é ingrediente fundamental do quentão, enquanto no Nordeste é base para diversas batidas de frutas tropicais, como maracujá, coco e cajá, presentes nas festas juninas.

    As embalagens especiais da Cachaça 51 e 51 Ouro estão disponíveis por tempo limitado. Portanto, corra atrás da sua. Eu já garanti a minha.

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  • Moagem de cana-de-açúcar no Norte e Nordeste atinge 56,96 milhões de toneladas

    Moagem de cana-de-açúcar no Norte e Nordeste atinge 56,96 milhões de toneladas

    A safra de cana-de-açúcar 2024/2025 nas regiões Norte e Nordeste do Brasil alcançou 56,96 milhões de toneladas moídas até a primeira quinzena de abril, representando 95% do total previsto para a temporada. O volume, divulgado pela Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), indica uma retração de 4,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, reflexo das condições climáticas adversas, especialmente a escassez de chuvas regulares.

    Apesar da redução na moagem, a safra foi marcada por ganhos na qualidade da matéria-prima, com maior concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada. Isso impulsionou a produção de açúcar e etanol hidratado. Segundo Renato Cunha, presidente-executivo da NovaBio, o clima seco favoreceu a obtenção de níveis elevados de sacarose, permitindo resultados superiores na fabricação desses produtos em comparação à safra passada.

    Produção de etanol e açúcar registra crescimento

    A produção de etanol hidratado atingiu 1,40 bilhão de litros até a primeira quinzena de abril, um aumento expressivo de 23,5% sobre o mesmo período da safra anterior. Já o etanol anidro registrou retração de 22,5%, totalizando 827,7 milhões de litros. No acumulado, a produção total de etanol (anidro e hidratado) chegou a 2,23 bilhões de litros, crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior.

    O setor sucroenergético também ampliou a produção de açúcar, que alcançou 3,72 milhões de toneladas, alta de 7,5% frente ao mesmo período de 2024. Mais de 65% desse volume deverá ser exportado para mercados da Ásia, África, Europa e América do Norte. Portanto, consolidando o Nordeste como importante player global, apoiado pela infraestrutura portuária de Maceió, Recife, João Pessoa e Natal.

    Estoques de etanol e perspectivas para exportação

    Até 15 de abril, os estoques físicos de etanol somavam 250 milhões de litros, um aumento de 11,68% em relação ao ciclo anterior. O volume armazenado inclui 136,2 milhões de litros de etanol anidro e 113,8 milhões de litros de hidratado.

    A expectativa é de que a safra 2024/2025 se consolide como uma das mais relevantes para o Norte e Nordeste. Isso tanto pelo desempenho industrial quanto pela crescente participação nas exportações de açúcar, mesmo diante dos desafios climáticos que impactaram a produtividade regional.

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  • Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

    Bahia consolida liderança nas exportações agrícolas do Nordeste

    A Bahia mantém sua posição de destaque no agronegócio do Nordeste ao alcançar US$ 1,5 bilhão em exportações agrícolas entre janeiro e março de 2025, superando o total combinado dos demais estados da região, que somaram US$ 1,44 bilhão. Os dados do Sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária confirmam a força e competitividade do setor agropecuário baiano.

    O agronegócio baiano exporta para mais de cem países e cresceu 9,15% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de US$ 1,37 bilhão para US$ 1,5 bilhão. O destaque fica com o cacau e seus derivados, que registraram aumento expressivo de 174,43% nas exportações.

    O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, atribui o crescimento à abertura de novos mercados internacionais, especialmente na Ásia, que impulsionam as vendas de produtos como algodão, soja, café e cacau. Segundo ele, a diversidade da produção, aliada a altos padrões de qualidade e sustentabilidade, resulta do esforço conjunto entre governo, setor produtivo e investimentos em tecnologia e infraestrutura.

    O café também apresentou crescimento significativo, com alta de 144%, seguido por fibras e produtos têxteis (13,7%) e papel e celulose (7,5%). As exportações de café e especiarias cresceram 165,44%, representando 7,14% do total exportado pelo estado no trimestre.

    Profissionalização

    Odacil Ranzi, produtor rural e empresário com mais de 40 anos no agronegócio da Bahia, destaca que o avanço do setor decorre da profissionalização no campo, uso intensivo de tecnologia, confiança na ciência e parcerias com os governos estadual e federal. Ele ressalta que o agricultor baiano hoje trabalha com base em dados, faz gestão com indicadores e adota práticas sustentáveis que respeitam o meio ambiente.

    No cenário nacional, o agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 37,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Esse é o maior valor já registrado para o período, com crescimento de 2,1% em relação a 2024. O superávit do setor atingiu US$ 32,6 bilhões.

    Quanto aos destinos, o cacau e seus derivados da Bahia são exportados para Argentina, Estados Unidos e União Europeia. A soja vai principalmente para a China, França, Europa e Taiwan. O algodão baiano, reconhecido pela qualidade, abastece mercados como China, Bangladesh, Egito, Estados Unidos e Paquistão. As frutas, como manga e uva, têm como destino Espanha, Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos. Produtos florestais, como celulose e madeira serrada, são exportados para China, Bélgica, Estados Unidos, Itália e Holanda.

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  • Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Iniciativas socioambientais apoiadas pela Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) ganham destaque ao promoverem desenvolvimento sustentável, inclusão social e preservação do único bioma exclusivamente brasileiro. Abrangendo cerca de 10% do território nacional e presente em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é lar de mais de 27 milhões de pessoas e abriga uma biodiversidade única, com quase 5 mil espécies de plantas e mais de 1.100 espécies animais, muitas delas exclusivas da região.

    Entre os projetos de destaque está o “Mulheres Camponesas, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis na Caatinga”, realizado no Agreste pernambucano. Com investimento social de R$ 500 mil da Fundação BB, a iniciativa promove a recuperação de áreas degradadas, a implantação de quintais produtivos e a formação em agroecologia para mulheres assentadas da reforma agrária. Os quintais produtivos, próximos às residências, integram hortas, plantas medicinais e frutíferas, fortalecendo a agricultura familiar, a autonomia econômica e a preservação ambiental.

    Segundo representantes da entidade executora, o projeto já mostra impacto positivo nas comunidades, estimulando o reflorestamento e a convivência sustentável com o bioma. Nos municípios de Caruaru e São Joaquim do Monte, 60 famílias são beneficiadas diretamente, e outras 150 pessoas de forma indireta. A iniciativa aposta na diversidade de cultivos, uso de sementes crioulas e redução de insumos químicos, promovendo uma produção mais resiliente e sustentável.

    Tecnologia social e segurança alimentar

    Outro exemplo de transformação é o projeto “Nas Ramas da Esperança”, desenvolvido há 15 anos no Sertão do São Francisco. Em 2024, a iniciativa recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação BB, ampliando sua atuação para 11 estados e 153 municípios. O projeto destaca-se pela introdução de alimentos biofortificados, como batata-doce, macaxeira e feijão, fundamentais no combate à fome e na diversificação da produção agrícola adaptada ao semiárido. Além de garantir segurança alimentar, o projeto capacita jovens e fortalece o protagonismo feminino nas comunidades rurais.

    Caatinga: potência ambiental e social

    A Caatinga, frequentemente subestimada por sua aparência seca, é um dos maiores trunfos ambientais do Brasil no combate ao aquecimento global, graças à sua eficiência na captura de carbono e à vegetação adaptada ao clima semiárido. O bioma enfrenta desafios como desmatamento, queimadas e degradação do solo, mas projetos de desenvolvimento sustentável e políticas públicas vêm fortalecendo sua preservação e valorizando o conhecimento local.

    A Fundação Banco do Brasil, ao lado de comunidades e parceiros, demonstra que o sertão pode florescer com inovação, inclusão e respeito ao meio ambiente. No Dia Nacional da Caatinga, o bioma se reafirma como espaço de vida, trabalho e esperança para milhões de brasileiros.

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  • Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    A quarta-feira (15) será marcada por chuvas fortes em diversas regiões do Brasil. O Nordeste deve registrar os maiores volumes de precipitação, com destaque para o semiárido. Também há previsão de chuva intensa no norte de Minas Gerais, sul do Pará, Mato Grosso, Goiânia e Brasília. Ao mesmo tempo, no Norte, a chuva se concentra na porção sul da região, abrangendo áreas entre o Pará e o Acre.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), sistemas meteorológicos típicos do verão estão impulsionando as chuvas. Entre eles estão a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Ou seja, esses sistemas combinados devem gerar altos volumes de chuva no norte do país nos próximos dias.

    Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia devem registrar os maiores acumulados de chuva. Por outro lado, no leste do Nordeste, as precipitações serão mais leves. No Sudeste, o clima permanece úmido, especialmente nas áreas litorâneas e no norte da região. No Sul, a chuva fica restrita ao litoral.

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    Alerta de calor extremo no Rio Grande do Sul

    Enquanto isso, o Rio Grande do Sul enfrenta uma onda de calor intensa. A Defesa Civil estadual alertou para temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. Ou seja, hoje, quarta-feira, regiões como oeste, missões, noroeste, campanha, centro, vales e áreas metropolitanas de Porto Alegre devem registrar máximas entre 34ºC e 42ºC. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 35%.

    Na quinta-feira (16), o calor deve aumentar nas mesmas áreas. A Defesa Civil alerta para população evitar exposição prolongada ao sol e a se hidratar frequentemente.

     

  • Chuva ganha força do Norte ao Sudeste com corredor de umidade

    Chuva ganha força do Norte ao Sudeste com corredor de umidade

    A última semana da primavera será marcada por chuvas intensas em diversas regiões do país. Um corredor de umidade, formado com a chegada de uma nova frente fria, vai levar precipitações do Norte ao Sudeste.

    Chuva e vento

    Na metade norte do Brasil, as chuvas ganharam intensidade nesta segunda-feira. Pancadas foram registradas nos Estados do Pará, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Minas Gerais. Enquanto isso, rajadas de vento de até 50 km/h se destacaram no Sul, em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

    Previsão do Inmet

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê volumes superiores a 50 milímetros no Sudeste, no centro-norte do Sul, no Centro-Oeste e no Norte. Em contrapartida, no norte da região Norte e em grande parte do Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo de 20 milímetros. Em muitas áreas, não há previsão de precipitação.

    Norte

    A combinação de calor e alta umidade deve intensificar as chuvas no Norte. Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no centro-oeste do Amazonas, no oeste do Acre e em áreas isoladas do sul do Pará e do Tocantins. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve provocar volumes superiores a 100 milímetros. Em contrapartida, no norte do Pará e em Roraima, os acumulados devem ficar abaixo de 10 milímetros.

    Nordeste

    No Nordeste, a previsão é de chuvas fracas na faixa leste e norte. Já no interior, o tempo permanece seco, quente e com baixa probabilidade de chuva. No oeste da Bahia e no sudoeste do Maranhão, os acumulados ficam abaixo de 20 milímetros.

    Centro-Oeste

    Ao mesmo tempo, no Centro-Oeste, a instabilidade persiste, e chuvas fortes estão previstas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. Além disso, os acumulados devem superar 40 milímetros e podem passar de 100 milímetros em pontos isolados.

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    Sudeste

    Já no Sudeste, as chuvas já atingem o Espírito Santo e o norte de São Paulo. Minas Gerais e Rio de Janeiro, porém, devem registrar os maiores volumes da região nesta semana.

    Sul

    Em relação ao Sul do país, o tempo chuvoso predomina apenas no leste da região e segue firme até quinta-feira. A previsão indica que as chuvas retornam na sexta-feira (20) em Santa Catarina, Paraná e centro-norte do Rio Grande do Sul.

    Portanto, com a chegada do verão no próximo sábado, 21 de dezembro, a tendência é de que o clima siga instável em grande parte do Brasil.

     

  • Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Volumes significativos de chuva estão previstos para diversas regiões do Brasil nos próximos dias. Em resumo, as maiores precipitações devem ocorrer no Sul, além de áreas do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. No Sudeste, as chuvas tendem a ser menos intensas.

    Região norte

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na Região Norte, o calor e a alta umidade manterão áreas de instabilidade, provocando chuvas frequentes. Além disso, os volumes podem ultrapassar 100 milímetros (mm) no centro-oeste do Amazonas e no Tocantins. No entanto, acumulados abaixo de 50 mm são esperados no Acre, Roraima e sul do Pará. Já no norte do Pará e no centro-sul do Amapá, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm.

    Nordeste

    No Nordeste, uma área de instabilidade deve atingir o nordeste da Bahia e Sergipe, com volumes superiores a 50 mm entre os dias 26 e 29 de novembro. Chuvas isoladas devem atingir o oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste de Pernambuco, com acumulados abaixo de 50 mm. Ou seja, nas demais áreas da região, o tempo permanecerá seco e quente.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, as chuvas continuarão significativas em Mato Grosso e oeste de Goiás, onde os volumes podem superar 100 mm em algumas localidades. Ao mesmo tempo, no Mato Grosso do Sul e centro-leste de Goiás, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm durante a semana.

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    Sudeste

    Para o Sudeste, o tempo firme deve predominar nos próximos dias, mas chuvas podem ocorrer no leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro a partir do dia 29. Nos dias seguintes, as instabilidades aumentarão em quase toda a região, com exceção do centro-norte de Minas Gerais. Os maiores acumulados, abaixo de 50 mm, são esperados para o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Sul

    No Sul, a semana começará com instabilidades no Rio Grande do Sul, provocando chuvas intensas em grande parte do Estado, com volumes acima de 50 mm. A passagem de um sistema frontal intensificará as precipitações, com acumulados acima de 100 mm previstos para áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

    Acompanhar a previsão do tempo é essencial para planejar atividades e evitar transtornos.