Tag: Ministério de Portos e Aeroportos

  • Governo federal amplia ações para coibir assédio e inserir mulheres em portos e aeroportos

    Governo federal amplia ações para coibir assédio e inserir mulheres em portos e aeroportos

    Diante de um cenário onde as mulheres representam apenas 3% a 4% da força de trabalho na aviação e 18% no setor aquaviário, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) implementa um pacote de medidas para tornar esses ambientes mais diversos e seguros. As ações vão desde campanhas de conscientização contra o assédio sexual até a criação de grupos de trabalho para monitorar a entrada de mão de obra feminina nos portos.

    A principal frente de atuação ocorre nos terminais e aeronaves. Desde maio do ano passado, a pasta promove a campanha “Assédio Não Decola”, que estabelece protocolos de prevenção e canais de denúncia para passageiros e trabalhadores. Um guia com orientações específicas orienta empresas e funcionários sobre como identificar e reagir a casos de importunação sexual.

    O modelo serviu de inspiração para o setor portuário. Ainda este mês, o ministério lança a campanha “Assédio Não Embarca”, com foco nos crimes de gênero cometidos contra mulheres que trabalham ou circulam por portos brasileiros. “Precisamos proteger as mulheres para que elas possam trabalhar em paz. E ter acesso aos ambientes com segurança”, afirma a ouvidora do ministério, Maíra Cervi Barrozo do Nascimento.

    Combate ao feminicídio

    Além do assédio, a pasta utiliza a alta circulação dos aeroportos para alertar a população sobre o feminicídio. Por meio da vertente “Feminicídio Também Não”, o MPor exibe materiais informativos sobre o crime, que vitima quatro mulheres por dia no país, segundo dados oficiais. A ação ocorre em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e concessionárias de aeroportos.

    Para além da segurança, o ministério busca ampliar a presença feminina em carreiras tradicionalmente masculinas. Na primeira semana de março, o MPor instalou um Grupo de Trabalho de Equidade de Gênero no âmbito do Fórum dos Trabalhadores Portuários. A iniciativa tem como objetivo identificar barreiras estruturais e propor medidas concretas para garantir igualdade de oportunidades.

    Na aviação, o programa “Asas para Todos”, desenvolvido em parceria com a Anac, reúne empresas aéreas, universidades e organizações da sociedade civil para incentivar o ingresso de grupos sub-representados. O subprograma “Mulheres na Aviação” atua especificamente para estimular meninas e mulheres a construir carreira no setor.

    Engajamento masculino

    O ministério também aderiu ao movimento global HeForShe, da ONU Mulheres, que busca engajar lideranças masculinas na defesa da equidade de gênero. “É fundamental que nós, homens, independentemente de qualquer posição, ampliemos a defesa das mulheres”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

    As iniciativas integram um esforço mais amplo do governo federal para transformar a cultura organizacional desses setores. E reduzir as desigualdades históricas de gênero no mercado de trabalho.

  • Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou nove projetos de ampliação e modernização de portos brasileiros, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos. Os empreendimentos devem gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos, fortalecendo a infraestrutura logística do país.

    Entre os destaques estão a modernização dos Terminais 16 e 17 do Porto de Santos (SP), operados pela CLI Sul, com investimento de R$ 678,2 milhões, e a implantação de um novo Terminal de Uso Privado no Porto do Pecém (CE), avaliado em R$ 795,1 milhões.

    O secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, destacou o impacto positivo das aprovações. “Estamos falando de geração de emprego e renda, além do fortalecimento da economia local. O Fundo cumpre papel estratégico ao apoiar projetos que ampliam a logística portuária e o desenvolvimento regional”, afirmou.

    Oportunidades

    Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, ressaltou que os investimentos proporcionarão “mais oportunidades de negócios e crescimento nas regiões atendidas”, reforçando que “investir em logística é investir no desenvolvimento regional”.

    Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a decisão tem caráter estruturante. “A aprovação desses nove projetos representa um passo importante para modernizar a infraestrutura portuária brasileira e aumentar a competitividade do país no comércio internacional”, disse.

    As obras vão tornar as operações portuárias mais ágeis e organizadas, reduzindo atrasos, melhorando a eficiência e estimulando a economia local.

    Investimentos regionais

    Os recursos também contemplam projetos em várias regiões.

    • No Porto de Paranaguá (PR), a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
    • No Porto do Pecém (CE), o Terminal de Uso Privado da Nordeste Logística foi autorizado. E conta com R$ 795,1 milhões e 1.000 empregos previstos.
    • No Porto de Santana (AP), o investimento de R$ 127,8 milhões ampliará o sistema de armazenagem e expedição. Já o Porto de Aratu (BA) receberá novos silos e melhorias estruturais para aumentar sua capacidade de operação.

    Financiamento e execução

    Administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o FMM apoia projetos de infraestrutura naval e portuária com financiamentos realizados por bancos públicos, como o BNDES, Banco do Brasil, Basa, BNB e Caixa Econômica Federal.

    Após a aprovação, cada projeto tem até 450 dias para formalizar o contrato de financiamento. O prazo pode ser prorrogado conforme as normas do CDFMM. O Fundo pode financiar até 90% do valor total dos empreendimentos, conforme as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN).

  • Governo investe R$ 260 milhões no Porto de Outeiro

    Governo investe R$ 260 milhões no Porto de Outeiro

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inauguraram neste sábado (1º) o Terminal Portuário de Outeiro, no Pará. O governo federal investiu R$ 260 milhões na requalificação da estrutura, que agora comporta navios de grande porte e receberá milhares de visitantes durante a COP30.

    O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou o projeto em parceria com a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop). A Itaipu Binacional patrocinou a obra, enquanto a Companhia Docas do Pará (CDP) executou a modernização. As equipes trabalharam em três turnos de 24 horas, finalizaram o terminal antes do prazo e geraram cerca de 450 empregos, priorizando trabalhadores locais.

    O projeto começou em 17 de abril de 2024 e levou apenas seis meses para conclusão. As obras incluíram a construção de 11 dolphins, instalação de 10 pontes metálicas e ampliação do píer de 261 metros para 716 metros. A nova estrutura suporta 80 mil toneladas, o dobro da capacidade anterior.

    Porto funcionará como hotel flutuante durante conferência climática

    “Vamos mostrar para o mundo que está preocupado com a manutenção do clima que investir em bioeconomia é uma das coisas mais sagradas”, afirmou o presidente Lula. “O Pará pode ser a porta de entrada desse novo modelo de desenvolvimento. Quem imaginaria que um transatlântico, que carrega 6 mil pessoas, poderia parar aqui?”, celebrou.

    O terminal receberá dois navios como hotéis flutuantes durante a COP30. Essa estratégia adicionará 6 mil leitos à rede hoteleira de Belém e resolverá parte da demanda por hospedagem durante o evento internacional.

    Turismo marítimo e exportações no Arco Norte

    Costa Filho destacou os benefícios das melhorias no terminal. “As obras no porto de Outeiro trarão grande reforço para receber os cruzeiros que virão para a COP30. Instalaremos equipamentos como estações de raio X para controlar a entrada e saída de visitantes. Isso significa mais conforto e segurança às delegações”, explicou o ministro.

    Após a COP30, o porto integrará as rotas regulares de turismo marítimo. A expectativa é que a estrutura beneficie continuamente os setores de hotelaria, gastronomia, transporte e comércio da região Norte. O governo federal também planeja fortalecer a matriz de exportação do Pará e atrair novas rotas marítimas, consolidando o terminal como alternativa competitiva no Arco Norte.

    Aeroporto de Belém recebe R$ 450 milhões e triplica capacidade

    Mais cedo, o presidente Lula e o ministro Costa Filho visitaram o Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans) e entregaram as obras de modernização. A concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA) investiu R$ 450 milhões na ampliação, que aumentou a capacidade do terminal de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros por ano.

    O aeroporto ganhou pistas requalificadas, novo pátio de aeronaves, saguão ampliado e áreas de embarque doméstico e internacional triplicadas. A infraestrutura agora conta com portões eletrônicos com tecnologia biométrica, sala multissensorial para o público neurodivergente e opera com 100% de energia renovável.

    “As obras do Aeroporto de Belém estão oficialmente entregues à população do Pará e do Brasil. Mais de R$ 450 milhões investidos. Ganha a COP30, ganha o estado do Pará e ganha o Brasil”, declarou Costa Filho.

    As obras finalizaram com quase um ano de antecedência e geraram mais de 1.500 empregos diretos e indiretos.

  • Portos públicos do Sul movimentam 85,3 milhões de toneladas até agosto

    Portos públicos do Sul movimentam 85,3 milhões de toneladas até agosto

    Os portos públicos da Região Sul registraram movimentação de 85,3 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e agosto de 2025, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A região, que inclui Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cresceu 7,9% no volume de cargas movimentadas em relação ao ano anterior.

    O Porto de Paranaguá lidera o desempenho estadual, movimentando 43,9 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem os portos de Rio Grande (20,2 milhões), São Francisco do Sul (12,1 milhões), Imbituba (4,8 milhões) e Itajaí (2,5 milhões).

    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, atribuiu o avanço à gestão eficiente e à busca pela competitividade, que fortalece a economia regional e nacional. “O crescimento dos portos públicos do Sul é resultado de uma gestão focada em eficiência e crescimento econômico”, afirmou.

    O destaque desse período ficou com o aumento de 21,14% na movimentação de contêineres. Que atingiu 19,9 milhões de toneladas, e de 15,46% na carga geral, totalizando 9 milhões de toneladas, comparado a 2024. Essa diversificação reforça a capacidade dos portos em atender cadeias logísticas complexas e variadas.

    Vocação exportadora

    A vocação exportadora da região tem respaldo na alta de 7,19% na navegação de longo curso (internacional), que movimentou 73,4 milhões de toneladas. As exportações, lideradas por soja e milho, cresceram 4,95%, enquanto as importações, que incluem fertilizantes, avançaram 11,84%.

    Para ampliar a eficiência, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou, em 22 de outubro, o primeiro leilão histórico de concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá. O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos.

    O consórcio vencedor será responsável pela dragagem e ampliação do calado, aumentando de 13,5 para 15,5 metros. Isso permitirá a entrada de navios maiores, otimizando a capacidade operacional e o escoamento da produção, e garantirá mais segurança e agilidade nas operações do porto paranaense.

  • Representante do governo e especialistas falam sobre crise logística nos portos do país

    Representante do governo e especialistas falam sobre crise logística nos portos do país

    “O que está acontecendo agora é uma crise. É um problema de curtíssimo prazo”.  A frase veio do diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, em entrevista ao Portal Agro em Campo. 

    A crise logística nos terminais portuários do Brasil foi um dos destaques do painel “Desafios Logísticos no Abastecimento de Café”, um dos mais movimentados do terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit, evento promovido pelo Cecafé, em Campinas (SP). 

    Segundo Koike, o governo federal tem um plano de investimentos privados nos portos por meio de programas de arrendamento e autorizações portuárias, mas que o diálogo entre os envolvidos no processo logístico podem formar um esforço coletivo importante. 

    “Um investimento novo portuário demora anos para ser operacional. Não adianta dizer agora que está investindo mas só vai ficar pronto daqui a 5 ou 6 anos. O problema é agora. A gente está na urgência. Só a articulação e o diálogo para enfrentarmos essa situação”

    Especialistas debatem crise logística nos portos

    Também participante do painel, o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, avaliou que o conteúdo apresentado atendeu às expectativas dentro do contexto logístico do país. “Nós entendemos, na nossa avaliação, que o planejamento logístico é dessa forma: reunindo carga, transportador marítimo, terminal… hoje nós temos a clara evidência de que há um esgotamento na infraestrutura portuária do país”.

    Heron reforçou que as cargas seguirão crescendo e que a falta de estrutura compromete o escoamento da produção brasileira. “É importante que a gente coloque na mesa as pessoas para debaterem e planejar os próximos anos. Não há dúvida de que, tanto o café quanto outras cargas, seguirão crescendo. Nós vamos precisar de condução adequada, de infraestrutura, para escoar nossas cargas”.

    Para Casemiro Tércio, engenheiro naval e sócio da 4Infra, a situação já aponta para quase um colapso nos próximos três ou quatro anos. “Principalmente para o agronegócio, que depende do contêiner. E não é só o café. Essas cargas vão sofrer esse engargalamento, não só dentro do terminal”. 

    Ele lembrou que os navios precisam de berço liberado para operar, mas também enfrentam desafios externos. 

    “O clima não só atinge a lavoura, mas atrasa a navegação. E para uma operação que teoricamente deveria ser sincronizada, dessincronizando, perde a janela. Quando você chega no porto, tem um navio operando no seu lugar. Você omite aquele porto e já sabe o problema: a carga vai ficar para o próximo serviço”.

    Tércio destacou que esse descompasso gera prejuízos em cadeia. 

    “Os cumprimentos de contratos, a entrega de mercadoria, o fluxo de pagamento para quem está no campo… esse descasamento entre a entrega do produto no consumidor final é consequência dessa logística bagunçada”.

    Falta de infraestrutura nos próximos anos

    Ainda conforme Eduardo Heron, apesar de anúncios recentes de investimentos públicos, o setor deverá conviver com a ausência de infraestrutura adequada nos próximos anos. Para ele, é essencial evidenciar cada vez mais a atual a situação.

    “O Cecafé vem fazendo exatamente esse trabalho, de mostrar que nós já estamos colapsados. Nós precisamos de outras alternativas, de apoio público, de promover o diálogo com o comércio exterior”. 

    De acordo com Heron, a situação atual prejudica as empresas exportadoras, compromete a competitividade e deixa de gerar renda ao produtor.

    Para Tércio, é preciso buscar soluções alternativas enquanto a estrutura ideal não é entregue. 

    “Toda carga tem a melhor logística. Hoje, essa melhor logística está comprometida. Então, buscar a segunda e terceira opção em grupo, até para justificar um desvio de rota de um navio no terminal […] seria uma solução temporária”.

  • “O que está acontecendo é uma crise”, diz representante dos portos sobre logística no Brasil

    “O que está acontecendo é uma crise”, diz representante dos portos sobre logística no Brasil

    “O que está acontecendo agora é uma crise. É um problema de curtíssimo prazo”.  A frase veio do diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, em entrevista ao Portal Agro em Campo. 

    A crise logística nos terminais portuários do Brasil foi um dos destaques do painel “Desafios Logísticos no Abastecimento de Café”, um dos mais movimentados do terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit, evento promovido pelo Cecafé, em Campinas (SP). 

    Segundo Koike, o governo federal tem um plano de investimentos privados nos portos por meio de programas de arrendamento e autorizações portuárias, mas que o diálogo entre os envolvidos no processo logístico podem formar um esforço coletivo importante. 

    “Um investimento novo portuário demora anos para ser operacional. Não adianta dizer agora que está investindo mas só vai ficar pronto daqui a 5 ou 6 anos. O problema é agora. A gente está na urgência. Só a articulação e o diálogo para enfrentarmos essa situação”

    Especialistas debatem crise logística nos portos

    Participantes do Painel “Desafios Logísticos no Abastecimento de Café”
    Painel “Desafios Logísticos no Abastecimento de Café” foi um dos destaques do terceiro dia da programação do 10º Coffee Dinner & Summit

    Também participante do painel, o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, avaliou que o conteúdo apresentado atendeu às expectativas dentro do contexto logístico do país. “Nós entendemos, na nossa avaliação, que o planejamento logístico é dessa forma: reunindo carga, transportador marítimo, terminal… hoje nós temos a clara evidência de que há um esgotamento na infraestrutura portuária do país”.

    Heron reforçou que as cargas seguirão crescendo e que a falta de estrutura compromete o escoamento da produção brasileira. “É importante que a gente coloque na mesa as pessoas para debaterem e planejar os próximos anos. Não há dúvida de que, tanto o café quanto outras cargas, seguirão crescendo. Nós vamos precisar de condução adequada, de infraestrutura, para escoar nossas cargas”.

    Para Casemiro Tércio, engenheiro naval e sócio da 4Infra, a situação já aponta para quase um colapso nos próximos três ou quatro anos. “Principalmente para o agronegócio, que depende do contêiner. E não é só o café. Essas cargas vão sofrer esse engargalamento, não só dentro do terminal”. 

    Ele lembrou que os navios precisam de berço liberado para operar, mas também enfrentam desafios externos. 

    “O clima não só atinge a lavoura, mas atrasa a navegação. E para uma operação que teoricamente deveria ser sincronizada, dessincronizando, perde a janela. Quando você chega no porto, tem um navio operando no seu lugar. Você omite aquele porto e já sabe o problema: a carga vai ficar para o próximo serviço”.

    Tércio destacou que esse descompasso gera prejuízos em cadeia. 

    “Os cumprimentos de contratos, a entrega de mercadoria, o fluxo de pagamento para quem está no campo… esse descasamento entre a entrega do produto no consumidor final é consequência dessa logística bagunçada”.

    Falta de infraestrutura nos próximos anos

    Ainda conforme Eduardo Heron, apesar de anúncios recentes de investimentos públicos, o setor deverá conviver com a ausência de infraestrutura adequada nos próximos anos. Para ele, é essencial evidenciar cada vez mais a atual a situação.

    “O Cecafé vem fazendo exatamente esse trabalho, de mostrar que nós já estamos colapsados. Nós precisamos de outras alternativas, de apoio público, de promover o diálogo com o comércio exterior”. 

    De acordo com Heron, a situação atual prejudica as empresas exportadoras, compromete a competitividade e deixa de gerar renda ao produtor.

    Para Tércio, é preciso buscar soluções alternativas enquanto a estrutura ideal não é entregue. 

    “Toda carga tem a melhor logística. Hoje, essa melhor logística está comprometida. Então, buscar a segunda e terceira opção em grupo, até para justificar um desvio de rota de um navio no terminal […] seria uma solução temporária”.

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