Tag: milho

  • Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    A pesquisa de campo realizada no final de junho indicou uma variação positiva de 0,6%, ou 1,72 milhão de toneladas, em relação à pesquisa do mês anterior. O avanço da colheita das principais culturas, como milho segunda safra, gergelim e arroz, contribuiu para essa recuperação. No entanto, houve uma redução na produção de milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

    O fenômeno El Niño foi o principal responsável pela quebra em relação ao ciclo passado. Ou seja, a intensidade do fenômeno afetou negativamente o clima desde o início do plantio, prejudicando as lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro nas principais regiões produtoras do país.

    Desempenho da produção de grãos

    A produção de soja está estimada em 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas, em comparação com a safra anterior. Mato Grosso se destaca como o maior produtor, com 39,34 milhões de toneladas, enquanto a Bahia apresenta a maior produtividade, com 3.780 kg/ha.

    Já a produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    A área cultivada total no país aumentou 1,5%, somando 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos foram observados na soja, seguida de gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, a área plantada com milho, trigo e outras culturas de inverno diminuiu.

  • Milho cai em Julho

    Milho cai em Julho

    Os preços do milho registraram queda na primeira semana de julho, devido ao aumento da oferta no mercado spot e às desvalorizações externas, conforme relatado por pesquisadores do CEPEA.

    A colheita da segunda safra avança bem, e muitos consumidores brasileiros preferem aguardar novas quedas de preços antes de adquirir grandes volumes. Apesar disso, alguns vendedores ainda esperam por uma recuperação dos preços, fundamentando-se na menor produção nesta temporada e nas condições climáticas desfavoráveis, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca no Sudeste e em partes do Centro-Oeste.

    Últimos 12 Meses

    Nos últimos 12 meses, o preço do milho no Brasil passou por variações significativas, influenciadas por fatores internos e externos. No início deste período, os preços estavam em alta devido à forte demanda e à oferta restrita, resultado de problemas climáticos como a seca no Sudeste e enchentes no Sul.

    Primeiro Semestre de 2023:

    • Alta dos Preços: A oferta limitada e a forte demanda do setor de rações e exportações mantiveram os preços elevados.
    • Impacto Climático: Condições climáticas adversas afetaram a safra de verão, restringindo a oferta no mercado interno.

    Segundo Semestre de 2023:

    • Estabilização e Queda: Com a entrada da safra de inverno (segunda safra), a oferta aumentou, levando a uma estabilização e queda dos preços.
    • Aumento da Oferta: A boa colheita da segunda safra, especialmente no Centro-Oeste, ampliou a disponibilidade de milho no mercado.

    Primeiro Semestre de 2024

    • Pressão de Queda: O aumento da oferta no mercado spot, com o bom andamento da colheita de segunda safra, intensificou a queda nos preços.
    • Demanda Cautelosa: Consumidores brasileiros evitaram adquirir grandes volumes, priorizando lotes negociados antecipadamente e esperando novas quedas nos preços.

    Fatores Influenciadores:

    • Condições Climáticas: Secas e enchentes influenciaram negativamente a produtividade em várias regiões.
    • Oferta e Demanda: Aumento na oferta da segunda safra e demanda interna estável influenciaram os preços.
    • Mercado Internacional: Desvalorizações externas e variações cambiais afetaram a competitividade do milho brasileiro.

    Os analistas esperam que os preços do milho se estabilizem, mas fatores climáticos e a demanda internacional continuarão a influenciar o mercado. A gestão eficiente dos estoques e a adaptação às condições climáticas serão cruciais para manter a rentabilidade dos produtores

  • Preços do agro: fique por dentro das negociações

    Preços do agro: fique por dentro das negociações

    O Agro em Campo traz agora a análise do Cepea sobre os preços dos principais produtos do agronegócio brasileiro. A produção de açúcar cristal branco em São Paulo cresceu, impulsionada pelos avanços na colheita e moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25, em junho. Esse aumento de oferta foi especialmente notável no mercado spot do Icumsa 180. Apesar disso, os preços permaneceram firmes nas duas primeiras semanas do mês, sustentados pela desvalorização do real frente ao dólar, o que tornou as exportações mais atraentes. No final de junho, a menor demanda pressionou as cotações. Indústrias alimentícias relataram vendas fracas para o varejo, indicando que o açúcar recebido por contratos foi suficiente para manter a produção, eliminando a necessidade de compras adicionais no mercado spot.

    Alta nos preços do algodão

    Os preços do algodão em pluma subiram no mercado interno ao longo de junho. Esse movimento foi sustentado pela firme posição dos vendedores e pelo aumento na demanda dos compradores, mesmo que de forma pontual. Após três meses de queda, o preço da pluma registrou alta no último mês.

    Mercado de arroz mantém preços firmes no Rio Grande do Sul

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul terminou junho com preços firmes, apesar do ritmo lento de negócios devido às incertezas no cenário econômico. A demanda internacional aquecida, que manteve as exportações mais atraentes do que as vendas internas, deu suporte aos preços. No entanto, a menor saída de arroz beneficiado para grandes centros consumidores nacionais limitou a liquidez e os aumentos nos valores da matéria-prima. Vendedores mantiveram suas propostas firmes devido aos altos custos estimados, enquanto as perdas agrícolas causadas pelo El Niño levaram produtores a buscar maior valorização do arroz em casca.

    Disparidade de preços no mercado de boi

    O mercado de boi vivo registrou uma maior dispersão nos preços coletados pelo Cepea no final do semestre, refletindo diferentes percepções sobre as condições do mercado. Após quedas sucessivas no primeiro semestre, agentes buscam preços que se ajustem melhor às condições atuais.

    Café fecha junho com alta de preços

    Os preços dos cafés robusta e arábica subiram no mercado spot nacional em junho, mas a comercialização de novos lotes permaneceu lenta. A liquidez aumentou apenas em momentos de forte elevação nos valores.

    Demanda por etanol

    A safra sucroenergética 2024/25 avança rapidamente no Centro-Sul, favorecida pelas boas condições climáticas para a colheita e moagem da cana-de-açúcar. A demanda por etanol no varejo, especialmente em São Paulo, se mantém firme, sustentada pela vantagem do biocombustível frente à gasolina.

    Valores do frango variam

    Os preços médios dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas em junho. Em alguns casos, a demanda aquecida elevou as cotações, sustentando a média mensal, enquanto em outros, a baixa liquidez resultou em queda nos valores.

    Preços do milho caem com avanço da colheita

    Os preços do milho caíram em junho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra. Parte dos produtores aumentou o volume de milho disponível no mercado spot, enquanto outros, receosos quanto aos impactos do clima adverso, limitaram a oferta. Consumidores priorizaram o uso de estoques e adquiriram poucos lotes no spot, aguardando novas desvalorizações com o avanço da colheita.

    Cotações de ovinos

    Em junho, os preços do cordeiro vivo apresentaram variações nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, os valores subiram, enquanto em outras regiões os preços recuaram.

    Soja registra alta nas negociações

    As negociações de soja estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, impulsionadas pela demanda firme, tanto doméstica quanto externa. A valorização cambial, com o dólar subindo 5% de maio para junho, deixou as commodities nacionais mais atraentes para importadores.

    Preços do trigo permanecem firmes

    Os preços do trigo mantiveram-se firmes no mercado brasileiro em junho, operando acima dos níveis do mesmo período do ano passado. Esse cenário foi sustentado pelos baixos estoques domésticos e pela elevação da paridade de importação, o que limitou a liquidez e resultou em negociações pontuais.

  • Boi valorizado – oportunidade para confinamento

    Boi valorizado – oportunidade para confinamento

    Com menos animais prontos para o abate, aliados a baixa disponibilidade de pastagem e ao dólar valorizado, as cotações da arroba seguem em bom patamar, neste começo de segundo semestre. De acordo com pesquisadores do Cepea, a arroba valorizada, aliada a baixa no preço do boi magro e milho, podem animar confinadores.

    A intenção em aumentar ou não o número de animais para engorda tem bastante influência também dos preços futuros do boi gordo (receita) na B3. Os ajustes indicam valores 6,5% maiores que os atuais para Outubro/24 e cerca de 10% acima para Novembro/24 e Dezembro/24.

    Quanto ao boi magro, levantamento do Cepea aponta tendência de queda desde fevereiro/21, perdendo, desde então, 41,1% do seu valor em termos reais. Para o milho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) esteve em R$ 57,02/sc de 60 kg em junho. Em termos reais, houve recuo de 13,5% sobre o de janeiro.

    No mesmo comparativo, o boi (Indicador CEPEA/B3) se desvalorizou 12,4%, com a média indo para R$ 220,70

    Confinamento deve crescer 2,5% em 2024

    O setor pecuário brasileiro está se preparando para um ano de expansão no confinamento de gado em 2024. De acordo com dados preliminares do Censo de Confinamento da DSM-Firmenich, os pecuaristas devem elevar em 2,5% o volume de gado com terminação em confinamento, chegando a 7,379 milhões de bovinos

    Um levantamento realizado pela Scot Consultoria em 180 confinamentos de 12 estados brasileiros apontou que 42,8% dos pecuaristas consultados esperam que o volume de animais confinados cresça em 2024. Por outro lado,  38,3% acreditam que deve ficar praticamente estável.

    O Mato Grosso lidera a atividade de confinamento no Brasil em 2023. O estado responde por 1,47 milhão de cabeças, um avanço de 3% em relação ao ano passado. Logo atrás aparecem São Paulo, com 1,19 milhão de cabeças confinadas, e Goiás, com 1,16 milhão.

    Com perspectivas positivas para o mercado da carne e a melhora na rentabilidade do confinamento, o setor pecuário brasileiro se prepara para um ano de expansão em 2024. O objetivo é consolidar a tendência de crescimento da produção intensiva de bovinos.

  • Maior oferta: preço do milho está em queda

    Maior oferta: preço do milho está em queda

    Os preços do milho estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. A colheita da segunda safra em ritmo mais adiantado este ano elevou a oferta do cereal em muitas praças, como Paraná e Mato Grosso.

    Parte dos produtores de milho está mais flexível nas negociações de novos lotes, mas demandantes limitam as compras, priorizando o recebimento do milho já adquirido antecipadamente. Além disso, a disponibilidade global na atual temporada está elevada, tendo em vista as maiores produções nos Estados Unidos e na Argentina.

    Mesmo com a valorização do dólar, não foi suficiente para conter os recuos do grão no spot. O avanço da moeda norte-americana pode elevar a paridade de exportação e permitir altas nas cotações internas.

    Dolár em alta

    A recente valorização do dólar, que atingiu seu nível mais alto frente ao real em cerca de 18 meses, está influenciando o mercado de milho, em Mato Grosso. Este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

    Portanto, especialistas do setor acreditam que os embarques de milho brasileiro não devem superar as expectativas em junho. Sendo assim, analistas preveem que o aumento significativo nas exportações deve ocorrer entre julho e agosto, quando os portos mudam seu foco da soja para o milho.

  • Milho tem colheita intensa e negociação lenta

    Milho tem colheita intensa e negociação lenta

    As colheitas da primeira e segunda safra de milho em 2024 estão avançando em ritmo mais acelerado em comparação ao ano anterior. Isso acontece graças ao clima quente e seco que predomina na maior parte das regiões produtoras. No entanto, apesar do aumento na oferta, o mercado nacional ainda não reflete essa abundância em termos de negociações.

    De acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os negócios no mercado spot nacional permanecem lentos. Os pesquisadores do Cepea explicam que há um menor interesse dos consumidores. Eles preferem aguardar maiores desvalorizações com o progresso da colheita ou priorizam o recebimento dos lotes já negociados antecipadamente.

    Além disso, muitos vendedores de certas regiões estão retraídos, focados na colheita e atentos à possível queda de produtividade devido ao clima adverso durante o desenvolvimento das lavouras. Essa cautela também é alimentada pela expectativa de um aumento na demanda externa nas próximas semanas, conforme ressaltam os pesquisadores do Cepea.

    Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 16 de junho, as médias nacionais das colheitas de primeira e segunda safra alcançaram 88,1% e 13,1%, respectivamente. Esses números representam avanços de 1 ponto percentual para a primeira safra e 7,8 pontos percentuais para a segunda safra em relação ao mesmo período da temporada anterior.

    Essa combinação de fatores está moldando um cenário de incertezas no mercado interno de milho. Os produtores e consumidores adotam uma postura de espera, aguardando movimentos mais claros na demanda e nos preços.

  • Dólar em alta afeta mercado do milho

    Dólar em alta afeta mercado do milho

    A recente valorização do dólar, que atingiu seu nível mais alto frente ao real em cerca de 18 meses, está influenciando o mercado de milho em Mato Grosso, o principal estado produtor do grão no Brasil. Este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

    Especialistas do setor acreditam que, apesar da alta do dólar e da antecipação da colheita, os embarques de milho brasileiro não devem superar as expectativas em junho. Analistas preveem que o aumento significativo nas exportações deve ocorrer entre julho e agosto, quando os portos mudam seu foco da soja para o milho.

    O dólar à vista tem operado acima de R$5,40, um aumento significativo em relação aos R$5,2510 do fechamento do mês anterior. No acumulado de junho, a valorização já supera 3%, tornando o milho brasileiro mais competitivo no mercado internacional.

    Colheita avança

    A colheita da segunda safra de milho no centro-sul do Brasil atingiu 21% da área cultivada até a última quinta-feira, um avanço considerável em comparação com os 5% registrados no mesmo período do ano passado, conforme dados da consultoria AgRural. Mato Grosso e Paraná lideram o ritmo de colheita, embora se espere uma queda no volume total comparado à temporada anterior, devido a uma redução na área plantada e menores produtividades.

    A analista da AgRural, Daniele Siqueira, observa um aumento na movimentação do mercado de milho devido ao dólar alto. Os preços da safrinha, com entrega a partir de julho de 2024, têm subido. Em Sorriso (MT), a saca para entrega em julho fechou a sexta-feira cotada a R$39,00, contra R$36,00 na mínima dos últimos 30 dias. Embora a alta nos preços seja modesta, ela ocorre em um período tradicionalmente negativo devido à colheita. Siqueira acredita que este movimento provavelmente resultará em um volume de exportação mais significativo em julho.

    Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado, enfatiza que o dólar firme tem facilitado mais negócios, especialmente em Mato Grosso. No entanto, ele ressalta que isso não implica um aumento imediato nas exportações. A demanda para milho brasileiro está mais acelerada apenas para agosto em diante, com junho e julho ainda devendo ser fracos em embarques.

    Expectativas de exportação

    Frederico Humberg, CEO da Agribrasil, prevê que o Brasil exporte 45 milhões de toneladas de milho em 2024. Número acima da projeção de 33,5 milhões de toneladas feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ainda abaixo das cerca de 55 milhões de toneladas exportadas no ano passado, quando os embarques atingiram recorde. Apesar das expectativas de um volume de exportação acima das projeções oficiais, Humberg não acredita que a temporada de exportações de milho começará antes do previsto. Ele acredita que a demanda externa pelo milho brasileiro tende a ganhar força a partir de agosto, especialmente com a diminuição das vendas da Argentina.

    O cenário atual reforça a importância da vigilância contínua sobre as variações cambiais e seus impactos nas exportações agrícolas, fundamentais para a economia brasileira.

  • Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    Cuidado: vem mais aumento no preço dos alimentos

    A produção de grãos no ciclo 2023/2024 está estimada em 297,54 milhões de toneladas. O volume atual é 7% menor do que o da temporada anterior, portanto representa uma redução de 22,27 milhões de toneladas a serem colhidas. As condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras do país causaram essa quebra.

    Desempenho da segunda safra

    Apesar das adversidades, os cultivos de segunda safra estão apresentando melhores resultados. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (13), um aumento de 2,1 milhões de toneladas na estimativa de maio, destacando as produções de milho, algodão em pluma e feijão.

    Milho: principal cultura da segunda safra

    A produção de milho, principal cultura da segunda safra, está estimada em 88,12 milhões de toneladas. Conforme o Progresso de Safra da Conab, cerca de 7,5% da área semeada já foi colhida. Houve uma melhora na produtividade em algumas regiões importantes.

    Em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Paraná, a redução e falta de chuvas afetaram negativamente o potencial produtivo. Em contraste, Mato Grosso, Pará, Tocantins e parte de Goiás apresentaram boas produtividades graças à distribuição favorável das chuvas e ao uso de tecnologia avançada pelos produtores. Com isso, a produção total de milho está estimada em 114,14 milhões de toneladas.

    Algodão: expectativa de crescimento

    As lavouras de algodão estão em estágios avançados de formação de maçãs e maturação. Nesta temporada, a área semeada está estimada em 1,94 milhão de hectares, um aumento de 16,9%. Consequentemente, A produção de algodão em pluma deve crescer 15,2%, podendo atingir 3,66 milhões de toneladas.

    Feijão: importante para o consumo dos brasileiros

    A produção total de feijão deve aumentar 9,7% na temporada 2023/2024, ultrapassando 3,3 milhões de toneladas. A segunda safra da leguminosa deve registrar um incremento de 26,3%, impulsionado pelo cultivo de feijão preto e caupi, com estimativas de 589,4 mil toneladas e 462,8 mil toneladas, respectivamente.

    O crescimento da produção de feijão preto é atribuído a uma melhora de 8,5% na produtividade e a um aumento de 63,5% na área cultivada, alcançando 331 mil hectares. Para o feijão caupi, a área cresceu 4,9%, enquanto a produtividade das lavouras melhorou 20,6%. Na terceira safra, aproximadamente 60% da área é irrigada, com o plantio em andamento.

    Arroz: expectativa e desafios

    A produção de arroz é outro produto crucial para o mercado interno. Nesse caso, ela está projetada em 10,395 milhões de toneladas. Em geral, houve um aumento na área plantada em comparação com a temporada anterior, motivado pela expectativa de bons preços. Contudo, os danos nas lavouras do Rio Grande do Sul podem comprometer o rendimento médio.

    Soja: impacto das condições climáticas

    Os produtores finalizaram a colheita da soja com uma produção estimada em 147,35 milhões de toneladas. Ou seja, houve  uma queda de 4,7% ou 7,26 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Além disso, embora a área semeada tenha sido maior, as condições climáticas adversas também afetaram negativamente a produtividade média.

    Culturas de inverno: desafios no plantio de trigo

    O plantio das culturas de inverno já começou, com o trigo como principal produto. 46,8% da área destinada ao trigo foi semeada até o momento. O plantio começou em abril no Paraná, mas o excesso de umidade no Rio Grande do Sul, maior produtor de cereais de inverno, tem dificultado o manejo das áreas a serem semeadas.

    Projeções de mercado

    A Conab manteve quase estáveis as projeções para os principais produtos da safra 2023/2024, no 9º levantamento, comparando com o mês anterior. Os estoques de milho, algodão e feijão foram atualizados e houve ajuste no volume a ser colhido. O Agro em Campo segue acompanhando as tendências de mercado.

     

     

     

  • Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro teve crescimento de 5,9% em 2023, passando dos R$215,4 bilhões registrados em 2022 para R$228,6 bilhões. O resultado recorde representou acréscimo de R$ 13,2 bilhões na economia mineira.

    Na avaliação do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, a coletiva realizada na sede da instituição que é a “casa do produtor rural”, demonstra a importância do diálogo e do alinhamento com o Governo de Minas.

    De acordo com o vice-governador, Professor Mateus, houve evolução do PIB do agro mineiro desde 2019. “Os aumentos em todos os anos, em todos os setores, mostram que o agro cresce mais do que a média da economia geral de Minas Gerais. Esses números são muito impressionantes também, pois os preços em 2022 eram mais altos do que em 2023, então, crescemos no valor total, mesmo com redução no preço da commodities. Isso monstra que o nosso produtor rural está avançando muito em produtividade”, disse.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, reforçou que os resultados positivos. Eles refletem o trabalho conjunto entre os setores público e privado para dar solução e atender ao produtor rural mineiro. “Nós temos conseguido crescer, o que se deve ao trabalho conjunto de ouvir o setor e discutir as políticas públicas para tomarmos as melhores decisões. Essa proximidade com a Faemg abre portas, nos coloca mais próximos de quem produz lá na ponta, e nos ajuda a atendê-los melhor”.

    Café, soja, cana-de-açúcar e milho são destaques

    Os resultados foram apresentados pelo professor, pesquisador e coordenador de Contas Regionais da Diretoria de Estatística e Informações da FJP, Raimundo Sousa. Segundo ele, houve aumento expressivo da produção de café, soja, cana-de-açúcar e milho, mesmo com a evolução menor dos preços desses produtos compreendidos como primários.

    O crescimento do PIB do agronegócio reflete, também, o avanço da fabricação de alimentos, bebidas, celulose e biocombustíveis, por exemplo. No caso das agroindústrias e serviços relacionados, as melhorias nos preços praticados acompanharam o incremento das quantidades produzidas.

     

  • Dólar atinge R$ 5,32 e impacta o agronegócio

    Dólar atinge R$ 5,32 e impacta o agronegócio

    O dólar norte-americano registrou uma nova alta, que impacta o agronegócio. Nesta sexta-feira (7), fechou em um patamar de R$ 5,3242, um aumento de 1,42%. É o maior valor desde janeiro de 2023. O ganho é de 9,72% no ano.

    Investidores permaneceram atentos aos sinais relacionados às futuras decisões sobre taxas de juros nos Estados Unidos. De acordo com dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, a criação de empregos na maior economia do mundo superou as expectativas em maio. Como resultado, vieram preocupações de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, possa adiar novamente o início do ciclo de redução das taxas de juros. Além disso, a política monetária em outros países desenvolvidos também foi observada de perto.

    Reflexos para o agronegócio:

    Sem dúvida, a alta dólar impacta o agronegócio brasileiro, que tem apresentado nas exportações um desempenho positivo este ano.

    De janeiro a março de 2024, as exportações do setor totalizaram US$ 37,44 bilhões. Ou seja, um recorde para o período e um aumento de 4,4% em comparação com o mesmo período de 2023.

    Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), esse crescimento em valor reflete um aumento na quantidade de produtos exportados, compensando a queda nos preços.

    O agronegócio respondeu por 47,8% das exportações totais do Brasil no primeiro trimestre de 2024, ligeiramente acima dos 47,3% observados no mesmo período do ano anterior.

    Nesse trimestre, o aumento nas exportações de açúcar, algodão e café verde impulsionou a balança. Houve a compensação da queda nas exportações de milho, soja em grãos e óleo de soja.

    Por outro lado, a cotação de muitos insumos importados também se baseia na moeda americana.