Autor: Rian Fernandes

  • Com R$ 15 bilhões em investimentos, Porto de Santos deve dobrar movimento de cargas em 10 anos

    Com R$ 15 bilhões em investimentos, Porto de Santos deve dobrar movimento de cargas em 10 anos

    Os investimentos em infraestrutura no Porto de Santos foram assuntos no Agro em Campo nesta semana. Em entrevista, o diretor de operações da autoridade portuária de Santos, Beto Mendes, comentou sobre as estratégias para ampliar a capacidade de exportação do local, tendo em vista o crescimento das negociações internacionais que envolvem inclusive o mercado agrícola. 

    Responsável por movimentar quase um terço de toda a corrente comercial do Brasil, o Porto de Santos é hoje o maior e mais importante complexo portuário da América Latina. Diante disso, sua relevância para o agronegócio brasileiro é cada vez maior. 

    Só em 2024, o porto foi responsável por exportar 34,3 milhões de sacas de café, o equivalente a quase 70% de todo o volume embarcado pelo Brasil, se consolidando como um dos principais canais logísticos para o setor.

    “O porto de Santos é realmente a maior e a melhor porta de entrada do Brasil para os produtos transnacionais. Devido a sua interlândia, região onde produz os produtos. Produtos agrícolas representam 72% de tudo que se movimenta lá no Porto de Santos. […] Está inserido no maior centro consumidor do Brasil e isso dá condição para que tenha um crescimento muito forte e frequente”. 

    Crescimento acelerado e visão de longo prazo

    Segundo Mendes, a movimentação do Porto de Santos tem crescido acima da média nacional, com taxa anual de cerca de 6%. Em 2024, atingiu seu maior recorde histórico: 179,88 milhões de toneladas, com projeção de ultrapassar 300 milhões de toneladas em 10 anos. Esse ritmo de crescimento exige infraestrutura robusta e capacidade operacional compatível com a demanda.

    No total, R$ 12,5 bilhões estão sendo investidos no Porto de Santos apenas em recursos públicos federais, que já estão destinados. Além disso, atualmente o porto conta com mais R$ 3,75 bilhões em caixa. 

    Entre os projetos prioritários que recebem investimentos estão o novo túnel Santos-Guarujá, orçado em R$ 6,8 bilhões, a pavimentação de vias perimetrais e o novo terminal de combustíveis STS8. O Tecon Santos 10 também é um dos destaques, pois aumentará a capacidade de contêineres em 3,5 milhões de TEUs, além da implantação do VTMIS, um sistema de controle de tráfego aquaviário que promete mais segurança e agilidade nas operações portuárias.

    Além dos investimentos que estão relacionados aos recursos públicos, os terminais também recebem aplicações do mercado privado. “As empresas privadas também estão investindo forte em Santos. Nós temos 62 terminais privados, todos eles, na sua grande maioria, recebendo investimentos”, disse Mendes. 

    Modelo de gestão, investimentos e expansão territorial

    Na entrevista ao Agro em Campo, Beto Mendes defendeu que os investimentos na infraestrutura portuária sejam perenes, justamente para acompanhar o crescimento das demandas e sustentar um planejamento de longo prazo. 

    “Ocorre que no passado recente, no governo anterior, houve um investimento realmente de R$ 70 milhões. Parece ser um volume razoável, mas para um porto do porte de Santos, que vai chegar em 10 anos a 300 milhões de toneladas movimentadas, é um dinheiro irrisório, insignificante. Não dá para recuperar, muitas vezes, o asfalto de uma perimetral”. 

    Com 62 terminais privados em operação, o Porto de Santos já funciona sob regime de concessão privada, conforme ele esclareceu. O debate mais recente girou em torno da desestatização da própria Autoridade Portuária, hoje uma empresa pública federal que faz as normas e fiscaliza. 

    Para Mendes, manter a Autoridade Portuária de Santos sob gestão pública é essencial para garantir isonomia entre os diferentes segmentos logísticos que operam no porto, atuando como se fosse a “síndica do porto”. 

    “O modelo de gestão de Santos é muito parecido, principalmente, com todos os portos da Europa. São portos multipropósitos que movimentam vários tipos de carga. Se existe uma concorrência interna entre os terminais de granéis líquidos, de granéis sólidos, terminais de fertilizantes, e assim por diante… a autoridade nesse caso é mais inteligente seja pública porque ela não é tendenciosa para um segmento ou para o outro”. 

    Outro projeto estratégico, de acordo com ele, é a ampliação da poligonal do porto, que passará de 7,8 milhões para quase 21 milhões de metros quadrados, envolvendo áreas em Santos, Guarujá e Cubatão. Com o investimento, o espaço também será ampliado para São Vicente. A proposta visa acomodar novos terminais e dar conta da crescente movimentação de cargas.

    “É o primeiro passo. Isso é planejamento. Isso é olhar para o futuro e pensar que daqui 10 anos nós vamos ter que movimentar 300 milhões de toneladas em Santos ou mais. Nós vamos trabalhar para que o Brasil ainda cresça mais acelerado e, se crescer ainda mais rápido, obviamente a média do crescimento de Santos ainda pode ser ampliada”.

    Efeitos da taxação do café brasileiro pelos EUA

    A entrevista também abordou os impactos da tarifa imposta pelo governo Trump sobre as exportações. Mendes revelou um aumento pontual na movimentação de cargas no porto nas últimas semanas por conta da medida que começa a valer no dia 01 de agosto, com exportadores tentando antecipar embarques antes da aplicação da nova tarifa.

    “O perfil do presidente Trump é de um grande fanfarrão. Ele fez isso também com a China e depois voltou atrás. Nós estamos trabalhando acreditando que as nossas lideranças, que as autoridades brasileiras que têm o poder dessa regulação e negociação internacional, estão buscando novas alternativas”. 

    Para Beto Mendes, faltou assessoria ao presidente dos Estados Unidos antes da tomada de decisão. O diretor de operações portuárias acredita que os norte-americanos vão, na verdade, perder e não ganhar. “Primeiro que o americano produz somente 1% do café que consome. Quase 40% do café que consome, ele compra do Brasil, a grande maioria movimentada em Santos”. 

    Segundo ele, grandes compradores norte-americanos já pressionam o governo dos EUA para que haja um recuo na decisão. Por outro lado, o Brasil já está preparado para buscar novas rotas e parceiros comerciais.

    Futuro: Brasil com pressa

    Por fim, Beto Mendes reforçou o compromisso da APS com o futuro do país, inclusive do agronegócio brasileiro. Conforme ele explicou, o porto recebe em média 11 mil caminhões por dia, chegando a picos de até 18 mil em épocas de safra, e cerca de 6 mil navios por ano. A implantação de um novo sistema integrado de agendamento de cargas visa dar mais previsibilidade, reduzir gargalos e aumentar a eficiência logística.

    “Estamos contratando o VTMIS, que é um sistema de controle aquaviário focado no cuidado com a segurança da navegação. […] Queremos ainda esse ano iniciar a implantação, que será de radares, onde vai coordenar toda a entrada e saída de navios do porto de Santos. Vamos poder compartilhar tanto com a Polícia Federal quanto com a Receita Federal, e com a nossa diretoria de operações, para que a gente possa continuar tendo as melhores condições de Santos continuar crescendo e atendendo toda a movimentação de carga”. 

     

  • Brasil lidera debates da cafeicultura global no 10º Coffee Dinner & Summit

    Brasil lidera debates da cafeicultura global no 10º Coffee Dinner & Summit

    Com público estimado em 2 mil pessoas de 35 países, o 10º Coffee Dinner & Summit reuniu representantes de toda a cadeia produtiva do café na cidade de Campinas (SP), entre os dias 2 e 4 de julho. Promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o evento foi realizado no Royal Palm Hall e discutiu os principais desafios e oportunidades da cafeicultura mundial. 

    No total, 83 painelistas nacionais e internacionais trouxeram reflexões estratégicas sobre temas como comércio global, sustentabilidade, direitos trabalhistas, clima, consumo, geopolítica e gargalos logísticos.

    “Tivemos dedicação e esforço coletivo hercúleos de toda equipe e da organização para que essa fosse, e foi, a maior edição nos 20 anos de história do nosso evento”, afirmou Márcio Ferreira, presidente do Cecafé. “Realizamos um trabalho muito grande e meticuloso para escolher painelistas, palestras técnicas e reservadas, as muitas reuniões de negócios e institucionais, enfim… O Brasil, enquanto maior produtor e exportador e segundo maior consumidor mundial, precisa protagonizar o debate global sobre o setor e o Coffee Dinner & Summit tem esse propósito.”

    Para Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, o evento reforçou o papel do Brasil no centro das discussões globais. Ele destacou o debate sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos, o impacto das novas regulações da União Europeia, como o EUDR, as mudanças climáticas e o novo perfil do consumo mundial de café, cada vez mais influenciado por questões ESG e geopolíticas. 

    “Quando surgem novas regras e desafios climáticos, o setor é afetado de uma mesma forma, como um todo. E o nosso evento proporcionou uma união de todos os segmentos, o que é crucial, pois, unidos, trabalhamos de uma forma muito mais inteligente”, pontuou.

    Logística em alerta

    Um dos principais temas em debate foi o esgotamento da infraestrutura logística brasileira. Segundo Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, o sistema portuário nacional está no limite da capacidade, o que gera prejuízos à cadeia do agronegócio. 

    “O sistema portuário está esgotado, o que afeta o desempenho do setor e cria dificuldades ao comércio exportador brasileiro, principalmente das cargas que demandam contêineres para embarque, como café, algodão, açúcar, carnes, frutas, entre outras, gerando milhões de dólares em prejuízos aos exportadores”, afirmou.

    O Cecafé trouxe ao evento representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Autoridade Portuária de Santos (APS), do governo do Espírito Santo, além de empresas privadas como MSC, BTP e JDE. 

    “A defasagem da infraestrutura portuária e os entraves na logística são problemas intrínsecos nossos. Precisamos alinhar o debate entre os entes públicos e privados para buscarmos os melhores caminhos”, completou Heron.

    Trabalho decente e pacto nacional

    A sustentabilidade e o respeito aos critérios ESG também estiveram no centro do evento, com foco especial na promoção do trabalho decente. Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, ressaltou a importância do engajamento da cadeia cafeeira com boas práticas laborais.

    “Tivemos a oportunidade de mostrar, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Embaixada da Alemanha no Brasil e a Associação Alemã de Café, como múltiplas ações, que visam promover o trabalho decente, coexistem no Brasil e como a cafeicultura brasileira está em um nível amadurecido de diálogo social”, disse. 

    Durante o evento, o Cecafé aderiu ao “Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas e Garantia de Trabalho Decente na Cafeicultura no Brasil”, assinado por Márcio Ferreira e pelo ministro Luiz Marinho.

    Premiações e homenagens

    Durante a cerimônia de encerramento, o Cecafé entregou prêmios às empresas que mais se destacaram no último ano. A OFI foi reconhecida como “Destaque Exportador”, a 3Corações como “Destaque Torrefação”, a Cacique – Louis Dreyfus Company como “Destaque Solúvel” e a Cooxupé com o “Destaque Cooperativismo”, em sintonia com o Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela ONU.

    Também foram homenageadas empresas como Grupo Tristão (90 anos) e NKG Stockler (80 anos), além de parceiros institucionais: ApexBrasil (promoção internacional), Embrapa (pesquisa e inovação) e FPA (trabalho político). Os governos do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, assim como o Ministério da Agricultura e Pecuária, também receberam condecorações pelo apoio ao evento.

    Evento Carbono Zero

    Comprometido com práticas sustentáveis, o Cecafé compensou 9,8 toneladas de CO2 emitidas durante os três dias de evento, por meio do plantio de 69 árvores nativas em Áreas de Preservação Permanente na Fazenda do Lobo, produtora de cafés especiais em Três Corações (MG). A neutralização foi reconhecida com o Selo Verde da startup Ecooar Biodiversidade.

    Sucesso mundial

    Vale reforçar que o Coffee Dinner & Summit é um dos principais fóruns globais da cafeicultura, realizado bienalmente. A 10ª edição, com o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, reuniu líderes do setor, representantes governamentais e especialistas para debater os rumos da cafeicultura diante de desafios econômicos, climáticos e regulatórios.

  • Cecafé avalia 10º Coffee Dinner & Summit e reforça papel do Brasil no café mundial

    Cecafé avalia 10º Coffee Dinner & Summit e reforça papel do Brasil no café mundial

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, fez um balanço positivo do 10º Coffee Dinner & Summit, que reuniu 83 painelistas de diversos países entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, ele destacou o esforço coletivo para consolidar o evento como o maior da cafeicultura mundial.

    “O sentimento é de gratidão e felicidade pelos resultados alcançados. Nós trabalhamos com afinco durante um ano e meio”, afirmou Matos, que também ressaltou a liderança do presidente do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira, além do comitê executivo e organizador e toda a equipe da entidade. “Tivemos um trabalho muito grande e cuidadoso para escolher os painelistas, palestras técnicas, reservadas… muitas reuniões de negócio institucionais também aconteceram”, detalhou.

    Marcos Matos acredita que o Brasil, enquanto maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor mundial da bebida, precisa protagonizar o debate global sobre o setor. “O Brasil merece ter o maior evento da cafeicultura. E nós estamos nesse caminho”

    Entre os destaques do evento, ele mencionou a abordagem de pautas estratégicas, como as tarifas dos Estados Unidos, debatidas com grandes negociadores, e os desafios trazidos por novas regulações e mudanças climáticas. 

    E em meio aos desafios que envolvem a produção, diante de mudanças climáticas, e o consumo, com questões geopolíticas mundiais, o diretor geral do Cecafé enfatizou a importância da união da cadeia produtiva. “Quando vem novas regras e desafios climáticos, isso pega todos da mesma forma. Unidos, nós trabalhamos de uma forma muito mais inteligente”

    “Colapsar é um caminho próximo”, diz sobre o sistema portuário

    O diretor do Cecafé também chamou atenção para os desafios logísticos, considerados alarmantes. “O painel de logística trouxe muitos elementos. Foi alarmante no sentido de mostrar a realidade que nós temos. Quando falamos de logística, a gente não pode pensar em café, exclusivamente. Temos que pensar em agronegócio. São vários produtos que usam containers e o Brasil precisa continuar a crescer”. 

    Segundo ele, o sistema portuário do país está no limite da capacidade. “Colapsar é um caminho que nós estamos vendo muito próximo. Esse é um dever de casa nosso. Não depende de mercados, política tarifária dos Estados Unidos ou regulamentações da União Europeia. É uma questão nossa, um dever de casa, que temos que assumir”.

    Para debater a logística nacional, a presença do Ministério de Portos e Aeroportos no 10º Coffee Dinner & Summit foi significativa. No entanto, Marcos Matos também destaca a participação de outras lideranças, que estiveram no painel sobre política. Por exemplo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli. 

    “Infraestrutura tem que estar no orçamento público, por uma questão de segurança nacional. É o futuro do crescimento econômico do Brasil. Esse é o novo desafio: trazer o parlamento, governo com seus ministérios e a cadeia produtiva como um todo. Estamos unidos em prol de melhorias”, finalizou.

  • Cecafé celebra sucesso do Coffee Dinner & Summit e projeta novos desafios para o setor

    Cecafé celebra sucesso do Coffee Dinner & Summit e projeta novos desafios para o setor

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, fez um balanço positivo do 10º Coffee Dinner & Summit, que reuniu 83 painelistas de diversos países entre os dias 2 e 4 de julho, em Campinas (SP). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, ele destacou o esforço coletivo para consolidar o evento como o maior da cafeicultura mundial.

    “O sentimento é de gratidão e felicidade pelos resultados alcançados. Nós trabalhamos com afinco durante um ano e meio”, afirmou Matos, que também ressaltou a liderança do presidente do Cecafé, Márcio Cândido Ferreira, além do comitê executivo e organizador e toda a equipe da entidade. “Tivemos um trabalho muito grande e cuidadoso para escolher os painelistas, palestras técnicas, reservadas… muitas reuniões de negócio institucionais também aconteceram”, detalhou.

    Marcos Matos acredita que o Brasil, enquanto maior produtor, maior exportador e segundo maior consumidor mundial da bebida, precisa protagonizar o debate global sobre o setor. “O Brasil merece ter o maior evento da cafeicultura. E nós estamos nesse caminho”

    Entre os destaques do evento, ele mencionou a abordagem de pautas estratégicas, como as tarifas dos Estados Unidos, debatidas com grandes negociadores, e os desafios trazidos por novas regulações e mudanças climáticas. 

    E em meio aos desafios que envolvem a produção, diante de mudanças climáticas, e o consumo, com questões geopolíticas mundiais, o diretor geral do Cecafé enfatizou a importância da união da cadeia produtiva. “Quando vem novas regras e desafios climáticos, isso pega todos da mesma forma. Unidos, nós trabalhamos de uma forma muito mais inteligente”

    “Colapsar é um caminho próximo”, diz sobre o sistema portuário

    O diretor do Cecafé também chamou atenção para os desafios logísticos, considerados alarmantes. “O painel de logística trouxe muitos elementos. Foi alarmante no sentido de mostrar a realidade que nós temos. Quando falamos de logística, a gente não pode pensar em café, exclusivamente. Temos que pensar em agronegócio. São vários produtos que usam containers e o Brasil precisa continuar a crescer”. 

    Segundo ele, o sistema portuário do país está no limite da capacidade. “Colapsar é um caminho que nós estamos vendo muito próximo. Esse é um dever de casa nosso. Não depende de mercados, política tarifária dos Estados Unidos ou regulamentações da União Europeia. É uma questão nossa, um dever de casa, que temos que assumir”.

    Para debater a logística nacional, a presença do Ministério de Portos e Aeroportos no 10º Coffee Dinner & Summit foi significativa. No entanto, Marcos Matos também destaca a participação de outras lideranças, que estiveram no painel sobre política. Por exemplo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli. 

    “Infraestrutura tem que estar no orçamento público, por uma questão de segurança nacional. É o futuro do crescimento econômico do Brasil. Esse é o novo desafio: trazer o parlamento, governo com seus ministérios e a cadeia produtiva como um todo. Estamos unidos em prol de melhorias”, finalizou.

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  • Café e infraestrutura: Espírito Santo aposta em logística e sustentabilidade para liderar setor

    Café e infraestrutura: Espírito Santo aposta em logística e sustentabilidade para liderar setor

    O painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit trouxe reflexões sobre o futuro do agronegócio brasileiro. Representando o Espírito Santo, o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, reforçou o protagonismo capixaba na cafeicultura e detalhou os avanços estruturais e produtivos do setor no estado.

    “O Espírito Santo é o estado em que a cafeicultura é proporcionalmente mais relevante. Minas Gerais, é verdade, o maior produtor do Brasil com cerca de 50% da safra. Mas lá, 20% das propriedades produzem café. No Espírito Santo, quase 70%”, enfatizou.

    Segundo ele, o estado é o único a produzir, em escala, as duas espécies de café comercializadas e consumidas no mundo: arábica e conilon. “Nós temos uma cafeicultura muito completa e muito determinante na formação de renda no rural”, afirmou. Nacionalmente, o Espírito Santo é responsável por cerca de 75% da produção de conilon e ocupa a terceira posição na produção de arábica.

    Além da produtividade e rentabilidade, ele ressaltou que a sustentabilidade se tornou fator decisivo para a permanência dos cafeicultores no mercado global. “O mundo, além da qualidade, exige produtos que tenham os aspectos de sustentabilidade em todos os elos de uma cadeia produtiva”.

    Ao falar sobre a produção de cafés especiais, o secretário destacou que o Espírito Santo tem três ambientes geográficos diferentes de arábica: Montanhas Capixaba, Caparaó e Noroeste Alto Capixaba, além do conilon. “Nós temos cafés para oferecer à população para todos os gostos. […] Saímos daquele período de outrora, daqueles cafés ruins, que a gente tinha que colocar açúcar para corrigir defeito. Hoje não, os cafés bons já têm seus açúcares naturais. Os cafés estão muito bons.”

    Avanços logísticos

    No campo da infraestrutura, o Espírito Santo vem se consolidando como uma das principais apostas logísticas do Brasil, com novos investimentos que envolvem a construção e ampliação de portos. Conforme o próprio secretário esclareceu, parceria entre o setor público e privado tem proporcionado melhorias, previstas na região norte do estado. 

    “Três portos, com aeroporto. Ou seja, investimentos privados. Com o Governo do Estado investindo em infraestrutura de ferrovias, vias. E o setor privado, investindo em porto”.

    A operação de um novo porto privado está prevista para o segundo semestre de 2026. 

    “Está previsto para o segundo semestre do ano que vem a operação de um grande porto privado, resolvendo o problema logístico que os capixabas e o Brasil têm, criando novas alternativas de carga”, salientou Bergoli.

    Sobre o assunto, o secretário disse que o estado faz o dever de casa. “O Espírito Santo é um estado de pequenas dimensões territoriais, mas é um grande produtor e exportador no agronegócio e outras atividades. […] A gente precisa estar preparado”.

  • Espírito Santo investe em logística e sustentabilidade para fortalecer protagonismo no café

    Espírito Santo investe em logística e sustentabilidade para fortalecer protagonismo no café

    O painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit trouxe reflexões sobre o futuro do agronegócio brasileiro. Representando o Espírito Santo, o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, reforçou o protagonismo capixaba na cafeicultura e detalhou os avanços estruturais e produtivos do setor no estado.

    “O Espírito Santo é o estado em que a cafeicultura é proporcionalmente mais relevante. Minas Gerais, é verdade, o maior produtor do Brasil com cerca de 50% da safra. Mas lá, 20% das propriedades produzem café. No Espírito Santo, quase 70%”, enfatizou.

    Segundo ele, o estado é o único a produzir, em escala, as duas espécies de café comercializadas e consumidas no mundo: arábica e conilon. “Nós temos uma cafeicultura muito completa e muito determinante na formação de renda no rural”, afirmou. Nacionalmente, o Espírito Santo é responsável por cerca de 75% da produção de conilon e ocupa a terceira posição na produção de arábica.

    Além da produtividade e rentabilidade, ele ressaltou que a sustentabilidade se tornou fator decisivo para a permanência dos cafeicultores no mercado global. “O mundo, além da qualidade, exige produtos que tenham os aspectos de sustentabilidade em todos os elos de uma cadeia produtiva”.

    Ao falar sobre a produção de cafés especiais, o secretário destacou que o Espírito Santo tem três ambientes geográficos diferentes de arábica: Montanhas Capixaba, Caparaó e Noroeste Alto Capixaba, além do conilon. “Nós temos cafés para oferecer à população para todos os gostos. […] Saímos daquele período de outrora, daqueles cafés ruins, que a gente tinha que colocar açúcar para corrigir defeito. Hoje não, os cafés bons já têm seus açúcares naturais. Os cafés estão muito bons.”

    Avanços logísticos

    No campo da infraestrutura, o Espírito Santo vem se consolidando como uma das principais apostas logísticas do Brasil, com novos investimentos que envolvem a construção e ampliação de portos. Conforme o próprio secretário esclareceu, parceria entre o setor público e privado tem proporcionado melhorias, previstas na região norte do estado. 

    “Três portos, com aeroporto. Ou seja, investimentos privados. Com o Governo do Estado investindo em infraestrutura de ferrovias, vias. E o setor privado, investindo em porto”.

    A operação de um novo porto privado está prevista para o segundo semestre de 2026. 

    “Está previsto para o segundo semestre do ano que vem a operação de um grande porto privado, resolvendo o problema logístico que os capixabas e o Brasil têm, criando novas alternativas de carga”, salientou Bergoli.

    Sobre o assunto, o secretário disse que o estado faz o dever de casa. “O Espírito Santo é um estado de pequenas dimensões territoriais, mas é um grande produtor e exportador no agronegócio e outras atividades. […] A gente precisa estar preparado”.

  • Crédito é a base para escalar o agro, diz gerente do Sicoob ES

    Crédito é a base para escalar o agro, diz gerente do Sicoob ES

    O crédito rural é um dos principais motores para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. É o que afirma Eduardo Ton, gerente de crédito e agronegócio do Sicoob Espírito Santo, em entrevista concedida ao Portal Agro em Campo durante o 10º Coffee Dinner & Summit. Segundo ele, o financiamento é o que dá escala ao campo e impulsiona o crescimento da produção nacional.

    “O crédito é o poder de alavancar o agronegócio. É o que dá escala ao negócio, é muito importante. A gente acabou de encerrar o Plano Safra. No Espírito Santo, a gente é o maior repassador de Funcafé, que é exclusivo para o café”.

    Conforme o gerente de crédito, a atuação do Sicoob ES no setor cafeeiro abrange toda a cadeia, do campo à xícara. “Estamos presentes em toda a cadeia do café, por isso temos o interesse de estarmos desde o produtor até o consumidor final”, completou.

    Somente em 2023, o Sicoob Espírito Santo aplicou R$ 3,8 bilhões em crédito rural no estado. Para o novo ano safra, a expectativa é ainda maior. “Temos uma meta de R$ 4 bilhões, só no Espírito Santo”, projeta Eduardo, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

    “Estamos diante de um cenário de alta de juros muito grande. O custo do Brasil é muito alto hoje, mas eu costumo falar que o dinheiro mais caro é não ter o dinheiro”, disse, ao destacar que, apesar das taxas elevadas, a ausência de crédito pode representar perdas ainda maiores ao produtor rural.

    Cooperativismo no agronegócio

    Ainda de acordo com o entrevistado, o cooperativismo tem raízes profundas no agro capixaba. “O Sicoob Espírito Santo nasceu da junção de um grupo de produtores rurais que buscavam acesso ao crédito. Está no nosso DNA, nas nossas raízes”.

    Eduardo realça que o Sicoob Espírito Santo trata o setor com atenção especial. “A gente cuida dessa carteira com carinho, com amor, com um atendimento diferenciado. A gente fala que ela tem que ser sustentável, mas também é social. Atendemos o pequeno, médio e grande produtor. Não tem distinção”, frisou.

    Com uma atuação constante no setor, Ton reforça que o compromisso da instituição é de longo prazo, apoiando o produtor rural no passado, presente e futuro. “Tivemos a alegria de encontrar aqui várias empresas associadas ao Sicoob Espírito Santo”, concluiu o gerente de crédito sobre a presença no 10º Coffee Dinner & Summit.

  • Agro supera mineração em Minas e impulsiona economia com sustentabilidade, destaca Zema

    Agro supera mineração em Minas e impulsiona economia com sustentabilidade, destaca Zema

    O futuro do agronegócio brasileiro foi pauta do painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit, com a presença de nomes estratégicos como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, o chefe do Executivo mineiro destacou a força do agronegócio no estado e sua crescente relevância para a economia nacional.

    “No ano passado, pela primeira vez na história do Estado de Minas Gerais, as exportações do agro superaram as exportações de mineração. Então, o agro tem tomado uma relevância cada vez maior no estado. É uma atividade que em todos os anos tem liderado o crescimento econômico em Minas Gerais”, afirmou Zema. 

    O avanço no setor, segundo ele, ocorre com base em produtividade, com recuperação de áreas degradadas e não desmatamento. Mais de 95% das propriedades, inclusive, atendem exigências mais rigorosas do mundo, como as da União Europeia. Ainda de acordo com o governador, um sistema via satélite, acompanhado pela Secretaria do Estado e pela UFMG, atesta a produção com sustentabilidade ambiental. 

    Zema também valorizou a qualidade do café mineiro e classificou como um dos melhores do mundo, com base no apoio de pesquisa e participação em concursos. 

    “O que nós temos feito é o que sempre aconteceu com o vinho. Tem vinho de todo valor, de R$ 20 a R$ 50 mil a garrafa. Nós já tivemos produtores em Minas que venderam a sua saca por R$ 62 mil. Isso demonstra que há consumidores no mundo dispostos a pagar por um café superior”

    Desafios e investimentos logísticos no Brasil

    Sobre os gargalos logísticos, o governador reconheceu os avanços no território capixaba, destacando que o estado vizinho tem a melhor logística com o menor caminho a ser percorrido. “Os portos do Espírito Santo têm se modernizado. As ferrovias, melhoradas. Tudo isso tem contribuído para que cada vez mais exportações mineiras sejam feitas via Espírito Santo”.

    Apesar disso, Zema cobrou ações do Governo Federal para que melhorias sejam feitas com o intuito de superar os desafios logísticos. “Nós temos lutado. Já estive com o Ministro da Infraestrutura diversas vezes. Mas, é um problema do Brasil. E com essa taxa de juros elevada, esse problema só se agrava, infelizmente. Quanto maior a taxa de juros, mais caro fica o investimento e menos viável ficam vários projetos”, afirmou.

    Ele ainda fez críticas sobre a maneira com que o país é conduzido economicamente. “O Brasil, infelizmente com essa gastança do Governo Federal, tem ido na contramão da história. Um governo eficiente, mais comedido com os gastos, estaria facilitando o investimento e resolvendo esses problemas”.

  • Representante do governo e especialistas falam sobre crise logística nos portos do país

    Representante do governo e especialistas falam sobre crise logística nos portos do país

    “O que está acontecendo agora é uma crise. É um problema de curtíssimo prazo”.  A frase veio do diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, em entrevista ao Portal Agro em Campo. 

    A crise logística nos terminais portuários do Brasil foi um dos destaques do painel “Desafios Logísticos no Abastecimento de Café”, um dos mais movimentados do terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit, evento promovido pelo Cecafé, em Campinas (SP). 

    Segundo Koike, o governo federal tem um plano de investimentos privados nos portos por meio de programas de arrendamento e autorizações portuárias, mas que o diálogo entre os envolvidos no processo logístico podem formar um esforço coletivo importante. 

    “Um investimento novo portuário demora anos para ser operacional. Não adianta dizer agora que está investindo mas só vai ficar pronto daqui a 5 ou 6 anos. O problema é agora. A gente está na urgência. Só a articulação e o diálogo para enfrentarmos essa situação”

    Especialistas debatem crise logística nos portos

    Também participante do painel, o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, avaliou que o conteúdo apresentado atendeu às expectativas dentro do contexto logístico do país. “Nós entendemos, na nossa avaliação, que o planejamento logístico é dessa forma: reunindo carga, transportador marítimo, terminal… hoje nós temos a clara evidência de que há um esgotamento na infraestrutura portuária do país”.

    Heron reforçou que as cargas seguirão crescendo e que a falta de estrutura compromete o escoamento da produção brasileira. “É importante que a gente coloque na mesa as pessoas para debaterem e planejar os próximos anos. Não há dúvida de que, tanto o café quanto outras cargas, seguirão crescendo. Nós vamos precisar de condução adequada, de infraestrutura, para escoar nossas cargas”.

    Para Casemiro Tércio, engenheiro naval e sócio da 4Infra, a situação já aponta para quase um colapso nos próximos três ou quatro anos. “Principalmente para o agronegócio, que depende do contêiner. E não é só o café. Essas cargas vão sofrer esse engargalamento, não só dentro do terminal”. 

    Ele lembrou que os navios precisam de berço liberado para operar, mas também enfrentam desafios externos. 

    “O clima não só atinge a lavoura, mas atrasa a navegação. E para uma operação que teoricamente deveria ser sincronizada, dessincronizando, perde a janela. Quando você chega no porto, tem um navio operando no seu lugar. Você omite aquele porto e já sabe o problema: a carga vai ficar para o próximo serviço”.

    Tércio destacou que esse descompasso gera prejuízos em cadeia. 

    “Os cumprimentos de contratos, a entrega de mercadoria, o fluxo de pagamento para quem está no campo… esse descasamento entre a entrega do produto no consumidor final é consequência dessa logística bagunçada”.

    Falta de infraestrutura nos próximos anos

    Ainda conforme Eduardo Heron, apesar de anúncios recentes de investimentos públicos, o setor deverá conviver com a ausência de infraestrutura adequada nos próximos anos. Para ele, é essencial evidenciar cada vez mais a atual a situação.

    “O Cecafé vem fazendo exatamente esse trabalho, de mostrar que nós já estamos colapsados. Nós precisamos de outras alternativas, de apoio público, de promover o diálogo com o comércio exterior”. 

    De acordo com Heron, a situação atual prejudica as empresas exportadoras, compromete a competitividade e deixa de gerar renda ao produtor.

    Para Tércio, é preciso buscar soluções alternativas enquanto a estrutura ideal não é entregue. 

    “Toda carga tem a melhor logística. Hoje, essa melhor logística está comprometida. Então, buscar a segunda e terceira opção em grupo, até para justificar um desvio de rota de um navio no terminal […] seria uma solução temporária”.

  • Romeu Zema afirma que agro já supera setor de mineração em Minas Gerais

    Romeu Zema afirma que agro já supera setor de mineração em Minas Gerais

    O futuro do agronegócio brasileiro foi pauta do painel político que encerrou o terceiro dia do 10º Coffee Dinner & Summit, com a presença de nomes estratégicos como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Em entrevista ao Portal Agro em Campo, o chefe do Executivo mineiro destacou a força do agronegócio no estado e sua crescente relevância para a economia nacional.

    “No ano passado, pela primeira vez na história do Estado de Minas Gerais, as exportações do agro superaram as exportações de mineração. Então, o agro tem tomado uma relevância cada vez maior no estado. É uma atividade que em todos os anos tem liderado o crescimento econômico em Minas Gerais”, afirmou Zema. 

    O avanço no setor, segundo ele, ocorre com base em produtividade, com recuperação de áreas degradadas e não desmatamento. Mais de 95% das propriedades, inclusive, atendem exigências mais rigorosas do mundo, como as da União Europeia. Ainda de acordo com o governador, um sistema via satélite, acompanhado pela Secretaria do Estado e pela UFMG, atesta a produção com sustentabilidade ambiental. 

    Zema também valorizou a qualidade do café mineiro e classificou como um dos melhores do mundo, com base no apoio de pesquisa e participação em concursos. 

    “O que nós temos feito é o que sempre aconteceu com o vinho. Tem vinho de todo valor, de R$ 20 a R$ 50 mil a garrafa. Nós já tivemos produtores em Minas que venderam a sua saca por R$ 62 mil. Isso demonstra que há consumidores no mundo dispostos a pagar por um café superior”

    Desafios e investimentos logísticos no Brasil

    Sobre os gargalos logísticos, o governador reconheceu os avanços no território capixaba, destacando que o estado vizinho tem a melhor logística com o menor caminho a ser percorrido. “Os portos do Espírito Santo têm se modernizado. As ferrovias, melhoradas. Tudo isso tem contribuído para que cada vez mais exportações mineiras sejam feitas via Espírito Santo”. 

    Apesar disso, Zema cobrou ações do Governo Federal para que melhorias sejam feitas com o intuito de superar os desafios logísticos. “Nós temos lutado. Já estive com o Ministro da Infraestrutura diversas vezes. Mas, é um problema do Brasil. E com essa taxa de juros elevada, esse problema só se agrava, infelizmente. Quanto maior a taxa de juros, mais caro fica o investimento e menos viável ficam vários projetos”, afirmou.

    Ele ainda fez críticas sobre a maneira com que o país é conduzido economicamente. “O Brasil, infelizmente com essa gastança do Governo Federal, tem ido na contramão da história. Um governo eficiente, mais comedido com os gastos, estaria facilitando o investimento e resolvendo esses problemas”.